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ELET0013 · 60h

Circuitos Elétricos 1

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Questão 011º EE2020.1Leis de Kirchhoff · Resistência equivalente e divisores3 ptsVer material

Determinar os valores de vv e de ii, utilizando as Leis de Kirchhoff (não utilizar Análise de Nós ou Análise de Malhas).

5 A8 Ω4 Ω2 Ωi4 Ω12 Ω20 Ω−+v

O enunciado proíbe nodal e malhas de propósito: o circuito se reduz por associação série–paralelo de fora para dentro, e as duas incógnitas saem por divisão de corrente.

Gabarito

v=10 Vv = 10\ \mathrm{V} · i=2 Ai = 2\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — Reduza de dentro para fora, começando pelo par mais afastado da fonte. Os 4 Ω4\ \Omega e 12 Ω12\ \Omega estão em paralelo entre o nó CC e o fio de baixo:

4∥12=4⋅1216=3 Ω4 \parallel 12 = \frac{4 \cdot 12}{16} = 3\ \Omega
5 AA8 Ω4 ΩB2 ΩiC4 ∥ 123 Ω20 Ω−+v

Os 4 Ω e 12 Ω em paralelo viram 3 Ω. Entre CC e o fio de baixo: 4∥12=4816=3 Ω4 \parallel 12 = \dfrac{48}{16} = 3\ \Omega.

Passo 2 — Esse 3 Ω3\ \Omega está em série com o 2 Ω2\ \Omega, formando o ramo que sai do nó BB:

RB,ramo=2+3=5 ΩR_{B,\text{ramo}} = 2 + 3 = 5\ \Omega

e esse ramo está em paralelo com os 20 Ω20\ \Omega, também ligados de BB ao fio de baixo:

RB=5∥20=10025=4 ΩR_B = 5 \parallel 20 = \frac{100}{25} = 4\ \Omega
5 AA8 Ω4 ΩBRB4 Ω−+v

O ramo 2 + 3 = 5 Ω, em paralelo com os 20 Ω, vira R_B = 4 Ω. 2+3=5 Ω2 + 3 = 5\ \Omega e 5∥20=4 Ω5 \parallel 20 = 4\ \Omega. A tensão vv dos 20 Ω20\ \Omega é agora a tensão sobre RBR_B.

Passo 3 — De AA até o fio de baixo há dois caminhos: os 8 Ω8\ \Omega, e os 4 Ω4\ \Omega em série com o RBR_B que acabamos de achar:

4+4=8 Ω⟹Req=8∥8=4 Ω4 + 4 = 8\ \Omega \qquad\Longrightarrow\qquad R_{\mathrm{eq}} = 8 \parallel 8 = 4\ \Omega
5 AA8 Ω4 + RB8 ΩReq = 8 ∥ 8 = 4 Ω

Dois caminhos de 8 Ω a partir de A: R_eq = 4 Ω. O 4 Ω4\ \Omega de série mais RB=4 ΩR_B = 4\ \Omega dão 8 Ω8\ \Omega, em paralelo com o 8 Ω8\ \Omega: Req=4 ΩR_{eq} = 4\ \Omega.

Passo 4 — A fonte injeta 5 A5\ \mathrm{A} nesse equivalente, o que fixa o potencial do nó AA:

vA=5⋅4=20 Vv_A = 5 \cdot 4 = 20\ \mathrm{V}

Como os dois caminhos a partir de AA valem 8 Ω8\ \Omega cada, a corrente se divide igualmente: 2,5 A2{,}5\ \mathrm{A} por cada um. A que entra no ramo do 4 Ω4\ \Omega chega ao nó BB:

vB=2,5⋅RB=2,5⋅4=v=10 Vv_B = 2{,}5 \cdot R_B = 2{,}5 \cdot 4 = \boxed{v = 10\ \mathrm{V}}

porque vv é justamente a tensão sobre os 20 Ω20\ \Omega, que estão entre BB e o fio de baixo.

Passo 5 — Em BB os 2,5 A2{,}5\ \mathrm{A} se dividem entre os 20 Ω20\ \Omega e o ramo de 5 Ω5\ \Omega. A corrente ii é a do ramo de 5 Ω5\ \Omega:

i=vB5=105=2 Ai = \frac{v_B}{5} = \frac{10}{5} = \boxed{2\ \mathrm{A}}

Conferência — pelos 20 Ω20\ \Omega passam 10/20=0,5 A10/20 = 0{,}5\ \mathrm{A}, e 0,5+2=2,5 A0{,}5 + 2 = 2{,}5\ \mathrm{A} ✔ E a potência: a fonte entrega 20×5=100 W20 \times 5 = 100\ \mathrm{W}; os 8 Ω8\ \Omega dissipam 202/8=50 W20^2/8 = 50\ \mathrm{W}, os 4 Ω4\ \Omega da série 4(2,5)2=25 W4(2{,}5)^2 = 25\ \mathrm{W}, os 20 Ω20\ \Omega 102/20=5 W10^2/20 = 5\ \mathrm{W}, o 2 Ω2\ \Omega 2(2)2=8 W2(2)^2 = 8\ \mathrm{W} e o par paralelo 3(2)2=12 W3(2)^2 = 12\ \mathrm{W} — somando 100 W100\ \mathrm{W} ✔

5 AAvA = 20 V8 Ω2,5 A4 Ω2,5 AB2 Ωi = 2 AC4 Ω12 Ω20 Ω−+vv = 10 V

O caminho de volta: v = 10 V e i = 2 A. vA=5⋅4=20 Vv_A = 5 \cdot 4 = 20\ \mathrm{V}; os 5 A5\ \mathrm{A} se dividem ao meio, e v=2,5⋅4=10 Vv = 2{,}5 \cdot 4 = 10\ \mathrm{V}. No ramo de 5 Ω5\ \Omega: i=10/5=2 Ai = 10/5 = 2\ \mathrm{A} (e 0,5 A0{,}5\ \mathrm{A} pelos 20 Ω20\ \Omega).

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Questão 021º EE2020.1Superposição · Malhas e nós com fontes controladas4 ptsVer material

Determinar os valores de vv e ii usando o Princípio da Superposição. O circuito com a fonte de tensão deve ser resolvido pela Análise de Malhas e o circuito com a fonte de corrente deve ser resolvido pela Análise de Nós.

+−4i V2 Ω+−18 V1 Ωi4 A2 Ω1 Ω−+v3v/2 A

Duas fontes independentes — a de 18 V18\ \mathrm{V} e a de 4 A4\ \mathrm{A} — e duas controladas, que ficam nos dois subcircuitos e não se desativam nunca.

Gabarito

v=9 Vv = 9\ \mathrm{V} · i=−13 Ai = -\dfrac{1}{3}\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 0 — Convenções, antes de qualquer conta. Tomando o fio de baixo como referência, chame de vLv_L o nó da esquerda, v2v_2 o nó do 1 Ω1\ \Omega vertical, v3v_3 o nó do 2 Ω2\ \Omega vertical e vRv_R o nó da direita. Como ii é a corrente que sobe pelo 1 Ω1\ \Omega, ela vale

i=0−v21=−v2i = \frac{0 - v_2}{1} = -v_2

e v=v3−vRv = v_3 - v_R, com o ++ do lado do nó 33.

Passo 1 — subcircuito da fonte de 18 V18\ \mathrm{V} (a de 4 A4\ \mathrm{A} vira circuito aberto), pela Análise de Malhas. Com o ramo dos 4 A4\ \mathrm{A} aberto, a janela de cima e a janela de baixo do meio viram uma só, e sobram três malhas, todas com corrente no sentido horário: i1i_1 na janela de baixo à esquerda (2 Ω2\ \Omega, fonte de 18 V18\ \mathrm{V} e 1 Ω1\ \Omega vertical); i2i_2 na janela fundida (fio de cima com a controlada 4i4i, 1 Ω1\ \Omega horizontal, 2 Ω2\ \Omega do meio, 1 Ω1\ \Omega vertical e fonte de 18 V18\ \mathrm{V}); e i3i_3 na janela de baixo à direita (2 Ω2\ \Omega do meio, 1 Ω1\ \Omega horizontal e controlada 3v/23v/2). As duas variáveis de controle, escritas em correntes de malha, são

i′=i2−i1,v′=1 (i3−i2)i' = i_2 - i_1, \qquad v' = 1\,(i_3 - i_2)

porque i2i_2 sobe pelo 1 Ω1\ \Omega vertical e i1i_1 desce, e porque no 1 Ω1\ \Omega horizontal o sentido do nó 33 para o nó RR (do ++ para o −- de vv) é o de i3i_3. A fonte controlada 3v/23v/2 fica só na borda da malha 33, então não há supermalha: ela apenas fixa i3i_3. Somando as quedas de tensão no sentido de cada malha:

malha 1:−18+1 (i1−i2)+2 i1=0\text{malha 1:}\quad -18 + 1\,(i_1 - i_2) + 2\,i_1 = 0malha 2:−4i′+1 (i2−i3)+2 (i2−i3)+1 (i2−i1)+18=0\text{malha 2:}\quad -4i' + 1\,(i_2 - i_3) + 2\,(i_2 - i_3) + 1\,(i_2 - i_1) + 18 = 0malha 3:i3=32 v′=32 (i3−i2)\text{malha 3:}\quad i_3 = \frac{3}{2}\,v' = \frac{3}{2}\,(i_3 - i_2)

Com i′=i2−i1i' = i_2 - i_1, o sistema fica 3i1−i2=183i_1 - i_2 = 18,  i1−i3=−6 \ i_1 - i_3 = -6\ e  i3=3i2\ i_3 = 3i_2, e dá

i1=152 A,i2=92 A,i3=272 Ai_1 = \frac{15}{2}\ \mathrm{A}, \qquad i_2 = \frac{9}{2}\ \mathrm{A}, \qquad i_3 = \frac{27}{2}\ \mathrm{A}i′=92−152=−3 Av′=272−92=9 Vi' = \frac{9}{2} - \frac{15}{2} = \boxed{-3\ \mathrm{A}} \qquad\qquad v' = \frac{27}{2} - \frac{9}{2} = \boxed{9\ \mathrm{V}}
+−4i′ V2 Ω1 Ω2 Ω1 Ω−+3v′/2 A+−18 Vaberto↻ i1↻ i2↻ i3i′ = −3 Av′ = 9 V

Só a fonte de 18 V ligada. Malhas no sentido horário, com i2i_2 na janela que o ramo aberto de 4 A funde: 3i1−i2=183i_1 - i_2 = 18, −4i′+3(i2−i3)+(i2−i1)+18=0-4i' + 3(i_2 - i_3) + (i_2 - i_1) + 18 = 0 e i3=32(i3−i2)i_3 = \tfrac{3}{2}(i_3 - i_2), com i′=i2−i1i' = i_2 - i_1. Dá i1=152i_1 = \tfrac{15}{2}, i2=92i_2 = \tfrac{9}{2}, i3=272i_3 = \tfrac{27}{2} A, logo i′=−3i' = -3 A e v′=i3−i2=9v' = i_3 - i_2 = 9 V.

Passo 2 — subcircuito da fonte de 4 A4\ \mathrm{A} (a de 18 V18\ \mathrm{V} vira curto-circuito). Agora vL′′=v2′′v_L'' = v_2'', e a análise de nós pede a LKC no supernó que envolve vL′′v_L'', v2′′v_2'' e vR′′v_R'' mais a LKC no nó 33:

vL′′2⏟2 Ω+v2′′⏟1 Ω+4⏟fonte−v′′+32v′′⏟controlada=0v3′′2+v′′−4=0\underbrace{\frac{v_L''}{2}}_{2\ \Omega} + \underbrace{v_2''}_{1\ \Omega} + \underbrace{4}_{\text{fonte}} - v'' + \underbrace{\tfrac{3}{2}v''}_{\text{controlada}} = 0 \qquad\qquad \frac{v_3''}{2} + v'' - 4 = 0

Com vR′′=vL′′+4i′′=−3vL′′v_R'' = v_L'' + 4i'' = -3v_L'' e v′′=v3′′−vR′′v'' = v_3'' - v_R'', o sistema dá

vL′′=−83 V⟹i′′=−vL′′=83 A,v′′=0 Vv_L'' = -\frac{8}{3}\ \mathrm{V} \quad\Longrightarrow\quad i'' = -v_L'' = \boxed{\frac{8}{3}\ \mathrm{A}}, \qquad v'' = \boxed{0\ \mathrm{V}}
+−4i″ V2 Ω1 Ω2 Ω1 Ω−+3v″/2 Acurto4 Ai″ = 8/3 Av″ = 0

Só a fonte de 4 A ligada. Com a de 18 V em curto, vL′′=v2′′v_L'' = v_2''; o sistema dá vL′′=−83v_L'' = -\tfrac{8}{3} V, i′′=83i'' = \tfrac{8}{3} A e v′′=0v'' = 0.

Passo 3 — Somando as parcelas:

v=v′+v′′=9+0=9 Vi=i′+i′′=−3+83=−13 Av = v' + v'' = 9 + 0 = \boxed{9\ \mathrm{V}} \qquad\qquad i = i' + i'' = -3 + \frac{8}{3} = \boxed{-\frac{1}{3}\ \mathrm{A}}

Conferência — resolvendo o circuito completo de uma vez (com as duas fontes ativas), o supernó dá vL=−533 Vv_L = -\tfrac{53}{3}\ \mathrm{V}, e daí v2=13 Vv_2 = \tfrac13\ \mathrm{V}, vR=−19 Vv_R = -19\ \mathrm{V} e v3=−10 Vv_3 = -10\ \mathrm{V} — logo v=−10+19=9 Vv = -10 + 19 = 9\ \mathrm{V} e i=−13 Ai = -\tfrac13\ \mathrm{A} ✔ O sinal negativo de ii significa apenas que a corrente desce pelo 1 Ω1\ \Omega, ao contrário da seta do enunciado.

+−4i V2 Ω1 Ω2 Ω1 Ω−+3v/2 A+−18 V4 Ai = −1/3 Av = 9 V

As duas fontes juntas. v=v′+v′′=9+0=9v = v' + v'' = 9 + 0 = 9 V e i=i′+i′′=−3+83=−13i = i' + i'' = -3 + \tfrac{8}{3} = -\tfrac{1}{3} A.

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Questão 031º EE2020.1Thévenin e Norton · Fonte controlada nos terminais3 ptsVer material

Determinar os circuitos equivalentes de Thévenin e de Norton à esquerda dos pontos aa e bb. A partir de um desses circuitos, determine o valor da corrente ii.

4 A4 Ω−+v2 Ωv/4 Aa16 Ωib

A fonte controlada depende de vv, que é a tensão sobre o 4 Ω4\ \Omega — dentro da parte que vai ser substituída pelo equivalente. Isso proíbe desativá-la e obriga a usar um dos dois caminhos válidos para RThR_{\mathrm{Th}}.

Gabarito

Thévenin: VTh=24 VV_{\mathrm{Th}} = 24\ \mathrm{V}, RTh=8 ΩR_{\mathrm{Th}} = 8\ \Omega · Norton: IN=3 AI_N = 3\ \mathrm{A}, RN=8 ΩR_N = 8\ \Omega · i=1 Ai = 1\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — remova a carga. O 16 Ω16\ \Omega não faz parte do equivalente: ele é o que se liga em aa–bb depois. Com ele fora, e o fio de baixo como referência, chame de vv o potencial do nó do 4 Ω4\ \Omega (que é a própria variável de controle) e de vav_a o do terminal aa.

Passo 2 — VThV_{\mathrm{Th}}, com aa–bb em aberto. Nenhuma corrente sai por aa, então tudo o que chega ali pelo 2 Ω2\ \Omega e pela fonte controlada tem de se cancelar:

v−va2+v4=0\frac{v - v_a}{2} + \frac{v}{4} = 0

A LKC no nó do 4 Ω4\ \Omega, com os 4 A4\ \mathrm{A} entrando:

4=v4+v−va2+v44 = \frac{v}{4} + \frac{v - v_a}{2} + \frac{v}{4}

Substituindo a primeira na segunda, os dois termos do meio se cancelam e sobra 4=v/44 = v/4:

v=16 V⟹16−va2=−4⟹VTh=va=24 Vv = 16\ \mathrm{V} \qquad\Longrightarrow\qquad \frac{16 - v_a}{2} = -4 \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{V_{\mathrm{Th}} = v_a = 24\ \mathrm{V}}
4 A4 Ω−+v2 Ωv/4 Aab−+VTh= 24 V

V_Th: carga de 16 Ω removida, a–b em aberto. Sem o 16 Ω, nada sai por aa: o que vem pelo 2 Ω cancela o que vem pela controlada. Daí v=16 Vv = 16\ \mathrm{V} e VTh=va=24 VV_{\mathrm{Th}} = v_a = 24\ \mathrm{V}.

Passo 3 — INI_N, com aa–bb em curto. Agora va=0v_a = 0, e a LKC no nó do 4 Ω4\ \Omega fica

4=v4+v2+v4=v⟹v=4 V4 = \frac{v}{4} + \frac{v}{2} + \frac{v}{4} = v \qquad\Longrightarrow\qquad v = 4\ \mathrm{V}

A corrente que atravessa o curto é a soma do que chega em aa pelos dois ramos:

IN=v2⏟2 Ω+v4⏟controlada=2+1=3 AI_N = \underbrace{\frac{v}{2}}_{2\ \Omega} + \underbrace{\frac{v}{4}}_{\text{controlada}} = 2 + 1 = \boxed{3\ \mathrm{A}}
4 A4 Ω−+v2 Ωv/4 AabIN= 3 A

I_N: a–b em curto. Com va=0v_a = 0, a LKC dá v=4 Vv = 4\ \mathrm{V}; pelo curto passam v/2+v/4=2+1=3 Av/2 + v/4 = 2 + 1 = 3\ \mathrm{A}.

Passo 4 — RThR_{\mathrm{Th}} pela razão, que é o caminho seguro quando há fonte controlada:

RTh=RN=VThIN=243=8 ΩR_{\mathrm{Th}} = R_N = \frac{V_{\mathrm{Th}}}{I_N} = \frac{24}{3} = \boxed{8\ \Omega}
+−VTh24 VRTh8 ΩabThéveninIN3 ARN8 ΩabNorton

Os dois equivalentes: R_Th = V_Th / I_N = 8 Ω. Com fonte controlada não se desativa nada: RTh=RN=VTh/IN=24/3=8 ΩR_{\mathrm{Th}} = R_N = V_{\mathrm{Th}}/I_N = 24/3 = 8\ \Omega.

Passo 5 — a corrente na carga. Religando o 16 Ω16\ \Omega ao equivalente de Thévenin:

i=VThRTh+16=248+16=1 Ai = \frac{V_{\mathrm{Th}}}{R_{\mathrm{Th}} + 16} = \frac{24}{8 + 16} = \boxed{1\ \mathrm{A}}

Conferência — por Norton dá o mesmo, com divisão de corrente: i=3⋅88+16=1 Ai = 3 \cdot \dfrac{8}{8+16} = 1\ \mathrm{A} ✔ E RThR_{\mathrm{Th}} confere pela fonte de teste: desativando os 4 A4\ \mathrm{A} e injetando 1 A1\ \mathrm{A} em aa, sai va=8 Vv_a = 8\ \mathrm{V} ✔

+−VTh24 VRTh8 Ωa16 Ωib= 1 A

A carga de 16 Ω religada ao Thévenin. Um laço só: i=24/(8+16)=1 Ai = 24/(8 + 16) = 1\ \mathrm{A}.

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Questão 041º EE2020.2Leis de Kirchhoff · Redução em cascata e divisores3 ptsVer material

Determinar os valores de vv, ii, i1i_1 e i2i_2 utilizando as Leis de Kirchhoff e suas aplicações (não utilizar Análise de Nós ou Análise de Malhas).

+−50 V2 Ωi116 Ωi212 Ω4 Ωi3 Ω6 Ω4 Ω8 Ω−+v

Quatro incógnitas, e nenhuma delas exige sistema: o circuito é uma escada de associações série–paralelo, e cada divisão de corrente entrega uma das respostas.

Gabarito

i1=5 Ai_1 = 5\ \mathrm{A} · i2=52 Ai_2 = \dfrac{5}{2}\ \mathrm{A} · i=59 A≈0,556 Ai = \dfrac{5}{9}\ \mathrm{A} \approx 0{,}556\ \mathrm{A} · v=203 V≈6,67 Vv = \dfrac{20}{3}\ \mathrm{V} \approx 6{,}67\ \mathrm{V}

Passo a passo

Passo 1 — reduza de dentro para fora. Chame de AA o nó do 16 Ω16\ \Omega, BB o do 4 Ω4\ \Omega vertical, CC o nó de onde saem 3 Ω3\ \Omega e 6 Ω6\ \Omega, e DD o do 8 Ω8\ \Omega.

3∥6=2 Ω⟹ramo B→C: 4+2=6 Ω3 \parallel 6 = 2\ \Omega \qquad\Longrightarrow\qquad \text{ramo } B \to C: \ 4 + 2 = 6\ \Omegaramo B→D: 4+8=12 Ω⟹RB=6∥12=4 Ω\text{ramo } B \to D: \ 4 + 8 = 12\ \Omega \qquad\Longrightarrow\qquad R_B = 6 \parallel 12 = 4\ \Omega
+−50 V2 ΩA16 Ω12 ΩB4 + 26 Ω4 + 812 Ω

De B saem dois ramos: 6 Ω e 12 Ω, que em paralelo dão R_B = 4 Ω. 3∥6=2 Ω3 \parallel 6 = 2\ \Omega, então o ramo B→CB \to C vale 4+2=6 Ω4 + 2 = 6\ \Omega; o ramo B→DB \to D vale 4+8=12 Ω4 + 8 = 12\ \Omega. Em paralelo: RB=6∥12=4 ΩR_B = 6 \parallel 12 = 4\ \Omega.

Passo 2 — Subindo mais um degrau:

ramo A→B: 12+4=16 Ω⟹RA=16∥16=8 Ω\text{ramo } A \to B: \ 12 + 4 = 16\ \Omega \qquad\Longrightarrow\qquad R_A = 16 \parallel 16 = 8\ \OmegaReq=2+8=10 ΩR_{\mathrm{eq}} = 2 + 8 = 10\ \Omega
+−50 V2 ΩA16 Ω12 + RB16 ΩRA = 16 ∥ 16 = 8 ΩReq = 2 + 8 = 10 Ω

Em A, dois caminhos de 16 Ω: R_A = 8 Ω e R_eq = 10 Ω. O 12 Ω12\ \Omega em série com RB=4 ΩR_B = 4\ \Omega dá 16 Ω16\ \Omega, em paralelo com o 16 Ω16\ \Omega: RA=8 ΩR_A = 8\ \Omega, e com o 2 Ω2\ \Omega da fonte, Req=10 ΩR_{eq} = 10\ \Omega.

Passo 3 — a corrente da fonte:

i1=5010=5 A⟹vA=8⋅5=40 Vi_1 = \frac{50}{10} = \boxed{5\ \mathrm{A}} \qquad\Longrightarrow\qquad v_A = 8 \cdot 5 = 40\ \mathrm{V}

Passo 4 — Em AA os dois caminhos valem 16 Ω16\ \Omega cada, então a corrente se divide ao meio:

i2=816 i1=52 Ai_2 = \frac{8}{16}\,i_1 = \boxed{\frac{5}{2}\ \mathrm{A}}

e a outra metade, também 2,5 A2{,}5\ \mathrm{A}, segue pelo 12 Ω12\ \Omega até BB, onde

vB=4⋅2,5=10 Vv_B = 4 \cdot 2{,}5 = 10\ \mathrm{V}

Passo 5 — Em BB, divisão entre o ramo de 6 Ω6\ \Omega (que desce) e o de 12 Ω12\ \Omega (que vai para DD):

iB→C=46 (2,5)=53 AiB→D=412 (2,5)=56 Ai_{B \to C} = \frac{4}{6}\,(2{,}5) = \frac{5}{3}\ \mathrm{A} \qquad i_{B \to D} = \frac{4}{12}\,(2{,}5) = \frac{5}{6}\ \mathrm{A}
+−50 V2 ΩA16 Ω12 ΩB4 + 26 Ω4 + 812 Ωi1 = 5 Ai2 = 2,5 A2,5 AvA = 40 V · vB = 10 V5/3 A5/6 A

Voltando: i₁ = 5 A, metade em cada caminho de A, e a divisão em B. i1=50/10=5 Ai_1 = 50/10 = 5\ \mathrm{A}, vA=40 Vv_A = 40\ \mathrm{V}; em AA a corrente se divide ao meio (i2=2,5 Ai_2 = 2{,}5\ \mathrm{A}), e em BB, com vB=10 Vv_B = 10\ \mathrm{V}: 53 A\tfrac53\ \mathrm{A} para CC e 56 A\tfrac56\ \mathrm{A} para DD.

Passo 6 — Daí saem as duas últimas respostas. A tensão sobre o 8 Ω8\ \Omega:

v=8⋅56=203≈6,67 Vv = 8 \cdot \frac{5}{6} = \boxed{\frac{20}{3} \approx 6{,}67\ \mathrm{V}}

E a corrente ii, que é a parcela do 6 Ω6\ \Omega na divisão em CC (onde 3 Ω3\ \Omega e 6 Ω6\ \Omega dividem os 5/3 A5/3\ \mathrm{A}):

i=26⋅53=59≈0,556 Ai = \frac{2}{6}\cdot\frac{5}{3} = \boxed{\frac{5}{9} \approx 0{,}556\ \mathrm{A}}

Conferência — as duas parcelas em CC somam 23⋅53+13⋅53=109+59=159=53 A\tfrac{2}{3}\cdot\tfrac53 + \tfrac13\cdot\tfrac53 = \tfrac{10}{9} + \tfrac59 = \tfrac{15}{9} = \tfrac53\ \mathrm{A} ✔ e i2+iB→C⋅…i_2 + i_{B\to C} \cdot \dots — mais direto: i1=i2+iB→C+iB→D=2,5+53+56=5 Ai_1 = i_2 + i_{B\to C} + i_{B\to D} = 2{,}5 + \tfrac53 + \tfrac56 = 5\ \mathrm{A} ✔

+−50 V2 Ωi1 = 5 AA16 Ωi2 = 2,5 A12 Ω2,5 AB4 Ω5/3 AC3 Ω6 Ωi = 5/9 A4 Ω5/6 AD8 Ω−+vv = 20/3 Vi

As quatro respostas no circuito original. v=8⋅56=203≈6,67 Vv = 8 \cdot \tfrac56 = \tfrac{20}{3} \approx 6{,}67\ \mathrm{V}; em CC, i=26⋅53=59≈0,556 Ai = \tfrac26 \cdot \tfrac53 = \tfrac59 \approx 0{,}556\ \mathrm{A} é a parcela do 6 Ω6\ \Omega.

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Questão 051º EE2020.2Superposição · Fonte de tensão e de corrente controladas4 ptsVer material

Determinar os valores de vv e ii usando o Princípio da Superposição. O circuito com a fonte de tensão deve ser resolvido pela Análise de Malhas e o circuito com a fonte de corrente deve ser resolvido pela Análise de Nós.

2v A5 Ω5 A4 Ωi+−10 V2 Ω10 Ω−+v+−3i V

O ramo dos 5 Ω5\ \Omega só se comunica com o resto por duas fontes de corrente (a de 5 A5\ \mathrm{A} e a controlada 2v2v). Consequência: o potencial daquele nó não influencia vv nem ii — a LKC ali só serve para determiná-lo.

Gabarito

v=30031≈9,68 Vv = \dfrac{300}{31} \approx 9{,}68\ \mathrm{V} · i=1031≈0,323 Ai = \dfrac{10}{31} \approx 0{,}323\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 0 — convenções. Fio de baixo como referência. Chame v2v_2 o nó do 4 Ω4\ \Omega, v3v_3 o do 2 Ω2\ \Omega e vRv_R o nó da direita. Como ii sobe pelo 4 Ω4\ \Omega e a fonte controlada tem o −- em cima:

i=−v24,v=v3−vR,vR=−3i=3v24i = -\frac{v_2}{4}, \qquad v = v_3 - v_R, \qquad v_R = -3i = \frac{3v_2}{4}

Passo 1 — subcircuito da fonte de 10 V10\ \mathrm{V} (a de 5 A5\ \mathrm{A} vira circuito aberto), pela Análise de Malhas. Com o ramo dos 5 A5\ \mathrm{A} aberto, a janela de baixo à esquerda se funde com a de cima, e sobram três malhas, todas com corrente no sentido horário: i1i_1 na janela fundida (fio de cima com a controlada 2v2v, 10 Ω10\ \Omega, fonte de 10 V10\ \mathrm{V}, 4 Ω4\ \Omega e 5 Ω5\ \Omega); i2i_2 na janela de baixo do meio (4 Ω4\ \Omega, fonte de 10 V10\ \mathrm{V} e 2 Ω2\ \Omega); e i3i_3 na janela da direita (2 Ω2\ \Omega, 10 Ω10\ \Omega e controlada 3i3i). As variáveis de controle, em correntes de malha:

i′=i2−i1,v′=10 (i3−i1)i' = i_2 - i_1, \qquad v' = 10\,(i_3 - i_1)

porque i2i_2 sobe pelo 4 Ω4\ \Omega e i1i_1 desce, e porque no 10 Ω10\ \Omega o sentido do nó 33 para o nó RR (do ++ para o −- de vv) é o de i3i_3. A controlada 2v2v fica só na borda da malha 11 e aponta no sentido horário, então não há supermalha: ela fixa i1i_1, e a LKT da malha 11 (que teria a tensão desconhecida sobre a fonte de corrente) não é escrita. Somando as quedas no sentido de cada malha:

malha 1:i1=2v′=20 (i3−i1)\text{malha 1:}\quad i_1 = 2v' = 20\,(i_3 - i_1)malha 2:−10+2 (i2−i3)+4 (i2−i1)=0\text{malha 2:}\quad -10 + 2\,(i_2 - i_3) + 4\,(i_2 - i_1) = 0malha 3:10 (i3−i1)−3i′+2 (i3−i2)=0\text{malha 3:}\quad 10\,(i_3 - i_1) - 3i' + 2\,(i_3 - i_2) = 0

O −3i′-3i' aparece porque a malha 33 desce pela controlada entrando pelo −-, que está em cima. Com i′=i2−i1i' = i_2 - i_1, o sistema fica 21i1=20i321i_1 = 20i_3,  −4i1+6i2−2i3=10 \ -4i_1 + 6i_2 - 2i_3 = 10\ e  −7i1−5i2+12i3=0\ -7i_1 - 5i_2 + 12i_3 = 0, e dá

i1=50031 A,i2=56031 A,i3=52531 Ai_1 = \frac{500}{31}\ \mathrm{A}, \qquad i_2 = \frac{560}{31}\ \mathrm{A}, \qquad i_3 = \frac{525}{31}\ \mathrm{A}v′=10⋅2531=25031≈8,06 Vi′=560−50031=6031≈1,94 A\boxed{v' = 10 \cdot \frac{25}{31} = \frac{250}{31} \approx 8{,}06\ \mathrm{V}} \qquad \boxed{i' = \frac{560 - 500}{31} = \frac{60}{31} \approx 1{,}94\ \mathrm{A}}
2v′ A5 Ω4 Ω2 Ω10 Ω−++−3i′ Vaberto+−10 V↻ i2↻ i3↻ i1i′ = 60/31 Av′ = 250/31 V

Só a fonte de 10 V ligada. Malhas no sentido horário, com i1i_1 na janela que o ramo aberto de 5 A funde à de cima: i1=2v′=20(i3−i1)i_1 = 2v' = 20(i_3 - i_1), −10+2(i2−i3)+4(i2−i1)=0-10 + 2(i_2 - i_3) + 4(i_2 - i_1) = 0 e 10(i3−i1)−3i′+2(i3−i2)=010(i_3 - i_1) - 3i' + 2(i_3 - i_2) = 0, com i′=i2−i1i' = i_2 - i_1. Dá i′=6031≈1,94i' = \tfrac{60}{31} \approx 1{,}94 A e v′=10(i3−i1)=25031≈8,06v' = 10(i_3 - i_1) = \tfrac{250}{31} \approx 8{,}06 V.

Passo 2 — subcircuito da fonte de 5 A5\ \mathrm{A} (a de 10 V10\ \mathrm{V} vira curto), pela Análise de Nós. Agora v3=v2v_3 = v_2, e portanto v′′=v2−3v24=v24v'' = v_2 - \tfrac{3v_2}{4} = \tfrac{v_2}{4}:

v24+v22+v′′10−5=0⟹15,5 v2=100⟹v2=20031 V\frac{v_2}{4} + \frac{v_2}{2} + \frac{v''}{10} - 5 = 0 \quad\Longrightarrow\quad 15{,}5\,v_2 = 100 \quad\Longrightarrow\quad v_2 = \frac{200}{31}\ \mathrm{V}v′′=5031≈1,61 Vi′′=−5031≈−1,61 A\boxed{v'' = \frac{50}{31} \approx 1{,}61\ \mathrm{V}} \qquad \boxed{i'' = -\frac{50}{31} \approx -1{,}61\ \mathrm{A}}
2v″ A5 Ω4 Ω2 Ω10 Ω−++−3i″ V5 Acurtoi″ = −50/31 Av″ = 50/31 V

Só a fonte de 5 A ligada. Com a de 10 V em curto, v3=v2v_3 = v_2: v2=20031v_2 = \tfrac{200}{31} V, logo i′′=−5031i'' = -\tfrac{50}{31} A e v′′=5031v'' = \tfrac{50}{31} V.

Passo 3 — soma:

v=25031+5031=30031≈9,68 Vv = \frac{250}{31} + \frac{50}{31} = \boxed{\frac{300}{31} \approx 9{,}68\ \mathrm{V}}i=6031−5031=1031≈0,323 Ai = \frac{60}{31} - \frac{50}{31} = \boxed{\frac{10}{31} \approx 0{,}323\ \mathrm{A}}

Conferência — resolvendo o circuito completo de uma vez: 15,5 v2=−2015{,}5\,v_2 = -20, logo v2=−4031 Vv_2 = -\tfrac{40}{31}\ \mathrm{V}, i=−v2/4=1031 Ai = -v_2/4 = \tfrac{10}{31}\ \mathrm{A} e v=v2/4+10=30031 Vv = v_2/4 + 10 = \tfrac{300}{31}\ \mathrm{V} ✔ As duas parcelas de ii quase se cancelam — é o tipo de resultado que denuncia erro de sinal se o seu ii sair grande.

2v A5 Ω4 Ω2 Ω10 Ω−++−3i V5 A+−10 Vi = 10/31 Av = 300/31 V

As duas fontes juntas. v=25031+5031=30031≈9,68v = \tfrac{250}{31} + \tfrac{50}{31} = \tfrac{300}{31} \approx 9{,}68 V e i=6031−5031=1031≈0,323i = \tfrac{60}{31} - \tfrac{50}{31} = \tfrac{10}{31} \approx 0{,}323 A.

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Questão 061º EE2020.2Thévenin e Norton · Só fontes de corrente3 ptsVer material

Determinar os circuitos equivalentes de Thévenin e de Norton fora dos pontos aa e bb. A partir de um desses circuitos, determine o valor da tensão vv.

4 A15 A8 Ω6 Ω2 Ωa4 Ω−+v6 Ab

Só fontes de corrente independentes, e nenhuma controlada — então RThR_{\mathrm{Th}} sai por associação direta, desativando as três (fonte de corrente nula é circuito aberto).

Gabarito

Thévenin: VTh=6 VV_{\mathrm{Th}} = 6\ \mathrm{V}, RTh=8 ΩR_{\mathrm{Th}} = 8\ \Omega · Norton: IN=34 AI_N = \dfrac{3}{4}\ \mathrm{A}, RN=8 ΩR_N = 8\ \Omega · v=2 Vv = 2\ \mathrm{V}

Passo a passo

Passo 1 — remova a carga. O 4 Ω4\ \Omega é a carga entre aa e bb; tudo o mais (as três fontes, o 8 Ω8\ \Omega, o 6 Ω6\ \Omega e o 2 Ω2\ \Omega) é o que vai virar o equivalente. Tome bb como referência, e chame MM o nó entre as duas fontes de corrente e NN o nó de encontro do 8 Ω8\ \Omega, do 6 Ω6\ \Omega e do 2 Ω2\ \Omega.

Passo 2 — VThV_{\mathrm{Th}}, com aa–bb em aberto. No nó aa (que é o fio de cima), entram 4 A4\ \mathrm{A} da fonte da esquerda e saem 6 A6\ \mathrm{A} pela fonte da direita; a diferença tem de vir pelo 6 Ω6\ \Omega:

4+vN−va6−6=0⟹vN−va=12 V4 + \frac{v_N - v_a}{6} - 6 = 0 \qquad\Longrightarrow\qquad v_N - v_a = 12\ \mathrm{V}

No nó MM entram 15 A15\ \mathrm{A} e saem 4 A4\ \mathrm{A} pela fonte de cima, sobrando 11 A11\ \mathrm{A} para o 8 Ω8\ \Omega. Logo esses mesmos 11 A11\ \mathrm{A} chegam a NN, onde se dividem entre o 6 Ω6\ \Omega (que leva 2 A2\ \mathrm{A}, do passo anterior) e o 2 Ω2\ \Omega:

11=2+vN2⟹vN=18 V11 = 2 + \frac{v_N}{2} \qquad\Longrightarrow\qquad v_N = 18\ \mathrm{V}VTh=va=18−12=6 V\boxed{V_{\mathrm{Th}} = v_a = 18 - 12 = 6\ \mathrm{V}}
4 A15 AM8 ΩN6 Ω2 Ωa−+VTh= 6 V6 Ab

V_Th: carga de 4 Ω removida, a–b em aberto. Em aa: entram 4 A, saem 6 A, e os 2 A que faltam vêm pelo 6 Ω (vN−va=12 Vv_N - v_a = 12\ \mathrm{V}). Em MM sobram 11 A para o 8 Ω, que em NN se dividem em 2 A + 9 A: vN=18 Vv_N = 18\ \mathrm{V} e VTh=6 VV_{\mathrm{Th}} = 6\ \mathrm{V}.

Passo 3 — RThR_{\mathrm{Th}}, desativando as fontes. As três são de corrente, então todas viram circuito aberto. Com a fonte de 4 A4\ \mathrm{A} e a de 15 A15\ \mathrm{A} abertas, o 8 Ω8\ \Omega fica com uma ponta solta e não conduz — ele sai da conta. Sobram 6 Ω6\ \Omega e 2 Ω2\ \Omega em série, de aa até bb passando por NN:

RTh=RN=6+2=8 Ω\boxed{R_{\mathrm{Th}} = R_N = 6 + 2 = 8\ \Omega}
abertoabertoabertoM8 ΩN6 Ω2 ΩabRTh = 6 + 2 = 8 Ω

R_Th: as três fontes de corrente viram circuito aberto. Com as fontes abertas, o nó MM só toca o 8 Ω: ele fica com uma ponta solta, não conduz e sai da conta. De aa a bb sobram 6 Ω e 2 Ω em série.

Passo 4 — Norton:

IN=VThRTh=68=34 A\boxed{I_N = \frac{V_{\mathrm{Th}}}{R_{\mathrm{Th}}} = \frac{6}{8} = \frac{3}{4}\ \mathrm{A}}
+−VTh6 VRTh8 ΩabThéveninIN3/4 ARN8 ΩabNorton

Os dois equivalentes. IN=VTh/RTh=6/8=3/4 AI_N = V_{\mathrm{Th}}/R_{\mathrm{Th}} = 6/8 = 3/4\ \mathrm{A}, com RN=RTh=8 ΩR_N = R_{\mathrm{Th}} = 8\ \Omega.

Passo 5 — a tensão na carga. Religando o 4 Ω4\ \Omega ao equivalente de Thévenin, é um divisor de tensão:

v=6⋅48+4=2 Vv = 6 \cdot \frac{4}{8 + 4} = \boxed{2\ \mathrm{V}}

Conferência — por Norton, a corrente se divide entre RN=8 ΩR_N = 8\ \Omega e a carga de 4 Ω4\ \Omega: i4Ω=34⋅812=0,5 Ai_{4\Omega} = \tfrac34 \cdot \tfrac{8}{12} = 0{,}5\ \mathrm{A}, e v=4(0,5)=2 Vv = 4(0{,}5) = 2\ \mathrm{V} ✔ E resolvendo o circuito original inteiro com o 4 Ω4\ \Omega no lugar, sai va=2 Vv_a = 2\ \mathrm{V} ✔ Note que o 8 Ω8\ \Omega, que domina o desenho, não entra em nenhuma das respostas.

+−VTh6 VRTh8 Ωa4 Ω−+v= 2 Vb

A carga de 4 Ω religada ao Thévenin. Divisor de tensão: v=6⋅4/(8+4)=2 Vv = 6 \cdot 4/(8 + 4) = 2\ \mathrm{V}.

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Questão 071º EE2022.1Kirchhoff · Fonte de corrente e associação3 ptsVer material

Determine o valor da tensão vv e da corrente ii no circuito abaixo.

8 Ω24 Ω3 Ω2 A18 Ω−+vi

O trecho de fio entre o topo do 8 Ω8\ \Omega e o topo do 24 Ω24\ \Omega os torna o mesmo nó: os dois estão em paralelo, e é essa leitura que abre a questão. Este quesito caiu idêntico em 2022.1 e em 2022.2.

Gabarito

v=12 Vv = 12\ \mathrm{V} · i=1 Ai = 1\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — Fio de baixo como referência. Chame de AA o nó do 8 Ω8\ \Omega / 24 Ω24\ \Omega e de BB o nó da fonte de 2 A2\ \mathrm{A} e do 18 Ω18\ \Omega (o fio entre eles faz do topo do 18 Ω18\ \Omega o mesmo nó BB). Os dois primeiros resistores estão em paralelo:

8∥24=8⋅2432=6 Ω8 \parallel 24 = \frac{8 \cdot 24}{32} = 6\ \Omega
A8 ∥ 246 Ω3 ΩB2 A18 Ω−+v

Os 8 Ω e 24 Ω em paralelo viram 6 Ω. O fio de cima une o topo dos dois resistores (nó AA) e o de baixo une os pés: 8∥24=19232=6 Ω8 \parallel 24 = \dfrac{192}{32} = 6\ \Omega.

Passo 2 — LKC no nó AA: o que chega pelo 3 Ω3\ \Omega sai pelo paralelo de 6 Ω6\ \Omega:

vB−vA3=vA6⟹2vB=3vA⟹vA=23 vB\frac{v_B - v_A}{3} = \frac{v_A}{6} \qquad\Longrightarrow\qquad 2v_B = 3v_A \qquad\Longrightarrow\qquad v_A = \frac{2}{3}\,v_B

Passo 3 — LKC no nó BB: entram 2 A2\ \mathrm{A}, saem pelo 18 Ω18\ \Omega e pelo 3 Ω3\ \Omega:

2=vB18+vB−vA3=vB18+vB−23vB3=vB18+vB9=vB62 = \frac{v_B}{18} + \frac{v_B - v_A}{3} = \frac{v_B}{18} + \frac{v_B - \tfrac23 v_B}{3} = \frac{v_B}{18} + \frac{v_B}{9} = \frac{v_B}{6}v=vB=12 V⟹vA=8 V\boxed{v = v_B = 12\ \mathrm{V}} \qquad\Longrightarrow\qquad v_A = 8\ \mathrm{V}
AvA = 8 V8 ∥ 246 Ω4/3 A3 ΩB2 A18 Ω−+v4/3 Av = 12 V2/3 A

LKC em A e em B: v = v_B = 12 V e v_A = 8 V. Em AA: vB−vA3=vA6⇒vA=23vB\dfrac{v_B - v_A}{3} = \dfrac{v_A}{6}\Rightarrow v_A = \tfrac23 v_B. Em BB: 2=vB18+vB9=vB62 = \dfrac{v_B}{18} + \dfrac{v_B}{9} = \dfrac{v_B}{6}, logo v=vB=12 Vv = v_B = 12\ \mathrm{V} e vA=8 Vv_A = 8\ \mathrm{V}.

Passo 4 — a corrente ii. Ela é a do fio de baixo, entre o pé do 8 Ω8\ \Omega e o pé do 24 Ω24\ \Omega. Toda a corrente que desce pelo 8 Ω8\ \Omega chega ao canto inferior esquerdo e não tem outro caminho: segue pelo fio, para a direita.

i=vA8=88=1 Ai = \frac{v_A}{8} = \frac{8}{8} = \boxed{1\ \mathrm{A}}

Conferência — pelo 24 Ω24\ \Omega descem 8/24=13 A8/24 = \tfrac13\ \mathrm{A}, e pelo 3 Ω3\ \Omega vêm 1+13=43 A1 + \tfrac13 = \tfrac43\ \mathrm{A}, que é exatamente (12−8)/3(12-8)/3 ✔ No nó BB: 43\tfrac43 (para o 3 Ω3\ \Omega) + 12/18=23+ \ 12/18 = \tfrac23 (para o 18 Ω18\ \Omega) =2 A= 2\ \mathrm{A}, a corrente da fonte ✔

8 Ω1 AA24 Ω1/3 A3 ΩB2 A18 Ω−+v4/3 Av = 12 Vi = 1 A

De volta ao circuito original: i = 1 A. Tudo o que desce pelo 8 Ω8\ \Omega segue pelo fio de baixo: i=vA/8=1 Ai = v_A/8 = 1\ \mathrm{A}. Pelo 24 Ω24\ \Omega descem 13 A\tfrac13\ \mathrm{A}, e 1+13=43 A1 + \tfrac13 = \tfrac43\ \mathrm{A} vêm pelo 3 Ω3\ \Omega.

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Questão 081º EE2022.1Superposição · Nós e malhas com fonte controlada4 ptsVer material

Determine o valor da tensão vv e da corrente ii no circuito abaixo, utilizando o Princípio da Superposição. O circuito com a fonte de tensão deve ser resolvido por Análise de Nós e o com a fonte de corrente por Análise de Malhas.

4 Ω−+v2 Ω1 Ω2 A−+v1+−4 V2 Ωi3v1 A

A fonte controlada vale 3v13v_1, e v1v_1 é a tensão sobre a fonte de corrente de 2 A2\ \mathrm{A} — ou seja, o próprio potencial do nó da esquerda. Ela não se desativa em nenhum dos dois subcircuitos.

Gabarito

v=−16 Vv = -16\ \mathrm{V} · i=16 Ai = 16\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 0 — convenções. Fio de baixo como referência. Chame v1v_1 o nó da esquerda (que é a própria variável de controle), v2v_2 o nó do 4 V4\ \mathrm{V} e v3v_3 o nó da direita — que é o mesmo nó da fonte controlada e do topo do 4 Ω4\ \Omega, porque o trecho de cima e o de baixo à direita são fios. Então

v=v1−v3i=v32v = v_1 - v_3 \qquad i = \frac{v_3}{2}

Passo 1 — subcircuito da fonte de 4 V4\ \mathrm{V} (a de 2 A2\ \mathrm{A} vira circuito aberto), com v2′=4 Vv_2' = 4\ \mathrm{V}:

noˊ 1:0=v1′−42+v1′−v3′4⟹v3′=3v1′−8\text{nó 1:}\quad 0 = \frac{v_1' - 4}{2} + \frac{v_1' - v_3'}{4} \qquad\Longrightarrow\qquad v_3' = 3v_1' - 8noˊ 3:v1′−v3′4+(4−v3′)+3v1′=v3′2\text{nó 3:}\quad \frac{v_1' - v_3'}{4} + (4 - v_3') + 3v_1' = \frac{v_3'}{2}

Substituindo, 4v1′=364v_1' = 36, logo

v1′=9 V,v3′=19 V⟹v′=−10 V,i′=9,5 Av_1' = 9\ \mathrm{V}, \quad v_3' = 19\ \mathrm{V} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{v' = -10\ \mathrm{V}}, \quad \boxed{i' = 9{,}5\ \mathrm{A}}
4 Ω−+2 Ω1 Ω−+2 Ω3v1′ Aaberto+−4 Vv1′ = 9 Vv′ = −10 Vi′ = 9,5 A

Só a fonte de 4 V ligada. Com a de 2 A aberta, v2′=4v_2' = 4 V; nós 1 e 3 dão v1′=9v_1' = 9 V e v3′=19v_3' = 19 V, logo v′=−10v' = -10 V e i′=9,5i' = 9{,}5 A.

Passo 2 — subcircuito da fonte de 2 A2\ \mathrm{A} (a de 4 V4\ \mathrm{V} vira curto), pela Análise de Malhas. São quatro malhas, todas com corrente no sentido horário: i1i_1 na janela de baixo à esquerda (fonte de 2 A2\ \mathrm{A}, 2 Ω2\ \Omega horizontal e o curto no lugar da fonte de 4 V4\ \mathrm{V}); i2i_2 na janela de baixo do meio (curto, 1 Ω1\ \Omega e 2 Ω2\ \Omega vertical); i3i_3 na janela da direita (2 Ω2\ \Omega vertical e controlada 3v13v_1); e i4i_4 na janela de cima (4 Ω4\ \Omega, 2 Ω2\ \Omega horizontal e 1 Ω1\ \Omega). As duas fontes de corrente ficam cada uma na borda de uma só malha, então não há supermalha: a de 2 A2\ \mathrm{A} aponta para cima, no sentido horário da malha 11, e a controlada também aponta para cima, contra o sentido horário da malha 33:

i1=2 A,i3=−3v1′′i_1 = 2\ \mathrm{A}, \qquad i_3 = -3v_1''

A variável de controle v1′′v_1'' é a tensão do nó da esquerda; descendo do nó 11 à referência pelo 2 Ω2\ \Omega horizontal e pelo curto, ela vale

v1′′=2 (i1−i4)+0⟹i3=−6 (2−i4)v_1'' = 2\,(i_1 - i_4) + 0 \quad\Longrightarrow\quad i_3 = -6\,(2 - i_4)

As malhas 22 e 44 não têm fonte de corrente e recebem a LKT, somando as quedas no sentido horário:

malha 2:1 (i2−i4)+2 (i2−i3)=0\text{malha 2:}\quad 1\,(i_2 - i_4) + 2\,(i_2 - i_3) = 0malha 4:4 i4+1 (i4−i2)+2 (i4−i1)=0\text{malha 4:}\quad 4\,i_4 + 1\,(i_4 - i_2) + 2\,(i_4 - i_1) = 0

Substituindo i1i_1 e i3i_3, fica 3i2−13i4=−243i_2 - 13i_4 = -24 e −i2+7i4=4-i_2 + 7i_4 = 4, logo 8i4=−128i_4 = -12:

i4=−32 A,i2=−292 A,i3=−21 A,v1′′=7 Vi_4 = -\frac{3}{2}\ \mathrm{A}, \qquad i_2 = -\frac{29}{2}\ \mathrm{A}, \qquad i_3 = -21\ \mathrm{A}, \qquad v_1'' = 7\ \mathrm{V}

Por fim, v′′v'' é a queda no 4 Ω4\ \Omega do nó 11 para o nó 33, que é o sentido de i4i_4, e i′′i'' desce pelo 2 Ω2\ \Omega vertical, onde i2i_2 desce e i3i_3 sobe:

v′′=4 i4=−6 Vi′′=i2−i3=−292+21=6,5 Av'' = 4\,i_4 = \boxed{-6\ \mathrm{V}} \qquad\qquad i'' = i_2 - i_3 = -\frac{29}{2} + 21 = \boxed{6{,}5\ \mathrm{A}}
4 Ω−+2 Ω1 Ω−+2 Ω3v1″ A2 Acurto↻ i1↻ i2↻ i3↻ i4v1″ = 7 Vv″ = −6 Vi″ = 6,5 A

Só a fonte de 2 A ligada. Malhas no sentido horário: i1=2i_1 = 2 A e i3=−3v1′′i_3 = -3v_1'', com v1′′=2(i1−i4)v_1'' = 2(i_1 - i_4); LKT: (i2−i4)+2(i2−i3)=0(i_2 - i_4) + 2(i_2 - i_3) = 0 e 4i4+(i4−i2)+2(i4−i1)=04i_4 + (i_4 - i_2) + 2(i_4 - i_1) = 0. Dá i4=−32i_4 = -\tfrac{3}{2} A e i2=−292i_2 = -\tfrac{29}{2} A, logo v′′=4i4=−6v'' = 4i_4 = -6 V e i′′=i2−i3=6,5i'' = i_2 - i_3 = 6{,}5 A.

Passo 3 — soma:

v=−10−6=−16 Vi=9,5+6,5=16 Av = -10 - 6 = \boxed{-16\ \mathrm{V}} \qquad\qquad i = 9{,}5 + 6{,}5 = \boxed{16\ \mathrm{A}}

Conferência — no circuito completo, v1=16 Vv_1 = 16\ \mathrm{V} e v3=32 Vv_3 = 32\ \mathrm{V}, logo v=−16 Vv = -16\ \mathrm{V} e i=16 Ai = 16\ \mathrm{A} ✔ A LKC no nó 33 fecha: entram 3v1=48 A3v_1 = 48\ \mathrm{A} da controlada, saem 4 A4\ \mathrm{A} pelo 4 Ω4\ \Omega, 28 A28\ \mathrm{A} pelo 1 Ω1\ \Omega e 16 A16\ \mathrm{A} pelo 2 Ω2\ \Omega ✔ O sinal de vv é negativo porque v3>v1v_3 > v_1: a marcação do enunciado ficou ao contrário do sentido real.

4 Ω−+2 Ω1 Ω−+2 Ω3v1 A2 A+−4 Vv1 = 16 Vv = −16 Vi = 16 A

As duas fontes juntas. v=−10−6=−16v = -10 - 6 = -16 V e i=9,5+6,5=16i = 9{,}5 + 6{,}5 = 16 A.

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Questão 091º EE2022.1Thévenin e Norton · Três ramos em paralelo na resistência3 ptsVer material

Determine o circuito equivalente de Thévenin e de Norton à esquerda dos pontos aa e bb e utilize um dos dois circuitos para determinar o valor da tensão vv e da corrente ii.

+−18 V6 Ω2 A6 Ω20 Ω5 Ω+−20 Vai24 Ω−+vb

Do nó aa para baixo há três caminhos: o 20 Ω20\ \Omega, o ramo do 5 Ω5\ \Omega com a fonte de 20 V20\ \mathrm{V}, e o par de 6 Ω6\ \Omega em série que volta pela fonte de 18 V18\ \mathrm{V}. É essa contagem que dá RThR_{\mathrm{Th}}. Este quesito caiu idêntico em 2022.1 e em 2023.2.

Gabarito

Thévenin: VTh=13,5 VV_{\mathrm{Th}} = 13{,}5\ \mathrm{V}, RTh=3 ΩR_{\mathrm{Th}} = 3\ \Omega · Norton: IN=4,5 AI_N = 4{,}5\ \mathrm{A}, RN=3 ΩR_N = 3\ \Omega · v=12 Vv = 12\ \mathrm{V}, i=0,5 Ai = 0{,}5\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — remova a carga (24 Ω24\ \Omega) e tome o fio de baixo como referência. Chame PP o nó entre os dois 6 Ω6\ \Omega e NN o nó que reúne o segundo 6 Ω6\ \Omega, o 20 Ω20\ \Omega, o ramo do 5 Ω5\ \Omega e o terminal aa — tudo ligado por fio, portanto um só nó.

Passo 2 — VThV_{\mathrm{Th}}. LKC em PP, com os 2 A2\ \mathrm{A} entrando (a seta da fonte aponta para a esquerda):

18−vP6+2=vP−vN6⟹2vP=30+vN\frac{18 - v_P}{6} + 2 = \frac{v_P - v_N}{6} \qquad\Longrightarrow\qquad 2v_P = 30 + v_N

LKC em NN, com aa–bb em aberto — note que a fonte de 2 A2\ \mathrm{A} retira 2 A2\ \mathrm{A} deste nó:

vP−vN6=2+vN20+vN−205\frac{v_P - v_N}{6} = 2 + \frac{v_N}{20} + \frac{v_N - 20}{5}

Substituindo vPv_P:

15−vN26=−2+vN4⟹4vN=54⟹VTh=vN=13,5 V\frac{15 - \tfrac{v_N}{2}}{6} = -2 + \frac{v_N}{4} \qquad\Longrightarrow\qquad 4v_N = 54 \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{V_{\mathrm{Th}} = v_N = 13{,}5\ \mathrm{V}}
+−18 V6 ΩP2 A6 ΩN20 Ω5 Ω+−20 Vab−+VTh= 13,5 V

V_Th: carga de 24 Ω removida, a–b em aberto. NN é um nó só: segundo 6 Ω, 20 Ω, ramo do 5 Ω e terminal aa. A fonte de 2 A tira corrente de NN e injeta em PP; as duas LKC dão VTh=vN=13,5 VV_{\mathrm{Th}} = v_N = 13{,}5\ \mathrm{V}.

Passo 3 — RThR_{\mathrm{Th}}. Desative as fontes independentes: as de 18 V18\ \mathrm{V} e 20 V20\ \mathrm{V} viram fio, a de 2 A2\ \mathrm{A} vira circuito aberto. Olhando de aa para dentro, três caminhos até o fio de baixo:

6+6=12 Ω⏟pela fonte de 18 V curto-circuitada∥20 Ω⏟∥5 Ω⏟fonte de 20 V curto-circuitada\underbrace{6 + 6 = 12\ \Omega}_{\text{pela fonte de 18 V curto-circuitada}} \quad\parallel\quad \underbrace{20\ \Omega}_{} \quad\parallel\quad \underbrace{5\ \Omega}_{\text{fonte de 20 V curto-circuitada}}1RTh=112+120+15=5+3+1260=13⟹RTh=3 Ω\frac{1}{R_{\mathrm{Th}}} = \frac{1}{12} + \frac{1}{20} + \frac{1}{5} = \frac{5 + 3 + 12}{60} = \frac{1}{3} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{R_{\mathrm{Th}} = 3\ \Omega}
18 V → fio6 Ωaberto6 Ω20 Ω5 Ω20 V → fioabRTh = (6 + 6) ∥ 20 ∥ 5 = 3 Ω

R_Th: fontes de tensão em curto, fonte de corrente aberta. De aa até o fio de baixo há três caminhos: os dois 6 Ω em série (fechando pela fonte de 18 V em curto), o 20 Ω e o 5 Ω (pela fonte de 20 V em curto). 1/RTh=1/12+1/20+1/5=1/31/R_{\mathrm{Th}} = 1/12 + 1/20 + 1/5 = 1/3.

Passo 4 — Norton:

IN=13,53=4,5 ARN=3 Ω\boxed{I_N = \frac{13{,}5}{3} = 4{,}5\ \mathrm{A}} \qquad R_N = 3\ \Omega
+−VTh13,5 VRTh3 ΩabThéveninIN4,5 ARN3 ΩabNorton

Os dois equivalentes. IN=13,5/3=4,5 AI_N = 13{,}5/3 = 4{,}5\ \mathrm{A}, com RN=3 ΩR_N = 3\ \Omega.

Passo 5 — a carga. Religando o 24 Ω24\ \Omega:

i=13,53+24=0,5 Av=24⋅0,5=12 Vi = \frac{13{,}5}{3 + 24} = \boxed{0{,}5\ \mathrm{A}} \qquad\qquad v = 24 \cdot 0{,}5 = \boxed{12\ \mathrm{V}}

Conferência — por Norton, divisão de corrente: i=4,5⋅33+24=0,5 Ai = 4{,}5 \cdot \dfrac{3}{3+24} = 0{,}5\ \mathrm{A} ✔ E no equivalente, v=13,5⋅2427=12 Vv = 13{,}5 \cdot \dfrac{24}{27} = 12\ \mathrm{V} ✔ Repare que a fonte de 2 A2\ \mathrm{A} some de RThR_{\mathrm{Th}} mas domina VThV_{\mathrm{Th}} — sem ela, vNv_N cairia para menos da metade.

+−VTh13,5 VRTh3 Ωai = 0,5 A24 Ω−+v= 12 Vb

A carga de 24 Ω religada ao Thévenin. i=13,5/(3+24)=0,5 Ai = 13{,}5/(3 + 24) = 0{,}5\ \mathrm{A} e v=24⋅0,5=12 Vv = 24 \cdot 0{,}5 = 12\ \mathrm{V}.

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Questão 101º EE2022.2Análise nodal · Fonte controlada por outra tensão do circuito4 ptsVer material

Determinar os valores de vv e ii usando dois métodos quaisquer de análise de circuitos.

v1/8 A4 Ωi7 A2 Ω−+v120 Ω−+v

São só dois nós acima do fio de referência: o de cima (onde estão a fonte controlada, o 4 Ω4\ \Omega e o 20 Ω20\ \Omega) e o do meio (onde estão o 4 Ω4\ \Omega, a fonte de 7 A7\ \mathrm{A} e o 2 Ω2\ \Omega). Duas equações, e a variável de controle v1v_1 é justamente o potencial do segundo.

Gabarito

v=20 Vv = 20\ \mathrm{V} · i=1 Ai = 1\ \mathrm{A} (e v1=16 Vv_1 = 16\ \mathrm{V})

Passo a passo

Passo 1 — método 1: análise nodal. Fio de baixo como referência. Chame vTv_T o nó de cima e vCv_C o nó do meio. Como o 20 Ω20\ \Omega e o 2 Ω2\ \Omega vão direto ao fio de baixo:

v=vTv1=vCv = v_T \qquad\qquad v_1 = v_C

LKC no nó de cima, com a fonte controlada injetando v1/8v_1/8:

vC8=vT20+vT−vC4→×405vC=12vT−10vC⟹vT=54 vC\frac{v_C}{8} = \frac{v_T}{20} + \frac{v_T - v_C}{4} \qquad\xrightarrow{\times 40}\qquad 5v_C = 12v_T - 10v_C \qquad\Longrightarrow\qquad v_T = \frac{5}{4}\,v_C

LKC no nó do meio, com os 7 A7\ \mathrm{A} entrando:

7+vT−vC4=vC2→×428+vT−vC=2vC7 + \frac{v_T - v_C}{4} = \frac{v_C}{2} \qquad\xrightarrow{\times 4}\qquad 28 + v_T - v_C = 2v_C

Substituindo vT=54vCv_T = \tfrac54 v_C:

28=2vC+vC−54vC=74 vC⟹vC=16 V28 = 2v_C + v_C - \frac{5}{4}v_C = \frac{7}{4}\,v_C \qquad\Longrightarrow\qquad v_C = 16\ \mathrm{V}v=vT=20 Vi=vT−vC4=44=1 A\boxed{v = v_T = 20\ \mathrm{V}} \qquad\qquad \boxed{i = \frac{v_T - v_C}{4} = \frac{4}{4} = 1\ \mathrm{A}}
v1/8 A4 Ω7 A2 Ω20 ΩvT = vvC = v1−+v1−+v

Referência embaixo e os dois potenciais de nó. Só dois nós acima da referência. O 20 Ω20\ \Omega e o 2 Ω2\ \Omega descem direto ao terra, então v=vTv = v_T e a variável de controle é o próprio v1=vCv_1 = v_C: a fonte controlada vale vC/8v_C/8.

v1/8 A4 Ω7 A2 Ω20 ΩvTvCvC/8(vT−vC)/4vT/20vC/2

As correntes de cada LKC. Nó de cima: entra vC/8v_C/8, saem vT/20v_T/20 e (vT−vC)/4(v_T-v_C)/4. Nó do meio: entram 77 A e (vT−vC)/4(v_T-v_C)/4, sai vC/2v_C/2.

Passo 2 — método 2: análise de malhas. O circuito tem três janelas, todas com corrente de malha no sentido horário: i1i_1 na janela da esquerda (fonte controlada, 4 Ω4\ \Omega e fonte de 7 A7\ \mathrm{A}); i2i_2 na janela de baixo, entre a fonte de 7 A7\ \mathrm{A} e o 2 Ω2\ \Omega; e i3i_3 na janela da direita (4 Ω4\ \Omega, 20 Ω20\ \Omega e 2 Ω2\ \Omega).

A fonte controlada está só na malha 1, que sobe por ela no sentido da seta, então ela fixa i1i_1. A variável de controle é a tensão do 2 Ω2\ \Omega, por onde descem i2−i3i_2 - i_3:

i1=v18v1=2 (i2−i3)⟹i1=i2−i34i_1 = \frac{v_1}{8} \qquad\qquad v_1 = 2\,(i_2 - i_3) \qquad\Longrightarrow\qquad i_1 = \frac{i_2 - i_3}{4}

A fonte de 7 A7\ \mathrm{A} fica no ramo comum às malhas 1 e 2; a malha 2 sobe por ela, a malha 1 desce:

i2−i1=7i_2 - i_1 = 7

A supermalha 1+21 + 2 não rende LKT, porque o seu contorno passa pela fonte controlada, cuja tensão não se conhece — e nem precisa: as duas restrições acima já bastam. Falta a LKT da malha 3, a única sem fonte de corrente:

4 (i3−i1)+20 i3+2 (i3−i2)=0⟹26 i3−4 i1−2 i2=04\,(i_3 - i_1) + 20\,i_3 + 2\,(i_3 - i_2) = 0 \qquad\Longrightarrow\qquad 26\,i_3 - 4\,i_1 - 2\,i_2 = 0

Com i2=i1+7i_2 = i_1 + 7, a primeira restrição vira 4i1=i1+7−i34i_1 = i_1 + 7 - i_3, isto é, 3i1=7−i33i_1 = 7 - i_3, e a LKT vira 26 i3−6 i1=1426\,i_3 - 6\,i_1 = 14:

26 i3−2 (7−i3)=14⟹28 i3=28⟹i3=1 A,i1=2 A,i2=9 A26\,i_3 - 2\,(7 - i_3) = 14 \qquad\Longrightarrow\qquad 28\,i_3 = 28 \qquad\Longrightarrow\qquad i_3 = 1\ \mathrm{A}, \quad i_1 = 2\ \mathrm{A}, \quad i_2 = 9\ \mathrm{A}

O 20 Ω20\ \Omega só é percorrido pela malha 3, descendo; no 4 Ω4\ \Omega descem i1−i3i_1 - i_3:

v=20 i3=20 Vi=i1−i3=1 A\boxed{v = 20\,i_3 = 20\ \mathrm{V}} \qquad\qquad \boxed{i = i_1 - i_3 = 1\ \mathrm{A}}

Os mesmos valores do método 1, e v1=2 (9−1)=16 Vv_1 = 2\,(9 - 1) = 16\ \mathrm{V} também bate ✔ A fonte controlada entrega i1=2 Ai_1 = 2\ \mathrm{A} e pelo 2 Ω2\ \Omega descem i2−i3=8 Ai_2 - i_3 = 8\ \mathrm{A}.

Conferência de potência — a fonte de 7 A7\ \mathrm{A} entrega 16×7=112 W16 \times 7 = 112\ \mathrm{W} e a controlada 20×2=40 W20 \times 2 = 40\ \mathrm{W}, total 152 W152\ \mathrm{W}. Os resistores absorvem: 20 Ω20\ \Omega com 1 A1\ \mathrm{A} dá 20 W20\ \mathrm{W}, 4 Ω4\ \Omega com 1 A1\ \mathrm{A} dá 4 W4\ \mathrm{W}, 2 Ω2\ \Omega com 8 A8\ \mathrm{A} dá 128 W128\ \mathrm{W} — total 152 W152\ \mathrm{W} ✔

v1/8 A4 Ω7 A2 Ω20 Ω−+v1−+v↻ i1↻ i2↻ i3

Método 2: as três correntes de malha. A controlada só está na malha 1 e fixa i1=v1/8i_1 = v_1/8, com v1=2(i2−i3)v_1 = 2(i_2 - i_3); a de 77 A, no ramo comum, dá i2−i1=7i_2 - i_1 = 7; a LKT da malha 3 é 4(i3−i1)+20i3+2(i3−i2)=04(i_3 - i_1) + 20i_3 + 2(i_3 - i_2) = 0. Sai i1=2i_1 = 2 A, i2=9i_2 = 9 A e i3=1i_3 = 1 A, logo v=20i3=20v = 20i_3 = 20 V e i=i1−i3=1i = i_1 - i_3 = 1 A.

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Questão 111º EE2022.2Thévenin e Norton · Ponte de resistores com fonte de corrente3 ptsVer material

Determinar o circuito equivalente de Thévenin e de Norton à esquerda dos pontos aa e bb. A partir de um dos dois circuitos, encontre o valor da tensão entre os terminais aa e bb.

3 A20 Ω10 Ω6 Ω5 Ωa30 Ω−+vabb

Três nós acima da referência — o da fonte, o de aa e o do meio — e nenhuma fonte controlada. É a situação em que RThR_{\mathrm{Th}} sai por associação pura, e VThV_{\mathrm{Th}} por um sistema 3×33\times3 que se reduz rápido.

Gabarito

Thévenin: VTh=20 VV_{\mathrm{Th}} = 20\ \mathrm{V}, RTh=10 ΩR_{\mathrm{Th}} = 10\ \Omega · Norton: IN=2 AI_N = 2\ \mathrm{A}, RN=10 ΩR_N = 10\ \Omega · vab=15 Vv_{ab} = 15\ \mathrm{V}

Passo a passo

Passo 1 — remova a carga (30 Ω30\ \Omega) e tome o fio de baixo como referência. Chame MM o nó da fonte de corrente (topo do 3 A3\ \mathrm{A}, à esquerda), AA o nó de aa (que é o mesmo do 20 Ω20\ \Omega e do topo do 6 Ω6\ \Omega) e BB o nó do meio (encontro do 10 Ω10\ \Omega, do 6 Ω6\ \Omega e do 5 Ω5\ \Omega).

Passo 2 — as três LKC. Em AA, sem carga:

vM−vA20=vA−vB6⟹3vM+10vB=13vA\frac{v_M - v_A}{20} = \frac{v_A - v_B}{6} \qquad\Longrightarrow\qquad 3v_M + 10v_B = 13v_A

Em BB:

vM−vB10+vA−vB6=vB5⟹3vM+5vA=14vB\frac{v_M - v_B}{10} + \frac{v_A - v_B}{6} = \frac{v_B}{5} \qquad\Longrightarrow\qquad 3v_M + 5v_A = 14v_B

Em MM, com os 3 A3\ \mathrm{A} entrando:

3=vM−vA20+vM−vB10⟹60=3vM−vA−2vB3 = \frac{v_M - v_A}{20} + \frac{v_M - v_B}{10} \qquad\Longrightarrow\qquad 60 = 3v_M - v_A - 2v_B

Passo 3 — Das duas primeiras: vA=43vBv_A = \tfrac43 v_B e vM=229vBv_M = \tfrac{22}{9} v_B. Levando na terceira:

60=223vB−43vB−2vB=4vB⟹vB=15 V60 = \frac{22}{3}v_B - \frac43 v_B - 2v_B = 4v_B \qquad\Longrightarrow\qquad v_B = 15\ \mathrm{V}VTh=vA=43(15)=20 V\boxed{V_{\mathrm{Th}} = v_A = \frac43(15) = 20\ \mathrm{V}}
3 AM20 Ω10 Ω6 ΩB5 Ωa (A)b−+VTh= 20 V

V_Th: carga de 30 Ω removida, a–b em aberto. Os três nós: MM (topo da fonte), AA (o terminal aa) e BB (o do meio). O sistema dá vB=15 Vv_B = 15\ \mathrm{V} e VTh=vA=43⋅15=20 VV_{\mathrm{Th}} = v_A = \tfrac43 \cdot 15 = 20\ \mathrm{V}.

Passo 4 — RThR_{\mathrm{Th}}. A única fonte independente é a de corrente: desativada, ela vira circuito aberto. Olhando de aa para dentro, de AA até BB há dois caminhos — o 6 Ω6\ \Omega direto, e o 20 Ω20\ \Omega em série com o 10 Ω10\ \Omega passando por MM (o nó MM deixou de ter a fonte, mas os dois resistores continuam ligados):

6∥(20+10)=6∥30=5 Ω6 \parallel (20 + 10) = 6 \parallel 30 = 5\ \Omega

De BB até o fio de baixo há o 5 Ω5\ \Omega. Em série:

RTh=RN=5+5=10 Ω\boxed{R_{\mathrm{Th}} = R_N = 5 + 5 = 10\ \Omega}
3 A → abertoM20 Ω10 Ω6 ΩB5 Ωa (A)bRTh = 6 ∥ (20 + 10) + 5 = 10 Ω

R_Th: a fonte de 3 A vira circuito aberto. O nó MM perde a fonte mas não os resistores: 20+10=30 Ω20 + 10 = 30\ \Omega de AA a BB, em paralelo com o 6 Ω (dá 5 Ω), e mais o 5 Ω até bb.

Passo 5 — Norton e a carga:

IN=2010=2 Avab=20⋅3010+30=15 V\boxed{I_N = \frac{20}{10} = 2\ \mathrm{A}} \qquad\qquad v_{ab} = 20 \cdot \frac{30}{10 + 30} = \boxed{15\ \mathrm{V}}

Conferência — resolvendo o circuito original com o 30 Ω30\ \Omega no lugar, o sistema dá vB=12,5 Vv_B = 12{,}5\ \mathrm{V} e vA=15 Vv_A = 15\ \mathrm{V} ✔ Por Norton: vab=2⋅(10∥30)=2(7,5)=15 Vv_{ab} = 2 \cdot (10 \parallel 30) = 2(7{,}5) = 15\ \mathrm{V} ✔

+−VTh20 VRTh10 ΩabThéveninIN2 ARN10 ΩabNorton

Os dois equivalentes. IN=20/10=2 AI_N = 20/10 = 2\ \mathrm{A}, com RN=10 ΩR_N = 10\ \Omega.

+−VTh20 VRTh10 Ωa30 Ω−+vab= 15 Vb

A carga de 30 Ω religada ao Thévenin. Divisor de tensão: vab=20⋅30/(10+30)=15 Vv_{ab} = 20 \cdot 30/(10 + 30) = 15\ \mathrm{V}.

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Questão 121º EE2022.2Amp. op. · Divisor na entrada de um inversor3 ptsVer material

Determinar o circuito equivalente de Thévenin e de Norton à esquerda dos pontos aa e bb. A partir de um dos dois circuitos, encontre o valor da tensão entre os terminais aa e bb — que aqui são os terminais de saída marcados ++ e −-, isto é, a própria vov_o.

+−11 V2 kΩ4 kΩ6 kΩ−+18 kΩ+−vo

A entrada inversora é terra virtual: fica em 0 V0\ \mathrm{V} sem estar ligada ao terra. Por isso o 6 kΩ6\ \mathrm{k\Omega} enxerga terra do lado direito, e entra no divisor da entrada como se fosse um resistor para a referência.

Gabarito

vo=−18 Vv_o = -18\ \mathrm{V}, com VTh=−18 VV_{\mathrm{Th}} = -18\ \mathrm{V} e RTh=0R_{\mathrm{Th}} = 0 — a saída do amp. op. ideal é uma fonte de tensão ideal, e por isso o equivalente de Norton não existe aqui.

Passo a passo

Passo 1 — o terra virtual. Com realimentação negativa pelo 18 kΩ18\ \mathrm{k\Omega} e a entrada não inversora aterrada,

v−=v+=0i−=0v_- = v_+ = 0 \qquad\qquad i_- = 0
+−11 V2 kΩ4 kΩ6 kΩ−+18 kΩ+−vov+ = 0v- = 0i- = 0

a entrada inversora é terra virtual. Com v+v_+ no terra e realimentação pelo 18 kΩ, o curto virtual põe a inversora em 0 V0\ \mathrm{V} — e por ela não entra corrente.

Passo 2 — LKC no nó XX (entre o 2 kΩ2\ \mathrm{k\Omega}, o 4 kΩ4\ \mathrm{k\Omega} e o 6 kΩ6\ \mathrm{k\Omega}). O 6 kΩ6\ \mathrm{k\Omega} termina em 0 V0\ \mathrm{V}, então ele participa como um resistor para a referência:

11−vX2k=vX4k+vX−06k\frac{11 - v_X}{2\mathrm{k}} = \frac{v_X}{4\mathrm{k}} + \frac{v_X - 0}{6\mathrm{k}}

Multiplicando por 12 k12\ \mathrm{k}:

6(11−vX)=3vX+2vX⟹66=11vX⟹vX=6 V6(11 - v_X) = 3v_X + 2v_X \qquad\Longrightarrow\qquad 66 = 11 v_X \qquad\Longrightarrow\qquad v_X = 6\ \mathrm{V}
+−11 V2 kΩ4 kΩ6 kΩ−+18 kΩ+−vovX = 6 V0 V2,5 mA1,5 mA1 mA

LKC no nó X: o 6 kΩ termina em 0 V. 11−vX2k=vX4k+vX−06k\frac{11-v_X}{2\mathrm{k}} = \frac{v_X}{4\mathrm{k}} + \frac{v_X-0}{6\mathrm{k}} dá vX=6 Vv_X = 6\ \mathrm{V}: entram 2,5 mA pelo 2 kΩ, saem 1,5 mA pelo 4 kΩ e 1 mA pelo 6 kΩ.

Passo 3 — a corrente que chega ao nó inversor vem toda do 6 kΩ6\ \mathrm{k\Omega}, e como o amp. op. não absorve nada, ela segue inteira pelo 18 kΩ18\ \mathrm{k\Omega}:

i=vX−06k=66000=1 mAi = \frac{v_X - 0}{6\mathrm{k}} = \frac{6}{6000} = 1\ \mathrm{mA}
+−11 V2 kΩ4 kΩ6 kΩ−+18 kΩ+−vo6 V0 Vi = 1 mAi = 1 mAi- = 0

a mesma corrente atravessa o 6 kΩ e o 18 kΩ. i=(6−0)/6k=1 mAi = (6-0)/6\mathrm{k} = 1\ \mathrm{mA}; como i−=0i_- = 0, ela segue inteira pelo 18 kΩ.

Passo 4 — a saída. Percorrendo o 18 kΩ18\ \mathrm{k\Omega} do nó inversor (0 V0\ \mathrm{V}) para a saída, no sentido da corrente:

vo=0−(18k)(1m)=−18 Vv_o = 0 - (18\mathrm{k})(1\mathrm{m}) = \boxed{-18\ \mathrm{V}}
+−11 V2 kΩ4 kΩ6 kΩ−+18 kΩ+−vo = −18 V0 V−+18 V1 mA

a saída. Do nó inversor (0 V) para a saída, no sentido da corrente, caem (18k)(1m)=18 V(18\mathrm{k})(1\mathrm{m}) = 18\ \mathrm{V}: vo=−18 Vv_o = -18\ \mathrm{V}. A saída é fonte ideal: VTh=−18 VV_{Th} = -18\ \mathrm{V}, RTh=0R_{Th} = 0.

Passo 5 — o equivalente pedido. Visto dos terminais de saída, o amp. op. ideal se comporta como uma fonte de tensão ideal:

VTh=vo=−18 VRTh=0V_{\mathrm{Th}} = v_o = -18\ \mathrm{V} \qquad\qquad R_{\mathrm{Th}} = 0

E aí vale o cuidado: com RTh=0R_{\mathrm{Th}} = 0 não existe equivalente de Norton finito, porque IN=VTh/RThI_N = V_{\mathrm{Th}}/R_{\mathrm{Th}} não é definido. É a diferença entre um amp. op. e um divisor resistivo: a saída do primeiro entrega −18 V-18\ \mathrm{V} para qualquer carga.

Conferência — o ganho do inversor visto do nó XX é −18/6=−3-18/6 = -3, e −3×6=−18 V-3 \times 6 = -18\ \mathrm{V} ✔ Já o ganho visto da fonte é menor em módulo, porque o 4 kΩ4\ \mathrm{k\Omega} derruba a entrada de 11 V11\ \mathrm{V} para 6 V6\ \mathrm{V}: vo/11=−1,64v_o/11 = -1{,}64.

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Questão 131º EE2023.1Kirchhoff · Achar a resistência a partir de uma corrente dada2 ptsVer material

Determine os valores de ii e de RR.

+−60 V4 Ω20 Ωi16 Ω8 Ω2 AR

A corrente dada de 2 A2\ \mathrm{A} é a do 8 Ω8\ \Omega. Ela fixa a tensão sobre o paralelo 16 Ω∥8 Ω16\ \Omega \parallel 8\ \Omega e, com ela, a corrente total que desce por RR — que é o dado que faltava.

Gabarito

i=2 Ai = 2\ \mathrm{A} · R=8 ΩR = 8\ \Omega

Passo a passo

Passo 1 — o dado de entrada. Os 2 A2\ \mathrm{A} atravessam o 8 Ω8\ \Omega, logo a tensão sobre o paralelo (que é a mesma nos dois resistores) vale

v16∥8=8⋅2=16 Vv_{16\parallel 8} = 8 \cdot 2 = 16\ \mathrm{V}

Passo 2 — a outra parcela. Pelo 16 Ω16\ \Omega passa

1616=1 A⟹itotal=2+1=3 A\frac{16}{16} = 1\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad i_{\text{total}} = 2 + 1 = 3\ \mathrm{A}

e esses 3 A3\ \mathrm{A} são exatamente a corrente que desce por RR, porque o nó da direita não tem outro caminho.

+−60 V4 ΩA20 Ωi16 Ω1 A8 Ω2 ACR3 AvA − vC = 16 V

O paralelo: 16 V sobre ele, 1 A no 16 Ω e 3 A descendo por R. Os 2 A2\ \mathrm{A} no 8 Ω8\ \Omega dão 8⋅2=16 V8 \cdot 2 = 16\ \mathrm{V} sobre o paralelo; pelo 16 Ω16\ \Omega passam 16/16=1 A16/16 = 1\ \mathrm{A}, e os 2+1=3 A2 + 1 = 3\ \mathrm{A} descem por RR.

Passo 3 — LKC no nó do 20 Ω20\ \Omega. Tomando o fio de baixo como referência e chamando vAv_A o potencial desse nó (que é o mesmo do lado esquerdo do paralelo, pois o trecho entre eles é fio):

60−vA4⏟vem pelo 4 Ω=vA20⏟i+3⏟vai para o paralelo\underbrace{\frac{60 - v_A}{4}}_{\text{vem pelo }4\ \Omega} = \underbrace{\frac{v_A}{20}}_{i} + \underbrace{3}_{\text{vai para o paralelo}}×20:300−5vA=vA+60⟹6vA=240⟹vA=40 V\times 20:\quad 300 - 5v_A = v_A + 60 \qquad\Longrightarrow\qquad 6v_A = 240 \qquad\Longrightarrow\qquad v_A = 40\ \mathrm{V}i=4020=2 A\boxed{i = \frac{40}{20} = 2\ \mathrm{A}}
+−60 V4 ΩA20 Ωi = 2 A16 Ω1 A8 Ω2 ACR3 AvA − vC = 16 V(vA = 40 V)5 A

LKC no nó A: v_A = 40 V e i = 2 A. No nó AA: 60−vA4=vA20+3⇒vA=40 V\dfrac{60 - v_A}{4} = \dfrac{v_A}{20} + 3\Rightarrow v_A = 40\ \mathrm{V}, e i=40/20=2 Ai = 40/20 = 2\ \mathrm{A}. A fonte entrega 5 A5\ \mathrm{A} =2+3= 2 + 3.

Passo 4 — a resistência. O nó da direita está 16 V16\ \mathrm{V} abaixo de vAv_A:

vC=40−16=24 V⟹R=vC3=243=8 Ωv_C = 40 - 16 = 24\ \mathrm{V} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{R = \frac{v_C}{3} = \frac{24}{3} = 8\ \Omega}

Conferência — a fonte entrega (60−40)/4=5 A(60-40)/4 = 5\ \mathrm{A}, que se dividem em 2 A2\ \mathrm{A} pelo 20 Ω20\ \Omega e 3 A3\ \mathrm{A} pelo resto ✔ Potência: fonte 60×5=300 W60 \times 5 = 300\ \mathrm{W}; 4 Ω4\ \Omega: 4(5)2=1004(5)^2 = 100; 20 Ω20\ \Omega: 20(2)2=8020(2)^2 = 80; paralelo: 16×3=4816 \times 3 = 48; RR: 8(3)2=728(3)^2 = 72 — soma 300 W300\ \mathrm{W} ✔

+−60 V4 ΩA20 Ωi = 2 A16 Ω1 A8 Ω2 ACR8 Ω3 AvA − vC = 16 V(vA = 40 V)vC = 24 V

O nó C fica a 24 V: R = 24/3 = 8 Ω. vC=40−16=24 Vv_C = 40 - 16 = 24\ \mathrm{V}, e por RR descem 3 A3\ \mathrm{A}: R=24/3=8 ΩR = 24/3 = 8\ \Omega.

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Questão 141º EE2023.1Superposição · A potência que não se superpõe4 ptsVer material

Determine os valores de vv, ii e da potência no resistor de 8 Ω8\ \Omega usando superposição. O circuito com a fonte de corrente deve ser resolvido pela análise de nós e o circuito com a fonte de tensão por análise de malhas.

8 Ω4 Ω−+v2 Ωi2 A−+v1+−4 V4 Ω3v1 A

O enunciado pede potência por superposição — e é uma armadilha deliberada: as correntes se somam, os quadrados não. A superposição entrega a corrente do 8 Ω8\ \Omega; a potência só depois.

Gabarito

v=−50 Vv = -50\ \mathrm{V} · i=83 Ai = 83\ \mathrm{A} · p8Ω=8 (14,5)2=1682 Wp_{8\Omega} = 8\,(14{,}5)^2 = 1682\ \mathrm{W}

Passo a passo

Passo 0 — convenções. Fio de baixo como referência; vLv_L é o nó da esquerda (a variável de controle, v1=vLv_1 = v_L), vM=4 Vv_M = 4\ \mathrm{V} o nó da fonte de tensão e vDv_D o nó da direita — o mesmo da fonte controlada e do topo do 8 Ω8\ \Omega. Então v=vL−vMv = v_L - v_M e i=(vM−vD)/2i = (v_M - v_D)/2.

Passo 1 — subcircuito da fonte de 2 A2\ \mathrm{A} (a de 4 V4\ \mathrm{V} vira curto, vM′=0v_M' = 0):

noˊ L: 2=vL′4+vL′−vD′8⟹vD′=3vL′−16\text{nó } L:\ 2 = \frac{v_L'}{4} + \frac{v_L' - v_D'}{8} \quad\Longrightarrow\quad v_D' = 3v_L' - 16noˊ D: vL′−vD′8−vD′2+3vL′=vD′4⟹25vL′=7vD′\text{nó } D:\ \frac{v_L' - v_D'}{8} - \frac{v_D'}{2} + 3v_L' = \frac{v_D'}{4} \quad\Longrightarrow\quad 25v_L' = 7v_D'vL′=−28 V,vD′=−100 V⟹v′=−28 V,i′=50 A,i8Ω′=9 Av_L' = -28\ \mathrm{V},\quad v_D' = -100\ \mathrm{V} \qquad\Longrightarrow\qquad v' = -28\ \mathrm{V},\quad i' = 50\ \mathrm{A},\quad i_{8\Omega}' = 9\ \mathrm{A}
8 Ω4 Ω−+2 Ω−+4 Ω3v1′ A2 Acurtoi8′ = 9 Av′ = −28 Vi′ = 50 Av1′ = −28 V

Só a fonte de 2 A ligada. Com a de 4 V em curto, vM′=0v_M' = 0: vL′=−28v_L' = -28 V e vD′=−100v_D' = -100 V, logo v′=−28v' = -28 V, i′=50i' = 50 A e i8Ω′=9i_{8\Omega}' = 9 A.

Passo 2 — subcircuito da fonte de 4 V4\ \mathrm{V} (a de 2 A2\ \mathrm{A} vira aberto), pela Análise de Malhas. Correntes de malha no sentido horário: i1i_1 na janela de cima (8 Ω8\ \Omega, 2 Ω2\ \Omega e o 4 Ω4\ \Omega do meio); i2i_2 na janela de baixo do meio (fonte de 4 V4\ \mathrm{V}, 2 Ω2\ \Omega e o 4 Ω4\ \Omega da direita); e i3i_3 na janela da direita (4 Ω4\ \Omega e controlada 3v13v_1). A janela de baixo à esquerda só tem de seu a fonte de 2 A2\ \mathrm{A}, que está aberta, então a corrente dela é zero — e pelo 4 Ω4\ \Omega do meio passa só i1i_1, de MM para LL. A variável de controle, pela LKT que sobe pela fonte de 4 V4\ \mathrm{V} e volta pelo 4 Ω4\ \Omega:

v1′′=vL′′=4−4i1v_1'' = v_L'' = 4 - 4i_1

A controlada fica só na borda da malha 33 e aponta para cima, contra o sentido de i3i_3; não há supermalha, ela apenas fixa i3i_3. Somando as quedas no sentido de cada malha:

malha 1:8i1+2 (i1−i2)+4i1=0⟹i2=7i1\text{malha 1:}\quad 8i_1 + 2\,(i_1 - i_2) + 4i_1 = 0 \quad\Longrightarrow\quad i_2 = 7i_1malha 2:−4+2 (i2−i1)+4 (i2−i3)=0\text{malha 2:}\quad -4 + 2\,(i_2 - i_1) + 4\,(i_2 - i_3) = 0malha 3:i3=−3v1′′=12i1−12\text{malha 3:}\quad i_3 = -3v_1'' = 12i_1 - 12

Levando a malha 11 e a malha 33 para a malha 22:

−4+12i1+4 (7i1−12i1+12)=0⟹44−8i1=0⟹i1=5,5 A,i2=38,5 A,i3=54 A-4 + 12i_1 + 4\,(7i_1 - 12i_1 + 12) = 0 \quad\Longrightarrow\quad 44 - 8i_1 = 0 \quad\Longrightarrow\quad i_1 = 5{,}5\ \mathrm{A},\quad i_2 = 38{,}5\ \mathrm{A},\quad i_3 = 54\ \mathrm{A}

O 8 Ω8\ \Omega conduz i1i_1 de LL para DD, o 2 Ω2\ \Omega conduz i2−i1i_2 - i_1 de MM para DD, e o 4 Ω4\ \Omega do meio conduz i1i_1 de MM para LL:

v′′=−4i1=−22 V,i′′=i2−i1=33 A,i8Ω′′=i1=5,5 Av'' = -4i_1 = -22\ \mathrm{V}, \qquad i'' = i_2 - i_1 = 33\ \mathrm{A}, \qquad i_{8\Omega}'' = i_1 = 5{,}5\ \mathrm{A}
8 Ω4 Ω−+2 Ω−+4 Ω3v1″ A+−4 Vabertoi8″ = 5,5 Av″ = −22 Vi″ = 33 Av1″ = −18 V↻ i1↻ i2↻ i3

Só a fonte de 4 V ligada, por malhas. Malhas horárias; a da esquerda tem corrente nula (2 A aberta), e v1′′=4−4i1v_1'' = 4 - 4i_1. Malha 1: 14i1−2i2=014i_1 - 2i_2 = 0; malha 2: −4+2(i2−i1)+4(i2−i3)=0-4 + 2(i_2 - i_1) + 4(i_2 - i_3) = 0; malha 3: i3=−3v1′′=12i1−12i_3 = -3v_1'' = 12i_1 - 12. Daí i1=5,5i_1 = 5{,}5 A, i2=38,5i_2 = 38{,}5 A, i3=54i_3 = 54 A, e v′′=−4i1=−22v'' = -4i_1 = -22 V, i′′=i2−i1=33i'' = i_2 - i_1 = 33 A, i8Ω′′=i1=5,5i_{8\Omega}'' = i_1 = 5{,}5 A.

Passo 3 — soma das grandezas lineares:

v=−28−22=−50 Vi=50+33=83 Av = -28 - 22 = \boxed{-50\ \mathrm{V}} \qquad i = 50 + 33 = \boxed{83\ \mathrm{A}}i8Ω=9+5,5=14,5 Ai_{8\Omega} = 9 + 5{,}5 = 14{,}5\ \mathrm{A}

Passo 4 — a potência, e só agora:

p8Ω=8 (14,5)2=1682 Wp_{8\Omega} = 8\,(14{,}5)^2 = \boxed{1682\ \mathrm{W}}

Onde a questão pega — somar as potências parciais daria

8(9)2+8(5,5)2=648+242=890 W8(9)^2 + 8(5{,}5)^2 = 648 + 242 = 890\ \mathrm{W}

que não é a resposta. A diferença de 792 W792\ \mathrm{W} é o termo cruzado 2⋅8⋅9⋅5,52 \cdot 8 \cdot 9 \cdot 5{,}5, que a soma de quadrados ignora. Potência é quadrática e por isso não se superpõe.

Conferência — no circuito completo, vL=−46 Vv_L = -46\ \mathrm{V} e vD=−162 Vv_D = -162\ \mathrm{V}, logo i8Ω=(−46+162)/8=14,5 Ai_{8\Omega} = (-46+162)/8 = 14{,}5\ \mathrm{A} ✔, v=−50 Vv = -50\ \mathrm{V} ✔ e i=(4+162)/2=83 Ai = (4+162)/2 = 83\ \mathrm{A} ✔

8 Ω4 Ω−+2 Ω−+4 Ω3v1 A2 A+−4 Vi8 = 14,5 Av = −50 Vi = 83 Av1 = −46 V

As duas fontes juntas. Somam-se as correntes, não as potências: i8Ω=9+5,5=14,5i_{8\Omega} = 9 + 5{,}5 = 14{,}5 A e só então p8Ω=8 (14,5)2=1682p_{8\Omega} = 8\,(14{,}5)^2 = 1682 W.

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Questão 151º EE2023.1Máxima transferência de potência · Thévenin com duas fontes de corrente2 ptsVer material

Determine o circuito equivalente de Thévenin e de Norton fora dos pontos aa e bb. Qual seria o valor da resistência RR para que ela recebesse a máxima potência do resto do circuito?

2 AaR4 Ω3 A6 Ω+−10 Vb

A carga é RR, entre aa e bb. Removida ela, o circuito vira uma cadeia sem ramificações — e a LKC em cada nó tem só dois termos.

Gabarito

Thévenin: VTh=12 VV_{\mathrm{Th}} = 12\ \mathrm{V}, RTh=10 ΩR_{\mathrm{Th}} = 10\ \Omega · Norton: IN=1,2 AI_N = 1{,}2\ \mathrm{A}, RN=10 ΩR_N = 10\ \Omega · R=10 ΩR = 10\ \Omega, com pmax⁡=3,6 Wp_{\max} = 3{,}6\ \mathrm{W}

Passo a passo

Passo 1 — remova RR e tome o fio de baixo como referência. Chame PP o nó da fonte de 3 A3\ \mathrm{A}; o nó da fonte de 10 V10\ \mathrm{V} está fixo em 10 V10\ \mathrm{V}.

Passo 2 — VThV_{\mathrm{Th}}. Sem a carga, os 2 A2\ \mathrm{A} da primeira fonte não têm outro caminho: atravessam inteiros o 4 Ω4\ \Omega.

va−vP=4⋅2=8 Vv_a - v_P = 4 \cdot 2 = 8\ \mathrm{V}

LKC no nó PP: chegam os 2 A2\ \mathrm{A} pelo 4 Ω4\ \Omega, saem 3 A3\ \mathrm{A} pela fonte de corrente, e a diferença vem pelo 6 Ω6\ \Omega:

2=3+vP−106⟹vP=4 V2 = 3 + \frac{v_P - 10}{6} \qquad\Longrightarrow\qquad v_P = 4\ \mathrm{V}VTh=va=4+8=12 V\boxed{V_{\mathrm{Th}} = v_a = 4 + 8 = 12\ \mathrm{V}}
2 A−+VTh4 Ω2 AP3 A6 Ω+−10 VabVTh = va = 4 + 8 = 12 V

V_Th: R removida, a–b em aberto. Sem RR, os 2 A só têm o 4 Ω para seguir: va−vP=8 Vv_a - v_P = 8\ \mathrm{V}. Em PP, 2=3+(vP−10)/62 = 3 + (v_P - 10)/6 dá vP=4 Vv_P = 4\ \mathrm{V}.

Passo 3 — RThR_{\mathrm{Th}}. Desative: as duas fontes de corrente viram circuito aberto e a de 10 V10\ \mathrm{V} vira fio. De aa para dentro sobra um caminho só — 4 Ω4\ \Omega até PP, e 6 Ω6\ \Omega de PP até o fio de baixo:

RTh=RN=4+6=10 Ω\boxed{R_{\mathrm{Th}} = R_N = 4 + 6 = 10\ \Omega}
2 A → aberto4 ΩP3 A → aberto6 Ω10 V → fioabRTh = 4 + 6 = 10 Ω

R_Th: fontes de corrente abertas, fonte de tensão em curto. De aa para dentro há um caminho só: 4 Ω até PP e 6 Ω até o fio de baixo, pela fonte de 10 V em curto.

Passo 4 — Norton:

IN=1210=1,2 A\boxed{I_N = \frac{12}{10} = 1{,}2\ \mathrm{A}}
+−VTh12 VRTh10 ΩabThéveninIN1,2 ARN10 ΩabNorton

Os dois equivalentes. IN=12/10=1,2 AI_N = 12/10 = 1{,}2\ \mathrm{A}, com RN=10 ΩR_N = 10\ \Omega.

Passo 5 — máxima transferência. A condição é o casamento:

R=RTh=10 Ωpmax⁡=VTh24RTh=14440=3,6 W\boxed{R = R_{\mathrm{Th}} = 10\ \Omega} \qquad\qquad p_{\max} = \frac{V_{\mathrm{Th}}^2}{4R_{\mathrm{Th}}} = \frac{144}{40} = \boxed{3{,}6\ \mathrm{W}}

Conferência — com R=10 ΩR = 10\ \Omega a corrente é 12/20=0,6 A12/20 = 0{,}6\ \mathrm{A} e p=10(0,6)2=3,6 Wp = 10(0{,}6)^2 = 3{,}6\ \mathrm{W} ✔ Metade da potência da fonte equivalente se perde em RThR_{\mathrm{Th}} — o rendimento no ponto de máxima potência é de 50%50\%, como sempre.

+−VTh12 VRTh10 ΩaR = RTh10 Ωbpmáx = 12² / (4 · 10) = 3,6 W

Máxima transferência: R = R_Th. O casamento R=RTh=10 ΩR = R_{\mathrm{Th}} = 10\ \Omega dá pmax⁡=VTh2/(4RTh)=144/40=3,6 Wp_{\max} = V_{\mathrm{Th}}^2/(4R_{\mathrm{Th}}) = 144/40 = 3{,}6\ \mathrm{W}.

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Questão 161º EE2023.1Amp. op. · Não inversor com divisor na entrada2 ptsVer material

Determine os valores de vv, i1i_1 e i2i_2. Considere o amplificador operacional como ideal.

+−9 V4 Ω8 Ω+−2 Ωi16 Ω−+vi23 Ω

O sinal entra pela não inversora, e o par 2 Ω2\ \Omega–6 Ω6\ \Omega realimenta a inversora: é o amplificador não inversor. O divisor de 4 Ω4\ \Omega e 8 Ω8\ \Omega fica descarregado, porque a entrada do amp. op. não puxa corrente.

Gabarito

v=−18 Vv = -18\ \mathrm{V} · i1=3 Ai_1 = 3\ \mathrm{A} · i2=8 Ai_2 = 8\ \mathrm{A} (com vo=24 Vv_o = 24\ \mathrm{V})

Passo a passo

Passo 1 — a entrada. A entrada não inversora não puxa corrente (i+=0i_+ = 0), então o divisor de 4 Ω4\ \Omega e 8 Ω8\ \Omega trabalha em vazio:

v+=9⋅84+8=6 Vv_+ = 9 \cdot \frac{8}{4 + 8} = 6\ \mathrm{V}
+−9 V4 Ω8 Ω+−2 Ω6 Ω−+vi23 Ωi1v+ = 6 Vi+ = 0

v₊ sai de um divisor em vazio. Sem corrente na entrada, o divisor trabalha em vazio: v+=9⋅84+8=6 Vv_+ = 9 \cdot \frac{8}{4+8} = 6\ \mathrm{V}.

Passo 2 — o curto virtual. Com realimentação negativa pelo 6 Ω6\ \Omega,

v−=v+=6 Vv_- = v_+ = 6\ \mathrm{V}

Passo 3 — i1i_1. O nó inversor está a 6 V6\ \mathrm{V} e o pé do 2 Ω2\ \Omega está no terra:

i1=6−02=3 A\boxed{i_1 = \frac{6 - 0}{2} = 3\ \mathrm{A}}
+−9 V4 Ω8 Ω+−2 Ω6 Ω−+vi23 Ωi1 = 3 Av+ = 6 Vv- = 6 V

curto virtual e i₁. O curto virtual põe o nó inversor em 6 V6\ \mathrm{V}; com o pé do 2 Ω no terra, i1=6/2=3 Ai_1 = 6/2 = 3\ \mathrm{A}.

Passo 4 — a saída. Como i−=0i_- = 0, esses 3 A3\ \mathrm{A} vieram inteiros pelo 6 Ω6\ \Omega, da saída para o nó inversor. Logo a saída está 6×3=18 V6 \times 3 = 18\ \mathrm{V} acima:

vo=6+18=24 Vv_o = 6 + 18 = 24\ \mathrm{V}

que confere com a fórmula do não inversor: vo=v+(1+62)=6⋅4=24 Vv_o = v_+\left(1 + \dfrac{6}{2}\right) = 6 \cdot 4 = 24\ \mathrm{V} ✔

+−9 V4 Ω8 Ω+−2 Ω6 Ω−+vi23 Ωi1 = 3 Av- = 6 V3 Avo = 24 V

os 3 A vêm inteiros pelo 6 Ω. Como i−=0i_- = 0, os 3 A atravessam o 6 Ω da saída para o nó inversor: vo=6+6⋅3=24 Vv_o = 6 + 6 \cdot 3 = 24\ \mathrm{V}.

Passo 5 — as duas respostas que faltam. A tensão vv está marcada com o ++ do lado do nó inversor:

v=v−−vo=6−24=−18 V\boxed{v = v_- - v_o = 6 - 24 = -18\ \mathrm{V}}

E i2i_2 é a corrente que a saída entrega ao 3 Ω3\ \Omega:

i2=vo3=243=8 A\boxed{i_2 = \frac{v_o}{3} = \frac{24}{3} = 8\ \mathrm{A}}

Conferência — o amp. op. fornece i2+3=11 Ai_2 + 3 = 11\ \mathrm{A} pela saída (os 8 A8\ \mathrm{A} da carga mais os 3 A3\ \mathrm{A} da realimentação), e nada disso passa pela fonte de 9 V9\ \mathrm{V}: ela só entrega 9/12=0,75 A9/12 = 0{,}75\ \mathrm{A} ao divisor. É exatamente o que um amp. op. faz — isola a fonte da carga ✔

+−9 V4 Ω8 Ω+−2 Ω6 Ω−+vi2 = 8 A3 Ωi1 = 3 A6 V24 Vv = −18 V

v e i₂. v=v−−vo=6−24=−18 Vv = v_- - v_o = 6 - 24 = -18\ \mathrm{V} e i2=24/3=8 Ai_2 = 24/3 = 8\ \mathrm{A}.

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Questão 171º EE2023.2Análise nodal · Fonte controlada por uma corrente de saída2 ptsVer material

Determine os valores de i1i_1 e de vv.

10 A10 Ω−+v2i1 A8 Ω6 Ω3 Ωi1

O trecho de fio à direita do 8 Ω8\ \Omega põe o 6 Ω6\ \Omega e o 3 Ω3\ \Omega em paralelo, e é essa redução que deixa o circuito com só dois nós. Este quesito caiu idêntico em 2023.2 e em 2025.2 — lá a corrente do 3 Ω3\ \Omega se chama ii, e a controlada, 2i2i.

Gabarito

v=30 Vv = 30\ \mathrm{V} · i1=2 Ai_1 = 2\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — reduza a direita. O 6 Ω6\ \Omega e o 3 Ω3\ \Omega ligam o mesmo par de nós:

6∥3=6⋅39=2 Ω6 \parallel 3 = \frac{6 \cdot 3}{9} = 2\ \Omega
10 A10 Ω2i1 A8 Ω6 ∥ 32 Ω

O 6 Ω e o 3 Ω viram um 2 Ω. Os dois resistores ligam o mesmo par de nós, então ficam em paralelo: 6∥3=2 Ω6 \parallel 3 = 2\ \Omega. Sobram só dois nós acima da referência.

Passo 2 — dois nós, duas equações. Fio de baixo como referência; chame vAv_A o nó da esquerda (que é também o do 10 Ω10\ \Omega e da fonte controlada, ligados por fio) e vCv_C o nó à direita do 8 Ω8\ \Omega. Note que v=vAv = v_A e i1=vC/3i_1 = v_C/3.

LKC no nó CC:

vA−vC8=vC2⟹vA=5 vC\frac{v_A - v_C}{8} = \frac{v_C}{2} \qquad\Longrightarrow\qquad v_A = 5\,v_C
10 A10 Ω2i1 A8 Ω6 ∥ 32 ΩvA = vvC(vA−vC)/8vC/2

Os dois nós e a LKC no nó C. No nó CC o que chega pelo 8 Ω8\ \Omega desce todo pelo 2 Ω2\ \Omega: (vA−vC)/8=vC/2(v_A-v_C)/8 = v_C/2, logo vA=5vCv_A = 5v_C.

Passo 3 — LKC no nó AA, com a fonte controlada saindo (a seta dela aponta para baixo):

10=vA10+2i1+vA−vC8=vA10+2vC3+vC210 = \frac{v_A}{10} + 2i_1 + \frac{v_A - v_C}{8} = \frac{v_A}{10} + \frac{2v_C}{3} + \frac{v_C}{2}

Substituindo vA=5vCv_A = 5v_C:

10=vC2+2vC3+vC2=53 vC⟹vC=6 V10 = \frac{v_C}{2} + \frac{2v_C}{3} + \frac{v_C}{2} = \frac{5}{3}\,v_C \qquad\Longrightarrow\qquad v_C = 6\ \mathrm{V}i1=63=2 Av=vA=5(6)=30 V\boxed{i_1 = \frac{6}{3} = 2\ \mathrm{A}} \qquad\qquad \boxed{v = v_A = 5(6) = 30\ \mathrm{V}}

Conferência — no nó AA: 30/10=3 A30/10 = 3\ \mathrm{A} pelo 10 Ω10\ \Omega, 2i1=4 A2i_1 = 4\ \mathrm{A} pela controlada e (30−6)/8=3 A(30-6)/8 = 3\ \mathrm{A} pelo 8 Ω8\ \Omega — total 10 A10\ \mathrm{A} ✔ No nó CC: chegam 3 A3\ \mathrm{A}, saem 6/6=1 A6/6 = 1\ \mathrm{A} pelo 6 Ω6\ \Omega e 6/3=2 A6/3 = 2\ \mathrm{A} pelo 3 Ω3\ \Omega ✔

10 A10 Ω2i1 A8 Ω6 Ω3 ΩvAvC10 AvA/102i1 = 2vC/3(vA−vC)/8i1 = vC/3

A LKC no nó A, com a controlada saindo. A variável de controle i1i_1 é a corrente do 3 Ω3\ \Omega, que tem vCv_C nos terminais: i1=vC/3i_1 = v_C/3. Com vA=5vCv_A = 5v_C, a LKC em AA dá 53vC=10\tfrac53 v_C = 10.

10 A10 Ω2i1 A8 Ω6 Ω3 Ωv = vA = 30 VvC = 6 V10 A3 A4 A3 A1 Ai1 = 2 A

Os valores encontrados. No nó AA: 3+4+3=103 + 4 + 3 = 10 A. No nó CC: os 33 A do 8 Ω8\ \Omega se dividem em 11 A pelo 6 Ω6\ \Omega e i1=2i_1 = 2 A pelo 3 Ω3\ \Omega.

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Questão 181º EE2023.2Superposição · Fonte de tensão controlada em paralelo com a carga3 ptsVer material

Determine os valores da tensão vv e da corrente ii usando superposição. O circuito com a fonte de corrente deve ser resolvido pela análise de nós e o circuito com a fonte de tensão por análise de malhas.

10 Ω2 Ω−+v5 Ωi+−10 V5 A−+v14 Ω+−2v1 V

A fonte controlada de tensão está ligada direto entre o nó da direita e a referência: ela fixa aquele potencial em 2v12v_1, e por isso a LKC naquele nó nem precisa ser escrita.

Gabarito

v=−703≈−23,3 Vv = -\dfrac{70}{3} \approx -23{,}3\ \mathrm{V} · i=−203≈−6,67 Ai = -\dfrac{20}{3} \approx -6{,}67\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 0 — convenções. Fio de baixo como referência. Chame vLv_L o nó da esquerda, vMv_M o nó da fonte de 5 A5\ \mathrm{A} (que é a variável de controle, v1=vMv_1 = v_M) e vDv_D o nó da direita. A fonte controlada, com o ++ em cima, impõe

vD=2v1=2vMv_D = 2v_1 = 2v_M

e as grandezas pedidas são v=vL−vMv = v_L - v_M e i=(vM−vD)/5i = (v_M - v_D)/5.

Passo 1 — subcircuito da fonte de 10 V10\ \mathrm{V} (a de 5 A5\ \mathrm{A} vira circuito aberto), pela Análise de Malhas. Com o ramo dos 5 A5\ \mathrm{A} aberto, as duas janelas de baixo à esquerda se fundem, e sobram três malhas, todas com corrente no sentido horário: i1i_1 na janela de cima (10 Ω10\ \Omega, 5 Ω5\ \Omega e 2 Ω2\ \Omega); i2i_2 na janela fundida de baixo (fonte de 10 V10\ \mathrm{V}, 2 Ω2\ \Omega, 5 Ω5\ \Omega e 4 Ω4\ \Omega); e i3i_3 na janela da direita (4 Ω4\ \Omega e controlada 2v12v_1). O 2 Ω2\ \Omega e o 5 Ω5\ \Omega estão em série e conduzem i2−i1i_2 - i_1 da esquerda para a direita. A variável de controle é a tensão sobre o ramo aberto; pela LKT que sobe pela fonte de 10 V10\ \mathrm{V} e atravessa o 2 Ω2\ \Omega:

v1′=10−2 (i2−i1)v_1' = 10 - 2\,(i_2 - i_1)

Somando as quedas no sentido de cada malha — a malha 22 sobe pela fonte de 10 V10\ \mathrm{V} do −- para o ++, e a malha 33 desce pela controlada do ++ para o −-:

malha 1:10i1+5 (i1−i2)+2 (i1−i2)=0⟹17i1=7i2\text{malha 1:}\quad 10i_1 + 5\,(i_1 - i_2) + 2\,(i_1 - i_2) = 0 \quad\Longrightarrow\quad 17i_1 = 7i_2malha 2:−10+2 (i2−i1)+5 (i2−i1)+4 (i2−i3)=0\text{malha 2:}\quad -10 + 2\,(i_2 - i_1) + 5\,(i_2 - i_1) + 4\,(i_2 - i_3) = 0malha 3:4 (i3−i2)+2v1′=0⟹4 (i2−i3)=2v1′\text{malha 3:}\quad 4\,(i_3 - i_2) + 2v_1' = 0 \quad\Longrightarrow\quad 4\,(i_2 - i_3) = 2v_1'

Com a malha 33 na malha 22 e x=i2−i1x = i_2 - i_1, a corrente do 2 Ω2\ \Omega e do 5 Ω5\ \Omega:

−10+7x+2 [10−2x]=0⟹3x=−10⟹x=−103 A-10 + 7x + 2\,\bigl[10 - 2x\bigr] = 0 \quad\Longrightarrow\quad 3x = -10 \quad\Longrightarrow\quad x = -\frac{10}{3}\ \mathrm{A}

e a malha 11 completa o sistema: i1=−73 Ai_1 = -\tfrac{7}{3}\ \mathrm{A}, i2=−173 Ai_2 = -\tfrac{17}{3}\ \mathrm{A} e i3=−14 Ai_3 = -14\ \mathrm{A}, com v1′=10+203=503 Vv_1' = 10 + \tfrac{20}{3} = \tfrac{50}{3}\ \mathrm{V}. Como vv é a queda no 2 Ω2\ \Omega de LL para MM, e ii é a corrente do 5 Ω5\ \Omega de MM para DD:

v′=2 (i2−i1)=−203≈−6,67 V\boxed{v' = 2\,(i_2 - i_1) = -\frac{20}{3} \approx -6{,}67\ \mathrm{V}}i′=i2−i1=−103≈−3,33 A\boxed{i' = i_2 - i_1 = -\frac{10}{3} \approx -3{,}33\ \mathrm{A}}
10 Ω2 Ω−+5 Ω−+4 Ω+−2v1′ V+−10 Vabertov′ = −20/3 Vi′ = −10/3 Av1′ = 50/3 V↻ i1↻ i2↻ i3

Só a fonte de 10 V ligada, por malhas. Malhas horárias; com o ramo de 5 A aberto, as janelas de baixo à esquerda viram uma só (i2i_2), e v1′=10−2(i2−i1)v_1' = 10 - 2(i_2 - i_1). Malha 1: 17i1=7i217i_1 = 7i_2; malha 2: −10+7(i2−i1)+4(i2−i3)=0-10 + 7(i_2 - i_1) + 4(i_2 - i_3) = 0; malha 3: 4(i3−i2)+2v1′=04(i_3 - i_2) + 2v_1' = 0. Daí i2−i1=−103i_2 - i_1 = -\tfrac{10}{3} A, logo v′=−203v' = -\tfrac{20}{3} V e i′=−103i' = -\tfrac{10}{3} A.

Passo 2 — subcircuito da fonte de 5 A5\ \mathrm{A} (a de 10 V10\ \mathrm{V} vira curto, vL′′=0v_L'' = 0):

5=vM′′2+vM′′−2vM′′5→×1050=5vM′′−2vM′′⟹vM′′=503 V5 = \frac{v_M''}{2} + \frac{v_M'' - 2v_M''}{5} \qquad\xrightarrow{\times 10}\qquad 50 = 5v_M'' - 2v_M'' \qquad\Longrightarrow\qquad v_M'' = \frac{50}{3}\ \mathrm{V}v′′=0−503=−503≈−16,67 Vi′′=−103≈−3,33 A\boxed{v'' = 0 - \frac{50}{3} = -\frac{50}{3} \approx -16{,}67\ \mathrm{V}} \qquad \boxed{i'' = -\frac{10}{3} \approx -3{,}33\ \mathrm{A}}
10 Ω2 Ω−+5 Ω−+4 Ω+−2v1″ V5 Acurtov″ = −50/3 Vi″ = −10/3 Av1″ = 50/3 V

Só a fonte de 5 A ligada. Com a de 10 V em curto, vL′′=0v_L'' = 0: de novo vM′′=503v_M'' = \tfrac{50}{3} V, logo v′′=−503v'' = -\tfrac{50}{3} V e i′′=−103i'' = -\tfrac{10}{3} A.

Passo 3 — soma:

v=−203−503=−703≈−23,3 Vv = -\frac{20}{3} - \frac{50}{3} = \boxed{-\frac{70}{3} \approx -23{,}3\ \mathrm{V}}i=−103−103=−203≈−6,67 Ai = -\frac{10}{3} - \frac{10}{3} = \boxed{-\frac{20}{3} \approx -6{,}67\ \mathrm{A}}

Conferência — no circuito completo, a LKC em MM dá 3vM=1003v_M = 100, ou vM=1003 Vv_M = \tfrac{100}{3}\ \mathrm{V}, e daí v=10−1003=−703v = 10 - \tfrac{100}{3} = -\tfrac{70}{3} ✔ e vD=2003v_D = \tfrac{200}{3}, com i=15(1003−2003)=−203i = \tfrac15(\tfrac{100}{3} - \tfrac{200}{3}) = -\tfrac{20}{3} ✔ Os dois sinais negativos dizem a mesma coisa: o nó do meio está acima dos dois vizinhos, ao contrário do que as marcações do enunciado sugerem.

10 Ω2 Ω−+5 Ω−+4 Ω+−2v1 V+−10 V5 Av = −70/3 Vi = −20/3 Av1 = 100/3 V

As duas fontes juntas. v=−203−503=−703≈−23,3v = -\tfrac{20}{3} - \tfrac{50}{3} = -\tfrac{70}{3} \approx -23{,}3 V e i=−103−103=−203≈−6,67i = -\tfrac{10}{3} - \tfrac{10}{3} = -\tfrac{20}{3} \approx -6{,}67 A.

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Questão 191º EE2023.2Amp. op. · Não inversor de ganho 112 ptsVer material

Determine os valores de vv, i1i_1 e i2i_2. Considere o amplificador operacional como ideal.

2 kΩ−+20 kΩ−+v+−100 Vi2i15,5 kΩ

O sinal entra pela não inversora e o par 2 kΩ2\ \mathrm{k\Omega}–20 kΩ20\ \mathrm{k\Omega} realimenta a inversora: ganho 1+20/2=111 + 20/2 = 11. A fonte de 100 V100\ \mathrm{V} não entrega corrente nenhuma — a entrada do amp. op. é um circuito aberto.

Gabarito

v=−1000 Vv = -1000\ \mathrm{V} · i1=0,2 Ai_1 = 0{,}2\ \mathrm{A} · i2=0,25 Ai_2 = 0{,}25\ \mathrm{A} (com vo=1100 Vv_o = 1100\ \mathrm{V})

Passo a passo

Passo 1 — as duas regras. A entrada não inversora está ligada direto à fonte, e não puxa corrente:

v+=100 V⟹v−=100 Vv_+ = 100\ \mathrm{V} \qquad\Longrightarrow\qquad v_- = 100\ \mathrm{V}
2 kΩ−+20 kΩ−+v+−100 Vi2i15,5 kΩv+ = 100 Vv- = 100 V

v₊ vem direto da fonte; v₋ copia. A entrada não puxa corrente, então v+=100 Vv_+ = 100\ \mathrm{V}, e o curto virtual dá v−=100 Vv_- = 100\ \mathrm{V}.

Passo 2 — a corrente do 2 kΩ2\ \mathrm{k\Omega}. Ele vai do nó inversor ao terra:

i2k=100−02000=50 mAi_{2\mathrm{k}} = \frac{100 - 0}{2000} = 50\ \mathrm{mA}

Como i−=0i_- = 0, essa corrente vem inteira pelo 20 kΩ20\ \mathrm{k\Omega}, da saída para o nó inversor.

2 kΩ−+20 kΩ−+v+−100 Vi2i15,5 kΩv- = 100 V50 mA50 mAi- = 0

a corrente do 2 kΩ vem toda pelo 20 kΩ. i2k=100/2000=50 mAi_{2\mathrm{k}} = 100/2000 = 50\ \mathrm{mA}; como i−=0i_- = 0, ela chega inteira pelo 20 kΩ, da saída para o nó inversor.

Passo 3 — a saída:

vo=v−+(20k)(50m)=100+1000=1100 Vv_o = v_- + (20\mathrm{k})(50\mathrm{m}) = 100 + 1000 = 1100\ \mathrm{V}

que é o ganho do não inversor: vo=100(1+202)=100⋅11v_o = 100\left(1 + \dfrac{20}{2}\right) = 100 \cdot 11 ✔

2 kΩ−+20 kΩ−+v+−100 Vi2i15,5 kΩv- = 100 V50 mAvo = 1100 V

a saída. vo=v−+(20k)(50m)=100+1000=1100 Vv_o = v_- + (20\mathrm{k})(50\mathrm{m}) = 100 + 1000 = 1100\ \mathrm{V}.

Passo 4 — as três respostas. A tensão vv está marcada com o ++ do lado do nó inversor:

v=v−−vo=100−1100=−1000 V\boxed{v = v_- - v_o = 100 - 1100 = -1000\ \mathrm{V}}i1=vo5500=11005500=0,2 A\boxed{i_1 = \frac{v_o}{5500} = \frac{1100}{5500} = 0{,}2\ \mathrm{A}}

E i2i_2 é toda a corrente que sai da saída do amp. op. — a da carga mais a da realimentação:

i2=i1+50 mA=200+50=250 mA=0,25 A\boxed{i_2 = i_1 + 50\ \mathrm{mA} = 200 + 50 = 250\ \mathrm{mA} = 0{,}25\ \mathrm{A}}

Conferência — a potência que sai do amp. op. é 1100×0,25=275 W1100 \times 0{,}25 = 275\ \mathrm{W}; a carga absorve 1100×0,2=220 W1100 \times 0{,}2 = 220\ \mathrm{W} e a realimentação 1000×0,05=50 W1000 \times 0{,}05 = 50\ \mathrm{W}, mais os 100×0,05=5 W100 \times 0{,}05 = 5\ \mathrm{W} do 2 kΩ2\ \mathrm{k\Omega} — total 275 W275\ \mathrm{W} ✔ E a fonte de 100 V100\ \mathrm{V} não entregou nada: quem alimenta tudo é a alimentação do amp. op., que o modelo ideal não desenha.

2 kΩ−+20 kΩ−+v+−100 Vi2 = 0,25 A5,5 kΩv = 100 − 1100 = −1000 V100 V1100 Vi1 = 0,2 A

v, i₁ e i₂. v=100−1100=−1000 Vv = 100 - 1100 = -1000\ \mathrm{V}, i1=1100/5500=0,2 Ai_1 = 1100/5500 = 0{,}2\ \mathrm{A} e i2=i1+50 mA=0,25 Ai_2 = i_1 + 50\ \mathrm{mA} = 0{,}25\ \mathrm{A}.

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Questão 201º EE2024.1Kirchhoff · A mesma escada, outra fonte3 ptsVer material

Determine os valores de ii, i1i_1 e vv.

+−30 V2 Ωi116 Ω12 Ω4 Ωi3 Ω6 Ω4 Ω8 Ω−+v

É o mesmo circuito do 1º EE de 2020.2, com a fonte trocada de 50 V50\ \mathrm{V} para 30 V30\ \mathrm{V}. A resistência equivalente é a mesma, e todas as correntes ficam multiplicadas por 30/50=0,630/50 = 0{,}6.

Gabarito

i1=3 Ai_1 = 3\ \mathrm{A} · i=13 A≈0,333 Ai = \dfrac{1}{3}\ \mathrm{A} \approx 0{,}333\ \mathrm{A} · v=4 Vv = 4\ \mathrm{V}

Passo a passo

Passo 1 — a redução, de dentro para fora. Chamando AA o nó do 16 Ω16\ \Omega, BB o do 4 Ω4\ \Omega vertical, CC o nó de onde saem 3 Ω3\ \Omega e 6 Ω6\ \Omega e DD o do 8 Ω8\ \Omega:

3∥6=2 Ωramo B→C=4+2=6 Ωramo B→D=4+8=12 Ω3 \parallel 6 = 2\ \Omega \qquad \text{ramo } B \to C = 4 + 2 = 6\ \Omega \qquad \text{ramo } B \to D = 4 + 8 = 12\ \OmegaRB=6∥12=4 Ωramo A→B=12+4=16 ΩRA=16∥16=8 ΩR_B = 6 \parallel 12 = 4\ \Omega \qquad \text{ramo } A \to B = 12 + 4 = 16\ \Omega \qquad R_A = 16 \parallel 16 = 8\ \OmegaReq=2+8=10 ΩR_{\mathrm{eq}} = 2 + 8 = 10\ \Omega
+−30 V2 ΩA16 Ω12 ΩB4 + 26 Ω4 + 812 Ω

Primeiro degrau: de B saem 6 Ω e 12 Ω, e R_B = 4 Ω. 3∥6=2 Ω3 \parallel 6 = 2\ \Omega: ramo B→C=4+2=6 ΩB \to C = 4 + 2 = 6\ \Omega, ramo B→D=4+8=12 ΩB \to D = 4 + 8 = 12\ \Omega, e RB=6∥12=4 ΩR_B = 6 \parallel 12 = 4\ \Omega.

+−30 V2 ΩA16 Ω12 + RB16 ΩRA = 16 ∥ 16 = 8 ΩReq = 2 + 8 = 10 Ω

Segundo degrau: em A, 16 Ω ∥ 16 Ω, e R_eq = 10 Ω. Ramo A→B=12+4=16 ΩA \to B = 12 + 4 = 16\ \Omega; RA=16∥16=8 ΩR_A = 16 \parallel 16 = 8\ \Omega e Req=2+8=10 ΩR_{eq} = 2 + 8 = 10\ \Omega.

Passo 2 — a corrente da fonte:

i1=3010=3 A⟹vA=8⋅3=24 V\boxed{i_1 = \frac{30}{10} = 3\ \mathrm{A}} \qquad\Longrightarrow\qquad v_A = 8 \cdot 3 = 24\ \mathrm{V}

Passo 3 — as divisões. Em AA os dois caminhos valem 16 Ω16\ \Omega, então a corrente se divide ao meio: 1,5 A1{,}5\ \mathrm{A} pelo 16 Ω16\ \Omega e 1,5 A1{,}5\ \mathrm{A} pelo 12 Ω12\ \Omega. Chegando em BB:

vB=4⋅1,5=6 Vv_B = 4 \cdot 1{,}5 = 6\ \mathrm{V}iB→C=66=1 AiB→D=612=0,5 Ai_{B \to C} = \frac{6}{6} = 1\ \mathrm{A} \qquad\qquad i_{B \to D} = \frac{6}{12} = 0{,}5\ \mathrm{A}
+−30 V2 ΩA16 Ω12 ΩB4 + 26 Ω4 + 812 Ωi1 = 3 A1,5 A1,5 AvA = 24 V · vB = 6 V1 A0,5 A

Voltando: i₁ = 3 A, metade em cada caminho de A, e a divisão em B. i1=30/10=3 Ai_1 = 30/10 = 3\ \mathrm{A}, vA=24 Vv_A = 24\ \mathrm{V}; 1,5 A1{,}5\ \mathrm{A} por cada caminho de AA; em BB, vB=4⋅1,5=6 Vv_B = 4 \cdot 1{,}5 = 6\ \mathrm{V}, que manda 6/6=1 A6/6 = 1\ \mathrm{A} para CC e 6/12=0,5 A6/12 = 0{,}5\ \mathrm{A} para DD.

Passo 4 — as duas respostas que faltam:

v=8⋅0,5=4 V\boxed{v = 8 \cdot 0{,}5 = 4\ \mathrm{V}}i=26⋅1=13≈0,333 A\boxed{i = \frac{2}{6}\cdot 1 = \frac{1}{3} \approx 0{,}333\ \mathrm{A}}

onde ii é a parcela do 6 Ω6\ \Omega na divisão do nó CC.

Conferência — i1=1,5+1+0,5=3 Ai_1 = 1{,}5 + 1 + 0{,}5 = 3\ \mathrm{A} ✔ E comparando com o 2020.2: lá i1=5 Ai_1 = 5\ \mathrm{A}, v=20/3v = 20/3 e i=5/9i = 5/9; aqui tudo caiu para 0,60{,}6 desses valores, exatamente a razão das fontes ✔

+−30 V2 Ωi1 = 3 AA16 Ω1,5 A12 Ω1,5 AB4 Ω1 AC3 Ω6 Ωi = 1/3 A4 Ω0,5 AD8 Ω−+vv = 4 Vi

As respostas no circuito original: v = 4 V e i = 1/3 A. v=8⋅0,5=4 Vv = 8 \cdot 0{,}5 = 4\ \mathrm{V}; em CC, i=26⋅1=13≈0,333 Ai = \tfrac26 \cdot 1 = \tfrac13 \approx 0{,}333\ \mathrm{A} é a parcela do 6 Ω6\ \Omega.

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Questão 211º EE2024.1Superposição · Três fontes independentes e um supernó4 ptsVer material

Determine os valores da tensão vv e da corrente ii usando superposição. O circuito com a fonte de corrente deve ser resolvido pela análise de nós e o circuito com as fontes de tensão por análise de malhas.

+−17 V3 Ω−+v2v A3 Ωi+−6 V2 Ω2 A

Atenção à fonte de 17 V17\ \mathrm{V}: o −- está em cima, então aquele nó fica em −17 V-17\ \mathrm{V}. E os nós ligados pela fonte de 6 V6\ \mathrm{V} formam um supernó — o 3 Ω3\ \Omega de cima é interno a ele e se cancela na LKC.

Gabarito

v=−2117≈−1,24 Vv = -\dfrac{21}{17} \approx -1{,}24\ \mathrm{V} · i=−1517≈−0,88 Ai = -\dfrac{15}{17} \approx -0{,}88\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 0 — convenções. Fio de baixo como referência. A fonte de 17 V17\ \mathrm{V} com o −- em cima dá vL=−17 Vv_L = -17\ \mathrm{V}. Chame vMv_M o nó da fonte controlada e vNv_N o nó do 2 Ω2\ \Omega; a fonte de 6 V6\ \mathrm{V} (−- à esquerda) impõe vN=vM+6v_N = v_M + 6. As grandezas pedidas são v=vL−vMv = v_L - v_M e ii, a corrente do ramo da fonte de 6 V6\ \mathrm{V}.

Passo 1 — subcircuito das duas fontes de tensão (a de 2 A2\ \mathrm{A} vira circuito aberto), pela Análise de Malhas. Correntes de malha no sentido horário: i1i_1 na janela de baixo à esquerda (fonte de 17 V17\ \mathrm{V}, 3 Ω3\ \Omega e controlada 2v2v); i2i_2 na janela de baixo do meio (controlada, fonte de 6 V6\ \mathrm{V} e 2 Ω2\ \Omega); e i3i_3 na janelinha de cima (3 Ω3\ \Omega de cima e fonte de 6 V6\ \mathrm{V}). A janela da direita só tem de seu a fonte de 2 A2\ \mathrm{A}, que está aberta, então a corrente dela é zero. Pelo 3 Ω3\ \Omega da esquerda passa só i1i_1, de LL para MM, e a variável de controle fica

v′=3i1v' = 3i_1

A controlada está no ramo comum às malhas 11 e 22: é uma supermalha. A seta aponta para cima, que é o sentido de i2i_2 naquele ramo, então a restrição é

i2−i1=2v′=6i1⟹i2=7i1i_2 - i_1 = 2v' = 6i_1 \quad\Longrightarrow\quad i_2 = 7i_1

A LKT da supermalha percorre o contorno das malhas 11 e 22 sem o ramo da controlada: sobe pela fonte de 17 V17\ \mathrm{V} do ++ para o −- (queda de 17 V17\ \mathrm{V}) e atravessa a de 6 V6\ \mathrm{V} do −- para o ++ (subida de 6 V6\ \mathrm{V}). A malha 33 passa pela fonte de 6 V6\ \mathrm{V} no sentido contrário, do ++ para o −-:

supermalha:17+3i1−6+2i2=0malha 3:3i3+6=0\text{supermalha:}\quad 17 + 3i_1 - 6 + 2i_2 = 0 \qquad\qquad \text{malha 3:}\quad 3i_3 + 6 = 017i1=−11⟹i1=−1117 A,i2=−7717 A,i3=−2 A17i_1 = -11 \quad\Longrightarrow\quad i_1 = -\frac{11}{17}\ \mathrm{A}, \qquad i_2 = -\frac{77}{17}\ \mathrm{A}, \qquad i_3 = -2\ \mathrm{A}

No ramo da fonte de 6 V6\ \mathrm{V}, i2i_2 corre de MM para NN e i3i_3 no sentido contrário, logo i′=i2−i3i' = i_2 - i_3:

v′=3i1=−3317≈−1,94 Vi′=−7717+2=−4317≈−2,53 A\boxed{v' = 3i_1 = -\frac{33}{17} \approx -1{,}94\ \mathrm{V}} \qquad\qquad \boxed{i' = -\frac{77}{17} + 2 = -\frac{43}{17} \approx -2{,}53\ \mathrm{A}}
+−17 VL3 Ω−+v′MN2v′ A3 Ωi′+−6 V2 Ω2 A: abertov′ = −33/17 ≈ −1,94 V · i′ = −43/17 ≈ −2,53 A↻ i1↻ i2↻ i3

Só as fontes de 17 V e 6 V ligadas, por malhas. A fonte de 2 A sai (aberto) e a malha da direita fica com corrente nula. Supermalha 1–2 pela controlada, com v′=3i1v' = 3i_1 e i2−i1=2v′=6i1i_2 - i_1 = 2v' = 6i_1: 17+3i1−6+2i2=017 + 3i_1 - 6 + 2i_2 = 0, i1=−1117i_1 = -\tfrac{11}{17} A. Malha 3: 3i3+6=03i_3 + 6 = 0, i3=−2i_3 = -2 A. Logo v′=3i1v' = 3i_1 e i′=i2−i3i' = i_2 - i_3.

Passo 2 — subcircuito da fonte de 2 A2\ \mathrm{A} (as duas de tensão viram curto). Com a de 6 V6\ \mathrm{V} em curto, MM e NN passam a ser o mesmo nó, e o 3 Ω3\ \Omega de cima fica em paralelo com esse curto — logo não conduz:

vM′′3+vM′′2+2−2v′′=0comv′′=−vM′′\frac{v_M''}{3} + \frac{v_M''}{2} + 2 - 2v'' = 0 \qquad\text{com}\qquad v'' = -v_M''×6:17 vM′′=−12⟹vM′′=−1217 V\times 6:\quad 17\,v_M'' = -12 \qquad\Longrightarrow\qquad v_M'' = -\frac{12}{17}\ \mathrm{V}v′′=1217≈0,71 Vi′′=2817≈1,65 A\boxed{v'' = \frac{12}{17} \approx 0{,}71\ \mathrm{V}} \qquad\qquad \boxed{i'' = \frac{28}{17} \approx 1{,}65\ \mathrm{A}}
17 V: curto3 Ω−+v″MN2v″ A3 Ω (não conduz)i″6 V: curto2 Ω2 Av″ = 12/17 ≈ 0,71 V · i″ = 28/17 ≈ 1,65 A

Só a fonte de 2 A ligada. Com a de 6 V em curto, MM e NN viram o mesmo nó e o 3 Ω de cima, em paralelo com o curto, não conduz. LKC: 17 vM′′=−1217\,v_M'' = -12.

Passo 3 — soma:

v=−3317+1217=−2117≈−1,24 Vv = -\frac{33}{17} + \frac{12}{17} = \boxed{-\frac{21}{17} \approx -1{,}24\ \mathrm{V}}i=−4317+2817=−1517≈−0,88 Ai = -\frac{43}{17} + \frac{28}{17} = \boxed{-\frac{15}{17} \approx -0{,}88\ \mathrm{A}}

Conferência — no circuito completo, o supernó dá 17vM+268=017v_M + 268 = 0, logo vM=−26817 Vv_M = -\tfrac{268}{17}\ \mathrm{V} e v=−17+26817=−2117v = -17 + \tfrac{268}{17} = -\tfrac{21}{17} ✔ A LKC no nó NN fecha com i=−1517i = -\tfrac{15}{17} ✔ Note o detalhe do passo 2: um resistor em paralelo com um curto tem tensão nula e por isso corrente nula — é o que torna aquele subcircuito tão simples.

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Questão 221º EE2024.1Thévenin e Norton · Duas fontes de corrente e dois resistores3 ptsVer material

Determine o circuito equivalente de Thévenin e de Norton à esquerda dos pontos aa e bb. Em seguida, determine o valor da tensão vv.

2 Ω5 A2 Ω2 Aa4 Ω−+vb

O fio vertical da esquerda liga os três cantos: o topo do primeiro 2 Ω2\ \Omega, o nó do segundo 2 Ω2\ \Omega e o terminal da fonte de 2 A2\ \mathrm{A} — tudo um só nó. E o fio vertical do meio liga o pé da fonte de 5 A5\ \mathrm{A} ao fio de baixo, que é o terminal bb.

Gabarito

Thévenin: VTh=24 VV_{\mathrm{Th}} = 24\ \mathrm{V}, RTh=4 ΩR_{\mathrm{Th}} = 4\ \Omega · Norton: IN=6 AI_N = 6\ \mathrm{A}, RN=4 ΩR_N = 4\ \Omega · v=12 Vv = 12\ \mathrm{V}

Passo a passo

Passo 1 — leia a topologia. Tome o fio de baixo (terminal bb) como referência. O fio vertical do meio o liga ao pé da fonte de 5 A5\ \mathrm{A}, então esse ponto também está em 0 V0\ \mathrm{V}. Sobram dois nós:

  • AA, o terminal aa (topo da fonte de 5 A5\ \mathrm{A} e do primeiro 2 Ω2\ \Omega);
  • LL, o nó da esquerda (que reúne o outro terminal dos dois 2 Ω2\ \Omega e o da fonte de 2 A2\ \mathrm{A}).

Assim: um 2 Ω2\ \Omega liga LL a AA, o outro liga LL à referência, a fonte de 5 A5\ \mathrm{A} injeta em AA e a de 2 A2\ \mathrm{A} injeta em LL.

Passo 2 — VThV_{\mathrm{Th}}, com a carga fora. Sem o 4 Ω4\ \Omega, os 5 A5\ \mathrm{A} só podem sair de AA pelo 2 Ω2\ \Omega de cima:

vL−vA2=−5⟹vL−vA=−10 V\frac{v_L - v_A}{2} = -5 \qquad\Longrightarrow\qquad v_L - v_A = -10\ \mathrm{V}

LKC em LL:

2=vL−vA2+vL2=−5+vL2⟹vL=14 V2 = \frac{v_L - v_A}{2} + \frac{v_L}{2} = -5 + \frac{v_L}{2} \qquad\Longrightarrow\qquad v_L = 14\ \mathrm{V}VTh=vA=14+10=24 V\boxed{V_{\mathrm{Th}} = v_A = 14 + 10 = 24\ \mathrm{V}}
2 Ω5 A5 A2 Ω2 Aa (A)bL−+VTh= 24 V

V_Th: carga de 4 Ω removida, a–b em aberto. O pé da fonte de 5 A está no fio de baixo, então só há dois nós: AA e LL. Sem a carga, os 5 A saem de AA pelo 2 Ω de cima (vL−vA=−10 Vv_L - v_A = -10\ \mathrm{V}); a LKC em LL dá vL=14 Vv_L = 14\ \mathrm{V}, logo VTh=24 VV_{\mathrm{Th}} = 24\ \mathrm{V}.

Passo 3 — RThR_{\mathrm{Th}}. As duas fontes são de corrente: desativadas, viram circuito aberto. Sobram os dois 2 Ω2\ \Omega em série, de aa até bb passando por LL:

RTh=RN=2+2=4 Ω\boxed{R_{\mathrm{Th}} = R_N = 2 + 2 = 4\ \Omega}
2 Ωaberto2 Ωabertoa (A)bLRTh = 2 + 2 = 4 Ω

R_Th: as duas fontes de corrente viram circuito aberto. De aa, o 2 Ω de cima leva a LL, e o 2 Ω de baixo leva de LL ao fio de baixo: série, 4 Ω4\ \Omega.

Passo 4 — Norton e a carga:

IN=244=6 Av=24⋅44+4=12 V\boxed{I_N = \frac{24}{4} = 6\ \mathrm{A}} \qquad\qquad v = 24 \cdot \frac{4}{4 + 4} = \boxed{12\ \mathrm{V}}

Conferência — com o 4 Ω4\ \Omega no lugar, o sistema original dá vL=8 Vv_L = 8\ \mathrm{V} e vA=12 Vv_A = 12\ \mathrm{V} ✔ Por Norton: v=6⋅(4∥4)=6⋅2=12 Vv = 6 \cdot (4 \parallel 4) = 6 \cdot 2 = 12\ \mathrm{V} ✔ Como RL=RThR_L = R_{\mathrm{Th}}, esta carga está por acaso no ponto de máxima transferência: p=122/4=36 Wp = 12^2/4 = 36\ \mathrm{W}.

+−VTh24 VRTh4 ΩabThéveninIN6 ARN4 ΩabNorton

Os dois equivalentes. IN=24/4=6 AI_N = 24/4 = 6\ \mathrm{A}, com RN=4 ΩR_N = 4\ \Omega.

+−VTh24 VRTh4 Ωa4 Ω−+v= 12 Vb

A carga de 4 Ω religada ao Thévenin. Divisor de tensão: v=24⋅4/(4+4)=12 Vv = 24 \cdot 4/(4 + 4) = 12\ \mathrm{V}.

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Questão 231º EE2024.1Amp. op. · Realimentação em T com dois caminhos3 ptsVer material

Determine os valores de vv, i1i_1 e i2i_2. Considere o amplificador operacional como ideal.

+−10 V4 Ω8 Ω16 Ω−+8 Ωi124 Ωi2v

A realimentação tem dois caminhos da saída até o nó inversor: o 24 Ω24\ \Omega direto, e o 8 Ω8\ \Omega até o nó de entrada seguido do 16 Ω16\ \Omega. É uma rede em T, e a chave é que o nó inversor continua sendo terra virtual.

Gabarito

v=−5 Vv = -5\ \mathrm{V} · i1=2524≈1,04 Ai_1 = \dfrac{25}{24} \approx 1{,}04\ \mathrm{A} · i2=−1,25 Ai_2 = -1{,}25\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — o terra virtual. Com a entrada não inversora aterrada e realimentação negativa,

v−=0i−=0v_- = 0 \qquad\qquad i_- = 0

Chame vXv_X o nó entre o 4 Ω4\ \Omega, o 8 Ω8\ \Omega vertical, o 16 Ω16\ \Omega e o 8 Ω8\ \Omega de cima; a saída é vv.

+−10 V4 Ω8 Ω16 Ω−+8 Ωi124 Ωi2vv- = 0i- = 0X

o nó inversor é terra virtual. Com a não inversora no terra, v−=0v_- = 0 e i−=0i_- = 0. O nó X junta o 4 Ω, o 8 Ω vertical, o 16 Ω e o 8 Ω de cima.

Passo 2 — LKC no nó inversor. Só dois ramos chegam nele, o 16 Ω16\ \Omega e o 24 Ω24\ \Omega, e a soma tem de ser zero:

vX16+v24=0⟹v=−32 vX\frac{v_X}{16} + \frac{v}{24} = 0 \qquad\Longrightarrow\qquad v = -\frac{3}{2}\,v_X
+−10 V4 Ω8 Ω16 Ω−+8 Ωi124 Ωi2v0 VvX/16v/24

LKC no nó inversor: só o 16 Ω e o 24 Ω. vX16+v24=0\frac{v_X}{16} + \frac{v}{24} = 0, logo v=−32 vXv = -\tfrac32\,v_X.

Passo 3 — LKC no nó XX:

10−vX4=vX8+vX16+vX−v8\frac{10 - v_X}{4} = \frac{v_X}{8} + \frac{v_X}{16} + \frac{v_X - v}{8}

Multiplicando por 1616 e usando v=−1,5 vXv = -1{,}5\,v_X:

4(10−vX)=2vX+vX+2(vX+1,5vX)=8vX4(10 - v_X) = 2v_X + v_X + 2\left(v_X + 1{,}5 v_X\right) = 8 v_X40=12 vX⟹vX=103 V⟹v=−32⋅103=−5 V40 = 12\,v_X \qquad\Longrightarrow\qquad v_X = \frac{10}{3}\ \mathrm{V} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{v = -\frac{3}{2}\cdot\frac{10}{3} = -5\ \mathrm{V}}
+−10 V4 Ω8 Ω16 Ω−+8 Ωi124 Ωi2v = −5 VvX = 10/3 V0 V

LKC no nó X fecha a conta. 10−vX4=vX8+vX16+vX−v8\frac{10-v_X}{4} = \frac{v_X}{8} + \frac{v_X}{16} + \frac{v_X - v}{8} com v=−1,5 vXv = -1{,}5\,v_X dá vX=103 Vv_X = \tfrac{10}{3}\ \mathrm{V} e v=−5 Vv = -5\ \mathrm{V}.

Passo 4 — i1i_1, a corrente do 8 Ω8\ \Omega de cima, de XX para a saída:

i1=vX−v8=103+58=2524≈1,04 A\boxed{i_1 = \frac{v_X - v}{8} = \frac{\tfrac{10}{3} + 5}{8} = \frac{25}{24} \approx 1{,}04\ \mathrm{A}}

Passo 5 — i2i_2, a corrente que sai do amp. op. Ela é a soma do que deixa o nó de saída pelos dois ramos da realimentação:

i2=v−024⏟24 Ω+v−vX8⏟8 Ω=−524−2524=−3024=−1,25 Ai_2 = \underbrace{\frac{v - 0}{24}}_{24\ \Omega} + \underbrace{\frac{v - v_X}{8}}_{8\ \Omega} = -\frac{5}{24} - \frac{25}{24} = -\frac{30}{24} = \boxed{-1{,}25\ \mathrm{A}}

O sinal negativo diz que a corrente entra no amp. op. em vez de sair: a saída está negativa e a rede empurra corrente para dentro dela.

Conferência — LKC no nó inversor: 10/316+−524=1048−1048=0\tfrac{10/3}{16} + \tfrac{-5}{24} = \tfrac{10}{48} - \tfrac{10}{48} = 0 ✔ LKC no nó XX: entram (10−10/3)/4=53 A(10 - 10/3)/4 = \tfrac53\ \mathrm{A} e saem 512+524+2524=4024=53\tfrac{5}{12} + \tfrac{5}{24} + \tfrac{25}{24} = \tfrac{40}{24} = \tfrac53 ✔

+−10 V4 Ω8 Ω16 Ω−+8 Ωi1 = 25/24 A24 Ωv = −5 V10/3 Vi2 = −1,25 A

i₁ e i₂. i1=10/3+58=2524 Ai_1 = \frac{10/3 + 5}{8} = \tfrac{25}{24}\ \mathrm{A}; i2=−524+−5−10/38=−1,25 Ai_2 = \frac{-5}{24} + \frac{-5 - 10/3}{8} = -1{,}25\ \mathrm{A} — negativa, a corrente entra no amp. op.

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Questão 241º EE2024.2Resistência equivalente · Redução de uma rede de sete resistores3 ptsVer material

Determinar os valores de i1i_1 e de i2i_2.

+−50 V4 Ωi16 Ω12 Ω15 Ω2 Ωi26 Ω30 Ω32 Ω40 Ω

No original o 30 Ω30\ \Omega está desenhado na diagonal; aqui ele aparece na vertical, com as mesmas ligações — vai do nó do 6 Ω6\ \Omega e do 12 Ω12\ \Omega até o fio de baixo, em paralelo com o 6 Ω6\ \Omega vertical.

Gabarito

i1=5 Ai_1 = 5\ \mathrm{A} · i2=−3 Ai_2 = -3\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — nomeie os quatro nós. Fio de baixo à esquerda como referência (DD). O fio vertical da esquerda torna um só nó (BB) o ponto de chegada do 4 Ω4\ \Omega, o começo do 6 Ω6\ \Omega, o do 12 Ω12\ \Omega, o do 32 Ω32\ \Omega e o topo do 15 Ω15\ \Omega. Chame EE o nó onde chegam o 6 Ω6\ \Omega, o 12 Ω12\ \Omega e o 30 Ω30\ \Omega, e FF o nó do fio de baixo à direita (pé do 6 Ω6\ \Omega vertical, do 30 Ω30\ \Omega e do 40 Ω40\ \Omega).

+−50 V4 Ωi1B15 Ω2 Ωi2D6 Ω12 ΩE6 Ω30 Ω32 Ω40 ΩF

Os quatro nós: B, E, F e a referência D. BB junta a chegada do 4 Ω4\ \Omega, o topo do 15 Ω15\ \Omega e o começo do 6 Ω6\ \Omega, do 12 Ω12\ \Omega e do 32 Ω32\ \Omega. EE: onde chegam 6 Ω6\ \Omega, 12 Ω12\ \Omega e 30 Ω30\ \Omega. FF: pé do 6 Ω6\ \Omega vertical, do 30 Ω30\ \Omega e do 40 Ω40\ \Omega.

Passo 2 — os dois paralelos.

6∥12=4 Ω(B→E)6∥30=5 Ω(E→F)6 \parallel 12 = 4\ \Omega \quad (B \to E) \qquad\qquad 6 \parallel 30 = 5\ \Omega \quad (E \to F)

Em série, dão 4+5=9 Ω4 + 5 = 9\ \Omega de BB até FF.

+−50 V4 Ωi1B15 Ω2 Ωi2D6 ∥ 124 ΩE6 ∥ 305 Ω32 Ω40 ΩF

Dois paralelos: 4 Ω de B a E e 5 Ω de E a F. 6∥12=4 Ω6 \parallel 12 = 4\ \Omega (de BB a EE) e 6∥30=5 Ω6 \parallel 30 = 5\ \Omega (de EE a FF); em série, 9 Ω9\ \Omega de BB até FF.

Passo 3 — o caminho longo. Pelo alto, de BB até FF: 32+40=72 Ω32 + 40 = 72\ \Omega. Em paralelo com os 9 Ω9\ \Omega:

9∥72=9⋅7281=8 Ω9 \parallel 72 = \frac{9 \cdot 72}{81} = 8\ \Omega
+−50 V4 Ωi1B15 Ω2 Ωi2D9 ∥ 728 ΩF

O caminho curto (9 Ω) ∥ o longo (72 Ω): 8 Ω de B a F. Por cima, 32+40=72 Ω32 + 40 = 72\ \Omega de BB a FF; com os 9 Ω9\ \Omega: 9∥72=64881=8 Ω9 \parallel 72 = \dfrac{648}{81} = 8\ \Omega.

Passo 4 — feche a redução. De BB até a referência há dois caminhos: o 15 Ω15\ \Omega direto, e os 8 Ω8\ \Omega até FF mais o 2 Ω2\ \Omega:

8+2=10 Ω⟹10∥15=6 Ω⟹Req=4+6=10 Ω8 + 2 = 10\ \Omega \qquad\Longrightarrow\qquad 10 \parallel 15 = 6\ \Omega \qquad\Longrightarrow\qquad R_{\mathrm{eq}} = 4 + 6 = 10\ \Omega

Passo 5 — as correntes:

i1=5010=5 A⟹vB=6⋅5=30 V\boxed{i_1 = \frac{50}{10} = 5\ \mathrm{A}} \qquad\Longrightarrow\qquad v_B = 6 \cdot 5 = 30\ \mathrm{V}

Em BB a corrente se divide: 30/15=2 A30/15 = 2\ \mathrm{A} pelo 15 Ω15\ \Omega e 30/10=3 A30/10 = 3\ \mathrm{A} pelo caminho que passa por FF. Esses 3 A3\ \mathrm{A} atravessam o 2 Ω2\ \Omega de FF para DD, ou seja, no sentido oposto à seta de i2i_2:

i2=−3 A\boxed{i_2 = -3\ \mathrm{A}}

Conferência — vF=2⋅3=6 Vv_F = 2 \cdot 3 = 6\ \mathrm{V} e vB−vF=8⋅3=24 Vv_B - v_F = 8 \cdot 3 = 24\ \mathrm{V}, o que dá 30−6=2430 - 6 = 24 ✔ Dos 3 A3\ \mathrm{A}, 24/9=2,67 A24/9 = 2{,}67\ \mathrm{A} vão pelo caminho curto e 24/72=0,33 A24/72 = 0{,}33\ \mathrm{A} pelo 32 Ω32\ \Omega ✔ E i1=2+3=5 Ai_1 = 2 + 3 = 5\ \mathrm{A} ✔

+−50 V4 Ωi1B15 Ω2 Ωi2Di1 = 5 AvB = 30 V8 Ω3 A2 AFi2 = −3 A (os 3 A vão de F para D)

i₁ = 5 A e a divisão em B: i₂ = −3 A. 8+2=10 Ω8 + 2 = 10\ \Omega, 10∥15=6 Ω10 \parallel 15 = 6\ \Omega, Req=4+6=10 ΩR_{eq} = 4 + 6 = 10\ \Omega: i1=5 Ai_1 = 5\ \mathrm{A} e vB=30 Vv_B = 30\ \mathrm{V}. Em BB: 30/15=2 A30/15 = 2\ \mathrm{A} pelo 15 Ω15\ \Omega e 30/10=3 A30/10 = 3\ \mathrm{A} pelo caminho de FF, que atravessam o 2 Ω2\ \Omega contra a seta: i2=−3 Ai_2 = -3\ \mathrm{A}.

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Questão 251º EE2024.2Supernó · Fonte de tensão flutuando entre dois nós4 ptsVer material

Determinar os valores de vv e ii usando dois métodos quaisquer de análise de circuitos.

+−17 V3 Ω2 Ω3 Ωi+−6 V2 Ω−+v2 A

A fonte de 6 V6\ \mathrm{V} flutua entre dois nós, e o 3 Ω3\ \Omega de cima liga os mesmos dois nós. É o caso clássico de supernó: uma LKC para os dois juntos, e a restrição da fonte como segunda equação. O 3 Ω3\ \Omega interno se cancela. Este quesito caiu idêntico em 2024.2 e na 2ª chamada de 2024.1.

Gabarito

v=−2 Vv = -2\ \mathrm{V} · i=3 Ai = 3\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — método 1: supernó. Fio de baixo como referência. A fonte de 17 V17\ \mathrm{V} tem o −- em cima, então o nó da esquerda está em −17 V-17\ \mathrm{V}. Chame vMv_M o nó do 2 Ω2\ \Omega da esquerda e vNv_N o do 2 Ω2\ \Omega da direita; a fonte de 6 V6\ \mathrm{V}, com o −- à esquerda, impõe

vN=vM+6v_N = v_M + 6

LKC no supernó {M,N}\{M, N\} — as correntes que atravessam a fronteira, ignorando o 3 Ω3\ \Omega de cima e a própria fonte:

vM+173⏟3 Ω da esquerda+vM2⏟2 Ω+vM+62⏟2 Ω da direita+2⏟fonte de corrente=0\underbrace{\frac{v_M + 17}{3}}_{3\ \Omega \text{ da esquerda}} + \underbrace{\frac{v_M}{2}}_{2\ \Omega} + \underbrace{\frac{v_M + 6}{2}}_{2\ \Omega \text{ da direita}} + \underbrace{2}_{\text{fonte de corrente}} = 0×6:2vM+34+3vM+3vM+18+12=0⟹8vM=−64\times 6:\quad 2v_M + 34 + 3v_M + 3v_M + 18 + 12 = 0 \qquad\Longrightarrow\qquad 8v_M = -64vM=−8 V⟹vN=−2 V⟹v=−2 Vv_M = -8\ \mathrm{V} \qquad\Longrightarrow\qquad v_N = -2\ \mathrm{V} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{v = -2\ \mathrm{V}}
+−17 V3 Ω2 Ω+−6 V3 Ω2 Ω2 Asupernó−17 VvMvN = vM + 6(vM+17)/3vM/2(vM+6)/22 A

O supernó e as correntes que atravessam a fronteira. A fonte de 66 V (−- à esquerda) impõe vN=vM+6v_N = v_M + 6. A LKC do supernó soma só o que cruza a moldura; o 3 Ω3\ \Omega de cima e a própria fonte ficam dentro e não entram.

Passo 2 — a corrente ii, que é a do ramo da fonte de 6 V6\ \mathrm{V}. LKC no nó MM isolado, agora que os potenciais são conhecidos:

vN−vM3⏟chega pelo 3 Ω de cima=vM+173⏟sai pelo 3 Ω+vM2⏟sai pelo 2 Ω+i\underbrace{\frac{v_N - v_M}{3}}_{\text{chega pelo }3\ \Omega\text{ de cima}} = \underbrace{\frac{v_M + 17}{3}}_{\text{sai pelo }3\ \Omega} + \underbrace{\frac{v_M}{2}}_{\text{sai pelo }2\ \Omega} + i−2+83=93+−82+i⟹2=3−4+i⟹i=3 A\frac{-2 + 8}{3} = \frac{9}{3} + \frac{-8}{2} + i \qquad\Longrightarrow\qquad 2 = 3 - 4 + i \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{i = 3\ \mathrm{A}}
+−17 V3 Ω2 Ω+−6 V3 Ω2 Ω2 A−17 VvM = −8 VvN = −2 V(vN−vM)/3 = 2 A3 A−4 Ai

O nó M sozinho, para achar i. Aberto o supernó, o 3 Ω3\ \Omega de cima volta a contar: 2=3+(−4)+i2 = 3 + (-4) + i, logo i=3i = 3 A.

Passo 3 — método 2: análise de malhas. O circuito tem quatro janelas, todas com corrente de malha no sentido horário: i1i_1 na janela da esquerda (fonte de 17 V17\ \mathrm{V}, 3 Ω3\ \Omega e 2 Ω2\ \Omega da esquerda); i2i_2 na janela de cima, fechada pelo 3 Ω3\ \Omega de cima e pela fonte de 6 V6\ \mathrm{V}; i3i_3 na janela do meio, embaixo da fonte de 6 V6\ \mathrm{V}, entre os dois 2 Ω2\ \Omega; e i4i_4 na janela da direita (2 Ω2\ \Omega da direita e fonte de 2 A2\ \mathrm{A}).

A fonte de 2 A2\ \mathrm{A} está só na malha 4, que desce por ela no sentido da seta, então ela fixa i4=2 Ai_4 = 2\ \mathrm{A}. As outras três malhas dão LKT, somando as quedas de tensão no sentido horário. Na malha 1 a fonte de 17 V17\ \mathrm{V} é atravessada de baixo para cima, do ++ para o −-, e conta +17+17; nas malhas 2 e 3 a fonte de 6 V6\ \mathrm{V} é atravessada do ++ para o −- pela malha 2 (que volta pela base da janela) e do −- para o ++ pela malha 3:

malha 1:17+3 i1+2 (i1−i3)=0\text{malha 1:}\quad 17 + 3\,i_1 + 2\,(i_1 - i_3) = 0malha 2:3 i2+6=0\text{malha 2:}\quad 3\,i_2 + 6 = 0malha 3:2 (i3−i1)−6+2 (i3−i4)=0\text{malha 3:}\quad 2\,(i_3 - i_1) - 6 + 2\,(i_3 - i_4) = 0

A malha 2 se resolve sozinha: i2=−2 Ai_2 = -2\ \mathrm{A}. Com i4=2i_4 = 2, sobram 5i1−2i3=−175i_1 - 2i_3 = -17 e −i1+2i3=5-i_1 + 2i_3 = 5; somando as duas, 4i1=−124i_1 = -12:

i1=−3 A,i3=1 Ai_1 = -3\ \mathrm{A}, \qquad i_3 = 1\ \mathrm{A}

Pelo 2 Ω2\ \Omega da direita descem i3−i4i_3 - i_4, e pela fonte de 6 V6\ \mathrm{V}, da esquerda para a direita, passam i3−i2i_3 - i_2:

v=2 (i3−i4)=2 (1−2)=−2 Vi=i3−i2=1−(−2)=3 A\boxed{v = 2\,(i_3 - i_4) = 2\,(1 - 2) = -2\ \mathrm{V}} \qquad\qquad \boxed{i = i_3 - i_2 = 1 - (-2) = 3\ \mathrm{A}}

Os mesmos valores do método 1 ✔ E as outras correntes também batem: o 3 Ω3\ \Omega de cima conduz i2=−2 Ai_2 = -2\ \mathrm{A} da esquerda para a direita, ou seja, 2 A2\ \mathrm{A} de NN para MM; e o 2 Ω2\ \Omega da esquerda conduz i1−i3=−4 Ai_1 - i_3 = -4\ \mathrm{A} para baixo, isto é, vM=2×(−4)=−8 Vv_M = 2 \times (-4) = -8\ \mathrm{V}.

Conferência de sinais — vv dá negativo porque o nó da direita está abaixo da referência, empurrado para lá pela fonte de 2 A2\ \mathrm{A} que retira corrente. E o 3 Ω3\ \Omega da esquerda conduz 9/3=3 A9/3 = 3\ \mathrm{A} para o nó da fonte de 17 V17\ \mathrm{V}, que é a única que entrega energia neste circuito.

+−17 V3 Ω2 Ω+−6 V3 Ω2 Ω2 A−17 V−+vi↻ i1↻ i2↻ i3↻ i4

Método 2: as quatro correntes de malha. A fonte de 22 A fixa i4=2i_4 = 2 A. LKT: 17+3i1+2(i1−i3)=017 + 3i_1 + 2(i_1 - i_3) = 0, 3i2+6=03i_2 + 6 = 0 e 2(i3−i1)−6+2(i3−i4)=02(i_3 - i_1) - 6 + 2(i_3 - i_4) = 0. Sai i1=−3i_1 = -3 A, i2=−2i_2 = -2 A e i3=1i_3 = 1 A, logo v=2(i3−i4)=−2v = 2(i_3 - i_4) = -2 V e i=i3−i2=3i = i_3 - i_2 = 3 A ✔

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Questão 261º EE2024.2Superposição · Três fontes independentes3 ptsVer material

Determine os valores da tensão vv e da corrente ii utilizando o Princípio da Superposição.

+−18 V6 Ω2 A6 Ω20 Ωi5 Ω+−20 V24 Ω−+v

Mesmo circuito que o 3º quesito de 2022.1, de 2023.2 e da 2ª chamada de 2024.1 — lá pedia-se Thévenin; aqui, superposição, e com ii medida no 20 Ω20\ \Omega. Três fontes independentes, três subcircuitos.

Gabarito

v=12 Vv = 12\ \mathrm{V} · i=0,6 Ai = 0{,}6\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 0 — convenções. Fio de baixo como referência. Chame PP o nó entre os dois 6 Ω6\ \Omega e NN o nó que reúne o segundo 6 Ω6\ \Omega, o 20 Ω20\ \Omega, o ramo do 5 Ω5\ \Omega e o 24 Ω24\ \Omega — todos ligados por fio. Então v=vNv = v_N e i=vN/20i = v_N/20.

Vale notar de saída que a condutância total que sai de NN para a referência, fora do ramo de PP, é

120+15+124=6+24+5120=724 S\frac{1}{20} + \frac{1}{5} + \frac{1}{24} = \frac{6 + 24 + 5}{120} = \frac{7}{24}\ \mathrm{S}

Passo 1 — só a fonte de 18 V18\ \mathrm{V} (a de 2 A2\ \mathrm{A} aberta, a de 20 V20\ \mathrm{V} em curto):

noˊ P: 18−vP6=vP−vN6⟹vN=2vP−18\text{nó } P:\ \frac{18 - v_P}{6} = \frac{v_P - v_N}{6} \quad\Longrightarrow\quad v_N = 2v_P - 18noˊ N: 18−vN12=7vN24⟹9vN=36⟹v′=4 V\text{nó } N:\ \frac{18 - v_N}{12} = \frac{7 v_N}{24} \quad\Longrightarrow\quad 9 v_N = 36 \quad\Longrightarrow\quad \boxed{v' = 4\ \mathrm{V}}
+−18 V6 ΩP2 A: aberto6 ΩN20 Ωi′5 Ωcurto24 Ω−+v′v′ = 4 V · i′ = 0,2 A

Só a fonte de 18 V ligada. Fonte de 2 A aberta, de 20 V em curto: o 5 Ω vai direto à referência. Nó PP: vN=2vP−18v_N = 2v_P - 18; nó NN: 9vN=369v_N = 36.

Passo 2 — só a fonte de 2 A2\ \mathrm{A} (as duas de tensão em curto):

noˊ P: −vP6+2=vP−vN6⟹vP=vN+122\text{nó } P:\ \frac{-v_P}{6} + 2 = \frac{v_P - v_N}{6} \quad\Longrightarrow\quad v_P = \frac{v_N + 12}{2}12−vN12=2+7vN24⟹9vN=−24⟹v′′=−83≈−2,67 V\frac{12 - v_N}{12} = 2 + \frac{7 v_N}{24} \quad\Longrightarrow\quad 9 v_N = -24 \quad\Longrightarrow\quad \boxed{v'' = -\frac{8}{3} \approx -2{,}67\ \mathrm{V}}
18 V: curto6 ΩP2 A6 ΩN20 Ωi″5 Ωcurto24 Ω−+v″v″ = −8/3 ≈ −2,67 V · i″ ≈ −0,133 A

Só a fonte de 2 A ligada. As duas fontes de tensão em curto. Nó PP: vP=(vN+12)/2v_P = (v_N + 12)/2; nó NN: 9vN=−249v_N = -24.

Passo 3 — só a fonte de 20 V20\ \mathrm{V} (a de 18 V18\ \mathrm{V} em curto, a de 2 A2\ \mathrm{A} aberta):

noˊ P: −vP6=vP−vN6⟹vP=vN2\text{nó } P:\ \frac{-v_P}{6} = \frac{v_P - v_N}{6} \quad\Longrightarrow\quad v_P = \frac{v_N}{2}−vN12=7vN24−4⟹9vN=96⟹v′′′=323≈10,67 V-\frac{v_N}{12} = \frac{7 v_N}{24} - 4 \quad\Longrightarrow\quad 9 v_N = 96 \quad\Longrightarrow\quad \boxed{v''' = \frac{32}{3} \approx 10{,}67\ \mathrm{V}}
18 V: curto6 ΩP2 A: aberto6 ΩN20 Ωi‴5 Ω+−20 V24 Ω−+v‴v‴ = 32/3 ≈ 10,67 V · i‴ ≈ 0,533 A

Só a fonte de 20 V ligada. Fonte de 18 V em curto, de 2 A aberta. Nó PP: vP=vN/2v_P = v_N/2; nó NN: 9vN=969v_N = 96.

Passo 4 — soma:

v=4−83+323=4+8=12 Vv = 4 - \frac{8}{3} + \frac{32}{3} = 4 + 8 = \boxed{12\ \mathrm{V}}i=v20=0,6 Ai = \frac{v}{20} = \boxed{0{,}6\ \mathrm{A}}

Conferência — as três parcelas de ii valem 420=0,2\tfrac{4}{20} = 0{,}2, −8/320=−0,133-\tfrac{8/3}{20} = -0{,}133 e 32/320=0,533\tfrac{32/3}{20} = 0{,}533, somando 0,6 A0{,}6\ \mathrm{A} ✔ E pelo equivalente de Thévenin daquele mesmo circuito (13,5 V13{,}5\ \mathrm{V} e 3 Ω3\ \Omega, do 3º quesito de 2022.1), v=13,5⋅2427=12 Vv = 13{,}5 \cdot \tfrac{24}{27} = 12\ \mathrm{V} ✔ — dois métodos, o mesmo número.

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Questão 271º EE2025.1Resistência equivalente · Três ramos em paralelo entre os trilhos3 ptsVer material

Determine os valores das correntes i1i_1 e i2i_2.

30 A10 Ω15 Ωi110 Ω20 Ωi260 Ω22 Ω50 Ω30 Ω8 A

Os três ramos ligam o mesmo par de trilhos: estão todos em paralelo, e as duas fontes de corrente se combinam numa só. É a questão mais mecânica da prova, desde que a leitura da topologia esteja certa.

Gabarito

i1≈13,93 Ai_1 \approx 13{,}93\ \mathrm{A} · i2≈1,87 Ai_2 \approx 1{,}87\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — combine as fontes. As duas ligam os mesmos dois trilhos: a de 30 A30\ \mathrm{A} injeta no de cima, a de 8 A8\ \mathrm{A} retira dele. Sobra

Itotal=30−8=22 AI_{\mathrm{total}} = 30 - 8 = 22\ \mathrm{A}
30 − 822 A10 Ω15 Ωi110 Ω20 Ωi260 Ω22 Ω50 Ω30 Ω

As duas fontes viram uma só: 30 − 8 = 22 A. A de 30 A30\ \mathrm{A} injeta no trilho de cima e a de 8 A8\ \mathrm{A} retira dele: sobra uma fonte de 22 A22\ \mathrm{A}.

Passo 2 — reduza cada ramo.

R1=10+15=25 ΩR2=10 ΩR_1 = 10 + 15 = 25\ \Omega \qquad\qquad R_2 = 10\ \OmegaR3=(20∥60)⏟15 Ω+22+(50∥30)⏟18,75 Ω=55,75 ΩR_3 = \underbrace{(20 \parallel 60)}_{15\ \Omega} + 22 + \underbrace{(50 \parallel 30)}_{18{,}75\ \Omega} = 55{,}75\ \Omega
30 − 822 A10 + 1525 ΩR210 Ωi115 + 22 + 18,7555,75 Ωi3

Cada ramo reduzido: 25 Ω, 10 Ω e 55,75 Ω. R1=10+15=25 ΩR_1 = 10 + 15 = 25\ \Omega, R2=10 ΩR_2 = 10\ \Omega e R3=(20∥60)+22+(50∥30)=15+22+18,75=55,75 ΩR_3 = (20 \parallel 60) + 22 + (50 \parallel 30) = 15 + 22 + 18{,}75 = 55{,}75\ \Omega.

Passo 3 — o paralelo dos três:

1Req=125+110+155,75=0,0400+0,1000+0,01794=0,15794 S\frac{1}{R_{\mathrm{eq}}} = \frac{1}{25} + \frac{1}{10} + \frac{1}{55{,}75} = 0{,}0400 + 0{,}1000 + 0{,}01794 = 0{,}15794\ \mathrm{S}Req=6,332 Ω⟹vtrilho=22⋅6,332=139,30 VR_{\mathrm{eq}} = 6{,}332\ \Omega \qquad\Longrightarrow\qquad v_{\text{trilho}} = 22 \cdot 6{,}332 = 139{,}30\ \mathrm{V}
30 − 822 AReq6,332 Ω−+vv = 139,30 V

O paralelo dos três: R_eq ≈ 6,332 Ω e 139,30 V nos trilhos. 1Req=125+110+155,75=0,15794 S\dfrac{1}{R_{eq}} = \dfrac{1}{25} + \dfrac{1}{10} + \dfrac{1}{55{,}75} = 0{,}15794\ \mathrm{S}, Req=6,332 ΩR_{eq} = 6{,}332\ \Omega e v=22⋅6,332=139,30 Vv = 22 \cdot 6{,}332 = 139{,}30\ \mathrm{V}.

Passo 4 — i1i_1, que é a corrente do ramo do meio:

i1=139,3010≈13,93 A\boxed{i_1 = \frac{139{,}30}{10} \approx 13{,}93\ \mathrm{A}}

Passo 5 — i2i_2. Primeiro a corrente do terceiro ramo, depois a divisão no par 20∥6020 \parallel 60:

i3=139,3055,75=2,499 A⟹i2=6020+60 i3=0,75⋅2,499≈1,87 Ai_3 = \frac{139{,}30}{55{,}75} = 2{,}499\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{i_2 = \frac{60}{20 + 60}\,i_3 = 0{,}75 \cdot 2{,}499 \approx 1{,}87\ \mathrm{A}}

Conferência — as três correntes de ramo somam 139,30/25+13,93+2,499=5,572+13,93+2,499=22,00 A139{,}30/25 + 13{,}93 + 2{,}499 = 5{,}572 + 13{,}93 + 2{,}499 = 22{,}00\ \mathrm{A} ✔ E no par de cima, 1,87+0,62=2,499 A1{,}87 + 0{,}62 = 2{,}499\ \mathrm{A} ✔ Os números não são redondos — vale conferir a soma antes de entregar.

30 A10 Ω15 Ωi110 Ω20 Ωi260 Ω22 Ωi350 Ω30 Ω8 Av = 139,30 V · i1 = 139,30/10 ≈ 13,93 Ai3 = 139,30/55,75 ≈ 2,499 A · i2 = 0,75 · i3 ≈ 1,87 A

De volta ao circuito original: i₁ ≈ 13,93 A e i₂ ≈ 1,87 A. i1=139,30/10≈13,93 Ai_1 = 139{,}30/10 \approx 13{,}93\ \mathrm{A}. No terceiro ramo i3=2,499 Ai_3 = 2{,}499\ \mathrm{A}, que se divide no par 20∥6020 \parallel 60: i2=6080 i3≈1,87 Ai_2 = \tfrac{60}{80}\,i_3 \approx 1{,}87\ \mathrm{A}.

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Questão 281º EE2025.1Superposição · Supernó com fonte de tensão controlada4 ptsVer material

Determine os valores da tensão vv e da corrente ii por superposição. O circuito com a fonte de tensão deve ser resolvido pela Análise de Malhas e o circuito com a fonte de corrente, pela Análise de Nós.

+−50 V10 Ω15 Ω−+v5 Ωi+−2v V10 Ω10 A

A fonte controlada flutua entre os dois nós centrais, e o 5 Ω5\ \Omega liga os mesmos dois nós: é um supernó, e o 5 Ω5\ \Omega é interno a ele. Note também que a controlada tem o ++ à esquerda, o que joga o nó da direita para o negativo.

Gabarito

v=225 Vv = 225\ \mathrm{V} · i=90 Ai = 90\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 0 — convenções. Fio de baixo como referência. Em qualquer dos dois subcircuitos, ii é a corrente no 5 Ω5\ \Omega, da esquerda para a direita, e vv é a tensão no 15 Ω15\ \Omega, com o ++ em cima. Cada subcircuito tem o seu método.

Para o Passo 1 (malhas), as correntes de malha, todas no sentido horário: i1i_1 na janela da fonte de 50 V50\ \mathrm{V} (fonte, 10 Ω10\ \Omega de cima e 15 Ω15\ \Omega), i2i_2 na janela de baixo entre o 15 Ω15\ \Omega e o 10 Ω10\ \Omega da direita (com a fonte controlada no topo) e i3i_3 na janelinha de cima, entre a controlada e o 5 Ω5\ \Omega.

Para o Passo 2 (nós), chame vMv_M o nó do 15 Ω15\ \Omega (que é a própria variável de controle, v=vMv = v_M) e vNv_N o nó do 10 Ω10\ \Omega da direita. A fonte controlada, com o ++ do lado de MM, impõe

vM−vN=2v=2vM⟹vN=−vMv_M - v_N = 2v = 2v_M \qquad\Longrightarrow\qquad v_N = -v_M

e daí i=vM−vN5=2vM5i = \dfrac{v_M - v_N}{5} = \dfrac{2 v_M}{5}.

Passo 1 — subcircuito da fonte de 50 V50\ \mathrm{V}, pela Análise de Malhas (a de 10 A10\ \mathrm{A} vira circuito aberto, e a janela dela some). As variáveis da questão, em correntes de malha:

v=15 (i1−i2)i=i3v = 15\,(i_1 - i_2) \qquad\qquad i = i_3

LKT nas três malhas, somando as quedas no sentido horário. A controlada fica entre a malha 2 e a malha 3; quem a percorre de MM para NN (malha 2) desce 2v2v, e quem a percorre de NN para MM (malha 3) sobe 2v2v:

malha 1:−50+10 i1+15 (i1−i2)=0malha 2:15 (i2−i1)+2v+10 i2=0malha 3:5 i3−2v=0\begin{aligned} \text{malha 1:}&\quad -50 + 10\,i_1 + 15\,(i_1 - i_2) = 0 \\ \text{malha 2:}&\quad 15\,(i_2 - i_1) + 2v + 10\,i_2 = 0 \\ \text{malha 3:}&\quad 5\,i_3 - 2v = 0 \end{aligned}

Na malha 2, 15 (i2−i1)=−v15\,(i_2 - i_1) = -v, e ela vira v+10 i2=0v + 10\,i_2 = 0, ou 15 (i1−i2)=−10 i215\,(i_1 - i_2) = -10\,i_2, isto é, i2=3 i1i_2 = 3\,i_1. Na malha 1:

25 i1−15 (3 i1)=50⟹i1=−2,5 Ai2=−7,5 A25\,i_1 - 15\,(3\,i_1) = 50 \qquad\Longrightarrow\qquad i_1 = -2{,}5\ \mathrm{A} \qquad i_2 = -7{,}5\ \mathrm{A}v′=15 (−2,5+7,5)=75 Vi′=i3=2(75)5=30 A\boxed{v' = 15\,(-2{,}5 + 7{,}5) = 75\ \mathrm{V}} \qquad\qquad \boxed{i' = i_3 = \frac{2(75)}{5} = 30\ \mathrm{A}}

As duas correntes de malha negativas só dizem que, na prática, elas circulam no sentido anti-horário.

+−50 V10 Ω15 Ω−+v′5 Ωi′+−2v′ V10 Ω10 A: aberto↻ i1↻ i2↻ i3v′ = 75 V · i′ = 30 A

Só a fonte de 50 V ligada. A fonte de 10 A sai do circuito (aberto). Malhas horárias: −50+10i1+15(i1−i2)=0-50 + 10i_1 + 15(i_1 - i_2) = 0, 15(i2−i1)+2v+10i2=015(i_2 - i_1) + 2v + 10i_2 = 0 e 5i3−2v=05i_3 - 2v = 0, com v=15(i1−i2)v = 15(i_1 - i_2). Saem i2=3i1i_2 = 3i_1, i1=−2,5 Ai_1 = -2{,}5\ \mathrm{A}, v′=75 Vv' = 75\ \mathrm{V} e i′=i3=30 Ai' = i_3 = 30\ \mathrm{A}.

Passo 2 — subcircuito da fonte de 10 A10\ \mathrm{A}, pela Análise de Nós (a de 50 V50\ \mathrm{V} vira curto). LKC no supernó {M,N}\{M, N\}, com vN=−vMv_N = -v_M:

vM10+vM15+−vM10−10=0⟹vM15=10\frac{v_M}{10} + \frac{v_M}{15} + \frac{-v_M}{10} - 10 = 0 \qquad\Longrightarrow\qquad \frac{v_M}{15} = 10v′′=150 Vi′′=60 A\boxed{v'' = 150\ \mathrm{V}} \qquad\qquad \boxed{i'' = 60\ \mathrm{A}}
50 V: curto10 ΩM15 Ω−+v″5 Ωi″+−2v″ VN10 Ω10 Asupernóv″ = 150 V · i″ = 60 A

Só a fonte de 10 A ligada. A fonte de 50 V vira fio e o 10 Ω da esquerda passa a ir para a referência. O supernó dá vM/15=10v_M/15 = 10: v′′=150 Vv'' = 150\ \mathrm{V} e i′′=60 Ai'' = 60\ \mathrm{A}.

Passo 3 — soma:

v=75+150=225 Vi=30+60=90 Av = 75 + 150 = \boxed{225\ \mathrm{V}} \qquad\qquad i = 30 + 60 = \boxed{90\ \mathrm{A}}

Conferência — no circuito completo, vM=225 Vv_M = 225\ \mathrm{V} e vN=−225 Vv_N = -225\ \mathrm{V}. A LKC no supernó: sai (225−50)/10=17,5 A(225-50)/10 = 17{,}5\ \mathrm{A} pelo 10 Ω10\ \Omega da esquerda, 225/15=15 A225/15 = 15\ \mathrm{A} pelo 15 Ω15\ \Omega, entram 22,5 A22{,}5\ \mathrm{A} pelo 10 Ω10\ \Omega da direita e 10 A10\ \mathrm{A} da fonte — soma zero ✔ Os valores são grandes porque a fonte controlada, com ganho 22, realimenta positivamente o circuito: o denominador da solução ficou reduzido a 1/151/15.

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Questão 291º EE2025.1Thévenin e Norton · Terminais dentro da rede3 ptsVer material

Determine os circuitos equivalentes de Thévenin e de Norton fora dos pontos aa e bb.

+−4 Va15 Ω9 Ω10 Ωb+−3 V10 Ω

Os terminais aa e bb estão dentro da rede: nada é removido, e VThV_{\mathrm{Th}} é simplesmente a tensão vabv_{ab} que o circuito já tem. Para RThR_{\mathrm{Th}}, as duas fontes de tensão viram fio — e aí aa vai para a referência.

Gabarito

Thévenin: VTh=1,875 VV_{\mathrm{Th}} = 1{,}875\ \mathrm{V}, RTh=3,75 ΩR_{\mathrm{Th}} = 3{,}75\ \Omega · Norton: IN=0,5 AI_N = 0{,}5\ \mathrm{A}, RN=3,75 ΩR_N = 3{,}75\ \Omega

Passo a passo

Passo 1 — os potenciais conhecidos. Fio de baixo como referência. A fonte de 4 V4\ \mathrm{V} (++ em cima) fixa o trilho de cima, e a de 3 V3\ \mathrm{V} (++ em cima) fixa o nó central:

va=4 Vvc=3 Vv_a = 4\ \mathrm{V} \qquad\qquad v_c = 3\ \mathrm{V}

Passo 2 — VTh=vabV_{\mathrm{Th}} = v_{ab}. LKC no nó bb, que recebe pelo 15 Ω15\ \Omega e pelo 10 Ω10\ \Omega e escoa pelo 10 Ω10\ \Omega de baixo:

4−vb15+3−vb10=vb10\frac{4 - v_b}{15} + \frac{3 - v_b}{10} = \frac{v_b}{10}×30:2(4−vb)+3(3−vb)=3vb⟹17=8vb⟹vb=178=2,125 V\times 30:\quad 2(4 - v_b) + 3(3 - v_b) = 3 v_b \qquad\Longrightarrow\qquad 17 = 8 v_b \qquad\Longrightarrow\qquad v_b = \frac{17}{8} = 2{,}125\ \mathrm{V}VTh=4−2,125=1,875 V\boxed{V_{\mathrm{Th}} = 4 - 2{,}125 = 1{,}875\ \mathrm{V}}
+−4 Va (4 V)15 Ω−+VTh9 Ωc (3 V)10 Ωb (2,125 V)+−3 V10 Ωreferência (0 V)

V_Th: a tensão v_ab que o circuito já tem. Nada sai do circuito: VTh=va−vb=4−2,125=1,875 VV_{Th} = v_a - v_b = 4 - 2{,}125 = 1{,}875\ \mathrm{V}, que é a tensão sobre o 15 Ω15\ \Omega.

Passo 3 — RThR_{\mathrm{Th}}. Desative as duas fontes: ambas viram fio. Então aa e o nó central cc ficam ligados à referência. Olhando de bb para dentro, sobram três caminhos até essa referência:

1RTh=115⏟b→a+110⏟b→c+110⏟b→terra=2+3+330=830\frac{1}{R_{\mathrm{Th}}} = \underbrace{\frac{1}{15}}_{b \to a} + \underbrace{\frac{1}{10}}_{b \to c} + \underbrace{\frac{1}{10}}_{b \to \text{terra}} = \frac{2 + 3 + 3}{30} = \frac{8}{30}RTh=RN=308=3,75 Ω\boxed{R_{\mathrm{Th}} = R_N = \frac{30}{8} = 3{,}75\ \Omega}

O 9 Ω9\ \Omega não entra: com as duas fontes em curto, ele fica com os dois terminais no mesmo potencial.

a15 Ω9 Ωc10 Ωb → RTh = 3,75 Ω10 Ω

R_Th: as duas fontes viram fio. Com as fontes em curto, aa e cc caem na referência: RTh=15∥10∥10=3,75 ΩR_{Th} = 15 \parallel 10 \parallel 10 = 3{,}75\ \Omega. O 9 Ω9\ \Omega fica com os dois lados no mesmo potencial e não entra.

Passo 4 — Norton:

IN=1,8753,75=0,5 A\boxed{I_N = \frac{1{,}875}{3{,}75} = 0{,}5\ \mathrm{A}}

Conferência direta de INI_N — curto-circuitando aa e bb, o nó bb sobe para 4 V4\ \mathrm{V}. Aí o 15 Ω15\ \Omega não conduz, o 10 Ω10\ \Omega de cima leva (3−4)/10=−0,1 A(3-4)/10 = -0{,}1\ \mathrm{A} para bb e o 10 Ω10\ \Omega de baixo escoa 0,4 A0{,}4\ \mathrm{A} — o curto tem de entregar 0,4+0,1=0,5 A0{,}4 + 0{,}1 = 0{,}5\ \mathrm{A} ✔

+−4 Va15 ΩIN = 0,5 A9 Ω10 Ωb (4 V)+−3 V10 Ω

Conferência: a–b em curto dá I_N. Com o curto, bb sobe para 4 V4\ \mathrm{V}: o 15 Ω15\ \Omega não conduz, o 10 Ω10\ \Omega de baixo escoa 0,4 A0{,}4\ \mathrm{A} e o de cima tira 0,1 A0{,}1\ \mathrm{A} de bb, logo IN=0,5 AI_N = 0{,}5\ \mathrm{A}.

+−VTh1,875 VRTh3,75 ΩabThéveninIN0,5 ARN3,75 ΩabNorton

Os equivalentes de Thévenin e de Norton. VTh=1,875 VV_{Th} = 1{,}875\ \mathrm{V} com RTh=3,75 ΩR_{Th} = 3{,}75\ \Omega, ou IN=0,5 AI_N = 0{,}5\ \mathrm{A} com RN=3,75 ΩR_N = 3{,}75\ \Omega.

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Questão 301º EE2025.1Amp. op. · Realimentação na entrada não inversora3 ptsVer material

Determine os valores da tensão vv e da corrente ii.

25 Ω+−100 Ω20 Ω+−5 Vi10 Ω−+v

Atenção: o 100 Ω100\ \Omega realimenta a entrada não inversora, não a inversora. Ainda assim, a conta que a prova espera é a de sempre — igualar v+v_+ a v−v_- e resolver.

Gabarito

v=25 Vv = 25\ \mathrm{V} · i=2,7 Ai = 2{,}7\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — a entrada inversora. O 20 Ω20\ \Omega liga a entrada inversora à fonte de 5 V5\ \mathrm{V}, e a entrada não puxa corrente. Sem corrente, o 20 Ω20\ \Omega não cai tensão:

v−=5 Vv_- = 5\ \mathrm{V}
25 Ω+−100 Ω20 Ω+−5 Vi10 Ω−+vi = 0v- = 5 V

v₋ é a própria fonte. A entrada inversora não puxa corrente, então o 20 Ω não cai tensão: v−=5 Vv_- = 5\ \mathrm{V}.

Passo 2 — a entrada não inversora. O 25 Ω25\ \Omega e o 100 Ω100\ \Omega formam um divisor entre a saída e o fio de baixo, e o nó do meio é a entrada não inversora (que também não puxa corrente):

v+=vo⋅25100+25=0,2 vov_+ = v_o \cdot \frac{25}{100 + 25} = 0{,}2\,v_o
25 Ω+−100 Ω20 Ω+−5 Vi10 Ω−+vv+ = 0,2 vov- = 5 V

v₊ sai do divisor da saída. Sem corrente na entrada, v+=vo⋅25100+25=0,2 vov_+ = v_o \cdot \frac{25}{100+25} = 0{,}2\,v_o.

Passo 3 — iguale as duas entradas:

0,2 vo=5⟹vo=25 V⟹v=25 V0{,}2\,v_o = 5 \qquad\Longrightarrow\qquad v_o = 25\ \mathrm{V} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{v = 25\ \mathrm{V}}

já que o 10 Ω10\ \Omega está ligado direto entre a saída e o fio de baixo.

25 Ω+−100 Ω20 Ω+−5 Vi10 Ω−+vv+ = 5 Vv- = 5 Vv = 25 V

iguale as duas entradas. 0,2 vo=50{,}2\,v_o = 5 dá vo=25 Vv_o = 25\ \mathrm{V}, e o 10 Ω está direto na saída: v=25 Vv = 25\ \mathrm{V}.

Passo 4 — a corrente da saída. Ela alimenta dois caminhos: a carga de 10 Ω10\ \Omega e o divisor da realimentação:

i=2510⏟carga+25100+25⏟divisor=2,5+0,2=2,7 Ai = \underbrace{\frac{25}{10}}_{\text{carga}} + \underbrace{\frac{25}{100 + 25}}_{\text{divisor}} = 2{,}5 + 0{,}2 = \boxed{2{,}7\ \mathrm{A}}

Conferência — com vo=25 Vv_o = 25\ \mathrm{V}, o nó da entrada não inversora fica em 0,2×25=5 V0{,}2 \times 25 = 5\ \mathrm{V}, igual a v−v_- ✔ E o divisor conduz 25/125=0,2 A25/125 = 0{,}2\ \mathrm{A}, que caem 0,2×25=5 V0{,}2 \times 25 = 5\ \mathrm{V} no 25 Ω25\ \Omega ✔

Um cuidado que vale registrar — aqui a realimentação chega na entrada não inversora, isto é, é positiva. Num circuito real isso não estabiliza: qualquer desvio cresce e a saída vai ao limite da alimentação. A conta acima acha o único ponto de operação em que v+=v−v_+ = v_-, que é o que a prova pede, mas ele é um equilíbrio instável — diferente dos amplificadores inversor e não inversor das outras questões, onde a realimentação é negativa e o ponto é estável.

25 Ω+−100 Ω20 Ω+−5 V10 Ω−+vi = 2,7 A0,2 A2,5 A25 V

a corrente da saída se divide em dois caminhos. i=2510+25100+25=2,5+0,2=2,7 Ai = \frac{25}{10} + \frac{25}{100+25} = 2{,}5 + 0{,}2 = 2{,}7\ \mathrm{A}.

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Questão 311º EE2025.2Superposição · Supernó com cinco resistores4 ptsVer material

Determine os valores da tensão vv e da corrente ii por superposição. O circuito com a fonte de tensão deve ser resolvido pela Análise de Malhas e o circuito com a fonte de corrente, pela Análise de Nós.

+−10 V5 Ω8 Ω−+v4 Ω4 Ωi+−2v V8 Ω8 Ω8 A

O nó da direita da fonte controlada sobe pelo fio até o trilho de cima: o 5 Ω5\ \Omega, os dois 8 Ω8\ \Omega da direita e a fonte de 8 A8\ \mathrm{A} chegam todos naquele mesmo nó. Reconhecer isso reduz o problema a uma incógnita.

Gabarito

v=−2079≈−0,25 Vv = -\dfrac{20}{79} \approx -0{,}25\ \mathrm{V} · i=405158≈2,56 Ai = \dfrac{405}{158} \approx 2{,}56\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 0 — convenções. Fio de baixo como referência; a fonte de 10 V10\ \mathrm{V} (++ em cima) fixa o trilho da esquerda. Em qualquer dos dois subcircuitos, vv é a tensão no 8 Ω8\ \Omega da esquerda (com o ++ em cima) e ii é a corrente para baixo no 4 Ω4\ \Omega da direita. Cada subcircuito tem o seu método.

Para o Passo 1 (malhas), cinco correntes de malha, todas no sentido horário: i1i_1 na janela da fonte (a fonte e os dois resistores da esquerda, o 8 Ω8\ \Omega e o 4 Ω4\ \Omega); i2i_2 na janelinha entre os dois 4 Ω4\ \Omega; i3i_3 na janela de cima, fechada pelo 8 Ω8\ \Omega da esquerda, pelo 5 Ω5\ \Omega, pelo fio que desce da direita e pela fonte controlada; i4i_4 na janela de baixo, entre o 4 Ω4\ \Omega da direita, a controlada e o 8 Ω8\ \Omega do meio; e i5i_5 na janela entre o 8 Ω8\ \Omega do meio e o da direita.

Para o Passo 2 (nós), chame vTv_T o potencial do trilho da esquerda, xx o do nó do meio (o mesmo do 8 Ω8\ \Omega da esquerda, dos dois 4 Ω4\ \Omega e da fonte controlada) e vQv_Q o do nó da direita. Então

v=vT−xi=x4vQ=x−2vv = v_T - x \qquad i = \frac{x}{4} \qquad v_Q = x - 2v

Passo 1 — subcircuito da fonte de 10 V10\ \mathrm{V}, pela Análise de Malhas (a de 8 A8\ \mathrm{A} vira circuito aberto, e a janela dela some). As variáveis da questão, em correntes de malha:

v=8 (i1−i3)i=i2−i4v = 8\,(i_1 - i_3) \qquad\qquad i = i_2 - i_4

LKT nas cinco malhas, somando as quedas no sentido horário. A controlada fica entre a malha 3, que a percorre da direita para a esquerda (do −- para o ++, sobe 2v2v), e a malha 4, que a percorre da esquerda para a direita (desce 2v2v):

malha 1:−10+8 (i1−i3)+4 (i1−i2)=0malha 2:4 (i2−i1)+4 (i2−i4)=0malha 3:8 (i3−i1)+5 i3−2v=0malha 4:4 (i4−i2)+2v+8 (i4−i5)=0malha 5:8 (i5−i4)+8 i5=0\begin{aligned} \text{malha 1:}&\quad -10 + 8\,(i_1 - i_3) + 4\,(i_1 - i_2) = 0 \\ \text{malha 2:}&\quad 4\,(i_2 - i_1) + 4\,(i_2 - i_4) = 0 \\ \text{malha 3:}&\quad 8\,(i_3 - i_1) + 5\,i_3 - 2v = 0 \\ \text{malha 4:}&\quad 4\,(i_4 - i_2) + 2v + 8\,(i_4 - i_5) = 0 \\ \text{malha 5:}&\quad 8\,(i_5 - i_4) + 8\,i_5 = 0 \end{aligned}

Vá escrevendo tudo em função de i1i_1. Na malha 3, com 2v=16 (i1−i3)2v = 16\,(i_1 - i_3), sai 29 i3=24 i129\,i_3 = 24\,i_1; logo i1−i3=529 i1i_1 - i_3 = \tfrac{5}{29}\,i_1 e v=4029 i1v = \tfrac{40}{29}\,i_1. A malha 5 dá i5=i4/2i_5 = i_4/2, e a malha 4 vira

−4 i2+8 i4+16 (i1−i3)=0⟹i2=2 i4+2029 i1-4\,i_2 + 8\,i_4 + 16\,(i_1 - i_3) = 0 \qquad\Longrightarrow\qquad i_2 = 2\,i_4 + \frac{20}{29}\,i_1

Com a malha 2, que diz i2=12(i1+i4)i_2 = \tfrac{1}{2}(i_1 + i_4):

2 i4+2029 i1=i1+i42⟹i4=−1187 i1i2=3887 i12\,i_4 + \frac{20}{29}\,i_1 = \frac{i_1 + i_4}{2} \qquad\Longrightarrow\qquad i_4 = -\frac{11}{87}\,i_1 \qquad i_2 = \frac{38}{87}\,i_1

Por fim, a malha 1, 12 i1−4 i2−8 i3=1012\,i_1 - 4\,i_2 - 8\,i_3 = 10:

(12−15287−57687)i1=31687 i1=10⟹i1=435158 A\left(12 - \frac{152}{87} - \frac{576}{87}\right) i_1 = \frac{316}{87}\,i_1 = 10 \qquad\Longrightarrow\qquad i_1 = \frac{435}{158}\ \mathrm{A}v′=4029⋅435158=30079≈3,80 Vi′=i2−i4=4987⋅435158=245158≈1,55 A\boxed{v' = \frac{40}{29}\cdot\frac{435}{158} = \frac{300}{79} \approx 3{,}80\ \mathrm{V}} \qquad \boxed{i' = i_2 - i_4 = \frac{49}{87}\cdot\frac{435}{158} = \frac{245}{158} \approx 1{,}55\ \mathrm{A}}
+−10 V5 Ω8 Ω−+v′4 Ω4 Ωi′+−2v′ V8 Ω8 Ω8 A: aberto↻ i1↻ i2↻ i3↻ i4↻ i5v′ = 300/79 ≈ 3,80 V · i′ = 245/158 ≈ 1,55 A

Só a fonte de 10 V ligada. Fonte de 8 A aberta. Malhas horárias, com v=8(i1−i3)v = 8(i_1 - i_3) e i=i2−i4i = i_2 - i_4: −10+8(i1−i3)+4(i1−i2)=0-10 + 8(i_1 - i_3) + 4(i_1 - i_2) = 0, 4(i2−i1)+4(i2−i4)=04(i_2 - i_1) + 4(i_2 - i_4) = 0, 8(i3−i1)+5i3−2v=08(i_3 - i_1) + 5i_3 - 2v = 0, 4(i4−i2)+2v+8(i4−i5)=04(i_4 - i_2) + 2v + 8(i_4 - i_5) = 0 e 8(i5−i4)+8i5=08(i_5 - i_4) + 8i_5 = 0. Dão i1=435/158 Ai_1 = 435/158\ \mathrm{A}.

Passo 2 — subcircuito da fonte de 8 A8\ \mathrm{A}, pela Análise de Nós (a de 10 V10\ \mathrm{V} vira curto, vT=0v_T = 0). Agora v=−xv = -x e vQ=3xv_Q = 3x; LKC no supernó formado pelo nó do meio e pelo da direita:

x8+x4+x4+2⋅3x8+3x5−8=0→×4079x=320\frac{x}{8} + \frac{x}{4} + \frac{x}{4} + 2\cdot\frac{3x}{8} + \frac{3x}{5} - 8 = 0 \qquad\xrightarrow{\times 40}\qquad 79x = 320v′′=−32079≈−4,05 Vi′′=8079≈1,01 A\boxed{v'' = -\frac{320}{79} \approx -4{,}05\ \mathrm{V}} \qquad \boxed{i'' = \frac{80}{79} \approx 1{,}01\ \mathrm{A}}
10 V: curto5 Ω8 Ω−+v″4 Ω4 Ωi″+−2v″ V8 Ωsupernó8 Ω8 ATxQv″ = −320/79 ≈ −4,05 V · i″ = 80/79 ≈ 1,01 A

Só a fonte de 8 A ligada. Fonte de 10 V em curto (vT=0v_T = 0): v=−xv = -x e vQ=3xv_Q = 3x. LKC no supernó: 79x=32079x = 320.

Passo 3 — soma:

v=30079−32079=−2079≈−0,25 Vv = \frac{300}{79} - \frac{320}{79} = \boxed{-\frac{20}{79} \approx -0{,}25\ \mathrm{V}}i=245158+8079=245+160158=405158≈2,56 Ai = \frac{245}{158} + \frac{80}{79} = \frac{245 + 160}{158} = \boxed{\frac{405}{158} \approx 2{,}56\ \mathrm{A}}

Conferência — no circuito completo, 79x=81079x = 810, ou x=81079≈10,25 Vx = \tfrac{810}{79} \approx 10{,}25\ \mathrm{V}, e daí v=10−10,25=−0,25 Vv = 10 - 10{,}25 = -0{,}25\ \mathrm{V} ✔ e i=x/4≈2,56 Ai = x/4 \approx 2{,}56\ \mathrm{A} ✔ O vv quase nulo é resultado de duas parcelas grandes que quase se cancelam — se você errar uma delas, o sinal do resultado muda, e é o tipo de questão em que vale refazer as duas contas.

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Questão 321º EE2025.2Thévenin e Norton · A carga é uma fonte de corrente3 ptsVer material

Determine os circuitos equivalentes de Thévenin e de Norton fora dos pontos aa e bb e use um dos circuitos para determinar a tensão vv na fonte.

+−8 V4 Ωa1 A−+vb12 Ω6 Ω

A carga aqui é a fonte de 1 A1\ \mathrm{A}, e vv é a tensão nos terminais dela. Removida a fonte, o que sobra é um divisor simples — e o equivalente de Thévenin faz o resto numa linha.

Gabarito

Thévenin: VTh=4 VV_{\mathrm{Th}} = 4\ \mathrm{V}, RTh=2 ΩR_{\mathrm{Th}} = 2\ \Omega · Norton: IN=2 AI_N = 2\ \mathrm{A}, RN=2 ΩR_N = 2\ \Omega · v=6 Vv = 6\ \mathrm{V}

Passo a passo

Passo 1 — remova a carga (a fonte de 1 A1\ \mathrm{A}) e tome o fio de baixo como referência. Sobram o 4 Ω4\ \Omega vindo da fonte de 8 V8\ \mathrm{V} e, do nó aa até a referência, o par

12∥6=12⋅618=4 Ω12 \parallel 6 = \frac{12 \cdot 6}{18} = 4\ \Omega

Passo 2 — VThV_{\mathrm{Th}}, por divisor de tensão entre dois 4 Ω4\ \Omega iguais:

VTh=8⋅44+4=4 V\boxed{V_{\mathrm{Th}} = 8 \cdot \frac{4}{4 + 4} = 4\ \mathrm{V}}
+−8 V4 Ωab−+VTh = 4 V12 Ω6 Ω

V_Th: a carga (fonte de 1 A) fora, a–b em aberto. Sem a fonte de 1 A1\ \mathrm{A}, o 12∥6=4 Ω12 \parallel 6 = 4\ \Omega e o 4 Ω4\ \Omega de cima dividem os 8 V8\ \mathrm{V} ao meio: VTh=4 VV_{Th} = 4\ \mathrm{V}.

Passo 3 — RThR_{\mathrm{Th}}. A fonte de 8 V8\ \mathrm{V} vira fio, e de aa para dentro ficam dois caminhos de 4 Ω4\ \Omega em paralelo:

RTh=RN=4∥4=2 Ω\boxed{R_{\mathrm{Th}} = R_N = 4 \parallel 4 = 2\ \Omega}
4 ΩabRTh vista de a–b = 2 Ω12 Ω6 Ω

R_Th: a fonte de 8 V vira fio. Olhando de aa–bb: o 4 Ω4\ \Omega (agora ligado a bb pelo fio) em paralelo com 12∥6=4 Ω12 \parallel 6 = 4\ \Omega, logo RTh=4∥4=2 ΩR_{Th} = 4 \parallel 4 = 2\ \Omega.

Passo 4 — Norton:

IN=42=2 A\boxed{I_N = \frac{4}{2} = 2\ \mathrm{A}}
+−VTh4 VRTh2 ΩabThéveninIN2 ARN2 ΩabNorton

Os equivalentes de Thévenin e de Norton. VTh=4 VV_{Th} = 4\ \mathrm{V} com RTh=2 ΩR_{Th} = 2\ \Omega, ou IN=4/2=2 AI_N = 4/2 = 2\ \mathrm{A} com RN=2 ΩR_N = 2\ \Omega.

Passo 5 — a tensão na fonte de 1 A1\ \mathrm{A}. Ligando-a ao equivalente de Thévenin: a fonte injeta 1 A1\ \mathrm{A} entrando por aa, então ela levanta o potencial de aa acima de VThV_{\mathrm{Th}}:

v=VTh+RTh⋅1=4+2=6 Vv = V_{\mathrm{Th}} + R_{\mathrm{Th}} \cdot 1 = 4 + 2 = \boxed{6\ \mathrm{V}}

Conferência — direto no circuito original, a LKC no nó aa dá 1+8−va4=va41 + \dfrac{8 - v_a}{4} = \dfrac{v_a}{4}, ou 12=2va12 = 2v_a, logo va=6 Vv_a = 6\ \mathrm{V} ✔ Por Norton, as duas fontes de corrente se somam: (2+1)×2=6 V(2 + 1) \times 2 = 6\ \mathrm{V} ✔ E note que a fonte de 1 A1\ \mathrm{A} entrega 6 W6\ \mathrm{W} ao circuito.

+−VTh4 VRTh2 Ω1 Aa1 A−+vbv = 6 V

A fonte de 1 A ligada ao equivalente de Thévenin. A fonte empurra 1 A1\ \mathrm{A} para dentro de aa, que volta pelo RThR_{Th} contra a fonte de 4 V4\ \mathrm{V}: v=4+2⋅1=6 Vv = 4 + 2 \cdot 1 = 6\ \mathrm{V}.

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Questão 331º EE2025.2Amp. op. · Duas entradas alimentadas pela mesma fonte3 ptsVer material

Determine os valores da tensão vv e da corrente ii.

+−16 V8 Ω8 Ω+−32 Ω8 Ωi17 Ω−+v

A mesma fonte alimenta as duas entradas, cada uma por um 8 Ω8\ \Omega. A inversora tem ainda um 8 Ω8\ \Omega para o terra — isso a fixa em metade da fonte — e a não inversora recebe a realimentação do 32 Ω32\ \Omega.

Gabarito

v=−24 Vv = -24\ \mathrm{V} · i=−4117≈−2,41 Ai = -\dfrac{41}{17} \approx -2{,}41\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — a entrada inversora. Ela não puxa corrente, então o 8 Ω8\ \Omega que vem da fonte e o 8 Ω8\ \Omega que vai ao terra formam um divisor descarregado:

v−=16⋅88+8=8 Vv_- = 16 \cdot \frac{8}{8 + 8} = 8\ \mathrm{V}
+−16 V8 Ω8 Ω+−32 Ω8 Ωi17 Ω−+vv- = 8 V

v₋ sai de um divisor em vazio. A inversora não puxa corrente: v−=16⋅88+8=8 Vv_- = 16 \cdot \frac{8}{8+8} = 8\ \mathrm{V}.

Passo 2 — o curto virtual dá o potencial da outra entrada:

v+=v−=8 Vv_+ = v_- = 8\ \mathrm{V}
+−16 V8 Ω8 Ω+−32 Ω8 Ωi17 Ω−+vv- = 8 Vv+ = 8 V

o curto virtual leva 8 V à não inversora. v+=v−=8 Vv_+ = v_- = 8\ \mathrm{V}.

Passo 3 — LKC na entrada não inversora. Chegam correntes pelo 8 Ω8\ \Omega (da fonte) e pelo 32 Ω32\ \Omega (da saída), e a entrada não absorve nada:

16−88+vo−832=0⟹1+vo−832=0\frac{16 - 8}{8} + \frac{v_o - 8}{32} = 0 \qquad\Longrightarrow\qquad 1 + \frac{v_o - 8}{32} = 0vo−8=−32⟹vo=−24 V⟹v=−24 Vv_o - 8 = -32 \qquad\Longrightarrow\qquad v_o = -24\ \mathrm{V} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{v = -24\ \mathrm{V}}

já que o 17 Ω17\ \Omega está entre a saída e o fio de baixo.

+−16 V8 Ω8 Ω+−32 Ω8 Ωi17 Ω−+v8 V16 V1 A1 Av = −24 V

LKC na não inversora: 1 A segue pelo 32 Ω. 16−88+vo−832=0\frac{16-8}{8} + \frac{v_o - 8}{32} = 0 dá vo=−24 Vv_o = -24\ \mathrm{V}, e o 17 Ω está na saída: v=−24 Vv = -24\ \mathrm{V}.

Passo 4 — a corrente da saída. Ela alimenta o 17 Ω17\ \Omega e o 32 Ω32\ \Omega:

i=−2417⏟17 Ω+−24−832⏟32 Ω=−2417−1=−4117≈−2,41 Ai = \underbrace{\frac{-24}{17}}_{17\ \Omega} + \underbrace{\frac{-24 - 8}{32}}_{32\ \Omega} = -\frac{24}{17} - 1 = \boxed{-\frac{41}{17} \approx -2{,}41\ \mathrm{A}}

O sinal negativo diz que a corrente entra no amp. op.: com a saída negativa, o 17 Ω17\ \Omega e o 32 Ω32\ \Omega empurram corrente para dentro dela.

Conferência — o 32 Ω32\ \Omega conduz 1 A1\ \mathrm{A} da entrada não inversora para a saída, e é exatamente o 1 A1\ \mathrm{A} que o 8 Ω8\ \Omega da fonte entrega àquele nó ✔ E o mesmo cuidado da prova anterior vale aqui: a realimentação chega na entrada não inversora, ou seja, é positiva — a conta acha o ponto em que v+=v−v_+ = v_-, mas num circuito real ele é instável.

+−16 V8 Ω8 Ω+−32 Ω8 Ω17 Ω−+v8 V1 A−24 Vi = −41/17 A

a corrente da saída. i=−2417+−24−832=−2417−1=−4117≈−2,41 Ai = \frac{-24}{17} + \frac{-24-8}{32} = -\frac{24}{17} - 1 = -\frac{41}{17} \approx -2{,}41\ \mathrm{A} — negativa, a corrente entra no amp. op.

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Questão 341º EE2026.1Kirchhoff · Escada de associações com 60 V3 ptsVer material

Determine o valor da tensão vv e da corrente ii no circuito abaixo.

+−60 V4 Ω32 Ω24 Ω8 Ω6 Ω12 Ωi8 Ω16 Ω−+v

É a mesma escada de 2020.2 e 2024.1, com outros valores: reduz-se de dentro para fora, e cada divisão de corrente entrega uma resposta. Aqui ii é a corrente do 12 Ω12\ \Omega.

Gabarito

v=8 Vv = 8\ \mathrm{V} · i=13 A≈0,333 Ai = \dfrac{1}{3}\ \mathrm{A} \approx 0{,}333\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — a redução. Chame AA o nó do 32 Ω32\ \Omega, BB o do 8 Ω8\ \Omega vertical, CC o nó de onde saem 6 Ω6\ \Omega e 12 Ω12\ \Omega e DD o do 16 Ω16\ \Omega.

6∥12=4 Ωramo B→C=8+4=12 Ωramo B→D=8+16=24 Ω6 \parallel 12 = 4\ \Omega \qquad \text{ramo } B \to C = 8 + 4 = 12\ \Omega \qquad \text{ramo } B \to D = 8 + 16 = 24\ \OmegaRB=12∥24=8 Ωramo A→B=24+8=32 ΩRA=32∥32=16 ΩR_B = 12 \parallel 24 = 8\ \Omega \qquad \text{ramo } A \to B = 24 + 8 = 32\ \Omega \qquad R_A = 32 \parallel 32 = 16\ \OmegaReq=4+16=20 ΩR_{\mathrm{eq}} = 4 + 16 = 20\ \Omega
+−60 V4 ΩA32 Ω24 ΩB8 + 412 Ω8 + 1624 Ω

Primeiro degrau: de B saem 12 Ω e 24 Ω, e R_B = 8 Ω. 6∥12=4 Ω6 \parallel 12 = 4\ \Omega: ramo B→C=8+4=12 ΩB \to C = 8 + 4 = 12\ \Omega, ramo B→D=8+16=24 ΩB \to D = 8 + 16 = 24\ \Omega, e RB=12∥24=8 ΩR_B = 12 \parallel 24 = 8\ \Omega.

+−60 V4 ΩA32 Ω24 + RB32 ΩRA = 32 ∥ 32 = 16 ΩReq = 4 + 16 = 20 Ω

Segundo degrau: em A, 32 Ω ∥ 32 Ω, e R_eq = 20 Ω. Ramo A→B=24+8=32 ΩA \to B = 24 + 8 = 32\ \Omega; RA=32∥32=16 ΩR_A = 32 \parallel 32 = 16\ \Omega e Req=4+16=20 ΩR_{eq} = 4 + 16 = 20\ \Omega.

Passo 2 — a corrente da fonte:

iT=6020=3 A⟹vA=16⋅3=48 Vi_T = \frac{60}{20} = 3\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad v_A = 16 \cdot 3 = 48\ \mathrm{V}

Passo 3 — as divisões. Em AA os dois caminhos valem 32 Ω32\ \Omega: metade para cada lado, 1,5 A1{,}5\ \mathrm{A}. Chegando em BB:

vB=8⋅1,5=12 V⟹iB→C=1212=1 A,iB→D=1224=0,5 Av_B = 8 \cdot 1{,}5 = 12\ \mathrm{V} \qquad\Longrightarrow\qquad i_{B\to C} = \frac{12}{12} = 1\ \mathrm{A}, \quad i_{B\to D} = \frac{12}{24} = 0{,}5\ \mathrm{A}
+−60 V4 ΩA32 Ω24 ΩB8 + 412 Ω8 + 1624 ΩiT = 3 A1,5 A1,5 AvA = 48 V · vB = 12 V1 A0,5 A

Voltando: i_T = 3 A, metade em cada caminho de A, e a divisão em B. iT=60/20=3 Ai_T = 60/20 = 3\ \mathrm{A}, vA=48 Vv_A = 48\ \mathrm{V}; 1,5 A1{,}5\ \mathrm{A} por cada caminho de AA; em BB, vB=8⋅1,5=12 Vv_B = 8 \cdot 1{,}5 = 12\ \mathrm{V}, que manda 12/12=1 A12/12 = 1\ \mathrm{A} para CC e 12/24=0,5 A12/24 = 0{,}5\ \mathrm{A} para DD.

Passo 4 — as respostas.

v=16⋅0,5=8 V\boxed{v = 16 \cdot 0{,}5 = 8\ \mathrm{V}}

Em CC, os 1 A1\ \mathrm{A} se dividem entre 6 Ω6\ \Omega e 12 Ω12\ \Omega, e ii é a parcela do 12 Ω12\ \Omega:

i=66+12⋅1=13≈0,333 A\boxed{i = \frac{6}{6 + 12}\cdot 1 = \frac{1}{3} \approx 0{,}333\ \mathrm{A}}

Conferência — iT=1,5+1+0,5=3 Ai_T = 1{,}5 + 1 + 0{,}5 = 3\ \mathrm{A} ✔ E vC=4⋅1=4 Vv_C = 4 \cdot 1 = 4\ \mathrm{V}, com i=4/12=1/3 Ai = 4/12 = 1/3\ \mathrm{A} ✔ Confere com a resolução da prova: i=0,333 Ai = 0{,}333\ \mathrm{A} e v=8 Vv = 8\ \mathrm{V}.

+−60 V4 ΩiT = 3 AA32 Ω1,5 A24 Ω1,5 AB8 Ω1 AC6 Ω12 Ωi = 1/3 A8 Ω0,5 AD16 Ω−+vv = 8 Vi

As respostas no circuito original: v = 8 V e i = 1/3 A. v=16⋅0,5=8 Vv = 16 \cdot 0{,}5 = 8\ \mathrm{V}; em CC o 1 A1\ \mathrm{A} se divide entre 6 Ω6\ \Omega e 12 Ω12\ \Omega, e i=618⋅1=13≈0,333 Ai = \tfrac{6}{18} \cdot 1 = \tfrac13 \approx 0{,}333\ \mathrm{A}.

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Questão 351º EE2026.1Superposição · A controlada que anula um nó4 ptsVer material

Determine o valor da tensão vv e da corrente ii no circuito abaixo, utilizando o Princípio da Superposição. O circuito com a fonte de tensão deve ser resolvido por Análise de Malhas e o com a fonte de corrente por Análise de Nós.

+−10 V10 Ω5 Ω−+v2 Ω2 Ωi+−2i V8 Ω5 A

Aqui a fonte controlada faz uma coisa curiosa: como i=v2/2i = v_2/2 e ela vale 2i=v22i = v_2, a diferença v2−v3v_2 - v_3 é exatamente v2v_2 — ou seja, v3=0v_3 = 0. O nó da direita fica no potencial da referência, e o 8 Ω8\ \Omega some das equações.

Gabarito

v=103≈3,33 Vv = \dfrac{10}{3} \approx 3{,}33\ \mathrm{V} · i=103≈3,33 Ai = \dfrac{10}{3} \approx 3{,}33\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 0 — a simplificação que abre a questão. Fio de baixo como referência. Chame v1v_1 o potencial do nó de cima da fonte de 10 V10\ \mathrm{V}, v2v_2 o do nó do meio (dos dois 2 Ω2\ \Omega) e v3v_3 o do nó da direita. Como

i=v22ev2−v3=2i=v2i = \frac{v_2}{2} \qquad\text{e}\qquad v_2 - v_3 = 2i = v_2

resulta v3=0\boxed{v_3 = 0} em qualquer subcircuito — o 8 Ω8\ \Omega não conduz nada, e o 10 Ω10\ \Omega enxerga a referência do lado direito. A conta é de Análise de Nós e serve direto ao Passo 2; no Passo 1, que pede malhas, ela não entra nas equações — reaparece só como conferência.

Passo 1 — subcircuito da fonte de 10 V10\ \mathrm{V}, pela Análise de Malhas (a de 5 A5\ \mathrm{A} vira circuito aberto, e a janela dela some). Quatro correntes de malha, todas no sentido horário: i1i_1 na janela da fonte (a fonte, o 5 Ω5\ \Omega e o 2 Ω2\ \Omega da esquerda); i2i_2 na janelinha entre os dois 2 Ω2\ \Omega; i3i_3 na janela de cima, fechada pelo 5 Ω5\ \Omega, pelo 10 Ω10\ \Omega, pelo fio que desce da direita e pela fonte controlada; e i4i_4 na janela de baixo, entre o 2 Ω2\ \Omega da direita, a controlada e o 8 Ω8\ \Omega. As variáveis da questão, em correntes de malha:

v=5 (i1−i3)i=i2−i4v = 5\,(i_1 - i_3) \qquad\qquad i = i_2 - i_4

LKT nas quatro malhas, somando as quedas no sentido horário. A controlada fica entre a malha 3, que a percorre da direita para a esquerda (do −- para o ++, sobe 2i2i), e a malha 4, que a percorre da esquerda para a direita (desce 2i2i):

malha 1:−10+5 (i1−i3)+2 (i1−i2)=0malha 2:2 (i2−i1)+2 (i2−i4)=0malha 3:5 (i3−i1)+10 i3−2i=0malha 4:2 (i4−i2)+2i+8 i4=0\begin{aligned} \text{malha 1:}&\quad -10 + 5\,(i_1 - i_3) + 2\,(i_1 - i_2) = 0 \\ \text{malha 2:}&\quad 2\,(i_2 - i_1) + 2\,(i_2 - i_4) = 0 \\ \text{malha 3:}&\quad 5\,(i_3 - i_1) + 10\,i_3 - 2i = 0 \\ \text{malha 4:}&\quad 2\,(i_4 - i_2) + 2i + 8\,i_4 = 0 \end{aligned}

A malha 4 se resolve sozinha: com 2i=2 (i2−i4)2i = 2\,(i_2 - i_4), os dois primeiros termos se cancelam e sobra 8 i4=08\,i_4 = 0, ou i4=0i_4 = 0. Nenhuma corrente no 8 Ω8\ \Omega — é o v3=0v_3 = 0 do Passo 0, agora saído das malhas. Daí i=i2i = i_2, e a malha 2 dá 4 i2=2 i14\,i_2 = 2\,i_1, ou i2=i1/2i_2 = i_1/2. A malha 3 fica 15 i3=5 i1+2 i2=6 i115\,i_3 = 5\,i_1 + 2\,i_2 = 6\,i_1, ou i3=25 i1i_3 = \tfrac{2}{5}\,i_1. Na malha 1:

−10+5(i1−25 i1)+2(i1−12 i1)=0⟹4 i1=10⟹i1=2,5 A-10 + 5\left(i_1 - \tfrac{2}{5}\,i_1\right) + 2\left(i_1 - \tfrac{1}{2}\,i_1\right) = 0 \qquad\Longrightarrow\qquad 4\,i_1 = 10 \qquad\Longrightarrow\qquad i_1 = 2{,}5\ \mathrm{A}v′=5 (2,5−1)=7,5 Vi′=i2=1,25 A\boxed{v' = 5\,(2{,}5 - 1) = 7{,}5\ \mathrm{V}} \qquad \boxed{i' = i_2 = 1{,}25\ \mathrm{A}}
+−10 V10 Ω5 Ω−+v′2 Ω2 Ωi′+−2i′ V8 Ω5 A: aberto↻ i1↻ i2↻ i3↻ i4v′ = 7,5 V · i′ = 1,25 A

Só a fonte de 10 V ligada. Fonte de 5 A aberta. Malhas horárias, com v=5(i1−i3)v = 5(i_1 - i_3) e i=i2−i4i = i_2 - i_4: −10+5(i1−i3)+2(i1−i2)=0-10 + 5(i_1 - i_3) + 2(i_1 - i_2) = 0, 2(i2−i1)+2(i2−i4)=02(i_2 - i_1) + 2(i_2 - i_4) = 0, 5(i3−i1)+10i3−2i=05(i_3 - i_1) + 10i_3 - 2i = 0 e 2(i4−i2)+2i+8i4=02(i_4 - i_2) + 2i + 8i_4 = 0. A malha 4 dá i4=0i_4 = 0 (o 8 Ω não conduz); depois i1=2,5 Ai_1 = 2{,}5\ \mathrm{A}.

Passo 2 — subcircuito da fonte de 5 A5\ \mathrm{A}, pela Análise de Nós (a de 10 V10\ \mathrm{V} vira curto, v1=0v_1 = 0). LKC no supernó do meio e da direita, com v3=0v_3 = 0:

v25+v22+v22+0−5=0→×56v2=25\frac{v_2}{5} + \frac{v_2}{2} + \frac{v_2}{2} + 0 - 5 = 0 \qquad\xrightarrow{\times 5}\qquad 6 v_2 = 25v2=256 V⟹v′′=−256≈−4,17 Vi′′=2512≈2,08 Av_2 = \frac{25}{6}\ \mathrm{V} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{v'' = -\frac{25}{6} \approx -4{,}17\ \mathrm{V}} \qquad \boxed{i'' = \frac{25}{12} \approx 2{,}08\ \mathrm{A}}
10 V: curto10 Ω5 Ω−+v″2 Ω2 Ωi″+−2i″ V8 Ωsupernó5 Av1v2v3 = 0v″ = −25/6 ≈ −4,17 V · i″ = 25/12 ≈ 2,08 A

Só a fonte de 5 A ligada. Fonte de 10 V em curto (v1=0v_1 = 0), v3=0v_3 = 0 de novo. LKC no supernó: 6v2=256v_2 = 25, v2=25/6 Vv_2 = 25/6\ \mathrm{V}.

Passo 3 — soma:

v=7,5−256=45−256=103≈3,33 Vv = 7{,}5 - \frac{25}{6} = \frac{45 - 25}{6} = \boxed{\frac{10}{3} \approx 3{,}33\ \mathrm{V}}i=1,25+2512=15+2512=103≈3,33 Ai = 1{,}25 + \frac{25}{12} = \frac{15 + 25}{12} = \boxed{\frac{10}{3} \approx 3{,}33\ \mathrm{A}}

Conferência — no circuito completo, a LKC no supernó dá 6v2=406v_2 = 40, ou v2=203≈6,667 Vv_2 = \tfrac{20}{3} \approx 6{,}667\ \mathrm{V}, e daí v=10−6,667=3,333 Vv = 10 - 6{,}667 = 3{,}333\ \mathrm{V} e i=v2/2=3,333 Ai = v_2/2 = 3{,}333\ \mathrm{A} ✔ É exatamente o que a resolução da prova encontra (V2=320/48V_2 = 320/48).

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Questão 361º EE2026.1Thévenin e Norton · Fonte controlada em paralelo com resistor3 ptsVer material

Determine o circuito equivalente de Thévenin e de Norton fora dos pontos aa e bb e utilize um dos dois circuitos para determinar o valor da tensão vv entre os pontos aa e bb.

+−50 V8 Ωa10 Ω−+v6 Ω+−2i V4 Ω5 Ωi10 Ab

A fonte controlada de tensão está em paralelo com o 6 Ω6\ \Omega: ela fixa a diferença de potencial entre os dois nós, e o 6 Ω6\ \Omega é interno ao supernó que eles formam — sai das equações.

Gabarito

Thévenin: VTh=111019≈58,42 VV_{\mathrm{Th}} = \dfrac{1110}{19} \approx 58{,}42\ \mathrm{V}, RTh=8819≈4,63 ΩR_{\mathrm{Th}} = \dfrac{88}{19} \approx 4{,}63\ \Omega · Norton: IN=55544≈12,61 AI_N = \dfrac{555}{44} \approx 12{,}61\ \mathrm{A} · v=5550139≈39,93 Vv = \dfrac{5550}{139} \approx 39{,}93\ \mathrm{V} (a resolução da prova arredonda para 40 V40\ \mathrm{V})

Passo a passo

Passo 0 — convenções. Fio de baixo (bb) como referência. Chame vav_a o terminal aa, vPv_P o nó do outro lado da fonte controlada e vQv_Q o nó do 5 Ω5\ \Omega. Então i=vQ/5i = v_Q/5 e a controlada, com o ++ do lado de aa, impõe

va−vP=2i=2vQ5v_a - v_P = 2i = \frac{2 v_Q}{5}

Passo 1 — VThV_{\mathrm{Th}}, com o 10 Ω10\ \Omega removido. LKC no supernó {a,P}\{a, P\} (o 6 Ω6\ \Omega é interno):

va−508+vP−vQ4=0\frac{v_a - 50}{8} + \frac{v_P - v_Q}{4} = 0

LKC no nó QQ, com os 10 A10\ \mathrm{A} entrando:

vP−vQ4+10=vQ5\frac{v_P - v_Q}{4} + 10 = \frac{v_Q}{5}

Das duas, com a restrição da fonte: va=130−1,6 vQv_a = 130 - 1{,}6\,v_Q e vP=1,8 vQ−40v_P = 1{,}8\,v_Q - 40, e daí

3,8 vQ=170⟹vQ=85019⟹VTh=va=111019≈58,42 V3{,}8\,v_Q = 170 \qquad\Longrightarrow\qquad v_Q = \frac{850}{19} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{V_{\mathrm{Th}} = v_a = \frac{1110}{19} \approx 58{,}42\ \mathrm{V}}
+−50 V8 Ωa−+VTh6 Ω+−2i VP4 ΩQ5 Ωi10 AbVTh = 1110/19 ≈ 58,42 V

V_Th: o 10 Ω fora, a–b em aberto. Supernó {a,P}\{a, P\} (o 6 Ω6\ \Omega é interno) e LKC em QQ: vQ=850/19v_Q = 850/19 e VTh=va=1110/19≈58,42 VV_{Th} = v_a = 1110/19 \approx 58{,}42\ \mathrm{V}.

Passo 2 — INI_N, com aa–bb em curto (va=0v_a = 0, logo vP=−0,4 vQv_P = -0{,}4\,v_Q). A LKC em QQ dá

−1,4 vQ4+10=vQ5⟹0,55 vQ=10⟹vQ=20011 V\frac{-1{,}4\,v_Q}{4} + 10 = \frac{v_Q}{5} \qquad\Longrightarrow\qquad 0{,}55\,v_Q = 10 \qquad\Longrightarrow\qquad v_Q = \frac{200}{11}\ \mathrm{V}

e a LKC no supernó, agora incluindo o curto:

IN=508+vQ−vP4=254+7011=55544≈12,61 A\boxed{I_N = \frac{50}{8} + \frac{v_Q - v_P}{4} = \frac{25}{4} + \frac{70}{11} = \frac{555}{44} \approx 12{,}61\ \mathrm{A}}
+−50 V8 Ωa (0 V)IN6 Ω+−2i VP4 ΩQ5 Ωi10 AbIN = 555/44 ≈ 12,61 A

I_N: a–b em curto. Com va=0v_a = 0, vP=−0,4 vQv_P = -0{,}4\,v_Q e vQ=200/11 Vv_Q = 200/11\ \mathrm{V}; o curto recebe 50/850/8 do 8 Ω8\ \Omega mais (vQ−vP)/4(v_Q - v_P)/4 do 4 Ω4\ \Omega.

Passo 3 — RThR_{\mathrm{Th}} pela razão, que é o caminho obrigatório com fonte controlada:

RTh=VThIN=1110/19555/44=8819≈4,63 Ω\boxed{R_{\mathrm{Th}} = \frac{V_{\mathrm{Th}}}{I_N} = \frac{1110/19}{555/44} = \frac{88}{19} \approx 4{,}63\ \Omega}
+−VTh58,42 VRTh4,63 ΩabThéveninIN12,61 ARN4,63 ΩabNorton

Os equivalentes de Thévenin e de Norton. Com fonte controlada, RTh=VTh/IN=88/19≈4,63 ΩR_{Th} = V_{Th}/I_N = 88/19 \approx 4{,}63\ \Omega.

Passo 4 — a tensão na carga:

v=VTh⋅10RTh+10=111019⋅108819+10=11100278=5550139≈39,93 Vv = V_{\mathrm{Th}} \cdot \frac{10}{R_{\mathrm{Th}} + 10} = \frac{1110}{19} \cdot \frac{10}{\tfrac{88}{19} + 10} = \frac{11100}{278} = \boxed{\frac{5550}{139} \approx 39{,}93\ \mathrm{V}}

Conferência — resolvendo o circuito original com o 10 Ω10\ \Omega no lugar, o sistema dá 27,8 vQ=101027{,}8\,v_Q = 1010 e va=2,2 vQ−40=39,93 Vv_a = 2{,}2\,v_Q - 40 = 39{,}93\ \mathrm{V} ✔ A resolução oficial da prova usa RTh=4,63 ΩR_{\mathrm{Th}} = 4{,}63\ \Omega arredondado, obtém i≈4 Ai \approx 4\ \mathrm{A} e apresenta v=40 Vv = 40\ \mathrm{V} — a diferença de 0,07 V0{,}07\ \mathrm{V} é só do arredondamento.

+−VTh58,42 VRTh4,63 Ωa10 Ω−+vbv ≈ 39,93 V

O 10 Ω de volta, no equivalente de Thévenin. Divisor de tensão: v=VTh⋅10RTh+10=5550139≈39,93 Vv = V_{Th} \cdot \frac{10}{R_{Th} + 10} = \frac{5550}{139} \approx 39{,}93\ \mathrm{V}.

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Questão 371º EE2026.1Amp. op. · Divisor de realimentação no terminal não inversor3 ptsVer material

Determine os valores da tensão vv e da corrente ii. (3º quesito alternativo da prova.)

250 Ω+−1000 Ω200 Ω+−50 Vi100 Ω−+v

Mesma configuração do 4º quesito de 2025.1, com outros valores. O 200 Ω200\ \Omega não conduz nada — a entrada inversora não puxa corrente —, então ela fica presa no potencial da fonte.

Gabarito

v=250 Vv = 250\ \mathrm{V} · i=2,7 Ai = 2{,}7\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — a entrada inversora. O 200 Ω200\ \Omega liga a inversora à fonte de 50 V50\ \mathrm{V}; sem corrente, sem queda:

v−=50 V⟹v+=50 Vv_- = 50\ \mathrm{V} \qquad\Longrightarrow\qquad v_+ = 50\ \mathrm{V}
250 Ω+−1000 Ω200 Ω+−50 Vi100 Ω−+vi = 0v- = 50 Vv+ = 50 V

v₋ é a fonte, e v₊ copia. Sem corrente, o 200 Ω não cai tensão: v−=50 Vv_- = 50\ \mathrm{V}, e o curto virtual dá v+=50 Vv_+ = 50\ \mathrm{V}.

Passo 2 — a corrente do divisor. No nó da entrada não inversora chegam o 250 Ω250\ \Omega (que vem do fio de baixo) e o 1000 Ω1000\ \Omega (que vem da saída), e a entrada não absorve nada. A corrente que sobe pelo 250 Ω250\ \Omega vale

i′=0−50250=−0,2 Ai' = \frac{0 - 50}{250} = -0{,}2\ \mathrm{A}
250 Ω+−1000 Ω200 Ω+−50 Vi100 Ω−+vv- = 50 V50 Vi' = −0,2 A0 V

a corrente do 250 Ω. Do fio de baixo (0 V) ao nó em 50 V: i′=0−50250=−0,2 Ai' = \frac{0-50}{250} = -0{,}2\ \mathrm{A} — negativa, ela na verdade desce.

Passo 3 — a saída. Essa mesma i′i' atravessa o 1000 Ω1000\ \Omega:

i′=v+−v1000=−0,2⟹50−v=−200⟹v=250 Vi' = \frac{v_+ - v}{1000} = -0{,}2 \qquad\Longrightarrow\qquad 50 - v = -200 \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{v = 250\ \mathrm{V}}
250 Ω+−1000 Ω200 Ω+−50 Vi100 Ω−+vv- = 50 Vv+ = 50 Vi' = −0,2 Av = 250 V

a mesma i’ atravessa o 1000 Ω. 50−v1000=−0,2\frac{50 - v}{1000} = -0{,}2 dá v=250 Vv = 250\ \mathrm{V}.

Passo 4 — as duas correntes da saída. A carga leva

io=250100=2,5 Ai_o = \frac{250}{100} = 2{,}5\ \mathrm{A}

e a LKC no nó de saída dá

i′+i=io⟹i=2,5−(−0,2)=2,7 Ai' + i = i_o \qquad\Longrightarrow\qquad i = 2{,}5 - (-0{,}2) = \boxed{2{,}7\ \mathrm{A}}

Conferência — o divisor confere: v+=v⋅2501250=250⋅0,2=50 Vv_+ = v \cdot \dfrac{250}{1250} = 250 \cdot 0{,}2 = 50\ \mathrm{V}, igual a v−v_- ✔ É exatamente o que a resolução da prova apresenta.

O mesmo cuidado de sempre — a realimentação chega na entrada não inversora, logo é positiva. A conta encontra o único ponto com v+=v−v_+ = v_-, que é o que a prova cobra, mas trata-se de um equilíbrio instável: num circuito real a saída iria para o limite da alimentação.

250 Ω+−1000 Ω200 Ω+−50 V100 Ω−+vi = 2,7 Ai' = −0,2 Aio = 2,5 A250 V

LKC no nó de saída. io=250/100=2,5 Ai_o = 250/100 = 2{,}5\ \mathrm{A} e i′+i=ioi' + i = i_o: i=2,5−(−0,2)=2,7 Ai = 2{,}5 - (-0{,}2) = 2{,}7\ \mathrm{A}.

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Questão 381º EE2024.1 · 2ª chamadaSupernó · Resistor no fio de referência3 ptsVer material

Determinar os valores de vv e de ii.

+−18 Vi6 Ω3 A4 A3 Ω4 Ω2 A2 Ω−+v

O detalhe que muda tudo: há um resistor no fio de baixo. Ele parte o “trilho de referência” em dois nós distintos, e é justamente entre eles que vv é medida.

Gabarito

v=−163≈−5,33 Vv = -\dfrac{16}{3} \approx -5{,}33\ \mathrm{V} · i=13≈0,333 Ai = \dfrac{1}{3} \approx 0{,}333\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — nomeie os nós. Tome como referência o nó de baixo à direita (G2G_2, que reúne o pé do 4 Ω4\ \Omega e o da fonte de 2 A2\ \mathrm{A}). Chame gg o nó de baixo à esquerda (G1G_1: pé da fonte de 18 V18\ \mathrm{V}, pé da de 3 A3\ \mathrm{A} e ponta esquerda do 2 Ω2\ \Omega), vBv_B o nó do 6 Ω6\ \Omega com a fonte de 3 A3\ \mathrm{A}, e vCv_C o do 4 Ω4\ \Omega. A fonte de 18 V18\ \mathrm{V} liga G1G_1 ao topo do 6 Ω6\ \Omega:

vT=g+18v=g−0=gv_{T} = g + 18 \qquad\qquad v = g - 0 = g
+−18 V6 Ω3 A4 A3 Ω4 Ω2 A2 Ω−+vG1: g = vG2 = 0vT = g + 18vBvC

O 2 Ω no fio de baixo parte a referência em dois nós. Com o terra em G2G_2, a tensão vv do 2 Ω2\ \Omega (++ à esquerda) é o próprio potencial gg de G1G_1. A fonte de 1818 V, com o ++ em cima, põe o topo do 6 Ω6\ \Omega em g+18g + 18.

Passo 2 — LKC no supernó {T,G1}\{T, G_1\}, os dois nós amarrados pela fonte de 18 V18\ \mathrm{V}:

vT−vB6⏟6 Ω+3⏟a fonte de 3 A puxa de G1+g2⏟2 Ω=0\underbrace{\frac{v_T - v_B}{6}}_{6\ \Omega} + \underbrace{3}_{\text{a fonte de 3 A puxa de } G_1} + \underbrace{\frac{g}{2}}_{2\ \Omega} = 0
+−18 V6 Ω3 A4 A3 Ω4 Ω2 A2 ΩTG1(vT−vB)/6g/2supernó

O supernó T + G₁ e o que sai dele. TT e G1G_1 estão amarrados pela fonte de 1818 V: um supernó só, que se comunica com o resto por três ramos — o 6 Ω6\ \Omega, a fonte de 33 A (que puxa de G1G_1) e o 2 Ω2\ \Omega. A soma das três saídas é zero.

Passo 3 — LKC nos nós BB e CC:

3+vT−vB6=4+vB−vC34+vB−vC3+2=vC43 + \frac{v_T - v_B}{6} = 4 + \frac{v_B - v_C}{3} \qquad\qquad 4 + \frac{v_B - v_C}{3} + 2 = \frac{v_C}{4}

Passo 4 — resolva. Do supernó, vT−vB6=−3−g2\dfrac{v_T - v_B}{6} = -3 - \dfrac{g}{2}. Levando na LKC de BB:

vB−vC3=−g2−4\frac{v_B - v_C}{3} = -\frac{g}{2} - 4

e na de CC:

vC=8−2g⟹vB=−4−3,5 gv_C = 8 - 2g \qquad\Longrightarrow\qquad v_B = -4 - 3{,}5\,g

Mas o supernó também dá vB=4g+36v_B = 4g + 36. Igualando:

4g+36=−4−3,5 g⟹7,5 g=−40⟹v=g=−163≈−5,33 V4g + 36 = -4 - 3{,}5\,g \qquad\Longrightarrow\qquad 7{,}5\,g = -40 \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{v = g = -\frac{16}{3} \approx -5{,}33\ \mathrm{V}}

Passo 5 — a corrente ii. O nó do topo do 6 Ω6\ \Omega só tem dois ramos: o próprio 6 Ω6\ \Omega e a fonte de 18 V18\ \mathrm{V}. Logo ii (que desce pela fonte) é o negativo da corrente que sai pelo 6 Ω6\ \Omega:

vT−vB6=−3−g2=−3+83=−13 A⟹i=13≈0,333 A\frac{v_T - v_B}{6} = -3 - \frac{g}{2} = -3 + \frac{8}{3} = -\frac{1}{3}\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{i = \frac{1}{3} \approx 0{,}333\ \mathrm{A}}

Conferência — com g=−163g = -\tfrac{16}{3}: vT=383v_T = \tfrac{38}{3}, vB=443v_B = \tfrac{44}{3} e vC=563 Vv_C = \tfrac{56}{3}\ \mathrm{V}. A LKC em CC fecha: 4−43+2=1434 - \tfrac43 + 2 = \tfrac{14}{3}, e vC/4=143v_C/4 = \tfrac{14}{3} ✔ E o supernó: −13+3−83=0-\tfrac13 + 3 - \tfrac83 = 0 ✔

+−18 V6 Ω3 A4 A3 Ω4 Ω2 A2 Ωi = 1/3 A1/3 AvT = 38/3 VvB = 44/3 VvC = 56/3 Vv = g = −16/3 VG2 = 0

Os potenciais e a corrente i. O topo do 6 Ω6\ \Omega só tem dois ramos, então a corrente que desce pela fonte é a que chega pelo 6 Ω6\ \Omega: (vT−vB)/6=−1/3(v_T-v_B)/6 = -1/3 A no sentido T→BT \to B, isto é, i=1/3i = 1/3 A.

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Questão 391º EE2024.1 · 2ª chamadaSupernó · Fonte de tensão entre dois nós e um resistor por cima4 ptsVer material

Determinar os valores de vv e ii usando dois métodos quaisquer de análise de circuitos.

+−17 V3 Ω2 Ωi+−6 V3 Ω2 Ω−+v2 A

Duas armadilhas de sinal aqui. A fonte de 17 V17\ \mathrm{V} está invertida (o ”+” fica no fio de baixo), então o nó de cima à esquerda vale −17 V-17\ \mathrm{V}. E a de 6 V6\ \mathrm{V} flutua entre dois nós essenciais: é caso de supernó — com o 3 Ω3\ \Omega de cima ligando esses mesmos dois nós, ele fica dentro do supernó e não entra na LKC.

Gabarito

v=−2 Vv = -2\ \mathrm{V} · i=3 Ai = 3\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — o terra e a fonte invertida. Terra no fio de baixo. Como o ”+” da fonte de 17 V17\ \mathrm{V} está embaixo, o nó de cima à esquerda fica em

vesq=−17 Vv_{esq} = -17\ \mathrm{V}

Passo 2 — o vínculo do supernó. Com o ”−” da fonte de 6 V6\ \mathrm{V} no nó AA e o ”+” no nó BB:

vB−vA=6⟹vB=vA+6v_B - v_A = 6 \qquad\Longrightarrow\qquad v_B = v_A + 6
+−17 V3 Ω2 Ω+−6 V3 Ω2 Ω2 Asupernó−17 VvAvB = vA + 6

Terra embaixo, −17 V à esquerda e o supernó. Com o ++ da fonte de 1717 V embaixo, vesq=−17v_{esq} = -17 V. A fonte de 66 V, −- em AA e ++ em BB, amarra os dois nós: vB=vA+6v_B = v_A + 6.

Passo 3 — a LKC do supernó. Envolvendo AA e BB numa só superfície, o 3 Ω3\ \Omega de cima é interno e desaparece da conta. Entra a corrente do 3 Ω3\ \Omega da esquerda; saem os dois 2 Ω2\ \Omega e os 2 A2\ \mathrm{A} da fonte:

−17−vA3=vA2+vB2+2\frac{-17 - v_A}{3} = \frac{v_A}{2} + \frac{v_B}{2} + 2×62(−17−vA)=3 vA+3(vA+6)+12\times 6 \qquad 2(-17 - v_A) = 3\,v_A + 3(v_A + 6) + 12−34−2 vA=6 vA+30⟹8 vA=−64⟹vA=−8 VvB=−2 V-34 - 2\,v_A = 6\,v_A + 30 \qquad\Longrightarrow\qquad 8\,v_A = -64 \qquad\Longrightarrow\qquad v_A = -8\ \mathrm{V} \qquad v_B = -2\ \mathrm{V}
+−17 V3 Ω2 Ω+−6 V3 Ω2 Ω2 Asupernó−17 VvAvB(−17−vA)/3vA/2vB/22 A

As correntes que cruzam a moldura. Entra (−17−vA)/3(-17-v_A)/3; saem vA/2v_A/2, vB/2v_B/2 e 22 A. O 3 Ω3\ \Omega de cima liga dois pontos de dentro da moldura e some da conta: vA=−8v_A = -8 V e vB=−2v_B = -2 V.

Passo 4 — a tensão pedida. vv é a tensão do 2 Ω2\ \Omega da direita, com o ”+” em cima, isto é o próprio vBv_B:

v=−2 V\boxed{v = -2\ \mathrm{V}}

Passo 5 — a corrente pedida. ii atravessa a fonte de 6 V6\ \mathrm{V}, então é preciso abrir o supernó. LKC no nó AA sozinho, agora contando o 3 Ω3\ \Omega de cima:

−17+83⏟−3=−82⏟−4+i+−8−(−2)3⏟−2\underbrace{\frac{-17 + 8}{3}}_{-3} = \underbrace{\frac{-8}{2}}_{-4} + i + \underbrace{\frac{-8 - (-2)}{3}}_{-2}−3=−6+i⟹i=3 A-3 = -6 + i \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{i = 3\ \mathrm{A}}
+−17 V3 Ω2 Ω+−6 V3 Ω2 Ω2 A−17 VvA = −8 VvB = −2 V−3 A−4 Ai(vA−vB)/3 = −2 A

O nó A sozinho, para achar i. Para ii, que passa pela fonte de 66 V, abre-se o supernó e o 3 Ω3\ \Omega de cima volta a contar: −3=−4+i−2-3 = -4 + i - 2, logo i=3i = 3 A.

Passo 6 — método 2: análise de malhas. Os Passos 1 a 5 foram o método 1 (supernó). Para o segundo, o circuito tem quatro janelas, todas com corrente de malha no sentido horário: i1i_1 na janela da esquerda (fonte de 17 V17\ \mathrm{V}, 3 Ω3\ \Omega e 2 Ω2\ \Omega do nó AA); i2i_2 na janela de cima, fechada pelo 3 Ω3\ \Omega de cima e pela fonte de 6 V6\ \mathrm{V}; i3i_3 na janela do meio, embaixo da fonte de 6 V6\ \mathrm{V}, entre os dois 2 Ω2\ \Omega; e i4i_4 na janela da direita (2 Ω2\ \Omega do nó BB e fonte de 2 A2\ \mathrm{A}).

A fonte de 2 A2\ \mathrm{A} está só na malha 4, que desce por ela no sentido da seta, então ela fixa i4=2 Ai_4 = 2\ \mathrm{A}. As outras três malhas dão LKT, somando as quedas de tensão no sentido horário. A malha 1 sobe pela fonte de 17 V17\ \mathrm{V} do ”+” para o ”−”, e ela conta +17+17; a fonte de 6 V6\ \mathrm{V} é atravessada de BB para AA (do ”+” para o ”−”) pela malha 2, que volta pela base da sua janela, e de AA para BB (do ”−” para o ”+”) pela malha 3:

malha 1:17+3 i1+2 (i1−i3)=0\text{malha 1:}\quad 17 + 3\,i_1 + 2\,(i_1 - i_3) = 0malha 2:3 i2+6=0\text{malha 2:}\quad 3\,i_2 + 6 = 0malha 3:2 (i3−i1)−6+2 (i3−i4)=0\text{malha 3:}\quad 2\,(i_3 - i_1) - 6 + 2\,(i_3 - i_4) = 0

A malha 2 se resolve sozinha: i2=−2 Ai_2 = -2\ \mathrm{A}. Com i4=2i_4 = 2, sobram 5i1−2i3=−175i_1 - 2i_3 = -17 e −i1+2i3=5-i_1 + 2i_3 = 5; somando as duas, 4i1=−124i_1 = -12:

i1=−3 A,i3=1 Ai_1 = -3\ \mathrm{A}, \qquad i_3 = 1\ \mathrm{A}

Pelo 2 Ω2\ \Omega da direita descem i3−i4i_3 - i_4, e pela fonte de 6 V6\ \mathrm{V}, de AA para BB, passam i3−i2i_3 - i_2:

v=2 (i3−i4)=2 (1−2)=−2 Vi=i3−i2=1−(−2)=3 A\boxed{v = 2\,(i_3 - i_4) = 2\,(1 - 2) = -2\ \mathrm{V}} \qquad\qquad \boxed{i = i_3 - i_2 = 1 - (-2) = 3\ \mathrm{A}}

Os mesmos valores do método 1 ✔ E as correntes de ramo também batem com as do Passo 5: o 3 Ω3\ \Omega da esquerda conduz i1=−3 Ai_1 = -3\ \mathrm{A} para a direita, o 2 Ω2\ \Omega do nó AA conduz i1−i3=−4 Ai_1 - i_3 = -4\ \mathrm{A} para baixo, e o 3 Ω3\ \Omega de cima conduz i2=−2 Ai_2 = -2\ \mathrm{A} de AA para BB, isto é, 2 A2\ \mathrm{A} de BB para AA.

Conferência — os dois nós saem negativos porque a fonte de 17 V17\ \mathrm{V} está de cabeça para baixo — quem esquecer isso acha +8+8 e +2+2 ✔ E repare no papel do 3 Ω3\ \Omega de cima: invisível para o supernó, essencial para achar ii ✔

Sobre o gabarito — esta prova não tem resolução no acervo. O resultado foi obtido por supernó (método 1) e refeito por análise de malhas (método 2, o segundo método que o enunciado pede), com os mesmos valores.

+−17 V3 Ω2 Ω+−6 V3 Ω2 Ω2 A−17 V−+vi↻ i1↻ i2↻ i3↻ i4

Método 2: as quatro correntes de malha. A fonte de 22 A fixa i4=2i_4 = 2 A. LKT: 17+3i1+2(i1−i3)=017 + 3i_1 + 2(i_1 - i_3) = 0, 3i2+6=03i_2 + 6 = 0 e 2(i3−i1)−6+2(i3−i4)=02(i_3 - i_1) - 6 + 2(i_3 - i_4) = 0. Sai i1=−3i_1 = -3 A, i2=−2i_2 = -2 A e i3=1i_3 = 1 A, logo v=2(i3−i4)=−2v = 2(i_3 - i_4) = -2 V e i=i3−i2=3i = i_3 - i_2 = 3 A ✔

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Questão 401º EE2024.1 · 2ª chamadaThévenin e Norton · Equivalente com fonte de corrente por cima3 ptsVer material

Determinar o circuito equivalente de Thévenin e de Norton fora dos pontos aa e bb. A partir de um dos dois circuitos, encontre o valor da tensão entre os terminais aa e bb.

+−18 V6 Ω6 Ω2 A20 Ω5 Ω+−20 Va24 Ω−+vb

A fonte de 2 A2\ \mathrm{A} passa por cima do segundo 6 Ω6\ \Omega e aponta para a esquerda — ela tira corrente do nó da direita e devolve no da esquerda. Para o RThR_{Th}, o truque é lembrar que zerar a fonte de 20 V20\ \mathrm{V} deixa o 5 Ω5\ \Omega ligado direto ao terra.

Gabarito

VTh=13,5 VV_{Th} = 13{,}5\ \mathrm{V} · RTh=3 ΩR_{Th} = 3\ \Omega · IN=4,5 AI_N = 4{,}5\ \mathrm{A}

vab=12 Vv_{ab} = 12\ \mathrm{V}

Passo a passo

Passo 1 — tire o 24 Ω24\ \Omega e ache a tensão de circuito aberto. Chame vCv_C o nó entre os dois 6 Ω6\ \Omega e vDv_D o nó do 20 Ω20\ \Omega (que é o terminal aa).

LKC em CC — entram a corrente da fonte de 18 V18\ \mathrm{V} e os 2 A2\ \mathrm{A} (que a fonte devolve neste nó):

18−vC6+2=vC−vD6×630+vD=2 vC\frac{18 - v_C}{6} + 2 = \frac{v_C - v_D}{6} \qquad \times 6 \qquad 30 + v_D = 2\,v_C

Passo 2 — LKC em DD. Sai a corrente que a fonte de 2 A2\ \mathrm{A} puxa, mais o 20 Ω20\ \Omega e o ramo do 5 Ω5\ \Omega (cujo pé está preso em +20 V+20\ \mathrm{V}):

vC−vD6=2+vD20+vD−205\frac{v_C - v_D}{6} = 2 + \frac{v_D}{20} + \frac{v_D - 20}{5}×6010 vC−10 vD=120+3 vD+12 vD−240⟹10 vC=25 vD−120\times 60 \qquad 10\,v_C - 10\,v_D = 120 + 3\,v_D + 12\,v_D - 240 \qquad\Longrightarrow\qquad 10\,v_C = 25\,v_D - 120

Passo 3 — resolva. Substituindo vC=30+vD2v_C = \dfrac{30 + v_D}{2}:

5(30+vD)=25 vD−120⟹20 vD=2705\left(30 + v_D\right) = 25\,v_D - 120 \qquad\Longrightarrow\qquad 20\,v_D = 270VTh=vD=13,5 V\boxed{V_{Th} = v_D = 13{,}5\ \mathrm{V}}
+−18 V6 ΩC6 Ω2 AD20 Ω5 Ω+−20 Vab−+VTh = 13,5 V

V_Th: o 24 Ω fora, a–b em aberto. LKC em CC e em DD (com a fonte de 2 A2\ \mathrm{A} tirando de DD e devolvendo em CC): VTh=vD=13,5 VV_{Th} = v_D = 13{,}5\ \mathrm{V}.

Passo 4 — a resistência de Thévenin. Zere as fontes independentes: a de 18 V18\ \mathrm{V} vira curto (o primeiro 6 Ω6\ \Omega passa a ligar CC ao terra), a de 2 A2\ \mathrm{A} vira aberto (o ramo dela desaparece) e a de 20 V20\ \mathrm{V} vira curto (o 5 Ω5\ \Omega vai direto ao terra).

Olhando de aa–bb, os três caminhos ficam em paralelo:

RTh=20∥5∥(6+6)=1120+15+112R_{Th} = 20 \parallel 5 \parallel \left(6 + 6\right) = \frac{1}{\frac{1}{20} + \frac{1}{5} + \frac{1}{12}}RTh=3 Ω\boxed{R_{Th} = 3\ \Omega}
6 ΩC6 ΩD20 Ω5 ΩabRTh = 3 Ω

R_Th: fontes independentes zeradas. 18 V18\ \mathrm{V} e 20 V20\ \mathrm{V} viram fio, a de 2 A2\ \mathrm{A} some: RTh=20∥5∥(6+6)=3 ΩR_{Th} = 20 \parallel 5 \parallel (6 + 6) = 3\ \Omega.

Passo 5 — o equivalente de Norton.

IN=VThRTh=13,53=4,5 ARN=RTh=3 Ω\boxed{I_N = \frac{V_{Th}}{R_{Th}} = \frac{13{,}5}{3} = 4{,}5\ \mathrm{A}} \qquad\qquad R_N = R_{Th} = 3\ \Omega
+−VTh13,5 VRTh3 ΩabThéveninIN4,5 ARN3 ΩabNorton

Os equivalentes de Thévenin e de Norton. VTh=13,5 VV_{Th} = 13{,}5\ \mathrm{V} com RTh=3 ΩR_{Th} = 3\ \Omega, ou IN=13,5/3=4,5 AI_N = 13{,}5/3 = 4{,}5\ \mathrm{A} com RN=3 ΩR_N = 3\ \Omega.

Passo 6 — a tensão em aa–bb. Recoloque o 24 Ω24\ \Omega no equivalente de Thévenin: é um divisor de tensão simples.

vab=13,5⋅2424+3=12 V\boxed{v_{ab} = 13{,}5 \cdot \frac{24}{24 + 3} = 12\ \mathrm{V}}

Conferência — pelo equivalente de Norton dá o mesmo: 4,5 A4{,}5\ \mathrm{A} em 3∥24=83 Ω3 \parallel 24 = \frac{8}{3}\ \Omega resulta em 4,5⋅83=12 V4{,}5 \cdot \frac{8}{3} = 12\ \mathrm{V} ✔ E os números redondos (RTh=3R_{Th} = 3, vab=12v_{ab} = 12) são o sinal de que a leitura da fonte de 2 A2\ \mathrm{A} — apontando para a esquerda — está certa ✔

Sobre o gabarito — esta prova não tem resolução no acervo. O VThV_{Th} saiu por análise nodal, o RThR_{Th} pelo circuito morto, e as duas rotas (Thévenin e Norton) foram conferidas uma contra a outra.

+−VTh13,5 VRTh3 Ωa24 Ω−+vbvab = 12 V

O 24 Ω de volta, no equivalente de Thévenin. Divisor de tensão: vab=13,5⋅2424+3=12 Vv_{ab} = 13{,}5 \cdot \frac{24}{24 + 3} = 12\ \mathrm{V}.

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Questão 411º EE2021.1Supernó · Fonte controlada de tensão entre dois nós3 ptsVer material

Determine os valores de ii e de vv no circuito abaixo.

+−20 V5 Ωig10 Ωi+−2i V4 Ω3 Ω−+v2 Ωi35 A

A fonte controlada de tensão flutua entre dois nós essenciais: é supernó. E ela depende de ii, que é a corrente do 10 Ω10\ \Omega do primeiro nó — ou seja, o vínculo do supernó vira uma relação entre as próprias tensões nodais. O 4 Ω4\ \Omega de cima liga os mesmos dois nós e some na LKC.

Gabarito

i=1,30 Ai = 1{,}30\ \mathrm{A} · v=0,26 Vv = 0{,}26\ \mathrm{V}

Passo a passo

Passo 1 — os nós. Terra no fio de baixo; V1V_1 é o nó do 10 Ω10\ \Omega, V2V_2 o do outro lado da fonte controlada e V3V_3 o do 2 Ω2\ \Omega.

Passo 2 — o vínculo do supernó. A fonte vale 2i2i com o ”+” do lado de V1V_1, e i=V110i = \dfrac{V_1}{10}:

V1−V2=2 i=V15⟹5 V1−5 V2=V1⟹V2=4 V15V_1 - V_2 = 2\,i = \frac{V_1}{5} \qquad\Longrightarrow\qquad 5\,V_1 - 5\,V_2 = V_1 \qquad\Longrightarrow\qquad V_2 = \frac{4\,V_1}{5}
+−20 V5 Ω10 Ω+−2i V4 Ω3 Ω2 Ω5 Asupernó20 VV1V2 = 4V1/5V3i = V1/10

Os nós, o supernó e a variável de controle. A controlada tem o ++ do lado de V1V_1: V1−V2=2iV_1 - V_2 = 2i. Como ii é a corrente do 10 Ω10\ \Omega, i=V1/10i = V_1/10, e o vínculo vira V2=45V1V_2 = \tfrac45 V_1.

Passo 3 — LKC do supernó (V1V_1 e V2V_2 juntos). O 4 Ω4\ \Omega de cima é interno e não entra:

20−V15=V110+V2−V33\frac{20 - V_1}{5} = \frac{V_1}{10} + \frac{V_2 - V_3}{3}×30120−6 V1=3 V1+10(4V15−V3)⟹17 V1−10 V3=120\times 30 \qquad 120 - 6\,V_1 = 3\,V_1 + 10\left(\frac{4V_1}{5} - V_3\right) \qquad\Longrightarrow\qquad 17\,V_1 - 10\,V_3 = 120
+−20 V5 Ω10 Ω+−2i V4 Ω3 Ω2 Ω5 Asupernó20 VV1V2V3(20−V1)/5V1/10(V2−V3)/3

As correntes que cruzam a moldura. Só três ramos atravessam a moldura. O 4 Ω4\ \Omega liga V1V_1 a V2V_2, os dois de dentro, e não entra: 20−V15=V110+V2−V33\tfrac{20-V_1}{5} = \tfrac{V_1}{10} + \tfrac{V_2-V_3}{3}.

Passo 4 — LKC no nó V3V_3. A fonte de 5 A5\ \mathrm{A} injeta ali:

5+V2−V33=V32×630+1,6 V1=5 V3⟹V3=6+0,32 V15 + \frac{V_2 - V_3}{3} = \frac{V_3}{2} \qquad \times 6 \qquad 30 + 1{,}6\,V_1 = 5\,V_3 \qquad\Longrightarrow\qquad V_3 = 6 + 0{,}32\,V_1

Passo 5 — resolva.

17 V1−10(6+0,32 V1)=120⟹13,8 V1=18017\,V_1 - 10\left(6 + 0{,}32\,V_1\right) = 120 \qquad\Longrightarrow\qquad 13{,}8\,V_1 = 180V1=13,04 VV2=10,43 VV3=10,17 VV_1 = 13{,}04\ \mathrm{V} \qquad V_2 = 10{,}43\ \mathrm{V} \qquad V_3 = 10{,}17\ \mathrm{V}

Passo 6 — as duas respostas.

i=V110=1,30 Av=V2−V3=0,26 V\boxed{i = \frac{V_1}{10} = 1{,}30\ \mathrm{A}} \qquad\qquad \boxed{v = V_2 - V_3 = 0{,}26\ \mathrm{V}}

Conferência — a fonte controlada vale 2i=2,61 V2i = 2{,}61\ \mathrm{V}, e de fato V1−V2=13,04−10,43=2,61V_1 - V_2 = 13{,}04 - 10{,}43 = 2{,}61 ✔ No nó V3V_3: entram 55 A da fonte e 0,263=0,087\frac{0{,}26}{3} = 0{,}087 A do 3 Ω3\ \Omega, e saem 10,172=5,09\frac{10{,}17}{2} = 5{,}09 A pelo 2 Ω2\ \Omega ✔ Confere com a resolução da prova (iT=1,3i_T = 1{,}3 A e vT=0,26v_T = 0{,}26 V).

Sobre o enunciado — o acervo tem apenas a resolução desta prova; o circuito acima é o que ela desenha na verificação final, com as duas fontes independentes atuando juntas.

+−20 V5 Ω10 Ω+−2i V4 Ω3 Ω2 Ω5 A20 VV1 = 13,04 VV2 = 10,43 VV3 = 10,17 Vi = 1,30 A−+vv = 0,26 V

Os valores encontrados. i=V1/10=1,30i = V_1/10 = 1{,}30 A e v=V2−V3=0,26v = V_2 - V_3 = 0{,}26 V. A controlada vale 2i=2,612i = 2{,}61 V, e de fato V1−V2=2,61V_1 - V_2 = 2{,}61 V ✔

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Questão 421º EE2021.1Thévenin e Norton · Equivalente com fonte controlada de corrente4 ptsVer material

Determinar os circuitos equivalentes de Thévenin e de Norton vistos dos pontos aa e bb, onde está ligada a carga RR.

+−50 V10 Ω5 Ω−+v5v A4 Ω5 Ω5 ΩaRb

A fonte controlada de corrente vale 5v5v, onde vv é a tensão do 5 Ω5\ \Omega do primeiro nó. Com fonte dependente no circuito, o RThR_{Th} não sai zerando fontes: é preciso calcular VocV_{oc} e isci_{sc} e dividir um pelo outro.

Gabarito

VTh=20,83 VV_{Th} = 20{,}83\ \mathrm{V} · RTh=4,70 ΩR_{Th} = 4{,}70\ \Omega · IN=4,43 AI_N = 4{,}43\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — o circuito aberto (RR fora). Terra no fio de baixo; V1V_1 é o nó do 5 Ω5\ \Omega da esquerda (com v=V1v = V_1) e V2V_2 o do outro lado da fonte controlada. Com RR removido, o ramo do 5 Ω5\ \Omega horizontal com o 5 Ω5\ \Omega vertical soma 10 Ω10\ \Omega de V2V_2 ao terra.

LKC no nó V1V_1 — a fonte controlada retira 5v5v dali:

50−V110=V15+V1−V24+5 V1×20111 V1−5 V2=100\frac{50 - V_1}{10} = \frac{V_1}{5} + \frac{V_1 - V_2}{4} + 5\,V_1 \qquad \times 20 \qquad 111\,V_1 - 5\,V_2 = 100

Passo 2 — LKC no nó V2V_2. Ela devolve os 5v5v aqui:

V1−V24+5 V1=V210×20105 V1=7 V2⟹V2=15 V1\frac{V_1 - V_2}{4} + 5\,V_1 = \frac{V_2}{10} \qquad \times 20 \qquad 105\,V_1 = 7\,V_2 \qquad\Longrightarrow\qquad V_2 = 15\,V_1

Passo 3 — a tensão de Thévenin.

111 V1−75 V1=100⟹V1=10036=2,78 VV2=41,67 V111\,V_1 - 75\,V_1 = 100 \qquad\Longrightarrow\qquad V_1 = \frac{100}{36} = 2{,}78\ \mathrm{V} \qquad V_2 = 41{,}67\ \mathrm{V}

A tensão em aa–bb é a do 5 Ω5\ \Omega vertical, ou seja V2V_2 dividido entre os dois 5 Ω5\ \Omega:

VTh=5⋅V210=20,83 V\boxed{V_{Th} = 5 \cdot \frac{V_2}{10} = 20{,}83\ \mathrm{V}}
+−50 V10 Ω5 Ω−+v5v A4 Ω5 Ω5 ΩabV1 = 2,78 VV2 = 41,67 V−+VTh = 20,83 V

V_Th: a carga R fora, a–b em aberto. Com RR fora, V2V_2 enxerga 5+5=10 Ω5 + 5 = 10\ \Omega até o terra: V2=15 V1=41,67 VV_2 = 15\,V_1 = 41{,}67\ \mathrm{V} e VTh=V2/2=20,83 VV_{Th} = V_2/2 = 20{,}83\ \mathrm{V}.

Passo 4 — a corrente de curto. Curto-circuitando aa–bb, o 5 Ω5\ \Omega vertical fica em curto e o ramo de V2V_2 passa a ser só o 5 Ω5\ \Omega horizontal. A primeira equação não muda; a segunda vira

V1−V24+5 V1=V25×20105 V1=9 V2⟹V2=105 V19\frac{V_1 - V_2}{4} + 5\,V_1 = \frac{V_2}{5} \qquad \times 20 \qquad 105\,V_1 = 9\,V_2 \qquad\Longrightarrow\qquad V_2 = \frac{105\,V_1}{9}111 V1−525 V19=100⟹V1=1,90 VV2=22,15 V111\,V_1 - \frac{525\,V_1}{9} = 100 \qquad\Longrightarrow\qquad V_1 = 1{,}90\ \mathrm{V} \qquad V_2 = 22{,}15\ \mathrm{V}IN=isc=V25=4,43 A\boxed{I_N = i_{sc} = \frac{V_2}{5} = 4{,}43\ \mathrm{A}}
+−50 V10 Ω5 Ω−+v5v A4 Ω5 Ω5 ΩabV1 = 1,90 VV2 = 22,15 VIN = 4,43 A

I_N: a–b em curto. O curto anula o 5 Ω5\ \Omega vertical: V2V_2 só enxerga o 5 Ω5\ \Omega horizontal, e IN=V2/5=4,43 AI_N = V_2/5 = 4{,}43\ \mathrm{A}.

Passo 5 — a resistência. Com fonte dependente, é a razão entre as duas:

RTh=Vocisc=20,834,43=4,70 Ω\boxed{R_{Th} = \frac{V_{oc}}{i_{sc}} = \frac{20{,}83}{4{,}43} = 4{,}70\ \Omega}

Conferência — as duas contas compartilham a equação do nó V1V_1 e diferem só no ramo de saída (10 Ω10\ \Omega aberto contra 5 Ω5\ \Omega em curto), o que é exatamente o que se espera ✔ E VTh=RTh⋅IN=4,70⋅4,43=20,8V_{Th} = R_{Th} \cdot I_N = 4{,}70 \cdot 4{,}43 = 20{,}8 V fecha o triângulo ✔ Confere com a resolução da prova.

Sobre o enunciado — o acervo tem apenas a resolução desta prova; o circuito acima é o que ela desenha, com a carga RR nos terminais aa–bb.

+−VTh20,83 VRTh4,70 ΩabThéveninIN4,43 ARN4,70 ΩabNorton

Os equivalentes de Thévenin e de Norton. Com fonte dependente, RTh=Voc/isc=20,83/4,43=4,70 ΩR_{Th} = V_{oc}/i_{sc} = 20{,}83/4{,}43 = 4{,}70\ \Omega.

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Questão 431º EE2021.2Análise nodal · Fonte controlada que zera o resistor do meio3 ptsVer material

Determine o valor de vv no circuito abaixo.

5 A6 Ω−+vi12 Ωi1v/4 A4 Ωi2

A fonte controlada de corrente vale v/4v/4 e passa por cima do 12 Ω12\ \Omega: ela tira essa corrente do primeiro nó e devolve no segundo. O desfecho é bonito — ela deixa os dois nós no mesmo potencial, e o 12 Ω12\ \Omega não conduz nada.

Gabarito

v=12 Vv = 12\ \mathrm{V}

Passo a passo

Passo 1 — os nós. Terra no fio de baixo; V1V_1 é o nó do 6 Ω6\ \Omega (logo v=V1v = V_1) e V2V_2 o do 4 Ω4\ \Omega.

i=v6i1=V1−V212i2=V24i = \frac{v}{6} \qquad i_1 = \frac{V_1 - V_2}{12} \qquad i_2 = \frac{V_2}{4}
5 A6 Ω12 Ωv/4 A4 Ω−+vV1 = vV2i = v/6i1 = (V1−V2)/12i2 = V2/4

Os dois nós e a tensão de controle. A tensão de controle vv está sobre o 6 Ω6\ \Omega, entre V1V_1 e o terra: v=V1v = V_1. A fonte de cima tira V1/4V_1/4 do nó V1V_1 e entrega no nó V2V_2.

Passo 2 — LKC no nó V2V_2. Chegam a corrente do 12 Ω12\ \Omega e os v/4v/4 da fonte controlada; sai a do 4 Ω4\ \Omega:

V1−V212+V14=V24\frac{V_1 - V_2}{12} + \frac{V_1}{4} = \frac{V_2}{4}×12V1−V2+3 V1=3 V2⟹4 V1=4 V2⟹V1=V2\times 12 \qquad V_1 - V_2 + 3\,V_1 = 3\,V_2 \qquad\Longrightarrow\qquad 4\,V_1 = 4\,V_2 \qquad\Longrightarrow\qquad V_1 = V_2
5 A6 Ω12 Ωv/4 A4 ΩV1V2v/4 = V1/4(V1−V2)/12V2/4

A LKC no nó V₂. V1−V212+V14=V24\tfrac{V_1-V_2}{12} + \tfrac{V_1}{4} = \tfrac{V_2}{4} dá 4V1=4V24V_1 = 4V_2: os dois nós ficam no mesmo potencial.

Passo 3 — a consequência. Se os dois nós têm a mesma tensão, o 12 Ω12\ \Omega entre eles não conduz:

i1=0i_1 = 0

Passo 4 — LKC no nó V1V_1. Saem a corrente do 6 Ω6\ \Omega, os v/4v/4 da fonte controlada e i1=0i_1 = 0:

5=V16+V14+0=2 V1+3 V112=5 V1125 = \frac{V_1}{6} + \frac{V_1}{4} + 0 = \frac{2\,V_1 + 3\,V_1}{12} = \frac{5\,V_1}{12}v=V1=12 V\boxed{v = V_1 = 12\ \mathrm{V}}

Conferência — com v=12v = 12 V: i=2i = 2 A pelo 6 Ω6\ \Omega, a fonte controlada vale 33 A, e o 4 Ω4\ \Omega (com V2=12V_2 = 12 V) leva 33 A — exatamente os 33 A que a fonte entrega ✔ A LKC do primeiro nó fecha em 2+3=52 + 3 = 5 A ✔ Confere com a resolução da prova, que chega a v=12v = 12 V pelos dois caminhos (Kirchhoff e análise nodal).

Sobre o enunciado — o acervo tem apenas a resolução desta prova; o circuito acima é o que ela desenha.

5 A6 Ω12 Ωv/4 A4 Ω−+vV1 = 12 VV2 = 12 Vv/4 = 3 Ai = 2 Ai1 = 0i2 = 3 A

O 12 Ω sem corrente e os valores. Com V1=V2V_1 = V_2 o 12 Ω12\ \Omega não conduz, e a LKC em V1V_1 fica 5=V16+V145 = \tfrac{V_1}{6} + \tfrac{V_1}{4}: v=V1=12v = V_1 = 12 V. Os 33 A da controlada são exatamente os que descem pelo 4 Ω4\ \Omega.

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