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ELET0013 · 60h

Circuitos Elétricos 1

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Questão 012º EE2018.1Condições iniciais · 0⁻, 0⁺ e as duas derivadas3 ptsVer material

O circuito abaixo está em regime permanente em t=0−t = 0^-. Determine i1i_1, i2i_2, dv/dtdv/dt e di/dtdi/dt em t=0+t = 0^+.

8 Ωi12 Ω+−18 Vt = 04 Hi2 Ωi21/4 F−+v

A chave está fechada antes de t=0t = 0 e abre em t=0t = 0 — é o que a resolução da prova mostra. Depois da abertura a fonte sai do circuito, e o que sobra é o 8 Ω8\ \Omega, o indutor, o 2 Ω2\ \Omega e o capacitor se descarregando.

Gabarito

i1(0+)=−4 Ai_1(0^+) = -4\ \mathrm{A} · i2(0+)=4 Ai_2(0^+) = 4\ \mathrm{A} · dv(0+)dt=0\dfrac{dv(0^+)}{dt} = 0 · di(0+)dt=−10 A/s\dfrac{di(0^+)}{dt} = -10\ \mathrm{A/s}

Passo a passo

Passo 1 — circuito em t=0−t = 0^- (chave fechada, regime permanente): o indutor vira fio e o capacitor vira circuito aberto. Com o indutor curto-circuitando os dois nós de cima, o 8 Ω8\ \Omega fica em paralelo com o 2 Ω2\ \Omega da direita:

8∥2=1610=1,6 Ω⟹iT=182+1,6=5 A8 \parallel 2 = \frac{16}{10} = 1{,}6\ \Omega \qquad\Longrightarrow\qquad i_T = \frac{18}{2 + 1{,}6} = 5\ \mathrm{A}vnoˊ=1,6⋅5=8 Vv_{\text{nó}} = 1{,}6 \cdot 5 = 8\ \mathrm{V}

Daí, o que importa guardar:

i(0−)=82=4 Av(0−)=8 Vi(0^-) = \frac{8}{2} = 4\ \mathrm{A} \qquad\qquad v(0^-) = 8\ \mathrm{V}
8 Ω2 Ω+−18 Vchave fechadaL: curtoi2 Ω−+vC: abertoi(0⁻) = 4 A · v(0⁻) = 8 V

Em t=0−t = 0^-. Chave fechada, indutor em curto, capacitor aberto. O 8 Ω8\ \Omega fica em paralelo com o 2 Ω2\ \Omega da direita (1,6 Ω1{,}6\ \Omega), a fonte entrega 18/3,6=5 A18/3{,}6 = 5\ \mathrm{A} e o nó de cima fica em 8 V8\ \mathrm{V}.

Passo 2 — continuidade:

i(0+)=4 Av(0+)=8 Vi(0^+) = 4\ \mathrm{A} \qquad\qquad v(0^+) = 8\ \mathrm{V}

Passo 3 — circuito em t=0+t = 0^+ (chave aberta): o indutor vira fonte de corrente de 4 A4\ \mathrm{A} e o capacitor, fonte de tensão de 8 V8\ \mathrm{V}. Sem a fonte de 18 V18\ \mathrm{V}, o único caminho para os 4 A4\ \mathrm{A} do indutor voltarem é o 8 Ω8\ \Omega:

i1(0+)=−i(0+)=−4 A\boxed{i_1(0^+) = -i(0^+) = -4\ \mathrm{A}}

O sinal é negativo porque a corrente sobe pelo 8 Ω8\ \Omega, contra a seta de i1i_1.

8 Ωi1ramo de 18 V(chave aberta)4 A−32 V8 V2 Ωi2+−8 Vi1 = −4 A · i2 = 4 A · iC = 0

Em t=0+t = 0^+. O indutor é uma fonte de 4 A4\ \mathrm{A} e o capacitor, uma de 8 V8\ \mathrm{V}. Os 4 A4\ \mathrm{A} só voltam pelo 8 Ω8\ \Omega, subindo (i1=−4 Ai_1 = -4\ \mathrm{A}, nó da esquerda em −32 V-32\ \mathrm{V}); à direita o 2 Ω2\ \Omega absorve os 4 A4\ \mathrm{A} inteiros e não sobra nada para o capacitor.

Passo 4 — i2i_2 e a derivada da tensão. O 2 Ω2\ \Omega da direita está direto sobre o capacitor:

i2(0+)=v(0+)2=82=4 A\boxed{i_2(0^+) = \frac{v(0^+)}{2} = \frac{8}{2} = 4\ \mathrm{A}}

A LKC no nó do capacitor dá i=i2+iCi = i_2 + i_C, logo

iC(0+)=4−4=0⟹dv(0+)dt=iC(0+)C=0i_C(0^+) = 4 - 4 = 0 \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{\frac{dv(0^+)}{dt} = \frac{i_C(0^+)}{C} = 0}

Passo 5 — a derivada da corrente. A tensão sobre o indutor é a diferença entre os dois nós. O nó da esquerda está em −8×4=−32 V-8 \times 4 = -32\ \mathrm{V} (os 4 A4\ \mathrm{A} sobem pelo 8 Ω8\ \Omega) e o da direita em +8 V+8\ \mathrm{V}:

vL(0+)=−32−8=−40 V⟹di(0+)dt=−404=−10 A/sv_L(0^+) = -32 - 8 = -40\ \mathrm{V} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{\frac{di(0^+)}{dt} = \frac{-40}{4} = -10\ \mathrm{A/s}}

Conferência — os sinais contam a história certa: a corrente do indutor vai cair (derivada negativa), porque sem a fonte não há nada que a sustente; e a tensão do capacitor começa plana, porque naquele instante toda a corrente do indutor é absorvida pelo 2 Ω2\ \Omega ✔

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Questão 022º EE2018.1Primeira ordem · Chave comutadora entre duas fontes3 ptsVer material

Determine a função i(t)i(t) para t>0t > 0, dado que o circuito está em regime permanente em t=0−t = 0^-.

+−50 Vfecha em t = 0+−20 Vabre em t = 04 Ω1/8 F−+v6 Ωi

No original a comutação é feita por uma chave de duas posições; aqui ela aparece como duas chaves complementares — uma abre e a outra fecha no mesmo instante, o que é a mesma coisa. Antes de t=0t = 0 manda a fonte de 20 V20\ \mathrm{V}; depois, a de 50 V50\ \mathrm{V}.

Gabarito

i(t)=5−3 e−10t/3 Ai(t) = 5 - 3\,e^{-10t/3}\ \mathrm{A}, para t>0t > 0 (com v(t)=30−18 e−10t/3 Vv(t) = 30 - 18\,e^{-10t/3}\ \mathrm{V})

Passo a passo

Passo 1 — condição inicial, com a fonte de 20 V20\ \mathrm{V}. Em regime permanente o capacitor é circuito aberto, então os 4 Ω4\ \Omega e 6 Ω6\ \Omega ficam em série:

i(0−)=204+6=2 A⟹v(0−)=6⋅2=12 Vi(0^-) = \frac{20}{4 + 6} = 2\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad v(0^-) = 6 \cdot 2 = 12\ \mathrm{V}

Pela continuidade, v(0+)=12 Vv(0^+) = 12\ \mathrm{V}.

+−50 Vaberta+−20 V4 Ω−+vC: aberto6 Ωii(0⁻) = 2 A · v(0⁻) = 12 V

Em t=0−t = 0^-. Só a fonte de 20 V20\ \mathrm{V} age, e o capacitor está aberto: 4 Ω4\ \Omega e 6 Ω6\ \Omega em série, i=20/10=2 Ai = 20/10 = 2\ \mathrm{A} e v=6⋅2=12 Vv = 6 \cdot 2 = 12\ \mathrm{V}.

Passo 2 — valor final, com a fonte de 50 V50\ \mathrm{V}. De novo o capacitor abre:

i(∞)=5010=5 A⟹v(∞)=6⋅5=30 Vi(\infty) = \frac{50}{10} = 5\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad v(\infty) = 6 \cdot 5 = 30\ \mathrm{V}
+−50 Vfechada+−20 Vaberta4 Ω−+vC: aberto6 Ωii(∞) = 5 A · v(∞) = 30 V

Em t→∞t \to \infty. Agora age a fonte de 50 V50\ \mathrm{V} e o ramo de 20 V20\ \mathrm{V} ficou pendurado. Capacitor aberto de novo: i=50/10=5 Ai = 50/10 = 5\ \mathrm{A} e v=30 Vv = 30\ \mathrm{V}.

Passo 3 — constante de tempo. Desativando a fonte de 50 V50\ \mathrm{V}, o capacitor vê os 4 Ω4\ \Omega em paralelo com os 6 Ω6\ \Omega:

Req=4∥6=2,4 Ω⟹τ=2,4⋅18=0,3 s⟹1τ=103 s−1R_{\mathrm{eq}} = 4 \parallel 6 = 2{,}4\ \Omega \qquad\Longrightarrow\qquad \tau = 2{,}4 \cdot \frac{1}{8} = 0{,}3\ \mathrm{s} \qquad\Longrightarrow\qquad \frac{1}{\tau} = \frac{10}{3}\ \mathrm{s^{-1}}
50 V: curto4 Ω1/8 F6 ΩReq = 4 ∥ 6 = 2,4 Ω · τ = 0,3 s

A constante de tempo. Fonte de 50 V50\ \mathrm{V} desligada (vira fio): pelos terminais do capacitor, o 4 Ω4\ \Omega e o 6 Ω6\ \Omega ficam em paralelo, Req=2,4 ΩR_{\mathrm{eq}} = 2{,}4\ \Omega e τ=2,4⋅18=0,3 s\tau = 2{,}4 \cdot \tfrac{1}{8} = 0{,}3\ \mathrm{s}.

Passo 4 — a fórmula dos três valores, aplicada a vv (que é a grandeza contínua):

v(t)=30+(12−30) e−t/0,3=30−18 e−10t/3 Vv(t) = 30 + (12 - 30)\,e^{-t/0{,}3} = \boxed{30 - 18\,e^{-10t/3}\ \mathrm{V}}

Passo 5 — de vv para ii, que é a corrente do 6 Ω6\ \Omega:

i(t)=v(t)6=5−3 e−10t/3 Ai(t) = \frac{v(t)}{6} = \boxed{5 - 3\,e^{-10t/3}\ \mathrm{A}}

Conferência — em t=0t = 0: i=5−3=2 Ai = 5 - 3 = 2\ \mathrm{A}, igual ao valor de 0−0^- (a corrente do 6 Ω6\ \Omega é contínua aqui porque vv é) ✔ Para tt grande, i→5 Ai \to 5\ \mathrm{A} ✔ Este é exatamente o resultado da resolução da prova, que chega nele montando a equação diferencial 3 dv/dt+10v=3003\,dv/dt + 10v = 300.

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Questão 032º EE2018.1Segunda ordem · Criticamente amortecido4 ptsVer material

Determine as funções v(t)v(t) e i(t)i(t) para t>0t > 0, dado que o circuito está em regime permanente em t=0−t = 0^-.

5 A2 Ωabre em t = 03 Ω5 Hi1/20 F−+v

A chave está em paralelo com o 3 Ω3\ \Omega: fechada, ela o curto-circuita. Ao abrir em t=0t = 0, o 3 Ω3\ \Omega entra no caminho — e o indutor e o capacitor, que estão em paralelo, formam um circuito de 2ª ordem.

Gabarito

i(t)=2+(3+6t) e−2t Ai(t) = 2 + (3 + 6t)\,e^{-2t}\ \mathrm{A} · v(t)=−60 t e−2t Vv(t) = -60\,t\,e^{-2t}\ \mathrm{V}, para t>0t > 0

Passo a passo

Passo 1 — condições iniciais. Com a chave fechada o 3 Ω3\ \Omega está curto-circuitado, e em regime permanente o indutor é fio e o capacitor é aberto. O indutor põe o nó em 0 V0\ \mathrm{V}, então o 2 Ω2\ \Omega não conduz e toda a fonte vai para o indutor:

i(0)=5 Av(0)=0 Vi(0) = 5\ \mathrm{A} \qquad\qquad v(0) = 0\ \mathrm{V}
5 A2 Ωchave fechada3 ΩiL: curto−+vC: abertoi(0⁻) = 5 A · v(0⁻) = 0

Em t=0−t = 0^-. Chave fechada (o 3 Ω3\ \Omega está em curto), indutor em fio, capacitor aberto. O indutor prende o nó em 0 V0\ \mathrm{V}: o 2 Ω2\ \Omega não conduz e os 5 A5\ \mathrm{A} vão todos para o indutor.

Passo 2 — o circuito para t>0t > 0. Com a chave aberta, a fonte de 5 A5\ \mathrm{A} em paralelo com o 2 Ω2\ \Omega equivale a 10 V10\ \mathrm{V} em série com 2 Ω2\ \Omega; somando o 3 Ω3\ \Omega, o par LL–CC é alimentado por 10 V10\ \mathrm{V} através de 5 Ω5\ \Omega.

+−10 V2 Ω + 3 Ω = 5 Ωfonte + 2 Ω + 3 Ω5 Hi1/20 F−+v

O circuito para t>0t \gt 0. Chave aberta: a fonte de 5 A5\ \mathrm{A} com o 2 Ω2\ \Omega vira 10 V10\ \mathrm{V} em série com 2 Ω2\ \Omega, e o 3 Ω3\ \Omega soma em série. O par LL–CC, em paralelo, é alimentado por 10 V10\ \mathrm{V} através de 5 Ω5\ \Omega.

Passo 3 — a equação diferencial. Com v=L di/dt=5 di/dtv = L\,di/dt = 5\,di/dt e iC=C dv/dt=120 dv/dti_C = C\,dv/dt = \tfrac{1}{20}\,dv/dt, a LKC no nó do capacitor dá

10−v5=i+120dvdt\frac{10 - v}{5} = i + \frac{1}{20}\frac{dv}{dt}

Substituindo vv e multiplicando por 44:

d2idt2+4 didt+4 i=8\boxed{\frac{d^2 i}{dt^2} + 4\,\frac{di}{dt} + 4\,i = 8}

Passo 4 — as frequências naturais. Comparando com a forma padrão, 2α=42\alpha = 4 e ω02=4\omega_0^2 = 4:

α=2=ω0⟹criticamente amortecido,s1=s2=−2\alpha = 2 = \omega_0 \qquad\Longrightarrow\qquad \text{criticamente amortecido}, \quad s_1 = s_2 = -2
5 Ω5 H1/20 Fα = 1/(2RC) = 2 · ω₀ = 1/√(LC) = 2

RLC paralelo. Com a fonte de 10 V10\ \mathrm{V} desligada (vira fio), o 5 Ω5\ \Omega fica em paralelo com LL e CC: α=12RC=12⋅5⋅1/20=2\alpha = \dfrac{1}{2RC} = \dfrac{1}{2 \cdot 5 \cdot 1/20} = 2 e ω0=1LC=15/20=2\omega_0 = \dfrac{1}{\sqrt{LC}} = \dfrac{1}{\sqrt{5/20}} = 2 — os mesmos da equação, caso crítico.

Passo 5 — resposta completa. A forçada é if=8/4=2 Ai_f = 8/4 = 2\ \mathrm{A}, e a natural do caso crítico é (A1+A2t)e−2t(A_1 + A_2 t)e^{-2t}:

i(t)=2+(A1+A2t) e−2ti(t) = 2 + (A_1 + A_2 t)\,e^{-2t}

Passo 6 — as duas constantes. De i(0)=5i(0) = 5:

2+A1=5⟹A1=32 + A_1 = 5 \qquad\Longrightarrow\qquad A_1 = 3

E da derivada, usando v(0)=0=5 di(0)dtv(0) = 0 = 5\,\dfrac{di(0)}{dt}, ou seja di(0)/dt=0di(0)/dt = 0:

didt∣0=A2−2A1=0⟹A2=6\frac{di}{dt}\bigg|_0 = A_2 - 2A_1 = 0 \qquad\Longrightarrow\qquad A_2 = 6i(t)=2+(3+6t) e−2t A\boxed{i(t) = 2 + (3 + 6t)\,e^{-2t}\ \mathrm{A}}

Passo 7 — a tensão, direto da relação do indutor:

v(t)=5 didt=5[6 e−2t−2(3+6t)e−2t]=5(−12t) e−2t=−60 t e−2t Vv(t) = 5\,\frac{di}{dt} = 5\big[6\,e^{-2t} - 2(3 + 6t)e^{-2t}\big] = 5(-12t)\,e^{-2t} = \boxed{-60\,t\,e^{-2t}\ \mathrm{V}}

Conferência — v(0)=0v(0) = 0 ✔, i(0)=5 Ai(0) = 5\ \mathrm{A} ✔, e para tt grande i→2 Ai \to 2\ \mathrm{A} — exatamente 10/510/5, o regime permanente do circuito novo ✔ A tensão é negativa para t>0t > 0, e tem de ser: a corrente do indutor está caindo de 55 para 2 A2\ \mathrm{A}, logo L di/dt<0L\,di/dt < 0. É o resultado que a resolução da prova apresenta.

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Questão 042º EE2024.1Condições iniciais · Três chaveamentos simultâneos3 ptsVer material

O circuito está em regime permanente em t=0−t = 0^-. Determine os valores de vv, ii, dv/dtdv/dt e di/dtdi/dt em 0−0^- e em 0+0^+.

+−50 Vfecha+−20 Vabre2 Ω2 Ω1/2 F−+vfecha5 Ω5 Ω2 Hi5 Aabrefecha10 A

No original há três chaves, duas delas comutadoras. Pela resolução da prova, antes de t=0t=0 valem a fonte de 20 V20\ \mathrm{V} e a de 5 A5\ \mathrm{A}, com a chave do trilho aberta; depois de t=0t=0 valem a de 50 V50\ \mathrm{V} e a de 10 A10\ \mathrm{A}, com a chave do trilho fechada.

Gabarito

Em 0−0^-: v=10 Vv = 10\ \mathrm{V}, i=5 Ai = 5\ \mathrm{A}, dv/dt=0dv/dt = 0, di/dt=0di/dt = 0 · Em 0+0^+: v=10 Vv = 10\ \mathrm{V}, i=5 Ai = 5\ \mathrm{A}, dv/dt=36 V/sdv/dt = 36\ \mathrm{V/s}, di/dt=17,5 A/sdi/dt = 17{,}5\ \mathrm{A/s}

Passo a passo

Passo 1 — circuito em 0−0^-. Fonte de 20 V20\ \mathrm{V}, chave do trilho aberta, fonte de 5 A5\ \mathrm{A}. Regime permanente: capacitor aberto, indutor em fio. Com a chave do trilho aberta, o circuito se parte em dois pedaços independentes.

Pedaço da esquerda: 20 V20\ \mathrm{V} em série com 2 Ω2\ \Omega, alimentando o 2 Ω2\ \Omega vertical (o capacitor não conduz):

v(0−)=20⋅22+2=10 Vv(0^-) = 20 \cdot \frac{2}{2+2} = \boxed{10\ \mathrm{V}}

Pedaço da direita: os 5 A5\ \mathrm{A} só têm o indutor (que é um fio) para escoar, porque o ramo dos dois 5 Ω5\ \Omega termina no mesmo potencial nos dois lados:

i(0−)=5 Ai(0^-) = \boxed{5\ \mathrm{A}}

E as duas derivadas em 0−0^- são nulas, porque em regime permanente nada varia:

iC(0−)=0⇒dv(0−)dt=0vL(0−)=0⇒di(0−)dt=0i_C(0^-) = 0 \Rightarrow \boxed{\frac{dv(0^-)}{dt} = 0} \qquad v_L(0^-) = 0 \Rightarrow \boxed{\frac{di(0^-)}{dt} = 0}
+−50 Vaberta+−20 V2 Ω2 Ω−+vabertoaberta5 Ω5 Ωicurto5 Aaberta10 Av(0⁻) = 10 V · i(0⁻) = 5 A

Em t=0−t = 0^-. Fonte de 20 V20\ \mathrm{V}, chave do trilho aberta, fonte de 5 A5\ \mathrm{A}; capacitor aberto e indutor em curto. À esquerda, o divisor dá v=10 Vv = 10\ \mathrm{V}; à direita, o indutor curto-circuita o ramo dos dois 5 Ω5\ \Omega e leva os 5 A5\ \mathrm{A} inteiros.

Passo 2 — continuidade: v(0+)=10 Vv(0^+) = 10\ \mathrm{V} e i(0+)=5 Ai(0^+) = 5\ \mathrm{A}.

Passo 3 — circuito em 0+0^+. Agora: 50 V50\ \mathrm{V}, chave do trilho fechada, 10 A10\ \mathrm{A}. O capacitor vira fonte de 10 V10\ \mathrm{V} e o indutor, fonte de 5 A5\ \mathrm{A}. Com a chave fechada, os dois 5 Ω5\ \Omega e o 2 Ω2\ \Omega passam a compartilhar o mesmo nó de 10 V10\ \mathrm{V}:

i2Ω=102=5 Ai5Ω,vert=105=2 Ai_{2\Omega} = \frac{10}{2} = 5\ \mathrm{A} \qquad i_{5\Omega,\text{vert}} = \frac{10}{5} = 2\ \mathrm{A}

A fonte de 50 V50\ \mathrm{V} entrega, pelo 2 Ω2\ \Omega de cima,

iT=50−102=20 Ai_T = \frac{50 - 10}{2} = 20\ \mathrm{A}
+−50 V+−20 Vaberta2 Ω20 A2 Ω+−10 Vfechada5 Ω5 Ω5 A35 V5 Aaberta5 A10 AiC = 20 + 5 − 5 − 2 = 18 A · vL = 10 + 25 = 35 V

Em t=0+t = 0^+. Fonte de 50 V50\ \mathrm{V}, chave do trilho fechada, fonte de 10 A10\ \mathrm{A}; o capacitor é uma fonte de 10 V10\ \mathrm{V} e o indutor, uma de 5 A5\ \mathrm{A}. Pelo 2 Ω2\ \Omega de cima chegam 20 A20\ \mathrm{A}; da direita, 10−5=5 A10 - 5 = 5\ \mathrm{A} pelo 5 Ω5\ \Omega horizontal; saem 5 A5\ \mathrm{A} e 2 A2\ \mathrm{A} pelos resistores verticais, e sobram 18 A18\ \mathrm{A} para o capacitor.

Passo 4 — a derivada da tensão. No nó do capacitor: chegam 20 A20\ \mathrm{A} da fonte e mais o que vem da direita pelo 5 Ω5\ \Omega horizontal; saem 5 A5\ \mathrm{A} pelo 2 Ω2\ \Omega, 2 A2\ \mathrm{A} pelo 5 Ω5\ \Omega vertical e iCi_C pelo capacitor.

Do lado direito, o nó do indutor recebe 10 A10\ \mathrm{A} da fonte e escoa 5 A5\ \mathrm{A} pelo indutor — sobram 5 A5\ \mathrm{A}, que vêm pelo 5 Ω5\ \Omega horizontal para a esquerda. Logo

iC(0+)=20+5−5−2=18 A⟹dv(0+)dt=iCC=181/2=36 V/si_C(0^+) = 20 + 5 - 5 - 2 = 18\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{\frac{dv(0^+)}{dt} = \frac{i_C}{C} = \frac{18}{1/2} = 36\ \mathrm{V/s}}

Passo 5 — a derivada da corrente. Os 5 A5\ \mathrm{A} atravessam o 5 Ω5\ \Omega horizontal da direita para a esquerda, então o nó do indutor está 5×5=25 V5 \times 5 = 25\ \mathrm{V} acima do nó do capacitor:

vL(0+)=10+25=35 V⟹di(0+)dt=352=17,5 A/sv_L(0^+) = 10 + 25 = 35\ \mathrm{V} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{\frac{di(0^+)}{dt} = \frac{35}{2} = 17{,}5\ \mathrm{A/s}}

Conferência — as duas grandezas de estado (vv e ii) não saltam, e as duas derivadas saltam de zero para valores grandes: é exatamente o que se espera de um circuito que sai do repouso quando três chaves agem ao mesmo tempo ✔ Todos os números conferem com a resolução da prova.

00:00
Questão 052º EE2023.2Condições iniciais · Duas chaves que fecham juntas3 ptsVer material

O circuito está em regime permanente em t=0−t = 0^-. Determine os valores de vv, ii e di/dtdi/dt em 0−0^- e em 0+0^+.

+−80 V10 Ωabre2 Hi5 Ω10 Ω−+vfecha10 Ω10 A

Pela convenção da apostila (seção 4.3), é a seta que manda. Na chave da esquerda ela aponta para longe do contato: a chave está fechada antes de t=0t=0 e abre no instante zero, tirando a fonte de 80 V80\ \mathrm{V} do circuito. Na da direita a seta aponta para o contato: ela está aberta antes e fecha em t=0t=0, trazendo a fonte de 10 A10\ \mathrm{A}. A troca é completa: uma fonte sai, a outra entra.

Gabarito

Em 0−0^-: v=0v = 0, i=8 Ai = 8\ \mathrm{A}, di/dt=0di/dt = 0 · Em 0+0^+: v=10 Vv = 10\ \mathrm{V}, i=8 Ai = 8\ \mathrm{A}, di/dt=−15 A/sdi/dt = -15\ \mathrm{A/s}

Passo a passo

Passo 1 — circuito em 0−0^- (chave da esquerda fechada, chave da direita aberta, regime permanente, indutor vira fio).

Esquerda e meio: a fonte de 80 V80\ \mathrm{V} com o 10 Ω10\ \Omega chega ao nó do indutor, que, sendo um fio, põe esse nó em 0 V0\ \mathrm{V}. Toda a corrente desce pelo indutor —

i(0−)=8010=8 Ai(0^-) = \frac{80}{10} = \boxed{8\ \mathrm{A}}

e o 5 Ω5\ \Omega e o 10 Ω10\ \Omega do meio, com as duas pontas em 0 V0\ \mathrm{V}, não conduzem:

v(0−)=0\boxed{v(0^-) = 0}

Direita: a fonte de 10 A10\ \mathrm{A} com o seu 10 Ω10\ \Omega, isolada pela chave aberta, não influencia nada do que se pede.

E como estamos em regime permanente, vL(0−)=0v_L(0^-) = 0, logo

di(0−)dt=0\boxed{\frac{di(0^-)}{dt} = 0}
+−80 V10 ΩfechadaL: curto8 A5 Ω10 Ωaberta10 Ω10 Ai(0⁻) = 80/10 = 8 A · v(0⁻) = 0

Em t=0−t = 0^-. O indutor é um fio e põe o nó dele em 0 V0\ \mathrm{V}: toda a corrente da fonte de 80 V80\ \mathrm{V} desce por ele, e o 5 Ω5\ \Omega e o 10 Ω10\ \Omega do meio, sem tensão, não conduzem. A fonte de 10 A10\ \mathrm{A} fica isolada pela chave aberta.

Passo 2 — continuidade: i(0+)=8 Ai(0^+) = 8\ \mathrm{A}.

Passo 3 — circuito em 0+0^+ (a chave da esquerda abriu e a da direita fechou). A fonte de 80 V80\ \mathrm{V} e o seu 10 Ω10\ \Omega saem do circuito; o indutor vira fonte de corrente de 8 A8\ \mathrm{A}, e a fonte de 10 A10\ \mathrm{A} passa a alimentar o meio. O nó do indutor agora só se liga ao 5 Ω5\ \Omega, então toda a corrente do indutor vem por ele:

i5Ω=8 A(da direita para a esquerda)i_{5\Omega} = 8\ \mathrm{A} \quad \text{(da direita para a esquerda)}

No nó da direita, os dois 10 Ω10\ \Omega ficam em paralelo (mesma tensão vv) e a LKC é

10=v10+v10+8⟹v5=2⟹v(0+)=10 V10 = \frac{v}{10} + \frac{v}{10} + 8 \qquad\Longrightarrow\qquad \frac{v}{5} = 2 \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{v(0^+) = 10\ \mathrm{V}}

Passo 4 — a derivada. Os 8 A8\ \mathrm{A} atravessam o 5 Ω5\ \Omega da direita para a esquerda, então

v5Ω=5⋅8=40 Vv_{5\Omega} = 5 \cdot 8 = 40\ \mathrm{V}

e a LKT no laço que contém o indutor, o 5 Ω5\ \Omega e o 10 Ω10\ \Omega dá

vL(0+)=v−v5Ω=10−40=−30 Vv_L(0^+) = v - v_{5\Omega} = 10 - 40 = -30\ \mathrm{V}di(0+)dt=−302=−15 A/s\boxed{\frac{di(0^+)}{dt} = \frac{-30}{2} = -15\ \mathrm{A/s}}
+−80 V10 Ωaberta8 A−30 V5 Ω8 A10 Ω−+vfechada10 Ω10 Av(0⁺) = 10 V · vL = −30 V

Em t=0+t = 0^+. O ramo de 80 V80\ \mathrm{V} saiu, e o indutor é uma fonte de 8 A8\ \mathrm{A}. Os dois 10 Ω10\ \Omega ficam em paralelo com a fonte de 10 A10\ \mathrm{A}; dos 10 A10\ \mathrm{A}, 88 seguem pelo 5 Ω5\ \Omega para o indutor e sobra 1 A1\ \mathrm{A} para cada 10 Ω10\ \Omega.

Conferência — a LKC no nó da direita fecha: 10=1+1+810 = 1 + 1 + 8 ✔ E o sinal negativo da derivada faz sentido: sem a fonte de 80 V80\ \mathrm{V}, o indutor passa a empurrar sua corrente contra o 5 Ω5\ \Omega e os dois 10 Ω10\ \Omega, e ela começa a cair. Todos os valores conferem com a resolução da prova.

Sobre a leitura das chaves — esta questão já esteve no site com as duas chaves fechando em t=0t=0. Assim, a fonte de 80 V80\ \mathrm{V} ficaria ligada depois do chaveamento e a resposta não fecharia: daria v(0+)=37,5 Vv(0^+) = 37{,}5\ \mathrm{V}, e não os 10 V10\ \mathrm{V} da resolução da prova. A seta da chave da esquerda, no original, aponta para longe do contato: ela abre.

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Questão 062º EE2023.2Primeira ordem · Chave que abre e insere um resistor3 ptsVer material

Determine a tensão vv para t>0t > 0, dado que o circuito está em regime permanente em t<0t < 0.

+−16 V4 Ωiabre4 Ω−+v1/2 H

A chave está em paralelo com o segundo 4 Ω4\ \Omega: fechada, ela o curto-circuita. Ao abrir em t=0t=0 ela insere o resistor no caminho, o que dobra a resistência do laço e derruba a corrente à metade.

Gabarito

v(t)=8+8 e−16t Vv(t) = 8 + 8\,e^{-16t}\ \mathrm{V}, para t>0t > 0 (com i(t)=2(1+e−16t) Ai(t) = 2\left(1 + e^{-16t}\right)\ \mathrm{A})

Passo a passo

Passo 1 — condição inicial. Com a chave fechada o segundo 4 Ω4\ \Omega está curto-circuitado, e em regime permanente o indutor é um fio. Sobra a fonte com o primeiro 4 Ω4\ \Omega:

i(0)=164=4 Ai(0) = \frac{16}{4} = 4\ \mathrm{A}
+−16 V4 Ωichave fechada4 Ω−+vL: curtoi(0⁻) = 16/4 = 4 A · v(0⁻) = 0

Em t=0−t = 0^-. Chave fechada: o segundo 4 Ω4\ \Omega está em curto. Com o indutor em fio, só o primeiro 4 Ω4\ \Omega limita a corrente, i=16/4=4 Ai = 16/4 = 4\ \mathrm{A}.

Passo 2 — a equação para t>0t > 0. Chave aberta, os dois 4 Ω4\ \Omega em série com o indutor. A LKT dá

16=4i+4i+12didt⟹didt+16 i=3216 = 4i + 4i + \frac{1}{2}\frac{di}{dt} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{\frac{di}{dt} + 16\,i = 32}

Passo 3 — resposta natural e forçada. A característica é s+16=0s + 16 = 0, logo s=−16s = -16 e in=A e−16ti_n = A\,e^{-16t}. A forçada é constante:

16 if=32⟹if=2 A16\,i_f = 32 \qquad\Longrightarrow\qquad i_f = 2\ \mathrm{A}

que é o mesmo que a fórmula dos três valores daria: i(∞)=16/8=2 Ai(\infty) = 16/8 = 2\ \mathrm{A} e τ=L/R=1/28=116 s\tau = L/R = \tfrac{1/2}{8} = \tfrac{1}{16}\ \mathrm{s}.

+−16 V4 Ωiaberta4 Ω−+vL: curtoi(∞) = 16/8 = 2 A · v(∞) = 8 V

Em t→∞t \to \infty. Chave aberta, indutor em fio de novo: os dois 4 Ω4\ \Omega em série dividem a fonte ao meio, i=2 Ai = 2\ \mathrm{A} e v=8 Vv = 8\ \mathrm{V}.

16 V: curto4 Ω4 Ω1/2 HReq = 8 Ω · τ = L/R = 1/16 s

A constante de tempo. Fonte desligada (vira fio): o indutor vê os dois 4 Ω4\ \Omega em série, Req=8 ΩR_{\mathrm{eq}} = 8\ \Omega, e τ=1/28=116 s\tau = \tfrac{1/2}{8} = \tfrac{1}{16}\ \mathrm{s} — o mesmo s=−16s = -16 da equação característica.

Passo 4 — a constante, imposta na resposta completa:

i(t)=A e−16t+2i(0)=4=A+2⟹A=2i(t) = A\,e^{-16t} + 2 \qquad i(0) = 4 = A + 2 \qquad\Longrightarrow\qquad A = 2i(t)=2+2 e−16t=2(1+e−16t) A\boxed{i(t) = 2 + 2\,e^{-16t} = 2\left(1 + e^{-16t}\right)\ \mathrm{A}}

Passo 5 — a tensão pedida é a do segundo 4 Ω4\ \Omega, que conduz a mesma ii:

v(t)=4 i(t)=8+8 e−16t V\boxed{v(t) = 4\,i(t) = 8 + 8\,e^{-16t}\ \mathrm{V}}

Conferência — em t=0t=0: v=16 Vv = 16\ \mathrm{V}, que é toda a tensão da fonte, porque naquele instante a corrente ainda é 4 A4\ \mathrm{A} e o primeiro 4 Ω4\ \Omega também cai 16 V16\ \mathrm{V}… na verdade a soma fecha com vL(0+)=16−16−16=−16 Vv_L(0^+) = 16 - 16 - 16 = -16\ \mathrm{V}, coerente com a corrente caindo ✔ Para tt grande, v→8 Vv \to 8\ \mathrm{V}, metade da fonte, como manda o divisor de dois resistores iguais ✔

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Questão 072º EE2023.2Segunda ordem · Subamortecido excitado por degrau4 ptsVer material

Determinar a tensão vv e a corrente ii para t>0t > 0, para ig(t)=2 u(t) Ai_g(t) = 2\,u(t)\ \mathrm{A}.

ig4 Ωi1 H1/5 F−+v

ig=2 u(t)i_g = 2\,u(t) significa fonte de 2 A2\ \mathrm{A} ligada em t=0t=0 — antes disso ela vale zero, e o circuito está em repouso completo. Dois armazenadores que não se associam (LL no ramo do 4 Ω4\ \Omega, CC no outro): 2ª ordem.

Gabarito

i(t)=2−e−2t(2cos⁡t+4 sen t) Ai(t) = 2 - e^{-2t}\left(2\cos t + 4\,\mathrm{sen}\,t\right)\ \mathrm{A} · v(t)=8−e−2t(8cos⁡t+6 sen t) Vv(t) = 8 - e^{-2t}\left(8\cos t + 6\,\mathrm{sen}\,t\right)\ \mathrm{V}

Passo a passo

Passo 1 — condições iniciais. Para t<0t<0 a fonte vale zero e nada está carregado:

i(0)=0v(0)=0i(0) = 0 \qquad\qquad v(0) = 0
2 A4 Ωi0 A+−0 ViCi(0⁺) = 0 · v(0⁺) = 0 · iC(0⁺) = 2 A

Em t=0+t = 0^+. A fonte acabou de ligar, mas nada está carregado: o indutor é uma fonte de 0 A0\ \mathrm{A} (aberto) e o capacitor, uma de 0 V0\ \mathrm{V} (curto). Os 2 A2\ \mathrm{A} vão inteiros para o capacitor, dv(0+)/dt=2/(1/5)=10 V/sdv(0^+)/dt = 2/(1/5) = 10\ \mathrm{V/s}.

Passo 2 — as duas relações. A LKT no ramo do 4 Ω4\ \Omega com o indutor, cuja tensão total é a do capacitor:

v=4i+didtv = 4i + \frac{di}{dt}

E a LKC no nó de cima, com a fonte já valendo 2 A2\ \mathrm{A}:

2=i+15dvdt2 = i + \frac{1}{5}\frac{dv}{dt}

Passo 3 — elimine vv. Substituindo a primeira na segunda e multiplicando por 55:

d2idt2+4 didt+5 i=10\boxed{\frac{d^2 i}{dt^2} + 4\,\frac{di}{dt} + 5\,i = 10}

Passo 4 — as frequências naturais. Comparando com a forma padrão, 2α=42\alpha = 4 e ω02=5\omega_0^2 = 5:

α=2ω0=5≈2,24⟹α<ω0: subamortecido\alpha = 2 \qquad \omega_0 = \sqrt{5} \approx 2{,}24 \qquad\Longrightarrow\qquad \alpha < \omega_0: \ \textbf{subamortecido}ωd=ω02−α2=5−4=1 rad/ss1,2=−2±j 1\omega_d = \sqrt{\omega_0^2 - \alpha^2} = \sqrt{5 - 4} = 1\ \mathrm{rad/s} \qquad s_{1,2} = -2 \pm j\,1
ig: aberta4 Ω1 H1/5 Fα = R/2L = 2 · ω₀ = 1/√(LC) = √5

RLC série. Com a fonte de corrente desligada (aberta), sobra um laço só com o 4 Ω4\ \Omega, o indutor e o capacitor: α=R2L=2\alpha = \dfrac{R}{2L} = 2 e ω0=1LC=5\omega_0 = \dfrac{1}{\sqrt{LC}} = \sqrt{5} — os mesmos da equação.

Passo 5 — resposta completa. A forçada é if=10/5=2 Ai_f = 10/5 = 2\ \mathrm{A}:

i(t)=2+e−2t(A1cos⁡t+A2 sen t)i(t) = 2 + e^{-2t}\left(A_1 \cos t + A_2\,\mathrm{sen}\,t\right)
2 A4 ΩiL: curto−+vi(∞) = 2 A · v(∞) = 4 · 2 = 8 V

Em t→∞t \to \infty. Indutor em fio, capacitor aberto: os 2 A2\ \mathrm{A} da fonte atravessam o 4 Ω4\ \Omega, e é esse o valor forçado, if=2 Ai_f = 2\ \mathrm{A}, com v=8 Vv = 8\ \mathrm{V}.

Passo 6 — as duas constantes, impostas na resposta completa. De i(0)=0i(0) = 0:

2+A1=0⟹A1=−22 + A_1 = 0 \qquad\Longrightarrow\qquad A_1 = -2

E de v(0)=0v(0) = 0, usando v=4i+di/dtv = 4i + di/dt:

0=4A1+8−2A1+A2⟹A2=−40 = 4A_1 + 8 - 2A_1 + A_2 \qquad\Longrightarrow\qquad A_2 = -4i(t)=2−e−2t(2cos⁡t+4 sen t) A\boxed{i(t) = 2 - e^{-2t}\left(2\cos t + 4\,\mathrm{sen}\,t\right)\ \mathrm{A}}

Passo 7 — a tensão, pela relação do ramo:

v=4i+didt=8−e−2t(8cos⁡t+16 sen t)+10 e−2t sen tv = 4i + \frac{di}{dt} = 8 - e^{-2t}\left(8\cos t + 16\,\mathrm{sen}\,t\right) + 10\,e^{-2t}\,\mathrm{sen}\,tv(t)=8−e−2t(8cos⁡t+6 sen t) V\boxed{v(t) = 8 - e^{-2t}\left(8\cos t + 6\,\mathrm{sen}\,t\right)\ \mathrm{V}}

Conferência — em t=0t=0: i=2−2=0i = 2 - 2 = 0 ✔ e v=8−8=0v = 8 - 8 = 0 ✔ Para tt grande, o indutor vira fio e o capacitor abre, então toda a fonte atravessa o 4 Ω4\ \Omega: i→2 Ai \to 2\ \mathrm{A} e v→8 Vv \to 8\ \mathrm{V} ✔ Com ωd=1 rad/s\omega_d = 1\ \mathrm{rad/s} o período é 2π≈6,3 s2\pi \approx 6{,}3\ \mathrm{s}, e o envelope e−2te^{-2t} apaga tudo em ≈2,5 s\approx 2{,}5\ \mathrm{s} — menos de meia oscilação aparece. Confere com a resolução da prova.

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Questão 082º EE2022.2Condições iniciais · Capacitor por cima de dois resistores3 ptsVer material

Se o circuito está em regime permanente em t=0−t = 0^-, determine os valores de ii, vv, dv/dtdv/dt e di/dtdi/dt em 0−0^- e em 0+0^+.

6 Afecha1/20 F−+v3 Ω6 Ω3 Ω5 Hi

A chave é um ramo vertical que curto-circuita a fonte: pela convenção da apostila ela está aberta antes de t=0t=0 e fecha no instante zero. E o capacitor liga, por cima, o nó de saída da fonte ao nó do indutor.

Gabarito

Em 0−0^-: i=4 Ai = 4\ \mathrm{A}, v=−30 Vv = -30\ \mathrm{V}, dv/dt=0dv/dt = 0, di/dt=0di/dt = 0 · Em 0+0^+: i=4 Ai = 4\ \mathrm{A}, v=−30 Vv = -30\ \mathrm{V}, dv/dt=40 V/sdv/dt = 40\ \mathrm{V/s}, di/dt=−6 A/sdi/dt = -6\ \mathrm{A/s}

Passo a passo

Passo 1 — circuito em 0−0^- (chave aberta; capacitor aberto, indutor em fio). Toda a fonte atravessa o primeiro 3 Ω3\ \Omega e chega ao nó do 6 Ω6\ \Omega, onde se divide entre o 6 Ω6\ \Omega e o ramo ”3 Ω3\ \Omega + indutor em curto”:

i(0−)=66+3⋅6=4 Ai(0^-) = \frac{6}{6+3}\cdot 6 = \boxed{4\ \mathrm{A}}

Os potenciais: vA=6 (3+6 ⁣∥ ⁣3)=6⋅5=30 Vv_A = 6\,(3 + 6\!\parallel\!3) = 6 \cdot 5 = 30\ \mathrm{V} no nó da esquerda e 00 no nó do indutor. Com o ++ do capacitor à direita:

v(0−)=0−30=−30 V\boxed{v(0^-) = 0 - 30 = -30\ \mathrm{V}}

E em regime permanente as duas derivadas são nulas:

iC(0−)=0⇒dv(0−)dt=0vL(0−)=0⇒di(0−)dt=0i_C(0^-) = 0 \Rightarrow \boxed{\frac{dv(0^-)}{dt} = 0} \qquad v_L(0^-) = 0 \Rightarrow \boxed{\frac{di(0^-)}{dt} = 0}
6 AabertaC: aberto−+v30 V3 Ω6 Ω3 ΩiL: curto (0 V)i(0⁻) = 4 A · v(0⁻) = 0 − 30 = −30 V

Em t=0−t = 0^-. Chave aberta, capacitor aberto, indutor em fio. Os 6 A6\ \mathrm{A} atravessam o primeiro 3 Ω3\ \Omega e se dividem: 4 A4\ \mathrm{A} pelo ramo do indutor, 2 A2\ \mathrm{A} pelo 6 Ω6\ \Omega. O nó da esquerda fica em 30 V30\ \mathrm{V} e o do indutor em 00, daí v=−30 Vv = -30\ \mathrm{V}.

Passo 2 — continuidade: i(0+)=4 Ai(0^+) = 4\ \mathrm{A} e v(0+)=−30 Vv(0^+) = -30\ \mathrm{V}.

Passo 3 — circuito em 0+0^+. A chave fecha, o capacitor vira fonte de 30 V30\ \mathrm{V} (com o ++ à direita) e o indutor, fonte de 4 A4\ \mathrm{A}. Chamando i1i_1 a corrente do primeiro 3 Ω3\ \Omega, i2i_2 a do 6 Ω6\ \Omega e i3i_3 a do segundo 3 Ω3\ \Omega, as leis dão

3i1+3i3=303i1+6i2=0i1=i2+i33i_1 + 3i_3 = 30 \qquad 3i_1 + 6i_2 = 0 \qquad i_1 = i_2 + i_3

De onde i1=−2i2i_1 = -2i_2, i3=−3i2i_3 = -3i_2 e, substituindo na primeira, 5i1=205i_1 = 20:

i1=4 A,i2=−2 A,i3=6 Ai_1 = 4\ \mathrm{A}, \qquad i_2 = -2\ \mathrm{A}, \qquad i_3 = 6\ \mathrm{A}
6 Afechada+−30 V3 Ωi1 = 4 A6 Ω2 A3 Ωi3 = 6 A−30 V4 AiC = 6 − 4 = 2 A · vL = −30 V

Em t=0+t = 0^+. A chave põe o nó da esquerda em 0 V0\ \mathrm{V} (e curto-circuita a fonte); o capacitor é uma fonte de 30 V30\ \mathrm{V} com o ++ à esquerda, então o nó do indutor está em −30 V-30\ \mathrm{V}, e o indutor é uma fonte de 4 A4\ \mathrm{A}. As correntes saem i1=4 Ai_1 = 4\ \mathrm{A}, i2=−2 Ai_2 = -2\ \mathrm{A} (sobe pelo 6 Ω6\ \Omega) e i3=6 Ai_3 = 6\ \mathrm{A}; no nó do indutor sobram 2 A2\ \mathrm{A} para o capacitor.

Passo 4 — as duas derivadas. A corrente do capacitor é o que sobra no nó do indutor:

iC(0+)=i3−i=6−4=2 A⟹dv(0+)dt=21/20=40 V/si_C(0^+) = i_3 - i = 6 - 4 = 2\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{\frac{dv(0^+)}{dt} = \frac{2}{1/20} = 40\ \mathrm{V/s}}

E a tensão do indutor sai da LKT no laço do 6 Ω6\ \Omega com o segundo 3 Ω3\ \Omega:

vL(0+)=6i2−3i3=−12−18=−30 V⟹di(0+)dt=−305=−6 A/sv_L(0^+) = 6i_2 - 3i_3 = -12 - 18 = -30\ \mathrm{V} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{\frac{di(0^+)}{dt} = \frac{-30}{5} = -6\ \mathrm{A/s}}

Conferência — i2i_2 dá negativo, ou seja a corrente sobe pelo 6 Ω6\ \Omega: com a chave fechada quem manda no circuito é o capacitor carregado, não mais a fonte. Todos os valores conferem com a resolução da prova.

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Questão 092º EE2022.2Primeira ordem · A tensão no indutor, que salta3 ptsVer material

Determinar a corrente ii e a tensão vv para t>0t > 0, sabendo que o circuito está em regime permanente em t=0−t = 0^-.

+−16 V4 Ωiabre4 Ω1/2 H−+v

Mesmo circuito do 2º quesito de 2023.2 — lá se pedia a tensão no resistor; aqui, a do indutor. E ela é a grandeza que salta em t=0t=0, o que muda toda a conferência.

Gabarito

i(t)=2+2 e−16t Ai(t) = 2 + 2\,e^{-16t}\ \mathrm{A} · v(t)=−16 e−16t Vv(t) = -16\,e^{-16t}\ \mathrm{V}, para t>0t > 0

Passo a passo

Passo 1 — condição inicial. Com a chave fechada o segundo 4 Ω4\ \Omega está curto-circuitado, e o indutor em regime é um fio:

i(0)=164=4 Ai(0) = \frac{16}{4} = 4\ \mathrm{A}
+−16 V4 Ωichave fechada4 ΩL: curtoi(0⁻) = 16/4 = 4 A

Regime permanente antes da chave. A chave fechada põe o segundo 4 Ω4\ \Omega em curto e o indutor é um fio: só o primeiro 4 Ω4\ \Omega limita a corrente, i(0−)=4 Ai(0^-) = 4\ \mathrm{A}.

Passo 2 — a equação para t>0t > 0. Chave aberta, os dois 4 Ω4\ \Omega em série com o indutor:

8i+12didt=16⟹didt+16 i=328i + \frac{1}{2}\frac{di}{dt} = 16 \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{\frac{di}{dt} + 16\,i = 32}
16 V: curto4 Ωchave aberta4 Ω1/2 HReq = 4 + 4 = 8 Ω · τ = L/Req = 1/16 s

O que o indutor enxerga depois de t=0t = 0. Com a fonte desligada e a chave aberta, os dois 4 Ω4\ \Omega ficam em série: Req=8 ΩR_{eq} = 8\ \Omega e τ=1/28=116 s\tau = \tfrac{1/2}{8} = \tfrac{1}{16}\ \mathrm{s}, que é o s=−16s = -16 da equação.

Passo 3 — resposta completa. Característica s=−16s = -16, forçada if=32/16=2 Ai_f = 32/16 = 2\ \mathrm{A}:

i(t)=A e−16t+2,i(0)=4=A+2⟹i(t)=2+2 e−16t Ai(t) = A\,e^{-16t} + 2, \qquad i(0) = 4 = A + 2 \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{i(t) = 2 + 2\,e^{-16t}\ \mathrm{A}}

Passo 4 — a tensão do indutor, direto da relação do elemento:

v=12didt=12(−32 e−16t)=−16 e−16t Vv = \frac{1}{2}\frac{di}{dt} = \frac{1}{2}\left(-32\,e^{-16t}\right) = \boxed{-16\,e^{-16t}\ \mathrm{V}}

Conferência — vv salta: valia 00 em 0−0^- (regime permanente, indutor é fio) e vale −16 V-16\ \mathrm{V} em 0+0^+. E tem de valer, pela LKT: em 0+0^+ a corrente ainda é 4 A4\ \mathrm{A}, os dois 4 Ω4\ \Omega juntos caem 32 V32\ \mathrm{V}, e a fonte só tem 16 V16\ \mathrm{V} — a diferença de −16 V-16\ \mathrm{V} é exatamente o indutor ✔ O sinal negativo é a assinatura da corrente caindo de 44 para 2 A2\ \mathrm{A}. Confere com a resolução da prova.

+−16 V4 Ωichave aberta4 Ω4 A−+vv(0⁺) = 16 − 8 · 4 = −16 V

O salto em 0+0^+. O indutor segura os 4 A4\ \mathrm{A} e vira fonte de corrente; os dois 4 Ω4\ \Omega caem 32 V32\ \mathrm{V} e a LKT deixa para ele v(0+)=16−32=−16 Vv(0^+) = 16 - 32 = -16\ \mathrm{V}.

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Questão 102º EE2022.2Segunda ordem · Criticamente amortecido com condições dadas4 ptsVer material

Determinar a tensão vv e a corrente ii para t>0t > 0, dado que ig(t)=10 Ai_g(t) = 10\ \mathrm{A}, v(0)=5 Vv(0) = 5\ \mathrm{V} e i(0)=2 Ai(0) = 2\ \mathrm{A}.

ig = 10 A2 Ω3 Ω5 Hi1/20 F−+v

O indutor e o capacitor ficam no mesmo par de nós — em paralelo —, e não se associam entre si: circuito de 2ª ordem. O enunciado já entrega as duas condições iniciais, o que economiza o passo do circuito em 0+0^+.

Gabarito

i(t)=4−(2+3t) e−2t Ai(t) = 4 - (2 + 3t)\,e^{-2t}\ \mathrm{A} · v(t)=5 (1+6t) e−2t Vv(t) = 5\,(1 + 6t)\,e^{-2t}\ \mathrm{V}, para t>0t > 0

Passo a passo

Passo 1 — simplifique a fonte. Os 10 A10\ \mathrm{A} em paralelo com o 2 Ω2\ \Omega equivalem a 20 V20\ \mathrm{V} em série com 2 Ω2\ \Omega; somando o 3 Ω3\ \Omega, o par LL–CC é alimentado por 20 V20\ \mathrm{V} através de 5 Ω5\ \Omega.

+−20 V2 + 3 = 5 Ωfonte equivalente5 Hi1/20 F−+v

A fonte simplificada. 10 A10\ \mathrm{A} em paralelo com 2 Ω2\ \Omega viram 20 V20\ \mathrm{V} em série com 2 Ω2\ \Omega; somado o 3 Ω3\ \Omega, o par LL–CC é alimentado por 20 V20\ \mathrm{V} através de 5 Ω5\ \Omega.

Passo 2 — a equação. Com v=5 di/dtv = 5\,di/dt e iC=120 dv/dti_C = \tfrac{1}{20}\,dv/dt, a LKC no nó do capacitor dá

20−v5=i+120dvdt\frac{20 - v}{5} = i + \frac{1}{20}\frac{dv}{dt}

Substituindo vv e multiplicando por 44:

d2idt2+4 didt+4 i=16\boxed{\frac{d^2 i}{dt^2} + 4\,\frac{di}{dt} + 4\,i = 16}

Passo 3 — as frequências naturais. 2α=42\alpha = 4 e ω02=4\omega_0^2 = 4:

α=ω0=2⟹criticamente amortecido,s1=s2=−2\alpha = \omega_0 = 2 \qquad\Longrightarrow\qquad \text{criticamente amortecido}, \quad s_1 = s_2 = -2
5 Ω5 H1/20 F20 V: curto → RLC paraleloα = 1/(2RC) = 2 · ω₀ = 1/√(LC) = 2

O RLC paralelo. Desligando a fonte equivalente, o 5 Ω5\ \Omega fica em paralelo com LL e CC: α=12RC=12⋅5⋅1/20=2\alpha = \dfrac{1}{2RC} = \dfrac{1}{2 \cdot 5 \cdot 1/20} = 2 e ω0=1LC=15/20=2\omega_0 = \dfrac{1}{\sqrt{LC}} = \dfrac{1}{\sqrt{5/20}} = 2 — iguais, criticamente amortecido.

Passo 4 — resposta completa. Forçada if=16/4=4 Ai_f = 16/4 = 4\ \mathrm{A}:

i(t)=4+(A1+A2t) e−2ti(t) = 4 + (A_1 + A_2 t)\,e^{-2t}

Passo 5 — as duas constantes. De i(0)=2i(0) = 2:

4+A1=2⟹A1=−24 + A_1 = 2 \qquad\Longrightarrow\qquad A_1 = -2

E da derivada, usando v(0)=5=5 di(0)dtv(0) = 5 = 5\,\dfrac{di(0)}{dt}, ou seja di(0)/dt=1 A/sdi(0)/dt = 1\ \mathrm{A/s}:

A2−2A1=1⟹A2=−3A_2 - 2A_1 = 1 \qquad\Longrightarrow\qquad A_2 = -3i(t)=4−(2+3t) e−2t A\boxed{i(t) = 4 - (2 + 3t)\,e^{-2t}\ \mathrm{A}}

Passo 6 — a tensão:

v=5 didt=5[−3 e−2t+2(2+3t) e−2t]=5 (1+6t) e−2t Vv = 5\,\frac{di}{dt} = 5\big[-3\,e^{-2t} + 2(2 + 3t)\,e^{-2t}\big] = \boxed{5\,(1 + 6t)\,e^{-2t}\ \mathrm{V}}

Conferência — i(0)=4−2=2 Ai(0) = 4 - 2 = 2\ \mathrm{A} ✔ e v(0)=5 Vv(0) = 5\ \mathrm{V} ✔ Para tt grande, o indutor vira fio e o capacitor abre, então toda a corrente equivalente atravessa: i→20/5=4 Ai \to 20/5 = 4\ \mathrm{A} e v→0v \to 0 ✔ Note que vv sobe antes de cair — o termo 30t e−2t30t\,e^{-2t} tem máximo em t=0,5 st = 0{,}5\ \mathrm{s}: é o capacitor sendo carregado enquanto a corrente do indutor ainda não chegou ao valor final. Confere com a resolução da prova.

+−20 V5 ΩiL: curtoC: abertoi(∞) = 20/5 = 4 A · v(∞) = 0

t→∞t \to \infty. O indutor vira fio e o capacitor abre: toda a corrente da fonte equivalente passa pelo indutor, i→4 Ai \to 4\ \mathrm{A}, e o fio põe v→0v \to 0.

00:00
Questão 112º EE2022.1Condições iniciais · Chave que abre e solta o nó3 ptsVer material

O circuito está em regime permanente em t=0−t = 0^-. Determine v(0+)v(0^+), i(0+)i(0^+), dv(0+)/dtdv(0^+)/dt e di(0+)/dtdi(0^+)/dt.

5 Aabre8 Ω1/10 F−+v+−10 V2 Hi2 Ω

A chave é um ramo para o fio de baixo: fechada, ela aterra o nó da esquerda. Pela seta ela está fechada antes de t=0t=0 e abre no instante zero, soltando aquele nó. O 8 Ω8\ \Omega e o capacitor ligam o mesmo par de nós.

Gabarito

v(0+)=−10 Vv(0^+) = -10\ \mathrm{V} · i(0+)=5 Ai(0^+) = 5\ \mathrm{A} · dv(0+)dt=62,5 V/s\dfrac{dv(0^+)}{dt} = 62{,}5\ \mathrm{V/s} · di(0+)dt=0\dfrac{di(0^+)}{dt} = 0

Passo a passo

Passo 1 — circuito em 0−0^- (chave fechada, regime permanente: capacitor aberto, indutor em fio). Com a chave fechada o nó da esquerda está em 0 V0\ \mathrm{V}, e a fonte de 10 V10\ \mathrm{V} fixa o nó da direita:

v(0−)=0−10=−10 Vv(0^-) = 0 - 10 = -10\ \mathrm{V}

O indutor, sendo fio, põe o nó do 2 Ω2\ \Omega também em 10 V10\ \mathrm{V}:

i(0−)=102=5 Ai(0^-) = \frac{10}{2} = 5\ \mathrm{A}
5 Afechada8 ΩC: aberto−+v+−10 VL: curtoi2 Ωv(0⁻) = 0 − 10 = −10 V · i(0⁻) = 10/2 = 5 A

Regime permanente com a chave fechada. O nó da esquerda está aterrado e a fonte de 10 V10\ \mathrm{V} fixa o da direita: v(0−)=0−10=−10 Vv(0^-) = 0 - 10 = -10\ \mathrm{V}. O indutor em curto leva os 10 V10\ \mathrm{V} ao 2 Ω2\ \Omega: i(0−)=5 Ai(0^-) = 5\ \mathrm{A}. A fonte de 5 A5\ \mathrm{A} escoa toda pela chave.

Passo 2 — continuidade:

v(0+)=−10 Vi(0+)=5 A\boxed{v(0^+) = -10\ \mathrm{V}} \qquad\qquad \boxed{i(0^+) = 5\ \mathrm{A}}

Passo 3 — circuito em 0+0^+. A chave abre. O capacitor vira fonte de −10 V-10\ \mathrm{V} (com o ++ à esquerda), o que mantém o nó da esquerda em 10+(−10)=0 V10 + (-10) = 0\ \mathrm{V}; o indutor vira fonte de 5 A5\ \mathrm{A}.

5 Aaberta8 Ω+−−10 V+−10 V5 Ai2 ΩiC(0⁺) = 5 + 10/8 = 6,25 A · vL(0⁺) = 10 − 2 · 5 = 0

O circuito em 0+0^+. Capacitor como fonte de −10 V-10\ \mathrm{V} (o ++ à esquerda), indutor como fonte de 5 A5\ \mathrm{A}. O nó da esquerda fica em 10+(−10)=010 + (-10) = 0: recebe 5 A5\ \mathrm{A} da fonte e 10/8=1,25 A10/8 = 1{,}25\ \mathrm{A} pelo 8 Ω8\ \Omega, e tudo atravessa o capacitor.

Passo 4 — a derivada da tensão. LKC no nó da esquerda, que agora só tem três ramos — a fonte de 5 A5\ \mathrm{A}, o 8 Ω8\ \Omega e o capacitor:

5+10−08⏟vem pelo 8 Ω=iC⟹iC(0+)=5+1,25=6,25 A5 + \underbrace{\frac{10 - 0}{8}}_{\text{vem pelo }8\ \Omega} = i_C \qquad\Longrightarrow\qquad i_C(0^+) = 5 + 1{,}25 = 6{,}25\ \mathrm{A}dv(0+)dt=iCC=6,251/10=62,5 V/s\boxed{\frac{dv(0^+)}{dt} = \frac{i_C}{C} = \frac{6{,}25}{1/10} = 62{,}5\ \mathrm{V/s}}

Passo 5 — a derivada da corrente. O indutor tem 10 V10\ \mathrm{V} à esquerda (a fonte) e, à direita, os 5 A5\ \mathrm{A} sobre o 2 Ω2\ \Omega dão também 10 V10\ \mathrm{V}:

vL(0+)=10−10=0⟹di(0+)dt=0v_L(0^+) = 10 - 10 = 0 \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{\frac{di(0^+)}{dt} = 0}

Conferência — as duas grandezas de estado não saltam ✔ e as derivadas contam a história: a tensão do capacitor arranca (a chave que abriu jogou toda a corrente da fonte para dentro dele), enquanto a corrente do indutor fica parada — o ramo dele não sentiu nada, porque a fonte de 10 V10\ \mathrm{V} e o 2 Ω2\ \Omega continuam iguais. Confere com a resolução da prova.

00:00
Questão 122º EE2022.1Primeira ordem · Quando a condição inicial já é o valor final3 ptsVer material

Determine a tensão vv para t>0t > 0, dado que v(0)=5 Vv(0) = 5\ \mathrm{V}.

5 Ω+−10 V1 A10 Ωfecha1/20 F−+v

A fonte de 1 A1\ \mathrm{A} está em série com o 10 Ω10\ \Omega: juntas, elas só retiram 1 A1\ \mathrm{A} do nó, e o 10 Ω10\ \Omega não influencia mais nada. A chave liga o capacitor em t=0t = 0.

Gabarito

v(t)=5 Vv(t) = 5\ \mathrm{V} — constante, para todo t>0t > 0.

Passo a passo

Passo 1 — a equação. Chame ii a corrente que vem pelo 5 Ω5\ \Omega e vv o potencial do nó (que é a tensão do capacitor). A LKC dá

i=1+iCi = 1 + i_C

e a LKT no laço da fonte de 10 V10\ \mathrm{V}:

−10+5i+v=0-10 + 5i + v = 0

Substituindo:

5 (1+iC)+v=10⟹5 iC+v=55\,(1 + i_C) + v = 10 \qquad\Longrightarrow\qquad 5\,i_C + v = 5

Com iC=120 dv/dti_C = \tfrac{1}{20}\,dv/dt:

520dvdt+v=5⟹dvdt+4v=20\frac{5}{20}\frac{dv}{dt} + v = 5 \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{\frac{dv}{dt} + 4v = 20}
5 Ωi+−10 V1 A10 Ωchave fechada1/20 F−+vi = 1 + iC · −10 + 5i + v = 0

O circuito depois de t=0t = 0. A LKC no nó de cima reparte ii entre a fonte de 1 A1\ \mathrm{A} e o capacitor; a LKT no laço da fonte de 10 V10\ \mathrm{V} amarra ii a vv. O 10 Ω10\ \Omega, em série com a fonte de corrente, não entra em nenhuma das duas.

Passo 2 — natural e forçada. A característica é s+4=0s + 4 = 0, logo s=−4s = -4 e vn=A e−4tv_n = A\,e^{-4t}. A forçada é constante:

4 vf=20⟹vf=5 V4\,v_f = 20 \qquad\Longrightarrow\qquad v_f = 5\ \mathrm{V}
5 Ω10 V: curto1 A: aberto1/20 FReq = 5 Ω · τ = 5 · 1/20 = 1/4 s

A constante de tempo. Com a fonte de tensão em curto e a de corrente aberta (o 10 Ω10\ \Omega fica pendurado e sai), o capacitor vê só o 5 Ω5\ \Omega: τ=ReqC=14 s\tau = R_{eq}C = \tfrac14\ \mathrm{s}, que é o s=−4s = -4.

Passo 3 — a constante:

v(t)=A e−4t+5,v(0)=5=A+5⟹A=0v(t) = A\,e^{-4t} + 5, \qquad v(0) = 5 = A + 5 \qquad\Longrightarrow\qquad A = 0v(t)=5 V\boxed{v(t) = 5\ \mathrm{V}}

O que a questão está ensinando — a condição inicial já era o valor de regime permanente, então a parcela natural nasce com amplitude zero e não há transitório. O capacitor entra no circuito e nada acontece: nem sobe, nem desce.

Vale conferir que é mesmo isso, e não erro de conta. Em regime permanente o capacitor é circuito aberto, então toda a corrente do 5 Ω5\ \Omega tem de ir para a fonte de 1 A1\ \mathrm{A}:

i=1 A⟹v=10−5(1)=5 Vi = 1\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad v = 10 - 5(1) = 5\ \mathrm{V}

Igual ao valor inicial ✔ E a resolução da prova chega no mesmo A=0A = 0.

5 Ω1 A+−10 V1 A10 Ω−+vC: abertov(∞) = 10 − 5 · 1 = 5 V = v(0)

O valor final já é o inicial. Com o capacitor aberto, a corrente do 5 Ω5\ \Omega só pode ir para a fonte de 1 A1\ \mathrm{A}, e v=10−5=5 Vv = 10 - 5 = 5\ \mathrm{V} — exatamente o v(0)v(0) dado.

00:00
Questão 132º EE2021.2Condições iniciais · Comutação de fonte e chave que abre3 ptsVer material

Sabendo que o circuito a seguir encontra-se em regime permanente em t=0−t = 0^-, determine os valores de ii, vv, dv/dtdv/dt e di/dtdi/dt em t=0−t = 0^- e em t=0+t = 0^+.

+−20 Vabre+−100 Vfecha1/20 F−+v10 Ω−+v1abre+−2v1 V5 Ω5 Ω2 Hi

Duas chaves agem juntas: a da esquerda comuta a alimentação de 20 V20\ \mathrm{V} para 100 V100\ \mathrm{V}, e a do meio abre, separando o nó do 10 Ω10\ \Omega do resto. A fonte controlada vale 2v12v_1, e v1v_1 é a tensão do próprio 10 Ω10\ \Omega.

Gabarito

Em 0−0^-: v=20 Vv = 20\ \mathrm{V}, i=0i = 0, dv/dt=0dv/dt = 0, di/dt=0di/dt = 0 · Em 0+0^+: v=20 Vv = 20\ \mathrm{V}, i=0i = 0, dv/dt=160 V/sdv/dt = 160\ \mathrm{V/s}, di/dt=80 A/sdi/dt = 80\ \mathrm{A/s}

Passo a passo

Passo 1 — circuito em 0−0^- (fonte de 20 V20\ \mathrm{V}, chave do meio fechada; capacitor aberto, indutor em fio).

Com a chave do meio fechada, existe um laço fechado que contém só o 10 Ω10\ \Omega e a fonte controlada:

−v1+2v1=0⟹v1(0−)=0-v_1 + 2v_1 = 0 \qquad\Longrightarrow\qquad v_1(0^-) = 0

Ou seja, a fonte controlada vale zero e curto-circuita o seu nó. Então o ramo dos dois 5 Ω5\ \Omega com o indutor não é alimentado:

i(0−)=0\boxed{i(0^-) = 0}

E o capacitor, aberto, fica com toda a tensão da fonte:

v(0−)=20−0=20 V\boxed{v(0^-) = 20 - 0 = 20\ \mathrm{V}}

Em regime permanente, iC=0i_C = 0 e vL=0v_L = 0, logo

dv(0−)dt=0di(0−)dt=0\boxed{\frac{dv(0^-)}{dt} = 0} \qquad\qquad \boxed{\frac{di(0^-)}{dt} = 0}
+−20 V+−100 VabertaC: aberto−+v10 Ω−+v1fechada+−2v1 V5 Ω5 ΩiL: curtov1 = 2v1 ⇒ v1 = 0 · i(0⁻) = 0 · v(0⁻) = 20 − 0 = 20 V

Regime permanente com 20 V20\ \mathrm{V}. A chave do meio fechada põe o 10 Ω10\ \Omega em paralelo com a controlada: v1=2v1v_1 = 2v_1 só admite v1=0v_1 = 0. A controlada vale zero, o ramo do indutor fica sem alimentação (i=0i = 0) e o capacitor aberto segura os 20 V20\ \mathrm{V}.

Passo 2 — continuidade: v(0+)=20 Vv(0^+) = 20\ \mathrm{V} e i(0+)=0i(0^+) = 0.

Passo 3 — circuito em 0+0^+. Agora a fonte é de 100 V100\ \mathrm{V} e a chave do meio abriu. O nó do 10 Ω10\ \Omega passa a ter só dois ramos: o capacitor e o próprio resistor. Com o capacitor valendo 20 V20\ \mathrm{V}:

v1(0+)=100−20=80 V⟹2v1=160 Vv_1(0^+) = 100 - 20 = 80\ \mathrm{V} \qquad\Longrightarrow\qquad 2v_1 = 160\ \mathrm{V}
+−20 Vaberta+−100 V+−v(0⁺) = 20 V10 Ω−+v1aberta+−2v1 V5 Ω5 Ω0 Av1 = 100 − 20 = 80 V · iC = 80/10 = 8 A · vL = 2v1 = 160 V

O circuito em 0+0^+. Fonte de 100 V100\ \mathrm{V}, capacitor como fonte de 20 V20\ \mathrm{V} e chave do meio aberta: o 10 Ω10\ \Omega fica com v1=80 Vv_1 = 80\ \mathrm{V}, e os 8 A8\ \mathrm{A} dele passam todos pelo capacitor. Do outro lado, o indutor é fonte de 0 A0\ \mathrm{A}: o 5 Ω5\ \Omega horizontal não cai nada e ele recebe os 160 V160\ \mathrm{V} da controlada.

Passo 4 — a derivada da tensão. Toda a corrente do 10 Ω10\ \Omega vem pelo capacitor:

iC(0+)=v110=8 A⟹dv(0+)dt=81/20=160 V/si_C(0^+) = \frac{v_1}{10} = 8\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{\frac{dv(0^+)}{dt} = \frac{8}{1/20} = 160\ \mathrm{V/s}}

Passo 5 — a derivada da corrente. Como i(0+)=0i(0^+) = 0, o 5 Ω5\ \Omega horizontal não cai tensão, e o indutor recebe inteira a tensão da fonte controlada:

vL(0+)=160 V⟹di(0+)dt=1602=80 A/sv_L(0^+) = 160\ \mathrm{V} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{\frac{di(0^+)}{dt} = \frac{160}{2} = 80\ \mathrm{A/s}}

Conferência — as duas grandezas de estado ficam paradas em t=0t=0 (20 V20\ \mathrm{V} e 0 A0\ \mathrm{A}) e as duas derivadas saltam de zero para valores grandes: é a assinatura de um circuito que estava morto e acordou. Confere com a resolução da prova.

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Questão 142º EE2021.2Primeira ordem · Pulso de corrente e resposta em dois trechos3 ptsVer material

Determinar a tensão v(t)v(t), para t>0t > 0, dado que ig(t)=20[u(t)−u(t−5)] Ai_g(t) = 20\big[u(t) - u(t-5)\big]\ \mathrm{A}.

ig(t)10 Ω2 Hi(t)5 Ω−+v(t)

ig=20[u(t)−u(t−5)]i_g = 20\big[u(t) - u(t-5)\big] é um pulso: vale 20 A20\ \mathrm{A} entre t=0t=0 e t=5 st=5\ \mathrm{s}, e zero fora disso. Logo há dois intervalos, e o valor da corrente do indutor no fim do primeiro é a condição inicial do segundo.

Gabarito

0<t<5 s0 < t < 5\ \mathrm{s}: v(t)=2003(1−e−15t/2) Vv(t) = \dfrac{200}{3}\left(1 - e^{-15t/2}\right)\ \mathrm{V} · t>5 st > 5\ \mathrm{s}: v(t)=2003 e−152(t−5) Vv(t) = \dfrac{200}{3}\,e^{-\frac{15}{2}(t-5)}\ \mathrm{V}

Passo a passo

Passo 1 — condição inicial. Antes de t=0t=0 a fonte vale zero e nada circula:

i(0)=0i(0) = 0

Passo 2 — o primeiro trecho (0<t<50 < t < 5), com a fonte valendo 20 A20\ \mathrm{A}. A LKC no nó de cima e a LKT no laço do indutor dão

iR=20−i10 iR=2didt+5ii_R = 20 - i \qquad\qquad 10\,i_R = 2\frac{di}{dt} + 5i

Substituindo:

10 (20−i)=2didt+5i⟹2didt+15 i=20010\,(20 - i) = 2\frac{di}{dt} + 5i \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{2\frac{di}{dt} + 15\,i = 200}

Passo 3 — resolvendo. Característica 2s+15=0⇒s=−1522s + 15 = 0 \Rightarrow s = -\tfrac{15}{2}, e forçada if=20015=403 Ai_f = \tfrac{200}{15} = \tfrac{40}{3}\ \mathrm{A}:

i(t)=A e−15t/2+403,i(0)=0⟹A=−403i(t) = A\,e^{-15t/2} + \frac{40}{3}, \qquad i(0) = 0 \qquad\Longrightarrow\qquad A = -\frac{40}{3}i(t)=403(1−e−15t/2) A⟹v(t)=5 i(t)=2003(1−e−15t/2) Vi(t) = \frac{40}{3}\left(1 - e^{-15t/2}\right)\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{v(t) = 5\,i(t) = \frac{200}{3}\left(1 - e^{-15t/2}\right)\ \mathrm{V}}
20 A10 ΩL: curtoi5 Ω−+vi → 20 · 10/15 = 40/3 A · v → 200/3 V

Para onde o primeiro trecho caminha. Com o indutor em curto, os 20 A20\ \mathrm{A} se dividem entre 10 Ω10\ \Omega e 5 Ω5\ \Omega: if=20⋅1015=403 Ai_f = 20 \cdot \tfrac{10}{15} = \tfrac{40}{3}\ \mathrm{A} — a forçada do Passo 3.

Passo 4 — a costura em t=5 st = 5\ \mathrm{s}. A constante de tempo é τ=215≈0,133 s\tau = \tfrac{2}{15} \approx 0{,}133\ \mathrm{s}, então 5 s5\ \mathrm{s} são cerca de 37 τ\tau: o primeiro trecho chegou ao regime permanente com folga.

i(5)=403(1−e−37,5)≈403 Ai(5) = \frac{40}{3}\left(1 - e^{-37{,}5}\right) \approx \frac{40}{3}\ \mathrm{A}
ig: aberto10 Ω2 H5 ΩReq = 10 + 5 = 15 Ω · τ = 2/15 s

O que o indutor enxerga. A fonte de corrente desligada é um aberto, e o indutor fica num laço com 10+5=15 Ω10 + 5 = 15\ \Omega: τ=215≈0,133 s\tau = \tfrac{2}{15} \approx 0{,}133\ \mathrm{s} — vale para os dois trechos, porque a fonte de corrente nunca entra nesse cálculo.

Passo 5 — o segundo trecho (t>5t > 5), com a fonte desligada. Sem fonte, sobra a resposta natural. A LKT no laço fechado que resta (5 Ω5\ \Omega, indutor, 10 Ω10\ \Omega):

5i+10i+2didt=0⟹2didt+15 i=05i + 10i + 2\frac{di}{dt} = 0 \qquad\Longrightarrow\qquad 2\frac{di}{dt} + 15\,i = 0

— a mesma constante de tempo, porque o indutor continua vendo 10+5=15 Ω10 + 5 = 15\ \Omega. Com o relógio zerado em t=5t=5:

i(t)=403 e−152(t−5) A⟹v(t)=2003 e−152(t−5) Vi(t) = \frac{40}{3}\,e^{-\frac{15}{2}(t-5)}\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{v(t) = \frac{200}{3}\,e^{-\frac{15}{2}(t-5)}\ \mathrm{V}}

Conferência — em t=5t=5 os dois trechos dão o mesmo valor, 2003≈66,7 V\tfrac{200}{3} \approx 66{,}7\ \mathrm{V} ✔ E note o detalhe que a questão cobra: o expoente do segundo trecho é −(t−5)/τ-(t-5)/\tau, não −t/τ-t/\tau — cada trecho tem o seu próprio relógio. Confere com a resolução da prova.

ig = 0: aberto10 Ω40/3 A5 Ω−+vv(5⁺) = 5 · 40/3 = 200/3 V

A costura em t=5+t = 5^+. A corrente do indutor não salta: ele vira fonte de 403 A\tfrac{40}{3}\ \mathrm{A} e o 5 Ω5\ \Omega continua com 2003 V\tfrac{200}{3}\ \mathrm{V}, o mesmo valor do fim do primeiro trecho.

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Questão 152º EE2021.2Segunda ordem · Subamortecido com comutação de fonte4 ptsVer material

Determinar a tensão v(t)v(t) e a corrente i(t)i(t) para t>0t > 0, dado que o circuito está em regime permanente em t<0t < 0.

+−100 Vfecha+−20 Vabre5 Ω10 Ωi2 H1/10 F−+v

A chave comuta a alimentação de 20 V20\ \mathrm{V} para 100 V100\ \mathrm{V} em t=0t=0. O ramo 10 Ω+2 H10\ \Omega + 2\ \mathrm{H} e o capacitor ficam no mesmo par de nós e não se associam: circuito de 2ª ordem.

Gabarito

i(t)=6,67−e−3,5t[5,33cos⁡(1,658 t)+11,26 sen(1,658 t)] Ai(t) = 6{,}67 - e^{-3,5t}\big[5{,}33\cos(1{,}658\,t) + 11{,}26\,\mathrm{sen}(1{,}658\,t)\big]\ \mathrm{A} · v(t)=66,67−e−3,5t[53,33cos⁡(1,658 t)+16,09 sen(1,658 t)] Vv(t) = 66{,}67 - e^{-3,5t}\big[53{,}33\cos(1{,}658\,t) + 16{,}09\,\mathrm{sen}(1{,}658\,t)\big]\ \mathrm{V}

Passo a passo

Passo 1 — condições iniciais (fonte de 20 V20\ \mathrm{V}, regime permanente: capacitor aberto, indutor em fio). Com o capacitor aberto, os 5 Ω5\ \Omega e 10 Ω10\ \Omega ficam em série:

20=15 i⟹i(0)=43 A⟹v(0)=10 i=403 V20 = 15\,i \qquad\Longrightarrow\qquad i(0) = \frac{4}{3}\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad v(0) = 10\,i = \frac{40}{3}\ \mathrm{V}
+−100 Vaberta+−20 V5 Ω10 ΩiL: curto−+vC: abertoi(0⁻) = 20/15 = 4/3 A · v(0⁻) = 10 · 4/3 = 40/3 V

Regime permanente com 20 V20\ \mathrm{V}. Capacitor aberto e indutor em curto deixam um só caminho, 5+10=15 Ω5 + 10 = 15\ \Omega: i(0)=43 Ai(0) = \tfrac43\ \mathrm{A}, e o capacitor fica com a tensão do 10 Ω10\ \Omega, v(0)=403 Vv(0) = \tfrac{40}{3}\ \mathrm{V}.

Passo 2 — a equação para t>0t > 0, agora com 100 V100\ \mathrm{V}. Com v=10i+2 didtv = 10i + 2\,\dfrac{di}{dt} e iC=110 dvdti_C = \tfrac{1}{10}\,\dfrac{dv}{dt}, a LKT e a LKC dão

100=5 (i+iC)+10 i+2didt100 = 5\,(i + i_C) + 10\,i + 2\frac{di}{dt}

Substituindo iCi_C e depois dv/dt=10 didt+2 d2idt2dv/dt = 10\,\dfrac{di}{dt} + 2\,\dfrac{d^2 i}{dt^2}:

d2idt2+7 didt+15 i=100\boxed{\frac{d^2 i}{dt^2} + 7\,\frac{di}{dt} + 15\,i = 100}

Passo 3 — as frequências naturais. 2α=72\alpha = 7 e ω02=15\omega_0^2 = 15:

α=3,5ω0=15≈3,873⟹α<ω0: subamortecido\alpha = 3{,}5 \qquad \omega_0 = \sqrt{15} \approx 3{,}873 \qquad\Longrightarrow\qquad \alpha < \omega_0: \ \textbf{subamortecido}s1,2=−7±j112=−3,5±j 1,658⟹ωd=112≈1,658 rad/ss_{1,2} = \frac{-7 \pm j\sqrt{11}}{2} = -3{,}5 \pm j\,1{,}658 \qquad\Longrightarrow\qquad \omega_d = \frac{\sqrt{11}}{2} \approx 1{,}658\ \mathrm{rad/s}
100 V: curto5 Ω10 Ω2 H1/10 Fα = 3,5 · ω₀ = √15 ≈ 3,87 · α < ω₀

As frequências naturais. Com a fonte em curto, o capacitor vê o 5 Ω5\ \Omega em paralelo com o ramo 10 Ω+2 H10\ \Omega + 2\ \mathrm{H} — não é um RLC série nem paralelo puro, por isso α\alpha e ω0\omega_0 saem da equação (2α=72\alpha = 7, ω02=15\omega_0^2 = 15), e não de fórmula pronta.

Passo 4 — resposta completa. Forçada if=100/15=20/3≈6,67 Ai_f = 100/15 = 20/3 \approx 6{,}67\ \mathrm{A}:

i(t)=203+e−3,5t[A1cos⁡(1,658 t)+A2 sen(1,658 t)]i(t) = \frac{20}{3} + e^{-3,5t}\big[A_1\cos(1{,}658\,t) + A_2\,\mathrm{sen}(1{,}658\,t)\big]

Passo 5 — as duas constantes. De i(0)=43i(0) = \tfrac43:

203+A1=43⟹A1=−163≈−5,33\frac{20}{3} + A_1 = \frac{4}{3} \qquad\Longrightarrow\qquad A_1 = -\frac{16}{3} \approx -5{,}33

E de v(0)=403v(0) = \tfrac{40}{3}, com v=10i+2 di/dtv = 10i + 2\,di/dt, sai di(0)dt=0\dfrac{di(0)}{dt} = 0 — porque 10 i(0)=40310\,i(0) = \tfrac{40}{3} já é toda a tensão. Impondo isso:

−αA1+ωdA2=0⟹A2=3,5 A11,658=−112311≈−11,26-\alpha A_1 + \omega_d A_2 = 0 \qquad\Longrightarrow\qquad A_2 = \frac{3{,}5\,A_1}{1{,}658} = -\frac{112}{3\sqrt{11}} \approx -11{,}26i(t)=6,67−e−3,5t[5,33cos⁡(1,658 t)+11,26 sen(1,658 t)] A\boxed{i(t) = 6{,}67 - e^{-3,5t}\big[5{,}33\cos(1{,}658\,t) + 11{,}26\,\mathrm{sen}(1{,}658\,t)\big]\ \mathrm{A}}
+−100 V+−20 Vaberta5 Ω10 Ωi4/3 A+−40/3 VvL(0⁺) = 40/3 − 10 · 4/3 = 0 ⇒ di(0⁺)/dt = 0

O circuito em 0+0^+. O capacitor segura 403 V\tfrac{40}{3}\ \mathrm{V} e o indutor 43 A\tfrac43\ \mathrm{A}; no ramo do indutor, o 10 Ω10\ \Omega já consome os 403 V\tfrac{40}{3}\ \mathrm{V} inteiros e não sobra nada para ele: di(0+)/dt=0di(0^+)/dt = 0.

Passo 6 — a tensão. Derivando e montando v=10i+2 di/dtv = 10i + 2\,di/dt:

didt=48,24  e−3,5t sen(1,658 t)\frac{di}{dt} = 48{,}24\;e^{-3,5t}\,\mathrm{sen}(1{,}658\,t)v(t)=66,67−e−3,5t[53,33cos⁡(1,658 t)+16,09 sen(1,658 t)] V\boxed{v(t) = 66{,}67 - e^{-3,5t}\big[53{,}33\cos(1{,}658\,t) + 16{,}09\,\mathrm{sen}(1{,}658\,t)\big]\ \mathrm{V}}

Conferência — em t=0t=0: i=6,67−5,33=1,33=43 Ai = 6{,}67 - 5{,}33 = 1{,}33 = \tfrac43\ \mathrm{A} ✔ e v=66,67−53,33=13,33=403 Vv = 66{,}67 - 53{,}33 = 13{,}33 = \tfrac{40}{3}\ \mathrm{V} ✔ Para tt grande, i→100/15=6,67 Ai \to 100/15 = 6{,}67\ \mathrm{A} e v→10(6,67)=66,7 Vv \to 10(6{,}67) = 66{,}7\ \mathrm{V} ✔ E repare que di/dtdi/dt começa em zero: é o que o valor de v(0)v(0) força, e é de lá que sai A2A_2. Confere com a resolução da prova.

+−100 V5 Ω10 ΩiL: curto−+vC: abertoi(∞) = 100/15 = 20/3 A · v(∞) = 10 · 20/3 = 200/3 V

t→∞t \to \infty. O mesmo caminho de 15 Ω15\ \Omega do Passo 1, agora com 100 V100\ \mathrm{V}: i→203 Ai \to \tfrac{20}{3}\ \mathrm{A} e v→2003≈66,7 Vv \to \tfrac{200}{3} \approx 66{,}7\ \mathrm{V}.

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Questão 162º EE2021.1Condições iniciais · Fonte controlada por tensão e duas chaves3 ptsVer material

Sabendo que o circuito a seguir encontra-se em regime permanente em t=0−t = 0^-, determine os valores de ii, vv, dv/dtdv/dt e di/dtdi/dt em t=0−t = 0^- e em t=0+t = 0^+.

+−30 Vabre+−50 Vfecha1/10 F−+v2 Ω−+v1abrev1/2 A3 Ω3 Ω1/2 Hi

Mesmo arranjo do 1º quesito de 2021.2, com outros valores e a fonte controlada agora de corrente. A chave da esquerda comuta 30 V→50 V30\ \mathrm{V} \to 50\ \mathrm{V}; a do meio abre.

Gabarito

Em 0−0^-: v=30 Vv = 30\ \mathrm{V}, i=0i = 0, dv/dt=0dv/dt = 0, di/dt=0di/dt = 0 · Em 0+0^+: v=30 Vv = 30\ \mathrm{V}, i=0i = 0, dv/dt=100 V/sdv/dt = 100\ \mathrm{V/s}, di/dt=60 A/sdi/dt = 60\ \mathrm{A/s}

Passo a passo

Passo 1 — circuito em 0−0^- (fonte de 30 V30\ \mathrm{V}, chave do meio fechada; capacitor aberto, indutor em fio).

Com a chave fechada, o 2 Ω2\ \Omega e a fonte controlada ficam no mesmo par de nós. Como a fonte vale v1/2v_1/2 e a tensão sobre o 2 Ω2\ \Omega é v1v_1, a única solução consistente em regime é

v1(0−)=0v_1(0^-) = 0

Sem tensão ali, a fonte controlada entrega zero e o ramo dos 3 Ω3\ \Omega com o indutor não é alimentado:

i(0−)=0v(0−)=30−0=30 V\boxed{i(0^-) = 0} \qquad\qquad \boxed{v(0^-) = 30 - 0 = 30\ \mathrm{V}}

E, em regime permanente,

dv(0−)dt=0di(0−)dt=0\boxed{\frac{dv(0^-)}{dt} = 0} \qquad\qquad \boxed{\frac{di(0^-)}{dt} = 0}
+−30 V+−50 VabertaC: aberto−+v2 Ω−+v1fechadav1/2 A3 Ω3 ΩiL: curtov1 = 0 · i(0⁻) = 0 · v(0⁻) = 30 − 0 = 30 V

Regime permanente com 30 V30\ \mathrm{V}. Com a chave do meio fechada, o 2 Ω2\ \Omega, a controlada e os dois ramos de 3 Ω3\ \Omega dividem o mesmo nó; a LKC nele, v12=v12+v13+v13\tfrac{v_1}{2} = \tfrac{v_1}{2} + \tfrac{v_1}{3} + \tfrac{v_1}{3}, só fecha com v1=0v_1 = 0. Nada circula à direita e o capacitor aberto segura os 30 V30\ \mathrm{V}.

Passo 2 — continuidade: v(0+)=30 Vv(0^+) = 30\ \mathrm{V} e i(0+)=0i(0^+) = 0.

Passo 3 — circuito em 0+0^+. Fonte de 50 V50\ \mathrm{V}, chave do meio aberta. O capacitor, valendo 30 V30\ \mathrm{V}, deixa o nó do 2 Ω2\ \Omega em

v1(0+)=50−30=20 V⟹v12=10 Av_1(0^+) = 50 - 30 = 20\ \mathrm{V} \qquad\Longrightarrow\qquad \frac{v_1}{2} = 10\ \mathrm{A}
+−30 Vaberta+−50 V+−v(0⁺) = 30 V2 Ω−+v1abertav1/2 A3 Ω3 Ω0 Av1 = 50 − 30 = 20 V · iC = 20/2 = 10 A · vL = 3 · 10 = 30 V

O circuito em 0+0^+. Fonte de 50 V50\ \mathrm{V}, capacitor como fonte de 30 V30\ \mathrm{V} e chave do meio aberta: v1=20 Vv_1 = 20\ \mathrm{V}, e os 10 A10\ \mathrm{A} do 2 Ω2\ \Omega vêm todos pelo capacitor. À direita, a controlada injeta v1/2=10 Av_1/2 = 10\ \mathrm{A}; com o indutor como fonte de 0 A0\ \mathrm{A}, tudo desce pelo 3 Ω3\ \Omega vertical, que fica com 30 V30\ \mathrm{V} — a tensão do indutor.

Passo 4 — a derivada da tensão. Com a chave aberta, o nó do 2 Ω2\ \Omega só tem o capacitor e o resistor, então toda a corrente do 2 Ω2\ \Omega vem pelo capacitor:

iC(0+)=202=10 A⟹dv(0+)dt=101/10=100 V/si_C(0^+) = \frac{20}{2} = 10\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{\frac{dv(0^+)}{dt} = \frac{10}{1/10} = 100\ \mathrm{V/s}}

Passo 5 — a derivada da corrente. A fonte controlada injeta 10 A10\ \mathrm{A}; como i(0+)=0i(0^+) = 0, tudo isso vai para o 3 Ω3\ \Omega vertical, e o 3 Ω3\ \Omega horizontal não cai tensão:

vL(0+)=3⋅10=30 V⟹di(0+)dt=301/2=60 A/sv_L(0^+) = 3 \cdot 10 = 30\ \mathrm{V} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{\frac{di(0^+)}{dt} = \frac{30}{1/2} = 60\ \mathrm{A/s}}

Conferência — a LKC no nó da direita fecha: entram 10 A10\ \mathrm{A} da controlada, saem 10 A10\ \mathrm{A} pelo 3 Ω3\ \Omega vertical e 00 pelo horizontal ✔ Confere com a resolução da prova.

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Questão 172º EE2021.1Primeira ordem · Divisor de corrente na condição inicial3 ptsVer material

Determinar a tensão vv para t>0t > 0, sabendo que o circuito está em regime permanente em t=0−t = 0^-.

9 A6 Ωabrefecha+−5 V3 Ω−+v1/2 H5 Ω

A chave é comutadora (no original, um só polo com dois contatos; aqui, as duas metades dela). Antes de t=0t=0 ela liga o 3 Ω3\ \Omega à fonte de 9 A9\ \mathrm{A} com o 6 Ω6\ \Omega; em t=0t=0 a seta a leva para baixo, e quem passa a alimentar o 3 Ω3\ \Omega é a fonte de 5 V5\ \mathrm{V}. A condição inicial sai de um divisor de corrente, porque em regime o indutor é um fio.

Gabarito

v(t)=5+658 e−15t/4=5+8,125 e−3,75t Vv(t) = 5 + \dfrac{65}{8}\,e^{-15t/4} = 5 + 8{,}125\,e^{-3,75t}\ \mathrm{V}, para t>0t > 0

Passo a passo

Passo 1 — condição inicial. Com o indutor em fio, o ramo dele vale 3 Ω3\ \Omega e concorre com o 6 Ω6\ \Omega. Divisor de corrente:

iL(0)=66+3⋅9=23⋅9=6 Ai_L(0) = \frac{6}{6+3}\cdot 9 = \frac{2}{3}\cdot 9 = 6\ \mathrm{A}
9 A6 Ω+−5 Vdesligada3 ΩiLcurto5 ΩiL(0⁻) = 6 A

Em t=0−t = 0^-. A chave está na fonte de 9 A9\ \mathrm{A} e a de 5 V5\ \mathrm{V} está desligada. O indutor é um fio e curto-circuita o 5 Ω5\ \Omega; a fonte de 9 A9\ \mathrm{A} se divide entre o 6 Ω6\ \Omega e o ramo de 3 Ω3\ \Omega: iL(0)=69⋅9=6 Ai_L(0) = \tfrac{6}{9}\cdot 9 = 6\ \mathrm{A}.

Passo 2 — a equação para t>0t > 0. Com a chave na fonte de 5 V5\ \mathrm{V}, chame ii a corrente do 3 Ω3\ \Omega, iLi_L a do indutor e iRi_R a do 5 Ω5\ \Omega. Então

5=3i+vL,i=iL+iR,vL=5 iR=12diLdt5 = 3i + v_L, \qquad i = i_L + i_R, \qquad v_L = 5\,i_R = \frac{1}{2}\frac{di_L}{dt}

Substituindo iR=vL/5i_R = v_L/5:

3(iL+vL5)+vL=5→×515 iL+8 vL=253\left(i_L + \frac{v_L}{5}\right) + v_L = 5 \qquad\xrightarrow{\times 5}\qquad 15\,i_L + 8\,v_L = 25

E com vL=12 diL/dtv_L = \tfrac12\,di_L/dt:

4 diLdt+15 iL=25\boxed{4\,\frac{di_L}{dt} + 15\,i_L = 25}
9 A6 Ωaberta+−5 V3 Ωi1/2 HiL5 ΩiR

Para t>0t \gt 0. A chave passou para a fonte de 5 V5\ \mathrm{V}, e a de 9 A9\ \mathrm{A} com o 6 Ω6\ \Omega ficou isolada do resto. LKT e LKC dão 5=3i+vL5 = 3i + v_L e i=iL+iRi = i_L + i_R, com vL=5 iRv_L = 5\,i_R, até 4 diL/dt+15 iL=254\,di_L/dt + 15\,i_L = 25.

Passo 3 — resolvendo. Característica 4s+15=0⇒s=−3,754s + 15 = 0 \Rightarrow s = -3{,}75, e forçada if=2515=53 Ai_f = \tfrac{25}{15} = \tfrac53\ \mathrm{A}:

iL(t)=53+(6−53)e−3,75t=53+133 e−3,75t Ai_L(t) = \frac{5}{3} + \left(6 - \frac{5}{3}\right)e^{-3,75t} = \frac{5}{3} + \frac{13}{3}\,e^{-3,75t}\ \mathrm{A}
+−5 V3 Ω−+viLcurto5 ΩiL(∞) = 5/3 A · v(∞) = 5 V

Para t→∞t \to \infty. O indutor volta a ser fio e o 5 Ω5\ \Omega fica em curto: toda a fonte cai sobre o 3 Ω3\ \Omega, iL(∞)=5/3 Ai_L(\infty) = 5/3\ \mathrm{A} — a forçada da equação.

Passo 4 — a tensão pedida. Primeiro a do indutor:

vL=12diLdt=12⋅133⋅(−3,75) e−3,75t=−658 e−3,75t Vv_L = \frac{1}{2}\frac{di_L}{dt} = \frac{1}{2}\cdot\frac{13}{3}\cdot(-3{,}75)\,e^{-3,75t} = -\frac{65}{8}\,e^{-3,75t}\ \mathrm{V}

e vv é o que sobra da fonte:

v=5−vL=5+658 e−3,75t=5+8,125 e−3,75t V\boxed{v = 5 - v_L = 5 + \frac{65}{8}\,e^{-3,75t} = 5 + 8{,}125\,e^{-3,75t}\ \mathrm{V}}

Conferência — em t=0t=0: v=13,125 Vv = 13{,}125\ \mathrm{V}, logo i=v/3=4,375 Ai = v/3 = 4{,}375\ \mathrm{A}. E de fato i=iL+vL/5=6−1,625=4,375 Ai = i_L + v_L/5 = 6 - 1{,}625 = 4{,}375\ \mathrm{A} ✔ Para tt grande, v→5 Vv \to 5\ \mathrm{V}: o indutor vira fio, o 5 Ω5\ \Omega fica em curto e os 5 V5\ \mathrm{V} da fonte caem inteiros sobre o 3 Ω3\ \Omega, com i→5/3 Ai \to 5/3\ \mathrm{A}: 3×53=5 V3 \times \tfrac53 = 5\ \mathrm{V} ✔

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Questão 182º EE2021.1Segunda ordem · Superamortecido sem energia inicial4 ptsVer material

Determinar a corrente ii para t>0t > 0, dado que não há energia inicial armazenada no circuito.

4 A4 Ω−+v1v1/4 A4 Ω1/8 Fi2 H2 Ω

“Sem energia inicial armazenada” é o enunciado dizendo vC(0)=0v_C(0) = 0 e i(0)=0i(0) = 0 — as duas condições de uma vez. A fonte controlada fica em paralelo com o ramo 4 Ω4\ \Omega + capacitor.

Gabarito

i(t)=2+1,185 e−1,44t−3,185 e−5,56t Ai(t) = 2 + 1{,}185\,e^{-1,44t} - 3{,}185\,e^{-5,56t}\ \mathrm{A}, para t>0t > 0

Passo a passo

Passo 1 — as condições iniciais, dadas pelo enunciado:

vC(0)=0i(0)=0v_C(0) = 0 \qquad\qquad i(0) = 0

Passo 2 — a equação. Escrevendo a LKC e a LKT do circuito e eliminando as variáveis até sobrar vCv_C, com iC=18 dvCdti_C = \tfrac18\,\dfrac{dv_C}{dt}, chega-se a

d2vCdt2+7 dvCdt+8 vC=32\boxed{\frac{d^2 v_C}{dt^2} + 7\,\frac{dv_C}{dt} + 8\,v_C = 32}
4 A4 Ω−+v1v1/4 A4 ΩiCvC1/8 Fi2 H2 Ωi = v1/4 + iC = 2 + 0,5 iC

As variáveis da equação. LKC no nó da esquerda: 4=v14+v14+iC4 = \tfrac{v_1}{4} + \tfrac{v_1}{4} + i_C, logo v1=8−2iCv_1 = 8 - 2i_C; LKC no nó da direita: i=v14+iC=2+iC2i = \tfrac{v_1}{4} + i_C = 2 + \tfrac{i_C}{2}. A LKT pela malha do 4 Ω4\ \Omega, do capacitor e do ramo LL–2 Ω2\ \Omega fecha a conta, com vCv_C positivo do lado do nó da esquerda.

Passo 3 — as frequências naturais. 2α=72\alpha = 7 e ω02=8\omega_0^2 = 8:

α=3,5ω0=8≈2,83⟹α>ω0: superamortecido\alpha = 3{,}5 \qquad \omega_0 = \sqrt{8} \approx 2{,}83 \qquad\Longrightarrow\qquad \alpha > \omega_0: \ \textbf{superamortecido}s=−7±49−322=−7±172⟹s1=−1,44,s2=−5,56s = \frac{-7 \pm \sqrt{49 - 32}}{2} = \frac{-7 \pm \sqrt{17}}{2} \qquad\Longrightarrow\qquad s_1 = -1{,}44, \quad s_2 = -5{,}56

Passo 4 — resposta completa. Forçada vCf=32/8=4 Vv_{Cf} = 32/8 = 4\ \mathrm{V}:

vC(t)=A1e−1,44t+A2e−5,56t+4v_C(t) = A_1 e^{-1,44t} + A_2 e^{-5,56t} + 4
4 A4 Ω−+v1v1/4 A4 Ω−+vCabertoicurto2 Ωi(∞) = 2 A · v1 = 8 V · vC(∞) = 4 V

Para t→∞t \to \infty. Com iC=0i_C = 0, v1=8 Vv_1 = 8\ \mathrm{V} e i=2 Ai = 2\ \mathrm{A}, que cai sobre o 2 Ω2\ \Omega (4 V4\ \mathrm{V}); o capacitor fica com o resto, vC=8−4=4 Vv_C = 8 - 4 = 4\ \mathrm{V} — a forçada 32/832/8.

Passo 5 — as duas constantes. De vC(0)=0v_C(0) = 0:

A1+A2=−4A_1 + A_2 = -4

E de i(0)=0i(0) = 0, usando a relação do circuito i=2+iC2=2+116dvCdti = 2 + \dfrac{i_C}{2} = 2 + \dfrac{1}{16}\dfrac{dv_C}{dt}:

0=2+116(−1,44 A1−5,56 A2)⟹1,44 A1+5,56 A2=320 = 2 + \frac{1}{16}\big(-1{,}44\,A_1 - 5{,}56\,A_2\big) \qquad\Longrightarrow\qquad 1{,}44\,A_1 + 5{,}56\,A_2 = 32

Resolvendo o sistema:

−4,12 A1=54,24⟹A1=−13,165,A2=9,165-4{,}12\,A_1 = 54{,}24 \qquad\Longrightarrow\qquad A_1 = -13{,}165, \quad A_2 = 9{,}165
4 A4 Ω−+v1v1/4 A4 ΩiC+−0 Vi0 A2 ΩiC(0⁺) = −4 A · vC′(0⁺) = −32 V/s

Em t=0+t = 0^+. Sem energia inicial, o capacitor é uma fonte de 0 V0\ \mathrm{V} e o indutor, uma de 0 A0\ \mathrm{A}. Com i=2+iC/2=0i = 2 + i_C/2 = 0, sai iC(0+)=−4 Ai_C(0^+) = -4\ \mathrm{A}, e dvC/dt=8 iC=−32 V/sdv_C/dt = 8\,i_C = -32\ \mathrm{V/s} — a segunda condição do Passo 5.

Passo 6 — de vCv_C para ii:

i(t)=2+116[(−1,44)(−13,165)e−1,44t+(−5,56)(9,165)e−5,56t]i(t) = 2 + \frac{1}{16}\left[(-1{,}44)(-13{,}165)e^{-1,44t} + (-5{,}56)(9{,}165)e^{-5,56t}\right]i(t)=2+1,185 e−1,44t−3,185 e−5,56t A\boxed{i(t) = 2 + 1{,}185\,e^{-1,44t} - 3{,}185\,e^{-5,56t}\ \mathrm{A}}

Conferência — em t=0t=0: 2+1,185−3,185=02 + 1{,}185 - 3{,}185 = 0 ✔ Para tt grande, i→2 Ai \to 2\ \mathrm{A} ✔ E note a assinatura do superamortecido: duas exponenciais reais, sem oscilação, e a mais lenta (s1=−1,44s_1 = -1{,}44) é quem domina o fim do transitório — em t≈2 st \approx 2\ \mathrm{s} a segunda já morreu e sobra só a primeira. Confere com a resolução da prova.

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Questão 192º EE2020.2Condições iniciais · Chave que curto-circuita a fonte3 ptsVer material

Sabendo que o circuito a seguir encontra-se em regime permanente em t=0−t = 0^-, determine os valores de ii, vv, i1i_1, dv/dtdv/dt e di/dtdi/dt em t=0−t = 0^- e em t=0+t = 0^+.

10 Afecha1/10 F−+v6 Ω10 Ωi14 Ω2 Hi

A chave é um ramo vertical logo depois da fonte: ao fechar, ela curto-circuita a fonte de 10 A10\ \mathrm{A} e aterra aquele nó. O capacitor liga, por cima, esse mesmo nó ao nó do indutor.

Gabarito

Em 0−0^-: i=507≈7,14 Ai = \tfrac{50}{7} \approx 7{,}14\ \mathrm{A}, v=−6207≈−88,57 Vv = -\tfrac{620}{7} \approx -88{,}57\ \mathrm{V}, i1=207≈2,86 Ai_1 = \tfrac{20}{7} \approx 2{,}86\ \mathrm{A}, dv/dt=0dv/dt = 0, di/dt=0di/dt = 0 · Em 0+0^+: i=507 Ai = \tfrac{50}{7}\ \mathrm{A}, v=−6207 Vv = -\tfrac{620}{7}\ \mathrm{V}, i1=−307≈−4,29 Ai_1 = -\tfrac{30}{7} \approx -4{,}29\ \mathrm{A}, dv/dt=3007≈42,86 V/sdv/dt = \tfrac{300}{7} \approx 42{,}86\ \mathrm{V/s}, di/dt=−3107≈−44,29 A/sdi/dt = -\tfrac{310}{7} \approx -44{,}29\ \mathrm{A/s}

Passo a passo

Passo 1 — circuito em 0−0^- (chave aberta; capacitor aberto, indutor em fio). O indutor põe o nó da direita em 0 V0\ \mathrm{V}, então do nó do meio saem o 10 Ω10\ \Omega e o 4 Ω4\ \Omega em paralelo:

10∥4=4014=207 Ω10 \parallel 4 = \frac{40}{14} = \frac{20}{7}\ \Omega

Toda a fonte atravessa o 6 Ω6\ \Omega, logo

vmeio=10⋅207=2007 Vv_{\text{meio}} = 10 \cdot \frac{20}{7} = \frac{200}{7}\ \mathrm{V}i(0−)=200/74=507 Ai1(0−)=200/710=207 A\boxed{i(0^-) = \frac{200/7}{4} = \frac{50}{7}\ \mathrm{A}} \qquad\qquad \boxed{i_1(0^-) = \frac{200/7}{10} = \frac{20}{7}\ \mathrm{A}}

A tensão do capacitor, com o ++ à direita (no nó do indutor, que está em 00):

v(0−)=−6(10)−4(507)=−60−2007=−6207 V\boxed{v(0^-) = -6(10) - 4\left(\frac{50}{7}\right) = -60 - \frac{200}{7} = -\frac{620}{7}\ \mathrm{V}}

E em regime permanente as duas derivadas são nulas:

dv(0−)dt=0di(0−)dt=0\boxed{\frac{dv(0^-)}{dt} = 0} \qquad\qquad \boxed{\frac{di(0^-)}{dt} = 0}
10 Aaberta−+vaberto6 Ω10 Ωi14 Ωicurtoi = 50/7 A · i1 = 20/7 A · v = −620/7 V

Em t=0−t = 0^-. Chave aberta, capacitor aberto, indutor em curto: os 10 A10\ \mathrm{A} passam pelo 6 Ω6\ \Omega e se dividem entre o 10 Ω10\ \Omega e o 4 Ω4\ \Omega (10∥4=20/7 Ω10 \parallel 4 = 20/7\ \Omega). A tensão vv, com o ++ à direita, soma as quedas no 6 Ω6\ \Omega e no 4 Ω4\ \Omega com sinal trocado.

Passo 2 — continuidade: i(0+)=507 Ai(0^+) = \tfrac{50}{7}\ \mathrm{A} e v(0+)=−6207 Vv(0^+) = -\tfrac{620}{7}\ \mathrm{V}.

Passo 3 — circuito em 0+0^+. A chave fecha e aterra o nó da esquerda, tirando a fonte do jogo. O capacitor vira fonte de −6207 V-\tfrac{620}{7}\ \mathrm{V} e o indutor, fonte de 507 A\tfrac{50}{7}\ \mathrm{A}. Chamando iR1i_{R1} a corrente do 6 Ω6\ \Omega e iR2i_{R2} a do 4 Ω4\ \Omega, as leis dão

10 i1+6 iR1=06 iR1+4 iR2+v=0iR1=i1+iR2iR2=iC+i10\,i_1 + 6\,i_{R1} = 0 \qquad 6\,i_{R1} + 4\,i_{R2} + v = 0 \qquad i_{R1} = i_1 + i_{R2} \qquad i_{R2} = i_C + i

Resolvendo o sistema:

iR1=507 A,i1(0+)=−307 A,iR2=807 Ai_{R1} = \frac{50}{7}\ \mathrm{A}, \qquad \boxed{i_1(0^+) = -\frac{30}{7}\ \mathrm{A}}, \qquad i_{R2} = \frac{80}{7}\ \mathrm{A}
10 Afechada+−v = −620/7 V6 Ω10 Ωi14 Ω50/7 Ai1(0⁺) = −30/7 A · iC(0⁺) = 30/7 A

Em t=0+t = 0^+. A chave aterra o nó da esquerda e a fonte de 10 A10\ \mathrm{A} sai do jogo. O capacitor é uma fonte de −620/7 V-620/7\ \mathrm{V} (++ à direita) e o indutor, uma de 50/7 A50/7\ \mathrm{A}; LKC no nó do meio dá vmeio=−300/7 Vv_{\text{meio}} = -300/7\ \mathrm{V}, logo i1=−30/7 Ai_1 = -30/7\ \mathrm{A}.

Passo 4 — as duas derivadas:

iC=iR2−i=807−507=307 A⟹dv(0+)dt=10 iC=3007≈42,86 V/si_C = i_{R2} - i = \frac{80}{7} - \frac{50}{7} = \frac{30}{7}\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{\frac{dv(0^+)}{dt} = 10\,i_C = \frac{300}{7} \approx 42{,}86\ \mathrm{V/s}}

A tensão do indutor é a própria tensão do capacitor (os dois ligam o mesmo par de nós, agora que o da esquerda está aterrado):

vL(0+)=v(0+)=−6207 V⟹di(0+)dt=−620/72=−3107≈−44,29 A/sv_L(0^+) = v(0^+) = -\frac{620}{7}\ \mathrm{V} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{\frac{di(0^+)}{dt} = \frac{-620/7}{2} = -\frac{310}{7} \approx -44{,}29\ \mathrm{A/s}}

Conferência — i1i_1 inverte de sinal em t=0t=0: antes a corrente descia pelo 10 Ω10\ \Omega alimentada pela fonte; depois, com a fonte curto-circuitada, quem manda é o capacitor carregado, e ela sobe. As grandezas de estado (ii e vv) não saltam ✔ Confere com a resolução da prova.

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Questão 202º EE2020.2Primeira ordem · Dois indutores que se desacoplam3 ptsVer material

Determinar a corrente ii para t>0t > 0, sabendo que o circuito está em regime permanente em t=0−t = 0^-.

+−40 V4 Ωifecha8 Ω1 H8 Ω2 H

Há dois indutores, mas eles não interagem: ao fechar, a chave aterra o nó comum, e cada ramo passa a se descarregar por conta própria. Dois problemas de 1ª ordem independentes, e ii é a soma que sobra na chave.

Gabarito

i(t)=10−52 e−8t−52 e−4t Ai(t) = 10 - \dfrac{5}{2}\,e^{-8t} - \dfrac{5}{2}\,e^{-4t}\ \mathrm{A}, para t>0t > 0

Passo a passo

Passo 1 — condições iniciais. Com a chave aberta e os indutores em fio, os dois 8 Ω8\ \Omega ficam em paralelo:

8∥8=4 Ω⟹itotal=404+4=5 A8 \parallel 8 = 4\ \Omega \qquad\Longrightarrow\qquad i_{\text{total}} = \frac{40}{4 + 4} = 5\ \mathrm{A}

e essa corrente se divide igualmente entre os dois ramos iguais:

i1(0)=i2(0)=52 Ai_1(0) = i_2(0) = \frac{5}{2}\ \mathrm{A}
+−40 V4 Ω5 Aaberta8 Ω5/2 A8 Ω5/2 A1 H e 2 H: curto

Em t=0−t = 0^-. Chave aberta e indutores em curto: 40 V40\ \mathrm{V} sobre 4+(8∥8)=8 Ω4 + (8 \parallel 8) = 8\ \Omega dá 5 A5\ \mathrm{A}, metade em cada ramo — i1(0)=i2(0)=5/2 Ai_1(0) = i_2(0) = 5/2\ \mathrm{A}.

Passo 2 — o circuito para t>0t > 0. A chave fecha e aterra o nó comum. Consequências:

  • a fonte com o 4 Ω4\ \Omega passa a entregar 404=10 A\dfrac{40}{4} = 10\ \mathrm{A} direto para a chave;
  • cada ramo de indutor fica com tensão nula nos terminais, e se descarrega sozinho.

Passo 3 — cada ramo, separadamente.

8 i1+1⋅di1dt=0⟹i1(t)=52 e−8t A(τ1=18 s)8\,i_1 + 1\cdot\frac{di_1}{dt} = 0 \qquad\Longrightarrow\qquad i_1(t) = \frac{5}{2}\,e^{-8t}\ \mathrm{A} \qquad (\tau_1 = \tfrac18\ \mathrm{s})8 i2+2⋅di2dt=0⟹i2(t)=52 e−4t A(τ2=14 s)8\,i_2 + 2\cdot\frac{di_2}{dt} = 0 \qquad\Longrightarrow\qquad i_2(t) = \frac{5}{2}\,e^{-4t}\ \mathrm{A} \qquad (\tau_2 = \tfrac14\ \mathrm{s})
+−40 V4 Ω10 Aifechada8 Ω1 Hi18 Ω2 Hi2τ1 = 1/8 sτ2 = 1/4 s

Para t>0t \gt 0. A chave põe o nó comum no potencial do fio de baixo: a fonte com o 4 Ω4\ \Omega entrega 10 A10\ \mathrm{A}, e cada ramo RL fica com tensão nula nos terminais e se descarrega sozinho, com τ=L/R\tau = L/R. Com i1i_1 e i2i_2 descendo pelos ramos, a LKC no nó comum dá 10=i+i1+i210 = i + i_1 + i_2.

Passo 4 — a corrente da chave, pela LKC no nó comum:

10=i+i1+i2⟹i(t)=10−52 e−8t−52 e−4t A10 = i + i_1 + i_2 \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{i(t) = 10 - \frac{5}{2}\,e^{-8t} - \frac{5}{2}\,e^{-4t}\ \mathrm{A}}

Conferência — em t=0+t = 0^+: i=10−2,5−2,5=5 Ai = 10 - 2{,}5 - 2{,}5 = 5\ \mathrm{A}. Antes de t=0t=0 a chave estava aberta e ii valia zero, então ii salta — e pode, porque não é corrente de indutor ✔ Para tt grande, os dois indutores se esvaziam e toda a corrente da fonte, 10 A10\ \mathrm{A}, passa pela chave ✔

O que a questão ensina — dois armazenadores não significam necessariamente 2ª ordem: se o chaveamento os desacopla, são duas equações de 1ª ordem, cada uma com o seu τ\tau. Aqui τ2\tau_2 é o dobro de τ1\tau_1, e é por isso que a segunda exponencial ainda está viva quando a primeira já morreu.

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Questão 212º EE2020.2Segunda ordem · Criticamente amortecido com corrente inicial alta4 ptsVer material

Determinar a corrente ii para t>0t > 0, dado que ig=10 Ai_g = 10\ \mathrm{A} e o circuito está em regime permanente em t=0−t = 0^-.

ig = 10 A2 Ωabre3 Ω5 Hi1/20 F

A chave está em paralelo com o 3 Ω3\ \Omega: fechada, ela o curto-circuita. Ao abrir em t=0t=0, insere o resistor — e o indutor com o capacitor, que ficam no mesmo par de nós, formam um circuito de 2ª ordem.

Gabarito

i(t)=4+(6+12 t) e−2t Ai(t) = 4 + (6 + 12\,t)\,e^{-2t}\ \mathrm{A}, para t>0t > 0

Passo a passo

Passo 1 — condições iniciais (chave fechada, regime permanente: indutor em fio, capacitor aberto). Com o 3 Ω3\ \Omega curto-circuitado e o indutor sendo fio, o nó fica em 0 V0\ \mathrm{V}: o 2 Ω2\ \Omega não conduz e toda a fonte vai para o indutor.

i(0)=10 AvC(0)=0i(0) = 10\ \mathrm{A} \qquad\qquad v_C(0) = 0
ig = 10 A2 Ωfechada3 Ωicurtoabertoi(0) = 10 A · vC(0) = 0

Em t=0−t = 0^-. A chave curto-circuita o 3 Ω3\ \Omega e o indutor é um fio: o nó de cima fica em 0 V0\ \mathrm{V}, o 2 Ω2\ \Omega não conduz e os 10 A10\ \mathrm{A} vão todos para o indutor.

Passo 2 — o circuito para t>0t > 0. A chave abre e o 3 Ω3\ \Omega entra. A fonte de 10 A10\ \mathrm{A} em paralelo com o 2 Ω2\ \Omega equivale a 20 V20\ \mathrm{V} em série com 2 Ω2\ \Omega; somando o 3 Ω3\ \Omega, o par LL–CC é alimentado por 20 V20\ \mathrm{V} através de 5 Ω5\ \Omega.

+−20 V2 Ω + 3 Ω = 5 Ω5 Hi1/20 F−+vC

Para t>0t \gt 0. A chave abre e o 3 Ω3\ \Omega entra em série. A fonte de 10 A10\ \mathrm{A} com o 2 Ω2\ \Omega vira 20 V20\ \mathrm{V} em série com 2 Ω2\ \Omega (Norton para Thévenin), e o par LL–CC vê 20 V20\ \mathrm{V} através de 5 Ω5\ \Omega.

Passo 3 — a equação. Com vC=5 didtv_C = 5\,\dfrac{di}{dt} e iC=120 dvCdti_C = \tfrac1{20}\,\dfrac{dv_C}{dt}, a LKC dá

20−vC5=i+120dvCdt→ ×4 d2idt2+4 didt+4 i=16\frac{20 - v_C}{5} = i + \frac{1}{20}\frac{dv_C}{dt} \qquad\xrightarrow{\ \times 4\ }\qquad \boxed{\frac{d^2 i}{dt^2} + 4\,\frac{di}{dt} + 4\,i = 16}

Passo 4 — o caso. 2α=42\alpha = 4 e ω02=4\omega_0^2 = 4:

α=ω0=2⟹criticamente amortecido,s1=s2=−2\alpha = \omega_0 = 2 \qquad\Longrightarrow\qquad \textbf{criticamente amortecido}, \quad s_1 = s_2 = -2

Passo 5 — resposta completa. Forçada if=16/4=4 Ai_f = 16/4 = 4\ \mathrm{A}:

i(t)=4+(A1+A2t) e−2ti(t) = 4 + (A_1 + A_2 t)\,e^{-2t}

De i(0)=10i(0) = 10:

4+A1=10⟹A1=64 + A_1 = 10 \qquad\Longrightarrow\qquad A_1 = 6

E de vC(0)=0=5 di(0)dtv_C(0) = 0 = 5\,\dfrac{di(0)}{dt}, ou seja di(0)/dt=0di(0)/dt = 0:

A2−2A1=0⟹A2=12A_2 - 2A_1 = 0 \qquad\Longrightarrow\qquad A_2 = 12i(t)=4+(6+12 t) e−2t A\boxed{i(t) = 4 + (6 + 12\,t)\,e^{-2t}\ \mathrm{A}}
+−20 V5 Ωicurtoabertoi(∞) = 20/5 = 4 A

Para t→∞t \to \infty. Indutor em curto, capacitor aberto: i(∞)=20/5=4 Ai(\infty) = 20/5 = 4\ \mathrm{A}, a forçada da equação.

Conferência — i(0)=4+6=10 Ai(0) = 4 + 6 = 10\ \mathrm{A} ✔ e i(∞)=4 Ai(\infty) = 4\ \mathrm{A}, que é 20/520/5 ✔ A tensão do capacitor sai da relação do indutor:

vC=5 didt=5[12−2(6+12t)]e−2t=−120 t e−2t Vv_C = 5\,\frac{di}{dt} = 5\big[12 - 2(6 + 12t)\big]e^{-2t} = -120\,t\,e^{-2t}\ \mathrm{V}

com vC(0)=0v_C(0) = 0 ✔ e negativa para t>0t>0, porque a corrente do indutor está caindo de 1010 para 4 A4\ \mathrm{A}.

Comparação útil — é o mesmo circuito do 3º quesito de 2022.2 (mesma EDO, mesmas raízes), com outras condições iniciais: lá i(0)=2 Ai(0) = 2\ \mathrm{A} e a corrente subia; aqui i(0)=10 Ai(0) = 10\ \mathrm{A} e ela desce. A equação não muda; quem muda a história são as duas constantes.

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Questão 222º EE2020.1Condições iniciais · Uma chave abre e a outra fecha3 ptsVer material

Sabendo que o circuito encontra-se em regime permanente em t=0−t = 0^-, determine os valores de ii, vv, vRv_R, di/dtdi/dt e dv/dtdv/dt em t=0−t = 0^- e em t=0+t = 0^+.

+−20 V10 Ωabre1/5 F−+v2 Hi10 Ω−+vRfecha1 A

As duas chaves agem em sentidos opostos: a da esquerda abre, tirando a fonte de 20 V20\ \mathrm{V}, e a da direita fecha, trazendo a de 1 A1\ \mathrm{A}. Depois disso o circuito não tem mais fonte de tensão nenhuma.

Gabarito

Em 0−0^-: i=1 Ai = 1\ \mathrm{A}, v=10 Vv = 10\ \mathrm{V}, vR=10 Vv_R = 10\ \mathrm{V}, di/dt=0di/dt = 0, dv/dt=0dv/dt = 0 · Em 0+0^+: i=1 Ai = 1\ \mathrm{A}, v=10 Vv = 10\ \mathrm{V}, vR=20 Vv_R = 20\ \mathrm{V}, di/dt=−5 A/sdi/dt = -5\ \mathrm{A/s}, dv/dt=−5 V/sdv/dt = -5\ \mathrm{V/s}

Passo a passo

Passo 1 — circuito em 0−0^- (chave da esquerda fechada, da direita aberta; capacitor aberto, indutor em fio). Sobram a fonte de 20 V20\ \mathrm{V}, o 10 Ω10\ \Omega da entrada e o 10 Ω10\ \Omega da direita, em série:

i(0−)=2020=1 A⟹vR(0−)=10⋅1=10 Vi(0^-) = \frac{20}{20} = \boxed{1\ \mathrm{A}} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{v_R(0^-) = 10 \cdot 1 = 10\ \mathrm{V}}

O capacitor está entre o nó do indutor e o fio de baixo; com o indutor sendo fio, esse nó é o mesmo do 10 Ω10\ \Omega:

v(0−)=10 V\boxed{v(0^-) = 10\ \mathrm{V}}

E em regime permanente,

di(0−)dt=0dv(0−)dt=0\boxed{\frac{di(0^-)}{dt} = 0} \qquad\qquad \boxed{\frac{dv(0^-)}{dt} = 0}
+−20 V10 Ωfechada−+vabertoicurto10 Ω−+vRaberta: 1 A forai = 1 A · v = 10 V · vR = 10 V

Em t=0−t = 0^-. Capacitor aberto e indutor em curto: a fonte de 20 V20\ \mathrm{V} vê os dois 10 Ω10\ \Omega em série, i=1 Ai = 1\ \mathrm{A}, e o capacitor, ligado ao mesmo nó do 10 Ω10\ \Omega da direita, fica com v=vR=10 Vv = v_R = 10\ \mathrm{V}.

Passo 2 — continuidade: i(0+)=1 Ai(0^+) = 1\ \mathrm{A} e v(0+)=10 Vv(0^+) = 10\ \mathrm{V}.

Passo 3 — circuito em 0+0^+. A chave da esquerda abriu (a fonte de 20 V20\ \mathrm{V} saiu) e a da direita fechou (entrou a de 1 A1\ \mathrm{A}). No nó do 10 Ω10\ \Omega chegam duas correntes: 1 A1\ \mathrm{A} do indutor e 1 A1\ \mathrm{A} da fonte.

vR(0+)=10⋅2=20 V\boxed{v_R(0^+) = 10 \cdot 2 = 20\ \mathrm{V}}
20 V: fora+−v = 10 ViCi = 1 A10 Ω−+vRfechada1 AvR = 20 V · iC = −1 A · vL = 10 − 20 = −10 V

Em t=0+t = 0^+. O capacitor vira uma fonte de 10 V10\ \mathrm{V} e o indutor, uma de 1 A1\ \mathrm{A}. O 10 Ω10\ \Omega recebe 1+1=2 A1 + 1 = 2\ \mathrm{A} (vR=20 Vv_R = 20\ \mathrm{V}); o capacitor, sozinho com o indutor no seu nó, fornece iC=−1 Ai_C = -1\ \mathrm{A}, e o indutor fica com vL=10−20=−10 Vv_L = 10 - 20 = -10\ \mathrm{V}.

Passo 4 — a derivada da tensão. Com a chave da esquerda aberta, o nó do capacitor só tem dois ramos: o capacitor e o indutor. O indutor retira 1 A1\ \mathrm{A} dali, então o capacitor o fornece:

iC(0+)=−1 A⟹dv(0+)dt=−11/5=−5 V/si_C(0^+) = -1\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{\frac{dv(0^+)}{dt} = \frac{-1}{1/5} = -5\ \mathrm{V/s}}

Passo 5 — a derivada da corrente. O indutor tem v=10 Vv = 10\ \mathrm{V} à esquerda e vR=20 Vv_R = 20\ \mathrm{V} à direita. Com o ++ no terminal por onde ii entra:

vL(0+)=10−20=−10 V⟹di(0+)dt=−102=−5 A/sv_L(0^+) = 10 - 20 = -10\ \mathrm{V} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{\frac{di(0^+)}{dt} = \frac{-10}{2} = -5\ \mathrm{A/s}}

Conferência do sinal — a derivada tem de ser negativa, e há como checar sem conta: para tt grande o capacitor abre, e sem ele não há caminho de retorno para a corrente do indutor, logo i(∞)=0i(\infty) = 0. Uma corrente que sai de 1 A1\ \mathrm{A} e vai a zero começa caindo.

Uma divergência com a resolução da prova — ela apresenta di(0+)/dt=+5 A/sdi(0^+)/dt = +5\ \mathrm{A/s}. O valor correto é −5 A/s-5\ \mathrm{A/s}: o gabarito marcou o ++ de vLv_L do lado do capacitor mas fez a conta como se estivesse do lado do 10 Ω10\ \Omega, invertendo o sinal. Os outros quatro valores dele conferem.

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Questão 232º EE2020.1Primeira ordem · Chave que insere um resistor em série3 ptsVer material

Determinar a corrente ii e a tensão vv para t>0t > 0, sabendo que o circuito está em regime permanente em t<0t < 0.

21 A4 Ωiabre2 Ω3 Ω1/4 F−+v

A chave está em paralelo com o 2 Ω2\ \Omega. Fechada, ela o curto-circuita e junta os dois nós; ao abrir, insere o resistor em série e separa o nó do capacitor do nó da fonte.

Gabarito

v(t)=28+8 e−2t Vv(t) = 28 + 8\,e^{-2t}\ \mathrm{V} · i(t)=353+43 e−2t≈11,67+1,33 e−2t Ai(t) = \dfrac{35}{3} + \dfrac{4}{3}\,e^{-2t} \approx 11{,}67 + 1{,}33\,e^{-2t}\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — condição inicial (chave fechada, capacitor aberto). Com o 2 Ω2\ \Omega em curto, o 4 Ω4\ \Omega e o 3 Ω3\ \Omega ficam em paralelo:

4∥3=127 Ω⟹v(0)=21⋅127=36 V4 \parallel 3 = \frac{12}{7}\ \Omega \qquad\Longrightarrow\qquad v(0) = 21 \cdot \frac{12}{7} = 36\ \mathrm{V}
21 A4 Ωifechada2 Ω3 Ω−+vabertov(0) = 21 · 12/7 = 36 V · i(0⁻) = 9 A

Em t=0−t = 0^-. A chave curto-circuita o 2 Ω2\ \Omega e o capacitor é aberto: os 21 A21\ \mathrm{A} entram em 4∥3=12/7 Ω4 \parallel 3 = 12/7\ \Omega, e v(0)=36 Vv(0) = 36\ \mathrm{V}.

Passo 2 — valor final (chave aberta, capacitor aberto). Agora o caminho da direita é 2+3=5 Ω2 + 3 = 5\ \Omega, em paralelo com o 4 Ω4\ \Omega:

4∥5=209 Ω⟹vA(∞)=21⋅209=1403 V4 \parallel 5 = \frac{20}{9}\ \Omega \qquad\Longrightarrow\qquad v_A(\infty) = 21 \cdot \frac{20}{9} = \frac{140}{3}\ \mathrm{V}

e a corrente do ramo de 5 Ω5\ \Omega vale 140/35=283 A\tfrac{140/3}{5} = \tfrac{28}{3}\ \mathrm{A}, logo

v(∞)=3⋅283=28 Vv(\infty) = 3 \cdot \frac{28}{3} = 28\ \mathrm{V}
21 A4 ΩvAchave aberta2 Ω28/3 A3 Ω−+vabertovA(∞) = 140/3 V · v(∞) = 3 · 28/3 = 28 V

Para t→∞t \to \infty. Chave aberta e capacitor aberto: o ramo da direita tem 2+3=5 Ω2 + 3 = 5\ \Omega, em paralelo com o 4 Ω4\ \Omega. Dos 140/3 V140/3\ \mathrm{V} do nó da fonte, o 3 Ω3\ \Omega fica com 28 V28\ \mathrm{V}.

Passo 3 — constante de tempo. Desativando a fonte de corrente (circuito aberto), o capacitor vê, do seu nó: o 3 Ω3\ \Omega, e o 2+4=6 Ω2 + 4 = 6\ \Omega do outro caminho —

Req=3∥6=2 Ω⟹τ=2⋅14=0,5 sR_{\mathrm{eq}} = 3 \parallel 6 = 2\ \Omega \qquad\Longrightarrow\qquad \tau = 2 \cdot \frac14 = 0{,}5\ \mathrm{s}
21 A: aberto4 Ω2 Ωchave aberta3 Ω1/4 FReq = 3 ∥ (2 + 4) = 2 Ω · τ = 2 · 1/4 = 0,5 s

A constante de tempo. Com a fonte de corrente desligada (aberta), o 2 Ω2\ \Omega e o 4 Ω4\ \Omega ficam em série, e o capacitor vê esse 6 Ω6\ \Omega em paralelo com o 3 Ω3\ \Omega: Req=2 ΩR_{\mathrm{eq}} = 2\ \Omega, τ=0,5 s\tau = 0{,}5\ \mathrm{s}.

Passo 4 — a fórmula dos três valores:

v(t)=28+(36−28) e−t/0,5=28+8 e−2t V\boxed{v(t) = 28 + (36 - 28)\,e^{-t/0,5} = 28 + 8\,e^{-2t}\ \mathrm{V}}

Passo 5 — de vv para ii. A LKC no nó da fonte relaciona as duas:

21=vA4+vA−v2⟹vA=84+2v321 = \frac{v_A}{4} + \frac{v_A - v}{2} \qquad\Longrightarrow\qquad v_A = \frac{84 + 2v}{3}i=vA4=84+2v12=84+56+16 e−2t12i = \frac{v_A}{4} = \frac{84 + 2v}{12} = \frac{84 + 56 + 16\,e^{-2t}}{12}i(t)=353+43 e−2t A\boxed{i(t) = \frac{35}{3} + \frac{4}{3}\,e^{-2t}\ \mathrm{A}}

Conferência — em t=0t=0: v=36 Vv = 36\ \mathrm{V} ✔ e i=13 Ai = 13\ \mathrm{A}. Dá para checar direto: com v=36v = 36, a LKC no nó da fonte dá vA=52 Vv_A = 52\ \mathrm{V} e i=13 Ai = 13\ \mathrm{A} ✔ Note que ii salta de 9 A9\ \mathrm{A} (em 0−0^-, quando o 2 Ω2\ \Omega estava em curto) para 13 A13\ \mathrm{A} — e pode, porque ii não é corrente de indutor. Só vv é contínua. O resultado de vv confere com a resolução da prova.

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Questão 242º EE2020.1Segunda ordem · Quando as condições iniciais matam o transitório4 ptsVer material

Determinar a tensão vv e a corrente ii para t>0t > 0, sabendo que i(0)=2 Ai(0) = 2\ \mathrm{A} e v(0)=0v(0) = 0.

+−16 V8 Ω5 Hi1/80 F−+v

O indutor e o capacitor ficam no mesmo par de nós e não se associam: 2ª ordem. O enunciado entrega as duas condições iniciais — e elas guardam uma surpresa.

Gabarito

i(t)=2 Ai(t) = 2\ \mathrm{A} e v(t)=0v(t) = 0 — constantes, para todo t>0t > 0. Não há transitório.

Passo a passo

Passo 1 — a equação. Com v=5 didtv = 5\,\dfrac{di}{dt} e iC=180 dvdti_C = \tfrac{1}{80}\,\dfrac{dv}{dt}, a LKC no nó do capacitor dá

16−v8=i+180dvdt\frac{16 - v}{8} = i + \frac{1}{80}\frac{dv}{dt}

Multiplicando por 8080 e substituindo vv e dv/dt=5 d2idt2dv/dt = 5\,\dfrac{d^2 i}{dt^2}:

d2idt2+10 didt+16 i=32\boxed{\frac{d^2 i}{dt^2} + 10\,\frac{di}{dt} + 16\,i = 32}

Passo 2 — as frequências naturais. 2α=102\alpha = 10 e ω02=16\omega_0^2 = 16:

α=5ω0=4⟹α>ω0: superamortecido\alpha = 5 \qquad \omega_0 = 4 \qquad\Longrightarrow\qquad \alpha > \omega_0: \ \textbf{superamortecido}s=−10±100−642=−10±62⟹s1=−2,s2=−8s = \frac{-10 \pm \sqrt{100 - 64}}{2} = \frac{-10 \pm 6}{2} \qquad\Longrightarrow\qquad s_1 = -2, \quad s_2 = -8

Passo 3 — resposta completa. Forçada if=32/16=2 Ai_f = 32/16 = 2\ \mathrm{A}:

i(t)=2+A1e−2t+A2e−8ti(t) = 2 + A_1 e^{-2t} + A_2 e^{-8t}

Passo 4 — as duas constantes. De i(0)=2i(0) = 2:

A1+A2=0A_1 + A_2 = 0

E de v(0)=0v(0) = 0, com v=5 di/dtv = 5\,di/dt:

v=5(−2A1e−2t−8A2e−8t)⟹v(0)=−10A1−40A2=0v = 5\left(-2A_1 e^{-2t} - 8A_2 e^{-8t}\right) \qquad\Longrightarrow\qquad v(0) = -10A_1 - 40A_2 = 0

Substituindo A2=−A1A_2 = -A_1:

−10A1+40A1=30 A1=0⟹A1=0eA2=0-10A_1 + 40A_1 = 30\,A_1 = 0 \qquad\Longrightarrow\qquad A_1 = 0 \quad\text{e}\quad A_2 = 0i(t)=2 Av(t)=0\boxed{i(t) = 2\ \mathrm{A}} \qquad\qquad \boxed{v(t) = 0}
+−16 V8 Ω(16 − 0)/8 = 2 Ai = 2 A+−v = 0 ViCiC(0⁺) = 2 − 2 = 0 · v′(0⁺) = 0 · i′(0⁺) = v/5 = 0

Em t=0+t = 0^+. Com v(0)=0v(0) = 0, o 8 Ω8\ \Omega leva 16/8=2 A16/8 = 2\ \mathrm{A}, que é exatamente a corrente do indutor: o capacitor recebe zero e dv/dt=0dv/dt = 0; com v=0v = 0, também di/dt=0di/dt = 0. Nada começa a mudar.

O que a questão está ensinando — as duas constantes saem nulas, e portanto não existe transitório: o circuito já nasceu no regime permanente. Faz sentido conferir por outro caminho: em regime, o indutor é fio e o capacitor abre, então

i(∞)=168=2 Av(∞)=0i(\infty) = \frac{16}{8} = 2\ \mathrm{A} \qquad\qquad v(\infty) = 0

— exatamente os valores iniciais dados ✔ Quando isso acontece, montar a equação diferencial ainda vale a nota, mas a resposta é a linha reta. Confere com a resolução da prova.

+−16 V8 Ωicurto−+vabertoi(∞) = 2 A = i(0) · v(∞) = 0 = v(0)

Para t→∞t \to \infty. Indutor em curto e capacitor aberto: i(∞)=16/8=2 Ai(\infty) = 16/8 = 2\ \mathrm{A} e v(∞)=0v(\infty) = 0 — os mesmos valores do instante inicial.

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Questão 252º EE2019.2Condições iniciais · Fonte controlada que nasce do nada3 ptsVer material

Sabendo que o circuito encontra-se em regime permanente em t=0−t = 0^-, determine os valores de ii, vv, di/dtdi/dt e dv/dtdv/dt em t=0+t = 0^+.

+−12 Vabre+−20 Vfecha1/5 F−+v4 Ω−+v1abrev1 A6 Ω6 Ω1 Hi

Em 0−0^- o circuito está inteiro mas parado: o capacitor bloqueia, logo o 4 Ω4\ \Omega não conduz, v1=0v_1 = 0 e a fonte controlada entrega zero. Nada circula. A comutação para 20 V20\ \mathrm{V} é o que acorda tudo.

Gabarito

i(0+)=0i(0^+) = 0 · v(0+)=12 Vv(0^+) = 12\ \mathrm{V} · di(0+)dt=48 A/s\dfrac{di(0^+)}{dt} = 48\ \mathrm{A/s} · dv(0+)dt=10 V/s\dfrac{dv(0^+)}{dt} = 10\ \mathrm{V/s}

Passo a passo

Passo 1 — circuito em 0−0^- (fonte de 12 V12\ \mathrm{V}, segunda chave fechada; capacitor aberto, indutor em fio).

O capacitor, aberto, impede qualquer corrente no 4 Ω4\ \Omega:

v1(0−)=0⟹a fonte controlada vale v1=0v_1(0^-) = 0 \qquad\Longrightarrow\qquad \text{a fonte controlada vale } v_1 = 0

Sem fonte controlada, o ramo dos 6 Ω6\ \Omega com o indutor não é alimentado:

i(0−)=0v(0−)=12−0=12 Vi(0^-) = 0 \qquad\qquad v(0^-) = 12 - 0 = 12\ \mathrm{V}
+−12 V+−20 VabertaC: aberto−+v4 Ω−+v10 A6 Ω6 ΩL: curtoiv(0⁻) = 12 V · v1 = 0 · i(0⁻) = 0

Regime em 0−0^-. Capacitor aberto e indutor em curto: sem corrente no 4 Ω4\ \Omega, v1=0v_1 = 0 e a fonte controlada entrega 0 A0\ \mathrm{A}. Nada circula, i(0−)=0i(0^-) = 0, e o capacitor fica com toda a fonte, v(0−)=12 Vv(0^-) = 12\ \mathrm{V}.

Passo 2 — continuidade:

i(0+)=0v(0+)=12 V\boxed{i(0^+) = 0} \qquad\qquad \boxed{v(0^+) = 12\ \mathrm{V}}

Passo 3 — circuito em 0+0^+. Fonte de 20 V20\ \mathrm{V}, segunda chave aberta. O capacitor, valendo 12 V12\ \mathrm{V}, deixa o nó do 4 Ω4\ \Omega em

v1(0+)=20−12=8 V⟹fonte controlada=8 Av_1(0^+) = 20 - 12 = 8\ \mathrm{V} \qquad\Longrightarrow\qquad \text{fonte controlada} = 8\ \mathrm{A}
+−12 Vaberta+−20 V+−12 V4 Ω2 A−+v1aberta8 A6 Ω8 A6 Ω0 Av1 = 8 V · vL = 48 V

Circuito em 0+0^+. A chave comutou para 20 V20\ \mathrm{V} e a do meio abriu. O capacitor vira fonte de 12 V12\ \mathrm{V}, logo v1=20−12=8 Vv_1 = 20 - 12 = 8\ \mathrm{V} e passam 2 A2\ \mathrm{A} pelo 4 Ω4\ \Omega; o indutor vira fonte de 0 A0\ \mathrm{A}, e os 8 A8\ \mathrm{A} da controlada descem todos pelo 6 Ω6\ \Omega vertical, deixando vL=48 Vv_L = 48\ \mathrm{V}.

Passo 4 — a derivada da tensão. Com a chave aberta, o nó do 4 Ω4\ \Omega só tem o capacitor e o resistor, então toda a corrente do 4 Ω4\ \Omega vem do capacitor:

iC(0+)=84=2 A⟹dv(0+)dt=21/5=10 V/si_C(0^+) = \frac{8}{4} = 2\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{\frac{dv(0^+)}{dt} = \frac{2}{1/5} = 10\ \mathrm{V/s}}

Passo 5 — a derivada da corrente. A fonte controlada injeta 8 A8\ \mathrm{A}; como i(0+)=0i(0^+) = 0, o 6 Ω6\ \Omega horizontal não cai tensão e todos os 8 A8\ \mathrm{A} vão para o 6 Ω6\ \Omega vertical:

vL(0+)=6⋅8=48 V⟹di(0+)dt=481=48 A/sv_L(0^+) = 6 \cdot 8 = 48\ \mathrm{V} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{\frac{di(0^+)}{dt} = \frac{48}{1} = 48\ \mathrm{A/s}}

Conferência — a fonte controlada é o mecanismo da questão: ela vale zero em 0−0^- (porque v1=0v_1 = 0) e 8 A em 0+0^+, e é essa mudança abrupta que faz as duas derivadas saltarem de zero para valores grandes ✔ Confere com a resolução da prova.

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Questão 262º EE2019.2Primeira ordem · Troca de fonte que não muda nada3 ptsVer material

Determinar a corrente ii e a tensão vv para t>0t > 0, sabendo que o circuito está em regime permanente em t=0−t = 0^-.

+−16 V2 Ωabre2 Hi1 Ω2 Ω−+vfecha2 Ω16 A

As duas chaves trocam a alimentação: sai a fonte de 16 V16\ \mathrm{V} com o seu 2 Ω2\ \Omega, entra a de 16 A16\ \mathrm{A} com outro 2 Ω2\ \Omega. Os dois 2 Ω2\ \Omega ficam em paralelo depois da troca.

Gabarito

i(t)=8 Ai(t) = 8\ \mathrm{A} e v(t)=8 Vv(t) = 8\ \mathrm{V} — constantes, para todo t>0t > 0. Não há transitório.

Passo a passo

Passo 1 — condição inicial (primeira chave fechada, segunda aberta; indutor em fio). O indutor aterra o seu nó, então o ramo 1 Ω+2 Ω1\ \Omega + 2\ \Omega não conduz e toda a fonte atravessa o 2 Ω2\ \Omega de entrada:

i(0)=162=8 Ai(0) = \frac{16}{2} = 8\ \mathrm{A}
+−16 V2 ΩL: curtoii(0⁻) = 8 A · v(0⁻) = 01 Ω2 Ω−+vaberta2 Ω16 A

Regime em 0−0^-. O indutor é fio e aterra o seu nó: o ramo de 1 Ω1\ \Omega e 2 Ω2\ \Omega fica sem tensão e a fonte inteira cai no 2 Ω2\ \Omega de entrada, i(0−)=16/2=8 Ai(0^-) = 16/2 = 8\ \mathrm{A}. A fonte de 16 A16\ \mathrm{A}, ainda isolada pela chave aberta, circula só no seu 2 Ω2\ \Omega.

Passo 2 — o circuito para t>0t > 0. A primeira chave abre e a segunda fecha. Os dois 2 Ω2\ \Omega passam a ligar o mesmo par de nós:

2∥2=1 Ω2 \parallel 2 = 1\ \Omega

Sobra: fonte de 16 A16\ \mathrm{A}, o 1 Ω1\ \Omega horizontal, o indutor de 2 H2\ \mathrm{H} e o 1 Ω1\ \Omega equivalente.

+−16 V2 Ωaberta2 Hi1 Ω2 Ω−+v2 Ω2 ∥ 2 = 1 Ω16 A

Depois da troca. A primeira chave abre e a segunda fecha: os dois 2 Ω2\ \Omega ligam o mesmo par de nós e valem 1 Ω1\ \Omega. Sobra a fonte de 16 A16\ \mathrm{A} alimentando o 1 Ω1\ \Omega equivalente em paralelo com o ramo 1 Ω1\ \Omega + 2 H2\ \mathrm{H}.

Passo 3 — a equação. Chamando i′i' a corrente do 1 Ω1\ \Omega equivalente:

16=i+i′1⋅i′=1⋅i+2 didt16 = i + i' \qquad\qquad 1 \cdot i' = 1 \cdot i + 2\,\frac{di}{dt}

Substituindo a primeira na segunda:

16−i=i+2didt⟹didt+i=816 - i = i + 2\frac{di}{dt} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{\frac{di}{dt} + i = 8}

Passo 4 — resposta completa. Característica s=−1s = -1, forçada if=8 Ai_f = 8\ \mathrm{A}:

i(t)=A e−t+8,i(0)=8=A+8⟹A=0i(t) = A\,e^{-t} + 8, \qquad i(0) = 8 = A + 8 \qquad\Longrightarrow\qquad A = 0i(t)=8 A⟹v=1⋅i+2 didt=8+0=8 V\boxed{i(t) = 8\ \mathrm{A}} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{v = 1\cdot i + 2\,\frac{di}{dt} = 8 + 0 = 8\ \mathrm{V}}
+−16 V2 ΩabertaL: curtoi1 Ω2 Ω−+v2 Ω16 Ai(∞) = 8 A · v(∞) = 1 · 8 = 8 V

Regime novo, igual ao antigo. Com o indutor de novo em fio, os 16 A16\ \mathrm{A} se dividem meio a meio entre os dois ramos de 1 Ω1\ \Omega: i=8 Ai = 8\ \mathrm{A} e v=8 Vv = 8\ \mathrm{V} — exatamente o valor de 0−0^-, por isso A=0A = 0.

O que a questão ensina — a troca de fonte foi calibrada para que o valor de regime novo seja igual ao antigo: 16 V/2 Ω16\ \mathrm{V}/2\ \Omega e 16 A16\ \mathrm{A} com 1 Ω1\ \Omega equivalente dão a mesma corrente de 8 A8\ \mathrm{A} no indutor. Com A=0A = 0, o transitório não existe — o circuito troca de alimentação sem sentir.

Conferência — em regime, o indutor é fio e a corrente se divide entre ele e o 1 Ω1\ \Omega equivalente… na verdade a LKC dá 16=8+816 = 8 + 8 ✔ e a LKT, 1(8)=1(8)+01(8) = 1(8) + 0 ✔ Confere com a resolução da prova.

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Questão 272º EE2019.2Segunda ordem · RLC em série e paralelo ao mesmo tempo4 ptsVer material

Determinar a tensão vv e a corrente ii para t>0t > 0, dado que v(0)=8 Vv(0) = 8\ \mathrm{V} e i(0)=6 Ai(0) = 6\ \mathrm{A}.

+−32 V6 Ωi1/2 H1/2 F−+v2 Ω

Não é RLC série nem paralelo puro: o 6 Ω6\ \Omega e o indutor estão em série com a fonte, e o capacitor e o 2 Ω2\ \Omega em paralelo na saída. Não há fórmula pronta de α\alpha — tem de montar a equação.

Gabarito

v(t)=8+0,39 e−1,38t−0,39 e−11,62t Vv(t) = 8 + 0{,}39\,e^{-1,38t} - 0{,}39\,e^{-11,62t}\ \mathrm{V} · i(t)=4−0,07 e−1,38t+2,07 e−11,62t Ai(t) = 4 - 0{,}07\,e^{-1,38t} + 2{,}07\,e^{-11,62t}\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — as duas relações. A LKT da malha da fonte e a LKC no nó do capacitor:

32=6 i+12didt+vi=12dvdt+v232 = 6\,i + \frac{1}{2}\frac{di}{dt} + v \qquad\qquad i = \frac{1}{2}\frac{dv}{dt} + \frac{v}{2}
+−32 V6 Ωi1/2 H1/2 FiC−+vv/22 ΩLKC: i = ½ dv/dt + v/2

As duas relações no desenho. A malha da esquerda carrega ii pelo 6 Ω6\ \Omega e pelo indutor; no nó de saída ela se divide entre o capacitor, iC=12 dv/dti_C = \tfrac12\,dv/dt, e o 2 Ω2\ \Omega, v/2v/2.

Passo 2 — elimine ii. Da LKC, dvdt=2i−v\dfrac{dv}{dt} = 2i - v, e derivando,

d2vdt2=2didt−dvdt\frac{d^2v}{dt^2} = 2\frac{di}{dt} - \frac{dv}{dt}

Da LKT, didt=64−12 i−2 v\dfrac{di}{dt} = 64 - 12\,i - 2\,v. Substituindo e trocando ii por 12(dvdt+v)\tfrac12\left(\dfrac{dv}{dt} + v\right):

d2vdt2+13 dvdt+16 v=128\boxed{\frac{d^2v}{dt^2} + 13\,\frac{dv}{dt} + 16\,v = 128}

Passo 3 — as frequências naturais. 2α=132\alpha = 13 e ω02=16\omega_0^2 = 16:

α=6,5ω0=4⟹α>ω0: superamortecido\alpha = 6{,}5 \qquad \omega_0 = 4 \qquad\Longrightarrow\qquad \alpha > \omega_0: \ \textbf{superamortecido}s=−13±169−642=−13±1052⟹s1=−1,38,s2=−11,62s = \frac{-13 \pm \sqrt{169 - 64}}{2} = \frac{-13 \pm \sqrt{105}}{2} \qquad\Longrightarrow\qquad s_1 = -1{,}38, \quad s_2 = -11{,}62

Passo 4 — resposta completa. Forçada vf=128/16=8 Vv_f = 128/16 = 8\ \mathrm{V}:

v(t)=A1e−1,38t+A2e−11,62t+8v(t) = A_1 e^{-1,38t} + A_2 e^{-11,62t} + 8

Passo 5 — as duas constantes. De v(0)=8v(0) = 8:

A1+A2=0A_1 + A_2 = 0

A segunda condição vem de i(0)=6i(0) = 6, através da LKC — que dá a derivada inicial da tensão:

dv(0)dt=2 i(0)−v(0)=12−8=4 V/s\frac{dv(0)}{dt} = 2\,i(0) - v(0) = 12 - 8 = 4\ \mathrm{V/s}−1,38 A1−11,62 A2=4→ A2=−A1 10,24 A1=4-1{,}38\,A_1 - 11{,}62\,A_2 = 4 \qquad\xrightarrow{\ A_2 = -A_1\ }\qquad 10{,}24\,A_1 = 4A1=0,39,A2=−0,39A_1 = 0{,}39, \qquad A_2 = -0{,}39v(t)=8+0,39 e−1,38t−0,39 e−11,62t V\boxed{v(t) = 8 + 0{,}39\,e^{-1,38t} - 0{,}39\,e^{-11,62t}\ \mathrm{V}}
+−32 V6 Ω6 A+−8 V2 A4 A2 ΩiC(0) = 6 − 8/2 = 2 A · dv/dt = 2/(1/2) = 4 V/s

Em t=0t = 0. O indutor vira fonte de 6 A6\ \mathrm{A} e o capacitor, fonte de 8 V8\ \mathrm{V}. O 2 Ω2\ \Omega leva 8/2=4 A8/2 = 4\ \mathrm{A}, sobram 2 A2\ \mathrm{A} para o capacitor, e dv(0)/dt=2/(1/2)=4 V/sdv(0)/dt = 2/(1/2) = 4\ \mathrm{V/s} — a segunda condição do Passo 5.

Passo 6 — a corrente, de volta pela LKC:

i=12(dvdt+v)⟹i(t)=4−0,07 e−1,38t+2,07 e−11,62t Ai = \frac{1}{2}\left(\frac{dv}{dt} + v\right) \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{i(t) = 4 - 0{,}07\,e^{-1,38t} + 2{,}07\,e^{-11,62t}\ \mathrm{A}}

Conferência — em t=0t=0: v=8+0,39−0,39=8 Vv = 8 + 0{,}39 - 0{,}39 = 8\ \mathrm{V} ✔ e i=4−0,07+2,07=6 Ai = 4 - 0{,}07 + 2{,}07 = 6\ \mathrm{A} ✔ Para tt grande, o indutor vira fio e o capacitor abre: i→32/(6+2)=4 Ai \to 32/(6+2) = 4\ \mathrm{A} e v→2⋅4=8 Vv \to 2 \cdot 4 = 8\ \mathrm{V} ✔

Note que v(0)v(0) já é o valor final, mas ainda existe transitório — porque a segunda condição, i(0)=6≠4 Ai(0) = 6 \neq 4\ \mathrm{A}, não está no regime. Basta uma das duas estar fora para o transitório aparecer. Confere com a resolução da prova.

+−32 V6 ΩiL: curtoC: aberto2 Ω−+vi(∞) = 32/(6 + 2) = 4 A · v(∞) = 2 · 4 = 8 V

Regime final. Indutor em fio e capacitor aberto: sobra o divisor 6 Ω6\ \Omega + 2 Ω2\ \Omega, com i→4 Ai \to 4\ \mathrm{A} e v→8 Vv \to 8\ \mathrm{V} — as partes constantes de i(t)i(t) e de v(t)v(t).

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Questão 282º EE2019.1Condições iniciais · Duas chaves que fecham juntas3 ptsVer material

Sabendo que o circuito encontra-se em regime permanente em t=0−t = 0^-, determine os valores de ii, vv, di/dtdi/dt e dv/dtdv/dt em t=0−t = 0^- e em t=0+t = 0^+.

+−20 V2 Ωfecha6 Ω3 Ω0,1 Hi2 Ω1/5 F−+vfecha10 Ω

As duas chaves estão abertas em t<0t < 0 e fecham em t=0t = 0. A da esquerda põe o 2 Ω2\ \Omega em curto; a da direita liga o 10 Ω10\ \Omega ao capacitor. Repare que em 0−0^- o indutor é um fio, e é ele que puxa o nó do capacitor para o terra.

Gabarito

Em 0−0^-: i=103≈3,33 Ai = \dfrac{10}{3} \approx 3{,}33\ \mathrm{A} · v=0v = 0 · didt=0\dfrac{di}{dt} = 0 · dvdt=0\dfrac{dv}{dt} = 0

Em 0+0^+: i=103 Ai = \dfrac{10}{3}\ \mathrm{A} · v=0v = 0 · didt=40 A/s\dfrac{di}{dt} = 40\ \mathrm{A/s} · dvdt=10 V/s\dfrac{dv}{dt} = 10\ \mathrm{V/s}

Passo a passo

Passo 1 — o circuito em 0−0^-. Chaves abertas, regime permanente: o capacitor é um aberto e o indutor é um fio.

Com a chave da direita aberta, nada atravessa o 2 Ω2\ \Omega da direita nem o 10 Ω10\ \Omega. E como o indutor curto-circuita o nó central, esse nó está no potencial do terra — logo o capacitor, que enxerga esse mesmo nó pelo 2 Ω2\ \Omega sem corrente, também está descarregado:

v(0−)=0v(0^-) = 0

Passo 2 — a corrente em 0−0^-. Sobra a fonte com o 2 Ω2\ \Omega em série e, depois, o 6 Ω6\ \Omega em paralelo com o 3 Ω3\ \Omega (este último aterrado pelo indutor):

6∥3=2 Ω⟹vB=20⋅22+2=10 V6 \parallel 3 = 2\ \Omega \qquad\Longrightarrow\qquad v_B = 20 \cdot \frac{2}{2 + 2} = 10\ \mathrm{V}i(0−)=103≈3,33 Ai6Ω(0−)=106=53 A\boxed{i(0^-) = \frac{10}{3} \approx 3{,}33\ \mathrm{A}} \qquad\qquad i_{6\Omega}(0^-) = \frac{10}{6} = \frac{5}{3}\ \mathrm{A}

Em regime permanente nada varia, então as duas derivadas em 0−0^- são zero.

+−20 V2 ΩabertaB6 Ω3 ΩCL: curtoi2 ΩC: aberto−+vaberta10 ΩvB = 10 V · i(0⁻) = 10/3 A · v(0⁻) = 0

Regime em 0−0^-. Indutor em fio e capacitor aberto. O nó CC fica no terra, o 2 Ω2\ \Omega da direita não conduz e o capacitor está descarregado; à esquerda, 6∥3=2 Ω6 \parallel 3 = 2\ \Omega divide a fonte ao meio, vB=10 Vv_B = 10\ \mathrm{V} e i=10/3 Ai = 10/3\ \mathrm{A}.

Passo 3 — continuidade. Corrente de indutor e tensão de capacitor não saltam:

i(0+)=103 Av(0+)=0\boxed{i(0^+) = \frac{10}{3}\ \mathrm{A}} \qquad\qquad \boxed{v(0^+) = 0}

Passo 4 — o circuito em 0+0^+. A chave da esquerda fechou e o 2 Ω2\ \Omega ficou em curto: o nó BB passa a valer os 20 V da fonte. O indutor vira uma fonte de corrente de 10/310/3 A e o capacitor, uma fonte de tensão de 00 V.

LKC no nó central CC, com vCv_C desconhecido:

20−vC3=103+vC−02⟹40−2vC=20+3vC⟹vC(0+)=4 V\frac{20 - v_C}{3} = \frac{10}{3} + \frac{v_C - 0}{2} \qquad\Longrightarrow\qquad 40 - 2v_C = 20 + 3v_C \qquad\Longrightarrow\qquad v_C(0^+) = 4\ \mathrm{V}
+−20 V2 Ωfechada: 2 Ω em curtovB = 20 V6 Ω3 ΩvC = 4 V10/3 A2 Ω2 A+−0 V10 ΩvL = 4 V: di/dt = 40 A/s · iC = 2 A: dv/dt = 10 V/s

Circuito em 0+0^+. A chave da esquerda fecha e põe o 2 Ω2\ \Omega em curto: vB=20 Vv_B = 20\ \mathrm{V}. O indutor vira fonte de 10/3 A10/3\ \mathrm{A} e o capacitor, fonte de 0 V0\ \mathrm{V}; a LKC no nó CC dá vC=4 Vv_C = 4\ \mathrm{V}, que cai inteiro no indutor, e os 2 A2\ \mathrm{A} do 2 Ω2\ \Omega da direita vão todos para o capacitor, porque o 10 Ω10\ \Omega está sob 0 V0\ \mathrm{V}.

Passo 5 — a derivada da corrente. O indutor está entre o nó CC e o terra, então cai nele os 44 V inteiros:

di(0+)dt=vLL=40,1=40 A/s\boxed{\frac{di(0^+)}{dt} = \frac{v_L}{L} = \frac{4}{0{,}1} = 40\ \mathrm{A/s}}

Passo 6 — a derivada da tensão. A corrente que desce o 2 Ω2\ \Omega da direita é 4/2=24/2 = 2 A. Ela chega ao nó do capacitor, e como v(0+)=0v(0^+) = 0 o 10 Ω10\ \Omega não conduz nada — os 22 A vão todos para o capacitor:

dv(0+)dt=iCC=21/5=10 V/s\boxed{\frac{dv(0^+)}{dt} = \frac{i_C}{C} = \frac{2}{1/5} = 10\ \mathrm{V/s}}

Conferência — pela fonte saem 206+20−43=103+163=263\frac{20}{6} + \frac{20 - 4}{3} = \frac{10}{3} + \frac{16}{3} = \frac{26}{3} A, e o ramo do 3 Ω3\ \Omega leva 16/316/3 A, que se divide em 10/310/3 A pelo indutor e 22 A pelo 2 Ω2\ \Omega ✔ Confere com a resolução da prova.

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Questão 292º EE2019.1Resposta ao degrau · O resistor que só existe depois da chave3 ptsVer material

Determinar a corrente ii e a tensão vv para t>0t > 0, sabendo que o circuito está em regime permanente em t<0t < 0.

+−10 Vabre+−8 Vfecha2 Ω2 Ω−+v1 Hi

Em t<0t < 0 quem alimenta é a fonte de 10 V10\ \mathrm{V}; em t=0t = 0 a chave comuta para a de 8 V8\ \mathrm{V}. O truque está em 0−0^-: o indutor, em regime permanente, é um fio que curto-circuita o 2 Ω2\ \Omega vertical — por isso a corrente inicial é alta.

Gabarito

i(t)=e−t+4 Ai(t) = e^{-t} + 4\ \mathrm{A} · v(t)=−e−t Vv(t) = -e^{-t}\ \mathrm{V}

Passo a passo

Passo 1 — condição inicial. Em 0−0^- o indutor é um fio, e ele põe o 2 Ω2\ \Omega vertical em curto. Sobra a fonte de 10 V10\ \mathrm{V} sobre o 2 Ω2\ \Omega horizontal:

i(0−)=102=5 A⟹i(0+)=5 Ai(0^-) = \frac{10}{2} = 5\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad i(0^+) = 5\ \mathrm{A}
+−10 V+−8 Vaberta2 Ω2 Ω−+vL: curtoiv(0⁻) = 0 · i(0⁻) = 10/2 = 5 A

Regime em 0−0^-. O indutor em fio curto-circuita o 2 Ω2\ \Omega vertical, que fica sem tensão: a fonte de 10 V10\ \mathrm{V} cai toda no 2 Ω2\ \Omega horizontal, e i(0−)=5 Ai(0^-) = 5\ \mathrm{A}.

Passo 2 — a equação para t>0t > 0. Agora a fonte é de 8 V8\ \mathrm{V}. Chamando iTi_T a corrente que vem da fonte e iRi_R a do 2 Ω2\ \Omega vertical, a LKT da malha da esquerda e a LKC no nó dão

8=2 iT+viT=iR+iv=2 iR=Ldidt=didt8 = 2\,i_T + v \qquad\qquad i_T = i_R + i \qquad\qquad v = 2\,i_R = L\frac{di}{dt} = \frac{di}{dt}

Substituindo iR=12didti_R = \dfrac{1}{2}\dfrac{di}{dt} e v=didtv = \dfrac{di}{dt}:

8=2(12didt+i)+didt⟹2didt+2 i=88 = 2\left(\frac{1}{2}\frac{di}{dt} + i\right) + \frac{di}{dt} \qquad\Longrightarrow\qquad 2\frac{di}{dt} + 2\,i = 8

Passo 3 — resposta natural. Com 2s+2=02s + 2 = 0 vem s=−1s = -1:

in(t)=A e−ti_n(t) = A\,e^{-t}
8 V: curto2 Ω2 Ω1 HReq = 2 ∥ 2 = 1 Ω · τ = L/Req = 1 s

A constante de tempo. Com a fonte desligada, o indutor enxerga os dois 2 Ω2\ \Omega em paralelo, Req=1 ΩR_{eq} = 1\ \Omega: τ=1/1=1 s\tau = 1/1 = 1\ \mathrm{s}, a mesma raiz s=−1/τ=−1s = -1/\tau = -1 da equação característica.

Passo 4 — resposta forçada. Constante if=Ki_f = K, logo 2K=82K = 8:

if(t)=4 Ai_f(t) = 4\ \mathrm{A}
+−10 Vaberta+−8 V2 Ω2 Ω−+vL: curtoiv(∞) = 0 · i(∞) = 8/2 = 4 A

Regime final. Com a fonte de 8 V8\ \mathrm{V}, o indutor volta a ser fio e o 2 Ω2\ \Omega vertical de novo fica em curto: i→8/2=4 Ai \to 8/2 = 4\ \mathrm{A}, a resposta forçada.

Passo 5 — junte e use a condição inicial.

i(t)=A e−t+4i(0)=5=A+4⟹A=1i(t) = A\,e^{-t} + 4 \qquad\qquad i(0) = 5 = A + 4 \qquad\Longrightarrow\qquad A = 1i(t)=e−t+4 A\boxed{i(t) = e^{-t} + 4\ \mathrm{A}}

Passo 6 — a tensão. Ela é a do indutor:

v(t)=Ldidt=ddt ⁣(e−t+4)⟹v(t)=−e−t Vv(t) = L\frac{di}{dt} = \frac{d}{dt}\!\left(e^{-t} + 4\right) \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{v(t) = -e^{-t}\ \mathrm{V}}

Conferência — em t=0t = 0, i=5i = 5 A (bate com a continuidade) e v=−1v = -1 V, o que exige iR=−0,5i_R = -0{,}5 A e iT=4,5i_T = 4{,}5 A: de fato 8−2(4,5)=−18 - 2(4{,}5) = -1 V ✔ Em t→∞t \to \infty o indutor volta a ser fio, v→0v \to 0 e i→8/2=4i \to 8/2 = 4 A ✔ Confere com a resolução da prova.

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Questão 302º EE2019.1Superamortecido · Capacitor e indutor separados por um resistor4 ptsVer material

Determinar a tensão vv e a corrente ii para t>0t > 0, sabendo que o circuito encontra-se em regime permanente em t<0t < 0.

+−50 Vabre+−20 Vfecha5 Ω1/25 F−+vi5 Ω10 H

O capacitor só entra em cena depois da chave: em t<0t < 0 o ramo do meio está aberto e o circuito é dois resistores em série. Como o capacitor e o indutor estão separados por um resistor, não há fórmula pronta de α\alpha — é preciso montar a equação de segunda ordem na mão.

Gabarito

i(t)=4,08 e−1,15t−1,08 e−4,35t+2 Ai(t) = 4{,}08\,e^{-1,15t} - 1{,}08\,e^{-4,35t} + 2\ \mathrm{A} · v(t)=10−26,47 e−1,15t+41,47 e−4,35t Vv(t) = 10 - 26{,}47\,e^{-1,15t} + 41{,}47\,e^{-4,35t}\ \mathrm{V}

Passo a passo

Passo 1 — condições iniciais. Em 0−0^- manda a fonte de 50 V50\ \mathrm{V}, o indutor é fio e o capacitor está fora do circuito. Sobram os dois 5 Ω5\ \Omega em série:

i(0−)=505+5=5 Av(0−)=50−5⋅5=25 Vi(0^-) = \frac{50}{5 + 5} = 5\ \mathrm{A} \qquad\qquad v(0^-) = 50 - 5 \cdot 5 = 25\ \mathrm{V}

Por continuidade, i(0+)=5 Ai(0^+) = 5\ \mathrm{A} e v(0+)=25 Vv(0^+) = 25\ \mathrm{V}.

+−50 V+−20 Vaberta5 ΩC: aberto−+vi5 ΩL: curtoi(0⁻) = 50/(5 + 5) = 5 A · v(0⁻) = 5 · 5 = 25 V

Regime em 0−0^-. Capacitor aberto e indutor em fio: a fonte de 50 V50\ \mathrm{V} enxerga os dois 5 Ω5\ \Omega em série, i=5 Ai = 5\ \mathrm{A}, e o capacitor fica com a tensão do 5 Ω5\ \Omega de baixo, v=25 Vv = 25\ \mathrm{V}.

Passo 2 — as relações para t>0t > 0. Com a fonte de 20 V20\ \mathrm{V}, chamando igi_g a corrente da fonte:

20=5 ig+vig=iC+iv=5 i+10didtiC=125dvdt20 = 5\,i_g + v \qquad i_g = i_C + i \qquad v = 5\,i + 10\frac{di}{dt} \qquad i_C = \frac{1}{25}\frac{dv}{dt}

Passo 3 — elimine tudo menos ii. Substituindo igi_g e iCi_C:

20=525dvdt+5 i+v20 = \frac{5}{25}\frac{dv}{dt} + 5\,i + v

E como dvdt=5didt+10d2idt2\dfrac{dv}{dt} = 5\dfrac{di}{dt} + 10\dfrac{d^2i}{dt^2}:

20=15(5didt+10d2idt2)+5 i+5 i+10didt20 = \frac{1}{5}\left(5\frac{di}{dt} + 10\frac{d^2i}{dt^2}\right) + 5\,i + 5\,i + 10\frac{di}{dt}2d2idt2+11didt+10 i=202\frac{d^2i}{dt^2} + 11\frac{di}{dt} + 10\,i = 20

Passo 4 — resposta natural. A equação característica 2s2+11s+10=02s^2 + 11s + 10 = 0 dá

s=−11±121−804=−11±414⟹s1=−1,15s2=−4,35s = \frac{-11 \pm \sqrt{121 - 80}}{4} = \frac{-11 \pm \sqrt{41}}{4} \qquad\Longrightarrow\qquad s_1 = -1{,}15 \quad s_2 = -4{,}35

Duas raízes reais e distintas: caso superamortecido.

in(t)=A1e−1,15t+A2e−4,35ti_n(t) = A_1 e^{-1,15t} + A_2 e^{-4,35t}

Passo 5 — resposta forçada. Constante if=Ki_f = K, logo 10K=2010K = 20:

if(t)=2 Ai_f(t) = 2\ \mathrm{A}
+−50 Vaberta+−20 V5 ΩC: aberto−+vi5 ΩL: curtoi(∞) = 20/(5 + 5) = 2 A · v(∞) = 5 · 2 = 10 V

Regime final. Com a fonte de 20 V20\ \mathrm{V}, o capacitor volta a abrir e o indutor a ser fio: i→2 Ai \to 2\ \mathrm{A}, a resposta forçada, e v→10 Vv \to 10\ \mathrm{V}.

Passo 6 — as duas constantes. A primeira equação sai de i(0)=5i(0) = 5:

A1+A2+2=5⟹A1+A2=3A_1 + A_2 + 2 = 5 \qquad\Longrightarrow\qquad A_1 + A_2 = 3

A segunda sai de v(0)=25v(0) = 25. Como v=5i+10 di/dtv = 5i + 10\,di/dt e 5 i(0)=255\,i(0) = 25, sobra

10di(0)dt=0⟹−1,15 A1−4,35 A2=010\frac{di(0)}{dt} = 0 \qquad\Longrightarrow\qquad -1{,}15\,A_1 - 4{,}35\,A_2 = 0

Resolvendo o par:

A1=4,08A2=−1,08A_1 = 4{,}08 \qquad\qquad A_2 = -1{,}08i(t)=4,08 e−1,15t−1,08 e−4,35t+2 A\boxed{i(t) = 4{,}08\,e^{-1,15t} - 1{,}08\,e^{-4,35t} + 2\ \mathrm{A}}
+−50 Vaberta+−20 V5 Ω+−25 Vi5 Ω5 AvL(0⁺) = 25 − 5 · 5 = 0 · di/dt(0⁺) = 0

Em 0+0^+. O capacitor vira fonte de 25 V25\ \mathrm{V} e o indutor, fonte de 5 A5\ \mathrm{A}. O 5 Ω5\ \Omega do ramo cai 5⋅5=25 V5 \cdot 5 = 25\ \mathrm{V} — tudo o que o capacitor oferece —, sobra vL(0+)=0v_L(0^+) = 0 e por isso di(0)/dt=0di(0)/dt = 0, a segunda condição do Passo 6.

Passo 7 — a tensão. Basta v=5i+10 di/dtv = 5i + 10\,di/dt, agrupando cada exponencial:

v(t)=A1(5+10s1) es1t+A2(5+10s2) es2t+10v(t) = A_1(5 + 10 s_1)\,e^{s_1 t} + A_2(5 + 10 s_2)\,e^{s_2 t} + 10v(t)=10−26,47 e−1,15t+41,47 e−4,35t V\boxed{v(t) = 10 - 26{,}47\,e^{-1,15t} + 41{,}47\,e^{-4,35t}\ \mathrm{V}}

Conferência — em t=0t = 0: i=4,08−1,08+2=5i = 4{,}08 - 1{,}08 + 2 = 5 A ✔ e v=10−26,47+41,47=25v = 10 - 26{,}47 + 41{,}47 = 25 V ✔ Em t→∞t \to \infty o capacitor abre e o indutor vira fio, então i=20/10=2i = 20/10 = 2 A e v=5⋅2=10v = 5 \cdot 2 = 10 V ✔

Sobre o gabarito — a resolução da prova traz v(t)=10−26,52 e−1,15t+41,58 e−4,35tv(t) = 10 - 26{,}52\,e^{-1,15t} + 41{,}58\,e^{-4,35t}. É a mesma resposta: a diferença vem de arredondar s1s_1 e s2s_2 para duas casas antes de calcular os coeficientes. Com as raízes exatas, v(0)v(0) fecha em 2525 V redondos; com as arredondadas, dá 25,0625{,}06 V.

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Questão 312º EE2018.2Condições iniciais · A chave que desliga a fonte e inverte uma corrente3 ptsVer material

Sabendo que o circuito encontra-se em regime permanente em t=0−t = 0^-, determine os valores de vCv_C, iLi_L, ii e iRi_R em t=0−t = 0^- e em t=0+t = 0^+.

8 ΩiR2 Ω+−20 VabreiL4 H2 Ωi1/4 F−+vC

A chave está fechada em t<0t < 0 e abre em t=0t = 0, matando a fonte. Em 0−0^- o indutor é um fio e o capacitor um aberto, então os três nós de cima viram um só. Em 0+0^+ o único caminho que sobra para a corrente do indutor é o 8 Ω8\ \Omega — e ela passa a subir por ele.

Gabarito

Em 0−0^-: vC=809≈8,89 Vv_C = \dfrac{80}{9} \approx 8{,}89\ \mathrm{V} · iL=i=409≈4,44 Ai_L = i = \dfrac{40}{9} \approx 4{,}44\ \mathrm{A} · iR=109≈1,11 Ai_R = \dfrac{10}{9} \approx 1{,}11\ \mathrm{A}

Em 0+0^+: vC=809 Vv_C = \dfrac{80}{9}\ \mathrm{V} · iL=i=409 Ai_L = i = \dfrac{40}{9}\ \mathrm{A} · iR=−409≈−4,44 Ai_R = -\dfrac{40}{9} \approx -4{,}44\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — o circuito em 0−0^-. Chave fechada, regime permanente: capacitor aberto, indutor em fio. O fio do indutor junta o nó do meio ao da direita, e o fio de cima já juntava o da esquerda — os três são o mesmo nó.

Visto pela fonte, o 2 Ω2\ \Omega do ramo dela está em série com 8∥28 \parallel 2:

Req=2+8⋅28+2=2+1610=185 Ω⟹iT=2018/5=509 AR_{eq} = 2 + \frac{8 \cdot 2}{8 + 2} = 2 + \frac{16}{10} = \frac{18}{5}\ \Omega \qquad\Longrightarrow\qquad i_T = \frac{20}{18/5} = \frac{50}{9}\ \mathrm{A}

Passo 2 — reparta a corrente. A tensão do nó de cima é

vtopo=iT⋅1610=509⋅85=809 Vv_{topo} = i_T \cdot \frac{16}{10} = \frac{50}{9} \cdot \frac{8}{5} = \frac{80}{9}\ \mathrm{V}

e é ela que o capacitor, aberto, enxerga:

vC(0−)=809≈8,89 V\boxed{v_C(0^-) = \frac{80}{9} \approx 8{,}89\ \mathrm{V}}iR(0−)=80/98=109≈1,11 Ai(0−)=80/92=409≈4,44 A\boxed{i_R(0^-) = \frac{80/9}{8} = \frac{10}{9} \approx 1{,}11\ \mathrm{A}} \qquad\qquad \boxed{i(0^-) = \frac{80/9}{2} = \frac{40}{9} \approx 4{,}44\ \mathrm{A}}

Como o capacitor não conduz, tudo o que atravessa o indutor vai para o 2 Ω2\ \Omega da direita:

iL(0−)=i(0−)=409 A\boxed{i_L(0^-) = i(0^-) = \frac{40}{9}\ \mathrm{A}}
8 ΩiR2 Ω+−20 VL: curtoiL2 ΩiC: aberto−+vCvC = 80/9 V · iR = 10/9 A · iL = i = 40/9 A

Regime em 0−0^-. Indutor em fio e capacitor aberto: o 8 Ω8\ \Omega e o 2 Ω2\ \Omega da direita ficam em paralelo (1,6 Ω1{,}6\ \Omega), em série com o 2 Ω2\ \Omega da fonte. O nó de cima vale 80/9 V80/9\ \mathrm{V}, e dele saem 10/9 A10/9\ \mathrm{A} pelo 8 Ω8\ \Omega e 40/9 A40/9\ \mathrm{A} pelo indutor até o 2 Ω2\ \Omega.

Passo 3 — continuidade.

iL(0+)=409 AvC(0+)=809 Vi_L(0^+) = \frac{40}{9}\ \mathrm{A} \qquad\qquad v_C(0^+) = \frac{80}{9}\ \mathrm{V}

Passo 4 — o circuito em 0+0^+. A chave abriu: o ramo do 2 Ω2\ \Omega com a fonte está cortado. Sobra, à esquerda, apenas o 8 Ω8\ \Omega — e é por ele que a corrente do indutor tem de voltar.

Como iRi_R foi marcada descendo e a corrente agora sobe pelo 8 Ω8\ \Omega:

iR(0+)=−iL(0+)=−409≈−4,44 A\boxed{i_R(0^+) = -i_L(0^+) = -\frac{40}{9} \approx -4{,}44\ \mathrm{A}}
8 ΩiR2 Ω+−20 Vaberta40/9 A2 Ωi+−80/9 ViR = −40/9 A (sobe) · i = (80/9)/2 = 40/9 A · iC = 0

Circuito em 0+0^+. A chave abriu e o ramo da fonte ficou pendurado. O indutor vira fonte de 40/9 A40/9\ \mathrm{A}, e o único caminho de volta dessa corrente é o 8 Ω8\ \Omega, agora subindo: iR=−40/9 Ai_R = -40/9\ \mathrm{A}. O capacitor vira fonte de 80/9 V80/9\ \mathrm{V} e fixa i=40/9 Ai = 40/9\ \mathrm{A} no 2 Ω2\ \Omega da direita.

Passo 5 — a corrente do 2 Ω2\ \Omega da direita. O capacitor, valendo 80/980/9 V, fixa a tensão do nó da direita, e o 2 Ω2\ \Omega está em paralelo com ele:

i(0+)=80/92=409 A\boxed{i(0^+) = \frac{80/9}{2} = \frac{40}{9}\ \mathrm{A}}

Conferência — em 0+0^+ sobra iC=iL−i=409−409=0i_C = i_L - i = \frac{40}{9} - \frac{40}{9} = 0: o capacitor começa sem corrente, então dvC/dt(0+)=0dv_C/dt(0^+) = 0 ✔ Já o 8 Ω8\ \Omega passou a cair 8⋅409=32098 \cdot \frac{40}{9} = \frac{320}{9} V em cima do indutor, e é isso que faz iLi_L despencar ✔ Confere com a resolução da prova.

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Questão 322º EE2018.2Resposta ao degrau · Achar a corrente passando pela tensão do capacitor3 ptsVer material

Determinar a corrente ii para t>0t > 0, sabendo que v(0)=10 Vv(0) = 10\ \mathrm{V}.

+−40 V6 Ωi1/8 F−+v10 Ω

A questão pede ii, mas a variável de estado é vv — é ela que tem condição inicial. O caminho curto é resolver a equação de primeira ordem em vv e só no fim voltar para ii pela LKT da malha da fonte.

Gabarito

i(t)=52+52 e−3215t≈2,5+2,5 e−2,13t Ai(t) = \dfrac{5}{2} + \dfrac{5}{2}\,e^{-\frac{32}{15}t} \approx 2{,}5 + 2{,}5\,e^{-2,13t}\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — as três relações. LKT na malha da fonte, LKC no nó de cima e a lei do capacitor:

40=6 i+10 iRi=iC+iRv=10 iRiC=18dvdt40 = 6\,i + 10\,i_R \qquad i = i_C + i_R \qquad v = 10\,i_R \qquad i_C = \frac{1}{8}\frac{dv}{dt}

Passo 2 — junte tudo em vv. Trocando ii por iC+iRi_C + i_R:

40=6 iC+6 iR+10 iR=6⋅18dvdt+16⋅v1040 = 6\,i_C + 6\,i_R + 10\,i_R = 6 \cdot \frac{1}{8}\frac{dv}{dt} + 16 \cdot \frac{v}{10}40=34dvdt+85 v×2015dvdt+32 v=80040 = \frac{3}{4}\frac{dv}{dt} + \frac{8}{5}\,v \qquad \times 20 \qquad 15\frac{dv}{dt} + 32\,v = 800

Passo 3 — resposta natural. De 15s+32=015s + 32 = 0 vem s=−32/15s = -32/15:

vn(t)=A e−3215tv_n(t) = A\,e^{-\frac{32}{15}t}
40 V: curto6 Ω1/8 F10 ΩReq = 6 ∥ 10 = 15/4 Ω · τ = ReqC = 15/32 s

A constante de tempo. Com a fonte desligada, o capacitor enxerga o 6 Ω6\ \Omega em paralelo com o 10 Ω10\ \Omega, Req=15/4 ΩR_{eq} = 15/4\ \Omega, e τ=154⋅18=1532 s\tau = \tfrac{15}{4} \cdot \tfrac18 = \tfrac{15}{32}\ \mathrm{s} — o inverso de ∣s∣=32/15|s| = 32/15.

Passo 4 — resposta forçada. Constante vf=Kv_f = K, logo 32K=80032K = 800:

vf(t)=25 Vv_f(t) = 25\ \mathrm{V}
+−40 V6 ΩiC: aberto−+v10 Ωi(∞) = 40/16 = 2,5 A · v(∞) = 10 · 2,5 = 25 V

Regime final. Capacitor aberto: a fonte enxerga 6+10=16 Ω6 + 10 = 16\ \Omega, i→2,5 Ai \to 2{,}5\ \mathrm{A} e o capacitor fica com a tensão do 10 Ω10\ \Omega, vf=25 Vv_f = 25\ \mathrm{V}.

Passo 5 — a constante. Com v(0)=10v(0) = 10:

10=A+25⟹A=−15⟹v(t)=25−15 e−3215t V10 = A + 25 \qquad\Longrightarrow\qquad A = -15 \qquad\Longrightarrow\qquad v(t) = 25 - 15\,e^{-\frac{32}{15}t}\ \mathrm{V}
+−40 V6 Ωi+−10 V4 A1 A10 Ωi(0⁺) = (40 − 10)/6 = 5 A

Em t=0t = 0. O capacitor vira fonte de 10 V10\ \mathrm{V}, e a LKT da malha da fonte dá direto i=(40−v)/6=5 Ai = (40 - v)/6 = 5\ \mathrm{A} — a mesma relação que o Passo 6 usa para todo tt. Desses 5 A5\ \mathrm{A}, 1 A1\ \mathrm{A} vai para o 10 Ω10\ \Omega e 4 A4\ \mathrm{A} carregam o capacitor.

Passo 6 — volte para ii. Pela LKT da malha da fonte, i=40−v6i = \dfrac{40 - v}{6}:

i(t)=40−25+15 e−3215t6=15+15 e−3215t6i(t) = \frac{40 - 25 + 15\,e^{-\frac{32}{15}t}}{6} = \frac{15 + 15\,e^{-\frac{32}{15}t}}{6}i(t)=52+52 e−3215t A\boxed{i(t) = \frac{5}{2} + \frac{5}{2}\,e^{-\frac{32}{15}t}\ \mathrm{A}}

Conferência — τ=ReqC=(6∥10)⋅18=6016⋅18=1532\tau = R_{eq}C = (6 \parallel 10) \cdot \frac{1}{8} = \frac{60}{16} \cdot \frac{1}{8} = \frac{15}{32} s, que é exatamente 1/∣s∣1/|s| ✔ Em t=0t = 0: i=5i = 5 A, e de fato 40−106=5\frac{40 - 10}{6} = 5 A ✔ Em t→∞t \to \infty o capacitor abre e i→4016=2,5i \to \frac{40}{16} = 2{,}5 A ✔ Confere com a resolução da prova.

00:00
Questão 332º EE2018.2Subamortecido · Fonte de corrente com RL em paralelo com C4 ptsVer material

Determinar a tensão vv para t>0t > 0, sabendo que a tensão no capacitor e a corrente no indutor em t=0t = 0 valem, respectivamente, 4 V4\ \mathrm{V} e 2 A2\ \mathrm{A}.

2 A4 Ω1 Hi1/5 F−+v

Não é RLC paralelo puro: o indutor vem em série com o 4 Ω4\ \Omega, e esse par é que fica em paralelo com o capacitor. Então nada de α=1/(2RC)\alpha = 1/(2RC) — monte a equação a partir da LKC e da LKT.

Gabarito

v(t)=8−8 e−2tsen⁡t−4 e−2tcos⁡t Vv(t) = 8 - 8\,e^{-2t}\operatorname{sen} t - 4\,e^{-2t}\cos t\ \mathrm{V}

Passo a passo

Passo 1 — as duas leis. A LKC no nó de cima e a LKT no ramo do indutor:

2=i+iCv=4 i+didtiC=15dvdt2 = i + i_C \qquad\qquad v = 4\,i + \frac{di}{dt} \qquad\qquad i_C = \frac{1}{5}\frac{dv}{dt}

Passo 2 — elimine vv e iCi_C. Substituindo iCi_C e depois dv/dt=4didt+d2idt2dv/dt = 4\frac{di}{dt} + \frac{d^2i}{dt^2}:

2=i+15(4didt+d2idt2)×5d2idt2+4didt+5 i=102 = i + \frac{1}{5}\left(4\frac{di}{dt} + \frac{d^2i}{dt^2}\right) \qquad \times 5 \qquad \frac{d^2i}{dt^2} + 4\frac{di}{dt} + 5\,i = 10
2 A: aberta4 Ω1 H1/5 FRLC série: α = R/2L = 2 · ω0 = 1/√(LC) = √5

Fonte desligada: sobra um RLC série. Com a fonte de corrente aberta, o 4 Ω4\ \Omega, o 1 H1\ \mathrm{H} e o 1/5 F1/5\ \mathrm{F} formam um único laço: α=R/2L=2\alpha = R/2L = 2 e ω0=1/LC=5\omega_0 = 1/\sqrt{LC} = \sqrt{5}, que é a equação s2+4s+5=0s^2 + 4s + 5 = 0.

Passo 3 — resposta natural. De s2+4s+5=0s^2 + 4s + 5 = 0:

s=−4±16−202=−2±js = \frac{-4 \pm \sqrt{16 - 20}}{2} = -2 \pm j

Raízes complexas: caso subamortecido, com α=2\alpha = 2 e ωd=1\omega_d = 1.

in(t)=e−2t(A1cos⁡t+A2sen⁡t)i_n(t) = e^{-2t}\left(A_1\cos t + A_2\operatorname{sen} t\right)

Passo 4 — resposta forçada. Constante if=Ki_f = K, logo 5K=105K = 10:

if(t)=2 Ai_f(t) = 2\ \mathrm{A}
2 A4 Ωicurtoaberto−+vi(∞) = 2 A · v(∞) = 4 · 2 = 8 V

t→∞t \to \infty: capacitor aberto, indutor em curto. Os 2 A2\ \mathrm{A} inteiros descem pelo 4 Ω4\ \Omega: if=2 Ai_f = 2\ \mathrm{A} e v(∞)=4⋅2=8 Vv(\infty) = 4 \cdot 2 = 8\ \mathrm{V}.

Passo 5 — a primeira constante. Com i(0)=2i(0) = 2:

2=A1+2⟹A1=02 = A_1 + 2 \qquad\Longrightarrow\qquad A_1 = 0

Passo 6 — a segunda. A tensão dá a derivada: de v=4i+didtv = 4i + \frac{di}{dt} com v(0)=4v(0) = 4 e i(0)=2i(0) = 2,

4=4⋅2+di(0)dt⟹di(0)dt=−44 = 4 \cdot 2 + \frac{di(0)}{dt} \qquad\Longrightarrow\qquad \frac{di(0)}{dt} = -4

E, com A1=0A_1 = 0, didt=e−2t(A2cos⁡t−2A2sen⁡t)\dfrac{di}{dt} = e^{-2t}\left(A_2\cos t - 2A_2\operatorname{sen} t\right), que em t=0t = 0 vale A2A_2:

A2=−4⟹i(t)=2−4 e−2tsen⁡t AA_2 = -4 \qquad\Longrightarrow\qquad i(t) = 2 - 4\,e^{-2t}\operatorname{sen} t\ \mathrm{A}
2 A4 Ωi2 A+−4 VvL = 4 − 4 · 2 = −4 V · di(0)/dt = −4 A/s

t=0t = 0: as condições dadas viram fontes. O capacitor é uma fonte de 4 V4\ \mathrm{V} e o indutor uma de 2 A2\ \mathrm{A}. O 4 Ω4\ \Omega cai 8 V8\ \mathrm{V}, então sobra vL=4−8=−4 Vv_L = 4 - 8 = -4\ \mathrm{V} no indutor, e di(0)/dt=−4 A/sdi(0)/dt = -4\ \mathrm{A/s}.

Passo 7 — a tensão. De volta em v=4i+didtv = 4i + \frac{di}{dt}:

v(t)=8−16 e−2tsen⁡t+(8 e−2tsen⁡t−4 e−2tcos⁡t)v(t) = 8 - 16\,e^{-2t}\operatorname{sen} t + \left(8\,e^{-2t}\operatorname{sen} t - 4\,e^{-2t}\cos t\right)v(t)=8−8 e−2tsen⁡t−4 e−2tcos⁡t V\boxed{v(t) = 8 - 8\,e^{-2t}\operatorname{sen} t - 4\,e^{-2t}\cos t\ \mathrm{V}}

Conferência — em t=0t = 0: v=8−0−4=4v = 8 - 0 - 4 = 4 V ✔ Em t→∞t \to \infty o capacitor abre, os 22 A inteiros passam pelo ramo do indutor (que vira fio) e v=4⋅2=8v = 4 \cdot 2 = 8 V ✔ Confere com a resolução da prova.

00:00
Questão 342º EE2017.2Superamortecido · L e C em paralelo, mas com R em série na fonte4 ptsVer material

Dado que o circuito abaixo está em regime permanente em t=0−t = 0^-, determine v(t)v(t) para t>0t > 0.

+−20 Vfecha+−10 Vabre5 Ω−+v10 Ω4 H1/20 F−+vC

Em t<0t < 0 quem alimenta é a fonte de 10 V10\ \mathrm{V}; em t=0t = 0 a chave comuta para a de 20 V20\ \mathrm{V}. Repare que vv é a tensão no 5 Ω5\ \Omega, não no capacitor — a resposta sai mais fácil resolvendo em iLi_L e voltando pela LKT no fim.

Gabarito

v(t)=20−10 e−t+10 e−5t Vv(t) = 20 - 10\,e^{-t} + 10\,e^{-5t}\ \mathrm{V}

Passo a passo

Passo 1 — condições iniciais. Com a fonte de 10 V10\ \mathrm{V}, capacitor aberto e indutor em fio: o indutor põe o nó da direita no terra, então

vC(0−)=0iL(0−)=105=2 Av_C(0^-) = 0 \qquad\qquad i_L(0^-) = \frac{10}{5} = 2\ \mathrm{A}

O 10 Ω10\ \Omega não conduz nada, porque não cai tensão nele.

+−20 Vaberta+−10 V5 Ω2 A10 ΩiLcurtoaberto−+vCiL(0⁻) = 10/5 = 2 A · vC(0⁻) = 0 · 10 Ω sem corrente

t=0−t = 0^-: capacitor aberto, indutor em curto. O indutor aterra o nó do meio, então o 10 Ω10\ \Omega e o capacitor ficam sem tensão, vC(0−)=0v_C(0^-) = 0, e os 10 V10\ \mathrm{V} caem inteiros no 5 Ω5\ \Omega: iL(0−)=2 Ai_L(0^-) = 2\ \mathrm{A}.

Passo 2 — as relações para t>0t > 0. Agora a fonte é de 20 V20\ \mathrm{V}:

20=5 i+vCi=iR+iL+iCiR=vC10vC=4diLdtiC=120dvCdt20 = 5\,i + v_C \qquad i = i_R + i_L + i_C \qquad i_R = \frac{v_C}{10} \qquad v_C = 4\frac{di_L}{dt} \qquad i_C = \frac{1}{20}\frac{dv_C}{dt}

Passo 3 — junte tudo em iLi_L. Substituindo ii:

20=5(vC10+iL+120dvCdt)+vC=32 vC+5 iL+14dvCdt20 = 5\left(\frac{v_C}{10} + i_L + \frac{1}{20}\frac{dv_C}{dt}\right) + v_C = \frac{3}{2}\,v_C + 5\,i_L + \frac{1}{4}\frac{dv_C}{dt}

E como vC=4diLdtv_C = 4\dfrac{di_L}{dt}:

20=6diLdt+5 iL+d2iLdt2⟹d2iLdt2+6diLdt+5 iL=2020 = 6\frac{di_L}{dt} + 5\,i_L + \frac{d^2 i_L}{dt^2} \qquad\Longrightarrow\qquad \frac{d^2 i_L}{dt^2} + 6\frac{di_L}{dt} + 5\,i_L = 20
20 V: curto5 Ω10 Ω4 H1/20 FRLC paralelo: R = 5 ∥ 10 = 10/3 Ωα = 1/(2RC) = 3 · ω0 = 1/√(LC) = √5

Fonte em curto: RLC paralelo. Com a fonte zerada, o 5 Ω5\ \Omega passa a ir do nó ao terra e fica em paralelo com o 10 Ω10\ \Omega: R=10/3 ΩR = 10/3\ \Omega. Daí α=1/(2RC)=3\alpha = 1/(2RC) = 3 e ω0=1/LC=5\omega_0 = 1/\sqrt{LC} = \sqrt{5}, que é a equação s2+6s+5=0s^2 + 6s + 5 = 0.

Passo 4 — resposta natural. De s2+6s+5=0s^2 + 6s + 5 = 0:

s=−6±36−202=−6±42⟹s1=−1s2=−5s = \frac{-6 \pm \sqrt{36 - 20}}{2} = \frac{-6 \pm 4}{2} \qquad\Longrightarrow\qquad s_1 = -1 \quad s_2 = -5

Duas raízes reais distintas: superamortecido.

iL,n(t)=A1e−t+A2e−5ti_{L,n}(t) = A_1 e^{-t} + A_2 e^{-5t}

Passo 5 — resposta forçada. 5K=205K = 20, logo iL,f=4 Ai_{L,f} = 4\ \mathrm{A}.

+−20 V+−10 Vaberta5 Ω−+v10 ΩiLcurtoabertoiL(∞) = 20/5 = 4 A · v(∞) = 20 V

t→∞t \to \infty: de novo capacitor aberto e indutor em curto. Agora com 20 V20\ \mathrm{V}: o indutor aterra o nó do meio, iL,f=20/5=4 Ai_{L,f} = 20/5 = 4\ \mathrm{A}, e os 20 V20\ \mathrm{V} inteiros ficam no 5 Ω5\ \Omega.

Passo 6 — as constantes. De iL(0)=2i_L(0) = 2:

A1+A2+4=2⟹A1+A2=−2A_1 + A_2 + 4 = 2 \qquad\Longrightarrow\qquad A_1 + A_2 = -2

E de vC(0)=0=4diL(0)dtv_C(0) = 0 = 4\dfrac{di_L(0)}{dt}, ou seja diL(0)dt=0\dfrac{di_L(0)}{dt} = 0:

−A1−5A2=0⟹A1=−5A2-A_1 - 5A_2 = 0 \qquad\Longrightarrow\qquad A_1 = -5A_2−5A2+A2=−2⟹A2=12A1=−52-5A_2 + A_2 = -2 \qquad\Longrightarrow\qquad A_2 = \frac{1}{2} \qquad A_1 = -\frac{5}{2}iL(t)=4−52 e−t+12 e−5t Ai_L(t) = 4 - \frac{5}{2}\,e^{-t} + \frac{1}{2}\,e^{-5t}\ \mathrm{A}
+−20 V+−10 Vaberta5 Ω−+v10 Ω2 A+−0 VdiL(0)/dt = vC(0)/4 = 0 · v(0⁺) = 20 − 0 = 20 V

t=0+t = 0^+: o capacitor é uma fonte de 0 V, o indutor uma de 2 A. O nó do meio continua no terra, então diL(0)/dt=vC(0)/4=0di_L(0)/dt = v_C(0)/4 = 0 — a segunda condição do Passo 6 — e o 5 Ω5\ \Omega recebe os 20 V20\ \mathrm{V} inteiros: v(0+)=20 Vv(0^+) = 20\ \mathrm{V}.

Passo 7 — volte para vv. Primeiro a tensão do capacitor:

vC=4diLdt=4(52 e−t−52 e−5t)=10 e−t−10 e−5t Vv_C = 4\frac{di_L}{dt} = 4\left(\frac{5}{2}\,e^{-t} - \frac{5}{2}\,e^{-5t}\right) = 10\,e^{-t} - 10\,e^{-5t}\ \mathrm{V}

E, pela LKT, v=20−vCv = 20 - v_C:

v(t)=20−10 e−t+10 e−5t V\boxed{v(t) = 20 - 10\,e^{-t} + 10\,e^{-5t}\ \mathrm{V}}

Conferência — em t=0t = 0: v=20v = 20 V, o que dá i=4i = 4 A — coerente, porque o capacitor descarregado põe o nó da direita no terra ✔ Em t→∞t \to \infty o capacitor abre e o indutor vira fio, o nó volta ao terra, v→20v \to 20 V e iL→4i_L \to 4 A ✔ Confere com a resolução da prova.

00:00
Questão 352º EE2017.2Resposta ao degrau · Fonte controlada que multiplica a indutância3 ptsVer material

Dado que o circuito abaixo está em regime permanente em t=0−t = 0^-, determine v(t)v(t) para t>0t > 0.

+−50 Vfecha+−20 Vabrei2 H−+v2v A5 ΩiR

A fonte controlada depende de vv, que é a tensão do próprio indutor — ou seja, de di/dtdi/dt. Quando ela entra na LKC, aparece um segundo di/dtdi/dt na equação, e o efeito prático é uma indutância equivalente onze vezes maior.

Gabarito

v(t)=3011 e−522t≈2,73 e−0,227t Vv(t) = \dfrac{30}{11}\,e^{-\frac{5}{22}t} \approx 2{,}73\,e^{-0,227t}\ \mathrm{V}

Passo a passo

Passo 1 — condição inicial. Com a fonte de 20 V20\ \mathrm{V} e regime permanente, o indutor é um fio, logo v(0−)=0v(0^-) = 0 — e a fonte controlada, que vale 2v2v, entrega zero. Sobra a fonte direto no 5 Ω5\ \Omega:

i(0−)=205=4 A⟹i(0+)=4 Ai(0^-) = \frac{20}{5} = 4\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad i(0^+) = 4\ \mathrm{A}
+−50 Vaberta+−20 Vicurto: v = 02v = 05 ΩiRi(0⁻) = iR = 20/5 = 4 A

t=0−t = 0^-: indutor em curto, controlada sem efeito. Com v=0v = 0, a fonte 2v2v entrega zero, e os 20 V20\ \mathrm{V} caem inteiros no 5 Ω5\ \Omega: i(0−)=4 Ai(0^-) = 4\ \mathrm{A}.

Passo 2 — as relações para t>0t > 0. Com a fonte de 50 V50\ \mathrm{V}:

50=v+5 iRi+2v=iRv=2didt50 = v + 5\,i_R \qquad\qquad i + 2v = i_R \qquad\qquad v = 2\frac{di}{dt}

Passo 3 — a equação. Substituindo iRi_R e depois vv:

50=v+5 (i+2v)=5 i+11 v=5 i+22didt50 = v + 5\,(i + 2v) = 5\,i + 11\,v = 5\,i + 22\frac{di}{dt}22didt+5 i=5022\frac{di}{dt} + 5\,i = 50

Passo 4 — resposta natural. De 22s+5=022s + 5 = 0 vem s=−522≈−0,227s = -\dfrac{5}{22} \approx -0{,}227:

in(t)=A e−522ti_n(t) = A\,e^{-\frac{5}{22}t}
50 V: curtoi−+vRTh = 5/11 Ω2v A5 ΩiRτ = L/RTh = 2 · 11/5 = 22/5 s

A constante de tempo, vista pelo indutor. Fonte de 50 V50\ \mathrm{V} em curto; a controlada fica. Com uma tensão de teste vv no lugar do indutor, iR=−v/5i_R = -v/5 e i=iR−2v=−11v/5i = i_R - 2v = -11v/5: a rede vale RTh=5/11 ΩR_{Th} = 5/11\ \Omega, e τ=L/RTh=22/5 s\tau = L/R_{Th} = 22/5\ \mathrm{s} — o s=−5/22s = -5/22 do Passo 4.

Passo 5 — resposta forçada. 5K=505K = 50, logo if=10 Ai_f = 10\ \mathrm{A}.

+−50 V+−20 Vabertaicurto: v = 02v = 05 ΩiRi(∞) = 50/5 = 10 A

t→∞t \to \infty: indutor em curto de novo. v=0v = 0 e a controlada volta a não entregar nada: if=50/5=10 Ai_f = 50/5 = 10\ \mathrm{A}.

Passo 6 — a constante. De i(0)=4i(0) = 4:

4=A+10⟹A=−6⟹i(t)=10−6 e−522t A4 = A + 10 \qquad\Longrightarrow\qquad A = -6 \qquad\Longrightarrow\qquad i(t) = 10 - 6\,e^{-\frac{5}{22}t}\ \mathrm{A}

Passo 7 — a tensão. Ela é a do indutor:

v(t)=2didt=2⋅6⋅522 e−522tv(t) = 2\frac{di}{dt} = 2 \cdot 6 \cdot \frac{5}{22}\,e^{-\frac{5}{22}t}v(t)=3011 e−522t≈2,73 e−0,227t V\boxed{v(t) = \frac{30}{11}\,e^{-\frac{5}{22}t} \approx 2{,}73\,e^{-0,227t}\ \mathrm{V}}

Conferência — em t→∞t \to \infty o indutor vira fio, v→0v \to 0, a fonte controlada morre e i→50/5=10i \to 50/5 = 10 A ✔ Em t=0t = 0: v=30/11≈2,73v = 30/11 \approx 2{,}73 V, então iR=i+2v=4+5,45=9,45i_R = i + 2v = 4 + 5{,}45 = 9{,}45 A e a LKT fecha em 2,73+5⋅9,45≈502{,}73 + 5 \cdot 9{,}45 \approx 50 V ✔ Confere com a resolução da prova.

+−50 V+−20 Vaberta4 A−+v2v A5 ΩiR50 = v + 5(4 + 2v) → v(0⁺) = 30/11 ≈ 2,73 V

t=0+t = 0^+: o indutor é uma fonte de 4 A. LKC no nó da controlada, iR=4+2vi_R = 4 + 2v; LKT na malha, 50=v+5(4+2v)50 = v + 5(4 + 2v), ou 11v=3011v = 30 — o mesmo v(0+)=30/11 Vv(0^+) = 30/11\ \mathrm{V} da fórmula.

00:00
Questão 362º EE2017.2Condições iniciais · Chave que junta dois circuitos independentes3 ptsVer material

Dado que o circuito abaixo está em regime permanente em t=0−t = 0^-, determine os valores de ii, vv, i1i_1, dv/dtdv/dt, di/dtdi/dt e di1/dtdi_1/dt no instante t=0+t = 0^+.

+−20 Vabre+−40 Vfecha6 Ω1/10 F−+v4 Ω2 Hifecha2v A2 Ω4 Hi1

Em t<0t < 0 a chave do meio está aberta, e o circuito são dois pedaços separados: à esquerda a fonte com o 6 Ω6\ \Omega e o 4 Ω4\ \Omega; à direita a fonte controlada com o 2 Ω2\ \Omega e o 4 H4\ \mathrm{H}. Em t=0t = 0 a fonte comuta para 40 V40\ \mathrm{V} e a chave fecha, juntando os dois.

Gabarito

v(0+)=8 Vv(0^+) = 8\ \mathrm{V} · i(0+)=2 Ai(0^+) = 2\ \mathrm{A} · i1(0+)=16 Ai_1(0^+) = 16\ \mathrm{A}

dv(0+)dt=1003≈33,3 V/s\dfrac{dv(0^+)}{dt} = \dfrac{100}{3} \approx 33{,}3\ \mathrm{V/s} · di(0+)dt=0\dfrac{di(0^+)}{dt} = 0 · di1(0+)dt=−8 A/s\dfrac{di_1(0^+)}{dt} = -8\ \mathrm{A/s}

Passo a passo

Passo 1 — o lado esquerdo em 0−0^-. Chave do meio aberta, fonte de 20 V20\ \mathrm{V}, capacitor aberto e indutor de 2 H2\ \mathrm{H} em fio. O 6 Ω6\ \Omega e o 4 Ω4\ \Omega ficam em série, com o 2 H2\ \mathrm{H} aterrando o fim:

i(0−)=206+4=2 Av(0−)=20−6⋅2=8 Vi(0^-) = \frac{20}{6 + 4} = 2\ \mathrm{A} \qquad\qquad v(0^-) = 20 - 6 \cdot 2 = 8\ \mathrm{V}

Passo 2 — o lado direito em 0−0^-. Ele vive por conta própria: a fonte controlada vale 2v=16 A2v = 16\ \mathrm{A} e o único caminho é o 2 Ω2\ \Omega seguido do 4 H4\ \mathrm{H}, que é um fio:

i1(0−)=2v(0−)=16 Ai_1(0^-) = 2v(0^-) = 16\ \mathrm{A}
+−20 V+−40 Vaberta6 Ωaberto−+v4 Ωicurtoaberta2v = 16 A2 Ωi1curtoi(0⁻) = 20/(6 + 4) = 2 A · v(0⁻) = 20 − 6 · 2 = 8 V · i1(0⁻) = 2v = 16 A

t=0−t = 0^-: dois circuitos separados. Capacitor aberto, indutores em curto, chave do meio aberta. À esquerda, 20/(6+4)=2 A20/(6 + 4) = 2\ \mathrm{A} e v=8 Vv = 8\ \mathrm{V}; à direita, a controlada empurra 2v=16 A2v = 16\ \mathrm{A} pelo 2 Ω2\ \Omega e pelo 4 H4\ \mathrm{H}.

Passo 3 — continuidade. As duas correntes de indutor e a tensão de capacitor atravessam t=0t = 0:

v(0+)=8 Vi(0+)=2 Ai1(0+)=16 A\boxed{v(0^+) = 8\ \mathrm{V}} \qquad \boxed{i(0^+) = 2\ \mathrm{A}} \qquad \boxed{i_1(0^+) = 16\ \mathrm{A}}

Passo 4 — o circuito em 0+0^+. Fonte de 40 V40\ \mathrm{V}, chave fechada. A fonte controlada continua valendo 2v=16 A2v = 16\ \mathrm{A}, porque vv não saltou.

O 4 H4\ \mathrm{H} ainda leva 16 A16\ \mathrm{A}, e o único ramo que chega ao nó dele é o 2 Ω2\ \Omega — então o 2 Ω2\ \Omega também leva 16 A16\ \mathrm{A}, caindo 32 V32\ \mathrm{V}.

Passo 5 — a corrente do 4 Ω4\ \Omega. LKC no nó do meio, agora unido ao da fonte controlada pela chave fechada:

i4Ω+16⏟2v=2⏟i+16⏟2 Ω⟹i4Ω=2 Ai_{4\Omega} + \underbrace{16}_{2v} = \underbrace{2}_{i} + \underbrace{16}_{2\ \Omega} \qquad\Longrightarrow\qquad i_{4\Omega} = 2\ \mathrm{A}

Passo 6 — as tensões dos indutores. O nó do meio fica em 8−4⋅2=0 V8 - 4 \cdot 2 = 0\ \mathrm{V}, ou seja, o 2 H2\ \mathrm{H} não cai tensão:

di(0+)dt=vL2=0\boxed{\frac{di(0^+)}{dt} = \frac{v_L}{2} = 0}

Descendo mais 32 V32\ \mathrm{V} pelo 2 Ω2\ \Omega, o nó do 4 H4\ \mathrm{H} fica em −32 V-32\ \mathrm{V}:

di1(0+)dt=−324=−8 A/s\boxed{\frac{di_1(0^+)}{dt} = \frac{-32}{4} = -8\ \mathrm{A/s}}
+−20 Vaberta+−40 V6 Ω16/3 A+−8 V4 Ω2 A2 Anó a 0 V2v = 16 A2 Ω16 A−32 V16 Adi/dt = 0/2 = 0 · di1/dt = −32/4 = −8 A/s · iC = 16/3 − 2 = 10/3 A

t=0+t = 0^+: capacitor e indutores viram fontes. Fonte de 40 V40\ \mathrm{V}, chave do meio fechada. O 4 H4\ \mathrm{H} força 16 A16\ \mathrm{A} no 2 Ω2\ \Omega, que cai 32 V32\ \mathrm{V}; a LKC dá 2 A2\ \mathrm{A} no 4 Ω4\ \Omega, e o nó do meio fica em 8−4⋅2=08 - 4 \cdot 2 = 0.

Passo 7 — a derivada da tensão. No nó do capacitor entram 40−86=163\dfrac{40 - 8}{6} = \dfrac{16}{3} A pelo 6 Ω6\ \Omega e saem 22 A pelo 4 Ω4\ \Omega:

iC(0+)=163−2=103 A⟹dv(0+)dt=10/31/10=1003≈33,3 V/si_C(0^+) = \frac{16}{3} - 2 = \frac{10}{3}\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{\frac{dv(0^+)}{dt} = \frac{10/3}{1/10} = \frac{100}{3} \approx 33{,}3\ \mathrm{V/s}}

Conferência — o 6 Ω6\ \Omega cai 40−8=3240 - 8 = 32 V com 16/316/3 A, e 6⋅163=326 \cdot \frac{16}{3} = 32 V ✔ A corrente do 4 H4\ \mathrm{H} é a única que começa a mudar rápido, e para baixo: a chave fechando “roubou” o caminho de terra que ela tinha ✔ Confere com a resolução da prova.

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Questão 372º EE2017.1Condições iniciais · Fonte controlada que muda de sinal na comutação3 ptsVer material

Dado que o circuito abaixo está em regime permanente em t=0−t = 0^-, determine os valores de i1i_1, vv, ii, dv/dtdv/dt e di/dtdi/dt no instante t=0+t = 0^+.

+−60 Vabre+−20 Vfechai15 Ω1/5 F−+v5 Ω+−2i1 V10 Ω2 Hi

O ponto da questão é que a fonte controlada segue i1i_1 — e i1i_1 inverte de sinal quando a fonte cai de 6060 para 20 V20\ \mathrm{V}, porque o capacitor continua carregado com 35 V35\ \mathrm{V}, mais do que a fonte nova.

Gabarito

i1(0+)=−3 Ai_1(0^+) = -3\ \mathrm{A} · v(0+)=35 Vv(0^+) = 35\ \mathrm{V} · i(0+)=1 Ai(0^+) = 1\ \mathrm{A}

dv(0+)dt=−56 V/s\dfrac{dv(0^+)}{dt} = -56\ \mathrm{V/s} · di(0+)dt=−8 A/s\dfrac{di(0^+)}{dt} = -8\ \mathrm{A/s}

Passo a passo

Passo 1 — o circuito em 0−0^-. Fonte de 60 V60\ \mathrm{V}, capacitor aberto e indutor em fio. Com o capacitor aberto, a mesma i1i_1 atravessa os dois 5 Ω5\ \Omega; e o indutor põe o nó do 2 H2\ \mathrm{H} no terra.

A LKT da malha da esquerda passa pela fonte controlada:

60=5 i1+5 i1+2 i1=12 i1⟹i1(0−)=5 A60 = 5\,i_1 + 5\,i_1 + 2\,i_1 = 12\,i_1 \qquad\Longrightarrow\qquad i_1(0^-) = 5\ \mathrm{A}
+−60 V+−20 Vabertai15 Ωaberto−+v5 Ω+−10 V10 Ωicurto60 = 12 i1 → i1 = 5 A · v(0⁻) = 35 V · i(0⁻) = 10/10 = 1 A

t=0−t = 0^-: capacitor aberto, indutor em curto. A mesma i1i_1 passa pelos dois 5 Ω5\ \Omega e pela controlada: 60=12 i160 = 12\,i_1, i1=5 Ai_1 = 5\ \mathrm{A}. A controlada vale 2i1=10 V2i_1 = 10\ \mathrm{V} e empurra 1 A1\ \mathrm{A} pelo 10 Ω10\ \Omega até o indutor.

Passo 2 — as condições iniciais. A fonte controlada vale 2i1=10 V2i_1 = 10\ \mathrm{V}, e o 10 Ω10\ \Omega liga esse nó ao terra:

i(0−)=1010=1 Av(0−)=60−5⋅5=35 Vi(0^-) = \frac{10}{10} = 1\ \mathrm{A} \qquad\qquad v(0^-) = 60 - 5 \cdot 5 = 35\ \mathrm{V}

Por continuidade:

v(0+)=35 Vi(0+)=1 A\boxed{v(0^+) = 35\ \mathrm{V}} \qquad\qquad \boxed{i(0^+) = 1\ \mathrm{A}}

Passo 3 — a corrente do primeiro 5 Ω5\ \Omega em 0+0^+. A fonte caiu para 20 V20\ \mathrm{V}, mas o capacitor ainda vale 35 V. A LKT da primeira malha dá

20=5 i1+35⟹i1(0+)=−3 A20 = 5\,i_1 + 35 \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{i_1(0^+) = -3\ \mathrm{A}}

A corrente inverteu: agora é o capacitor que empurra corrente de volta para a fonte.

Passo 4 — a corrente do segundo 5 Ω5\ \Omega. Com i1=−3i_1 = -3, a fonte controlada vale 2i1=−6 V2i_1 = -6\ \mathrm{V}, e o 5 Ω5\ \Omega vai do nó do capacitor (3535 V) até ela:

i2(0+)=35−(−6)5=415=8,2 Ai_2(0^+) = \frac{35 - (-6)}{5} = \frac{41}{5} = 8{,}2\ \mathrm{A}
+−60 Vaberta+−20 Vi15 Ω+−35 V5 Ωi2+−2i1 = −6 V10 Ω1 Ai1 = (20 − 35)/5 = −3 A · i2 = (35 + 6)/5 = 8,2 A

t=0+t = 0^+: o capacitor é uma fonte de 35 V, o indutor uma de 1 A. Com só 20 V20\ \mathrm{V} na entrada, i1=(20−35)/5=−3 Ai_1 = (20 - 35)/5 = -3\ \mathrm{A}; a controlada cai para −6 V-6\ \mathrm{V}, e i2=(35+6)/5=8,2 Ai_2 = (35 + 6)/5 = 8{,}2\ \mathrm{A}.

Passo 5 — a derivada da tensão. LKC no nó do capacitor: entra i1i_1, sai i2i_2 e sai iCi_C:

iC(0+)=i1−i2=−3−8,2=−11,2 Ai_C(0^+) = i_1 - i_2 = -3 - 8{,}2 = -11{,}2\ \mathrm{A}dv(0+)dt=iCC=−11,21/5=−56 V/s\boxed{\frac{dv(0^+)}{dt} = \frac{i_C}{C} = \frac{-11{,}2}{1/5} = -56\ \mathrm{V/s}}

Passo 6 — a derivada da corrente. No nó da direita só há o 10 Ω10\ \Omega e o indutor, então o 10 Ω10\ \Omega leva os mesmos i=1i = 1 A. A LKT do último laço dá a tensão do indutor:

2 i1=10 i+vL⟹−6=10+vL⟹vL(0+)=−16 V2\,i_1 = 10\,i + v_L \qquad\Longrightarrow\qquad -6 = 10 + v_L \qquad\Longrightarrow\qquad v_L(0^+) = -16\ \mathrm{V}di(0+)dt=−162=−8 A/s\boxed{\frac{di(0^+)}{dt} = \frac{-16}{2} = -8\ \mathrm{A/s}}

Conferência — em 0−0^- tudo era positivo e parado; em 0+0^+ as duas derivadas são negativas, e faz sentido: o circuito foi alimentado por 60 V60\ \mathrm{V}, guardou energia, e agora só tem 20 V20\ \mathrm{V} para sustentar — tudo tem de cair ✔ Confere com a resolução da prova.

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Questão 382º EE2017.1Resposta ao degrau · Comutação para uma fonte menor3 ptsVer material

O circuito abaixo está em regime permanente em t=0−t = 0^-. Determine v(t)v(t) e i(t)i(t) para t>0t > 0.

+−20 Vabre+−10 Vfecha6 Ω4 Ωi1/10 F−+v

Primeira ordem simples, mas com o degrau descendo: a fonte cai de 2020 para 10 V10\ \mathrm{V}, então o capacitor se descarrega de 88 para 4 V4\ \mathrm{V} em vez de carregar.

Gabarito

v(t)=4+4 e−256t Vv(t) = 4 + 4\,e^{-\frac{25}{6}t}\ \mathrm{V} · i(t)=1+e−256t Ai(t) = 1 + e^{-\frac{25}{6}t}\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — condição inicial. Com a fonte de 20 V20\ \mathrm{V} e o capacitor aberto, o 6 Ω6\ \Omega e o 4 Ω4\ \Omega ficam em série:

ig(0−)=206+4=2 A⟹v(0−)=4⋅2=8 Vi_g(0^-) = \frac{20}{6 + 4} = 2\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad v(0^-) = 4 \cdot 2 = 8\ \mathrm{V}
+−20 V+−10 Vaberta6 Ωig4 Ωiaberto−+vig(0⁻) = 20/(6 + 4) = 2 A · v(0⁻) = 4 · 2 = 8 V

t=0−t = 0^-: capacitor aberto. O 6 Ω6\ \Omega e o 4 Ω4\ \Omega ficam em série com a fonte de 20 V20\ \mathrm{V}: ig=2 Ai_g = 2\ \mathrm{A}, e o capacitor guarda a tensão do 4 Ω4\ \Omega, v(0−)=8 Vv(0^-) = 8\ \mathrm{V}.

Passo 2 — as relações para t>0t > 0. Com a fonte de 10 V10\ \mathrm{V}:

10=6 ig+vig=i+iCi=v4iC=110dvdt10 = 6\,i_g + v \qquad\qquad i_g = i + i_C \qquad\qquad i = \frac{v}{4} \qquad\qquad i_C = \frac{1}{10}\frac{dv}{dt}

Passo 3 — a equação. Substituindo:

10=6(v4+110dvdt)+v=52 v+35dvdt×106dvdt+25 v=10010 = 6\left(\frac{v}{4} + \frac{1}{10}\frac{dv}{dt}\right) + v = \frac{5}{2}\,v + \frac{3}{5}\frac{dv}{dt} \qquad \times 10 \qquad 6\frac{dv}{dt} + 25\,v = 100

Passo 4 — resposta natural. De 6s+25=06s + 25 = 0 vem s=−256s = -\dfrac{25}{6}:

vn(t)=A e−256tv_n(t) = A\,e^{-\frac{25}{6}t}
10 V: curto6 Ω4 ΩReq = 6 ∥ 4 = 2,4 Ωτ = Req C = 2,4 · 1/10 = 6/25 s

A constante de tempo. Com a fonte em curto, o capacitor vê o 6 Ω6\ \Omega em paralelo com o 4 Ω4\ \Omega: Req=2,4 ΩR_{eq} = 2{,}4\ \Omega e τ=ReqC=6/25 s\tau = R_{eq}C = 6/25\ \mathrm{s} — o s=−25/6s = -25/6 do Passo 4.

Passo 5 — resposta forçada. 25K=10025K = 100, logo vf=4 Vv_f = 4\ \mathrm{V}.

+−20 Vaberta+−10 V6 Ω4 Ωiaberto−+vv(∞) = 10 · 4/(6 + 4) = 4 V · i(∞) = 1 A

t→∞t \to \infty: capacitor aberto, agora com 10 V. Divisor de tensão: vf=10⋅4/(6+4)=4 Vv_f = 10 \cdot 4/(6 + 4) = 4\ \mathrm{V}, e o 4 Ω4\ \Omega leva i=1 Ai = 1\ \mathrm{A}.

Passo 6 — a constante. De v(0)=8v(0) = 8:

8=A+4⟹A=48 = A + 4 \qquad\Longrightarrow\qquad A = 4v(t)=4+4 e−256t V\boxed{v(t) = 4 + 4\,e^{-\frac{25}{6}t}\ \mathrm{V}}

Passo 7 — a corrente. É a do 4 Ω4\ \Omega, direto pela lei de Ohm:

i(t)=v4=1+e−256t A\boxed{i(t) = \frac{v}{4} = 1 + e^{-\frac{25}{6}t}\ \mathrm{A}}

Conferência — τ=ReqC=(6∥4)⋅110=2410⋅110=625\tau = R_{eq}C = (6 \parallel 4) \cdot \frac{1}{10} = \frac{24}{10} \cdot \frac{1}{10} = \frac{6}{25} s, que é 1/∣s∣1/|s| ✔ Em t=0t = 0: v=8v = 8 V e i=2i = 2 A, as condições iniciais ✔ Em t→∞t \to \infty: v=4v = 4 V e i=1i = 1 A, que é 10/1010/10 ✔ Confere com a resolução da prova.

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Questão 392º EE2017.1Criticamente amortecido · RLC com o L em série na fonte4 ptsVer material

Determine v(t)v(t) e i(t)i(t) para t>0t > 0. Considere que i(0)=2 Ai(0) = 2\ \mathrm{A} e v(0)=5 Vv(0) = 5\ \mathrm{V}.

+−10 Vi5 H5 Ω1/20 F−+v

O indutor está em série com a fonte, e o 5 Ω5\ \Omega com o capacitor em paralelo na saída. Aqui as duas condições iniciais já vêm dadas — o serviço é montar a equação, descobrir que α=ω0\alpha = \omega_0 e casar as constantes.

Gabarito

v(t)=10−5 e−2t+10 t e−2t Vv(t) = 10 - 5\,e^{-2t} + 10\,t\,e^{-2t}\ \mathrm{V} · i(t)=2+t e−2t Ai(t) = 2 + t\,e^{-2t}\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — as duas leis. LKT da malha da fonte e LKC no nó de saída:

10=5didt+vi=v5+120dvdt10 = 5\frac{di}{dt} + v \qquad\qquad i = \frac{v}{5} + \frac{1}{20}\frac{dv}{dt}

Passo 2 — elimine ii. Derivando a LKC e levando na LKT:

didt=15dvdt+120d2vdt2\frac{di}{dt} = \frac{1}{5}\frac{dv}{dt} + \frac{1}{20}\frac{d^2v}{dt^2}10=5(15dvdt+120d2vdt2)+v=14d2vdt2+dvdt+v10 = 5\left(\frac{1}{5}\frac{dv}{dt} + \frac{1}{20}\frac{d^2v}{dt^2}\right) + v = \frac{1}{4}\frac{d^2v}{dt^2} + \frac{dv}{dt} + v×4d2vdt2+4dvdt+4 v=40\times 4 \qquad \frac{d^2v}{dt^2} + 4\frac{dv}{dt} + 4\,v = 40
10 V: curto5 H5 Ω1/20 FRLC paralelo: α = 1/(2RC) = 2 · ω0 = 1/√(LC) = 2

Fonte em curto: RLC paralelo. Com a fonte zerada, o indutor vai do terra ao nó de saída e fica em paralelo com o 5 Ω5\ \Omega e o capacitor: α=1/(2RC)=2\alpha = 1/(2RC) = 2 e ω0=1/LC=2\omega_0 = 1/\sqrt{LC} = 2. Iguais: amortecimento crítico.

Passo 3 — resposta natural. De s2+4s+4=0s^2 + 4s + 4 = 0:

s=−4±16−162=−2(raiz dupla)s = \frac{-4 \pm \sqrt{16 - 16}}{2} = -2 \quad \text{(raiz dupla)}

Discriminante nulo: caso criticamente amortecido, e a segunda solução ganha um tt:

vn(t)=A1e−2t+A2 t e−2tv_n(t) = A_1 e^{-2t} + A_2\,t\,e^{-2t}

Passo 4 — resposta forçada. 4K=404K = 40, logo vf=10 Vv_f = 10\ \mathrm{V}.

+−10 Vicurto5 Ωaberto−+vv(∞) = 10 V · i(∞) = 10/5 = 2 A

t→∞t \to \infty: indutor em curto, capacitor aberto. A fonte fica direto sobre o 5 Ω5\ \Omega: vf=10 Vv_f = 10\ \mathrm{V} e i=10/5=2 Ai = 10/5 = 2\ \mathrm{A}.

Passo 5 — a primeira constante. De v(0)=5v(0) = 5:

5=A1+10⟹A1=−55 = A_1 + 10 \qquad\Longrightarrow\qquad A_1 = -5

Passo 6 — a segunda. A corrente inicial dá a derivada da tensão, pela própria LKC:

2=55+120dv(0)dt⟹dv(0)dt=20 V/s2 = \frac{5}{5} + \frac{1}{20}\frac{dv(0)}{dt} \qquad\Longrightarrow\qquad \frac{dv(0)}{dt} = 20\ \mathrm{V/s}

Derivando vv e avaliando em zero, dv(0)dt=A2−2A1=A2+10\dfrac{dv(0)}{dt} = A_2 - 2A_1 = A_2 + 10:

A2+10=20⟹A2=10A_2 + 10 = 20 \qquad\Longrightarrow\qquad A_2 = 10v(t)=10−5 e−2t+10 t e−2t V\boxed{v(t) = 10 - 5\,e^{-2t} + 10\,t\,e^{-2t}\ \mathrm{V}}
+−10 V2 A5 Ω1 AiC+−5 ViC = 2 − 5/5 = 1 A · dv(0)/dt = 1/(1/20) = 20 V/s

t=0t = 0: as condições dadas viram fontes. O indutor é uma fonte de 2 A2\ \mathrm{A} e o capacitor uma de 5 V5\ \mathrm{V}; o 5 Ω5\ \Omega leva 1 A1\ \mathrm{A}, sobra iC=1 Ai_C = 1\ \mathrm{A} e dv(0)/dt=1/(1/20)=20 V/sdv(0)/dt = 1/(1/20) = 20\ \mathrm{V/s}.

Passo 7 — a corrente. Volte na LKC, com dvdt=e−2t(20−20t)\dfrac{dv}{dt} = e^{-2t}(20 - 20t):

i=v5+120dvdt=2−e−2t+2t e−2t+e−2t−t e−2ti = \frac{v}{5} + \frac{1}{20}\frac{dv}{dt} = 2 - e^{-2t} + 2t\,e^{-2t} + e^{-2t} - t\,e^{-2t}i(t)=2+t e−2t A\boxed{i(t) = 2 + t\,e^{-2t}\ \mathrm{A}}

Conferência — em t=0t = 0: v=5v = 5 V e i=2i = 2 A, as condições dadas ✔ Em t→∞t \to \infty o capacitor abre e o indutor vira fio, então i=10/5=2i = 10/5 = 2 A e v=10v = 10 V ✔ Curioso: ii começa e termina em 22 A, mas sobe no meio — o pico de t e−2tt\,e^{-2t} está em t=0,5t = 0{,}5 s ✔ Confere com a resolução da prova.

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Questão 402º EE2016.2Condições iniciais · Uma chave comuta, a outra parte o circuito em dois3 ptsVer material

Sabendo que o circuito a seguir encontra-se em regime permanente em t=0−t = 0^-, determine os valores de igi_g, i1i_1, vv, di/dtdi/dt e dv/dtdv/dt em t=0−t = 0^- e em t=0+t = 0^+.

+−20 Vabre+−40 Vfechaig2 Ω1/10 F−+v5 Ωi1abre2 H10 Ωi2i1 A4 Ω

São duas chaves em t=0t = 0: a da esquerda comuta a fonte de 2020 para 40 V40\ \mathrm{V}, e a do meio abre, partindo o circuito em dois pedaços. Depois disso o lado direito vive só da fonte controlada — que continua obedecendo ao i1i_1 do lado esquerdo.

Gabarito

Em 0−0^-: ig=3 Ai_g = 3\ \mathrm{A} · i1=4 Ai_1 = 4\ \mathrm{A} · v=20 Vv = 20\ \mathrm{V} · didt=0\dfrac{di}{dt} = 0 · dvdt=0\dfrac{dv}{dt} = 0

Em 0+0^+: ig=18 Ai_g = 18\ \mathrm{A} · i1=8 Ai_1 = 8\ \mathrm{A} · v=20 Vv = 20\ \mathrm{V} · didt=18 A/s\dfrac{di}{dt} = 18\ \mathrm{A/s} · dvdt=100 V/s\dfrac{dv}{dt} = 100\ \mathrm{V/s}

Passo a passo

Passo 1 — o circuito em 0−0^-. Fonte de 20 V20\ \mathrm{V}, chave do meio fechada, capacitor aberto e indutor em fio. Com o capacitor aberto, o 2 Ω2\ \Omega não conduz e todo o topo é um nó a 20 V20\ \mathrm{V}:

v(0−)=20 Vi1(0−)=205=4 A\boxed{v(0^-) = 20\ \mathrm{V}} \qquad\qquad \boxed{i_1(0^-) = \frac{20}{5} = 4\ \mathrm{A}}

O indutor curto-circuita a si mesmo, então o ramo do 10 Ω10\ \Omega vê os 2020 V inteiros:

i(0−)=2010=2 Ai4Ω(0−)=204=5 Ai(0^-) = \frac{20}{10} = 2\ \mathrm{A} \qquad\qquad i_{4\Omega}(0^-) = \frac{20}{4} = 5\ \mathrm{A}

Passo 2 — a corrente da fonte em 0−0^-. A fonte controlada vale 2i1=8 A2i_1 = 8\ \mathrm{A} e injeta no nó de topo, ajudando a fonte. A LKC dá

ig+8=0+4+2+5=11⟹ig(0−)=3 Ai_g + 8 = 0 + 4 + 2 + 5 = 11 \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{i_g(0^-) = 3\ \mathrm{A}}

Em regime permanente nada varia, então as duas derivadas em 0−0^- valem zero.

+−20 V+−40 Vabertaig2 Ωaberto−+v5 Ωi1curto10 Ωi2i1 = 8 A4 Ωv = 20 V · i1 = 4 A · i = 2 A · i4Ω = 5 A · ig + 8 = 4 + 2 + 5 → ig = 3 A

t=0−t = 0^-: capacitor aberto, indutor em curto. O 2 Ω2\ \Omega não conduz, e todo o fio de cima fica a 20 V20\ \mathrm{V}. LKC no nó de cima, com a controlada injetando 8 A8\ \mathrm{A}: ig+8=4+2+5i_g + 8 = 4 + 2 + 5, ou ig=3 Ai_g = 3\ \mathrm{A}.

Passo 3 — o lado esquerdo em 0+0^+. A chave do meio abriu e a fonte virou 40 V40\ \mathrm{V}. Sobram, à esquerda, o ramo 2 Ω2\ \Omega + capacitor e o 5 Ω5\ \Omega.

O capacitor não salta: v(0+)=20 V\boxed{v(0^+) = 20\ \mathrm{V}}. Então o 2 Ω2\ \Omega passa a conduzir:

iC(0+)=40−202=10 A⟹dv(0+)dt=101/10=100 V/si_C(0^+) = \frac{40 - 20}{2} = 10\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{\frac{dv(0^+)}{dt} = \frac{10}{1/10} = 100\ \mathrm{V/s}}i1(0+)=405=8 Aig(0+)=10+8=18 A\boxed{i_1(0^+) = \frac{40}{5} = 8\ \mathrm{A}} \qquad\qquad \boxed{i_g(0^+) = 10 + 8 = 18\ \mathrm{A}}

Passo 4 — o lado direito em 0+0^+. Ele ficou isolado, alimentado apenas pela fonte controlada, que agora vale

2 i1(0+)=16 A2\,i_1(0^+) = 16\ \mathrm{A}

O indutor mantém i(0+)=2 Ai(0^+) = 2\ \mathrm{A}, então o resto vai para o 4 Ω4\ \Omega:

i4Ω(0+)=16−2=14 A⟹vnoˊ=4⋅14=56 Vi_{4\Omega}(0^+) = 16 - 2 = 14\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad v_{n\acute{o}} = 4 \cdot 14 = 56\ \mathrm{V}
+−20 Vaberta+−40 Vig2 Ω+−20 V5 Ωi1aberta2 A10 Ωnó a 4 · 14 = 56 V2i1 = 16 A4 Ω14 AiC = (40 − 20)/2 = 10 A · i1 = 8 A · ig = 18 A · dv/dt = 100 V/s

t=0+t = 0^+: dois pedaços, cada um com sua fonte. À esquerda, o capacitor é uma fonte de 20 V20\ \mathrm{V}: iC=(40−20)/2=10 Ai_C = (40 - 20)/2 = 10\ \mathrm{A} e i1=8 Ai_1 = 8\ \mathrm{A}. À direita, a controlada vale 16 A16\ \mathrm{A}, o indutor segura 2 A2\ \mathrm{A} e o 4 Ω4\ \Omega fica com 14 A14\ \mathrm{A}, o que põe o nó em 56 V56\ \mathrm{V}.

Passo 5 — a derivada da corrente. Desse nó, o 10 Ω10\ \Omega cai 10⋅2=20 V10 \cdot 2 = 20\ \mathrm{V}, e o que sobra é do indutor:

vL(0+)=56−20=36 V⟹di(0+)dt=362=18 A/sv_L(0^+) = 56 - 20 = 36\ \mathrm{V} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{\frac{di(0^+)}{dt} = \frac{36}{2} = 18\ \mathrm{A/s}}

Conferência — repare no efeito em cascata: dobrar a fonte dobrou i1i_1, o que dobrou a fonte controlada, o que jogou o nó da direita de 2020 para 56 V56\ \mathrm{V} ✔ E a chave do meio, ao abrir, tirou do lado direito o caminho pela fonte — é isso que faz o 4 Ω4\ \Omega receber 1414 A em vez de 55 ✔ Confere com a resolução da prova.

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Questão 412º EE2016.2Resposta ao degrau · Indutor que curto-circuita o resistor no fim3 ptsVer material

Determinar a corrente ii para t>0t > 0, sabendo que a corrente que passa no indutor no instante t=0t = 0 é igual a 3 A3\ \mathrm{A}.

+−10 V12 Ωi4 ΩiR6 HiL

O indutor está em paralelo com o 4 Ω4\ \Omega, então lá no fim ele curto-circuita esse resistor e a corrente da fonte fica valendo 10/1210/12. A condição inicial de 3 A3\ \mathrm{A} é maior que isso — o transitório vai descer.

Gabarito

i(t)=56+1324 e−t/2≈0,833+0,542 e−t/2 Ai(t) = \dfrac{5}{6} + \dfrac{13}{24}\,e^{-t/2} \approx 0{,}833 + 0{,}542\,e^{-t/2}\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — as relações. LKC no nó, LKT na malha da fonte e a lei do indutor:

i=iR+iL10=12 i+6diLdt6diLdt=4 iRi = i_R + i_L \qquad\qquad 10 = 12\,i + 6\frac{di_L}{dt} \qquad\qquad 6\frac{di_L}{dt} = 4\,i_R

Da última, iR=32diLdti_R = \dfrac{3}{2}\dfrac{di_L}{dt}.

Passo 2 — a equação em iLi_L. Substituindo:

10=12(32diLdt+iL)+6diLdt=24diLdt+12 iL10 = 12\left(\frac{3}{2}\frac{di_L}{dt} + i_L\right) + 6\frac{di_L}{dt} = 24\frac{di_L}{dt} + 12\,i_LdiLdt+iL2=1024\frac{di_L}{dt} + \frac{i_L}{2} = \frac{10}{24}

Passo 3 — resposta natural. De s+12=0s + \frac12 = 0 vem s=−12s = -\dfrac12:

iL,n(t)=A e−t/2i_{L,n}(t) = A\,e^{-t/2}
10 V: curto12 Ω4 ΩReq = 3 Ω

A constante de tempo. Com a fonte em curto, os terminais do indutor enxergam o 12 Ω12\ \Omega em paralelo com o 4 Ω4\ \Omega: Req=3 ΩR_{eq} = 3\ \Omega e τ=6/3=2 s\tau = 6/3 = 2\ \mathrm{s}, o mesmo s=−1/2s = -1/2.

Passo 4 — resposta forçada. K2=1024\dfrac{K}{2} = \dfrac{10}{24}, logo iL,f=2024=56 Ai_{L,f} = \dfrac{20}{24} = \dfrac{5}{6}\ \mathrm{A}.

+−10 V12 Ωi4 ΩL: curtoiLi(∞) = iL(∞) = 10/12 = 5/6 A

Regime final. O indutor vira fio e curto-circuita o 4 Ω4\ \Omega, que fica sem corrente; a fonte vê só o 12 Ω12\ \Omega e iL=i=10/12=5/6 Ai_L = i = 10/12 = 5/6\ \mathrm{A} — a resposta forçada.

Passo 5 — a constante. De iL(0)=3i_L(0) = 3:

3=A+56⟹A=136⟹iL(t)=136 e−t/2+56 A3 = A + \frac{5}{6} \qquad\Longrightarrow\qquad A = \frac{13}{6} \qquad\Longrightarrow\qquad i_L(t) = \frac{13}{6}\,e^{-t/2} + \frac{5}{6}\ \mathrm{A}
+−10 V12 Ωi4 Ω3 AvL = −6,5 Vi(0⁺) = (10 + 6,5)/12 = 1,375 A

O instante inicial. O indutor vira fonte de 3 A3\ \mathrm{A}. A LKC no nó, 10−vL12=vL4+3\frac{10 - v_L}{12} = \frac{v_L}{4} + 3, dá vL(0+)=−6,5 Vv_L(0^+) = -6{,}5\ \mathrm{V} e i(0+)=1,375 Ai(0^+) = 1{,}375\ \mathrm{A} — é o valor que a expressão final tem de reproduzir em t=0t = 0.

Passo 6 — volte para ii. Some a corrente do resistor:

i=32diLdt+iL=32(−1312 e−t/2)+136 e−t/2+56i = \frac{3}{2}\frac{di_L}{dt} + i_L = \frac{3}{2}\left(-\frac{13}{12}\,e^{-t/2}\right) + \frac{13}{6}\,e^{-t/2} + \frac{5}{6}i(t)=1324 e−t/2+56 A\boxed{i(t) = \frac{13}{24}\,e^{-t/2} + \frac{5}{6}\ \mathrm{A}}

Conferência — τ=LReq=612∥4=63=2\tau = \dfrac{L}{R_{eq}} = \dfrac{6}{12 \parallel 4} = \dfrac{6}{3} = 2 s, e de fato s=−1/2s = -1/2 ✔ Em t→∞t \to \infty o indutor curto-circuita o 4 Ω4\ \Omega e i→10/12=5/6i \to 10/12 = 5/6 A ✔ Em t=0t = 0: i=13/24+20/24=33/24=1,375i = 13/24 + 20/24 = 33/24 = 1{,}375 A, e o cheque direto dá vL(0)=6⋅(−13/12)=−6,5v_L(0) = 6 \cdot (-13/12) = -6{,}5 V, então i=10+6,512=1,375i = \frac{10 + 6{,}5}{12} = 1{,}375 A ✔ Confere com a resolução da prova.

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Questão 422º EE2016.2Superamortecido · RLC paralelo puro com fonte de corrente4 ptsVer material

Determinar a corrente ii para t>0t > 0, sabendo que a tensão no capacitor e a corrente no indutor em t=0t = 0 valem, respectivamente, 4 V4\ \mathrm{V} e 2 A2\ \mathrm{A}.

10 A4 Ωi3 HiL1/24 F−+v

Esse é RLC paralelo puro — os três elementos veem a mesma tensão. Dá para usar α=12RC\alpha = \dfrac{1}{2RC} e ω0=1LC\omega_0 = \dfrac{1}{\sqrt{LC}} direto, e a equação em iLi_L confirma.

Gabarito

i(t)=23 e−2t−22 e−4t Ai(t) = 23\,e^{-2t} - 22\,e^{-4t}\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — as relações. Como tudo está em paralelo, a tensão vv é comum:

10=i+iL+iCi=v4v=3diLdtiC=124dvdt10 = i + i_L + i_C \qquad i = \frac{v}{4} \qquad v = 3\frac{di_L}{dt} \qquad i_C = \frac{1}{24}\frac{dv}{dt}

Passo 2 — a equação em iLi_L. Trocando vv por 3 diL/dt3\,di_L/dt:

10=34diLdt+iL+324d2iLdt2×8d2iLdt2+6diLdt+8 iL=8010 = \frac{3}{4}\frac{di_L}{dt} + i_L + \frac{3}{24}\frac{d^2 i_L}{dt^2} \qquad \times 8 \qquad \frac{d^2 i_L}{dt^2} + 6\frac{di_L}{dt} + 8\,i_L = 80

Passo 3 — resposta natural. De s2+6s+8=0s^2 + 6s + 8 = 0:

s=−6±36−322=−6±22⟹s1=−2s2=−4s = \frac{-6 \pm \sqrt{36 - 32}}{2} = \frac{-6 \pm 2}{2} \qquad\Longrightarrow\qquad s_1 = -2 \quad s_2 = -4

Duas raízes reais distintas: superamortecido. Pelas fórmulas do RLC paralelo dá o mesmo:

α=12RC=12⋅4⋅124=3ω0=1LC=13/24=22\alpha = \frac{1}{2RC} = \frac{1}{2 \cdot 4 \cdot \frac{1}{24}} = 3 \qquad \omega_0 = \frac{1}{\sqrt{LC}} = \frac{1}{\sqrt{3/24}} = 2\sqrt{2}

e α2=9>ω02=8\alpha^2 = 9 > \omega_0^2 = 8, com s=−3±9−8=−3±1s = -3 \pm \sqrt{9 - 8} = -3 \pm 1.

10 A: aberto4 Ω3 H1/24 FRLC paraleloα = 1/(2RC) = 3 · ω₀ = 1/√(LC) = 2√2

O RLC paralelo reconhecido. Com a fonte de corrente aberta, os três elementos ficam em paralelo puro: α=3\alpha = 3 e ω0=22\omega_0 = 2\sqrt2, com α2=9>ω02=8\alpha^2 = 9 \gt \omega_0^2 = 8 — superamortecido, s=−2s = -2 e s=−4s = -4.

Passo 4 — resposta forçada. 8K=808K = 80, logo iL,f=10 Ai_{L,f} = 10\ \mathrm{A}.

10 A4 ΩiLL: curtoC: abertov(∞) = 0 · i(∞) = 0 · iL(∞) = 10 A

Regime final. O indutor em fio curto-circuita o 4 Ω4\ \Omega e o capacitor: a tensão comum zera e os 10 A10\ \mathrm{A} da fonte passam inteiros por ele — a resposta forçada iL,f=10 Ai_{L,f} = 10\ \mathrm{A}.

Passo 5 — as constantes. De iL(0)=2i_L(0) = 2:

A1+A2=−8A_1 + A_2 = -8

E de v(0)=4=3diL(0)dtv(0) = 4 = 3\dfrac{di_L(0)}{dt}, ou seja diL(0)dt=43\dfrac{di_L(0)}{dt} = \dfrac{4}{3}:

−2A1−4A2=43⟹A1+2A2=−23-2A_1 - 4A_2 = \frac{4}{3} \qquad\Longrightarrow\qquad A_1 + 2A_2 = -\frac{2}{3}

Subtraindo as duas:

A2=223A1=−463A_2 = \frac{22}{3} \qquad\qquad A_1 = -\frac{46}{3}iL(t)=−463 e−2t+223 e−4t+10 Ai_L(t) = -\frac{46}{3}\,e^{-2t} + \frac{22}{3}\,e^{-4t} + 10\ \mathrm{A}
10 A4 Ωi2 A+−4 ViCi(0⁺) = 4/4 = 1 A · iC(0⁺) = 10 − 1 − 2 = 7 A

O instante inicial. Indutor como fonte de 2 A2\ \mathrm{A}, capacitor como fonte de 4 V4\ \mathrm{V}: i(0+)=4/4=1 Ai(0^+) = 4/4 = 1\ \mathrm{A} e sobram iC=10−1−2=7 Ai_C = 10 - 1 - 2 = 7\ \mathrm{A}, ou dv/dt=7⋅24=168 V/sdv/dt = 7 \cdot 24 = 168\ \mathrm{V/s} — o que v=92e−2t−88e−4tv = 92e^{-2t} - 88e^{-4t} de fato dá em t=0t = 0.

Passo 6 — chegue em ii. Primeiro a tensão:

v=3diLdt=3(923 e−2t−883 e−4t)=92 e−2t−88 e−4t Vv = 3\frac{di_L}{dt} = 3\left(\frac{92}{3}\,e^{-2t} - \frac{88}{3}\,e^{-4t}\right) = 92\,e^{-2t} - 88\,e^{-4t}\ \mathrm{V}

E ii é simplesmente v/4v/4:

i(t)=23 e−2t−22 e−4t A\boxed{i(t) = 23\,e^{-2t} - 22\,e^{-4t}\ \mathrm{A}}

Conferência — em t=0t = 0: v=92−88=4v = 92 - 88 = 4 V ✔ e i=23−22=1i = 23 - 22 = 1 A, que é 4/44/4 ✔ Em t→∞t \to \infty o indutor vira fio e curto-circuita tudo: v→0v \to 0, i→0i \to 0 e iL→10i_L \to 10 A, os 1010 A inteiros da fonte ✔ Confere com a resolução da prova.

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Questão 432º EE2015.1Condições iniciais · Fonte controlada que só acorda depois da comutação3 ptsVer material

Considere que o circuito abaixo está em regime permanente em t=0−t = 0^-. Determine os valores de dv/dtdv/dt e di/dtdi/dt no instante t=0+t = 0^+.

+−10 Vabre+−15 Vfecha1/5 F−+v5 Ω−+v1abre2v1 A6 Ω6 Ω2 Hi

Em t<0t < 0 está tudo parado: o capacitor, aberto, impede corrente no 5 Ω5\ \Omega, então v1=0v_1 = 0 e a fonte controlada entrega zero — e, sem ela, o lado direito também fica em zero. A comutação para 15 V15\ \mathrm{V} é o que liga o circuito, e a segunda chave, ao abrir, isola os dois lados.

Gabarito

dv(0+)dt=5 V/s\dfrac{dv(0^+)}{dt} = 5\ \mathrm{V/s} · di(0+)dt=30 A/s\dfrac{di(0^+)}{dt} = 30\ \mathrm{A/s}

Passo a passo

Passo 1 — o circuito em 0−0^-. Fonte de 10 V10\ \mathrm{V}, segunda chave fechada, capacitor aberto e indutor em fio.

Com o capacitor aberto, nada entra pelo topo. A LKC no nó do 5 Ω5\ \Omega — que a chave fechada une ao nó da fonte controlada — fica

2 v1=v15+v16+v16⟹2 v1=0,533 v1⟹v1(0−)=02\,v_1 = \frac{v_1}{5} + \frac{v_1}{6} + \frac{v_1}{6} \qquad\Longrightarrow\qquad 2\,v_1 = 0{,}533\,v_1 \qquad\Longrightarrow\qquad v_1(0^-) = 0

A única solução é o zero: a fonte controlada não consegue se sustentar sozinha.

+−10 V+−15 Vaberta−+vC: aberto5 Ω−+v12v16 Ω6 ΩiL: curtov1 = 0 · 2v1 = 0 · v(0⁻) = 10 V · i(0⁻) = 0

Em t=0−t = 0^-. Capacitor aberto, indutor em fio, segunda chave fechada. A LKC no nó do 5 Ω5\ \Omega dá 2v1=v15+v16+v162v_1 = \frac{v_1}{5} + \frac{v_1}{6} + \frac{v_1}{6}, logo v1=0v_1 = 0: a controlada entrega zero, i(0−)=0i(0^-) = 0 e o capacitor fica com a fonte inteira, v(0−)=10 Vv(0^-) = 10\ \mathrm{V}.

Passo 2 — as condições iniciais. Com o nó a zero, o capacitor enxerga a fonte inteira e o indutor não conduz:

v(0−)=10−0=10 Vi(0−)=0v(0^-) = 10 - 0 = 10\ \mathrm{V} \qquad\qquad i(0^-) = 0

E, por continuidade, v(0+)=10 Vv(0^+) = 10\ \mathrm{V} e i(0+)=0i(0^+) = 0.

Passo 3 — o lado esquerdo em 0+0^+. A fonte virou 15 V15\ \mathrm{V} e a segunda chave abriu. A LKT da malha da esquerda dá a tensão do 5 Ω5\ \Omega:

−15+v+v1=0⟹v1(0+)=15−10=5 V-15 + v + v_1 = 0 \qquad\Longrightarrow\qquad v_1(0^+) = 15 - 10 = 5\ \mathrm{V}

Como o ramo do 5 Ω5\ \Omega é o único caminho, é ele que leva a corrente do capacitor:

iC(0+)=55=1 A⟹dv(0+)dt=11/5=5 V/si_C(0^+) = \frac{5}{5} = 1\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{\frac{dv(0^+)}{dt} = \frac{1}{1/5} = 5\ \mathrm{V/s}}
+−10 Vaberta+−15 V+−v = 10 V5 Ω−+v1aberta10 A6 Ω6 Ωi = 0v1(0⁺) = 15 − 10 = 5 V · iC(0⁺) = 5/5 = 1 A · 2v1 = 10 A

Em t=0+t = 0^+, lado esquerdo. O capacitor vira fonte de 10 V10\ \mathrm{V} em série com a de 15 V15\ \mathrm{V}: sobram v1=15−10=5 Vv_1 = 15 - 10 = 5\ \mathrm{V} no 5 Ω5\ \Omega, que leva iC=1 Ai_C = 1\ \mathrm{A}, e dv/dt=1/(1/5)=5 V/sdv/dt = 1/(1/5) = 5\ \mathrm{V/s}. Com a segunda chave aberta, essa corrente não tem outro caminho.

Passo 4 — o lado direito em 0+0^+. Isolado pela chave aberta, ele é alimentado só pela fonte controlada, que agora vale

2 v1(0+)=10 A2\,v_1(0^+) = 10\ \mathrm{A}

O indutor mantém i=0i = 0, então o 6 Ω6\ \Omega horizontal não conduz e os 10 A10\ \mathrm{A} vão todos para o 6 Ω6\ \Omega vertical:

vnoˊ=6⋅10=60 Vv_{n\acute{o}} = 6 \cdot 10 = 60\ \mathrm{V}
aberta10 A6 Ω−+60 V6 Ω0 Ai = 0−+vLvL(0⁺) = 60 V → di/dt = 60/2 = 30 A/s

O lado direito, isolado. A controlada injeta 10 A10\ \mathrm{A}; o indutor segura i=0i = 0, o 6 Ω6\ \Omega horizontal não conduz e os 10 A10\ \mathrm{A} vão todos para o vertical: 6⋅10=60 V6 \cdot 10 = 60\ \mathrm{V}, que caem inteiros no indutor.

Passo 5 — a derivada da corrente. Sem queda no 6 Ω6\ \Omega horizontal, esses 60 V60\ \mathrm{V} caem inteiros no indutor:

di(0+)dt=602=30 A/s\boxed{\frac{di(0^+)}{dt} = \frac{60}{2} = 30\ \mathrm{A/s}}

Conferência — o mecanismo é em cadeia: a comutação carrega 5 V5\ \mathrm{V} no 5 Ω5\ \Omega, o que acorda a fonte controlada com 10 A10\ \mathrm{A}, o que joga 60 V60\ \mathrm{V} no indutor ✔ E é a chave abrindo que garante isso: se ela continuasse fechada, os 10 A10\ \mathrm{A} voltariam pelo 5 Ω5\ \Omega e a conta seria outra ✔ Confere com as duas resoluções do acervo.

Sobre o gabarito — uma das cópias do acervo traz, em anotação vermelha, v(0−)=6 Vv(0^-) = 6\ \mathrm{V}, v1(0+)=4 Vv_1(0^+) = 4\ \mathrm{V}, dv/dt=20 V/sdv/dt = 20\ \mathrm{V/s} e di/dt=12 A/sdi/dt = 12\ \mathrm{A/s}. Esses números não fecham: com v(0−)=6v(0^-) = 6 a LKT daria v1=15−6=9 Vv_1 = 15 - 6 = 9\ \mathrm{V}, não 44. A resolução limpa (e a segunda cópia inteira) chega aos valores acima.

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Questão 442º EE2015.1Resposta ao degrau · Resistor do meio em paralelo com o ramo do indutor3 ptsVer material

Determine v(t)v(t) para t>0t > 0 no circuito abaixo, dado que i(0)=2 Ai(0) = 2\ \mathrm{A}.

+−10 V2 ΩiT2 Ω−+v4 Ω2 Hi

A tensão pedida é a do 2 Ω2\ \Omega vertical, que é a mesma do ramo 4 Ω4\ \Omega + indutor. Como só há uma condição inicial (ii), resolva em ii e depois volte para vv pela LKT desse ramo.

Gabarito

v(t)=4−e−52t Vv(t) = 4 - e^{-\frac{5}{2}t}\ \mathrm{V}

Passo a passo

Passo 1 — as relações. Chamando iRi_R a corrente do 2 Ω2\ \Omega vertical:

iT=iR+i10=2 iT+vv=2 iRv=4 i+2didti_T = i_R + i \qquad 10 = 2\,i_T + v \qquad v = 2\,i_R \qquad v = 4\,i + 2\frac{di}{dt}

Passo 2 — junte em ii. Das duas últimas, iR=v2=2 i+didti_R = \dfrac{v}{2} = 2\,i + \dfrac{di}{dt}. Levando na LKT:

10=2(2 i+didt+i)+4 i+2didt=6 i+2didt+4 i+2didt10 = 2\left(2\,i + \frac{di}{dt} + i\right) + 4\,i + 2\frac{di}{dt} = 6\,i + 2\frac{di}{dt} + 4\,i + 2\frac{di}{dt}4didt+10 i=10⟹2didt+5 i=54\frac{di}{dt} + 10\,i = 10 \qquad\Longrightarrow\qquad 2\frac{di}{dt} + 5\,i = 5

Passo 3 — resposta natural. De 2s+5=02s + 5 = 0 vem s=−52s = -\dfrac52:

in(t)=A e−52ti_n(t) = A\,e^{-\frac{5}{2}t}
10 V: curto2 Ω2 Ω4 ΩReq = 5 Ω

A constante de tempo. Com a fonte em curto, os dois 2 Ω2\ \Omega ficam em paralelo (1 Ω1\ \Omega) e em série com o 4 Ω4\ \Omega: Req=5 ΩR_{eq} = 5\ \Omega e τ=2/5 s\tau = 2/5\ \mathrm{s}, o mesmo s=−5/2s = -5/2.

Passo 4 — resposta forçada. 5K=55K = 5, logo if=1 Ai_f = 1\ \mathrm{A}.

+−10 V2 Ω2 Ω−+v4 ΩiL: curtov(∞) = 10 · (4/3)/(2 + 4/3) = 4 V · i(∞) = 4/4 = 1 A

Regime final. O indutor vira fio, o 4 Ω4\ \Omega fica em paralelo com o 2 Ω2\ \Omega vertical (4/3 Ω4/3\ \Omega) e o divisor dá v=4 Vv = 4\ \mathrm{V}; pelo ramo do indutor passa i=4/4=1 Ai = 4/4 = 1\ \mathrm{A} — a resposta forçada.

Passo 5 — a constante. De i(0)=2i(0) = 2:

2=A+1⟹A=1⟹i(t)=e−52t+1 A2 = A + 1 \qquad\Longrightarrow\qquad A = 1 \qquad\Longrightarrow\qquad i(t) = e^{-\frac{5}{2}t} + 1\ \mathrm{A}
+−10 V2 ΩiT2 Ω−+v4 Ω2 A(10 − v)/2 = v/2 + 2 → v(0⁺) = 3 V

O instante inicial. O indutor vira fonte de 2 A2\ \mathrm{A}. A LKC no nó do meio, 10−v2=v2+2\frac{10 - v}{2} = \frac{v}{2} + 2, dá v(0+)=3 Vv(0^+) = 3\ \mathrm{V} — o que v(t)=4−e−5t/2v(t) = 4 - e^{-5t/2} tem de dar em t=0t = 0.

Passo 6 — volte para vv. Pela LKT do ramo do indutor:

v=4 i+2didt=4 e−52t+4+2(−52 e−52t)v = 4\,i + 2\frac{di}{dt} = 4\,e^{-\frac{5}{2}t} + 4 + 2\left(-\frac{5}{2}\,e^{-\frac{5}{2}t}\right)v(t)=4−e−52t V\boxed{v(t) = 4 - e^{-\frac{5}{2}t}\ \mathrm{V}}

Conferência — τ=LReq=24+(2∥2)=25\tau = \dfrac{L}{R_{eq}} = \dfrac{2}{4 + (2 \parallel 2)} = \dfrac{2}{5} s, e de fato s=−5/2s = -5/2 ✔ Em t=0t = 0: v=3v = 3 V, então iR=1,5i_R = 1{,}5 A, iT=3,5i_T = 3{,}5 A e a LKT fecha em 2⋅3,5+3=102 \cdot 3{,}5 + 3 = 10 V ✔ Em t→∞t \to \infty o indutor vira fio, 4∥2=4/34 \parallel 2 = 4/3 e o divisor dá v=10⋅4/32+4/3=4v = 10 \cdot \frac{4/3}{2 + 4/3} = 4 V, com i=1i = 1 A ✔ Confere com a resolução da prova.

00:00
Questão 452º EE2015.1Superamortecido · Degrau de fonte de corrente com RL e C4 ptsVer material

Dado que o circuito encontra-se em regime permanente CC em t<0t < 0, determine v(t)v(t) e i(t)i(t) para t>0t > 0.

2 Aabre5 Afecha10 Ω2 H−+v1/10 Fi

Repare no que é pedido: vv é a tensão do indutor (não a do nó) e ii é a corrente do capacitor. As duas começam do que a comutação de 22 para 5 A5\ \mathrm{A} deixa sobrando.

Gabarito

v(t)=13,42 e−1,38t−13,42 e−3,62t Vv(t) = 13{,}42\,e^{-1,38t} - 13{,}42\,e^{-3,62t}\ \mathrm{V} · i(t)=4,85 e−1,38t−1,85 e−3,62t Ai(t) = 4{,}85\,e^{-1,38t} - 1{,}85\,e^{-3,62t}\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — condições iniciais. Com a fonte de 2 A2\ \mathrm{A}, o capacitor é aberto e o indutor é fio: todos os 2 A2\ \mathrm{A} atravessam o ramo do 10 Ω10\ \Omega.

iL(0)=2 AvC(0)=10⋅2=20 Vi_L(0) = 2\ \mathrm{A} \qquad\qquad v_C(0) = 10 \cdot 2 = 20\ \mathrm{V}
2 A5 Aaberta10 ΩiLL: curto−+vCC: abertoiL(0⁻) = 2 A · vC(0⁻) = 10 · 2 = 20 V

Em t=0−t = 0^-. Capacitor aberto e indutor em fio: os 2 A2\ \mathrm{A} inteiros passam pelo 10 Ω10\ \Omega, que fica com 20 V20\ \mathrm{V} — a tensão do capacitor. Por continuidade, iL(0+)=2 Ai_L(0^+) = 2\ \mathrm{A} e vC(0+)=20 Vv_C(0^+) = 20\ \mathrm{V}.

Passo 2 — as relações para t>0t > 0. Com a fonte de 5 A5\ \mathrm{A}, chamando vCv_C a tensão do nó:

5=iL+ii=110dvCdtvC=10 iL+2diLdt5 = i_L + i \qquad i = \frac{1}{10}\frac{dv_C}{dt} \qquad v_C = 10\,i_L + 2\frac{di_L}{dt}

Passo 3 — a equação em iLi_L. Substituindo:

5=iL+110(10diLdt+2d2iLdt2)×5d2iLdt2+5diLdt+5 iL=255 = i_L + \frac{1}{10}\left(10\frac{di_L}{dt} + 2\frac{d^2 i_L}{dt^2}\right) \qquad \times 5 \qquad \frac{d^2 i_L}{dt^2} + 5\frac{di_L}{dt} + 5\,i_L = 25

Passo 4 — resposta natural. De s2+5s+5=0s^2 + 5s + 5 = 0:

s=−5±25−202=−5±52⟹s1=−1,382s2=−3,618s = \frac{-5 \pm \sqrt{25 - 20}}{2} = \frac{-5 \pm \sqrt5}{2} \qquad\Longrightarrow\qquad s_1 = -1{,}382 \quad s_2 = -3{,}618

Duas raízes reais distintas: superamortecido.

fontes: aberto10 Ω2 H1/10 FRLC sérieα = R/(2L) = 2,5 · ω₀ = 1/√(LC) = √5

O RLC série reconhecido. Com as fontes de corrente abertas, o 10 Ω10\ \Omega, o indutor e o capacitor formam um laço só: α=10/4=2,5\alpha = 10/4 = 2{,}5 e ω02=1/(2⋅0,1)=5\omega_0^2 = 1/(2 \cdot 0{,}1) = 5. Como α2=6,25>5\alpha^2 = 6{,}25 \gt 5, é superamortecido, com s=−2,5±1,25s = -2{,}5 \pm \sqrt{1{,}25}.

Passo 5 — resposta forçada. 5K=255K = 25, logo iL,f=5 Ai_{L,f} = 5\ \mathrm{A} — coerente, porque no fim o indutor vira fio e leva os 5 A5\ \mathrm{A} inteiros.

2 Aaberta5 A10 Ω2 A−+v+−20 Viv(0⁺) = 20 − 10 · 2 = 0 · i(0⁺) = 5 − 2 = 3 A

Em t=0+t = 0^+. Indutor como fonte de 2 A2\ \mathrm{A}, capacitor como fonte de 20 V20\ \mathrm{V}: o 10 Ω10\ \Omega consome os 20 V20\ \mathrm{V} inteiros, então v(0+)=0v(0^+) = 0 e diL(0)/dt=0di_L(0)/dt = 0; o capacitor leva o que sobra dos 5 A5\ \mathrm{A}, i(0+)=3 Ai(0^+) = 3\ \mathrm{A}.

Passo 6 — as constantes. De iL(0)=2i_L(0) = 2:

A1+A2=−3A_1 + A_2 = -3

E de vC(0)=20=10⋅2+2diL(0)dtv_C(0) = 20 = 10 \cdot 2 + 2\dfrac{di_L(0)}{dt}, ou seja diL(0)dt=0\dfrac{di_L(0)}{dt} = 0:

s1A1+s2A2=0s_1 A_1 + s_2 A_2 = 0

Resolvendo o par:

A1=−4,854A2=1,854A_1 = -4{,}854 \qquad\qquad A_2 = 1{,}854iL(t)=5−4,854 e−1,38t+1,854 e−3,62t Ai_L(t) = 5 - 4{,}854\,e^{-1,38t} + 1{,}854\,e^{-3,62t}\ \mathrm{A}

Passo 7 — a tensão do indutor.

v=2diLdt=2(6,708 e−1,38t−6,708 e−3,62t)v = 2\frac{di_L}{dt} = 2\left(6{,}708\,e^{-1,38t} - 6{,}708\,e^{-3,62t}\right)v(t)=13,42 e−1,38t−13,42 e−3,62t V\boxed{v(t) = 13{,}42\,e^{-1,38t} - 13{,}42\,e^{-3,62t}\ \mathrm{V}}

Passo 8 — a corrente do capacitor. Direto da LKC, i=5−iLi = 5 - i_L:

i(t)=4,85 e−1,38t−1,85 e−3,62t A\boxed{i(t) = 4{,}85\,e^{-1,38t} - 1{,}85\,e^{-3,62t}\ \mathrm{A}}

Conferência — em t=0t = 0: v=0v = 0 (o indutor tinha corrente constante, logo não caía tensão nele) ✔ e i=4,85−1,85=3i = 4{,}85 - 1{,}85 = 3 A, que é exatamente o que sobra dos 5 A5\ \mathrm{A} depois dos 2 A2\ \mathrm{A} presos no indutor ✔ Em t→∞t \to \infty as duas vão a zero e iL→5i_L \to 5 A ✔ Confere com a resolução da prova.

Sobre o gabarito — uma das duas cópias do acervo resolve este quesito com 4 Ω4\ \Omega no lugar do 10 Ω10\ \Omega (chegando a v=15 e−tsen⁡2tv = 15\,e^{-t}\operatorname{sen} 2t, subamortecido). O enunciado traz 10 Ω10\ \Omega, e é com ele que a outra cópia — e as raízes −1,382-1{,}382 e −3,618-3{,}618 — fecham.

00:00
Questão 462º EE2014.2Condições iniciais · Sai a fonte de tensão, entra a de corrente3 ptsVer material

Sabendo que o circuito encontra-se em regime permanente em t=0−t = 0^-, determine ii, vv, dv/dtdv/dt e di/dtdi/dt em t=0+t = 0^+.

+−20 V8 Ωabrefecha3 Ωi1/2 H1/10 F−+v2 ΩiRfecha5 A

Em t=0t = 0 o circuito troca de dono: a fonte de 20 V20\ \mathrm{V} sai, e entram o 3 Ω3\ \Omega e a fonte de 5 A5\ \mathrm{A}. Em 0−0^- o indutor, sendo fio, junta os dois nós de cima, e é ele que faz o 2 Ω2\ \Omega ver a fonte pelo 8 Ω8\ \Omega.

Gabarito

i(0+)=2 Ai(0^+) = 2\ \mathrm{A} · v(0+)=4 Vv(0^+) = 4\ \mathrm{V}

dv(0+)dt=50 V/s\dfrac{dv(0^+)}{dt} = 50\ \mathrm{V/s} · di(0+)dt=−20 A/s\dfrac{di(0^+)}{dt} = -20\ \mathrm{A/s}

Passo a passo

Passo 1 — o circuito em 0−0^-. Só a fonte de 20 V20\ \mathrm{V} está ligada; capacitor aberto e indutor em fio. Sobram o 8 Ω8\ \Omega e o 2 Ω2\ \Omega em série:

i(0−)=208+2=2 Av(0−)=2⋅2=4 Vi(0^-) = \frac{20}{8 + 2} = 2\ \mathrm{A} \qquad\qquad v(0^-) = 2 \cdot 2 = 4\ \mathrm{V}

Por continuidade:

i(0+)=2 Av(0+)=4 V\boxed{i(0^+) = 2\ \mathrm{A}} \qquad\qquad \boxed{v(0^+) = 4\ \mathrm{V}}
+−20 V8 Ω3 ΩabertaiL: curtoC: aberto−+v2 Ω5 Aabertai(0⁻) = 20/(8 + 2) = 2 A · v(0⁻) = 2 · 2 = 4 V

Em t=0−t = 0^-. Indutor em fio, capacitor aberto, ramos do 3 Ω3\ \Omega e da fonte de 5 A5\ \mathrm{A} abertos: sobram o 8 Ω8\ \Omega e o 2 Ω2\ \Omega em série com a fonte, i=2 Ai = 2\ \mathrm{A} e v=4 Vv = 4\ \mathrm{V}.

Passo 2 — o circuito em 0+0^+. A fonte de tensão saiu, o 3 Ω3\ \Omega e a fonte de 5 A5\ \mathrm{A} entraram. O indutor mantém 2 A2\ \mathrm{A} e o capacitor mantém 4 V4\ \mathrm{V}.

A corrente do 2 Ω2\ \Omega sai direto da lei de Ohm:

iR(0+)=42=2 Ai_R(0^+) = \frac{4}{2} = 2\ \mathrm{A}
+−20 V8 Ωaberta3 Ωi = 2 A+−v = 4 V2 ΩiR5 AiR = 4/2 = 2 A · iC = 2 + 5 − 2 = 5 A · vL = −3 · 2 − 4 = −10 V

Em t=0+t = 0^+. O indutor vira fonte de 2 A2\ \mathrm{A} e o capacitor fonte de 4 V4\ \mathrm{V}. No nó do capacitor sobram iC=5 Ai_C = 5\ \mathrm{A}; na malha da esquerda, os 2 A2\ \mathrm{A} sobem pelo 3 Ω3\ \Omega (6 V6\ \mathrm{V}), e o indutor fica com vL=−10 Vv_L = -10\ \mathrm{V}.

Passo 3 — a derivada da tensão. LKC no nó do capacitor: entram os 2 A2\ \mathrm{A} do indutor e os 5 A5\ \mathrm{A} da fonte; saem 2 A2\ \mathrm{A} pelo 2 Ω2\ \Omega:

iC(0+)=2+5−2=5 A⟹dv(0+)dt=51/10=50 V/si_C(0^+) = 2 + 5 - 2 = 5\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{\frac{dv(0^+)}{dt} = \frac{5}{1/10} = 50\ \mathrm{V/s}}

Passo 4 — a derivada da corrente. Os 2 A2\ \mathrm{A} do indutor sobem pelo 3 Ω3\ \Omega, que cai 3⋅2=6 V3 \cdot 2 = 6\ \mathrm{V}. A LKT da malha da esquerda dá

6+vL+4=0⟹vL(0+)=−10 V6 + v_L + 4 = 0 \qquad\Longrightarrow\qquad v_L(0^+) = -10\ \mathrm{V}di(0+)dt=−101/2=−20 A/s\boxed{\frac{di(0^+)}{dt} = \frac{-10}{1/2} = -20\ \mathrm{A/s}}

Conferência — as duas derivadas apontam para lados opostos, e faz sentido: a fonte de corrente entope o nó do capacitor (que sobe rápido), enquanto o indutor, sem fonte de tensão para sustentá-lo, tem de devolver energia e sua corrente cai ✔ Confere com a resolução da prova.

Sobre o enunciado — o acervo tem apenas a resolução desta prova. O circuito acima foi reconstruído a partir dos dois estados que ela desenha (t=0−t = 0^- e t=0+t = 0^+): é o arranjo mais simples de chaves que reproduz os dois exatamente.

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Questão 472º EE2014.2Resposta ao degrau · O indutor que era o curto do resistor3 ptsVer material

O circuito está em regime permanente em t<0t < 0. Determine i(t)i(t) e v(t)v(t) para t>0t > 0.

+−48 Vabre+−12 Vfecha6 Ω−+v1/4 Hi2 ΩiR

Em t<0t < 0 o indutor é um fio em paralelo com o 2 Ω2\ \Omega — ou seja, ele curto-circuita o resistor, e a fonte de 48 V48\ \mathrm{V} vê só o 6 Ω6\ \Omega. Daí a corrente inicial alta.

Gabarito

i(t)=2+6 e−6t Ai(t) = 2 + 6\,e^{-6t}\ \mathrm{A} · v(t)=12+9 e−6t Vv(t) = 12 + 9\,e^{-6t}\ \mathrm{V}

Passo a passo

Passo 1 — condição inicial. Com o 2 Ω2\ \Omega em curto pelo indutor:

i(0−)=486=8 A⟹i(0+)=8 Ai(0^-) = \frac{48}{6} = 8\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad i(0^+) = 8\ \mathrm{A}
+−48 V+−12 Vaberta6 ΩiL: curto2 Ωi(0⁻) = 48/6 = 8 A · 2 Ω sem corrente

Em t=0−t = 0^-. O indutor em fio curto-circuita o 2 Ω2\ \Omega, e a fonte de 48 V48\ \mathrm{V} vê só o 6 Ω6\ \Omega: i(0−)=8 Ai(0^-) = 8\ \mathrm{A}, que o indutor carrega para t=0+t = 0^+.

Passo 2 — as relações para t>0t > 0. Agora a fonte é de 12 V12\ \mathrm{V}:

12=6 iT+14didtiT=i+iRv2Ω=2 iR=14didt12 = 6\,i_T + \frac{1}{4}\frac{di}{dt} \qquad i_T = i + i_R \qquad v_{2\Omega} = 2\,i_R = \frac{1}{4}\frac{di}{dt}

Passo 3 — a equação. De iR=18didti_R = \dfrac{1}{8}\dfrac{di}{dt}:

12=6 i+6⋅18didt+14didt=6 i+34didt+14didt12 = 6\,i + 6 \cdot \frac{1}{8}\frac{di}{dt} + \frac{1}{4}\frac{di}{dt} = 6\,i + \frac{3}{4}\frac{di}{dt} + \frac{1}{4}\frac{di}{dt}didt+6 i=12\frac{di}{dt} + 6\,i = 12
12 V: curto6 ΩReq = 6 ∥ 2 = 1,5 Ω2 Ω

A constante de tempo. Com a fonte em curto, os terminais do indutor enxergam o 6 Ω6\ \Omega em paralelo com o 2 Ω2\ \Omega: Req=3/2 ΩR_{eq} = 3/2\ \Omega e τ=1/43/2=16 s\tau = \frac{1/4}{3/2} = \frac16\ \mathrm{s}, o s=−6s = -6 da equação.

Passo 4 — resposta natural e forçada. De s+6=0s + 6 = 0 vem s=−6s = -6; e 6K=126K = 12 dá if=2 Ai_f = 2\ \mathrm{A}:

i(t)=A e−6t+2i(t) = A\,e^{-6t} + 2

Passo 5 — a constante. De i(0)=8i(0) = 8:

8=A+2⟹A=6⟹i(t)=2+6 e−6t A8 = A + 2 \qquad\Longrightarrow\qquad A = 6 \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{i(t) = 2 + 6\,e^{-6t}\ \mathrm{A}}
+−48 Vaberta+−12 V6 Ω−+v8 Avn2 Ω(12 − vn)/6 = 8 + vn/2 → vn = −9 V · v(0⁺) = 12 + 9 = 21 V

Em t=0+t = 0^+. O indutor vira fonte de 8 A8\ \mathrm{A} e a fonte agora é de 12 V12\ \mathrm{V}. A LKC no nó dá vn=−9 Vv_n = -9\ \mathrm{V}, logo v(0+)=21 Vv(0^+) = 21\ \mathrm{V} e di/dt=−9/(1/4)=−36 A/sdi/dt = -9/(1/4) = -36\ \mathrm{A/s} — os valores que v(t)v(t) e i(t)i(t) têm de reproduzir em t=0t = 0.

Passo 6 — a tensão do 6 Ω6\ \Omega. Ela é 6 iT=6 (i+iR)6\,i_T = 6\,(i + i_R), e iR=18didti_R = \dfrac{1}{8}\dfrac{di}{dt}, com didt=−36 e−6t\dfrac{di}{dt} = -36\,e^{-6t}:

v=6 i+34didt=12+36 e−6t+34(−36 e−6t)v = 6\,i + \frac{3}{4}\frac{di}{dt} = 12 + 36\,e^{-6t} + \frac{3}{4}\left(-36\,e^{-6t}\right)v(t)=12+9 e−6t V\boxed{v(t) = 12 + 9\,e^{-6t}\ \mathrm{V}}

Conferência — τ=LReq=1/46∥2=1/43/2=16\tau = \dfrac{L}{R_{eq}} = \dfrac{1/4}{6 \parallel 2} = \dfrac{1/4}{3/2} = \dfrac16 s, e de fato s=−6s = -6 ✔ Em t=0t = 0: v=21v = 21 V, ou seja iT=3,5i_T = 3{,}5 A, e a LKT fecha com vL=12−21=−9v_L = 12 - 21 = -9 V, isto é di/dt=−36di/dt = -36 A/s ✔ Em t→∞t \to \infty o indutor volta a curto-circuitar o 2 Ω2\ \Omega: v→12v \to 12 V e i→2i \to 2 A ✔ Confere com a resolução da prova.

Sobre o enunciado — o acervo tem apenas a resolução desta prova; o circuito acima é o que ela desenha nos dois estados, com a comutação de 4848 para 12 V12\ \mathrm{V}.

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Questão 482º EE2014.2Superamortecido · RLC com valores de laboratório4 ptsVer material

Determine vC(t)v_C(t) e i(t)i(t) para t>0t > 0, sabendo que vC(0)=8 Vv_C(0) = 8\ \mathrm{V} e iL(0)=4 Ai_L(0) = 4\ \mathrm{A}.

+−30 V10 Ω1,615 HiL2 Ωi0,62 F−+vC

Os valores de LL e CC são feios de propósito: foram escolhidos para a equação característica cair em raízes redondas, −1-1 e −6-6. As duas condições iniciais já vêm dadas, então o trabalho é montar a equação e casar as constantes.

Gabarito

vC(t)=5+3,6 e−t−0,6 e−6t Vv_C(t) = 5 + 3{,}6\,e^{-t} - 0{,}6\,e^{-6t}\ \mathrm{V} · i(t)=2,5+1,8 e−t−0,3 e−6t Ai(t) = 2{,}5 + 1{,}8\,e^{-t} - 0{,}3\,e^{-6t}\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — as relações. LKT na malha da fonte e LKC no nó de saída:

30=10 iL+1,615diLdt+vCiL=i+iC=vC2+0,62dvCdt30 = 10\,i_L + 1{,}615\frac{di_L}{dt} + v_C \qquad\qquad i_L = i + i_C = \frac{v_C}{2} + 0{,}62\frac{dv_C}{dt}

Passo 2 — a equação em vCv_C. Substituindo iLi_L e sua derivada:

30=10(vC2+0,62dvCdt)+1,615(12dvCdt+0,62d2vCdt2)+vC30 = 10\left(\frac{v_C}{2} + 0{,}62\frac{dv_C}{dt}\right) + 1{,}615\left(\frac12\frac{dv_C}{dt} + 0{,}62\frac{d^2 v_C}{dt^2}\right) + v_Cd2vCdt2+7dvCdt+6 vC=30\frac{d^2 v_C}{dt^2} + 7\frac{dv_C}{dt} + 6\,v_C = 30

Passo 3 — resposta natural. De s2+7s+6=0s^2 + 7s + 6 = 0:

s1=−1s2=−6s_1 = -1 \qquad\qquad s_2 = -6

Duas raízes reais distintas: superamortecido.

Passo 4 — resposta forçada. 6K=306K = 30, logo vC,f=5 Vv_{C,f} = 5\ \mathrm{V}.

+−30 V10 ΩL: curto2 Ωi−+vCC: abertovC(∞) = 30 · 2/12 = 5 V · i(∞) = 2,5 A

Regime final. Capacitor aberto e indutor em fio: sobra o divisor do 10 Ω10\ \Omega com o 2 Ω2\ \Omega, vC=30⋅2/12=5 Vv_C = 30 \cdot 2/12 = 5\ \mathrm{V} — a resposta forçada — e i=2,5 Ai = 2{,}5\ \mathrm{A}.

Passo 5 — a primeira equação. De vC(0)=8v_C(0) = 8:

A1+A2=3A_1 + A_2 = 3
+−30 V10 ΩiL = 4 A2 ΩiiC+−vC = 8 Vi(0⁺) = 8/2 = 4 A · iC(0⁺) = 4 − 4 = 0

O instante inicial. Indutor como fonte de 4 A4\ \mathrm{A}, capacitor como fonte de 8 V8\ \mathrm{V}: o 2 Ω2\ \Omega leva 8/2=4 A8/2 = 4\ \mathrm{A}, que é toda a corrente do indutor. Sobra iC(0+)=0i_C(0^+) = 0, ou seja, dvC(0)/dt=0dv_C(0)/dt = 0 — a segunda condição para as constantes.

Passo 6 — a segunda. A corrente inicial do indutor entra pela LKC. Com dvCdt=−A1e−t−6A2e−6t\dfrac{dv_C}{dt} = -A_1 e^{-t} - 6A_2 e^{-6t},

iL=vC2+0,62dvCdt=2,5−0,12 A1e−t−3,22 A2e−6ti_L = \frac{v_C}{2} + 0{,}62\frac{dv_C}{dt} = 2{,}5 - 0{,}12\,A_1 e^{-t} - 3{,}22\,A_2 e^{-6t}

e em t=0t = 0, com iL(0)=4i_L(0) = 4:

−0,12 A1−3,22 A2=1,5-0{,}12\,A_1 - 3{,}22\,A_2 = 1{,}5

Trocando A2=3−A1A_2 = 3 - A_1:

3,1 A1=11,16⟹A1=3,6A2=−0,63{,}1\,A_1 = 11{,}16 \qquad\Longrightarrow\qquad A_1 = 3{,}6 \qquad A_2 = -0{,}6vC(t)=5+3,6 e−t−0,6 e−6t V\boxed{v_C(t) = 5 + 3{,}6\,e^{-t} - 0{,}6\,e^{-6t}\ \mathrm{V}}

Passo 7 — a corrente do 2 Ω2\ \Omega. É a lei de Ohm, i=vC/2i = v_C/2:

i(t)=2,5+1,8 e−t−0,3 e−6t A\boxed{i(t) = 2{,}5 + 1{,}8\,e^{-t} - 0{,}3\,e^{-6t}\ \mathrm{A}}

Conferência — em t=0t = 0: vC=8v_C = 8 V ✔ e i=4i = 4 A, o que com a LKC devolve iC(0)=iL(0)−i(0)=0i_C(0) = i_L(0) - i(0) = 0 — coerente com dvC/dt(0)=−3,6+3,6=0dv_C/dt(0) = -3{,}6 + 3{,}6 = 0 ✔ Em t→∞t \to \infty o capacitor abre, o indutor vira fio e sobra o divisor 30⋅212=530 \cdot \frac{2}{12} = 5 V, com i=2,5i = 2{,}5 A ✔ Confere com a resolução da prova.

Sobre o enunciado — o acervo tem apenas a resolução desta prova; o circuito e as duas condições iniciais acima são os que ela usa.

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Questão 492º EE2022.1Subamortecido · Capacitor que troca de ramo na comutação4 ptsVer material

Determinar a tensão vv e a corrente ii para t>0t > 0, dado que o circuito está em regime permanente para t=0−t = 0^-.

+−20 V10 Ω−+v4 Hifecha1/20 F−+vCabre3 Ω+−4 V

A chave da prova é comutadora: em t<0t < 0 o capacitor está ligado ao ramo do 3 Ω3\ \Omega com a fonte de 4 V4\ \mathrm{V} — que o deixa carregado com 4 V4\ \mathrm{V} — e em t=0t = 0 ele troca de ramo, passando a enxergar o indutor. É essa leitura que reproduz as duas condições iniciais e a equação da resolução.

Gabarito

i(t)=2+12 e−tsen⁡2t Ai(t) = 2 + \dfrac{1}{2}\,e^{-t}\operatorname{sen} 2t\ \mathrm{A} · v(t)=20−4 e−tcos⁡2t+2 e−tsen⁡2t Vv(t) = 20 - 4\,e^{-t}\cos 2t + 2\,e^{-t}\operatorname{sen} 2t\ \mathrm{V}

Passo a passo

Passo 1 — condições iniciais. Em 0−0^- o capacitor está do lado do 3 Ω3\ \Omega, aberto e sem corrente, logo enxerga a fonte inteira:

vC(0)=4 Vv_C(0) = 4\ \mathrm{V}

Do outro lado, o indutor é fio e aterra o nó do meio, então os 20 V20\ \mathrm{V} caem todos no 10 Ω10\ \Omega:

i(0)=2010=2 Ai(0) = \frac{20}{10} = 2\ \mathrm{A}
+−20 V10 ΩiL: curtoaberta−+vCC: aberto3 Ω+−4 Vi(0⁻) = 2 A · vC(0⁻) = 4 V

Regime permanente antes da chave (t=0−t = 0^-). O indutor é fio e leva 20/10=2 A20/10 = 2\ \mathrm{A}; o capacitor, aberto e sem corrente, fica com a tensão inteira da fonte de 4 V4\ \mathrm{V}, porque o 3 Ω3\ \Omega não tem queda.

Passo 2 — as relações para t>0t > 0. Com o capacitor agora em paralelo com o indutor:

20=10 iT+4didtiT=i+iCiC=120dvCdtvC=4didt20 = 10\,i_T + 4\frac{di}{dt} \qquad i_T = i + i_C \qquad i_C = \frac{1}{20}\frac{dv_C}{dt} \qquad v_C = 4\frac{di}{dt}

Passo 3 — a equação em ii. Trocando iCi_C e depois vCv_C:

20=10 i+1020⋅4d2idt2+4didt=10 i+2d2idt2+4didt20 = 10\,i + \frac{10}{20} \cdot 4\frac{d^2 i}{dt^2} + 4\frac{di}{dt} = 10\,i + 2\frac{d^2 i}{dt^2} + 4\frac{di}{dt}÷2d2idt2+2didt+5 i=10\div 2 \qquad \frac{d^2 i}{dt^2} + 2\frac{di}{dt} + 5\,i = 10

Passo 4 — resposta natural. De s2+2s+5=0s^2 + 2s + 5 = 0:

s=−2±4−202=−1±j2s = \frac{-2 \pm \sqrt{4 - 20}}{2} = -1 \pm j2

Raízes complexas: subamortecido, com α=1\alpha = 1 e ωd=2\omega_d = 2.

in(t)=e−t(A1cos⁡2t+A2sen⁡2t)i_n(t) = e^{-t}\left(A_1\cos 2t + A_2\operatorname{sen} 2t\right)
20 V: curto10 Ω4 H1/20 Fα = 1 · ω₀ = √5 · ωd = 2

O RLC que sobra para t>0t \gt 0. Com a fonte de 20 V20\ \mathrm{V} zerada, o 10 Ω10\ \Omega, o indutor e o capacitor ficam em paralelo (o ramo do 3 Ω3\ \Omega saiu na comutação): α=12RC=12⋅10⋅120=1\alpha = \dfrac{1}{2RC} = \dfrac{1}{2 \cdot 10 \cdot \frac{1}{20}} = 1 e ω0=1LC=5\omega_0 = \dfrac{1}{\sqrt{LC}} = \sqrt{5}, logo ωd=5−1=2\omega_d = \sqrt{5 - 1} = 2 — as raízes −1±j2-1 \pm j2.

Passo 5 — resposta forçada. 5K=105K = 10, logo if=2 Ai_f = 2\ \mathrm{A}.

Passo 6 — a primeira constante. De i(0)=2i(0) = 2:

2=A1+2⟹A1=02 = A_1 + 2 \qquad\Longrightarrow\qquad A_1 = 0
+−20 V10 Ω−+v2 A+−4 Vv(0⁺) = 16 V · vL(0⁺) = 4 V

O instante t=0+t = 0^+. O indutor vira fonte de 2 A2\ \mathrm{A} e o capacitor fonte de 4 V4\ \mathrm{V}, agora em paralelo com o indutor. A tensão do indutor é a do capacitor: 4 di/dt(0+)=44\,di/dt(0^+) = 4, ou di/dt(0+)=1 A/sdi/dt(0^+) = 1\ \mathrm{A/s} — é a condição que fixa A2A_2.

Passo 7 — a segunda. A tensão do capacitor é 4 di/dt4\,di/dt, e em t=0t = 0, com A1=0A_1 = 0:

vC(0)=4⋅2A2=4⟹A2=12v_C(0) = 4 \cdot 2A_2 = 4 \qquad\Longrightarrow\qquad A_2 = \frac{1}{2}i(t)=2+12 e−tsen⁡2t A\boxed{i(t) = 2 + \frac{1}{2}\,e^{-t}\operatorname{sen} 2t\ \mathrm{A}}

Passo 8 — as duas tensões. Derivando,

vC=4didt=4 e−tcos⁡2t−2 e−tsen⁡2t Vv_C = 4\frac{di}{dt} = 4\,e^{-t}\cos 2t - 2\,e^{-t}\operatorname{sen} 2t\ \mathrm{V}

e a do 10 Ω10\ \Omega sai da LKT, v=20−vCv = 20 - v_C:

v(t)=20−4 e−tcos⁡2t+2 e−tsen⁡2t V\boxed{v(t) = 20 - 4\,e^{-t}\cos 2t + 2\,e^{-t}\operatorname{sen} 2t\ \mathrm{V}}

Conferência — em t=0t = 0: i=2i = 2 A e vC=4v_C = 4 V, as condições iniciais ✔ e v=16v = 16 V, o que dá iT=1,6i_T = 1{,}6 A, coerente com iC(0)=−0,4i_C(0) = -0{,}4 A (o capacitor começa descarregando para o indutor) ✔ Em t→∞t \to \infty o capacitor abre, o indutor vira fio e v→20v \to 20 V com i→2i \to 2 A ✔ Confere com a resolução da prova.

Sobre o enunciado — no desenho original a chave comuta o nó do indutor entre o ramo do 3 Ω3\ \Omega e o capacitor, o que deixaria o capacitor flutuante em t<0t < 0 — e então vC(0)v_C(0) seria indefinido, embora a resolução use 4 V4\ \mathrm{V}. A leitura desenhada acima (a chave comuta o capacitor entre os dois ramos) é a que fecha tudo: dá vC(0)=4 Vv_C(0) = 4\ \mathrm{V} de verdade, tira o 3 Ω3\ \Omega depois de t=0t = 0 e reproduz exatamente a equação e o gabarito da prova. Se o ramo do 3 Ω3\ \Omega continuasse no circuito depois de t=0t = 0, a equação seria d2idt2+8,67didt+5i=16,7\frac{d^2i}{dt^2} + 8{,}67\frac{di}{dt} + 5i = 16{,}7 e a resposta cairia no caso superamortecido — nada parecido com o gabarito.

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Questão 502º EE2024.1Resposta ao degrau · Indutor em paralelo com o resistor de saída3 ptsVer material

Determine a tensão vv e a corrente ii para t>0t > 0, dado que o circuito está em regime permanente em t=0−t = 0^-.

+−100 Vfecha+−20 Vabre4 Ω−+v4 Ωi1 HiL

A comutação sobe a fonte: de 2020 para 100 V100\ \mathrm{V}. E repare que ii é a corrente do 4 Ω4\ \Omega vertical — ou seja, ela é a tensão do indutor dividida por 44, e portanto proporcional a diL/dtdi_L/dt. Em regime permanente ela vale zero nas duas pontas.

Gabarito

v(t)=100−40 e−2t Vv(t) = 100 - 40\,e^{-2t}\ \mathrm{V} · i(t)=10 e−2t Ai(t) = 10\,e^{-2t}\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — condição inicial. Com 20 V20\ \mathrm{V} e o indutor em fio, o 4 Ω4\ \Omega vertical fica em curto:

iL(0−)=204=5 A⟹iL(0+)=5 Ai_L(0^-) = \frac{20}{4} = 5\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad i_L(0^+) = 5\ \mathrm{A}
+−100 Vaberta+−20 V4 Ω4 ΩiiLL: curtoiL(0⁻) = 20/4 = 5 A · i(0⁻) = 0

Regime permanente com a fonte de 20 V (t=0−t = 0^-). O indutor é fio e põe o 4 Ω4\ \Omega vertical em curto: toda a corrente 20/4=5 A20/4 = 5\ \mathrm{A} passa pelo indutor, e i(0−)=0i(0^-) = 0.

Passo 2 — as relações para t>0t > 0. Agora a fonte é de 100 V100\ \mathrm{V}:

100=4 iT+diLdtiT=i+iL4 i=diLdt100 = 4\,i_T + \frac{di_L}{dt} \qquad i_T = i + i_L \qquad 4\,i = \frac{di_L}{dt}

Passo 3 — a equação em iLi_L. Com i=14diLdti = \dfrac14\dfrac{di_L}{dt}:

100=4 iL+4⋅14diLdt+diLdt=4 iL+2diLdt100 = 4\,i_L + 4 \cdot \frac14\frac{di_L}{dt} + \frac{di_L}{dt} = 4\,i_L + 2\frac{di_L}{dt}diLdt+2 iL=50\frac{di_L}{dt} + 2\,i_L = 50

Passo 4 — resposta natural e forçada. De s+2=0s + 2 = 0 vem s=−2s = -2; e 2K=502K = 50 dá iL,f=25 Ai_{L,f} = 25\ \mathrm{A}.

100 V: curto4 Ω4 Ω← Req = 4 ∥ 4 = 2 Ω

A constante de tempo. Com a fonte zerada, o indutor enxerga os dois 4 Ω4\ \Omega em paralelo: Req=2 ΩR_{eq} = 2\ \Omega e τ=L/Req=1/2 s\tau = L/R_{eq} = 1/2\ \mathrm{s} — a raiz s=−2s = -2.

Passo 5 — a constante. De iL(0)=5i_L(0) = 5:

5=A+25⟹A=−20⟹iL(t)=25−20 e−2t A5 = A + 25 \qquad\Longrightarrow\qquad A = -20 \qquad\Longrightarrow\qquad i_L(t) = 25 - 20\,e^{-2t}\ \mathrm{A}

Passo 6 — a corrente do 4 Ω4\ \Omega vertical.

i=14diLdt=14⋅40 e−2t⟹i(t)=10 e−2t Ai = \frac14\frac{di_L}{dt} = \frac14 \cdot 40\,e^{-2t} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{i(t) = 10\,e^{-2t}\ \mathrm{A}}

Passo 7 — a tensão do 4 Ω4\ \Omega horizontal. É 4 iT4\,i_T:

v=4 (i+iL)=4(25−20 e−2t+10 e−2t)v = 4\,(i + i_L) = 4\left(25 - 20\,e^{-2t} + 10\,e^{-2t}\right)v(t)=100−40 e−2t V\boxed{v(t) = 100 - 40\,e^{-2t}\ \mathrm{V}}
+−100 V4 Ω−+v4 Ωi5 Av(0⁺) = 60 V · i(0⁺) = 10 A

O instante t=0+t = 0^+. A fonte sobe para 100 V100\ \mathrm{V} e o indutor vira fonte de 5 A5\ \mathrm{A}. Nó do meio: 100−vx4=vx4+5\frac{100 - v_x}{4} = \frac{v_x}{4} + 5, ou vx=40 Vv_x = 40\ \mathrm{V}; daí i(0+)=10 Ai(0^+) = 10\ \mathrm{A} e v(0+)=60 Vv(0^+) = 60\ \mathrm{V}, os valores das respostas em t=0t = 0.

Conferência — τ=LReq=14∥4=12\tau = \dfrac{L}{R_{eq}} = \dfrac{1}{4 \parallel 4} = \dfrac12 s, e de fato s=−2s = -2 ✔ Em t=0t = 0: v=60v = 60 V, então iT=15i_T = 15 A e a tensão do indutor é 100−60=40100 - 60 = 40 V — exatamente o que dá i(0)=40/4=10i(0) = 40/4 = 10 A ✔ Em t→∞t \to \infty o indutor volta a curto-circuitar o 4 Ω4\ \Omega: i→0i \to 0 e v→100v \to 100 V ✔ Confere com a resolução da prova.

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Questão 512º EE2024.1Subamortecido · RLC paralelo com as três correntes pedidas4 ptsVer material

Determinar a tensão vv e as correntes iRi_R, iLi_L e iCi_C para t>0t > 0, onde v(0)=50 Vv(0) = 50\ \mathrm{V} e iL(0)=10 Ai_L(0) = 10\ \mathrm{A}.

50 A6 Ω−+viR2 HiL1/30 FiC

RLC paralelo puro com fonte de corrente: os três elementos veem a mesma vv, e as três correntes pedidas saem de vv e da própria LKC. Aqui α<ω0\alpha < \omega_0 — o circuito oscila antes de acomodar.

Gabarito

v(t)=e−2,5t(50cos⁡2,96t+363,4sen⁡2,96t) Vv(t) = e^{-2,5t}\left(50\cos 2{,}96t + 363{,}4\operatorname{sen} 2{,}96t\right)\ \mathrm{V}

iR(t)=e−2,5t(8,33cos⁡2,96t+60,57sen⁡2,96t) Ai_R(t) = e^{-2,5t}\left(8{,}33\cos 2{,}96t + 60{,}57\operatorname{sen} 2{,}96t\right)\ \mathrm{A}

iL(t)=50−e−2,5t(40cos⁡2,96t+25,36sen⁡2,96t) Ai_L(t) = 50 - e^{-2,5t}\left(40\cos 2{,}96t + 25{,}36\operatorname{sen} 2{,}96t\right)\ \mathrm{A}

iC(t)=e−2,5t(31,67cos⁡2,96t−35,21sen⁡2,96t) Ai_C(t) = e^{-2,5t}\left(31{,}67\cos 2{,}96t - 35{,}21\operatorname{sen} 2{,}96t\right)\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — as relações. Tudo em paralelo, com vv comum:

50=iR+iL+iCiR=v6v=2diLdtiC=130dvdt50 = i_R + i_L + i_C \qquad i_R = \frac{v}{6} \qquad v = 2\frac{di_L}{dt} \qquad i_C = \frac{1}{30}\frac{dv}{dt}

Passo 2 — a equação em iLi_L. Substituindo vv:

50=26diLdt+iL+230d2iLdt2×15d2iLdt2+5diLdt+15 iL=75050 = \frac{2}{6}\frac{di_L}{dt} + i_L + \frac{2}{30}\frac{d^2 i_L}{dt^2} \qquad \times 15 \qquad \frac{d^2 i_L}{dt^2} + 5\frac{di_L}{dt} + 15\,i_L = 750

Passo 3 — resposta natural. Pelas fórmulas do RLC paralelo,

α=12RC=12⋅6⋅130=2,5ω0=1LC=12/30=15≈3,873\alpha = \frac{1}{2RC} = \frac{1}{2 \cdot 6 \cdot \frac{1}{30}} = 2{,}5 \qquad \omega_0 = \frac{1}{\sqrt{LC}} = \frac{1}{\sqrt{2/30}} = \sqrt{15} \approx 3{,}873

Como α<ω0\alpha < \omega_0, o caso é subamortecido:

s=−2,5±j15−6,25=−2,5±j2,96s = -2{,}5 \pm j\sqrt{15 - 6{,}25} = -2{,}5 \pm j2{,}96iL,n(t)=e−2,5t(A1cos⁡2,96t+A2sen⁡2,96t)i_{L,n}(t) = e^{-2,5t}\left(A_1\cos 2{,}96t + A_2\operatorname{sen} 2{,}96t\right)
50 A: aberto6 Ω2 H1/30 Fα = 2,5 · ω₀ = √15 ≈ 3,87 · ωd ≈ 2,96

O RLC paralelo. Com a fonte de corrente aberta, sobram RR, LL e CC em paralelo: α=12RC=2,5\alpha = \dfrac{1}{2RC} = 2{,}5 e ω0=1LC=15\omega_0 = \dfrac{1}{\sqrt{LC}} = \sqrt{15}. Como α<ω0\alpha \lt \omega_0, subamortecido, com ωd=15−6,25≈2,96\omega_d = \sqrt{15 - 6{,}25} \approx 2{,}96.

Passo 4 — resposta forçada. 15K=75015K = 750, logo iL,f=50 Ai_{L,f} = 50\ \mathrm{A} — no fim o indutor vira fio e leva os 50 A50\ \mathrm{A} inteiros.

50 A6 ΩiLL: curtoC: abertoiL(∞) = 50 A · v(∞) = 0

Regime final (t→∞t \to \infty). O indutor vira fio e curto-circuita o 6 Ω6\ \Omega e o capacitor: v=0v = 0, e os 50 A50\ \mathrm{A} da fonte passam inteiros pelo indutor — a resposta forçada iL,f=50 Ai_{L,f} = 50\ \mathrm{A}.

Passo 5 — a primeira constante. De iL(0)=10i_L(0) = 10:

A1+50=10⟹A1=−40A_1 + 50 = 10 \qquad\Longrightarrow\qquad A_1 = -40

Passo 6 — a segunda. De v(0)=50=2diL(0)dtv(0) = 50 = 2\dfrac{di_L(0)}{dt}, vem diL(0)dt=25\dfrac{di_L(0)}{dt} = 25. Derivando a resposta e avaliando em zero:

−2,5 A1+2,96 A2=25⟹100+2,96 A2=25⟹A2=−25,36-2{,}5\,A_1 + 2{,}96\,A_2 = 25 \qquad\Longrightarrow\qquad 100 + 2{,}96\,A_2 = 25 \qquad\Longrightarrow\qquad A_2 = -25{,}36iL(t)=50−e−2,5t(40cos⁡2,96t+25,36sen⁡2,96t) A\boxed{i_L(t) = 50 - e^{-2,5t}\left(40\cos 2{,}96t + 25{,}36\operatorname{sen} 2{,}96t\right)\ \mathrm{A}}

Passo 7 — a tensão. v=2 diL/dtv = 2\,di_L/dt, agrupando seno e cosseno:

v(t)=e−2,5t(50cos⁡2,96t+363,4sen⁡2,96t) V\boxed{v(t) = e^{-2,5t}\left(50\cos 2{,}96t + 363{,}4\operatorname{sen} 2{,}96t\right)\ \mathrm{V}}

Passo 8 — as outras duas correntes. Uma é lei de Ohm, a outra é a LKC:

iR=v6=e−2,5t(8,33cos⁡2,96t+60,57sen⁡2,96t) A\boxed{i_R = \frac{v}{6} = e^{-2,5t}\left(8{,}33\cos 2{,}96t + 60{,}57\operatorname{sen} 2{,}96t\right)\ \mathrm{A}}iC=50−iR−iL=e−2,5t(31,67cos⁡2,96t−35,21sen⁡2,96t) A\boxed{i_C = 50 - i_R - i_L = e^{-2,5t}\left(31{,}67\cos 2{,}96t - 35{,}21\operatorname{sen} 2{,}96t\right)\ \mathrm{A}}
50 A6 ΩiR10 A+−50 ViCiR(0⁺) = 50/6 ≈ 8,33 A · iC(0⁺) = 50 − 8,33 − 10 ≈ 31,67 A

O instante t=0+t = 0^+. O indutor é fonte de 10 A10\ \mathrm{A} e o capacitor fonte de 50 V50\ \mathrm{V}, que fixa vv para todos. O 6 Ω6\ \Omega leva 50/650/6 e a LKC entrega o resto ao capacitor — os valores das respostas em t=0t = 0.

Conferência — em t=0t = 0: v=50v = 50 V ✔, iL=10i_L = 10 A ✔, iR=50/6=8,33i_R = 50/6 = 8{,}33 A ✔ e iC=50−8,33−10=31,67i_C = 50 - 8{,}33 - 10 = 31{,}67 A ✔ Em t→∞t \to \infty tudo vai a zero menos iLi_L, que fica com os 50 A50\ \mathrm{A} ✔

Sobre o gabarito — a resolução do acervo resolve este quesito com L=5 HL = 5\ \mathrm{H} em vez dos 2 H2\ \mathrm{H} do enunciado impresso. Com 5 H5\ \mathrm{H} a equação vira d2iLdt2+5diLdt+6iL=300\frac{d^2i_L}{dt^2} + 5\frac{di_L}{dt} + 6i_L = 300, as raízes ficam reais (−2-2 e −3-3, caso superamortecido) e ela chega a

iL=50−110 e−2t+70 e−3tv=1100 e−2t−1050 e−3tiR=183,33 e−2t−175 e−3tiC=−73,33 e−2t+105 e−3ti_L = 50 - 110\,e^{-2t} + 70\,e^{-3t} \quad v = 1100\,e^{-2t} - 1050\,e^{-3t} \quad i_R = 183{,}33\,e^{-2t} - 175\,e^{-3t} \quad i_C = -73{,}33\,e^{-2t} + 105\,e^{-3t}

Os valores acima são os do enunciado (2 H2\ \mathrm{H}); se a sua prova trouxer 5 H5\ \mathrm{H}, use estes últimos.

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Questão 522º EE2024.2Condições iniciais · Duas chaves que ligam duas fontes de corrente3 ptsVer material

O circuito está em regime permanente em t=0−t = 0^-. Determine os valores de vv, ii, dv/dtdv/dt e di/dtdi/dt em t=0−t = 0^- e em t=0+t = 0^+.

+−40 V4 Ω4 Ω1 F−+vfecha10 Ω10 Ω4 Hi10 Afecha20 A

As duas chaves estão abertas em t<0t < 0 e fecham em t=0t = 0. Antes disso o circuito são três pedaços: o divisor da fonte de 40 V40\ \mathrm{V}, o par de 10 Ω10\ \Omega com o indutor e a fonte de 10 A10\ \mathrm{A}, e a fonte de 20 A20\ \mathrm{A} desligada. É essa leitura que dá condições iniciais redondas.

Gabarito

Em 0−0^-: v=20 Vv = 20\ \mathrm{V} · i=10 Ai = 10\ \mathrm{A} · dvdt=0\dfrac{dv}{dt} = 0 · didt=0\dfrac{di}{dt} = 0

Em 0+0^+: v=20 Vv = 20\ \mathrm{V} · i=10 Ai = 10\ \mathrm{A} · dvdt=18 V/s\dfrac{dv}{dt} = 18\ \mathrm{V/s} · didt=55 A/s\dfrac{di}{dt} = 55\ \mathrm{A/s}

Passo a passo

Passo 1 — o lado esquerdo em 0−0^-. Chave aberta e capacitor aberto: sobram os dois 4 Ω4\ \Omega em série:

ifonte(0−)=404+4=5 A⟹v(0−)=4⋅5=20 Vi_{fonte}(0^-) = \frac{40}{4 + 4} = 5\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{v(0^-) = 4 \cdot 5 = 20\ \mathrm{V}}

Passo 2 — o miolo em 0−0^-. O indutor é fio, então o nó dele está no terra. O nó do 10 Ω10\ \Omega vertical só tem esse resistor e o 10 Ω10\ \Omega horizontal: sem outra fonte, a LKC obriga esse nó a ficar em zero também, e nada circula pelos dois 10 Ω10\ \Omega.

Sobra a fonte de 10 A10\ \mathrm{A}, que injeta direto no nó do indutor:

i(0−)=10 A\boxed{i(0^-) = 10\ \mathrm{A}}

Em regime permanente as duas derivadas em 0−0^- valem zero.

+−40 V4 Ω4 Ω−+vC: abertoaberta10 Ω10 ΩiL: curto10 Aaberta20 Av(0⁻) = 40 · 4/8 = 20 V · i(0⁻) = 10 A · derivadas nulas

Regime permanente com as chaves abertas (t=0−t = 0^-). Capacitor aberto: a fonte de 40 V40\ \mathrm{V} só alimenta o divisor dos dois 4 Ω4\ \Omega, e v=20 Vv = 20\ \mathrm{V}. Indutor em curto: o nó dele fica no terra, os 10 Ω10\ \Omega não conduzem e os 10 A10\ \mathrm{A} da fonte descem todos pelo indutor.

Passo 3 — continuidade.

v(0+)=20 Vi(0+)=10 A\boxed{v(0^+) = 20\ \mathrm{V}} \qquad\qquad \boxed{i(0^+) = 10\ \mathrm{A}}

Passo 4 — o nó do indutor em 0+0^+. As chaves fecharam, então as duas fontes de corrente (10+20=30 A10 + 20 = 30\ \mathrm{A}) despejam nesse nó, e o indutor ainda só leva 10 A10\ \mathrm{A}. O excedente tem de voltar pelo 10 Ω10\ \Omega horizontal:

20−vD10+30=10⟹vD=220 V\frac{20 - v_D}{10} + 30 = 10 \qquad\Longrightarrow\qquad v_D = 220\ \mathrm{V}

(usei que a chave da esquerda fechada põe o nó do 10 Ω10\ \Omega vertical no mesmo potencial do capacitor, 20 V20\ \mathrm{V}).

Passo 5 — a derivada da corrente. O indutor está entre esse nó e o terra:

di(0+)dt=2204=55 A/s\boxed{\frac{di(0^+)}{dt} = \frac{220}{4} = 55\ \mathrm{A/s}}

Passo 6 — a derivada da tensão. LKC no nó do capacitor, que agora recebe também os 20 A20\ \mathrm{A} que sobem pelo 10 Ω10\ \Omega horizontal:

5⏟fonte de 40 V+20⏟10 Ω horizontal=5⏟4 Ω+2⏟10 Ω vertical+iC\underbrace{5}_{\text{fonte de }40\,\mathrm{V}} + \underbrace{20}_{10\ \Omega\ \text{horizontal}} = \underbrace{5}_{4\ \Omega} + \underbrace{2}_{10\ \Omega\ \text{vertical}} + i_CiC(0+)=18 A⟹dv(0+)dt=181=18 V/si_C(0^+) = 18\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{\frac{dv(0^+)}{dt} = \frac{18}{1} = 18\ \mathrm{V/s}}
+−40 V4 Ω4 Ω+−20 V10 Ω10 Ω20 AvD = 220 V10 A10 A20 Adi/dt(0⁺) = 220/4 = 55 A/s · iC(0⁺) = 18 A, dv/dt(0⁺) = 18 V/s

O instante t=0+t = 0^+. Capacitor como fonte de 20 V20\ \mathrm{V}, indutor como fonte de 10 A10\ \mathrm{A}. No nó do indutor entram 30 A30\ \mathrm{A} e saem 1010: os 20 A20\ \mathrm{A} restantes voltam pelo 10 Ω10\ \Omega horizontal, o que exige vD=20+10⋅20=220 Vv_D = 20 + 10 \cdot 20 = 220\ \mathrm{V}. No nó do capacitor, 5+20=5+2+iC5 + 20 = 5 + 2 + i_C, ou iC=18 Ai_C = 18\ \mathrm{A}.

Conferência — o sinal de vDv_D é o que dá o tom: as fontes de corrente empurram 30 A30\ \mathrm{A} num nó que só sabe escoar 10 A10\ \mathrm{A}, e a tensão desse nó explode para 220 V220\ \mathrm{V} — daí a derivada grande da corrente do indutor ✔ E os 20 A20\ \mathrm{A} que sobem pelo 10 Ω10\ \Omega são o que alimenta a subida do capacitor ✔

Sobre o gabarito — esta prova não tem resolução no acervo. Os valores acima foram obtidos com a análise de 0−0^- e 0+0^+ e conferidos pela LKC nos dois nós; a leitura das chaves (“abrem em t<0t<0, fecham em t=0t=0”) é a única que dá v(0−)v(0^-) e i(0−)i(0^-) redondos.

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Questão 532º EE2024.2Resposta ao degrau · Tensão do indutor como resposta3 ptsVer material

Determine a tensão vv e a corrente ii para t>0t > 0, dado que o circuito está em regime permanente em t=0−t = 0^-.

+−200 Vfecha+−100 Vabre50 Ω10 Hi25 Ω−+v

O indutor está em paralelo com o 25 Ω25\ \Omega, então vv é a própria tensão do indutor — e em regime permanente ela é zero nas duas pontas. A resposta é uma exponencial pura, sem termo constante.

Gabarito

i(t)=4−2 e−53t Ai(t) = 4 - 2\,e^{-\frac{5}{3}t}\ \mathrm{A} · v(t)=1003 e−53t≈33,3 e−1,67t Vv(t) = \dfrac{100}{3}\,e^{-\frac{5}{3}t} \approx 33{,}3\,e^{-1,67t}\ \mathrm{V}

Passo a passo

Passo 1 — condição inicial. Com a fonte de 100 V100\ \mathrm{V} e o indutor em fio, o 25 Ω25\ \Omega fica em curto:

i(0−)=10050=2 A⟹i(0+)=2 Ai(0^-) = \frac{100}{50} = 2\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad i(0^+) = 2\ \mathrm{A}
+−200 Vaberta+−100 V50 ΩiL: curto25 Ω−+vi(0⁻) = 100/50 = 2 A · v(0⁻) = 0

Regime permanente com a fonte de 100 V (t=0−t = 0^-). O indutor é fio e curto-circuita o 25 Ω25\ \Omega: a fonte só enxerga o 50 Ω50\ \Omega, e i(0−)=2 Ai(0^-) = 2\ \mathrm{A}.

Passo 2 — as relações para t>0t > 0. Com a fonte de 200 V200\ \mathrm{V}:

200=50 iT+10didtiT=i+iRv=25 iR=10didt200 = 50\,i_T + 10\frac{di}{dt} \qquad i_T = i + i_R \qquad v = 25\,i_R = 10\frac{di}{dt}

Passo 3 — a equação. De iR=1025didt=0,4didti_R = \dfrac{10}{25}\dfrac{di}{dt} = 0{,}4\dfrac{di}{dt}:

200=50 i+20didt+10didt⟹30didt+50 i=200200 = 50\,i + 20\frac{di}{dt} + 10\frac{di}{dt} \qquad\Longrightarrow\qquad 30\frac{di}{dt} + 50\,i = 200didt+53 i=203\frac{di}{dt} + \frac{5}{3}\,i = \frac{20}{3}

Passo 4 — resposta natural e forçada. De s+53=0s + \frac53 = 0 vem s=−53s = -\dfrac53; e 53K=203\frac53 K = \frac{20}{3} dá if=4 Ai_f = 4\ \mathrm{A}.

200 V: curto50 ΩL retirado25 ΩReq = 50 ∥ 25 = 50/3 Ω · τ = 10/(50/3) = 0,6 s

A constante de tempo. Indutor retirado e fonte zerada: dos terminais dele se veem o 50 Ω50\ \Omega e o 25 Ω25\ \Omega em paralelo, Req=50/3 ΩR_{eq} = 50/3\ \Omega, e τ=L/Req=0,6 s\tau = L/R_{eq} = 0{,}6\ \mathrm{s} — a raiz s=−5/3s = -5/3.

Passo 5 — a constante. De i(0)=2i(0) = 2:

2=A+4⟹A=−2⟹i(t)=4−2 e−53t A2 = A + 4 \qquad\Longrightarrow\qquad A = -2 \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{i(t) = 4 - 2\,e^{-\frac{5}{3}t}\ \mathrm{A}}

Passo 6 — a tensão. É a do indutor:

v=10didt=10⋅2⋅53 e−53t⟹v(t)=1003 e−53t≈33,3 e−1,67t Vv = 10\frac{di}{dt} = 10 \cdot 2 \cdot \frac{5}{3}\,e^{-\frac{5}{3}t} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{v(t) = \frac{100}{3}\,e^{-\frac{5}{3}t} \approx 33{,}3\,e^{-1,67t}\ \mathrm{V}}
+−200 V50 Ω2 A25 Ω−+vv(0⁺) = 100/3 ≈ 33,3 V · i(0⁺) = 2 A

O instante t=0+t = 0^+. A fonte sobe para 200 V200\ \mathrm{V} e o indutor vira fonte de 2 A2\ \mathrm{A}. Nó de cima: 200−v50=2+v25\frac{200 - v}{50} = 2 + \frac{v}{25}, ou v(0+)=100/3 Vv(0^+) = 100/3\ \mathrm{V} — o coeficiente da exponencial de vv.

Conferência — τ=LReq=1050∥25=1050/3=0,6\tau = \dfrac{L}{R_{eq}} = \dfrac{10}{50 \parallel 25} = \dfrac{10}{50/3} = 0{,}6 s, e de fato s=−5/3s = -5/3 ✔ Em t=0t = 0: v=33,3v = 33{,}3 V, então iR=1,33i_R = 1{,}33 A, iT=3,33i_T = 3{,}33 A e a LKT fecha em 50⋅3,33+33,3=20050 \cdot 3{,}33 + 33{,}3 = 200 V ✔ Em t→∞t \to \infty o indutor volta a curto-circuitar o 25 Ω25\ \Omega: v→0v \to 0 e i→200/50=4i \to 200/50 = 4 A ✔

Sobre o gabarito — esta prova não tem resolução no acervo. A resposta foi verificada em t=0t = 0 (pela LKT com as três correntes) e em t→∞t \to \infty, e a constante de tempo confere com L/ReqL/R_{eq}.

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Questão 542º EE2024.2Superamortecido · Tensão que começa positiva e cai para zero4 ptsVer material

Determinar a tensão vv e as correntes iLi_L e iCi_C para t>0t > 0, onde v(0)=150 Vv(0) = 150\ \mathrm{V} e iL(0)=10 Ai_L(0) = 10\ \mathrm{A}.

+−500 V50 Ωi15 H−+viL1/750 FiC

O indutor e o capacitor estão em paralelo, logo vv serve para os dois. Repare no que as condições iniciais dizem: i(0)=(500−150)/50=7 Ai(0) = (500 - 150)/50 = 7\ \mathrm{A} é menor que os 10 A10\ \mathrm{A} do indutor, então o capacitor começa fornecendo corrente — e iC(0)i_C(0) sai negativo.

Gabarito

v(t)=300 e−10t−150 e−5t Vv(t) = 300\,e^{-10t} - 150\,e^{-5t}\ \mathrm{V}

iL(t)=10+2 e−5t−2 e−10t Ai_L(t) = 10 + 2\,e^{-5t} - 2\,e^{-10t}\ \mathrm{A}

iC(t)=e−5t−4 e−10t Ai_C(t) = e^{-5t} - 4\,e^{-10t}\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — as relações. LKT na malha da fonte, LKC no nó e as leis dos dois elementos:

500=50 i+vi=iL+iCv=15diLdtiC=1750dvdt500 = 50\,i + v \qquad i = i_L + i_C \qquad v = 15\frac{di_L}{dt} \qquad i_C = \frac{1}{750}\frac{dv}{dt}

Passo 2 — a equação em iLi_L. Substituindo ii e depois vv:

500=50 iL+50750dvdt+v=50 iL+115⋅15d2iLdt2+15diLdt500 = 50\,i_L + \frac{50}{750}\frac{dv}{dt} + v = 50\,i_L + \frac{1}{15} \cdot 15\frac{d^2 i_L}{dt^2} + 15\frac{di_L}{dt}d2iLdt2+15diLdt+50 iL=500\frac{d^2 i_L}{dt^2} + 15\frac{di_L}{dt} + 50\,i_L = 500

Passo 3 — resposta natural. De s2+15s+50=0s^2 + 15s + 50 = 0:

s=−15±225−2002=−15±52⟹s1=−5s2=−10s = \frac{-15 \pm \sqrt{225 - 200}}{2} = \frac{-15 \pm 5}{2} \qquad\Longrightarrow\qquad s_1 = -5 \quad s_2 = -10

Duas raízes reais distintas: superamortecido.

500 V: curto50 Ω15 H1/750 Fα = 7,5 · ω₀ = √50 ≈ 7,07 · α > ω₀

O RLC paralelo escondido. Com a fonte zerada, o 50 Ω50\ \Omega fica em paralelo com o indutor e o capacitor: α=12RC=750100=7,5\alpha = \dfrac{1}{2RC} = \dfrac{750}{100} = 7{,}5 e ω0=1LC=50\omega_0 = \dfrac{1}{\sqrt{LC}} = \sqrt{50}. Como α>ω0\alpha \gt \omega_0, superamortecido: s=−7,5±56,25−50=−7,5±2,5s = -7{,}5 \pm \sqrt{56{,}25 - 50} = -7{,}5 \pm 2{,}5.

Passo 4 — resposta forçada. 50K=50050K = 500, logo iL,f=10 Ai_{L,f} = 10\ \mathrm{A} — no fim o indutor vira fio, o capacitor abre e a fonte vê só o 50 Ω50\ \Omega: 500/50=10 A500/50 = 10\ \mathrm{A} ✓

+−500 V50 ΩiLL: curtoC: abertoiL(∞) = 500/50 = 10 A · v(∞) = 0

Regime final (t→∞t \to \infty). O indutor vira fio, o capacitor abre, e a fonte vê só o 50 Ω50\ \Omega: iL,f=10 Ai_{L,f} = 10\ \mathrm{A} e v→0v \to 0.

Passo 5 — as constantes. De iL(0)=10i_L(0) = 10:

A1+A2+10=10⟹A2=−A1A_1 + A_2 + 10 = 10 \qquad\Longrightarrow\qquad A_2 = -A_1

E de v(0)=150=15diL(0)dtv(0) = 150 = 15\dfrac{di_L(0)}{dt}, ou seja diL(0)dt=10\dfrac{di_L(0)}{dt} = 10:

−5A1−10A2=10⟹−5A1+10A1=10⟹A1=2A2=−2-5A_1 - 10A_2 = 10 \qquad\Longrightarrow\qquad -5A_1 + 10A_1 = 10 \qquad\Longrightarrow\qquad A_1 = 2 \quad A_2 = -2iL(t)=10+2 e−5t−2 e−10t A\boxed{i_L(t) = 10 + 2\,e^{-5t} - 2\,e^{-10t}\ \mathrm{A}}

Passo 6 — a tensão.

v=15diLdt=15(−10 e−5t+20 e−10t)⟹v(t)=300 e−10t−150 e−5t Vv = 15\frac{di_L}{dt} = 15\left(-10\,e^{-5t} + 20\,e^{-10t}\right) \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{v(t) = 300\,e^{-10t} - 150\,e^{-5t}\ \mathrm{V}}

Passo 7 — a corrente do capacitor.

iC=1750dvdt=1750(750 e−5t−3000 e−10t)⟹iC(t)=e−5t−4 e−10t Ai_C = \frac{1}{750}\frac{dv}{dt} = \frac{1}{750}\left(750\,e^{-5t} - 3000\,e^{-10t}\right) \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{i_C(t) = e^{-5t} - 4\,e^{-10t}\ \mathrm{A}}
+−500 V50 Ωi10 A+−150 ViCi(0⁺) = (500 − 150)/50 = 7 A · iC(0⁺) = 7 − 10 = −3 A

O instante t=0+t = 0^+. O indutor é fonte de 10 A10\ \mathrm{A} e o capacitor fonte de 150 V150\ \mathrm{V}. O 50 Ω50\ \Omega só deixa passar 7 A7\ \mathrm{A}, menos do que o indutor exige: o capacitor completa com 3 A3\ \mathrm{A}, e iC(0+)=−3 Ai_C(0^+) = -3\ \mathrm{A}.

Conferência — em t=0t = 0: v=300−150=150v = 300 - 150 = 150 V ✔, iL=10i_L = 10 A ✔ e iC=1−4=−3i_C = 1 - 4 = -3 A, que fecha a LKC com i(0)=500−15050=7i(0) = \frac{500 - 150}{50} = 7 A: 7=10−37 = 10 - 3 ✔ Em t→∞t \to \infty: v→0v \to 0, iC→0i_C \to 0 e iL→10i_L \to 10 A ✔

Sobre o gabarito — esta prova não tem resolução no acervo. Os valores de LL e CC foram escolhidos para as raízes saírem redondas (−5-5 e −10-10), e a resposta foi conferida em t=0t = 0 pela LKC e em t→∞t \to \infty pelo regime permanente.

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Questão 552º EE2025.1Condições iniciais · Sessenta ampères num nó que só escoa dez3 ptsVer material

O circuito está em regime permanente em t=0−t = 0^-. Determine os valores de vv, ii, dv/dtdv/dt e di/dtdi/dt em t=0−t = 0^- e em t=0+t = 0^+.

+−100 Vfecha+−50 Vabre5 Ω2 Ω1/5 F−+vfecha2 Ω10 Ω4 Hi10 Afecha50 A

Mesmo esqueleto do 1º quesito de 2024.2, com outros valores: em t<0t < 0 o circuito são três pedaços independentes, e em t=0t = 0 as duas chaves do topo fecham e a fonte sobe de 5050 para 100 V100\ \mathrm{V}. O nó do indutor passa a receber 60 A60\ \mathrm{A} e só sabe escoar 1010 — a tensão dele dispara.

Gabarito

Em 0−0^-: v=1007≈14,29 Vv = \dfrac{100}{7} \approx 14{,}29\ \mathrm{V} · i=10 Ai = 10\ \mathrm{A} · dvdt=0\dfrac{dv}{dt} = 0 · didt=0\dfrac{di}{dt} = 0

Em 0+0^+: v=1007 Vv = \dfrac{100}{7}\ \mathrm{V} · i=10 Ai = 10\ \mathrm{A} · dvdt=18507≈264,3 V/s\dfrac{dv}{dt} = \dfrac{1850}{7} \approx 264{,}3\ \mathrm{V/s} · didt=9007≈128,6 A/s\dfrac{di}{dt} = \dfrac{900}{7} \approx 128{,}6\ \mathrm{A/s}

Passo a passo

Passo 1 — o lado esquerdo em 0−0^-. Fonte de 50 V50\ \mathrm{V}, chave aberta e capacitor aberto: divisor entre o 5 Ω5\ \Omega e o 2 Ω2\ \Omega.

ifonte=505+2=507 A⟹v(0−)=2⋅507=1007≈14,29 Vi_{fonte} = \frac{50}{5 + 2} = \frac{50}{7}\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{v(0^-) = 2 \cdot \frac{50}{7} = \frac{100}{7} \approx 14{,}29\ \mathrm{V}}

Passo 2 — o miolo em 0−0^-. O indutor, sendo fio, aterra o nó dele. O nó do segundo 2 Ω2\ \Omega só tem esse resistor e o 10 Ω10\ \Omega: sem fonte para alimentá-los, ambos ficam com corrente zero e esse nó também vai a zero.

Sobra a fonte de 10 A10\ \mathrm{A}, que entrega direto ao indutor:

i(0−)=10 A\boxed{i(0^-) = 10\ \mathrm{A}}

Em regime permanente, as duas derivadas em 0−0^- valem zero.

+−100 Vaberta+−50 V5 Ω2 Ω−+vC: abertoaberta2 Ω10 ΩiL: curto10 Aaberta50 Av(0⁻) = 50 · 2/7 = 100/7 V · i(0⁻) = 10 A · derivadas nulas

Regime permanente antes das chaves (t=0−t = 0^-). Capacitor aberto: a fonte de 50 V50\ \mathrm{V} só alimenta o divisor 5 Ω5\ \Omega / 2 Ω2\ \Omega, e v=100/7 Vv = 100/7\ \mathrm{V}. Indutor em curto: o nó dele fica no terra, o segundo 2 Ω2\ \Omega e o 10 Ω10\ \Omega não conduzem, e os 10 A10\ \mathrm{A} da fonte descem pelo indutor.

Passo 3 — continuidade.

v(0+)=1007 Vi(0+)=10 Av(0^+) = \frac{100}{7}\ \mathrm{V} \qquad\qquad i(0^+) = 10\ \mathrm{A}

Passo 4 — o nó do indutor em 0+0^+. As duas chaves fecharam: as fontes de 1010 e 50 A50\ \mathrm{A} despejam 60 A60\ \mathrm{A} nesse nó, e o indutor só leva 10 A10\ \mathrm{A}. Os outros 50 A50\ \mathrm{A} têm de voltar pelo 10 Ω10\ \Omega:

vD=v+10⋅50=1007+500=36007≈514,3 Vv_D = v + 10 \cdot 50 = \frac{100}{7} + 500 = \frac{3600}{7} \approx 514{,}3\ \mathrm{V}di(0+)dt=vD4=9007≈128,6 A/s\boxed{\frac{di(0^+)}{dt} = \frac{v_D}{4} = \frac{900}{7} \approx 128{,}6\ \mathrm{A/s}}

Passo 5 — o nó do capacitor em 0+0^+. Com a chave fechada, os dois 2 Ω2\ \Omega passam a compartilhar o mesmo nó, que o capacitor fixa em v=100/7v = 100/7. A LKC ali fica

100−10075⏟fonte  =  1207+50⏟10 Ω=507+507⏟dois 2 Ω+iC\underbrace{\frac{100 - \frac{100}{7}}{5}}_{\text{fonte} \;=\; \frac{120}{7}} + \underbrace{50}_{10\ \Omega} = \underbrace{\frac{50}{7} + \frac{50}{7}}_{\text{dois } 2\ \Omega} + i_CiC(0+)=1207+50−1007=3707≈52,86 Ai_C(0^+) = \frac{120}{7} + 50 - \frac{100}{7} = \frac{370}{7} \approx 52{,}86\ \mathrm{A}dv(0+)dt=iCC=370/71/5=18507≈264,3 V/s\boxed{\frac{dv(0^+)}{dt} = \frac{i_C}{C} = \frac{370/7}{1/5} = \frac{1850}{7} \approx 264{,}3\ \mathrm{V/s}}
+−100 V5 Ω2 Ω+−100/7 V2 Ω10 Ω50 AvD = 3600/7 V10 A10 A50 Adi/dt(0⁺) = 900/7 ≈ 128,6 A/s · iC(0⁺) = 370/7 A, dv/dt(0⁺) = 1850/7 ≈ 264,3 V/s

O instante t=0+t = 0^+. A fonte sobe para 100 V100\ \mathrm{V}, o capacitor é fonte de 100/7 V100/7\ \mathrm{V} e o indutor fonte de 10 A10\ \mathrm{A}. No nó do indutor entram 60 A60\ \mathrm{A} e saem 1010: os 50 A50\ \mathrm{A} voltam pelo 10 Ω10\ \Omega e levam vDv_D a 3600/7 V3600/7\ \mathrm{V}. No nó do capacitor, 1207+50=507+507+iC\frac{120}{7} + 50 = \frac{50}{7} + \frac{50}{7} + i_C.

Conferência — o mecanismo é o mesmo de 2024.2: fontes de corrente entopem um nó cuja única saída é um indutor que ainda não mudou, e a tensão desse nó vai às alturas ✔ E são justamente os 50 A50\ \mathrm{A} de refluxo pelo 10 Ω10\ \Omega que fazem o capacitor subir tão rápido ✔

Sobre o gabarito — esta prova não tem resolução no acervo. As frações de sete vêm do divisor 5 Ω5\ \Omega / 2 Ω2\ \Omega e não são erro de conta: o enunciado simplesmente não foi montado para dar números redondos aqui. A leitura das chaves é a mesma do quesito gêmeo de 2024.2.

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Questão 562º EE2025.1Resposta ao degrau · A corrente que só existe no transitório3 ptsVer material

Determine a tensão vv e a corrente ii para t>0t > 0, dado que o circuito está em regime permanente em t=0−t = 0^-.

+−50 Vfecha+−20 Vabre8 Ω−+v2 Ωi1 HiL

ii é a corrente do 2 Ω2\ \Omega, que está em paralelo com o indutor. Em regime permanente o indutor curto-circuita esse resistor, então ii vale zero antes e depois — ela só existe durante o transitório.

Gabarito

v(t)=50−6 e−1,6t Vv(t) = 50 - 6\,e^{-1,6t}\ \mathrm{V} · i(t)=3 e−1,6t Ai(t) = 3\,e^{-1,6t}\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — condição inicial. Com a fonte de 20 V20\ \mathrm{V} e o indutor em fio, o 2 Ω2\ \Omega fica em curto:

iL(0−)=208=2,5 A⟹iL(0+)=2,5 Ai_L(0^-) = \frac{20}{8} = 2{,}5\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad i_L(0^+) = 2{,}5\ \mathrm{A}
+−50 Vaberta+−20 V8 Ω2 Ωi = 0iL(0⁻) = 2,5 Acurto

Em t=0−t = 0^-. A fonte de 20 V20\ \mathrm{V} está ligada e o indutor é um fio, que põe o 2 Ω2\ \Omega em curto: só o 8 Ω8\ \Omega limita a corrente, iL(0−)=20/8=2,5 Ai_L(0^-) = 20/8 = 2{,}5\ \mathrm{A}.

Passo 2 — as relações para t>0t > 0. Com a fonte de 50 V50\ \mathrm{V}:

50=8 iT+diLdtiT=i+iL2 i=diLdt50 = 8\,i_T + \frac{di_L}{dt} \qquad i_T = i + i_L \qquad 2\,i = \frac{di_L}{dt}
+−50 ViT+−20 Vaberta8 Ω−+v2 Ωi1 HiL

Para t>0t \gt 0. A fonte de 50 V50\ \mathrm{V} entra e a de 20 V20\ \mathrm{V} sai. A corrente iTi_T do 8 Ω8\ \Omega se divide entre o 2 Ω2\ \Omega e o indutor, que estão em paralelo: iT=i+iLi_T = i + i_L e 2i=vL2i = v_L.

Passo 3 — a equação em iLi_L. De i=12diLdti = \dfrac12\dfrac{di_L}{dt}:

50=8 iL+4diLdt+diLdt⟹5diLdt+8 iL=5050 = 8\,i_L + 4\frac{di_L}{dt} + \frac{di_L}{dt} \qquad\Longrightarrow\qquad 5\frac{di_L}{dt} + 8\,i_L = 50

Passo 4 — resposta natural e forçada. De 5s+8=05s + 8 = 0 vem s=−1,6s = -1{,}6; e 8K=508K = 50 dá iL,f=6,25 Ai_{L,f} = 6{,}25\ \mathrm{A}.

50 V: curto8 Ω2 Ω1 HReq = 8 ∥ 2 = 1,6 Ω · τ = L/Req = 1/1,6 s

A constante de tempo. Com a fonte desligada, o indutor vê o 8 Ω8\ \Omega e o 2 Ω2\ \Omega em paralelo: Req=1,6 ΩR_{eq} = 1{,}6\ \Omega, e s=−Req/L=−1,6s = -R_{eq}/L = -1{,}6, a mesma raiz de 5s+8=05s + 8 = 0.

Passo 5 — a constante. De iL(0)=2,5i_L(0) = 2{,}5:

2,5=A+6,25⟹A=−3,75⟹iL(t)=6,25−3,75 e−1,6t A2{,}5 = A + 6{,}25 \qquad\Longrightarrow\qquad A = -3{,}75 \qquad\Longrightarrow\qquad i_L(t) = 6{,}25 - 3{,}75\,e^{-1,6t}\ \mathrm{A}

Passo 6 — a corrente do 2 Ω2\ \Omega.

i=12diLdt=12⋅6 e−1,6t⟹i(t)=3 e−1,6t Ai = \frac12\frac{di_L}{dt} = \frac12 \cdot 6\,e^{-1,6t} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{i(t) = 3\,e^{-1,6t}\ \mathrm{A}}

Passo 7 — a tensão do 8 Ω8\ \Omega. Pela LKT, v=50−vLv = 50 - v_L, e vL=diLdt=6 e−1,6tv_L = \dfrac{di_L}{dt} = 6\,e^{-1,6t}:

v(t)=50−6 e−1,6t V\boxed{v(t) = 50 - 6\,e^{-1,6t}\ \mathrm{V}}
+−50 V5,5 A8 Ω−+vv(0⁺) = 44 V2 Ωi(0⁺) = 3 A2,5 A

Em t=0+t = 0^+. O indutor vira uma fonte de corrente de 2,5 A2{,}5\ \mathrm{A}. A LKC no nó, (50−vn)/8=vn/2+2,5(50 - v_n)/8 = v_n/2 + 2{,}5, dá vn=vL=6 Vv_n = v_L = 6\ \mathrm{V}: daí v(0+)=44 Vv(0^+) = 44\ \mathrm{V} e i(0+)=3 Ai(0^+) = 3\ \mathrm{A}, os valores das respostas em t=0t = 0.

Conferência — τ=LReq=18∥2=11,6\tau = \dfrac{L}{R_{eq}} = \dfrac{1}{8 \parallel 2} = \dfrac{1}{1{,}6} s, e de fato s=−1,6s = -1{,}6 ✔ Em t=0t = 0: v=44v = 44 V, então iT=5,5i_T = 5{,}5 A, e como iL=2,5i_L = 2{,}5 A sobra i=3i = 3 A ✔ com vL=50−44=6v_L = 50 - 44 = 6 V, que dá i=6/2=3i = 6/2 = 3 A ✔ Em t→∞t \to \infty: i→0i \to 0, v→50v \to 50 V e iL→6,25i_L \to 6{,}25 A ✔

Sobre o gabarito — esta prova não tem resolução no acervo. A resposta foi verificada em t=0t = 0 pelas três correntes do nó e em t→∞t \to \infty pelo regime permanente, e a constante de tempo confere com L/ReqL/R_{eq}.

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Questão 572º EE2025.1Criticamente amortecido · Indutor na entrada, capacitor na saída4 ptsVer material

Determinar a tensão vv e a corrente ii para t>0t > 0, onde v(0)=10 Vv(0) = 10\ \mathrm{V} e i(0)=5 Ai(0) = 5\ \mathrm{A}.

+−50 V2 Hi12 Ω4 Ω1/8 F−+v

O indutor e o 12 Ω12\ \Omega estão em série com a fonte; o 4 Ω4\ \Omega e o capacitor, em paralelo na saída. Sem fórmula pronta de α\alpha: monte a equação e descubra que o discriminante zera — é o caso crítico.

Gabarito

v(t)=12,5+(10 t−2,5) e−4t Vv(t) = 12{,}5 + (10\,t - 2{,}5)\,e^{-4t}\ \mathrm{V} · i(t)=3,125+(1,875−2,5 t) e−4t Ai(t) = 3{,}125 + (1{,}875 - 2{,}5\,t)\,e^{-4t}\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — as duas leis. LKT na malha da fonte e LKC no nó de saída:

50=2didt+12 i+vi=v4+18dvdt50 = 2\frac{di}{dt} + 12\,i + v \qquad\qquad i = \frac{v}{4} + \frac18\frac{dv}{dt}
+−50 V2 Hi12 Ω4 Ωv/41/8 F(1/8) dv/dt−+v

As duas incógnitas. A corrente ii do indutor percorre a malha da fonte inteira e chega ao nó de saída, onde se divide: v/4v/4 pelo resistor e 18 dv/dt\tfrac18\,dv/dt pelo capacitor.

Passo 2 — elimine ii. Levando a LKC (e sua derivada) na LKT:

50=2(14dvdt+18d2vdt2)+12(v4+18dvdt)+v50 = 2\left(\frac14\frac{dv}{dt} + \frac18\frac{d^2v}{dt^2}\right) + 12\left(\frac{v}{4} + \frac18\frac{dv}{dt}\right) + v50=14d2vdt2+2dvdt+4 v×4d2vdt2+8dvdt+16 v=20050 = \frac14\frac{d^2v}{dt^2} + 2\frac{dv}{dt} + 4\,v \qquad \times 4 \qquad \frac{d^2v}{dt^2} + 8\frac{dv}{dt} + 16\,v = 200

Passo 3 — resposta natural. De s2+8s+16=0s^2 + 8s + 16 = 0:

s=−8±64−642=−4(raiz dupla)s = \frac{-8 \pm \sqrt{64 - 64}}{2} = -4 \quad \text{(raiz dupla)}

Discriminante nulo: criticamente amortecido.

vn(t)=(A1+A2 t)e−4tv_n(t) = \left(A_1 + A_2\,t\right)e^{-4t}

Passo 4 — resposta forçada. 16K=20016K = 200, logo vf=12,5 Vv_f = 12{,}5\ \mathrm{V} — e faz sentido: em regime o indutor é fio, o capacitor abre e o divisor dá 50⋅416=12,5 V50 \cdot \frac{4}{16} = 12{,}5\ \mathrm{V}.

+−50 Vcurto3,125 A12 Ω4 ΩC aberto−+vf = 12,5 V

t→∞t \to \infty. Indutor em curto, capacitor aberto: sobra o divisor 50⋅4/16=12,5 V50 \cdot 4/16 = 12{,}5\ \mathrm{V}, com if=50/16=3,125 Ai_f = 50/16 = 3{,}125\ \mathrm{A}.

Passo 5 — a primeira constante. De v(0)=10v(0) = 10:

10=A1+12,5⟹A1=−2,510 = A_1 + 12{,}5 \qquad\Longrightarrow\qquad A_1 = -2{,}5

Passo 6 — a segunda. A corrente inicial dá a derivada da tensão, pela própria LKC:

5=104+18dv(0)dt⟹dv(0)dt=20 V/s5 = \frac{10}{4} + \frac18\frac{dv(0)}{dt} \qquad\Longrightarrow\qquad \frac{dv(0)}{dt} = 20\ \mathrm{V/s}
+−50 V5 A12 Ω4 Ω2,5 A+−10 ViC = 2,5 A

Em t=0t = 0. Indutor como fonte de 5 A5\ \mathrm{A}, capacitor como fonte de 10 V10\ \mathrm{V}. O 4 Ω4\ \Omega leva 10/4=2,5 A10/4 = 2{,}5\ \mathrm{A}; o resto, 2,5 A2{,}5\ \mathrm{A}, carrega o capacitor: dv(0)/dt=2,5/(1/8)=20 V/sdv(0)/dt = 2{,}5/(1/8) = 20\ \mathrm{V/s}.

Derivando e avaliando em zero, dv(0)dt=A2−4A1=A2+10\dfrac{dv(0)}{dt} = A_2 - 4A_1 = A_2 + 10:

A2=10A_2 = 10v(t)=12,5+(10 t−2,5)e−4t V\boxed{v(t) = 12{,}5 + \left(10\,t - 2{,}5\right)e^{-4t}\ \mathrm{V}}

Passo 7 — a corrente. Volte na LKC, com dvdt=e−4t(20−40 t)\dfrac{dv}{dt} = e^{-4t}\left(20 - 40\,t\right):

i=v4+18dvdt=3,125−0,625 e−4t+2,5 t e−4t+2,5 e−4t−5 t e−4ti = \frac{v}{4} + \frac18\frac{dv}{dt} = 3{,}125 - 0{,}625\,e^{-4t} + 2{,}5\,t\,e^{-4t} + 2{,}5\,e^{-4t} - 5\,t\,e^{-4t}i(t)=3,125+(1,875−2,5 t)e−4t A\boxed{i(t) = 3{,}125 + \left(1{,}875 - 2{,}5\,t\right)e^{-4t}\ \mathrm{A}}

Conferência — em t=0t = 0: v=10v = 10 V ✔ e i=3,125+1,875=5i = 3{,}125 + 1{,}875 = 5 A ✔ Em t→∞t \to \infty: v→12,5v \to 12{,}5 V e i→3,125=50/16i \to 3{,}125 = 50/16 A, o regime permanente com 12+4=16 Ω12 + 4 = 16\ \Omega ✔ E note que ii cruza o valor final e volta: o termo t e−4tt\,e^{-4t} é negativo em ii e positivo em vv ✔

Sobre o gabarito — esta prova não tem resolução no acervo. A resposta foi conferida nas duas pontas (t=0t = 0 e t→∞t \to \infty) e pela LKC, e o caso crítico (s=−4s = -4 duplo) sai exato dos valores do enunciado.

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Questão 582º EE2025.2Condições iniciais · O indutor que aterra o nó da direita3 ptsVer material

O circuito está em regime permanente em t=0−t = 0^-. Determine os valores de vv, ii, dv/dtdv/dt e di/dtdi/dt em t=0−t = 0^- e em t=0+t = 0^+.

+−60 Vfecha+−24 Vabre6 Ω3 Ω−+v2 F2 Ω1 Hi

O 3 Ω3\ \Omega e o capacitor de 2 F2\ \mathrm{F} estão no mesmo nó, então vv serve para os dois. E o indutor, sendo fio em regime permanente, põe o nó da direita no terra — é isso que faz o 2 Ω2\ \Omega conduzir nas duas pontas.

Gabarito

Em 0−0^-: v=4 Vv = 4\ \mathrm{V} · i=2 Ai = 2\ \mathrm{A} · dvdt=0\dfrac{dv}{dt} = 0 · didt=0\dfrac{di}{dt} = 0

Em 0+0^+: v=4 Vv = 4\ \mathrm{V} · i=2 Ai = 2\ \mathrm{A} · dvdt=3 V/s\dfrac{dv}{dt} = 3\ \mathrm{V/s} · didt=0\dfrac{di}{dt} = 0

Passo a passo

Passo 1 — o circuito em 0−0^-. Fonte de 24 V24\ \mathrm{V}, capacitor aberto e indutor em fio. O indutor aterra o nó da direita, então o 2 Ω2\ \Omega liga o nó de vv direto ao terra. A LKC nesse nó dá

24−v6=v3+v2×624−v=2v+3v⟹v(0−)=4 V\frac{24 - v}{6} = \frac{v}{3} + \frac{v}{2} \qquad \times 6 \qquad 24 - v = 2v + 3v \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{v(0^-) = 4\ \mathrm{V}}i(0−)=v2=2 A\boxed{i(0^-) = \frac{v}{2} = 2\ \mathrm{A}}

Regime permanente: as duas derivadas em 0−0^- são zero.

+−60 Vaberta+−24 V6 Ω3 Ω−+vv(0⁻) = 4 VC aberto2 Ωi(0⁻) = 2 Acurto

Em t=0−t = 0^-. Capacitor aberto, indutor em fio: o 2 Ω2\ \Omega fica em paralelo com o 3 Ω3\ \Omega, e a LKC dá v=4 Vv = 4\ \mathrm{V}, com i=4/2=2 Ai = 4/2 = 2\ \mathrm{A} descendo pelo indutor.

Passo 2 — continuidade.

v(0+)=4 Vi(0+)=2 A\boxed{v(0^+) = 4\ \mathrm{V}} \qquad\qquad \boxed{i(0^+) = 2\ \mathrm{A}}

Passo 3 — a derivada da corrente. No nó da direita só existem o 2 Ω2\ \Omega e o indutor, então o 2 Ω2\ \Omega leva exatamente os 2 A2\ \mathrm{A} do indutor. Isso fixa a tensão desse nó:

vnoˊ=4−2⋅2=0⟹di(0+)dt=01=0v_{n\acute{o}} = 4 - 2 \cdot 2 = 0 \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{\frac{di(0^+)}{dt} = \frac{0}{1} = 0}

Passo 4 — a derivada da tensão. A fonte subiu para 60 V60\ \mathrm{V}, e agora entra muito mais corrente pelo 6 Ω6\ \Omega:

i6Ω(0+)=60−46=283 Ai_{6\Omega}(0^+) = \frac{60 - 4}{6} = \frac{28}{3}\ \mathrm{A}

LKC no nó de vv, onde saem 4/34/3 A pelo 3 Ω3\ \Omega e 22 A pelo 2 Ω2\ \Omega:

iC(0+)=283−43−2=6 A⟹dv(0+)dt=62=3 V/si_C(0^+) = \frac{28}{3} - \frac{4}{3} - 2 = 6\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{\frac{dv(0^+)}{dt} = \frac{6}{2} = 3\ \mathrm{V/s}}
+−60 V28/3 A+−24 Vaberta6 Ω3 Ω4/3 A+−4 ViC = 6 A2 Ω2 A2 A4 − 2·2 = 0 V

Em t=0+t = 0^+. Capacitor como fonte de 4 V4\ \mathrm{V}, indutor como fonte de 2 A2\ \mathrm{A}. O nó da direita fica em 0 V0\ \mathrm{V}, então di/dt=0di/dt = 0; dos 28/3 A28/3\ \mathrm{A} que entram pelo 6 Ω6\ \Omega, sobram iC=6 Ai_C = 6\ \mathrm{A} para o capacitor, e dv/dt=6/2=3 V/sdv/dt = 6/2 = 3\ \mathrm{V/s}.

Conferência — a corrente do indutor não salta e sua derivada também é zero: como o 2 Ω2\ \Omega está preso entre um capacitor que não mudou e um indutor que não mudou, nada nele mudou ✔ Toda a corrente extra da fonte vai para o capacitor, que é o único elemento livre para reagir ✔

Sobre o gabarito — esta prova não tem resolução no acervo. Os valores foram obtidos pela LKC nos dois nós e conferidos pela continuidade; a leitura da chave (fonte sobe de 2424 para 60 V60\ \mathrm{V}) é a que dá v(0−)v(0^-) e i(0−)i(0^-) redondos.

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Questão 592º EE2025.2Resposta natural · Chave que corta a fonte de corrente3 ptsVer material

Determine a tensão vv para t>0t > 0, dado que o circuito está em regime permanente em t<0t < 0.

2 A12 Ωabre20 Ω6 Ω1/2 H−+v5 Ω+−20 V

Repare que o 5 Ω5\ \Omega passa por cima: ele liga o nó do meio direto à fonte de 20 V20\ \mathrm{V}, sem tocar no ramo do indutor. A chave, ao abrir, corta a fonte de 2 A2\ \mathrm{A} com o 12 Ω12\ \Omega — e o que sobra é alimentado só pela fonte de tensão.

Gabarito

v(t)=−4 e−20t Vv(t) = -4\,e^{-20t}\ \mathrm{V}

Passo a passo

Passo 1 — condição inicial. Chave fechada, indutor em fio: o nó do meio (chame-o vQv_Q) recebe a fonte de 2 A2\ \mathrm{A}, o 12 Ω12\ \Omega, o 20 Ω20\ \Omega, o 5 Ω5\ \Omega com a fonte de 20 V20\ \mathrm{V} e o ramo do 6 Ω6\ \Omega (aterrado pelo indutor):

2+20−vQ5=vQ12+vQ20+vQ62 + \frac{20 - v_Q}{5} = \frac{v_Q}{12} + \frac{v_Q}{20} + \frac{v_Q}{6}×60120+240−12 vQ=5 vQ+3 vQ+10 vQ⟹vQ(0−)=12 V\times 60 \qquad 120 + 240 - 12\,v_Q = 5\,v_Q + 3\,v_Q + 10\,v_Q \qquad\Longrightarrow\qquad v_Q(0^-) = 12\ \mathrm{V}iL(0−)=126=2 A⟹iL(0+)=2 Ai_L(0^-) = \frac{12}{6} = 2\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad i_L(0^+) = 2\ \mathrm{A}
2 A12 Ωfechada20 Ω6 ΩiL(0⁻) = 2 AcurtovQ(0⁻) = 12 V5 Ω+−20 V

Em t=0−t = 0^-. Chave fechada e indutor em fio: o nó do meio recebe os quatro ramos, e a LKC dá vQ=12 Vv_Q = 12\ \mathrm{V}. O ramo do 6 Ω6\ \Omega vai direto ao terra, com iL=12/6=2 Ai_L = 12/6 = 2\ \mathrm{A}.

Passo 2 — o circuito em t>0t > 0. A chave abriu: a fonte de 2 A2\ \mathrm{A} e o 12 Ω12\ \Omega saíram. No nó do meio ficam o 20 Ω20\ \Omega, o 5 Ω5\ \Omega com a fonte e o ramo do indutor:

20−vQ5=vQ20+iL×2080=5 vQ+20 iL⟹16=vQ+4 iL\frac{20 - v_Q}{5} = \frac{v_Q}{20} + i_L \qquad \times 20 \qquad 80 = 5\,v_Q + 20\,i_L \qquad\Longrightarrow\qquad 16 = v_Q + 4\,i_L
2 A12 Ωaberta20 Ω6 Ω1/2 H−+viLvQ5 Ω+−20 V

Para t>0t \gt 0. A chave abriu e a fonte de 2 A2\ \mathrm{A} ficou presa no 12 Ω12\ \Omega, sem ligação com o resto. No nó vQv_Q sobram o 20 Ω20\ \Omega, o 5 Ω5\ \Omega com a fonte de 20 V20\ \mathrm{V} e o ramo do indutor: 16=vQ+4iL16 = v_Q + 4i_L.

Passo 3 — a equação. Pelo ramo do indutor, vQ=6 iL+12diLdtv_Q = 6\,i_L + \dfrac12\dfrac{di_L}{dt}:

16=6 iL+12diLdt+4 iL⟹diLdt+20 iL=3216 = 6\,i_L + \frac12\frac{di_L}{dt} + 4\,i_L \qquad\Longrightarrow\qquad \frac{di_L}{dt} + 20\,i_L = 32

Passo 4 — resposta natural e forçada. De s+20=0s + 20 = 0 vem s=−20s = -20; e 20K=3220K = 32 dá iL,f=1,6 Ai_{L,f} = 1{,}6\ \mathrm{A}.

20 Ω6 Ω1/2 H5 Ω20 V: curtoReq = 6 + (20 ∥ 5) = 10 Ω · τ = L/Req = 0,05 s

A constante de tempo. Com a fonte de tensão em curto, o 20 Ω20\ \Omega e o 5 Ω5\ \Omega ficam em paralelo (4 Ω4\ \Omega) e em série com o 6 Ω6\ \Omega: Req=10 ΩR_{eq} = 10\ \Omega, s=−Req/L=−20s = -R_{eq}/L = -20.

Passo 5 — a constante. De iL(0)=2i_L(0) = 2:

2=A+1,6⟹A=0,4⟹iL(t)=1,6+0,4 e−20t A2 = A + 1{,}6 \qquad\Longrightarrow\qquad A = 0{,}4 \qquad\Longrightarrow\qquad i_L(t) = 1{,}6 + 0{,}4\,e^{-20t}\ \mathrm{A}

Passo 6 — a tensão do indutor.

v=12diLdt=12⋅0,4⋅(−20) e−20t⟹v(t)=−4 e−20t Vv = \frac12\frac{di_L}{dt} = \frac12 \cdot 0{,}4 \cdot (-20)\,e^{-20t} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{v(t) = -4\,e^{-20t}\ \mathrm{V}}

Conferência — τ=LReq=0,56+(20∥5)=0,510\tau = \dfrac{L}{R_{eq}} = \dfrac{0{,}5}{6 + (20 \parallel 5)} = \dfrac{0{,}5}{10} s, e de fato s=−20s = -20 ✔ O sinal negativo é o esperado: sem a fonte de corrente, a corrente do indutor tem de cair de 22 para 1,6 A1{,}6\ \mathrm{A}, e a tensão de um indutor cuja corrente cai é negativa ✔ Em t=0t = 0: vQ=16−4⋅2=8v_Q = 16 - 4 \cdot 2 = 8 V, e o ramo do indutor fecha em 8=6⋅2+(−4)8 = 6 \cdot 2 + (-4) ✔

Sobre o gabarito — esta prova não tem resolução no acervo. A condição inicial saiu da LKC com quatro ramos e foi conferida pelo regime permanente; a resposta fecha em t=0t = 0 e em t→∞t \to \infty (v→0v \to 0, iL→1,6i_L \to 1{,}6 A).

00:00
Questão 602º EE2025.2Subamortecido · Degrau u(t) com R em paralelo com o capacitor4 ptsVer material

Determinar a tensão vv e a corrente ii para t>0t > 0.

+−20u(t) Vfecha6 Ω−+v1/25 F4 Ωi1/4 H

O 4 Ω4\ \Omega está em paralelo com o capacitor, e esse par em série com o 6 Ω6\ \Omega e com o indutor. Como a fonte é um degrau 20u(t)20u(t) e a chave só fecha em t=0t = 0, o circuito parte do repouso total: iL(0)=0i_L(0) = 0 e a tensão do capacitor também.

Gabarito

v(t)=12−e−15,13t(12cos⁡4,61t−64,78sen⁡4,61t) Vv(t) = 12 - e^{-15,13t}\left(12\cos 4{,}61t - 64{,}78\operatorname{sen} 4{,}61t\right)\ \mathrm{V}

i(t)=2−e−15,13t(2cos⁡4,61t+6,56sen⁡4,61t) Ai(t) = 2 - e^{-15,13t}\left(2\cos 4{,}61t + 6{,}56\operatorname{sen} 4{,}61t\right)\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — condições iniciais. Antes de t=0t = 0 a fonte vale zero e a chave está aberta: nada está carregado.

iL(0)=0vp(0)=0i_L(0) = 0 \qquad\qquad v_p(0) = 0

onde vpv_p é a tensão do bloco 4 Ω∥C4\ \Omega \parallel C (a mesma do capacitor).

+−20 Vfechada6 Ω−+vv(0⁺) = 0C: curto (vC = 0)4 Ωi = 0−+vL = 20 VL: aberto (iL = 0)

Em t=0+t = 0^+. Capacitor descarregado vira curto e indutor sem corrente vira aberto. Nenhuma corrente circula: v=0v = 0, i=0i = 0 e iC=0i_C = 0, logo dvp(0)/dt=0dv_p(0)/dt = 0. Os 20 V20\ \mathrm{V} caem inteiros sobre o indutor.

Passo 2 — as relações para t>0t > 0. Chamando iLi_L a corrente da malha (a mesma no 6 Ω6\ \Omega e no indutor):

20=6 iL+vp+14diLdtiL=vp4⏟i+125dvpdt⏟iC20 = 6\,i_L + v_p + \frac14\frac{di_L}{dt} \qquad\qquad i_L = \underbrace{\frac{v_p}{4}}_{i} + \underbrace{\frac{1}{25}\frac{dv_p}{dt}}_{i_C}
+−20 ViL6 Ω−+v1/25 FiC4 Ωibloco 4 Ω ∥ C: tensão vp1/4 H

Para t>0t \gt 0. Uma só malha, com a corrente iLi_L no 6 Ω6\ \Omega e no indutor; no bloco 4 Ω∥C4\ \Omega \parallel C, de tensão vpv_p, ela se divide em i=vp/4i = v_p/4 e iC=125 dvp/dti_C = \tfrac{1}{25}\,dv_p/dt.

Passo 3 — a equação em vpv_p. Substituindo iLi_L e sua derivada:

20=6(vp4+125dvpdt)+vp+14(14dvpdt+125d2vpdt2)20 = 6\left(\frac{v_p}{4} + \frac{1}{25}\frac{dv_p}{dt}\right) + v_p + \frac14\left(\frac14\frac{dv_p}{dt} + \frac{1}{25}\frac{d^2v_p}{dt^2}\right)20=0,01d2vpdt2+0,3025dvpdt+2,5 vp×100d2vpdt2+30,25dvpdt+250 vp=200020 = 0{,}01\frac{d^2v_p}{dt^2} + 0{,}3025\frac{dv_p}{dt} + 2{,}5\,v_p \qquad \times 100 \qquad \frac{d^2v_p}{dt^2} + 30{,}25\frac{dv_p}{dt} + 250\,v_p = 2000

Passo 4 — resposta natural. De s2+30,25s+250=0s^2 + 30{,}25s + 250 = 0:

s=−30,25±915,06−10002=−15,125±j 4,608s = \frac{-30{,}25 \pm \sqrt{915{,}06 - 1000}}{2} = -15{,}125 \pm j\,4{,}608

Raízes complexas: subamortecido.

Passo 5 — resposta forçada. 250K=2000250K = 2000, logo vp,f=8 Vv_{p,f} = 8\ \mathrm{V} — coerente: em regime o capacitor abre, o indutor vira fio e o divisor entre 66 e 4 Ω4\ \Omega dá 20⋅410=8 V20 \cdot \frac{4}{10} = 8\ \mathrm{V}.

+−20 V2 A6 Ω−+vv → 12 VC aberto4 Ωvp → 8 Vi → 2 AL: curto

t→∞t \to \infty. Capacitor aberto e indutor em fio: a malha é só 6+4=10 Ω6 + 4 = 10\ \Omega, com 2 A2\ \mathrm{A}. Daí vp=8 Vv_p = 8\ \mathrm{V}, i=2 Ai = 2\ \mathrm{A} e v=12 Vv = 12\ \mathrm{V}, os valores finais.

Passo 6 — as constantes. De vp(0)=0v_p(0) = 0:

8+A1=0⟹A1=−88 + A_1 = 0 \qquad\Longrightarrow\qquad A_1 = -8

E de iL(0)=0=vp(0)4+125dvp(0)dti_L(0) = 0 = \dfrac{v_p(0)}{4} + \dfrac{1}{25}\dfrac{dv_p(0)}{dt} vem dvp(0)dt=0\dfrac{dv_p(0)}{dt} = 0, ou seja −αA1+ωdA2=0-\alpha A_1 + \omega_d A_2 = 0:

121+4,608 A2=0⟹A2=−26,26121 + 4{,}608\,A_2 = 0 \qquad\Longrightarrow\qquad A_2 = -26{,}26vp(t)=8−e−15,13t(8cos⁡4,61t+26,26sen⁡4,61t) Vv_p(t) = 8 - e^{-15,13t}\left(8\cos 4{,}61t + 26{,}26\operatorname{sen} 4{,}61t\right)\ \mathrm{V}

Passo 7 — a corrente do 4 Ω4\ \Omega. É vp/4v_p/4:

i(t)=2−e−15,13t(2cos⁡4,61t+6,56sen⁡4,61t) A\boxed{i(t) = 2 - e^{-15,13t}\left(2\cos 4{,}61t + 6{,}56\operatorname{sen} 4{,}61t\right)\ \mathrm{A}}

Passo 8 — a tensão do 6 Ω6\ \Omega. Some as duas correntes do bloco para achar iLi_L e multiplique por 66:

iL=vp4+125dvpdt=2−e−15,13t(2cos⁡4,61t−10,80sen⁡4,61t)i_L = \frac{v_p}{4} + \frac{1}{25}\frac{dv_p}{dt} = 2 - e^{-15,13t}\left(2\cos 4{,}61t - 10{,}80\operatorname{sen} 4{,}61t\right)v(t)=6 iL=12−e−15,13t(12cos⁡4,61t−64,78sen⁡4,61t) V\boxed{v(t) = 6\,i_L = 12 - e^{-15,13t}\left(12\cos 4{,}61t - 64{,}78\operatorname{sen} 4{,}61t\right)\ \mathrm{V}}

Conferência — em t=0t = 0: v=12−12=0v = 12 - 12 = 0 ✔, i=2−2=0i = 2 - 2 = 0 ✔ e iL=0i_L = 0 ✔ — tudo parte do repouso, como manda o degrau. Em t→∞t \to \infty: v→12v \to 12 V, i→2i \to 2 A e vp→8v_p \to 8 V, exatamente o divisor 6/46 / 4 com 20 V20\ \mathrm{V} ✔

Sobre os números — eles são deselegantes de propósito da nossa parte, não do enunciado: se o 4 Ω4\ \Omega estivesse em série com LL e CC (em vez de em paralelo com o capacitor), sairia α=R2L=8\alpha = \frac{R}{2L} = 8, ω0=1LC=10\omega_0 = \frac{1}{\sqrt{LC}} = 10 e ωd=6\omega_d = 6 — redondos. O desenho da prova, porém, põe o 4 Ω4\ \Omega em paralelo com o capacitor, e é essa topologia que resolvemos acima.

Sobre o gabarito — esta prova não tem resolução no acervo. A resposta foi conferida nas duas pontas e pela LKC do bloco paralelo.

00:00
Questão 612º EE2019.2 · 2ª chamadaCondições iniciais · Fonte controlada que vale zero e vira curto3 ptsVer material

Sabendo que o circuito encontra-se em regime permanente em t=0−t = 0^-, determine os valores de ii, vv, di/dtdi/dt e dv/dtdv/dt em t=0+t = 0^+.

+−10 Vabre+−40 Vfecha1/10 F−+v4 Ω−+v1abre+−v1 V5 Ω10 Ω1 Hi

O truque está na fonte controlada: em t<0t < 0 o capacitor bloqueia, então v1=0v_1 = 0 — e uma fonte de tensão de zero volts é um curto, que aterra todo o lado direito. Em t=0t = 0 a fonte sobe para 40 V40\ \mathrm{V} e a segunda chave abre, separando os dois lados.

Gabarito

i(0+)=0i(0^+) = 0 · v(0+)=10 Vv(0^+) = 10\ \mathrm{V} · dv(0+)dt=75 V/s\dfrac{dv(0^+)}{dt} = 75\ \mathrm{V/s} · di(0+)dt=30 A/s\dfrac{di(0^+)}{dt} = 30\ \mathrm{A/s}

Passo a passo

Passo 1 — o circuito em 0−0^-. Fonte de 10 V10\ \mathrm{V}, segunda chave fechada, capacitor aberto e indutor em fio.

O capacitor aberto impede corrente no 4 Ω4\ \Omega:

v1(0−)=0⟹a fonte controlada vale 0 V=curtov_1(0^-) = 0 \qquad\Longrightarrow\qquad \text{a fonte controlada vale } 0\ \mathrm{V} = \text{curto}

Esse curto põe o nó da fonte controlada no terra, e com ele o 5 Ω5\ \Omega e o ramo do 10 Ω10\ \Omega com o indutor. Nada circula:

i(0−)=0v(0−)=10−0=10 Vi(0^-) = 0 \qquad\qquad v(0^-) = 10 - 0 = 10\ \mathrm{V}
+−10 V+−40 VabertaC aberto−+vv(0⁻) = 10 V4 Ω−+v1v1 = 0fechadav1 V = 0→ curto5 Ω10 Ωi(0⁻) = 0curto

Em t=0−t = 0^-. Com o capacitor aberto, o 4 Ω4\ \Omega não conduz e v1=0v_1 = 0: a fonte controlada vale zero e vira um fio, que aterra todo o lado direito. Nada circula, e o capacitor guarda v=10 Vv = 10\ \mathrm{V}.

Passo 2 — continuidade.

i(0+)=0v(0+)=10 V\boxed{i(0^+) = 0} \qquad\qquad \boxed{v(0^+) = 10\ \mathrm{V}}

Passo 3 — o lado esquerdo em 0+0^+. Fonte de 40 V40\ \mathrm{V}, segunda chave aberta. O capacitor mantém 10 V10\ \mathrm{V}, então o nó do 4 Ω4\ \Omega sobe:

v1(0+)=40−10=30 Vv_1(0^+) = 40 - 10 = 30\ \mathrm{V}

Com a chave aberta, o único caminho para a corrente do capacitor é o 4 Ω4\ \Omega:

iC(0+)=304=7,5 A⟹dv(0+)dt=7,51/10=75 V/si_C(0^+) = \frac{30}{4} = 7{,}5\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{\frac{dv(0^+)}{dt} = \frac{7{,}5}{1/10} = 75\ \mathrm{V/s}}
+−10 Vaberta+−40 V+−v = 10 V4 Ω−+v1v1 = 30 ViC = 7,5 Achave aberta

Lado esquerdo em t=0+t = 0^+. O capacitor vira uma fonte de 10 V10\ \mathrm{V} e a segunda chave está aberta. O nó do 4 Ω4\ \Omega fica em 40−10=30 V40 - 10 = 30\ \mathrm{V}, e a mesma corrente 30/4=7,5 A30/4 = 7{,}5\ \mathrm{A} passa pelo capacitor: dv/dt=75 V/sdv/dt = 75\ \mathrm{V/s}.

Passo 4 — o lado direito em 0+0^+. Isolado, ele é alimentado só pela fonte controlada, que agora vale v1=30 Vv_1 = 30\ \mathrm{V}. O 5 Ω5\ \Omega leva 30/5=6 A30/5 = 6\ \mathrm{A}, e o indutor ainda leva zero — então o 10 Ω10\ \Omega não cai tensão e os 30 V30\ \mathrm{V} chegam inteiros ao indutor:

di(0+)dt=301=30 A/s\boxed{\frac{di(0^+)}{dt} = \frac{30}{1} = 30\ \mathrm{A/s}}
chave aberta+−v1 = 30 V5 Ω6 A10 Ωi = 0 → 0 V−+vL = 30 VL: aberto (i = 0)

Lado direito em t=0+t = 0^+. A controlada acorda com v1=30 Vv_1 = 30\ \mathrm{V}. O indutor, ainda sem corrente, é um aberto: o 10 Ω10\ \Omega não cai tensão e os 30 V30\ \mathrm{V} chegam inteiros a ele, di/dt=30/1=30 A/sdi/dt = 30/1 = 30\ \mathrm{A/s}.

Conferência — a cadeia é bonita: a comutação carrega 30 V30\ \mathrm{V} no 4 Ω4\ \Omega, esses 30 V30\ \mathrm{V} acordam a fonte controlada (que era um curto), e ela joga os mesmos 30 V30\ \mathrm{V} no indutor ✔ Confere com a resolução da prova.

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Questão 622º EE2019.2 · 2ª chamadaResposta ao degrau · Uma chave abre e a outra fecha3 ptsVer material

Determinar a corrente ii e a tensão vv para t>0t > 0, sabendo que o circuito está em regime permanente em t=0−t = 0^-.

+−10 V5 Ωabre1 Hi10 Ω1 Ω−+vfecha5 Ω5 A

Duas chaves fazem coisas opostas em t=0t = 0: a da esquerda abre (e leva embora a fonte de 10 V10\ \mathrm{V} com o 5 Ω5\ \Omega) e a da direita fecha (trazendo o 5 Ω5\ \Omega e a fonte de 5 A5\ \mathrm{A}). Em 0−0^- o indutor é um fio que aterra o nó, e por isso o 10 Ω10\ \Omega e o 1 Ω1\ \Omega nem conduzem.

Gabarito

i(t)=513+2113 e−656t≈0,385+1,615 e−10,83t Ai(t) = \dfrac{5}{13} + \dfrac{21}{13}\,e^{-\frac{65}{6}t} \approx 0{,}385 + 1{,}615\,e^{-10,83t}\ \mathrm{A}

v(t)=5013−3526 e−656t≈3,846−1,346 e−10,83t Vv(t) = \dfrac{50}{13} - \dfrac{35}{26}\,e^{-\frac{65}{6}t} \approx 3{,}846 - 1{,}346\,e^{-10,83t}\ \mathrm{V}

Passo a passo

Passo 1 — condição inicial. Chave da esquerda fechada, indutor em fio: o nó dele está no terra, então o 10 Ω10\ \Omega e o 1 Ω1\ \Omega ficam sem tensão e a fonte vê só o 5 Ω5\ \Omega:

i(0−)=105=2 A⟹i(0+)=2 Ai(0^-) = \frac{10}{5} = 2\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad i(0^+) = 2\ \mathrm{A}
+−10 V5 Ωfechadai(0⁻) = 2 Acurto10 Ω1 Ωv = 0aberta5 Ω5 A

Em t=0−t = 0^-. O indutor em fio aterra o seu nó: o 10 Ω10\ \Omega e o 1 Ω1\ \Omega ficam sem tensão, e a fonte de 10 V10\ \mathrm{V} só vê o 5 Ω5\ \Omega, i(0−)=10/5=2 Ai(0^-) = 10/5 = 2\ \mathrm{A}. A fonte de 5 A5\ \mathrm{A} circula só pelo seu 5 Ω5\ \Omega, isolada pela chave aberta.

Passo 2 — o circuito em t>0t > 0. Sobram o ramo do indutor com o 10 Ω10\ \Omega, o 1 Ω1\ \Omega, o 5 Ω5\ \Omega e a fonte de 5 A5\ \mathrm{A} — tudo em paralelo no nó de vv. A LKC dá

5=v5+v1+i×525=v+5 v+5 i=6 v+5 i5 = \frac{v}{5} + \frac{v}{1} + i \qquad \times 5 \qquad 25 = v + 5\,v + 5\,i = 6\,v + 5\,i
+−10 V5 Ωaberta1 Hi10 Ω1 Ω−+vfechada5 Ω5 A

Para t>0t \gt 0. A fonte de 10 V10\ \mathrm{V} com o seu 5 Ω5\ \Omega fica pendurada e sai do circuito. No nó de vv ficam a fonte de 5 A5\ \mathrm{A}, o 5 Ω5\ \Omega, o 1 Ω1\ \Omega e o ramo 10 Ω10\ \Omega + indutor: 5=v/5+v+i5 = v/5 + v + i.

Passo 3 — a equação. Pelo ramo do indutor, v=10 i+didtv = 10\,i + \dfrac{di}{dt}:

25=6(10 i+didt)+5 i=65 i+6didt25 = 6\left(10\,i + \frac{di}{dt}\right) + 5\,i = 65\,i + 6\frac{di}{dt}6didt+65 i=256\frac{di}{dt} + 65\,i = 25

Passo 4 — resposta natural. De 6s+65=06s + 65 = 0 vem s=−656≈−10,83s = -\dfrac{65}{6} \approx -10{,}83.

Confere: com as fontes desligadas, o indutor enxerga 10+(1∥5)=10+56=656 Ω10 + (1 \parallel 5) = 10 + \frac56 = \frac{65}{6}\ \Omega, e τ=L/R=665\tau = L/R = \frac{6}{65} s ✓

1 H10 Ω1 Ω5 Ω5 A: abertoReq = 10 + (1 ∥ 5) = 65/6 Ω · τ = L/Req = 6/65 s

A constante de tempo. Com a fonte de corrente aberta, o 1 Ω1\ \Omega e o 5 Ω5\ \Omega ficam em paralelo (5/6 Ω5/6\ \Omega), em série com o 10 Ω10\ \Omega: Req=65/6 ΩR_{eq} = 65/6\ \Omega e s=−65/6s = -65/6.

Passo 5 — resposta forçada. 65K=2565K = 25, logo

if=2565=513≈0,385 Ai_f = \frac{25}{65} = \frac{5}{13} \approx 0{,}385\ \mathrm{A}

Confere pelo regime: o indutor vira fio, Req=1∥5∥10=1013R_{eq} = 1 \parallel 5 \parallel 10 = \frac{10}{13}, e vf=5⋅1013=5013v_f = 5 \cdot \frac{10}{13} = \frac{50}{13}, com if=vf10=513i_f = \frac{v_f}{10} = \frac{5}{13} ✓

Passo 6 — a constante. De i(0)=2i(0) = 2:

A=2−513=2113⟹i(t)=513+2113 e−656t AA = 2 - \frac{5}{13} = \frac{21}{13} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{i(t) = \frac{5}{13} + \frac{21}{13}\,e^{-\frac{65}{6}t}\ \mathrm{A}}

Passo 7 — a tensão. De v=10 i+didtv = 10\,i + \dfrac{di}{dt}, com didt=−656⋅2113 e−656t=−352 e−656t\dfrac{di}{dt} = -\dfrac{65}{6} \cdot \dfrac{21}{13}\,e^{-\frac{65}{6}t} = -\dfrac{35}{2}\,e^{-\frac{65}{6}t}:

v=5013+(21013−352)e−656tv = \frac{50}{13} + \left(\frac{210}{13} - \frac{35}{2}\right)e^{-\frac{65}{6}t}v(t)=5013−3526 e−656t V\boxed{v(t) = \frac{50}{13} - \frac{35}{26}\,e^{-\frac{65}{6}t}\ \mathrm{V}}

Conferência — em t=0t = 0: i=2i = 2 A e v=5013−3526=6526=2,5v = \frac{50}{13} - \frac{35}{26} = \frac{65}{26} = 2{,}5 V. Pela LKC direta: 5=2,55+2,5+2=0,5+2,5+25 = \frac{2{,}5}{5} + 2{,}5 + 2 = 0{,}5 + 2{,}5 + 2 ✔ Em t→∞t \to \infty: v→3,846v \to 3{,}846 V e i→0,385i \to 0{,}385 A ✔

Sobre o gabarito — a resolução do acervo calcula corretamente K=2565=513K = \frac{25}{65} = \frac{5}{13} e depois, por lapso de conta, usa 13\frac13 no lugar — daí ela chega a i(t)=53e−656t+13i(t) = \frac53 e^{-\frac{65}{6}t} + \frac13 e v(t)=103−2518e−656tv(t) = \frac{10}{3} - \frac{25}{18}e^{-\frac{65}{6}t}. Os valores acima são os corretos: 513≈0,385\frac{5}{13} \approx 0{,}385, e o regime permanente calculado por ReqR_{eq} confirma.

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Questão 632º EE2019.2 · 2ª chamadaSubamortecido · Raízes com radical de sete4 ptsVer material

Determinar a tensão vv e a corrente ii para t>0t > 0, dado que v(0)=10 Vv(0) = 10\ \mathrm{V} e i(0)=5 Ai(0) = 5\ \mathrm{A}.

+−20 V5 Ωi1 H1/4 F−+v2 Ω

O 5 Ω5\ \Omega e o indutor em série com a fonte; o capacitor e o 2 Ω2\ \Omega em paralelo na saída. As raízes saem com 7\sqrt7 — feias, mas o caminho é o de sempre.

Gabarito

v(t)=407+e−3,5t(307cos⁡1,323t+11,339sen⁡1,323t) Vv(t) = \dfrac{40}{7} + e^{-3,5t}\left(\dfrac{30}{7}\cos 1{,}323t + 11{,}339\operatorname{sen} 1{,}323t\right)\ \mathrm{V}

i(t)=207+e−3,5t(157cos⁡1,323t−5,669sen⁡1,323t) Ai(t) = \dfrac{20}{7} + e^{-3,5t}\left(\dfrac{15}{7}\cos 1{,}323t - 5{,}669\operatorname{sen} 1{,}323t\right)\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — as duas leis. LKT na malha da fonte e LKC no nó de saída:

20=5 i+didt+vi=14dvdt+v220 = 5\,i + \frac{di}{dt} + v \qquad\qquad i = \frac14\frac{dv}{dt} + \frac{v}{2}

Passo 2 — elimine ii. Levando a LKC (e sua derivada) na LKT:

20=5(14dvdt+v2)+14d2vdt2+12dvdt+v20 = 5\left(\frac14\frac{dv}{dt} + \frac{v}{2}\right) + \frac14\frac{d^2v}{dt^2} + \frac12\frac{dv}{dt} + v20=14d2vdt2+74dvdt+72 v×4d2vdt2+7dvdt+14 v=8020 = \frac14\frac{d^2v}{dt^2} + \frac74\frac{dv}{dt} + \frac72\,v \qquad \times 4 \qquad \frac{d^2v}{dt^2} + 7\frac{dv}{dt} + 14\,v = 80

Passo 3 — resposta natural. De s2+7s+14=0s^2 + 7s + 14 = 0:

s=−7±49−562=−7±j72=−3,5±j 1,323s = \frac{-7 \pm \sqrt{49 - 56}}{2} = \frac{-7 \pm j\sqrt7}{2} = -3{,}5 \pm j\,1{,}323

Raízes complexas: subamortecido, com α=3,5\alpha = 3{,}5 e ωd=72≈1,323\omega_d = \dfrac{\sqrt7}{2} \approx 1{,}323.

20 V: curto5 Ω1 H1/4 F2 Ωs² + 7s + 14 = 0 → s = −3,5 ± j1,323

Fonte desligada. A de 20 V vira fio. Sobra o 5 Ω5\ \Omega em série com o indutor, fechando no paralelo do capacitor com o 2 Ω2\ \Omega — nem RLC série nem paralelo puro, por isso as raízes saem da EDO: α=3,5\alpha = 3{,}5 e ωd=7/2≈1,323\omega_d = \sqrt7/2 \approx 1{,}323.

Passo 4 — resposta forçada. 14K=8014K = 80, logo

vf=8014=407≈5,714 Vv_f = \frac{80}{14} = \frac{40}{7} \approx 5{,}714\ \mathrm{V}

Confere pelo regime: indutor em fio, capacitor aberto, e o divisor 20⋅25+2=40720 \cdot \frac{2}{5 + 2} = \frac{40}{7} ✓

+−20 V5 ΩiL: curtoC: aberto2 Ω−+vv(∞) = 40/7 ≈ 5,71 V · i(∞) = 20/7 ≈ 2,86 A

Em t→∞t \to \infty. Indutor em fio e capacitor aberto: o 5 Ω5\ \Omega e o 2 Ω2\ \Omega formam um divisor, vf=20⋅2/7=40/7 Vv_f = 20 \cdot 2/7 = 40/7\ \mathrm{V}, com if=20/7 Ai_f = 20/7\ \mathrm{A}.

Passo 5 — a primeira constante. De v(0)=10v(0) = 10:

A1=10−407=307≈4,286A_1 = 10 - \frac{40}{7} = \frac{30}{7} \approx 4{,}286

Passo 6 — a segunda. A corrente inicial dá a derivada da tensão pela LKC:

5=14dv(0)dt+102⟹dv(0)dt=05 = \frac14\frac{dv(0)}{dt} + \frac{10}{2} \qquad\Longrightarrow\qquad \frac{dv(0)}{dt} = 0
+−20 V5 Ωi(0⁺) = 5 A+−v(0⁺)10 ViC2 Ω5 AiC(0⁺) = 5 − 10/2 = 0 → dv/dt(0) = 0

Em t=0+t = 0^+. O indutor vira fonte de 5 A5\ \mathrm{A} e o capacitor fonte de 10 V10\ \mathrm{V}. O 2 Ω2\ \Omega leva 10/2=5 A10/2 = 5\ \mathrm{A}, exatamente o que chega: iC(0+)=0i_C(0^+) = 0, e a tensão parte com derivada nula.

E como dv(0)dt=−αA1+ωdA2=0\dfrac{dv(0)}{dt} = -\alpha A_1 + \omega_d A_2 = 0:

A2=αA1ωd=3,5⋅4,2861,323≈11,339A_2 = \frac{\alpha A_1}{\omega_d} = \frac{3{,}5 \cdot 4{,}286}{1{,}323} \approx 11{,}339v(t)=407+e−3,5t(4,286cos⁡1,323t+11,339sen⁡1,323t) V\boxed{v(t) = \frac{40}{7} + e^{-3,5t}\left(4{,}286\cos 1{,}323t + 11{,}339\operatorname{sen} 1{,}323t\right)\ \mathrm{V}}

Passo 7 — a corrente. Volte na LKC. Com dvdt=−45,356 e−3,5tsen⁡1,323t\dfrac{dv}{dt} = -45{,}356\,e^{-3,5t}\operatorname{sen} 1{,}323t:

i=14dvdt+v2=207+e−3,5t(2,143cos⁡1,323t−5,669sen⁡1,323t)i = \frac14\frac{dv}{dt} + \frac{v}{2} = \frac{20}{7} + e^{-3,5t}\left(2{,}143\cos 1{,}323t - 5{,}669\operatorname{sen} 1{,}323t\right)i(t)=207+e−3,5t(2,143cos⁡1,323t−5,669sen⁡1,323t) A\boxed{i(t) = \frac{20}{7} + e^{-3,5t}\left(2{,}143\cos 1{,}323t - 5{,}669\operatorname{sen} 1{,}323t\right)\ \mathrm{A}}

Conferência — em t=0t = 0: v=5,714+4,286=10v = 5{,}714 + 4{,}286 = 10 V ✔ e i=2,857+2,143=5i = 2{,}857 + 2{,}143 = 5 A ✔ Em t→∞t \to \infty: v→407≈5,71v \to \frac{40}{7} \approx 5{,}71 V e i→207≈2,86i \to \frac{20}{7} \approx 2{,}86 A, o divisor com 5+2=7 Ω5 + 2 = 7\ \Omega ✔ E note que dv/dt(0)=0dv/dt(0) = 0: a tensão começa num máximo local e depois oscila para baixo ✔

Sobre o gabarito — a resolução do acervo monta a equação, acha as raízes e vf=5,7 Vv_f = 5{,}7\ \mathrm{V}, mas para aí — a página da “resposta completa” está em branco. As constantes acima foram fechadas com as duas condições iniciais e conferidas nas duas pontas.

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Questão 642º EE2017.2 · 2ª chamadaSubamortecido · Chave que curto-circuita o resistor de saída4 ptsVer material

Dado que o circuito abaixo está em regime permanente em t=0−t = 0^-, determine v(t)v(t) e i(t)i(t) para t>0t > 0.

10 mA4 kΩ1/8 µF−+v4/13 Hi1 kΩfecha

A chave está em paralelo com o 1 kΩ1\ \mathrm{k}\Omega: ao fechar, ela põe esse resistor em curto e o ramo do indutor passa a ser um caminho sem perdas. Os valores foram escolhidos para as raízes saírem redondas — α=1000\alpha = 1000 e ωd=5000\omega_d = 5000.

Gabarito

i(t)=10−2 e−1000tcos⁡5000t+4,8 e−1000tsen⁡5000t  mAi(t) = 10 - 2\,e^{-1000t}\cos 5000t + 4{,}8\,e^{-1000t}\operatorname{sen} 5000t\ \ \mathrm{mA}

v(t)=e−1000t(8cos⁡5000t+1,6sen⁡5000t) Vv(t) = e^{-1000t}\left(8\cos 5000t + 1{,}6\operatorname{sen} 5000t\right)\ \mathrm{V}

Passo a passo

Passo 1 — condições iniciais. Chave aberta, capacitor aberto e indutor em fio: a fonte de 10 mA10\ \mathrm{mA} se divide entre o 4 kΩ4\ \mathrm{k}\Omega e o ramo do 1 kΩ1\ \mathrm{k}\Omega.

i(0−)=10 mA⋅40004000+1000=8 mAi(0^-) = 10\ \mathrm{mA} \cdot \frac{4000}{4000 + 1000} = 8\ \mathrm{mA}v(0−)=4000⋅(10−8) mA=8 Vv(0^-) = 4000 \cdot \left(10 - 8\right)\ \mathrm{mA} = 8\ \mathrm{V}
10 mA4 kΩC: aberto−+vL: curtoi1 kΩv(0⁻) = 8 V · i(0⁻) = 8 mA · 4 kΩ: 2 mAaberta

Em t=0−t = 0^-. Chave aberta, capacitor aberto, indutor em fio: a fonte se divide entre o 4 kΩ4\ \mathrm{k\Omega} (2 mA2\ \mathrm{mA}) e o 1 kΩ1\ \mathrm{k\Omega} (8 mA8\ \mathrm{mA}), e os dois ficam com 8 V8\ \mathrm{V}.

Passo 2 — o circuito em t>0t > 0. A chave fechou e o 1 kΩ1\ \mathrm{k}\Omega saiu de cena. Sobram a fonte, o 4 kΩ4\ \mathrm{k}\Omega, o capacitor e o indutor:

10−2=v4000+18⋅10−6dvdt+iv=413didt10^{-2} = \frac{v}{4000} + \frac18 \cdot 10^{-6}\frac{dv}{dt} + i \qquad\qquad v = \frac{4}{13}\frac{di}{dt}
10 mA4 kΩ1/8 µF−+v4/13 Hi1 kΩ: em curtoRLC paralelo: α = 1/(2RC) = 1000 · ω₀² = 1/(LC) = 26·10⁶

O circuito em t>0t > 0. Com a chave fechada, o 1 kΩ1\ \mathrm{k\Omega} sai de cena e o que fica é um RLC paralelo puro alimentado pela fonte de 10 mA10\ \mathrm{mA}: α=1000\alpha = 1000 e ω02=26⋅106\omega_0^2 = 26 \cdot 10^6.

Passo 3 — a equação em ii. Substituindo vv e multiplicando por 26⋅10626 \cdot 10^{6}:

d2idt2+2000didt+26⋅106 i=26⋅104\frac{d^2 i}{dt^2} + 2000\frac{di}{dt} + 26 \cdot 10^{6}\,i = 26 \cdot 10^{4}

Passo 4 — resposta natural. De s2+2000s+26⋅106=0s^2 + 2000s + 26 \cdot 10^6 = 0:

s=−2000±4⋅106−104⋅1062=−1000±j5000s = \frac{-2000 \pm \sqrt{4 \cdot 10^6 - 104 \cdot 10^6}}{2} = -1000 \pm j5000

Caso subamortecido, com α=1000\alpha = 1000 e ωd=5000\omega_d = 5000:

in(t)=e−1000t(A1cos⁡5000t+A2sen⁡5000t)i_n(t) = e^{-1000t}\left(A_1\cos 5000t + A_2\operatorname{sen} 5000t\right)

Passo 5 — resposta forçada. 26⋅106K=26⋅10426 \cdot 10^6 K = 26 \cdot 10^4, logo if=10−2=10 mAi_f = 10^{-2} = 10\ \mathrm{mA} — no fim o capacitor abre, o indutor vira fio sem resistência e leva toda a corrente da fonte.

10 mA4 kΩC: aberto−+vL: curtoii(∞) = 10 mA · v(∞) = 0 · 4 kΩ: 0

Em t→∞t \to \infty. Capacitor aberto e indutor em fio, sem resistência no caminho: o fio põe o 4 kΩ4\ \mathrm{k\Omega} em curto e leva os 10 mA10\ \mathrm{mA} inteiros, if=10 mAi_f = 10\ \mathrm{mA} e v→0v \to 0.

Passo 6 — a primeira constante. De i(0)=8 mAi(0) = 8\ \mathrm{mA}:

A1+10=8⟹A1=−2 mAA_1 + 10 = 8 \qquad\Longrightarrow\qquad A_1 = -2\ \mathrm{mA}

Passo 7 — a segunda. De v(0)=8=413di(0)dtv(0) = 8 = \dfrac{4}{13}\dfrac{di(0)}{dt} vem di(0)dt=26\dfrac{di(0)}{dt} = 26 A/s, e derivando a resposta em t=0t = 0:

−1000 A1+5000 A2=26⟹2+5000 A2=26⟹A2=4,8 mA-1000\,A_1 + 5000\,A_2 = 26 \qquad\Longrightarrow\qquad 2 + 5000\,A_2 = 26 \qquad\Longrightarrow\qquad A_2 = 4{,}8\ \mathrm{mA}i(t)=10−2 e−1000tcos⁡5000t+4,8 e−1000tsen⁡5000t  mA\boxed{i(t) = 10 - 2\,e^{-1000t}\cos 5000t + 4{,}8\,e^{-1000t}\operatorname{sen} 5000t\ \ \mathrm{mA}}

Passo 8 — a tensão. v=413didtv = \dfrac{4}{13}\dfrac{di}{dt}, agrupando seno e cosseno:

v(t)=e−1000t(8cos⁡5000t+1,6sen⁡5000t) V\boxed{v(t) = e^{-1000t}\left(8\cos 5000t + 1{,}6\operatorname{sen} 5000t\right)\ \mathrm{V}}

Conferência — com o 1 kΩ1\ \mathrm{k}\Omega em curto, o que sobra é um RLC paralelo puro, e as fórmulas prontas confirmam as raízes:

α=12RC=12⋅4000⋅18⋅10−6=1000ω0=1LC=1413⋅10−68=26⋅106\alpha = \frac{1}{2RC} = \frac{1}{2 \cdot 4000 \cdot \frac{1}{8} \cdot 10^{-6}} = 1000 \qquad \omega_0 = \frac{1}{\sqrt{LC}} = \frac{1}{\sqrt{\frac{4}{13} \cdot \frac{10^{-6}}{8}}} = \sqrt{26 \cdot 10^6}

e ωd=26⋅106−106=5000\omega_d = \sqrt{26 \cdot 10^6 - 10^6} = 5000 ✔ É para isso que serve o 4/13 H4/13\ \mathrm{H}: não é valor aleatório, é o que deixa as raízes redondas. Em t=0t = 0: i=8i = 8 mA e v=8v = 8 V ✔ Em t→∞t \to \infty: v→0v \to 0 e i→10i \to 10 mA, os 10 mA10\ \mathrm{mA} inteiros da fonte ✔ Confere com a resolução da prova.

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Questão 652º EE2017.2 · 2ª chamadaCondições iniciais · Chave que isola uma fonte controlada3 ptsVer material

Dado que o circuito abaixo está em regime permanente em t=0−t = 0^-, determine os valores de iLi_L, vCv_C, vv e dvC/dtdv_C/dt no instante t=0+t = 0^+.

+−34 V100 Ω20 Ω1 HiL0,8ix Aabre25 Ωix75 Ω−+v10 mF−+vC

Em t<0t < 0 a chave está fechada e tudo é um circuito só. Ao abrir, ela deixa o nó da fonte controlada com um único caminho de escoamento — a própria fonte —, e é essa LKC que força o valor de ixi_x. Uma questão de leitura de sinais, não de conta.

Gabarito

iL(0+)=0,04 Ai_L(0^+) = 0{,}04\ \mathrm{A} · vC(0+)=5 Vv_C(0^+) = 5\ \mathrm{V} · v(0+)=3,75 Vv(0^+) = 3{,}75\ \mathrm{V} · dvC(0+)dt=5 V/s\dfrac{dv_C(0^+)}{dt} = 5\ \mathrm{V/s}

Passo a passo

Passo 1 — o circuito em 0−0^-. Chave fechada, capacitor aberto e indutor em fio: o nó do 20 Ω20\ \Omega, o da fonte controlada e o do 25 Ω25\ \Omega são o mesmo nó, de tensão v1v_1. O 75 Ω75\ \Omega não conduz (o capacitor está aberto).

Com ix=v125i_x = \dfrac{v_1}{25}, a LKC nesse nó é

34−v1100+0,8 v125=v120+v125\frac{34 - v_1}{100} + 0{,}8\,\frac{v_1}{25} = \frac{v_1}{20} + \frac{v_1}{25}×10034−v1+3,2 v1=5 v1+4 v1⟹34=6,8 v1⟹v1=5 V\times 100 \qquad 34 - v_1 + 3{,}2\,v_1 = 5\,v_1 + 4\,v_1 \qquad\Longrightarrow\qquad 34 = 6{,}8\,v_1 \qquad\Longrightarrow\qquad v_1 = 5\ \mathrm{V}

Passo 2 — as condições iniciais. O capacitor enxerga esse nó pelo 75 Ω75\ \Omega sem corrente, então tem a mesma tensão:

vC(0−)=5 V\boxed{v_C(0^-) = 5\ \mathrm{V}}

E a corrente do indutor sai da LKC do nó do 20 Ω20\ \Omega:

iL(0−)=34−5100−520=0,29−0,25⟹iL(0−)=0,04 Ai_L(0^-) = \frac{34 - 5}{100} - \frac{5}{20} = 0{,}29 - 0{,}25 \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{i_L(0^-) = 0{,}04\ \mathrm{A}}
+−34 V100 Ω20 ΩiLL: curto0,8ix Achave fechada25 Ωix75 Ω: i = 0C: aberto−+vCv₁ = 5 V · iL(0⁻) = 0,04 A · vC(0⁻) = 5 V · ix = 0,2 A

Em t=0−t = 0^-. Chave fechada, indutor em fio e capacitor aberto: o 20 Ω20\ \Omega, a controlada e o 25 Ω25\ \Omega ficam no mesmo nó, v1=5 Vv_1 = 5\ \mathrm{V}. O 75 Ω75\ \Omega não conduz, então vC=5 Vv_C = 5\ \mathrm{V}; e iL=0,29−0,25=0,04 Ai_L = 0{,}29 - 0{,}25 = 0{,}04\ \mathrm{A}.

Passo 3 — continuidade.

iL(0+)=0,04 AvC(0+)=5 V\boxed{i_L(0^+) = 0{,}04\ \mathrm{A}} \qquad\qquad \boxed{v_C(0^+) = 5\ \mathrm{V}}

Passo 4 — o que a chave aberta impõe. Agora o nó da fonte controlada tem só o indutor entrando e a fonte saindo. A LKC não deixa escolha:

0,8 ix=−iL(0+)=−0,04⟹ix(0+)=−0,05 A0{,}8\,i_x = -i_L(0^+) = -0{,}04 \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{i_x(0^+) = -0{,}05\ \mathrm{A}}
+−34 V100 Ω20 ΩiL = 0,04 A0,8ix Aaberta25 Ωix75 Ω−+v+−vC = 5 Vnó da controlada: 0,8 ix = −iL = −0,04 → ix(0⁺) = −0,05 A

Em t=0+t = 0^+. O indutor vira fonte de 0,04 A0{,}04\ \mathrm{A} e o capacitor fonte de 5 V5\ \mathrm{V}. Com a chave aberta, o nó da controlada só tem o indutor entrando e a controlada saindo, e é essa LKC que fixa ix=−0,05 Ai_x = -0{,}05\ \mathrm{A}.

Passo 5 — a tensão do 75 Ω75\ \Omega. Do lado direito da chave, a corrente que atravessa o 75 Ω75\ \Omega é −ix-i_x:

v(0+)=75⋅(−ix)=75⋅0,05=3,75 V\boxed{v(0^+) = 75 \cdot (-i_x) = 75 \cdot 0{,}05 = 3{,}75\ \mathrm{V}}

Passo 6 — a derivada da tensão do capacitor. Essa mesma corrente é a que carrega o capacitor:

iC(0+)=−ix=0,05 A⟹dvC(0+)dt=0,0510⋅10−3=5 V/si_C(0^+) = -i_x = 0{,}05\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{\frac{dv_C(0^+)}{dt} = \frac{0{,}05}{10 \cdot 10^{-3}} = 5\ \mathrm{V/s}}

Conferência — o mecanismo é a inversão de sinal: em 0−0^-, ixi_x valia +0,2+0{,}2 A; em 0+0^+, a chave aberta obriga a fonte controlada a engolir os 0,040{,}04 A do indutor, e ixi_x vira −0,05-0{,}05 A ✔ Confere com a resolução da prova.

Sobre o gabarito — o enunciado também pede dv/dtdv/dt e diL/dtdi_L/dt, e a resolução da prova não os calcula — com razão. Com a chave aberta, o nó da fonte controlada fica sem nenhum resistor que fixe seu potencial, então a tensão do indutor (e portanto diL/dtdi_L/dt) não é determinada pelo circuito. Pior: as duas exigências não se conciliam — o nó da fonte pede ix=−0,05i_x = -0{,}05 A, enquanto o laço 25 Ω25\ \Omega–75 Ω75\ \Omega–capacitor, com vC=5 Vv_C = 5\ \mathrm{V}, pediria ix=+0,05i_x = +0{,}05 A. Os quatro valores acima são os que fecham e são o que o gabarito cobra.

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Questão 662º EE2017.2 · 2ª chamadaResposta natural · Chave que solta um divisor com duas fontes3 ptsVer material

Dado que o circuito abaixo está em regime permanente em t=0−t = 0^-, determine iA(t)i_A(t) e vC(t)v_C(t) para t>0t > 0.

+−10 V200 ΩiA+−10 Vabre50 Ω10 Ω1 µF−+vC

A chave passa por cima do ramo 200 Ω200\ \Omega + fonte de 10 V10\ \mathrm{V}: fechada, ela curto-circuita esse ramo inteiro. Ao abrir, o ramo volta ao circuito e as duas fontes de 10 V10\ \mathrm{V} passam a se cancelar na malha — o que sobra é resposta natural pura, sem termo forçado.

Gabarito

vC(t)=10 e−20000t Vv_C(t) = 10\,e^{-20000t}\ \mathrm{V} · iA(t)=40 e−20000t mAi_A(t) = 40\,e^{-20000t}\ \mathrm{mA}

Passo a passo

Passo 1 — condição inicial. Chave fechada e capacitor aberto: o ramo do 200 Ω200\ \Omega está em curto e o 10 Ω10\ \Omega não conduz, então o 50 Ω50\ \Omega recebe a fonte inteira e o capacitor enxerga essa mesma tensão:

vC(0−)=10 V⟹vC(0+)=10 Vv_C(0^-) = 10\ \mathrm{V} \qquad\Longrightarrow\qquad v_C(0^+) = 10\ \mathrm{V}
+−10 V200 Ω+−10 Vchave fechada: ramo em curto50 Ω10 Ω: i = 0C: aberto−+vCvC(0⁻) = 10 V = vC(0⁺)

Em t=0−t = 0^-. Chave fechada e capacitor aberto: o ramo do 200 Ω200\ \Omega está em curto, o 10 Ω10\ \Omega não conduz, e o capacitor fica com a tensão da fonte, vC(0−)=10 Vv_C(0^-) = 10\ \mathrm{V}.

Passo 2 — as leis para t>0t > 0. Chave aberta, três ramos saindo do nó de cima (iAi_A pelo 200 Ω200\ \Omega, iBi_B pelo 50 Ω50\ \Omega, iCi_C pelo 10 Ω10\ \Omega):

iA+iB+iC=0i_A + i_B + i_C = 0

A LKT da malha da esquerda passa pelas duas fontes, que se anulam:

−10−200 iA+10+50 iB=0⟹200 iA=50 iB⟹iB=4 iA-10 - 200\,i_A + 10 + 50\,i_B = 0 \qquad\Longrightarrow\qquad 200\,i_A = 50\,i_B \qquad\Longrightarrow\qquad i_B = 4\,i_A

Passo 3 — junte com a LKC.

iA+4 iA+iC=0⟹iC=−5 iA⟹iA=−iC5i_A + 4\,i_A + i_C = 0 \qquad\Longrightarrow\qquad i_C = -5\,i_A \qquad\Longrightarrow\qquad i_A = -\frac{i_C}{5}

Passo 4 — a malha da direita. Do nó de cima, pelo 10 Ω10\ \Omega, até o capacitor:

50 iB=10 iC+vC⟹200 iA=10 iC+vC50\,i_B = 10\,i_C + v_C \qquad\Longrightarrow\qquad 200\,i_A = 10\,i_C + v_C200(−iC5)=10 iC+vC⟹−40 iC=10 iC+vC⟹50 iC+vC=0200\left(-\frac{i_C}{5}\right) = 10\,i_C + v_C \qquad\Longrightarrow\qquad -40\,i_C = 10\,i_C + v_C \qquad\Longrightarrow\qquad 50\,i_C + v_C = 0

Passo 5 — a equação de primeira ordem. Com iC=CdvCdt=10−6dvCdti_C = C\dfrac{dv_C}{dt} = 10^{-6}\dfrac{dv_C}{dt}:

50⋅10−6dvCdt+vC=0⟹dvCdt+20000 vC=050 \cdot 10^{-6}\frac{dv_C}{dt} + v_C = 0 \qquad\Longrightarrow\qquad \frac{dv_C}{dt} + 20000\,v_C = 0

Sem termo constante: é resposta natural pura, com τ=50 μs\tau = 50\ \mu\mathrm{s}.

10 V: curto200 Ω10 V: curtochave aberta50 Ω10 Ω1 µFReq = 10 + 200 ∥ 50 = 50 Ω → τ = 50 µs

A constante de tempo. Com as duas fontes em curto, o capacitor enxerga o 10 Ω10\ \Omega em série com 200∥50=40 Ω200 \parallel 50 = 40\ \Omega: Req=50 ΩR_{eq} = 50\ \Omega e τ=ReqC=50 μs\tau = R_{eq}C = 50\ \mu\mathrm{s}, o mesmo 20000 s−120000\ \mathrm{s^{-1}} da equação.

Passo 6 — a resposta. De vC(0)=10v_C(0) = 10:

vC(t)=10 e−20000t V\boxed{v_C(t) = 10\,e^{-20000t}\ \mathrm{V}}

Passo 7 — a corrente pedida. De iA=−iC5i_A = -\dfrac{i_C}{5} com iC=10−6dvCdt=−0,2 e−20000ti_C = 10^{-6}\dfrac{dv_C}{dt} = -0{,}2\,e^{-20000t}:

iA(t)=0,04 e−20000t A=40 e−20000t mA\boxed{i_A(t) = 0{,}04\,e^{-20000t}\ \mathrm{A} = 40\,e^{-20000t}\ \mathrm{mA}}

Conferência — em t=0t = 0: iA=40i_A = 40 mA, iB=4iA=160i_B = 4i_A = 160 mA e iC=−200i_C = -200 mA, e a LKC fecha ✔ Em t→∞t \to \infty tudo vai a zero, como manda um circuito sem fonte efetiva — as duas fontes de 10 V10\ \mathrm{V} se cancelam na malha e o capacitor simplesmente se descarrega ✔ Confere com a resolução da prova.

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Questão 672º EE2017.1 · 2ª chamadaCondições iniciais · Só o capacitor reage à chave3 ptsVer material

Encontre vv, iLi_L, vCv_C, diL/dtdi_L/dt e dvC/dtdv_C/dt em t=0−t = 0^- e em t=0+t = 0^+, considerando que o circuito estava em regime permanente em t=0−t = 0^-.

5 Aabre8 Ω1/10 F−+vC+−16 V5 H2 ΩiL−+v

A fonte de 16 V16\ \mathrm{V} prende o nó do meio, e o indutor com o 2 Ω2\ \Omega vivem só dela — a chave não os afeta. Quem sente a abertura é o capacitor: os 5 A5\ \mathrm{A} da fonte, que antes escoavam pela chave, passam a ter um único caminho.

Gabarito

Em 0−0^-: v=16 Vv = 16\ \mathrm{V} · iL=8 Ai_L = 8\ \mathrm{A} · vC=16 Vv_C = 16\ \mathrm{V} · diLdt=0\dfrac{di_L}{dt} = 0 · dvCdt=0\dfrac{dv_C}{dt} = 0

Em 0+0^+: v=16 Vv = 16\ \mathrm{V} · iL=8 Ai_L = 8\ \mathrm{A} · vC=16 Vv_C = 16\ \mathrm{V} · diLdt=0\dfrac{di_L}{dt} = 0 · dvCdt=−70 V/s\dfrac{dv_C}{dt} = -70\ \mathrm{V/s}

Passo a passo

Passo 1 — o circuito em 0−0^-. Chave fechada (o nó da esquerda está no terra), capacitor aberto e indutor em fio.

A fonte de 16 V16\ \mathrm{V} fixa o nó do meio. O indutor, sendo fio, passa esse potencial adiante:

v(0−)=16 ViL(0−)=162=8 A\boxed{v(0^-) = 16\ \mathrm{V}} \qquad\qquad \boxed{i_L(0^-) = \frac{16}{2} = 8\ \mathrm{A}}

E o capacitor, com o ”+” do lado do meio, guarda a diferença entre os dois nós:

vC(0−)=16−0=16 V\boxed{v_C(0^-) = 16 - 0 = 16\ \mathrm{V}}

Regime permanente: as duas derivadas em 0−0^- são zero.

5 Achave fechada8 ΩC: aberto−+vC+−16 VL: curto2 ΩiL−+vv(0⁻) = 16 V · iL(0⁻) = 8 A · vC(0⁻) = 16 − 0 = 16 V

Em t=0−t = 0^-. Chave fechada (nó da esquerda no terra), capacitor aberto, indutor em fio. A fonte de 16 V16\ \mathrm{V} fixa o nó do meio: v=16 Vv = 16\ \mathrm{V}, iL=16/2=8 Ai_L = 16/2 = 8\ \mathrm{A} e vC=16−0=16 Vv_C = 16 - 0 = 16\ \mathrm{V}.

Passo 2 — quem fica onde estava. A chave, ao abrir, não muda nem a fonte de 16 V16\ \mathrm{V} nem o ramo do indutor. Por continuidade e por não haver o que mudar:

iL(0+)=8 Av(0+)=16 VvC(0+)=16 V\boxed{i_L(0^+) = 8\ \mathrm{A}} \qquad \boxed{v(0^+) = 16\ \mathrm{V}} \qquad \boxed{v_C(0^+) = 16\ \mathrm{V}}

O indutor está entre o nó de 16 V16\ \mathrm{V} e o do 2 Ω2\ \Omega, que também está em 2⋅8=16 V2 \cdot 8 = 16\ \mathrm{V}:

vL(0+)=0⟹diL(0+)dt=0v_L(0^+) = 0 \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{\frac{di_L(0^+)}{dt} = 0}

Passo 3 — a derivada da tensão do capacitor. Com vC=16 Vv_C = 16\ \mathrm{V} e o nó do meio em 16 V16\ \mathrm{V}, o nó da esquerda fica em zero — e o 8 Ω8\ \Omega, ligando os dois, traz 2 A2\ \mathrm{A} para a esquerda:

i8Ω=16−08=2 Ai_{8\Omega} = \frac{16 - 0}{8} = 2\ \mathrm{A}

LKC no nó da esquerda, que agora só tem a fonte, o 8 Ω8\ \Omega e o capacitor:

5+2=7 A5 + 2 = 7\ \mathrm{A}

Esses 7 A7\ \mathrm{A} atravessam o capacitor entrando pelo ”−”, o que o descarrega:

dvC(0+)dt=−71/10=−70 V/s\boxed{\frac{dv_C(0^+)}{dt} = \frac{-7}{1/10} = -70\ \mathrm{V/s}}
5 Achave aberta8 Ω2 A+−vC = 16 V7 A+−16 ViL = 8 A2 Ω−+v7 A entrando pelo “−”: dvC/dt = −7/(1/10) = −70 V/s

Em t=0+t = 0^+. Chave aberta: o capacitor vira fonte de 16 V16\ \mathrm{V} e o indutor fonte de 8 A8\ \mathrm{A}. O nó da esquerda fica em zero, o 8 Ω8\ \Omega traz 2 A2\ \mathrm{A}, e os 5+2=7 A5 + 2 = 7\ \mathrm{A} atravessam o capacitor do ”−” para o ”+”: dvC/dt=−70 V/sdv_C/dt = -70\ \mathrm{V/s}.

Conferência — a questão é uma lição sobre o que uma chave não faz: com uma fonte de tensão ideal segurando o nó do meio, o lado direito nem percebe a comutação, e das cinco grandezas pedidas só uma muda ✔ E o sinal negativo é o recado: o capacitor estava sustentando os 5 A5\ \mathrm{A} pela chave e agora tem de absorvê-los, então sua tensão cai ✔ Confere com a resolução da prova.

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Questão 682º EE2017.1 · 2ª chamadaResposta ao degrau · Sai a fonte de corrente, entra a de tensão3 ptsVer material

O circuito está em regime permanente em t=0−t = 0^-. Encontre v(t)v(t) e i(t)i(t) para t>0t > 0.

+−1 V4 ΩiTfecha6 Ω−+v4 Ω1 Hiabre1 A

As duas chaves fazem uma troca de fonte: em t<0t < 0 quem alimenta é a de 1 A1\ \mathrm{A} à direita (e a de 1 V1\ \mathrm{V} está desligada); em t=0t = 0 elas invertem. Em 0−0^- o indutor, sendo fio, engole toda a corrente da fonte — e é isso que dá a condição inicial.

Gabarito

i(t)=332+2932 e−325t≈0,094+0,906 e−6,4t Ai(t) = \dfrac{3}{32} + \dfrac{29}{32}\,e^{-\frac{32}{5}t} \approx 0{,}094 + 0{,}906\,e^{-6,4t}\ \mathrm{A}

v(t)=38−8740 e−325t≈0,375−2,175 e−6,4t Vv(t) = \dfrac{3}{8} - \dfrac{87}{40}\,e^{-\frac{32}{5}t} \approx 0{,}375 - 2{,}175\,e^{-6,4t}\ \mathrm{V}

Passo a passo

Passo 1 — condição inicial. Chave da esquerda aberta, da direita fechada, indutor em fio. O indutor aterra o seu nó, e o par 4 Ω+6 Ω4\ \Omega + 6\ \Omega liga esse nó ao terra pelos dois lados — ou seja, com os dois extremos no mesmo potencial, não passa nada por eles:

i(0−)=1 A⟹i(0+)=1 Ai(0^-) = 1\ \mathrm{A} \qquad\Longrightarrow\qquad i(0^+) = 1\ \mathrm{A}
+−1 V4 Ωaberta6 Ω−+v4 ΩL: curtoifechada1 Ai(0⁻) = 1 A · 6 Ω e 4 Ω: sem corrente

Em t=0−t = 0^-. Só a fonte de 1 A1\ \mathrm{A} ligada, e o indutor em fio leva toda ela: i(0−)=1 Ai(0^-) = 1\ \mathrm{A}. O par 4 Ω+6 Ω4\ \Omega + 6\ \Omega tem os dois extremos no terra e não conduz.

Passo 2 — as relações para t>0t > 0. Agora só a fonte de 1 V1\ \mathrm{V} alimenta. Com iTi_T na entrada e i1i_1 no 6 Ω6\ \Omega:

iT=i1+i1=4 iT+vv=6 i1v=4 i+didti_T = i_1 + i \qquad 1 = 4\,i_T + v \qquad v = 6\,i_1 \qquad v = 4\,i + \frac{di}{dt}

Passo 3 — a equação em ii. De i1=v/6i_1 = v/6:

1=4(v6+i)+v=53 v+4 i×33=5 v+12 i1 = 4\left(\frac{v}{6} + i\right) + v = \frac{5}{3}\,v + 4\,i \qquad \times 3 \qquad 3 = 5\,v + 12\,i

E trocando vv por 4i+di/dt4i + di/dt:

3=5(4 i+didt)+12 i⟹5didt+32 i=33 = 5\left(4\,i + \frac{di}{dt}\right) + 12\,i \qquad\Longrightarrow\qquad 5\frac{di}{dt} + 32\,i = 3

Passo 4 — resposta natural e forçada. De 5s+32=05s + 32 = 0 vem s=−325=−6,4s = -\dfrac{32}{5} = -6{,}4; e 32K=332K = 3 dá if=332i_f = \dfrac{3}{32} A.

1 V: curto4 Ωfechada6 Ω4 Ω1 H1 A: chave abertaReq = 4 + 4 ∥ 6 = 6,4 Ω → τ = L/Req = 1/6,4 s

A constante de tempo. Com a fonte de 1 V1\ \mathrm{V} em curto, o indutor vê o 4 Ω4\ \Omega da direita em série com o paralelo do 4 Ω4\ \Omega da esquerda com o 6 Ω6\ \Omega, 4∥6=2,4 Ω4 \parallel 6 = 2{,}4\ \Omega: Req=6,4 ΩR_{eq} = 6{,}4\ \Omega e s=−Req/L=−6,4s = -R_{eq}/L = -6{,}4, como saiu da equação.

Passo 5 — a constante. De i(0)=1i(0) = 1:

1=A+332⟹A=29321 = A + \frac{3}{32} \qquad\Longrightarrow\qquad A = \frac{29}{32}i(t)=332+2932 e−325t A\boxed{i(t) = \frac{3}{32} + \frac{29}{32}\,e^{-\frac{32}{5}t}\ \mathrm{A}}
+−1 V4 Ω6 Ω−+v4 ΩL: curtoiv(∞) = 1 · 2,4/6,4 = 0,375 V · i(∞) = 3/32 ≈ 0,094 A

Em t→∞t \to \infty. O indutor volta a ser fio: o 6 Ω6\ \Omega e o 4 Ω4\ \Omega ficam em paralelo (2,4 Ω2{,}4\ \Omega), vf=0,375 Vv_f = 0{,}375\ \mathrm{V} e if=0,375/4=3/32 Ai_f = 0{,}375/4 = 3/32\ \mathrm{A}.

Passo 6 — a tensão. De v=4i+di/dtv = 4i + di/dt, com didt=−295 e−325t\dfrac{di}{dt} = -\dfrac{29}{5}\,e^{-\frac{32}{5}t}:

v=38+(298−295)e−325tv = \frac{3}{8} + \left(\frac{29}{8} - \frac{29}{5}\right)e^{-\frac{32}{5}t}v(t)=38−8740 e−325t≈0,375−2,175 e−6,4t V\boxed{v(t) = \frac{3}{8} - \frac{87}{40}\,e^{-\frac{32}{5}t} \approx 0{,}375 - 2{,}175\,e^{-6,4t}\ \mathrm{V}}

Conferência — τ=LReq=14+(4∥6)=16,4\tau = \dfrac{L}{R_{eq}} = \dfrac{1}{4 + (4 \parallel 6)} = \dfrac{1}{6{,}4} s, e de fato s=−6,4s = -6{,}4 ✔ Em t=0t = 0: i=1i = 1 A e v=−1,8v = -1{,}8 V, o que fecha a relação 3=5v+12i3 = 5v + 12i: 5(−1,8)+12=35(-1{,}8) + 12 = 3 ✔ Em t→∞t \to \infty o indutor volta a ser fio, o 6 Ω6\ \Omega e o 4 Ω4\ \Omega ficam em paralelo (2,4 Ω2{,}4\ \Omega) e v→1⋅2,46,4=0,375v \to 1 \cdot \frac{2{,}4}{6{,}4} = 0{,}375 V, com i→0,375/4=0,094i \to 0{,}375/4 = 0{,}094 A ✔

Sobre o gabarito — a resolução da prova monta a equação certa, mas erra a constante na última linha: escreve A=3232−332=−132A = \frac{32}{32} - \frac{3}{32} = -\frac{1}{32}, quando essa subtração dá 2932\frac{29}{32}. Com o −1/32-1/32 a resposta daria i(0)=2/32i(0) = 2/32, e não 11 A. Os valores acima usam A=29/32A = 29/32.

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Questão 692º EE2017.1 · 2ª chamadaSuperamortecido · Dois ramos RL e RC em paralelo4 ptsVer material

Encontre v(t)v(t) e i(t)i(t) para t>0t > 0, sabendo que v(0)=2 Vv(0) = 2\ \mathrm{V} e i(0)=1 Ai(0) = 1\ \mathrm{A}.

2 A4 Ω2 Hi8 Ω1/4 F−+viC

Dois ramos em série pendurados na mesma fonte de corrente: um RLRL e um RCRC. A LKC amarra as duas correntes (i+iC=2i + i_C = 2) e a LKT iguala as duas tensões de ramo — daí sai uma equação de segunda ordem com raízes −3±7-3 \pm \sqrt{7}.

Gabarito

v(t)=8−5,65 e−0,354t−0,35 e−5,646t Vv(t) = 8 - 5{,}65\,e^{-0,354t} - 0{,}35\,e^{-5,646t}\ \mathrm{V}

i(t)=2−0,5 e−0,354t−0,5 e−5,646t Ai(t) = 2 - 0{,}5\,e^{-0,354t} - 0{,}5\,e^{-5,646t}\ \mathrm{A}

Passo a passo

Passo 1 — as duas leis. A LKC no nó de cima e a igualdade das tensões dos dois ramos:

2=i+iC4 i+2didt=8 iC+viC=14dvdt2 = i + i_C \qquad\qquad 4\,i + 2\frac{di}{dt} = 8\,i_C + v \qquad\qquad i_C = \frac14\frac{dv}{dt}

Passo 2 — elimine ii. Da LKC, i=2−iC=2−14dvdti = 2 - i_C = 2 - \dfrac14\dfrac{dv}{dt}, e portanto didt=−14d2vdt2\dfrac{di}{dt} = -\dfrac14\dfrac{d^2v}{dt^2}. Levando na LKT:

4(2−14dvdt)−12d2vdt2=2dvdt+v4\left(2 - \frac14\frac{dv}{dt}\right) - \frac12\frac{d^2v}{dt^2} = 2\frac{dv}{dt} + v8−dvdt−12d2vdt2=2dvdt+v×(−2)d2vdt2+6dvdt+2 v=168 - \frac{dv}{dt} - \frac12\frac{d^2v}{dt^2} = 2\frac{dv}{dt} + v \qquad \times (-2) \qquad \frac{d^2v}{dt^2} + 6\frac{dv}{dt} + 2\,v = 16

Passo 3 — resposta natural. De s2+6s+2=0s^2 + 6s + 2 = 0:

s=−6±36−82=−3±7⟹s1=−0,354s2=−5,646s = \frac{-6 \pm \sqrt{36 - 8}}{2} = -3 \pm \sqrt7 \qquad\Longrightarrow\qquad s_1 = -0{,}354 \quad s_2 = -5{,}646

Duas raízes reais distintas: superamortecido.

2 A: aberto4 Ω2 H8 Ω1/4 FRLC série: α = R/2L = 12/4 = 3 · ω₀² = 1/LC = 2

Fonte desligada. A fonte de corrente vira aberto, e os dois ramos fecham um laço só: um RLC série com R=4+8=12 ΩR = 4 + 8 = 12\ \Omega. Daí α=3\alpha = 3, ω02=2\omega_0^2 = 2 e s=−3±9−2=−3±7s = -3 \pm \sqrt{9 - 2} = -3 \pm \sqrt7.

Passo 4 — resposta forçada. 2K=162K = 16, logo vf=8 Vv_f = 8\ \mathrm{V} — em regime o capacitor abre, os 2 A2\ \mathrm{A} vão todos pelo ramo do indutor e v=4⋅2=8 Vv = 4 \cdot 2 = 8\ \mathrm{V}.

2 A4 ΩL: curtoi8 Ω: i = 0C: aberto−+vi(∞) = 2 A · v(∞) = 4 · 2 = 8 V

Em t→∞t \to \infty. Capacitor aberto, indutor em fio: os 2 A2\ \mathrm{A} vão todos pelo 4 Ω4\ \Omega, o 8 Ω8\ \Omega não conduz e o capacitor fica com a tensão do ramo, vf=8 Vv_f = 8\ \mathrm{V}.

Passo 5 — a primeira equação. De v(0)=2v(0) = 2:

A1+A2=2−8=−6A_1 + A_2 = 2 - 8 = -6

Passo 6 — a segunda. A corrente inicial dá a derivada da tensão, pela LKC:

dv(0)dt=4 iC(0)=4(2−i(0))=4⟹s1A1+s2A2=4\frac{dv(0)}{dt} = 4\,i_C(0) = 4\left(2 - i(0)\right) = 4 \qquad\Longrightarrow\qquad s_1 A_1 + s_2 A_2 = 4

As duas equações têm uma solução bonita: como s1+s2=−6s_1 + s_2 = -6 e s1s2=2s_1 s_2 = 2, basta tomar

A1=s2=−3−7≈−5,65A2=s1=−3+7≈−0,35A_1 = s_2 = -3 - \sqrt7 \approx -5{,}65 \qquad\qquad A_2 = s_1 = -3 + \sqrt7 \approx -0{,}35

(de fato A1+A2=−6A_1 + A_2 = -6 e s1A1+s2A2=2 s1s2=4s_1A_1 + s_2A_2 = 2\,s_1s_2 = 4 ✓)

v(t)=8−5,65 e−0,354t−0,35 e−5,646t V\boxed{v(t) = 8 - 5{,}65\,e^{-0,354t} - 0{,}35\,e^{-5,646t}\ \mathrm{V}}
2 A4 Ωi = 1 A8 Ω+−v = 2 ViCiC(0⁺) = 2 − 1 = 1 A → dv/dt(0) = 1/(1/4) = 4 V/s

Em t=0+t = 0^+. O indutor vira fonte de 1 A1\ \mathrm{A} e o capacitor fonte de 2 V2\ \mathrm{V}. Pela LKC, o ramo do capacitor leva o que sobra, iC=2−1=1 Ai_C = 2 - 1 = 1\ \mathrm{A}, e dv(0)/dt=4⋅1=4 V/sdv(0)/dt = 4 \cdot 1 = 4\ \mathrm{V/s}.

Passo 7 — a corrente. Como A1s1=A2s2=s1s2=2A_1 s_1 = A_2 s_2 = s_1 s_2 = 2, a derivada fica simétrica:

dvdt=2(e−0,354t+e−5,646t)\frac{dv}{dt} = 2\left(e^{-0,354t} + e^{-5,646t}\right)i=2−14dvdt⟹i(t)=2−0,5 e−0,354t−0,5 e−5,646t Ai = 2 - \frac14\frac{dv}{dt} \qquad\Longrightarrow\qquad \boxed{i(t) = 2 - 0{,}5\,e^{-0,354t} - 0{,}5\,e^{-5,646t}\ \mathrm{A}}

Conferência — em t=0t = 0: v=8−5,65−0,35=2v = 8 - 5{,}65 - 0{,}35 = 2 V ✔ e i=2−0,5−0,5=1i = 2 - 0{,}5 - 0{,}5 = 1 A ✔ Em t→∞t \to \infty: v→8v \to 8 V e i→2i \to 2 A, os 2 A2\ \mathrm{A} inteiros pelo ramo do indutor ✔ Confere com a equação da resolução da prova (que para na EDO, sem fechar as constantes).

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