Questão 011º EE2020.1Leis de Kirchhoff · Resistência equivalente e divisores3 ptsVer material
Determinar os valores de v e de i, utilizando as Leis de Kirchhoff (não utilizar Análise de Nós ou Análise de Malhas).
O enunciado proíbe nodal e malhas de propósito: o circuito se reduz por associação série–paralelo de fora para dentro, e as duas incógnitas saem por divisão de corrente.
Gabarito
v=10V · i=2A
Passo a passo
Passo 1 — Reduza de dentro para fora, começando pelo par mais afastado da fonte. Os 4Ω e 12Ω estão em paralelo entre o nó C e o fio de baixo:
4∥12=164⋅12=3Ω
Os 4 Ω e 12 Ω em paralelo viram 3 Ω. Entre C e o fio de baixo: 4∥12=1648=3Ω.
Passo 2 — Esse 3Ω está em série com o 2Ω, formando o ramo que sai do nó B:
RB,ramo=2+3=5Ω
e esse ramo está em paralelo com os 20Ω, também ligados de B ao fio de baixo:
RB=5∥20=25100=4Ω
O ramo 2 + 3 = 5 Ω, em paralelo com os 20 Ω, vira R_B = 4 Ω.2+3=5Ω e 5∥20=4Ω. A tensão v dos 20Ω é agora a tensão sobre RB.
Passo 3 — De A até o fio de baixo há dois caminhos: os 8Ω, e os 4Ω em série com o RB que acabamos de achar:
4+4=8Ω⟹Req=8∥8=4Ω
Dois caminhos de 8 Ω a partir de A: R_eq = 4 Ω. O 4Ω de série mais RB=4Ω dão 8Ω, em paralelo com o 8Ω: Req=4Ω.
Passo 4 — A fonte injeta 5A nesse equivalente, o que fixa o potencial do nó A:
vA=5⋅4=20V
Como os dois caminhos a partir de A valem 8Ω cada, a corrente se divide igualmente: 2,5A por cada um. A que entra no ramo do 4Ω chega ao nó B:
vB=2,5⋅RB=2,5⋅4=v=10V
porque v é justamente a tensão sobre os 20Ω, que estão entre B e o fio de baixo.
Passo 5 — Em B os 2,5A se dividem entre os 20Ω e o ramo de 5Ω. A corrente i é a do ramo de 5Ω:
i=5vB=510=2A
Conferência — pelos 20Ω passam 10/20=0,5A, e 0,5+2=2,5A ✔ E a potência: a fonte entrega 20×5=100W; os 8Ω dissipam 202/8=50W, os 4Ω da série 4(2,5)2=25W, os 20Ω102/20=5W, o 2Ω2(2)2=8W e o par paralelo 3(2)2=12W — somando 100W ✔
O caminho de volta: v = 10 V e i = 2 A.vA=5⋅4=20V; os 5A se dividem ao meio, e v=2,5⋅4=10V. No ramo de 5Ω: i=10/5=2A (e 0,5A pelos 20Ω).
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Questão 021º EE2020.1Superposição · Malhas e nós com fontes controladas4 ptsVer material
Determinar os valores de v e i usando o Princípio da Superposição. O circuito com a fonte de tensão deve ser resolvido pela Análise de Malhas e o circuito com a fonte de corrente deve ser resolvido pela Análise de Nós.
Duas fontes independentes — a de 18V e a de 4A — e duas controladas, que ficam nos dois subcircuitos e não se desativam nunca.
Gabarito
v=9V · i=−31A
Passo a passo
Passo 0 — Convenções, antes de qualquer conta. Tomando o fio de baixo como referência, chame de vL o nó da esquerda, v2 o nó do 1Ω vertical, v3 o nó do 2Ω vertical e vR o nó da direita. Como i é a corrente que sobe pelo 1Ω, ela vale
i=10−v2=−v2
e v=v3−vR, com o + do lado do nó 3.
Passo 1 — subcircuito da fonte de 18V (a de 4A vira circuito aberto), pela Análise de Malhas. Com o ramo dos 4A aberto, a janela de cima e a janela de baixo do meio viram uma só, e sobram três malhas, todas com corrente no sentido horário: i1 na janela de baixo à esquerda (2Ω, fonte de 18V e 1Ω vertical); i2 na janela fundida (fio de cima com a controlada 4i, 1Ω horizontal, 2Ω do meio, 1Ω vertical e fonte de 18V); e i3 na janela de baixo à direita (2Ω do meio, 1Ω horizontal e controlada 3v/2). As duas variáveis de controle, escritas em correntes de malha, são
i′=i2−i1,v′=1(i3−i2)
porque i2 sobe pelo 1Ω vertical e i1 desce, e porque no 1Ω horizontal o sentido do nó 3 para o nó R (do + para o − de v) é o de i3. A fonte controlada 3v/2 fica só na borda da malha 3, então não há supermalha: ela apenas fixa i3. Somando as quedas de tensão no sentido de cada malha:
Só a fonte de 18 V ligada. Malhas no sentido horário, com i2 na janela que o ramo aberto de 4 A funde: 3i1−i2=18, −4i′+3(i2−i3)+(i2−i1)+18=0 e i3=23(i3−i2), com i′=i2−i1. Dá i1=215, i2=29, i3=227 A, logo i′=−3 A e v′=i3−i2=9 V.
Passo 2 — subcircuito da fonte de 4A (a de 18V vira curto-circuito). Agora vL′′=v2′′, e a análise de nós pede a LKC no supernó que envolve vL′′, v2′′ e vR′′ mais a LKC no nó 3:
Com vR′′=vL′′+4i′′=−3vL′′ e v′′=v3′′−vR′′, o sistema dá
vL′′=−38V⟹i′′=−vL′′=38A,v′′=0V
Só a fonte de 4 A ligada. Com a de 18 V em curto, vL′′=v2′′; o sistema dá vL′′=−38 V, i′′=38 A e v′′=0.
Passo 3 — Somando as parcelas:
v=v′+v′′=9+0=9Vi=i′+i′′=−3+38=−31A
Conferência — resolvendo o circuito completo de uma vez (com as duas fontes ativas), o supernó dá vL=−353V, e daí v2=31V, vR=−19V e v3=−10V — logo v=−10+19=9V e i=−31A ✔ O sinal negativo de i significa apenas que a corrente desce pelo 1Ω, ao contrário da seta do enunciado.
As duas fontes juntas.v=v′+v′′=9+0=9 V e i=i′+i′′=−3+38=−31 A.
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Questão 031º EE2020.1Thévenin e Norton · Fonte controlada nos terminais3 ptsVer material
Determinar os circuitos equivalentes de Thévenin e de Norton à esquerda dos pontos a e b. A partir de um desses circuitos, determine o valor da corrente i.
A fonte controlada depende de v, que é a tensão sobre o 4Ω — dentro da parte que vai ser substituída pelo equivalente. Isso proíbe desativá-la e obriga a usar um dos dois caminhos válidos para RTh.
Passo 1 — remova a carga. O 16Ωnão faz parte do equivalente: ele é o que se liga em a–b depois. Com ele fora, e o fio de baixo como referência, chame de v o potencial do nó do 4Ω (que é a própria variável de controle) e de va o do terminal a.
Passo 2 — VTh, com a–b em aberto. Nenhuma corrente sai por a, então tudo o que chega ali pelo 2Ω e pela fonte controlada tem de se cancelar:
2v−va+4v=0
A LKC no nó do 4Ω, com os 4A entrando:
4=4v+2v−va+4v
Substituindo a primeira na segunda, os dois termos do meio se cancelam e sobra 4=v/4:
v=16V⟹216−va=−4⟹VTh=va=24V
V_Th: carga de 16 Ω removida, a–b em aberto. Sem o 16 Ω, nada sai por a: o que vem pelo 2 Ω cancela o que vem pela controlada. Daí v=16V e VTh=va=24V.
Passo 3 — IN, com a–b em curto. Agora va=0, e a LKC no nó do 4Ω fica
4=4v+2v+4v=v⟹v=4V
A corrente que atravessa o curto é a soma do que chega em a pelos dois ramos:
IN=2Ω2v+controlada4v=2+1=3A
I_N: a–b em curto. Com va=0, a LKC dá v=4V; pelo curto passam v/2+v/4=2+1=3A.
Passo 4 — RTh pela razão, que é o caminho seguro quando há fonte controlada:
RTh=RN=INVTh=324=8Ω
Os dois equivalentes: R_Th = V_Th / I_N = 8 Ω. Com fonte controlada não se desativa nada: RTh=RN=VTh/IN=24/3=8Ω.
Passo 5 — a corrente na carga. Religando o 16Ω ao equivalente de Thévenin:
i=RTh+16VTh=8+1624=1A
Conferência — por Norton dá o mesmo, com divisão de corrente: i=3⋅8+168=1A ✔ E RTh confere pela fonte de teste: desativando os 4A e injetando 1A em a, sai va=8V ✔
A carga de 16 Ω religada ao Thévenin. Um laço só: i=24/(8+16)=1A.
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Questão 041º EE2020.2Leis de Kirchhoff · Redução em cascata e divisores3 ptsVer material
Determinar os valores de v, i, i1 e i2 utilizando as Leis de Kirchhoff e suas aplicações (não utilizar Análise de Nós ou Análise de Malhas).
Quatro incógnitas, e nenhuma delas exige sistema: o circuito é uma escada de associações série–paralelo, e cada divisão de corrente entrega uma das respostas.
Gabarito
i1=5A · i2=25A · i=95A≈0,556A · v=320V≈6,67V
Passo a passo
Passo 1 — reduza de dentro para fora. Chame de A o nó do 16Ω, B o do 4Ω vertical, C o nó de onde saem 3Ω e 6Ω, e D o do 8Ω.
De B saem dois ramos: 6 Ω e 12 Ω, que em paralelo dão R_B = 4 Ω.3∥6=2Ω, então o ramo B→C vale 4+2=6Ω; o ramo B→D vale 4+8=12Ω. Em paralelo: RB=6∥12=4Ω.
Passo 2 — Subindo mais um degrau:
ramo A→B:12+4=16Ω⟹RA=16∥16=8ΩReq=2+8=10Ω
Em A, dois caminhos de 16 Ω: R_A = 8 Ω e R_eq = 10 Ω. O 12Ω em série com RB=4Ω dá 16Ω, em paralelo com o 16Ω: RA=8Ω, e com o 2Ω da fonte, Req=10Ω.
Passo 3 — a corrente da fonte:
i1=1050=5A⟹vA=8⋅5=40V
Passo 4 — Em A os dois caminhos valem 16Ω cada, então a corrente se divide ao meio:
i2=168i1=25A
e a outra metade, também 2,5A, segue pelo 12Ω até B, onde
vB=4⋅2,5=10V
Passo 5 — Em B, divisão entre o ramo de 6Ω (que desce) e o de 12Ω (que vai para D):
iB→C=64(2,5)=35AiB→D=124(2,5)=65A
Voltando: i₁ = 5 A, metade em cada caminho de A, e a divisão em B.i1=50/10=5A, vA=40V; em A a corrente se divide ao meio (i2=2,5A), e em B, com vB=10V: 35A para C e 65A para D.
Passo 6 — Daí saem as duas últimas respostas. A tensão sobre o 8Ω:
v=8⋅65=320≈6,67V
E a corrente i, que é a parcela do 6Ω na divisão em C (onde 3Ω e 6Ω dividem os 5/3A):
i=62⋅35=95≈0,556A
Conferência — as duas parcelas em C somam 32⋅35+31⋅35=910+95=915=35A ✔ e i2+iB→C⋅… — mais direto: i1=i2+iB→C+iB→D=2,5+35+65=5A ✔
As quatro respostas no circuito original.v=8⋅65=320≈6,67V; em C, i=62⋅35=95≈0,556A é a parcela do 6Ω.
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Questão 051º EE2020.2Superposição · Fonte de tensão e de corrente controladas4 ptsVer material
Determinar os valores de v e i usando o Princípio da Superposição. O circuito com a fonte de tensão deve ser resolvido pela Análise de Malhas e o circuito com a fonte de corrente deve ser resolvido pela Análise de Nós.
O ramo dos 5Ω só se comunica com o resto por duas fontes de corrente (a de 5A e a controlada 2v). Consequência: o potencial daquele nó não influencia v nem i — a LKC ali só serve para determiná-lo.
Gabarito
v=31300≈9,68V · i=3110≈0,323A
Passo a passo
Passo 0 — convenções. Fio de baixo como referência. Chame v2 o nó do 4Ω, v3 o do 2Ω e vR o nó da direita. Como isobe pelo 4Ω e a fonte controlada tem o − em cima:
i=−4v2,v=v3−vR,vR=−3i=43v2
Passo 1 — subcircuito da fonte de 10V (a de 5A vira circuito aberto), pela Análise de Malhas. Com o ramo dos 5A aberto, a janela de baixo à esquerda se funde com a de cima, e sobram três malhas, todas com corrente no sentido horário: i1 na janela fundida (fio de cima com a controlada 2v, 10Ω, fonte de 10V, 4Ω e 5Ω); i2 na janela de baixo do meio (4Ω, fonte de 10V e 2Ω); e i3 na janela da direita (2Ω, 10Ω e controlada 3i). As variáveis de controle, em correntes de malha:
i′=i2−i1,v′=10(i3−i1)
porque i2 sobe pelo 4Ω e i1 desce, e porque no 10Ω o sentido do nó 3 para o nó R (do + para o − de v) é o de i3. A controlada 2v fica só na borda da malha 1 e aponta no sentido horário, então não há supermalha: ela fixa i1, e a LKT da malha 1 (que teria a tensão desconhecida sobre a fonte de corrente) não é escrita. Somando as quedas no sentido de cada malha:
O −3i′ aparece porque a malha 3 desce pela controlada entrando pelo −, que está em cima. Com i′=i2−i1, o sistema fica 21i1=20i3, −4i1+6i2−2i3=10 e −7i1−5i2+12i3=0, e dá
Só a fonte de 10 V ligada. Malhas no sentido horário, com i1 na janela que o ramo aberto de 5 A funde à de cima: i1=2v′=20(i3−i1), −10+2(i2−i3)+4(i2−i1)=0 e 10(i3−i1)−3i′+2(i3−i2)=0, com i′=i2−i1. Dá i′=3160≈1,94 A e v′=10(i3−i1)=31250≈8,06 V.
Passo 2 — subcircuito da fonte de 5A (a de 10V vira curto), pela Análise de Nós. Agora v3=v2, e portanto v′′=v2−43v2=4v2:
Conferência — resolvendo o circuito completo de uma vez: 15,5v2=−20, logo v2=−3140V, i=−v2/4=3110A e v=v2/4+10=31300V ✔ As duas parcelas de i quase se cancelam — é o tipo de resultado que denuncia erro de sinal se o seu i sair grande.
As duas fontes juntas.v=31250+3150=31300≈9,68 V e i=3160−3150=3110≈0,323 A.
Determinar os circuitos equivalentes de Thévenin e de Norton fora dos pontos a e b. A partir de um desses circuitos, determine o valor da tensão v.
Só fontes de corrente independentes, e nenhuma controlada — então RTh sai por associação direta, desativando as três (fonte de corrente nula é circuito aberto).
Passo 1 — remova a carga. O 4Ω é a carga entre a e b; tudo o mais (as três fontes, o 8Ω, o 6Ω e o 2Ω) é o que vai virar o equivalente. Tome b como referência, e chame M o nó entre as duas fontes de corrente e N o nó de encontro do 8Ω, do 6Ω e do 2Ω.
Passo 2 — VTh, com a–b em aberto. No nó a (que é o fio de cima), entram 4A da fonte da esquerda e saem 6A pela fonte da direita; a diferença tem de vir pelo 6Ω:
4+6vN−va−6=0⟹vN−va=12V
No nó M entram 15A e saem 4A pela fonte de cima, sobrando 11A para o 8Ω. Logo esses mesmos 11A chegam a N, onde se dividem entre o 6Ω (que leva 2A, do passo anterior) e o 2Ω:
11=2+2vN⟹vN=18VVTh=va=18−12=6V
V_Th: carga de 4 Ω removida, a–b em aberto. Em a: entram 4 A, saem 6 A, e os 2 A que faltam vêm pelo 6 Ω (vN−va=12V). Em M sobram 11 A para o 8 Ω, que em N se dividem em 2 A + 9 A: vN=18V e VTh=6V.
Passo 3 — RTh, desativando as fontes. As três são de corrente, então todas viram circuito aberto. Com a fonte de 4A e a de 15A abertas, o 8Ω fica com uma ponta solta e não conduz — ele sai da conta. Sobram 6Ω e 2Ω em série, de a até b passando por N:
RTh=RN=6+2=8Ω
R_Th: as três fontes de corrente viram circuito aberto. Com as fontes abertas, o nó M só toca o 8 Ω: ele fica com uma ponta solta, não conduz e sai da conta. De a a b sobram 6 Ω e 2 Ω em série.
Passo 4 — Norton:
IN=RThVTh=86=43A
Os dois equivalentes.IN=VTh/RTh=6/8=3/4A, com RN=RTh=8Ω.
Passo 5 — a tensão na carga. Religando o 4Ω ao equivalente de Thévenin, é um divisor de tensão:
v=6⋅8+44=2V
Conferência — por Norton, a corrente se divide entre RN=8Ω e a carga de 4Ω: i4Ω=43⋅128=0,5A, e v=4(0,5)=2V ✔ E resolvendo o circuito original inteiro com o 4Ω no lugar, sai va=2V ✔ Note que o 8Ω, que domina o desenho, não entra em nenhuma das respostas.
A carga de 4 Ω religada ao Thévenin. Divisor de tensão: v=6⋅4/(8+4)=2V.
Determine o valor da tensão v e da corrente i no circuito abaixo.
O trecho de fio entre o topo do 8Ω e o topo do 24Ω os torna o mesmo nó: os dois estão em paralelo, e é essa leitura que abre a questão. Este quesito caiu idêntico em 2022.1 e em 2022.2.
Gabarito
v=12V · i=1A
Passo a passo
Passo 1 — Fio de baixo como referência. Chame de A o nó do 8Ω / 24Ω e de B o nó da fonte de 2A e do 18Ω (o fio entre eles faz do topo do 18Ω o mesmo nó B). Os dois primeiros resistores estão em paralelo:
8∥24=328⋅24=6Ω
Os 8 Ω e 24 Ω em paralelo viram 6 Ω. O fio de cima une o topo dos dois resistores (nó A) e o de baixo une os pés: 8∥24=32192=6Ω.
Passo 2 — LKC no nó A: o que chega pelo 3Ω sai pelo paralelo de 6Ω:
3vB−vA=6vA⟹2vB=3vA⟹vA=32vB
Passo 3 — LKC no nó B: entram 2A, saem pelo 18Ω e pelo 3Ω:
LKC em A e em B: v = v_B = 12 V e v_A = 8 V. Em A: 3vB−vA=6vA⇒vA=32vB. Em B: 2=18vB+9vB=6vB, logo v=vB=12V e vA=8V.
Passo 4 — a corrente i. Ela é a do fio de baixo, entre o pé do 8Ω e o pé do 24Ω. Toda a corrente que desce pelo 8Ω chega ao canto inferior esquerdo e não tem outro caminho: segue pelo fio, para a direita.
i=8vA=88=1A
Conferência — pelo 24Ω descem 8/24=31A, e pelo 3Ω vêm 1+31=34A, que é exatamente (12−8)/3 ✔ No nó B: 34 (para o 3Ω) +12/18=32 (para o 18Ω) =2A, a corrente da fonte ✔
De volta ao circuito original: i = 1 A. Tudo o que desce pelo 8Ω segue pelo fio de baixo: i=vA/8=1A. Pelo 24Ω descem 31A, e 1+31=34A vêm pelo 3Ω.
Determine o valor da tensão v e da corrente i no circuito abaixo, utilizando o Princípio da Superposição. O circuito com a fonte de tensão deve ser resolvido por Análise de Nós e o com a fonte de corrente por Análise de Malhas.
A fonte controlada vale 3v1, e v1 é a tensão sobre a fonte de corrente de 2A — ou seja, o próprio potencial do nó da esquerda. Ela não se desativa em nenhum dos dois subcircuitos.
Gabarito
v=−16V · i=16A
Passo a passo
Passo 0 — convenções. Fio de baixo como referência. Chame v1 o nó da esquerda (que é a própria variável de controle), v2 o nó do 4V e v3 o nó da direita — que é o mesmo nó da fonte controlada e do topo do 4Ω, porque o trecho de cima e o de baixo à direita são fios. Então
v=v1−v3i=2v3
Passo 1 — subcircuito da fonte de 4V (a de 2A vira circuito aberto), com v2′=4V:
Só a fonte de 4 V ligada. Com a de 2 A aberta, v2′=4 V; nós 1 e 3 dão v1′=9 V e v3′=19 V, logo v′=−10 V e i′=9,5 A.
Passo 2 — subcircuito da fonte de 2A (a de 4V vira curto), pela Análise de Malhas. São quatro malhas, todas com corrente no sentido horário: i1 na janela de baixo à esquerda (fonte de 2A, 2Ω horizontal e o curto no lugar da fonte de 4V); i2 na janela de baixo do meio (curto, 1Ω e 2Ω vertical); i3 na janela da direita (2Ω vertical e controlada 3v1); e i4 na janela de cima (4Ω, 2Ω horizontal e 1Ω). As duas fontes de corrente ficam cada uma na borda de uma só malha, então não há supermalha: a de 2A aponta para cima, no sentido horário da malha 1, e a controlada também aponta para cima, contra o sentido horário da malha 3:
i1=2A,i3=−3v1′′
A variável de controle v1′′ é a tensão do nó da esquerda; descendo do nó 1 à referência pelo 2Ω horizontal e pelo curto, ela vale
v1′′=2(i1−i4)+0⟹i3=−6(2−i4)
As malhas 2 e 4 não têm fonte de corrente e recebem a LKT, somando as quedas no sentido horário:
Substituindo i1 e i3, fica 3i2−13i4=−24 e −i2+7i4=4, logo 8i4=−12:
i4=−23A,i2=−229A,i3=−21A,v1′′=7V
Por fim, v′′ é a queda no 4Ω do nó 1 para o nó 3, que é o sentido de i4, e i′′ desce pelo 2Ω vertical, onde i2 desce e i3 sobe:
v′′=4i4=−6Vi′′=i2−i3=−229+21=6,5A
Só a fonte de 2 A ligada. Malhas no sentido horário: i1=2 A e i3=−3v1′′, com v1′′=2(i1−i4); LKT: (i2−i4)+2(i2−i3)=0 e 4i4+(i4−i2)+2(i4−i1)=0. Dá i4=−23 A e i2=−229 A, logo v′′=4i4=−6 V e i′′=i2−i3=6,5 A.
Passo 3 — soma:
v=−10−6=−16Vi=9,5+6,5=16A
Conferência — no circuito completo, v1=16V e v3=32V, logo v=−16V e i=16A ✔ A LKC no nó 3 fecha: entram 3v1=48A da controlada, saem 4A pelo 4Ω, 28A pelo 1Ω e 16A pelo 2Ω ✔ O sinal de v é negativo porque v3>v1: a marcação do enunciado ficou ao contrário do sentido real.
As duas fontes juntas.v=−10−6=−16 V e i=9,5+6,5=16 A.
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Questão 091º EE2022.1Thévenin e Norton · Três ramos em paralelo na resistência3 ptsVer material
Determine o circuito equivalente de Thévenin e de Norton à esquerda dos pontos a e b e utilize um dos dois circuitos para determinar o valor da tensão v e da corrente i.
Do nó a para baixo há três caminhos: o 20Ω, o ramo do 5Ω com a fonte de 20V, e o par de 6Ω em série que volta pela fonte de 18V. É essa contagem que dá RTh. Este quesito caiu idêntico em 2022.1 e em 2023.2.
Passo 1 — remova a carga (24Ω) e tome o fio de baixo como referência. Chame P o nó entre os dois 6Ω e N o nó que reúne o segundo 6Ω, o 20Ω, o ramo do 5Ω e o terminal a — tudo ligado por fio, portanto um só nó.
Passo 2 — VTh. LKC em P, com os 2Aentrando (a seta da fonte aponta para a esquerda):
618−vP+2=6vP−vN⟹2vP=30+vN
LKC em N, com a–b em aberto — note que a fonte de 2Aretira2A deste nó:
6vP−vN=2+20vN+5vN−20
Substituindo vP:
615−2vN=−2+4vN⟹4vN=54⟹VTh=vN=13,5V
V_Th: carga de 24 Ω removida, a–b em aberto.N é um nó só: segundo 6 Ω, 20 Ω, ramo do 5 Ω e terminal a. A fonte de 2 A tira corrente de N e injeta em P; as duas LKC dão VTh=vN=13,5V.
Passo 3 — RTh. Desative as fontes independentes: as de 18V e 20V viram fio, a de 2A vira circuito aberto. Olhando de a para dentro, três caminhos até o fio de baixo:
pela fonte de 18 V curto-circuitada6+6=12Ω∥20Ω∥fonte de 20 V curto-circuitada5ΩRTh1=121+201+51=605+3+12=31⟹RTh=3Ω
R_Th: fontes de tensão em curto, fonte de corrente aberta. De a até o fio de baixo há três caminhos: os dois 6 Ω em série (fechando pela fonte de 18 V em curto), o 20 Ω e o 5 Ω (pela fonte de 20 V em curto). 1/RTh=1/12+1/20+1/5=1/3.
Passo 4 — Norton:
IN=313,5=4,5ARN=3Ω
Os dois equivalentes.IN=13,5/3=4,5A, com RN=3Ω.
Passo 5 — a carga. Religando o 24Ω:
i=3+2413,5=0,5Av=24⋅0,5=12V
Conferência — por Norton, divisão de corrente: i=4,5⋅3+243=0,5A ✔ E no equivalente, v=13,5⋅2724=12V ✔ Repare que a fonte de 2A some de RTh mas domina VTh — sem ela, vN cairia para menos da metade.
A carga de 24 Ω religada ao Thévenin.i=13,5/(3+24)=0,5A e v=24⋅0,5=12V.
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Questão 101º EE2022.2Análise nodal · Fonte controlada por outra tensão do circuito4 ptsVer material
Determinar os valores de v e i usando dois métodos quaisquer de análise de circuitos.
São só dois nós acima do fio de referência: o de cima (onde estão a fonte controlada, o 4Ω e o 20Ω) e o do meio (onde estão o 4Ω, a fonte de 7A e o 2Ω). Duas equações, e a variável de controle v1 é justamente o potencial do segundo.
Gabarito
v=20V · i=1A (e v1=16V)
Passo a passo
Passo 1 — método 1: análise nodal. Fio de baixo como referência. Chame vT o nó de cima e vC o nó do meio. Como o 20Ω e o 2Ω vão direto ao fio de baixo:
v=vTv1=vC
LKC no nó de cima, com a fonte controlada injetandov1/8:
Referência embaixo e os dois potenciais de nó. Só dois nós acima da referência. O 20Ω e o 2Ω descem direto ao terra, então v=vT e a variável de controle é o próprio v1=vC: a fonte controlada vale vC/8.
As correntes de cada LKC. Nó de cima: entra vC/8, saem vT/20 e (vT−vC)/4. Nó do meio: entram 7 A e (vT−vC)/4, sai vC/2.
Passo 2 — método 2: análise de malhas. O circuito tem três janelas, todas com corrente de malha no sentido horário: i1 na janela da esquerda (fonte controlada, 4Ω e fonte de 7A); i2 na janela de baixo, entre a fonte de 7A e o 2Ω; e i3 na janela da direita (4Ω, 20Ω e 2Ω).
A fonte controlada está só na malha 1, que sobe por ela no sentido da seta, então ela fixai1. A variável de controle é a tensão do 2Ω, por onde descem i2−i3:
i1=8v1v1=2(i2−i3)⟹i1=4i2−i3
A fonte de 7A fica no ramo comum às malhas 1 e 2; a malha 2 sobe por ela, a malha 1 desce:
i2−i1=7
A supermalha 1+2 não rende LKT, porque o seu contorno passa pela fonte controlada, cuja tensão não se conhece — e nem precisa: as duas restrições acima já bastam. Falta a LKT da malha 3, a única sem fonte de corrente:
4(i3−i1)+20i3+2(i3−i2)=0⟹26i3−4i1−2i2=0
Com i2=i1+7, a primeira restrição vira 4i1=i1+7−i3, isto é, 3i1=7−i3, e a LKT vira 26i3−6i1=14:
26i3−2(7−i3)=14⟹28i3=28⟹i3=1A,i1=2A,i2=9A
O 20Ω só é percorrido pela malha 3, descendo; no 4Ω descem i1−i3:
v=20i3=20Vi=i1−i3=1A
Os mesmos valores do método 1, e v1=2(9−1)=16V também bate ✔ A fonte controlada entrega i1=2A e pelo 2Ω descem i2−i3=8A.
Conferência de potência — a fonte de 7A entrega 16×7=112W e a controlada 20×2=40W, total 152W. Os resistores absorvem: 20Ω com 1A dá 20W, 4Ω com 1A dá 4W, 2Ω com 8A dá 128W — total 152W ✔
Método 2: as três correntes de malha. A controlada só está na malha 1 e fixa i1=v1/8, com v1=2(i2−i3); a de 7 A, no ramo comum, dá i2−i1=7; a LKT da malha 3 é 4(i3−i1)+20i3+2(i3−i2)=0. Sai i1=2 A, i2=9 A e i3=1 A, logo v=20i3=20 V e i=i1−i3=1 A.
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Questão 111º EE2022.2Thévenin e Norton · Ponte de resistores com fonte de corrente3 ptsVer material
Determinar o circuito equivalente de Thévenin e de Norton à esquerda dos pontos a e b. A partir de um dos dois circuitos, encontre o valor da tensão entre os terminais a e b.
Três nós acima da referência — o da fonte, o de a e o do meio — e nenhuma fonte controlada. É a situação em que RTh sai por associação pura, e VTh por um sistema 3×3 que se reduz rápido.
Passo 1 — remova a carga (30Ω) e tome o fio de baixo como referência. Chame M o nó da fonte de corrente (topo do 3A, à esquerda), A o nó de a (que é o mesmo do 20Ω e do topo do 6Ω) e B o nó do meio (encontro do 10Ω, do 6Ω e do 5Ω).
Passo 2 — as três LKC. Em A, sem carga:
20vM−vA=6vA−vB⟹3vM+10vB=13vA
Em B:
10vM−vB+6vA−vB=5vB⟹3vM+5vA=14vB
Em M, com os 3A entrando:
3=20vM−vA+10vM−vB⟹60=3vM−vA−2vB
Passo 3 — Das duas primeiras: vA=34vB e vM=922vB. Levando na terceira:
V_Th: carga de 30 Ω removida, a–b em aberto. Os três nós: M (topo da fonte), A (o terminal a) e B (o do meio). O sistema dá vB=15V e VTh=vA=34⋅15=20V.
Passo 4 — RTh. A única fonte independente é a de corrente: desativada, ela vira circuito aberto. Olhando de a para dentro, de A até B há dois caminhos — o 6Ω direto, e o 20Ω em série com o 10Ω passando por M (o nó M deixou de ter a fonte, mas os dois resistores continuam ligados):
6∥(20+10)=6∥30=5Ω
De B até o fio de baixo há o 5Ω. Em série:
RTh=RN=5+5=10Ω
R_Th: a fonte de 3 A vira circuito aberto. O nó M perde a fonte mas não os resistores: 20+10=30Ω de A a B, em paralelo com o 6 Ω (dá 5 Ω), e mais o 5 Ω até b.
Passo 5 — Norton e a carga:
IN=1020=2Avab=20⋅10+3030=15V
Conferência — resolvendo o circuito original com o 30Ω no lugar, o sistema dá vB=12,5V e vA=15V ✔ Por Norton: vab=2⋅(10∥30)=2(7,5)=15V ✔
Os dois equivalentes.IN=20/10=2A, com RN=10Ω.
A carga de 30 Ω religada ao Thévenin. Divisor de tensão: vab=20⋅30/(10+30)=15V.
Determinar o circuito equivalente de Thévenin e de Norton à esquerda dos pontos a e b. A partir de um dos dois circuitos, encontre o valor da tensão entre os terminais a e b — que aqui são os terminais de saída marcados + e −, isto é, a própria vo.
A entrada inversora é terra virtual: fica em 0V sem estar ligada ao terra. Por isso o 6kΩ enxerga terra do lado direito, e entra no divisor da entrada como se fosse um resistor para a referência.
Gabarito
vo=−18V, com VTh=−18V e RTh=0 — a saída do amp. op. ideal é uma fonte de tensão ideal, e por isso o equivalente de Norton não existe aqui.
Passo a passo
Passo 1 — o terra virtual. Com realimentação negativa pelo 18kΩ e a entrada não inversora aterrada,
v−=v+=0i−=0
a entrada inversora é terra virtual. Com v+ no terra e realimentação pelo 18 kΩ, o curto virtual põe a inversora em 0V — e por ela não entra corrente.
Passo 2 — LKC no nó X (entre o 2kΩ, o 4kΩ e o 6kΩ). O 6kΩ termina em 0V, então ele participa como um resistor para a referência:
2k11−vX=4kvX+6kvX−0
Multiplicando por 12k:
6(11−vX)=3vX+2vX⟹66=11vX⟹vX=6V
LKC no nó X: o 6 kΩ termina em 0 V.2k11−vX=4kvX+6kvX−0 dá vX=6V: entram 2,5 mA pelo 2 kΩ, saem 1,5 mA pelo 4 kΩ e 1 mA pelo 6 kΩ.
Passo 3 — a corrente que chega ao nó inversor vem toda do 6kΩ, e como o amp. op. não absorve nada, ela segue inteira pelo 18kΩ:
i=6kvX−0=60006=1mA
a mesma corrente atravessa o 6 kΩ e o 18 kΩ.i=(6−0)/6k=1mA; como i−=0, ela segue inteira pelo 18 kΩ.
Passo 4 — a saída. Percorrendo o 18kΩ do nó inversor (0V) para a saída, no sentido da corrente:
vo=0−(18k)(1m)=−18V
a saída. Do nó inversor (0 V) para a saída, no sentido da corrente, caem (18k)(1m)=18V: vo=−18V. A saída é fonte ideal: VTh=−18V, RTh=0.
Passo 5 — o equivalente pedido. Visto dos terminais de saída, o amp. op. ideal se comporta como uma fonte de tensão ideal:
VTh=vo=−18VRTh=0
E aí vale o cuidado: com RTh=0não existe equivalente de Norton finito, porque IN=VTh/RTh não é definido. É a diferença entre um amp. op. e um divisor resistivo: a saída do primeiro entrega −18V para qualquer carga.
Conferência — o ganho do inversor visto do nó X é −18/6=−3, e −3×6=−18V ✔ Já o ganho visto da fonte é menor em módulo, porque o 4kΩ derruba a entrada de 11V para 6V: vo/11=−1,64.
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Questão 131º EE2023.1Kirchhoff · Achar a resistência a partir de uma corrente dada2 ptsVer material
Determine os valores de i e de R.
A corrente dada de 2A é a do 8Ω. Ela fixa a tensão sobre o paralelo 16Ω∥8Ω e, com ela, a corrente total que desce por R — que é o dado que faltava.
Gabarito
i=2A · R=8Ω
Passo a passo
Passo 1 — o dado de entrada. Os 2A atravessam o 8Ω, logo a tensão sobre o paralelo (que é a mesma nos dois resistores) vale
v16∥8=8⋅2=16V
Passo 2 — a outra parcela. Pelo 16Ω passa
1616=1A⟹itotal=2+1=3A
e esses 3A são exatamente a corrente que desce por R, porque o nó da direita não tem outro caminho.
O paralelo: 16 V sobre ele, 1 A no 16 Ω e 3 A descendo por R. Os 2A no 8Ω dão 8⋅2=16V sobre o paralelo; pelo 16Ω passam 16/16=1A, e os 2+1=3A descem por R.
Passo 3 — LKC no nó do 20Ω. Tomando o fio de baixo como referência e chamando vA o potencial desse nó (que é o mesmo do lado esquerdo do paralelo, pois o trecho entre eles é fio):
vem pelo 4Ω460−vA=i20vA+vai para o paralelo3×20:300−5vA=vA+60⟹6vA=240⟹vA=40Vi=2040=2A
LKC no nó A: v_A = 40 V e i = 2 A. No nó A: 460−vA=20vA+3⇒vA=40V, e i=40/20=2A. A fonte entrega 5A=2+3.
Passo 4 — a resistência. O nó da direita está 16V abaixo de vA:
vC=40−16=24V⟹R=3vC=324=8Ω
Conferência — a fonte entrega (60−40)/4=5A, que se dividem em 2A pelo 20Ω e 3A pelo resto ✔ Potência: fonte 60×5=300W; 4Ω: 4(5)2=100; 20Ω: 20(2)2=80; paralelo: 16×3=48; R: 8(3)2=72 — soma 300W ✔
O nó C fica a 24 V: R = 24/3 = 8 Ω.vC=40−16=24V, e por R descem 3A: R=24/3=8Ω.
Determine os valores de v, i e da potência no resistor de 8Ω usando superposição. O circuito com a fonte de corrente deve ser resolvido pela análise de nós e o circuito com a fonte de tensão por análise de malhas.
O enunciado pede potência por superposição — e é uma armadilha deliberada: as correntes se somam, os quadrados não. A superposição entrega a corrente do 8Ω; a potência só depois.
Gabarito
v=−50V · i=83A · p8Ω=8(14,5)2=1682W
Passo a passo
Passo 0 — convenções. Fio de baixo como referência; vL é o nó da esquerda (a variável de controle, v1=vL), vM=4V o nó da fonte de tensão e vD o nó da direita — o mesmo da fonte controlada e do topo do 8Ω. Então v=vL−vM e i=(vM−vD)/2.
Passo 1 — subcircuito da fonte de 2A (a de 4V vira curto, vM′=0):
Só a fonte de 2 A ligada. Com a de 4 V em curto, vM′=0: vL′=−28 V e vD′=−100 V, logo v′=−28 V, i′=50 A e i8Ω′=9 A.
Passo 2 — subcircuito da fonte de 4V (a de 2A vira aberto), pela Análise de Malhas. Correntes de malha no sentido horário: i1 na janela de cima (8Ω, 2Ω e o 4Ω do meio); i2 na janela de baixo do meio (fonte de 4V, 2Ω e o 4Ω da direita); e i3 na janela da direita (4Ω e controlada 3v1). A janela de baixo à esquerda só tem de seu a fonte de 2A, que está aberta, então a corrente dela é zero — e pelo 4Ω do meio passa só i1, de M para L. A variável de controle, pela LKT que sobe pela fonte de 4V e volta pelo 4Ω:
v1′′=vL′′=4−4i1
A controlada fica só na borda da malha 3 e aponta para cima, contra o sentido de i3; não há supermalha, ela apenas fixa i3. Somando as quedas no sentido de cada malha:
O 8Ω conduz i1 de L para D, o 2Ω conduz i2−i1 de M para D, e o 4Ω do meio conduz i1 de M para L:
v′′=−4i1=−22V,i′′=i2−i1=33A,i8Ω′′=i1=5,5A
Só a fonte de 4 V ligada, por malhas. Malhas horárias; a da esquerda tem corrente nula (2 A aberta), e v1′′=4−4i1. Malha 1: 14i1−2i2=0; malha 2: −4+2(i2−i1)+4(i2−i3)=0; malha 3: i3=−3v1′′=12i1−12. Daí i1=5,5 A, i2=38,5 A, i3=54 A, e v′′=−4i1=−22 V, i′′=i2−i1=33 A, i8Ω′′=i1=5,5 A.
Passo 3 — soma das grandezas lineares:
v=−28−22=−50Vi=50+33=83Ai8Ω=9+5,5=14,5A
Passo 4 — a potência, e só agora:
p8Ω=8(14,5)2=1682W
Onde a questão pega — somar as potências parciais daria
8(9)2+8(5,5)2=648+242=890W
que não é a resposta. A diferença de 792W é o termo cruzado 2⋅8⋅9⋅5,5, que a soma de quadrados ignora. Potência é quadrática e por isso não se superpõe.
Conferência — no circuito completo, vL=−46V e vD=−162V, logo i8Ω=(−46+162)/8=14,5A ✔, v=−50V ✔ e i=(4+162)/2=83A ✔
As duas fontes juntas. Somam-se as correntes, não as potências: i8Ω=9+5,5=14,5 A e só então p8Ω=8(14,5)2=1682 W.
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Questão 151º EE2023.1Máxima transferência de potência · Thévenin com duas fontes de corrente2 ptsVer material
Determine o circuito equivalente de Thévenin e de Norton fora dos pontos a e b. Qual seria o valor da resistência R para que ela recebesse a máxima potência do resto do circuito?
A carga é R, entre a e b. Removida ela, o circuito vira uma cadeia sem ramificações — e a LKC em cada nó tem só dois termos.
Passo 1 — remova R e tome o fio de baixo como referência. Chame P o nó da fonte de 3A; o nó da fonte de 10V está fixo em 10V.
Passo 2 — VTh. Sem a carga, os 2A da primeira fonte não têm outro caminho: atravessam inteiros o 4Ω.
va−vP=4⋅2=8V
LKC no nó P: chegam os 2A pelo 4Ω, saem 3A pela fonte de corrente, e a diferença vem pelo 6Ω:
2=3+6vP−10⟹vP=4VVTh=va=4+8=12V
V_Th: R removida, a–b em aberto. Sem R, os 2 A só têm o 4 Ω para seguir: va−vP=8V. Em P, 2=3+(vP−10)/6 dá vP=4V.
Passo 3 — RTh. Desative: as duas fontes de corrente viram circuito aberto e a de 10V vira fio. De a para dentro sobra um caminho só — 4Ω até P, e 6Ω de P até o fio de baixo:
RTh=RN=4+6=10Ω
R_Th: fontes de corrente abertas, fonte de tensão em curto. De a para dentro há um caminho só: 4 Ω até P e 6 Ω até o fio de baixo, pela fonte de 10 V em curto.
Passo 4 — Norton:
IN=1012=1,2A
Os dois equivalentes.IN=12/10=1,2A, com RN=10Ω.
Passo 5 — máxima transferência. A condição é o casamento:
R=RTh=10Ωpmax=4RThVTh2=40144=3,6W
Conferência — com R=10Ω a corrente é 12/20=0,6A e p=10(0,6)2=3,6W ✔ Metade da potência da fonte equivalente se perde em RTh — o rendimento no ponto de máxima potência é de 50%, como sempre.
Máxima transferência: R = R_Th. O casamento R=RTh=10Ω dá pmax=VTh2/(4RTh)=144/40=3,6W.
Determine os valores de v, i1 e i2. Considere o amplificador operacional como ideal.
O sinal entra pela não inversora, e o par 2Ω–6Ω realimenta a inversora: é o amplificador não inversor. O divisor de 4Ω e 8Ω fica descarregado, porque a entrada do amp. op. não puxa corrente.
Gabarito
v=−18V · i1=3A · i2=8A (com vo=24V)
Passo a passo
Passo 1 — a entrada. A entrada não inversora não puxa corrente (i+=0), então o divisor de 4Ω e 8Ω trabalha em vazio:
v+=9⋅4+88=6V
v₊ sai de um divisor em vazio. Sem corrente na entrada, o divisor trabalha em vazio: v+=9⋅4+88=6V.
Passo 2 — o curto virtual. Com realimentação negativa pelo 6Ω,
v−=v+=6V
Passo 3 — i1. O nó inversor está a 6V e o pé do 2Ω está no terra:
i1=26−0=3A
curto virtual e i₁. O curto virtual põe o nó inversor em 6V; com o pé do 2 Ω no terra, i1=6/2=3A.
Passo 4 — a saída. Como i−=0, esses 3A vieram inteiros pelo 6Ω, da saída para o nó inversor. Logo a saída está 6×3=18V acima:
vo=6+18=24V
que confere com a fórmula do não inversor: vo=v+(1+26)=6⋅4=24V ✔
os 3 A vêm inteiros pelo 6 Ω. Como i−=0, os 3 A atravessam o 6 Ω da saída para o nó inversor: vo=6+6⋅3=24V.
Passo 5 — as duas respostas que faltam. A tensão v está marcada com o + do lado do nó inversor:
v=v−−vo=6−24=−18V
E i2 é a corrente que a saída entrega ao 3Ω:
i2=3vo=324=8A
Conferência — o amp. op. fornece i2+3=11A pela saída (os 8A da carga mais os 3A da realimentação), e nada disso passa pela fonte de 9V: ela só entrega 9/12=0,75A ao divisor. É exatamente o que um amp. op. faz — isola a fonte da carga ✔
v e i₂.v=v−−vo=6−24=−18V e i2=24/3=8A.
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Questão 171º EE2023.2Análise nodal · Fonte controlada por uma corrente de saída2 ptsVer material
Determine os valores de i1 e de v.
O trecho de fio à direita do 8Ω põe o 6Ω e o 3Ωem paralelo, e é essa redução que deixa o circuito com só dois nós. Este quesito caiu idêntico em 2023.2 e em 2025.2 — lá a corrente do 3Ω se chama i, e a controlada, 2i.
Gabarito
v=30V · i1=2A
Passo a passo
Passo 1 — reduza a direita. O 6Ω e o 3Ω ligam o mesmo par de nós:
6∥3=96⋅3=2Ω
O 6 Ω e o 3 Ω viram um 2 Ω. Os dois resistores ligam o mesmo par de nós, então ficam em paralelo: 6∥3=2Ω. Sobram só dois nós acima da referência.
Passo 2 — dois nós, duas equações. Fio de baixo como referência; chame vA o nó da esquerda (que é também o do 10Ω e da fonte controlada, ligados por fio) e vC o nó à direita do 8Ω. Note que v=vA e i1=vC/3.
LKC no nó C:
8vA−vC=2vC⟹vA=5vC
Os dois nós e a LKC no nó C. No nó C o que chega pelo 8Ω desce todo pelo 2Ω: (vA−vC)/8=vC/2, logo vA=5vC.
Passo 3 — LKC no nó A, com a fonte controlada saindo (a seta dela aponta para baixo):
Conferência — no nó A: 30/10=3A pelo 10Ω, 2i1=4A pela controlada e (30−6)/8=3A pelo 8Ω — total 10A ✔ No nó C: chegam 3A, saem 6/6=1A pelo 6Ω e 6/3=2A pelo 3Ω ✔
A LKC no nó A, com a controlada saindo. A variável de controle i1 é a corrente do 3Ω, que tem vC nos terminais: i1=vC/3. Com vA=5vC, a LKC em A dá 35vC=10.
Os valores encontrados. No nó A: 3+4+3=10 A. No nó C: os 3 A do 8Ω se dividem em 1 A pelo 6Ω e i1=2 A pelo 3Ω.
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Questão 181º EE2023.2Superposição · Fonte de tensão controlada em paralelo com a carga3 ptsVer material
Determine os valores da tensão v e da corrente i usando superposição. O circuito com a fonte de corrente deve ser resolvido pela análise de nós e o circuito com a fonte de tensão por análise de malhas.
A fonte controlada de tensão está ligada direto entre o nó da direita e a referência: ela fixa aquele potencial em 2v1, e por isso a LKC naquele nó nem precisa ser escrita.
Gabarito
v=−370≈−23,3V · i=−320≈−6,67A
Passo a passo
Passo 0 — convenções. Fio de baixo como referência. Chame vL o nó da esquerda, vM o nó da fonte de 5A (que é a variável de controle, v1=vM) e vD o nó da direita. A fonte controlada, com o + em cima, impõe
vD=2v1=2vM
e as grandezas pedidas são v=vL−vM e i=(vM−vD)/5.
Passo 1 — subcircuito da fonte de 10V (a de 5A vira circuito aberto), pela Análise de Malhas. Com o ramo dos 5A aberto, as duas janelas de baixo à esquerda se fundem, e sobram três malhas, todas com corrente no sentido horário: i1 na janela de cima (10Ω, 5Ω e 2Ω); i2 na janela fundida de baixo (fonte de 10V, 2Ω, 5Ω e 4Ω); e i3 na janela da direita (4Ω e controlada 2v1). O 2Ω e o 5Ω estão em série e conduzem i2−i1 da esquerda para a direita. A variável de controle é a tensão sobre o ramo aberto; pela LKT que sobe pela fonte de 10V e atravessa o 2Ω:
v1′=10−2(i2−i1)
Somando as quedas no sentido de cada malha — a malha 2 sobe pela fonte de 10V do − para o +, e a malha 3 desce pela controlada do + para o −:
Com a malha 3 na malha 2 e x=i2−i1, a corrente do 2Ω e do 5Ω:
−10+7x+2[10−2x]=0⟹3x=−10⟹x=−310A
e a malha 1 completa o sistema: i1=−37A, i2=−317A e i3=−14A, com v1′=10+320=350V. Como v é a queda no 2Ω de L para M, e i é a corrente do 5Ω de M para D:
Só a fonte de 10 V ligada, por malhas. Malhas horárias; com o ramo de 5 A aberto, as janelas de baixo à esquerda viram uma só (i2), e v1′=10−2(i2−i1). Malha 1: 17i1=7i2; malha 2: −10+7(i2−i1)+4(i2−i3)=0; malha 3: 4(i3−i2)+2v1′=0. Daí i2−i1=−310 A, logo v′=−320 V e i′=−310 A.
Passo 2 — subcircuito da fonte de 5A (a de 10V vira curto, vL′′=0):
Conferência — no circuito completo, a LKC em M dá 3vM=100, ou vM=3100V, e daí v=10−3100=−370 ✔ e vD=3200, com i=51(3100−3200)=−320 ✔ Os dois sinais negativos dizem a mesma coisa: o nó do meio está acima dos dois vizinhos, ao contrário do que as marcações do enunciado sugerem.
As duas fontes juntas.v=−320−350=−370≈−23,3 V e i=−310−310=−320≈−6,67 A.
Determine os valores de v, i1 e i2. Considere o amplificador operacional como ideal.
O sinal entra pela não inversora e o par 2kΩ–20kΩ realimenta a inversora: ganho 1+20/2=11. A fonte de 100V não entrega corrente nenhuma — a entrada do amp. op. é um circuito aberto.
Gabarito
v=−1000V · i1=0,2A · i2=0,25A (com vo=1100V)
Passo a passo
Passo 1 — as duas regras. A entrada não inversora está ligada direto à fonte, e não puxa corrente:
v+=100V⟹v−=100V
v₊ vem direto da fonte; v₋ copia. A entrada não puxa corrente, então v+=100V, e o curto virtual dá v−=100V.
Passo 2 — a corrente do 2kΩ. Ele vai do nó inversor ao terra:
i2k=2000100−0=50mA
Como i−=0, essa corrente vem inteira pelo 20kΩ, da saída para o nó inversor.
a corrente do 2 kΩ vem toda pelo 20 kΩ.i2k=100/2000=50mA; como i−=0, ela chega inteira pelo 20 kΩ, da saída para o nó inversor.
Passo 3 — a saída:
vo=v−+(20k)(50m)=100+1000=1100V
que é o ganho do não inversor: vo=100(1+220)=100⋅11 ✔
a saída.vo=v−+(20k)(50m)=100+1000=1100V.
Passo 4 — as três respostas. A tensão v está marcada com o + do lado do nó inversor:
E i2 é toda a corrente que sai da saída do amp. op. — a da carga mais a da realimentação:
i2=i1+50mA=200+50=250mA=0,25A
Conferência — a potência que sai do amp. op. é 1100×0,25=275W; a carga absorve 1100×0,2=220W e a realimentação 1000×0,05=50W, mais os 100×0,05=5W do 2kΩ — total 275W ✔ E a fonte de 100V não entregou nada: quem alimenta tudo é a alimentação do amp. op., que o modelo ideal não desenha.
v, i₁ e i₂.v=100−1100=−1000V, i1=1100/5500=0,2A e i2=i1+50mA=0,25A.
É o mesmo circuito do 1º EE de 2020.2, com a fonte trocada de 50V para 30V. A resistência equivalente é a mesma, e todas as correntes ficam multiplicadas por 30/50=0,6.
Gabarito
i1=3A · i=31A≈0,333A · v=4V
Passo a passo
Passo 1 — a redução, de dentro para fora. Chamando A o nó do 16Ω, B o do 4Ω vertical, C o nó de onde saem 3Ω e 6Ω e D o do 8Ω:
Primeiro degrau: de B saem 6 Ω e 12 Ω, e R_B = 4 Ω.3∥6=2Ω: ramo B→C=4+2=6Ω, ramo B→D=4+8=12Ω, e RB=6∥12=4Ω.
Segundo degrau: em A, 16 Ω ∥ 16 Ω, e R_eq = 10 Ω. Ramo A→B=12+4=16Ω; RA=16∥16=8Ω e Req=2+8=10Ω.
Passo 2 — a corrente da fonte:
i1=1030=3A⟹vA=8⋅3=24V
Passo 3 — as divisões. Em A os dois caminhos valem 16Ω, então a corrente se divide ao meio: 1,5A pelo 16Ω e 1,5A pelo 12Ω. Chegando em B:
vB=4⋅1,5=6ViB→C=66=1AiB→D=126=0,5A
Voltando: i₁ = 3 A, metade em cada caminho de A, e a divisão em B.i1=30/10=3A, vA=24V; 1,5A por cada caminho de A; em B, vB=4⋅1,5=6V, que manda 6/6=1A para C e 6/12=0,5A para D.
Passo 4 — as duas respostas que faltam:
v=8⋅0,5=4Vi=62⋅1=31≈0,333A
onde i é a parcela do 6Ω na divisão do nó C.
Conferência —i1=1,5+1+0,5=3A ✔ E comparando com o 2020.2: lá i1=5A, v=20/3 e i=5/9; aqui tudo caiu para 0,6 desses valores, exatamente a razão das fontes ✔
As respostas no circuito original: v = 4 V e i = 1/3 A.v=8⋅0,5=4V; em C, i=62⋅1=31≈0,333A é a parcela do 6Ω.
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Questão 211º EE2024.1Superposição · Três fontes independentes e um supernó4 ptsVer material
Determine os valores da tensão v e da corrente i usando superposição. O circuito com a fonte de corrente deve ser resolvido pela análise de nós e o circuito com as fontes de tensão por análise de malhas.
Atenção à fonte de 17V: o − está em cima, então aquele nó fica em −17V. E os nós ligados pela fonte de 6V formam um supernó — o 3Ω de cima é interno a ele e se cancela na LKC.
Gabarito
v=−1721≈−1,24V · i=−1715≈−0,88A
Passo a passo
Passo 0 — convenções. Fio de baixo como referência. A fonte de 17V com o − em cima dá vL=−17V. Chame vM o nó da fonte controlada e vN o nó do 2Ω; a fonte de 6V (− à esquerda) impõe vN=vM+6. As grandezas pedidas são v=vL−vM e i, a corrente do ramo da fonte de 6V.
Passo 1 — subcircuito das duas fontes de tensão (a de 2A vira circuito aberto), pela Análise de Malhas. Correntes de malha no sentido horário: i1 na janela de baixo à esquerda (fonte de 17V, 3Ω e controlada 2v); i2 na janela de baixo do meio (controlada, fonte de 6V e 2Ω); e i3 na janelinha de cima (3Ω de cima e fonte de 6V). A janela da direita só tem de seu a fonte de 2A, que está aberta, então a corrente dela é zero. Pelo 3Ω da esquerda passa só i1, de L para M, e a variável de controle fica
v′=3i1
A controlada está no ramo comum às malhas 1 e 2: é uma supermalha. A seta aponta para cima, que é o sentido de i2 naquele ramo, então a restrição é
i2−i1=2v′=6i1⟹i2=7i1
A LKT da supermalha percorre o contorno das malhas 1 e 2 sem o ramo da controlada: sobe pela fonte de 17V do + para o − (queda de 17V) e atravessa a de 6V do − para o + (subida de 6V). A malha 3 passa pela fonte de 6V no sentido contrário, do + para o −:
No ramo da fonte de 6V, i2 corre de M para N e i3 no sentido contrário, logo i′=i2−i3:
v′=3i1=−1733≈−1,94Vi′=−1777+2=−1743≈−2,53A
Só as fontes de 17 V e 6 V ligadas, por malhas. A fonte de 2 A sai (aberto) e a malha da direita fica com corrente nula. Supermalha 1–2 pela controlada, com v′=3i1 e i2−i1=2v′=6i1: 17+3i1−6+2i2=0, i1=−1711 A. Malha 3: 3i3+6=0, i3=−2 A. Logo v′=3i1 e i′=i2−i3.
Passo 2 — subcircuito da fonte de 2A (as duas de tensão viram curto). Com a de 6V em curto, M e N passam a ser o mesmo nó, e o 3Ω de cima fica em paralelo com esse curto — logo não conduz:
Conferência — no circuito completo, o supernó dá 17vM+268=0, logo vM=−17268V e v=−17+17268=−1721 ✔ A LKC no nó N fecha com i=−1715 ✔ Note o detalhe do passo 2: um resistor em paralelo com um curto tem tensão nula e por isso corrente nula — é o que torna aquele subcircuito tão simples.
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Questão 221º EE2024.1Thévenin e Norton · Duas fontes de corrente e dois resistores3 ptsVer material
Determine o circuito equivalente de Thévenin e de Norton à esquerda dos pontos a e b. Em seguida, determine o valor da tensão v.
O fio vertical da esquerda liga os três cantos: o topo do primeiro 2Ω, o nó do segundo 2Ω e o terminal da fonte de 2A — tudo um só nó. E o fio vertical do meio liga o pé da fonte de 5A ao fio de baixo, que é o terminal b.
Passo 1 — leia a topologia. Tome o fio de baixo (terminal b) como referência. O fio vertical do meio o liga ao pé da fonte de 5A, então esse ponto também está em 0V. Sobram dois nós:
A, o terminal a (topo da fonte de 5A e do primeiro 2Ω);
L, o nó da esquerda (que reúne o outro terminal dos dois 2Ω e o da fonte de 2A).
Assim: um 2Ω liga L a A, o outro liga L à referência, a fonte de 5A injeta em A e a de 2A injeta em L.
Passo 2 — VTh, com a carga fora. Sem o 4Ω, os 5A só podem sair de A pelo 2Ω de cima:
V_Th: carga de 4 Ω removida, a–b em aberto. O pé da fonte de 5 A está no fio de baixo, então só há dois nós: A e L. Sem a carga, os 5 A saem de A pelo 2 Ω de cima (vL−vA=−10V); a LKC em L dá vL=14V, logo VTh=24V.
Passo 3 — RTh. As duas fontes são de corrente: desativadas, viram circuito aberto. Sobram os dois 2Ω em série, de a até b passando por L:
RTh=RN=2+2=4Ω
R_Th: as duas fontes de corrente viram circuito aberto. De a, o 2 Ω de cima leva a L, e o 2 Ω de baixo leva de L ao fio de baixo: série, 4Ω.
Passo 4 — Norton e a carga:
IN=424=6Av=24⋅4+44=12V
Conferência — com o 4Ω no lugar, o sistema original dá vL=8V e vA=12V ✔ Por Norton: v=6⋅(4∥4)=6⋅2=12V ✔ Como RL=RTh, esta carga está por acaso no ponto de máxima transferência: p=122/4=36W.
Os dois equivalentes.IN=24/4=6A, com RN=4Ω.
A carga de 4 Ω religada ao Thévenin. Divisor de tensão: v=24⋅4/(4+4)=12V.
Determine os valores de v, i1 e i2. Considere o amplificador operacional como ideal.
A realimentação tem dois caminhos da saída até o nó inversor: o 24Ω direto, e o 8Ω até o nó de entrada seguido do 16Ω. É uma rede em T, e a chave é que o nó inversor continua sendo terra virtual.
Gabarito
v=−5V · i1=2425≈1,04A · i2=−1,25A
Passo a passo
Passo 1 — o terra virtual. Com a entrada não inversora aterrada e realimentação negativa,
v−=0i−=0
Chame vX o nó entre o 4Ω, o 8Ω vertical, o 16Ω e o 8Ω de cima; a saída é v.
o nó inversor é terra virtual. Com a não inversora no terra, v−=0 e i−=0. O nó X junta o 4 Ω, o 8 Ω vertical, o 16 Ω e o 8 Ω de cima.
Passo 2 — LKC no nó inversor. Só dois ramos chegam nele, o 16Ω e o 24Ω, e a soma tem de ser zero:
16vX+24v=0⟹v=−23vX
LKC no nó inversor: só o 16 Ω e o 24 Ω.16vX+24v=0, logo v=−23vX.
O sinal negativo diz que a corrente entra no amp. op. em vez de sair: a saída está negativa e a rede empurra corrente para dentro dela.
Conferência — LKC no nó inversor: 1610/3+24−5=4810−4810=0 ✔ LKC no nó X: entram (10−10/3)/4=35A e saem 125+245+2425=2440=35 ✔
i₁ e i₂.i1=810/3+5=2425A; i2=24−5+8−5−10/3=−1,25A — negativa, a corrente entra no amp. op.
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Questão 241º EE2024.2Resistência equivalente · Redução de uma rede de sete resistores3 ptsVer material
Determinar os valores de i1 e de i2.
No original o 30Ω está desenhado na diagonal; aqui ele aparece na vertical, com as mesmas ligações — vai do nó do 6Ω e do 12Ω até o fio de baixo, em paralelo com o 6Ω vertical.
Gabarito
i1=5A · i2=−3A
Passo a passo
Passo 1 — nomeie os quatro nós. Fio de baixo à esquerda como referência (D). O fio vertical da esquerda torna um só nó (B) o ponto de chegada do 4Ω, o começo do 6Ω, o do 12Ω, o do 32Ω e o topo do 15Ω. Chame E o nó onde chegam o 6Ω, o 12Ω e o 30Ω, e F o nó do fio de baixo à direita (pé do 6Ω vertical, do 30Ω e do 40Ω).
Os quatro nós: B, E, F e a referência D.B junta a chegada do 4Ω, o topo do 15Ω e o começo do 6Ω, do 12Ω e do 32Ω. E: onde chegam 6Ω, 12Ω e 30Ω. F: pé do 6Ω vertical, do 30Ω e do 40Ω.
Passo 2 — os dois paralelos.
6∥12=4Ω(B→E)6∥30=5Ω(E→F)
Em série, dão 4+5=9Ω de B até F.
Dois paralelos: 4 Ω de B a E e 5 Ω de E a F.6∥12=4Ω (de B a E) e 6∥30=5Ω (de E a F); em série, 9Ω de B até F.
Passo 3 — o caminho longo. Pelo alto, de B até F: 32+40=72Ω. Em paralelo com os 9Ω:
9∥72=819⋅72=8Ω
O caminho curto (9 Ω) ∥ o longo (72 Ω): 8 Ω de B a F. Por cima, 32+40=72Ω de B a F; com os 9Ω: 9∥72=81648=8Ω.
Passo 4 — feche a redução. De B até a referência há dois caminhos: o 15Ω direto, e os 8Ω até F mais o 2Ω:
8+2=10Ω⟹10∥15=6Ω⟹Req=4+6=10Ω
Passo 5 — as correntes:
i1=1050=5A⟹vB=6⋅5=30V
Em B a corrente se divide: 30/15=2A pelo 15Ω e 30/10=3A pelo caminho que passa por F. Esses 3A atravessam o 2Ωde F para D, ou seja, no sentido oposto à seta de i2:
i2=−3A
Conferência —vF=2⋅3=6V e vB−vF=8⋅3=24V, o que dá 30−6=24 ✔ Dos 3A, 24/9=2,67A vão pelo caminho curto e 24/72=0,33A pelo 32Ω ✔ E i1=2+3=5A ✔
i₁ = 5 A e a divisão em B: i₂ = −3 A.8+2=10Ω, 10∥15=6Ω, Req=4+6=10Ω: i1=5A e vB=30V. Em B: 30/15=2A pelo 15Ω e 30/10=3A pelo caminho de F, que atravessam o 2Ω contra a seta: i2=−3A.
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Questão 251º EE2024.2Supernó · Fonte de tensão flutuando entre dois nós4 ptsVer material
Determinar os valores de v e i usando dois métodos quaisquer de análise de circuitos.
A fonte de 6Vflutua entre dois nós, e o 3Ω de cima liga os mesmos dois nós. É o caso clássico de supernó: uma LKC para os dois juntos, e a restrição da fonte como segunda equação. O 3Ω interno se cancela. Este quesito caiu idêntico em 2024.2 e na 2ª chamada de 2024.1.
Gabarito
v=−2V · i=3A
Passo a passo
Passo 1 — método 1: supernó. Fio de baixo como referência. A fonte de 17V tem o − em cima, então o nó da esquerda está em −17V. Chame vM o nó do 2Ω da esquerda e vN o do 2Ω da direita; a fonte de 6V, com o − à esquerda, impõe
vN=vM+6
LKC no supernó {M,N} — as correntes que atravessam a fronteira, ignorando o 3Ω de cima e a própria fonte:
3Ω da esquerda3vM+17+2Ω2vM+2Ω da direita2vM+6+fonte de corrente2=0×6:2vM+34+3vM+3vM+18+12=0⟹8vM=−64vM=−8V⟹vN=−2V⟹v=−2V
O supernó e as correntes que atravessam a fronteira. A fonte de 6 V (− à esquerda) impõe vN=vM+6. A LKC do supernó soma só o que cruza a moldura; o 3Ω de cima e a própria fonte ficam dentro e não entram.
Passo 2 — a corrente i, que é a do ramo da fonte de 6V. LKC no nó M isolado, agora que os potenciais são conhecidos:
chega pelo 3Ω de cima3vN−vM=sai pelo 3Ω3vM+17+sai pelo 2Ω2vM+i3−2+8=39+2−8+i⟹2=3−4+i⟹i=3A
O nó M sozinho, para achar i. Aberto o supernó, o 3Ω de cima volta a contar: 2=3+(−4)+i, logo i=3 A.
Passo 3 — método 2: análise de malhas. O circuito tem quatro janelas, todas com corrente de malha no sentido horário: i1 na janela da esquerda (fonte de 17V, 3Ω e 2Ω da esquerda); i2 na janela de cima, fechada pelo 3Ω de cima e pela fonte de 6V; i3 na janela do meio, embaixo da fonte de 6V, entre os dois 2Ω; e i4 na janela da direita (2Ω da direita e fonte de 2A).
A fonte de 2A está só na malha 4, que desce por ela no sentido da seta, então ela fixai4=2A. As outras três malhas dão LKT, somando as quedas de tensão no sentido horário. Na malha 1 a fonte de 17V é atravessada de baixo para cima, do + para o −, e conta +17; nas malhas 2 e 3 a fonte de 6V é atravessada do + para o − pela malha 2 (que volta pela base da janela) e do − para o + pela malha 3:
A malha 2 se resolve sozinha: i2=−2A. Com i4=2, sobram 5i1−2i3=−17 e −i1+2i3=5; somando as duas, 4i1=−12:
i1=−3A,i3=1A
Pelo 2Ω da direita descem i3−i4, e pela fonte de 6V, da esquerda para a direita, passam i3−i2:
v=2(i3−i4)=2(1−2)=−2Vi=i3−i2=1−(−2)=3A
Os mesmos valores do método 1 ✔ E as outras correntes também batem: o 3Ω de cima conduz i2=−2A da esquerda para a direita, ou seja, 2A de N para M; e o 2Ω da esquerda conduz i1−i3=−4A para baixo, isto é, vM=2×(−4)=−8V.
Conferência de sinais —v dá negativo porque o nó da direita está abaixo da referência, empurrado para lá pela fonte de 2A que retira corrente. E o 3Ω da esquerda conduz 9/3=3Apara o nó da fonte de 17V, que é a única que entrega energia neste circuito.
Método 2: as quatro correntes de malha. A fonte de 2 A fixa i4=2 A. LKT: 17+3i1+2(i1−i3)=0, 3i2+6=0 e 2(i3−i1)−6+2(i3−i4)=0. Sai i1=−3 A, i2=−2 A e i3=1 A, logo v=2(i3−i4)=−2 V e i=i3−i2=3 A ✔
Determine os valores da tensão v e da corrente i utilizando o Princípio da Superposição.
Mesmo circuito que o 3º quesito de 2022.1, de 2023.2 e da 2ª chamada de 2024.1 — lá pedia-se Thévenin; aqui, superposição, e com i medida no 20Ω. Três fontes independentes, três subcircuitos.
Gabarito
v=12V · i=0,6A
Passo a passo
Passo 0 — convenções. Fio de baixo como referência. Chame P o nó entre os dois 6Ω e N o nó que reúne o segundo 6Ω, o 20Ω, o ramo do 5Ω e o 24Ω — todos ligados por fio. Então v=vN e i=vN/20.
Vale notar de saída que a condutância total que sai de N para a referência, fora do ramo de P, é
201+51+241=1206+24+5=247S
Passo 1 — só a fonte de 18V (a de 2A aberta, a de 20V em curto):
Só a fonte de 20 V ligada. Fonte de 18 V em curto, de 2 A aberta. Nó P: vP=vN/2; nó N: 9vN=96.
Passo 4 — soma:
v=4−38+332=4+8=12Vi=20v=0,6A
Conferência — as três parcelas de i valem 204=0,2, −208/3=−0,133 e 2032/3=0,533, somando 0,6A ✔ E pelo equivalente de Thévenin daquele mesmo circuito (13,5V e 3Ω, do 3º quesito de 2022.1), v=13,5⋅2724=12V ✔ — dois métodos, o mesmo número.
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Questão 271º EE2025.1Resistência equivalente · Três ramos em paralelo entre os trilhos3 ptsVer material
Determine os valores das correntes i1 e i2.
Os três ramos ligam o mesmo par de trilhos: estão todos em paralelo, e as duas fontes de corrente se combinam numa só. É a questão mais mecânica da prova, desde que a leitura da topologia esteja certa.
Gabarito
i1≈13,93A · i2≈1,87A
Passo a passo
Passo 1 — combine as fontes. As duas ligam os mesmos dois trilhos: a de 30A injeta no de cima, a de 8A retira dele. Sobra
Itotal=30−8=22A
As duas fontes viram uma só: 30 − 8 = 22 A. A de 30A injeta no trilho de cima e a de 8A retira dele: sobra uma fonte de 22A.
Conferência — as três correntes de ramo somam 139,30/25+13,93+2,499=5,572+13,93+2,499=22,00A ✔ E no par de cima, 1,87+0,62=2,499A ✔ Os números não são redondos — vale conferir a soma antes de entregar.
De volta ao circuito original: i₁ ≈ 13,93 A e i₂ ≈ 1,87 A.i1=139,30/10≈13,93A. No terceiro ramo i3=2,499A, que se divide no par 20∥60: i2=8060i3≈1,87A.
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Questão 281º EE2025.1Superposição · Supernó com fonte de tensão controlada4 ptsVer material
Determine os valores da tensão v e da corrente i por superposição. O circuito com a fonte de tensão deve ser resolvido pela Análise de Malhas e o circuito com a fonte de corrente, pela Análise de Nós.
A fonte controlada flutua entre os dois nós centrais, e o 5Ω liga os mesmos dois nós: é um supernó, e o 5Ω é interno a ele. Note também que a controlada tem o + à esquerda, o que joga o nó da direita para o negativo.
Gabarito
v=225V · i=90A
Passo a passo
Passo 0 — convenções. Fio de baixo como referência. Em qualquer dos dois subcircuitos, i é a corrente no 5Ω, da esquerda para a direita, e v é a tensão no 15Ω, com o + em cima. Cada subcircuito tem o seu método.
Para o Passo 1 (malhas), as correntes de malha, todas no sentido horário: i1 na janela da fonte de 50V (fonte, 10Ω de cima e 15Ω), i2 na janela de baixo entre o 15Ω e o 10Ω da direita (com a fonte controlada no topo) e i3 na janelinha de cima, entre a controlada e o 5Ω.
Para o Passo 2 (nós), chame vM o nó do 15Ω (que é a própria variável de controle, v=vM) e vN o nó do 10Ω da direita. A fonte controlada, com o + do lado de M, impõe
vM−vN=2v=2vM⟹vN=−vM
e daí i=5vM−vN=52vM.
Passo 1 — subcircuito da fonte de 50V, pela Análise de Malhas (a de 10A vira circuito aberto, e a janela dela some). As variáveis da questão, em correntes de malha:
v=15(i1−i2)i=i3
LKT nas três malhas, somando as quedas no sentido horário. A controlada fica entre a malha 2 e a malha 3; quem a percorre de M para N (malha 2) desce 2v, e quem a percorre de N para M (malha 3) sobe 2v:
As duas correntes de malha negativas só dizem que, na prática, elas circulam no sentido anti-horário.
Só a fonte de 50 V ligada. A fonte de 10 A sai do circuito (aberto). Malhas horárias: −50+10i1+15(i1−i2)=0, 15(i2−i1)+2v+10i2=0 e 5i3−2v=0, com v=15(i1−i2). Saem i2=3i1, i1=−2,5A, v′=75V e i′=i3=30A.
Passo 2 — subcircuito da fonte de 10A, pela Análise de Nós (a de 50V vira curto). LKC no supernó {M,N}, com vN=−vM:
Só a fonte de 10 A ligada. A fonte de 50 V vira fio e o 10 Ω da esquerda passa a ir para a referência. O supernó dá vM/15=10: v′′=150V e i′′=60A.
Passo 3 — soma:
v=75+150=225Vi=30+60=90A
Conferência — no circuito completo, vM=225V e vN=−225V. A LKC no supernó: sai (225−50)/10=17,5A pelo 10Ω da esquerda, 225/15=15A pelo 15Ω, entram 22,5A pelo 10Ω da direita e 10A da fonte — soma zero ✔ Os valores são grandes porque a fonte controlada, com ganho 2, realimenta positivamente o circuito: o denominador da solução ficou reduzido a 1/15.
Determine os circuitos equivalentes de Thévenin e de Norton fora dos pontos a e b.
Os terminais a e b estão dentro da rede: nada é removido, e VTh é simplesmente a tensão vab que o circuito já tem. Para RTh, as duas fontes de tensão viram fio — e aí a vai para a referência.
Passo 1 — os potenciais conhecidos. Fio de baixo como referência. A fonte de 4V (+ em cima) fixa o trilho de cima, e a de 3V (+ em cima) fixa o nó central:
va=4Vvc=3V
Passo 2 — VTh=vab. LKC no nó b, que recebe pelo 15Ω e pelo 10Ω e escoa pelo 10Ω de baixo:
V_Th: a tensão v_ab que o circuito já tem. Nada sai do circuito: VTh=va−vb=4−2,125=1,875V, que é a tensão sobre o 15Ω.
Passo 3 — RTh. Desative as duas fontes: ambas viram fio. Então a e o nó central c ficam ligados à referência. Olhando de b para dentro, sobram três caminhos até essa referência:
O 9Ωnão entra: com as duas fontes em curto, ele fica com os dois terminais no mesmo potencial.
R_Th: as duas fontes viram fio. Com as fontes em curto, a e c caem na referência: RTh=15∥10∥10=3,75Ω. O 9Ω fica com os dois lados no mesmo potencial e não entra.
Passo 4 — Norton:
IN=3,751,875=0,5A
Conferência direta de IN — curto-circuitando a e b, o nó b sobe para 4V. Aí o 15Ω não conduz, o 10Ω de cima leva (3−4)/10=−0,1A para b e o 10Ω de baixo escoa 0,4A — o curto tem de entregar 0,4+0,1=0,5A ✔
Conferência: a–b em curto dá I_N. Com o curto, b sobe para 4V: o 15Ω não conduz, o 10Ω de baixo escoa 0,4A e o de cima tira 0,1A de b, logo IN=0,5A.
Os equivalentes de Thévenin e de Norton.VTh=1,875V com RTh=3,75Ω, ou IN=0,5A com RN=3,75Ω.
Atenção: o 100Ω realimenta a entrada não inversora, não a inversora. Ainda assim, a conta que a prova espera é a de sempre — igualar v+ a v− e resolver.
Gabarito
v=25V · i=2,7A
Passo a passo
Passo 1 — a entrada inversora. O 20Ω liga a entrada inversora à fonte de 5V, e a entrada não puxa corrente. Sem corrente, o 20Ω não cai tensão:
v−=5V
v₋ é a própria fonte. A entrada inversora não puxa corrente, então o 20 Ω não cai tensão: v−=5V.
Passo 2 — a entrada não inversora. O 25Ω e o 100Ω formam um divisor entre a saída e o fio de baixo, e o nó do meio é a entrada não inversora (que também não puxa corrente):
v+=vo⋅100+2525=0,2vo
v₊ sai do divisor da saída. Sem corrente na entrada, v+=vo⋅100+2525=0,2vo.
Passo 3 — iguale as duas entradas:
0,2vo=5⟹vo=25V⟹v=25V
já que o 10Ω está ligado direto entre a saída e o fio de baixo.
iguale as duas entradas.0,2vo=5 dá vo=25V, e o 10 Ω está direto na saída: v=25V.
Passo 4 — a corrente da saída. Ela alimenta dois caminhos: a carga de 10Ω e o divisor da realimentação:
i=carga1025+divisor100+2525=2,5+0,2=2,7A
Conferência — com vo=25V, o nó da entrada não inversora fica em 0,2×25=5V, igual a v− ✔ E o divisor conduz 25/125=0,2A, que caem 0,2×25=5V no 25Ω ✔
Um cuidado que vale registrar — aqui a realimentação chega na entrada não inversora, isto é, é positiva. Num circuito real isso não estabiliza: qualquer desvio cresce e a saída vai ao limite da alimentação. A conta acima acha o único ponto de operação em que v+=v−, que é o que a prova pede, mas ele é um equilíbrio instável — diferente dos amplificadores inversor e não inversor das outras questões, onde a realimentação é negativa e o ponto é estável.
a corrente da saída se divide em dois caminhos.i=1025+100+2525=2,5+0,2=2,7A.
Determine os valores da tensão v e da corrente i por superposição. O circuito com a fonte de tensão deve ser resolvido pela Análise de Malhas e o circuito com a fonte de corrente, pela Análise de Nós.
O nó da direita da fonte controlada sobe pelo fio até o trilho de cima: o 5Ω, os dois 8Ω da direita e a fonte de 8A chegam todos naquele mesmo nó. Reconhecer isso reduz o problema a uma incógnita.
Gabarito
v=−7920≈−0,25V · i=158405≈2,56A
Passo a passo
Passo 0 — convenções. Fio de baixo como referência; a fonte de 10V (+ em cima) fixa o trilho da esquerda. Em qualquer dos dois subcircuitos, v é a tensão no 8Ω da esquerda (com o + em cima) e i é a corrente para baixo no 4Ω da direita. Cada subcircuito tem o seu método.
Para o Passo 1 (malhas), cinco correntes de malha, todas no sentido horário: i1 na janela da fonte (a fonte e os dois resistores da esquerda, o 8Ω e o 4Ω); i2 na janelinha entre os dois 4Ω; i3 na janela de cima, fechada pelo 8Ω da esquerda, pelo 5Ω, pelo fio que desce da direita e pela fonte controlada; i4 na janela de baixo, entre o 4Ω da direita, a controlada e o 8Ω do meio; e i5 na janela entre o 8Ω do meio e o da direita.
Para o Passo 2 (nós), chame vT o potencial do trilho da esquerda, x o do nó do meio (o mesmo do 8Ω da esquerda, dos dois 4Ω e da fonte controlada) e vQ o do nó da direita. Então
v=vT−xi=4xvQ=x−2v
Passo 1 — subcircuito da fonte de 10V, pela Análise de Malhas (a de 8A vira circuito aberto, e a janela dela some). As variáveis da questão, em correntes de malha:
v=8(i1−i3)i=i2−i4
LKT nas cinco malhas, somando as quedas no sentido horário. A controlada fica entre a malha 3, que a percorre da direita para a esquerda (do − para o +, sobe 2v), e a malha 4, que a percorre da esquerda para a direita (desce 2v):
Vá escrevendo tudo em função de i1. Na malha 3, com 2v=16(i1−i3), sai 29i3=24i1; logo i1−i3=295i1 e v=2940i1. A malha 5 dá i5=i4/2, e a malha 4 vira
Só a fonte de 10 V ligada. Fonte de 8 A aberta. Malhas horárias, com v=8(i1−i3) e i=i2−i4: −10+8(i1−i3)+4(i1−i2)=0, 4(i2−i1)+4(i2−i4)=0, 8(i3−i1)+5i3−2v=0, 4(i4−i2)+2v+8(i4−i5)=0 e 8(i5−i4)+8i5=0. Dão i1=435/158A.
Passo 2 — subcircuito da fonte de 8A, pela Análise de Nós (a de 10V vira curto, vT=0). Agora v=−x e vQ=3x; LKC no supernó formado pelo nó do meio e pelo da direita:
Conferência — no circuito completo, 79x=810, ou x=79810≈10,25V, e daí v=10−10,25=−0,25V ✔ e i=x/4≈2,56A ✔ O v quase nulo é resultado de duas parcelas grandes que quase se cancelam — se você errar uma delas, o sinal do resultado muda, e é o tipo de questão em que vale refazer as duas contas.
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Questão 321º EE2025.2Thévenin e Norton · A carga é uma fonte de corrente3 ptsVer material
Determine os circuitos equivalentes de Thévenin e de Norton fora dos pontos a e b e use um dos circuitos para determinar a tensão vna fonte.
A carga aqui é a fonte de 1A, e v é a tensão nos terminais dela. Removida a fonte, o que sobra é um divisor simples — e o equivalente de Thévenin faz o resto numa linha.
Passo 1 — remova a carga (a fonte de 1A) e tome o fio de baixo como referência. Sobram o 4Ω vindo da fonte de 8V e, do nó a até a referência, o par
12∥6=1812⋅6=4Ω
Passo 2 — VTh, por divisor de tensão entre dois 4Ω iguais:
VTh=8⋅4+44=4V
V_Th: a carga (fonte de 1 A) fora, a–b em aberto. Sem a fonte de 1A, o 12∥6=4Ω e o 4Ω de cima dividem os 8V ao meio: VTh=4V.
Passo 3 — RTh. A fonte de 8V vira fio, e de a para dentro ficam dois caminhos de 4Ω em paralelo:
RTh=RN=4∥4=2Ω
R_Th: a fonte de 8 V vira fio. Olhando de a–b: o 4Ω (agora ligado a b pelo fio) em paralelo com 12∥6=4Ω, logo RTh=4∥4=2Ω.
Passo 4 — Norton:
IN=24=2A
Os equivalentes de Thévenin e de Norton.VTh=4V com RTh=2Ω, ou IN=4/2=2A com RN=2Ω.
Passo 5 — a tensão na fonte de 1A. Ligando-a ao equivalente de Thévenin: a fonte injeta 1Aentrando por a, então ela levanta o potencial de a acima de VTh:
v=VTh+RTh⋅1=4+2=6V
Conferência — direto no circuito original, a LKC no nó a dá 1+48−va=4va, ou 12=2va, logo va=6V ✔ Por Norton, as duas fontes de corrente se somam: (2+1)×2=6V ✔ E note que a fonte de 1Aentrega6W ao circuito.
A fonte de 1 A ligada ao equivalente de Thévenin. A fonte empurra 1A para dentro de a, que volta pelo RTh contra a fonte de 4V: v=4+2⋅1=6V.
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Questão 331º EE2025.2Amp. op. · Duas entradas alimentadas pela mesma fonte3 ptsVer material
Determine os valores da tensão v e da corrente i.
A mesma fonte alimenta as duas entradas, cada uma por um 8Ω. A inversora tem ainda um 8Ω para o terra — isso a fixa em metade da fonte — e a não inversora recebe a realimentação do 32Ω.
Gabarito
v=−24V · i=−1741≈−2,41A
Passo a passo
Passo 1 — a entrada inversora. Ela não puxa corrente, então o 8Ω que vem da fonte e o 8Ω que vai ao terra formam um divisor descarregado:
v−=16⋅8+88=8V
v₋ sai de um divisor em vazio. A inversora não puxa corrente: v−=16⋅8+88=8V.
Passo 2 — o curto virtual dá o potencial da outra entrada:
v+=v−=8V
o curto virtual leva 8 V à não inversora.v+=v−=8V.
Passo 3 — LKC na entrada não inversora. Chegam correntes pelo 8Ω (da fonte) e pelo 32Ω (da saída), e a entrada não absorve nada:
O sinal negativo diz que a corrente entra no amp. op.: com a saída negativa, o 17Ω e o 32Ω empurram corrente para dentro dela.
Conferência — o 32Ω conduz 1A da entrada não inversora para a saída, e é exatamente o 1A que o 8Ω da fonte entrega àquele nó ✔ E o mesmo cuidado da prova anterior vale aqui: a realimentação chega na entrada não inversora, ou seja, é positiva — a conta acha o ponto em que v+=v−, mas num circuito real ele é instável.
a corrente da saída.i=17−24+32−24−8=−1724−1=−1741≈−2,41A — negativa, a corrente entra no amp. op.
Determine o valor da tensão v e da corrente i no circuito abaixo.
É a mesma escada de 2020.2 e 2024.1, com outros valores: reduz-se de dentro para fora, e cada divisão de corrente entrega uma resposta. Aqui i é a corrente do 12Ω.
Gabarito
v=8V · i=31A≈0,333A
Passo a passo
Passo 1 — a redução. Chame A o nó do 32Ω, B o do 8Ω vertical, C o nó de onde saem 6Ω e 12Ω e D o do 16Ω.
Primeiro degrau: de B saem 12 Ω e 24 Ω, e R_B = 8 Ω.6∥12=4Ω: ramo B→C=8+4=12Ω, ramo B→D=8+16=24Ω, e RB=12∥24=8Ω.
Segundo degrau: em A, 32 Ω ∥ 32 Ω, e R_eq = 20 Ω. Ramo A→B=24+8=32Ω; RA=32∥32=16Ω e Req=4+16=20Ω.
Passo 2 — a corrente da fonte:
iT=2060=3A⟹vA=16⋅3=48V
Passo 3 — as divisões. Em A os dois caminhos valem 32Ω: metade para cada lado, 1,5A. Chegando em B:
vB=8⋅1,5=12V⟹iB→C=1212=1A,iB→D=2412=0,5A
Voltando: i_T = 3 A, metade em cada caminho de A, e a divisão em B.iT=60/20=3A, vA=48V; 1,5A por cada caminho de A; em B, vB=8⋅1,5=12V, que manda 12/12=1A para C e 12/24=0,5A para D.
Passo 4 — as respostas.
v=16⋅0,5=8V
Em C, os 1A se dividem entre 6Ω e 12Ω, e i é a parcela do 12Ω:
i=6+126⋅1=31≈0,333A
Conferência —iT=1,5+1+0,5=3A ✔ E vC=4⋅1=4V, com i=4/12=1/3A ✔ Confere com a resolução da prova: i=0,333A e v=8V.
As respostas no circuito original: v = 8 V e i = 1/3 A.v=16⋅0,5=8V; em C o 1A se divide entre 6Ω e 12Ω, e i=186⋅1=31≈0,333A.
Determine o valor da tensão v e da corrente i no circuito abaixo, utilizando o Princípio da Superposição. O circuito com a fonte de tensão deve ser resolvido por Análise de Malhas e o com a fonte de corrente por Análise de Nós.
Aqui a fonte controlada faz uma coisa curiosa: como i=v2/2 e ela vale 2i=v2, a diferença v2−v3 é exatamente v2 — ou seja, v3=0. O nó da direita fica no potencial da referência, e o 8Ω some das equações.
Gabarito
v=310≈3,33V · i=310≈3,33A
Passo a passo
Passo 0 — a simplificação que abre a questão. Fio de baixo como referência. Chame v1 o potencial do nó de cima da fonte de 10V, v2 o do nó do meio (dos dois 2Ω) e v3 o do nó da direita. Como
i=2v2ev2−v3=2i=v2
resulta v3=0em qualquer subcircuito — o 8Ω não conduz nada, e o 10Ω enxerga a referência do lado direito. A conta é de Análise de Nós e serve direto ao Passo 2; no Passo 1, que pede malhas, ela não entra nas equações — reaparece só como conferência.
Passo 1 — subcircuito da fonte de 10V, pela Análise de Malhas (a de 5A vira circuito aberto, e a janela dela some). Quatro correntes de malha, todas no sentido horário: i1 na janela da fonte (a fonte, o 5Ω e o 2Ω da esquerda); i2 na janelinha entre os dois 2Ω; i3 na janela de cima, fechada pelo 5Ω, pelo 10Ω, pelo fio que desce da direita e pela fonte controlada; e i4 na janela de baixo, entre o 2Ω da direita, a controlada e o 8Ω. As variáveis da questão, em correntes de malha:
v=5(i1−i3)i=i2−i4
LKT nas quatro malhas, somando as quedas no sentido horário. A controlada fica entre a malha 3, que a percorre da direita para a esquerda (do − para o +, sobe 2i), e a malha 4, que a percorre da esquerda para a direita (desce 2i):
A malha 4 se resolve sozinha: com 2i=2(i2−i4), os dois primeiros termos se cancelam e sobra 8i4=0, ou i4=0. Nenhuma corrente no 8Ω — é o v3=0 do Passo 0, agora saído das malhas. Daí i=i2, e a malha 2 dá 4i2=2i1, ou i2=i1/2. A malha 3 fica 15i3=5i1+2i2=6i1, ou i3=52i1. Na malha 1:
Só a fonte de 10 V ligada. Fonte de 5 A aberta. Malhas horárias, com v=5(i1−i3) e i=i2−i4: −10+5(i1−i3)+2(i1−i2)=0, 2(i2−i1)+2(i2−i4)=0, 5(i3−i1)+10i3−2i=0 e 2(i4−i2)+2i+8i4=0. A malha 4 dá i4=0 (o 8 Ω não conduz); depois i1=2,5A.
Passo 2 — subcircuito da fonte de 5A, pela Análise de Nós (a de 10V vira curto, v1=0). LKC no supernó do meio e da direita, com v3=0:
Conferência — no circuito completo, a LKC no supernó dá 6v2=40, ou v2=320≈6,667V, e daí v=10−6,667=3,333V e i=v2/2=3,333A ✔ É exatamente o que a resolução da prova encontra (V2=320/48).
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Questão 361º EE2026.1Thévenin e Norton · Fonte controlada em paralelo com resistor3 ptsVer material
Determine o circuito equivalente de Thévenin e de Norton fora dos pontos a e b e utilize um dos dois circuitos para determinar o valor da tensão v entre os pontos a e b.
A fonte controlada de tensão está em paralelo com o 6Ω: ela fixa a diferença de potencial entre os dois nós, e o 6Ω é interno ao supernó que eles formam — sai das equações.
Gabarito
Thévenin: VTh=191110≈58,42V, RTh=1988≈4,63Ω · Norton: IN=44555≈12,61A · v=1395550≈39,93V (a resolução da prova arredonda para 40V)
Passo a passo
Passo 0 — convenções. Fio de baixo (b) como referência. Chame va o terminal a, vP o nó do outro lado da fonte controlada e vQ o nó do 5Ω. Então i=vQ/5 e a controlada, com o + do lado de a, impõe
va−vP=2i=52vQ
Passo 1 — VTh, com o 10Ω removido. LKC no supernó {a,P} (o 6Ω é interno):
8va−50+4vP−vQ=0
LKC no nó Q, com os 10A entrando:
4vP−vQ+10=5vQ
Das duas, com a restrição da fonte: va=130−1,6vQ e vP=1,8vQ−40, e daí
3,8vQ=170⟹vQ=19850⟹VTh=va=191110≈58,42V
V_Th: o 10 Ω fora, a–b em aberto. Supernó {a,P} (o 6Ω é interno) e LKC em Q: vQ=850/19 e VTh=va=1110/19≈58,42V.
Passo 2 — IN, com a–b em curto (va=0, logo vP=−0,4vQ). A LKC em Q dá
4−1,4vQ+10=5vQ⟹0,55vQ=10⟹vQ=11200V
e a LKC no supernó, agora incluindo o curto:
IN=850+4vQ−vP=425+1170=44555≈12,61A
I_N: a–b em curto. Com va=0, vP=−0,4vQ e vQ=200/11V; o curto recebe 50/8 do 8Ω mais (vQ−vP)/4 do 4Ω.
Passo 3 — RTh pela razão, que é o caminho obrigatório com fonte controlada:
RTh=INVTh=555/441110/19=1988≈4,63Ω
Os equivalentes de Thévenin e de Norton. Com fonte controlada, RTh=VTh/IN=88/19≈4,63Ω.
Conferência — resolvendo o circuito original com o 10Ω no lugar, o sistema dá 27,8vQ=1010 e va=2,2vQ−40=39,93V ✔ A resolução oficial da prova usa RTh=4,63Ω arredondado, obtém i≈4A e apresenta v=40V — a diferença de 0,07V é só do arredondamento.
O 10 Ω de volta, no equivalente de Thévenin. Divisor de tensão: v=VTh⋅RTh+1010=1395550≈39,93V.
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Questão 371º EE2026.1Amp. op. · Divisor de realimentação no terminal não inversor3 ptsVer material
Determine os valores da tensão v e da corrente i. (3º quesito alternativo da prova.)
Mesma configuração do 4º quesito de 2025.1, com outros valores. O 200Ω não conduz nada — a entrada inversora não puxa corrente —, então ela fica presa no potencial da fonte.
Gabarito
v=250V · i=2,7A
Passo a passo
Passo 1 — a entrada inversora. O 200Ω liga a inversora à fonte de 50V; sem corrente, sem queda:
v−=50V⟹v+=50V
v₋ é a fonte, e v₊ copia. Sem corrente, o 200 Ω não cai tensão: v−=50V, e o curto virtual dá v+=50V.
Passo 2 — a corrente do divisor. No nó da entrada não inversora chegam o 250Ω (que vem do fio de baixo) e o 1000Ω (que vem da saída), e a entrada não absorve nada. A corrente que sobe pelo 250Ω vale
i′=2500−50=−0,2A
a corrente do 250 Ω. Do fio de baixo (0 V) ao nó em 50 V: i′=2500−50=−0,2A — negativa, ela na verdade desce.
Passo 3 — a saída. Essa mesma i′ atravessa o 1000Ω:
i′=1000v+−v=−0,2⟹50−v=−200⟹v=250V
a mesma i’ atravessa o 1000 Ω.100050−v=−0,2 dá v=250V.
Passo 4 — as duas correntes da saída. A carga leva
io=100250=2,5A
e a LKC no nó de saída dá
i′+i=io⟹i=2,5−(−0,2)=2,7A
Conferência — o divisor confere: v+=v⋅1250250=250⋅0,2=50V, igual a v− ✔ É exatamente o que a resolução da prova apresenta.
O mesmo cuidado de sempre — a realimentação chega na entrada não inversora, logo é positiva. A conta encontra o único ponto com v+=v−, que é o que a prova cobra, mas trata-se de um equilíbrio instável: num circuito real a saída iria para o limite da alimentação.
LKC no nó de saída.io=250/100=2,5A e i′+i=io: i=2,5−(−0,2)=2,7A.
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Questão 381º EE2024.1 · 2ª chamadaSupernó · Resistor no fio de referência3 ptsVer material
Determinar os valores de v e de i.
O detalhe que muda tudo: há um resistor no fio de baixo. Ele parte o “trilho de referência” em dois nós distintos, e é justamente entre eles que v é medida.
Gabarito
v=−316≈−5,33V · i=31≈0,333A
Passo a passo
Passo 1 — nomeie os nós. Tome como referência o nó de baixo à direita (G2, que reúne o pé do 4Ω e o da fonte de 2A). Chame g o nó de baixo à esquerda (G1: pé da fonte de 18V, pé da de 3A e ponta esquerda do 2Ω), vB o nó do 6Ω com a fonte de 3A, e vC o do 4Ω. A fonte de 18V liga G1 ao topo do 6Ω:
vT=g+18v=g−0=g
O 2 Ω no fio de baixo parte a referência em dois nós. Com o terra em G2, a tensão v do 2Ω (+ à esquerda) é o próprio potencial g de G1. A fonte de 18 V, com o + em cima, põe o topo do 6Ω em g+18.
Passo 2 — LKC no supernó {T,G1}, os dois nós amarrados pela fonte de 18V:
6Ω6vT−vB+a fonte de 3 A puxa de G13+2Ω2g=0
O supernó T + G₁ e o que sai dele.T e G1 estão amarrados pela fonte de 18 V: um supernó só, que se comunica com o resto por três ramos — o 6Ω, a fonte de 3 A (que puxa de G1) e o 2Ω. A soma das três saídas é zero.
Passo 3 — LKC nos nós B e C:
3+6vT−vB=4+3vB−vC4+3vB−vC+2=4vC
Passo 4 — resolva. Do supernó, 6vT−vB=−3−2g. Levando na LKC de B:
3vB−vC=−2g−4
e na de C:
vC=8−2g⟹vB=−4−3,5g
Mas o supernó também dá vB=4g+36. Igualando:
4g+36=−4−3,5g⟹7,5g=−40⟹v=g=−316≈−5,33V
Passo 5 — a corrente i. O nó do topo do 6Ω só tem dois ramos: o próprio 6Ω e a fonte de 18V. Logo i (que desce pela fonte) é o negativo da corrente que sai pelo 6Ω:
6vT−vB=−3−2g=−3+38=−31A⟹i=31≈0,333A
Conferência — com g=−316: vT=338, vB=344 e vC=356V. A LKC em C fecha: 4−34+2=314, e vC/4=314 ✔ E o supernó: −31+3−38=0 ✔
Os potenciais e a corrente i. O topo do 6Ω só tem dois ramos, então a corrente que desce pela fonte é a que chega pelo 6Ω: (vT−vB)/6=−1/3 A no sentido T→B, isto é, i=1/3 A.
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Questão 391º EE2024.1 · 2ª chamadaSupernó · Fonte de tensão entre dois nós e um resistor por cima4 ptsVer material
Determinar os valores de v e i usando dois métodos quaisquer de análise de circuitos.
Duas armadilhas de sinal aqui. A fonte de 17V está invertida (o ”+” fica no fio de baixo), então o nó de cima à esquerda vale −17V. E a de 6V flutua entre dois nós essenciais: é caso de supernó — com o 3Ω de cima ligando esses mesmos dois nós, ele fica dentro do supernó e não entra na LKC.
Gabarito
v=−2V
·
i=3A
Passo a passo
Passo 1 — o terra e a fonte invertida. Terra no fio de baixo. Como o ”+” da fonte de 17V está embaixo, o nó de cima à esquerda fica em
vesq=−17V
Passo 2 — o vínculo do supernó. Com o ”−” da fonte de 6V no nó A e o ”+” no nó B:
vB−vA=6⟹vB=vA+6
Terra embaixo, −17 V à esquerda e o supernó. Com o + da fonte de 17 V embaixo, vesq=−17 V. A fonte de 6 V, − em A e + em B, amarra os dois nós: vB=vA+6.
Passo 3 — a LKC do supernó. Envolvendo A e B numa só superfície, o 3Ω de cima é interno e desaparece da conta. Entra a corrente do 3Ω da esquerda; saem os dois 2Ω e os 2A da fonte:
As correntes que cruzam a moldura. Entra (−17−vA)/3; saem vA/2, vB/2 e 2 A. O 3Ω de cima liga dois pontos de dentro da moldura e some da conta: vA=−8 V e vB=−2 V.
Passo 4 — a tensão pedida.v é a tensão do 2Ω da direita, com o ”+” em cima, isto é o próprio vB:
v=−2V
Passo 5 — a corrente pedida.i atravessa a fonte de 6V, então é preciso abrir o supernó. LKC no nó Asozinho, agora contando o 3Ω de cima:
−33−17+8=−42−8+i+−23−8−(−2)−3=−6+i⟹i=3A
O nó A sozinho, para achar i. Para i, que passa pela fonte de 6 V, abre-se o supernó e o 3Ω de cima volta a contar: −3=−4+i−2, logo i=3 A.
Passo 6 — método 2: análise de malhas. Os Passos 1 a 5 foram o método 1 (supernó). Para o segundo, o circuito tem quatro janelas, todas com corrente de malha no sentido horário: i1 na janela da esquerda (fonte de 17V, 3Ω e 2Ω do nó A); i2 na janela de cima, fechada pelo 3Ω de cima e pela fonte de 6V; i3 na janela do meio, embaixo da fonte de 6V, entre os dois 2Ω; e i4 na janela da direita (2Ω do nó B e fonte de 2A).
A fonte de 2A está só na malha 4, que desce por ela no sentido da seta, então ela fixai4=2A. As outras três malhas dão LKT, somando as quedas de tensão no sentido horário. A malha 1 sobe pela fonte de 17V do ”+” para o ”−”, e ela conta +17; a fonte de 6V é atravessada de B para A (do ”+” para o ”−”) pela malha 2, que volta pela base da sua janela, e de A para B (do ”−” para o ”+”) pela malha 3:
A malha 2 se resolve sozinha: i2=−2A. Com i4=2, sobram 5i1−2i3=−17 e −i1+2i3=5; somando as duas, 4i1=−12:
i1=−3A,i3=1A
Pelo 2Ω da direita descem i3−i4, e pela fonte de 6V, de A para B, passam i3−i2:
v=2(i3−i4)=2(1−2)=−2Vi=i3−i2=1−(−2)=3A
Os mesmos valores do método 1 ✔ E as correntes de ramo também batem com as do Passo 5: o 3Ω da esquerda conduz i1=−3A para a direita, o 2Ω do nó A conduz i1−i3=−4A para baixo, e o 3Ω de cima conduz i2=−2A de A para B, isto é, 2A de B para A.
Conferência — os dois nós saem negativos porque a fonte de 17V está de cabeça para baixo — quem esquecer isso acha +8 e +2 ✔ E repare no papel do 3Ω de cima: invisível para o supernó, essencial para achar i ✔
Sobre o gabarito — esta prova não tem resolução no acervo. O resultado foi obtido por supernó (método 1) e refeito por análise de malhas (método 2, o segundo método que o enunciado pede), com os mesmos valores.
Método 2: as quatro correntes de malha. A fonte de 2 A fixa i4=2 A. LKT: 17+3i1+2(i1−i3)=0, 3i2+6=0 e 2(i3−i1)−6+2(i3−i4)=0. Sai i1=−3 A, i2=−2 A e i3=1 A, logo v=2(i3−i4)=−2 V e i=i3−i2=3 A ✔
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Questão 401º EE2024.1 · 2ª chamadaThévenin e Norton · Equivalente com fonte de corrente por cima3 ptsVer material
Determinar o circuito equivalente de Thévenin e de Norton fora dos pontos a e b. A partir de um dos dois circuitos, encontre o valor da tensão entre os terminais a e b.
A fonte de 2A passa por cima do segundo 6Ω e aponta para a esquerda — ela tira corrente do nó da direita e devolve no da esquerda. Para o RTh, o truque é lembrar que zerar a fonte de 20V deixa o 5Ω ligado direto ao terra.
Gabarito
VTh=13,5V · RTh=3Ω · IN=4,5A
vab=12V
Passo a passo
Passo 1 — tire o 24Ω e ache a tensão de circuito aberto. Chame vC o nó entre os dois 6Ω e vD o nó do 20Ω (que é o terminal a).
LKC em C — entram a corrente da fonte de 18V e os 2A (que a fonte devolve neste nó):
618−vC+2=6vC−vD×630+vD=2vC
Passo 2 — LKC em D. Sai a corrente que a fonte de 2A puxa, mais o 20Ω e o ramo do 5Ω (cujo pé está preso em +20V):
V_Th: o 24 Ω fora, a–b em aberto. LKC em C e em D (com a fonte de 2A tirando de D e devolvendo em C): VTh=vD=13,5V.
Passo 4 — a resistência de Thévenin. Zere as fontes independentes: a de 18V vira curto (o primeiro 6Ω passa a ligar C ao terra), a de 2A vira aberto (o ramo dela desaparece) e a de 20V vira curto (o 5Ω vai direto ao terra).
Olhando de a–b, os três caminhos ficam em paralelo:
RTh=20∥5∥(6+6)=201+51+1211RTh=3Ω
R_Th: fontes independentes zeradas.18V e 20V viram fio, a de 2A some: RTh=20∥5∥(6+6)=3Ω.
Passo 5 — o equivalente de Norton.
IN=RThVTh=313,5=4,5ARN=RTh=3Ω
Os equivalentes de Thévenin e de Norton.VTh=13,5V com RTh=3Ω, ou IN=13,5/3=4,5A com RN=3Ω.
Passo 6 — a tensão em a–b. Recoloque o 24Ω no equivalente de Thévenin: é um divisor de tensão simples.
vab=13,5⋅24+324=12V
Conferência — pelo equivalente de Norton dá o mesmo: 4,5A em 3∥24=38Ω resulta em 4,5⋅38=12V ✔ E os números redondos (RTh=3, vab=12) são o sinal de que a leitura da fonte de 2A — apontando para a esquerda — está certa ✔
Sobre o gabarito — esta prova não tem resolução no acervo. O VTh saiu por análise nodal, o RTh pelo circuito morto, e as duas rotas (Thévenin e Norton) foram conferidas uma contra a outra.
O 24 Ω de volta, no equivalente de Thévenin. Divisor de tensão: vab=13,5⋅24+324=12V.
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Questão 411º EE2021.1Supernó · Fonte controlada de tensão entre dois nós3 ptsVer material
Determine os valores de i e de v no circuito abaixo.
A fonte controlada de tensão flutua entre dois nós essenciais: é supernó. E ela depende de i, que é a corrente do 10Ω do primeiro nó — ou seja, o vínculo do supernó vira uma relação entre as próprias tensões nodais. O 4Ω de cima liga os mesmos dois nós e some na LKC.
Gabarito
i=1,30A
·
v=0,26V
Passo a passo
Passo 1 — os nós. Terra no fio de baixo; V1 é o nó do 10Ω, V2 o do outro lado da fonte controlada e V3 o do 2Ω.
Passo 2 — o vínculo do supernó. A fonte vale 2i com o ”+” do lado de V1, e i=10V1:
V1−V2=2i=5V1⟹5V1−5V2=V1⟹V2=54V1
Os nós, o supernó e a variável de controle. A controlada tem o + do lado de V1: V1−V2=2i. Como i é a corrente do 10Ω, i=V1/10, e o vínculo vira V2=54V1.
Passo 3 — LKC do supernó (V1 e V2 juntos). O 4Ω de cima é interno e não entra:
Conferência — a fonte controlada vale 2i=2,61V, e de fato V1−V2=13,04−10,43=2,61 ✔ No nó V3: entram 5 A da fonte e 30,26=0,087 A do 3Ω, e saem 210,17=5,09 A pelo 2Ω ✔ Confere com a resolução da prova (iT=1,3 A e vT=0,26 V).
Sobre o enunciado — o acervo tem apenas a resolução desta prova; o circuito acima é o que ela desenha na verificação final, com as duas fontes independentes atuando juntas.
Os valores encontrados.i=V1/10=1,30 A e v=V2−V3=0,26 V. A controlada vale 2i=2,61 V, e de fato V1−V2=2,61 V ✔
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Questão 421º EE2021.1Thévenin e Norton · Equivalente com fonte controlada de corrente4 ptsVer material
Determinar os circuitos equivalentes de Thévenin e de Norton vistos dos pontos a e b, onde está ligada a carga R.
A fonte controlada de corrente vale 5v, onde v é a tensão do 5Ω do primeiro nó. Com fonte dependente no circuito, o RThnão sai zerando fontes: é preciso calcular Voc e isc e dividir um pelo outro.
Gabarito
VTh=20,83V · RTh=4,70Ω · IN=4,43A
Passo a passo
Passo 1 — o circuito aberto (R fora). Terra no fio de baixo; V1 é o nó do 5Ω da esquerda (com v=V1) e V2 o do outro lado da fonte controlada. Com R removido, o ramo do 5Ω horizontal com o 5Ω vertical soma 10Ω de V2 ao terra.
LKC no nó V1 — a fonte controlada retira5v dali:
1050−V1=5V1+4V1−V2+5V1×20111V1−5V2=100
Passo 2 — LKC no nó V2. Ela devolve os 5v aqui:
4V1−V2+5V1=10V2×20105V1=7V2⟹V2=15V1
Passo 3 — a tensão de Thévenin.
111V1−75V1=100⟹V1=36100=2,78VV2=41,67V
A tensão em a–b é a do 5Ω vertical, ou seja V2 dividido entre os dois 5Ω:
VTh=5⋅10V2=20,83V
V_Th: a carga R fora, a–b em aberto. Com R fora, V2 enxerga 5+5=10Ω até o terra: V2=15V1=41,67V e VTh=V2/2=20,83V.
Passo 4 — a corrente de curto. Curto-circuitando a–b, o 5Ω vertical fica em curto e o ramo de V2 passa a ser só o 5Ω horizontal. A primeira equação não muda; a segunda vira
I_N: a–b em curto. O curto anula o 5Ω vertical: V2 só enxerga o 5Ω horizontal, e IN=V2/5=4,43A.
Passo 5 — a resistência. Com fonte dependente, é a razão entre as duas:
RTh=iscVoc=4,4320,83=4,70Ω
Conferência — as duas contas compartilham a equação do nó V1 e diferem só no ramo de saída (10Ω aberto contra 5Ω em curto), o que é exatamente o que se espera ✔ E VTh=RTh⋅IN=4,70⋅4,43=20,8 V fecha o triângulo ✔ Confere com a resolução da prova.
Sobre o enunciado — o acervo tem apenas a resolução desta prova; o circuito acima é o que ela desenha, com a carga R nos terminais a–b.
Os equivalentes de Thévenin e de Norton. Com fonte dependente, RTh=Voc/isc=20,83/4,43=4,70Ω.
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Questão 431º EE2021.2Análise nodal · Fonte controlada que zera o resistor do meio3 ptsVer material
Determine o valor de v no circuito abaixo.
A fonte controlada de corrente vale v/4 e passa por cima do 12Ω: ela tira essa corrente do primeiro nó e devolve no segundo. O desfecho é bonito — ela deixa os dois nós no mesmo potencial, e o 12Ω não conduz nada.
Gabarito
v=12V
Passo a passo
Passo 1 — os nós. Terra no fio de baixo; V1 é o nó do 6Ω (logo v=V1) e V2 o do 4Ω.
i=6vi1=12V1−V2i2=4V2
Os dois nós e a tensão de controle. A tensão de controle v está sobre o 6Ω, entre V1 e o terra: v=V1. A fonte de cima tira V1/4 do nó V1 e entrega no nó V2.
Passo 2 — LKC no nó V2. Chegam a corrente do 12Ω e os v/4 da fonte controlada; sai a do 4Ω:
A LKC no nó V₂.12V1−V2+4V1=4V2 dá 4V1=4V2: os dois nós ficam no mesmo potencial.
Passo 3 — a consequência. Se os dois nós têm a mesma tensão, o 12Ω entre eles não conduz:
i1=0
Passo 4 — LKC no nó V1. Saem a corrente do 6Ω, os v/4 da fonte controlada e i1=0:
5=6V1+4V1+0=122V1+3V1=125V1v=V1=12V
Conferência — com v=12 V: i=2 A pelo 6Ω, a fonte controlada vale 3 A, e o 4Ω (com V2=12 V) leva 3 A — exatamente os 3 A que a fonte entrega ✔ A LKC do primeiro nó fecha em 2+3=5 A ✔ Confere com a resolução da prova, que chega a v=12 V pelos dois caminhos (Kirchhoff e análise nodal).
Sobre o enunciado — o acervo tem apenas a resolução desta prova; o circuito acima é o que ela desenha.
O 12 Ω sem corrente e os valores. Com V1=V2 o 12Ω não conduz, e a LKC em V1 fica 5=6V1+4V1: v=V1=12 V. Os 3 A da controlada são exatamente os que descem pelo 4Ω.