O circuito abaixo está em regime permanente em t=0−. Determine i1, i2, dv/dt e di/dt em t=0+.
A chave está fechada antes de t=0 e abre em t=0 — é o que a resolução da prova mostra. Depois da abertura a fonte sai do circuito, e o que sobra é o 8Ω, o indutor, o 2Ω e o capacitor se descarregando.
Passo 1 — circuito em t=0− (chave fechada, regime permanente): o indutor vira fio e o capacitor vira circuito aberto. Com o indutor curto-circuitando os dois nós de cima, o 8Ω fica em paralelo com o 2Ω da direita:
8∥2=1016=1,6Ω⟹iT=2+1,618=5Avnoˊ=1,6⋅5=8V
Daí, o que importa guardar:
i(0−)=28=4Av(0−)=8V
Em t=0−. Chave fechada, indutor em curto, capacitor aberto. O 8Ω fica em paralelo com o 2Ω da direita (1,6Ω), a fonte entrega 18/3,6=5A e o nó de cima fica em 8V.
Passo 2 — continuidade:
i(0+)=4Av(0+)=8V
Passo 3 — circuito em t=0+ (chave aberta): o indutor vira fonte de corrente de 4A e o capacitor, fonte de tensão de 8V. Sem a fonte de 18V, o único caminho para os 4A do indutor voltarem é o 8Ω:
i1(0+)=−i(0+)=−4A
O sinal é negativo porque a corrente sobe pelo 8Ω, contra a seta de i1.
Em t=0+. O indutor é uma fonte de 4A e o capacitor, uma de 8V. Os 4A só voltam pelo 8Ω, subindo (i1=−4A, nó da esquerda em −32V); à direita o 2Ω absorve os 4A inteiros e não sobra nada para o capacitor.
Passo 4 — i2 e a derivada da tensão. O 2Ω da direita está direto sobre o capacitor:
i2(0+)=2v(0+)=28=4A
A LKC no nó do capacitor dá i=i2+iC, logo
iC(0+)=4−4=0⟹dtdv(0+)=CiC(0+)=0
Passo 5 — a derivada da corrente. A tensão sobre o indutor é a diferença entre os dois nós. O nó da esquerda está em −8×4=−32V (os 4Asobem pelo 8Ω) e o da direita em +8V:
vL(0+)=−32−8=−40V⟹dtdi(0+)=4−40=−10A/s
Conferência — os sinais contam a história certa: a corrente do indutor vai cair (derivada negativa), porque sem a fonte não há nada que a sustente; e a tensão do capacitor começa plana, porque naquele instante toda a corrente do indutor é absorvida pelo 2Ω ✔
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Questão 022º EE2018.1Primeira ordem · Chave comutadora entre duas fontes3 ptsVer material
Determine a função i(t) para t>0, dado que o circuito está em regime permanente em t=0−.
No original a comutação é feita por uma chave de duas posições; aqui ela aparece como duas chaves complementares — uma abre e a outra fecha no mesmo instante, o que é a mesma coisa. Antes de t=0 manda a fonte de 20V; depois, a de 50V.
Gabarito
i(t)=5−3e−10t/3A, para t>0 (com v(t)=30−18e−10t/3V)
Passo a passo
Passo 1 — condição inicial, com a fonte de 20V. Em regime permanente o capacitor é circuito aberto, então os 4Ω e 6Ω ficam em série:
i(0−)=4+620=2A⟹v(0−)=6⋅2=12V
Pela continuidade, v(0+)=12V.
Em t=0−. Só a fonte de 20V age, e o capacitor está aberto: 4Ω e 6Ω em série, i=20/10=2A e v=6⋅2=12V.
Passo 2 — valor final, com a fonte de 50V. De novo o capacitor abre:
i(∞)=1050=5A⟹v(∞)=6⋅5=30V
Em t→∞. Agora age a fonte de 50V e o ramo de 20V ficou pendurado. Capacitor aberto de novo: i=50/10=5A e v=30V.
Passo 3 — constante de tempo. Desativando a fonte de 50V, o capacitor vê os 4Ωem paralelo com os 6Ω:
Req=4∥6=2,4Ω⟹τ=2,4⋅81=0,3s⟹τ1=310s−1
A constante de tempo. Fonte de 50V desligada (vira fio): pelos terminais do capacitor, o 4Ω e o 6Ω ficam em paralelo, Req=2,4Ω e τ=2,4⋅81=0,3s.
Passo 4 — a fórmula dos três valores, aplicada a v (que é a grandeza contínua):
v(t)=30+(12−30)e−t/0,3=30−18e−10t/3V
Passo 5 — de v para i, que é a corrente do 6Ω:
i(t)=6v(t)=5−3e−10t/3A
Conferência — em t=0: i=5−3=2A, igual ao valor de 0− (a corrente do 6Ω é contínua aqui porque v é) ✔ Para t grande, i→5A ✔ Este é exatamente o resultado da resolução da prova, que chega nele montando a equação diferencial 3dv/dt+10v=300.
Determine as funções v(t) e i(t) para t>0, dado que o circuito está em regime permanente em t=0−.
A chave está em paralelo com o 3Ω: fechada, ela o curto-circuita. Ao abrir em t=0, o 3Ω entra no caminho — e o indutor e o capacitor, que estão em paralelo, formam um circuito de 2ª ordem.
Gabarito
i(t)=2+(3+6t)e−2tA · v(t)=−60te−2tV, para t>0
Passo a passo
Passo 1 — condições iniciais. Com a chave fechada o 3Ω está curto-circuitado, e em regime permanente o indutor é fio e o capacitor é aberto. O indutor põe o nó em 0V, então o 2Ω não conduz e toda a fonte vai para o indutor:
i(0)=5Av(0)=0V
Em t=0−. Chave fechada (o 3Ω está em curto), indutor em fio, capacitor aberto. O indutor prende o nó em 0V: o 2Ω não conduz e os 5A vão todos para o indutor.
Passo 2 — o circuito para t>0. Com a chave aberta, a fonte de 5A em paralelo com o 2Ω equivale a 10V em série com 2Ω; somando o 3Ω, o par L–C é alimentado por 10V através de 5Ω.
O circuito para t>0. Chave aberta: a fonte de 5A com o 2Ω vira 10V em série com 2Ω, e o 3Ω soma em série. O par L–C, em paralelo, é alimentado por 10V através de 5Ω.
Passo 3 — a equação diferencial. Com v=Ldi/dt=5di/dt e iC=Cdv/dt=201dv/dt, a LKC no nó do capacitor dá
510−v=i+201dtdv
Substituindo v e multiplicando por 4:
dt2d2i+4dtdi+4i=8
Passo 4 — as frequências naturais. Comparando com a forma padrão, 2α=4 e ω02=4:
α=2=ω0⟹criticamente amortecido,s1=s2=−2
RLC paralelo. Com a fonte de 10V desligada (vira fio), o 5Ω fica em paralelo com L e C: α=2RC1=2⋅5⋅1/201=2 e ω0=LC1=5/201=2 — os mesmos da equação, caso crítico.
Passo 5 — resposta completa. A forçada é if=8/4=2A, e a natural do caso crítico é (A1+A2t)e−2t:
i(t)=2+(A1+A2t)e−2t
Passo 6 — as duas constantes. De i(0)=5:
2+A1=5⟹A1=3
E da derivada, usando v(0)=0=5dtdi(0), ou seja di(0)/dt=0:
Conferência —v(0)=0 ✔, i(0)=5A ✔, e para t grande i→2A — exatamente 10/5, o regime permanente do circuito novo ✔ A tensão é negativa para t>0, e tem de ser: a corrente do indutor está caindo de 5 para 2A, logo Ldi/dt<0. É o resultado que a resolução da prova apresenta.
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Questão 042º EE2024.1Condições iniciais · Três chaveamentos simultâneos3 ptsVer material
O circuito está em regime permanente em t=0−. Determine os valores de v, i, dv/dt e di/dt em 0− e em 0+.
No original há três chaves, duas delas comutadoras. Pela resolução da prova, antes de t=0 valem a fonte de 20V e a de 5A, com a chave do trilho aberta; depois de t=0 valem a de 50V e a de 10A, com a chave do trilho fechada.
Gabarito
Em 0−: v=10V, i=5A, dv/dt=0, di/dt=0
·
Em 0+: v=10V, i=5A, dv/dt=36V/s, di/dt=17,5A/s
Passo a passo
Passo 1 — circuito em 0−. Fonte de 20V, chave do trilho aberta, fonte de 5A. Regime permanente: capacitor aberto, indutor em fio. Com a chave do trilho aberta, o circuito se parte em dois pedaços independentes.
Pedaço da esquerda:20V em série com 2Ω, alimentando o 2Ω vertical (o capacitor não conduz):
v(0−)=20⋅2+22=10V
Pedaço da direita: os 5A só têm o indutor (que é um fio) para escoar, porque o ramo dos dois 5Ω termina no mesmo potencial nos dois lados:
i(0−)=5A
E as duas derivadas em 0− são nulas, porque em regime permanente nada varia:
iC(0−)=0⇒dtdv(0−)=0vL(0−)=0⇒dtdi(0−)=0
Em t=0−. Fonte de 20V, chave do trilho aberta, fonte de 5A; capacitor aberto e indutor em curto. À esquerda, o divisor dá v=10V; à direita, o indutor curto-circuita o ramo dos dois 5Ω e leva os 5A inteiros.
Passo 2 — continuidade:v(0+)=10V e i(0+)=5A.
Passo 3 — circuito em 0+. Agora: 50V, chave do trilho fechada, 10A. O capacitor vira fonte de 10V e o indutor, fonte de 5A. Com a chave fechada, os dois 5Ω e o 2Ω passam a compartilhar o mesmo nó de 10V:
i2Ω=210=5Ai5Ω,vert=510=2A
A fonte de 50V entrega, pelo 2Ω de cima,
iT=250−10=20A
Em t=0+. Fonte de 50V, chave do trilho fechada, fonte de 10A; o capacitor é uma fonte de 10V e o indutor, uma de 5A. Pelo 2Ω de cima chegam 20A; da direita, 10−5=5A pelo 5Ω horizontal; saem 5A e 2A pelos resistores verticais, e sobram 18A para o capacitor.
Passo 4 — a derivada da tensão. No nó do capacitor: chegam 20A da fonte e mais o que vem da direita pelo 5Ω horizontal; saem 5A pelo 2Ω, 2A pelo 5Ω vertical e iC pelo capacitor.
Do lado direito, o nó do indutor recebe 10A da fonte e escoa 5A pelo indutor — sobram 5A, que vêm pelo 5Ω horizontal para a esquerda. Logo
Passo 5 — a derivada da corrente. Os 5A atravessam o 5Ω horizontal da direita para a esquerda, então o nó do indutor está 5×5=25V acima do nó do capacitor:
vL(0+)=10+25=35V⟹dtdi(0+)=235=17,5A/s
Conferência — as duas grandezas de estado (v e i) não saltam, e as duas derivadas saltam de zero para valores grandes: é exatamente o que se espera de um circuito que sai do repouso quando três chaves agem ao mesmo tempo ✔ Todos os números conferem com a resolução da prova.
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Questão 052º EE2023.2Condições iniciais · Duas chaves que fecham juntas3 ptsVer material
O circuito está em regime permanente em t=0−. Determine os valores de v, i e di/dt em 0− e em 0+.
Pela convenção da apostila (seção 4.3), é a seta que manda. Na chave da esquerda ela aponta para longe do contato: a chave está fechada antes de t=0 e abre no instante zero, tirando a fonte de 80V do circuito. Na da direita a seta aponta para o contato: ela está aberta antes e fecha em t=0, trazendo a fonte de 10A. A troca é completa: uma fonte sai, a outra entra.
Gabarito
Em 0−: v=0, i=8A, di/dt=0
·
Em 0+: v=10V, i=8A, di/dt=−15A/s
Passo a passo
Passo 1 — circuito em 0− (chave da esquerda fechada, chave da direita aberta, regime permanente, indutor vira fio).
Esquerda e meio: a fonte de 80V com o 10Ω chega ao nó do indutor, que, sendo um fio, põe esse nó em 0V. Toda a corrente desce pelo indutor —
i(0−)=1080=8A
e o 5Ω e o 10Ω do meio, com as duas pontas em 0V, não conduzem:
v(0−)=0
Direita: a fonte de 10A com o seu 10Ω, isolada pela chave aberta, não influencia nada do que se pede.
E como estamos em regime permanente, vL(0−)=0, logo
dtdi(0−)=0
Em t=0−. O indutor é um fio e põe o nó dele em 0V: toda a corrente da fonte de 80V desce por ele, e o 5Ω e o 10Ω do meio, sem tensão, não conduzem. A fonte de 10A fica isolada pela chave aberta.
Passo 2 — continuidade:i(0+)=8A.
Passo 3 — circuito em 0+ (a chave da esquerda abriu e a da direita fechou). A fonte de 80V e o seu 10Ω saem do circuito; o indutor vira fonte de corrente de 8A, e a fonte de 10A passa a alimentar o meio. O nó do indutor agora só se liga ao 5Ω, então toda a corrente do indutor vem por ele:
i5Ω=8A(da direita para a esquerda)
No nó da direita, os dois 10Ω ficam em paralelo (mesma tensão v) e a LKC é
10=10v+10v+8⟹5v=2⟹v(0+)=10V
Passo 4 — a derivada. Os 8A atravessam o 5Ωda direita para a esquerda, então
v5Ω=5⋅8=40V
e a LKT no laço que contém o indutor, o 5Ω e o 10Ω dá
vL(0+)=v−v5Ω=10−40=−30Vdtdi(0+)=2−30=−15A/s
Em t=0+. O ramo de 80V saiu, e o indutor é uma fonte de 8A. Os dois 10Ω ficam em paralelo com a fonte de 10A; dos 10A, 8 seguem pelo 5Ω para o indutor e sobra 1A para cada 10Ω.
Conferência — a LKC no nó da direita fecha: 10=1+1+8 ✔ E o sinal negativo da derivada faz sentido: sem a fonte de 80V, o indutor passa a empurrar sua corrente contra o 5Ω e os dois 10Ω, e ela começa a cair. Todos os valores conferem com a resolução da prova.
Sobre a leitura das chaves — esta questão já esteve no site com as duas chaves fechando em t=0. Assim, a fonte de 80V ficaria ligada depois do chaveamento e a resposta não fecharia: daria v(0+)=37,5V, e não os 10V da resolução da prova. A seta da chave da esquerda, no original, aponta para longe do contato: ela abre.
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Questão 062º EE2023.2Primeira ordem · Chave que abre e insere um resistor3 ptsVer material
Determine a tensão v para t>0, dado que o circuito está em regime permanente em t<0.
A chave está em paralelo com o segundo 4Ω: fechada, ela o curto-circuita. Ao abrir em t=0 ela insere o resistor no caminho, o que dobra a resistência do laço e derruba a corrente à metade.
Gabarito
v(t)=8+8e−16tV, para t>0 (com i(t)=2(1+e−16t)A)
Passo a passo
Passo 1 — condição inicial. Com a chave fechada o segundo 4Ω está curto-circuitado, e em regime permanente o indutor é um fio. Sobra a fonte com o primeiro 4Ω:
i(0)=416=4A
Em t=0−. Chave fechada: o segundo 4Ω está em curto. Com o indutor em fio, só o primeiro 4Ω limita a corrente, i=16/4=4A.
Passo 2 — a equação para t>0. Chave aberta, os dois 4Ω em série com o indutor. A LKT dá
16=4i+4i+21dtdi⟹dtdi+16i=32
Passo 3 — resposta natural e forçada. A característica é s+16=0, logo s=−16 e in=Ae−16t. A forçada é constante:
16if=32⟹if=2A
que é o mesmo que a fórmula dos três valores daria: i(∞)=16/8=2A e τ=L/R=81/2=161s.
Em t→∞. Chave aberta, indutor em fio de novo: os dois 4Ω em série dividem a fonte ao meio, i=2A e v=8V.
A constante de tempo. Fonte desligada (vira fio): o indutor vê os dois 4Ω em série, Req=8Ω, e τ=81/2=161s — o mesmo s=−16 da equação característica.
Passo 4 — a constante, imposta na resposta completa:
Passo 5 — a tensão pedida é a do segundo 4Ω, que conduz a mesma i:
v(t)=4i(t)=8+8e−16tV
Conferência — em t=0: v=16V, que é toda a tensão da fonte, porque naquele instante a corrente ainda é 4A e o primeiro 4Ω também cai 16V… na verdade a soma fecha com vL(0+)=16−16−16=−16V, coerente com a corrente caindo ✔ Para t grande, v→8V, metade da fonte, como manda o divisor de dois resistores iguais ✔
Determinar a tensão v e a corrente i para t>0, para ig(t)=2u(t)A.
ig=2u(t) significa fonte de 2A ligada em t=0 — antes disso ela vale zero, e o circuito está em repouso completo. Dois armazenadores que não se associam (L no ramo do 4Ω, C no outro): 2ª ordem.
Passo 1 — condições iniciais. Para t<0 a fonte vale zero e nada está carregado:
i(0)=0v(0)=0
Em t=0+. A fonte acabou de ligar, mas nada está carregado: o indutor é uma fonte de 0A (aberto) e o capacitor, uma de 0V (curto). Os 2A vão inteiros para o capacitor, dv(0+)/dt=2/(1/5)=10V/s.
Passo 2 — as duas relações. A LKT no ramo do 4Ω com o indutor, cuja tensão total é a do capacitor:
v=4i+dtdi
E a LKC no nó de cima, com a fonte já valendo 2A:
2=i+51dtdv
Passo 3 — elimine v. Substituindo a primeira na segunda e multiplicando por 5:
dt2d2i+4dtdi+5i=10
Passo 4 — as frequências naturais. Comparando com a forma padrão, 2α=4 e ω02=5:
RLC série. Com a fonte de corrente desligada (aberta), sobra um laço só com o 4Ω, o indutor e o capacitor: α=2LR=2 e ω0=LC1=5 — os mesmos da equação.
Passo 5 — resposta completa. A forçada é if=10/5=2A:
i(t)=2+e−2t(A1cost+A2sent)
Em t→∞. Indutor em fio, capacitor aberto: os 2A da fonte atravessam o 4Ω, e é esse o valor forçado, if=2A, com v=8V.
Passo 6 — as duas constantes, impostas na resposta completa. De i(0)=0:
Conferência — em t=0: i=2−2=0 ✔ e v=8−8=0 ✔ Para t grande, o indutor vira fio e o capacitor abre, então toda a fonte atravessa o 4Ω: i→2A e v→8V ✔ Com ωd=1rad/s o período é 2π≈6,3s, e o envelope e−2t apaga tudo em ≈2,5s — menos de meia oscilação aparece. Confere com a resolução da prova.
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Questão 082º EE2022.2Condições iniciais · Capacitor por cima de dois resistores3 ptsVer material
Se o circuito está em regime permanente em t=0−, determine os valores de i, v, dv/dt e di/dt em 0− e em 0+.
A chave é um ramo vertical que curto-circuita a fonte: pela convenção da apostila ela está aberta antes de t=0 e fecha no instante zero. E o capacitor liga, por cima, o nó de saída da fonte ao nó do indutor.
Gabarito
Em 0−: i=4A, v=−30V, dv/dt=0, di/dt=0
·
Em 0+: i=4A, v=−30V, dv/dt=40V/s, di/dt=−6A/s
Passo a passo
Passo 1 — circuito em 0− (chave aberta; capacitor aberto, indutor em fio). Toda a fonte atravessa o primeiro 3Ω e chega ao nó do 6Ω, onde se divide entre o 6Ω e o ramo ”3Ω + indutor em curto”:
i(0−)=6+36⋅6=4A
Os potenciais: vA=6(3+6∥3)=6⋅5=30V no nó da esquerda e 0 no nó do indutor. Com o + do capacitor à direita:
v(0−)=0−30=−30V
E em regime permanente as duas derivadas são nulas:
iC(0−)=0⇒dtdv(0−)=0vL(0−)=0⇒dtdi(0−)=0
Em t=0−. Chave aberta, capacitor aberto, indutor em fio. Os 6A atravessam o primeiro 3Ω e se dividem: 4A pelo ramo do indutor, 2A pelo 6Ω. O nó da esquerda fica em 30V e o do indutor em 0, daí v=−30V.
Passo 2 — continuidade:i(0+)=4A e v(0+)=−30V.
Passo 3 — circuito em 0+. A chave fecha, o capacitor vira fonte de 30V (com o + à direita) e o indutor, fonte de 4A. Chamando i1 a corrente do primeiro 3Ω, i2 a do 6Ω e i3 a do segundo 3Ω, as leis dão
3i1+3i3=303i1+6i2=0i1=i2+i3
De onde i1=−2i2, i3=−3i2 e, substituindo na primeira, 5i1=20:
i1=4A,i2=−2A,i3=6A
Em t=0+. A chave põe o nó da esquerda em 0V (e curto-circuita a fonte); o capacitor é uma fonte de 30V com o + à esquerda, então o nó do indutor está em −30V, e o indutor é uma fonte de 4A. As correntes saem i1=4A, i2=−2A (sobe pelo 6Ω) e i3=6A; no nó do indutor sobram 2A para o capacitor.
Passo 4 — as duas derivadas. A corrente do capacitor é o que sobra no nó do indutor:
iC(0+)=i3−i=6−4=2A⟹dtdv(0+)=1/202=40V/s
E a tensão do indutor sai da LKT no laço do 6Ω com o segundo 3Ω:
Conferência —i2 dá negativo, ou seja a corrente sobe pelo 6Ω: com a chave fechada quem manda no circuito é o capacitor carregado, não mais a fonte. Todos os valores conferem com a resolução da prova.
Determinar a corrente i e a tensão v para t>0, sabendo que o circuito está em regime permanente em t=0−.
Mesmo circuito do 2º quesito de 2023.2 — lá se pedia a tensão no resistor; aqui, a do indutor. E ela é a grandeza que salta em t=0, o que muda toda a conferência.
Gabarito
i(t)=2+2e−16tA · v(t)=−16e−16tV, para t>0
Passo a passo
Passo 1 — condição inicial. Com a chave fechada o segundo 4Ω está curto-circuitado, e o indutor em regime é um fio:
i(0)=416=4A
Regime permanente antes da chave. A chave fechada põe o segundo 4Ω em curto e o indutor é um fio: só o primeiro 4Ω limita a corrente, i(0−)=4A.
Passo 2 — a equação para t>0. Chave aberta, os dois 4Ω em série com o indutor:
8i+21dtdi=16⟹dtdi+16i=32
O que o indutor enxerga depois de t=0. Com a fonte desligada e a chave aberta, os dois 4Ω ficam em série: Req=8Ω e τ=81/2=161s, que é o s=−16 da equação.
Passo 4 — a tensão do indutor, direto da relação do elemento:
v=21dtdi=21(−32e−16t)=−16e−16tV
Conferência —vsalta: valia 0 em 0− (regime permanente, indutor é fio) e vale −16V em 0+. E tem de valer, pela LKT: em 0+ a corrente ainda é 4A, os dois 4Ω juntos caem 32V, e a fonte só tem 16V — a diferença de −16V é exatamente o indutor ✔ O sinal negativo é a assinatura da corrente caindo de 4 para 2A. Confere com a resolução da prova.
O salto em 0+. O indutor segura os 4A e vira fonte de corrente; os dois 4Ω caem 32V e a LKT deixa para ele v(0+)=16−32=−16V.
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Questão 102º EE2022.2Segunda ordem · Criticamente amortecido com condições dadas4 ptsVer material
Determinar a tensão v e a corrente i para t>0, dado que ig(t)=10A, v(0)=5V e i(0)=2A.
O indutor e o capacitor ficam no mesmo par de nós — em paralelo —, e não se associam entre si: circuito de 2ª ordem. O enunciado já entrega as duas condições iniciais, o que economiza o passo do circuito em 0+.
Gabarito
i(t)=4−(2+3t)e−2tA · v(t)=5(1+6t)e−2tV, para t>0
Passo a passo
Passo 1 — simplifique a fonte. Os 10A em paralelo com o 2Ω equivalem a 20V em série com 2Ω; somando o 3Ω, o par L–C é alimentado por 20V através de 5Ω.
A fonte simplificada.10A em paralelo com 2Ω viram 20V em série com 2Ω; somado o 3Ω, o par L–C é alimentado por 20V através de 5Ω.
Passo 2 — a equação. Com v=5di/dt e iC=201dv/dt, a LKC no nó do capacitor dá
520−v=i+201dtdv
Substituindo v e multiplicando por 4:
dt2d2i+4dtdi+4i=16
Passo 3 — as frequências naturais.2α=4 e ω02=4:
α=ω0=2⟹criticamente amortecido,s1=s2=−2
O RLC paralelo. Desligando a fonte equivalente, o 5Ω fica em paralelo com L e C: α=2RC1=2⋅5⋅1/201=2 e ω0=LC1=5/201=2 — iguais, criticamente amortecido.
Passo 4 — resposta completa. Forçada if=16/4=4A:
i(t)=4+(A1+A2t)e−2t
Passo 5 — as duas constantes. De i(0)=2:
4+A1=2⟹A1=−2
E da derivada, usando v(0)=5=5dtdi(0), ou seja di(0)/dt=1A/s:
A2−2A1=1⟹A2=−3i(t)=4−(2+3t)e−2tA
Passo 6 — a tensão:
v=5dtdi=5[−3e−2t+2(2+3t)e−2t]=5(1+6t)e−2tV
Conferência —i(0)=4−2=2A ✔ e v(0)=5V ✔ Para t grande, o indutor vira fio e o capacitor abre, então toda a corrente equivalente atravessa: i→20/5=4A e v→0 ✔ Note que vsobe antes de cair — o termo 30te−2t tem máximo em t=0,5s: é o capacitor sendo carregado enquanto a corrente do indutor ainda não chegou ao valor final. Confere com a resolução da prova.
t→∞. O indutor vira fio e o capacitor abre: toda a corrente da fonte equivalente passa pelo indutor, i→4A, e o fio põe v→0.
O circuito está em regime permanente em t=0−. Determine v(0+), i(0+), dv(0+)/dt e di(0+)/dt.
A chave é um ramo para o fio de baixo: fechada, ela aterra o nó da esquerda. Pela seta ela está fechada antes de t=0 e abre no instante zero, soltando aquele nó. O 8Ω e o capacitor ligam o mesmo par de nós.
Passo 1 — circuito em 0− (chave fechada, regime permanente: capacitor aberto, indutor em fio). Com a chave fechada o nó da esquerda está em 0V, e a fonte de 10V fixa o nó da direita:
v(0−)=0−10=−10V
O indutor, sendo fio, põe o nó do 2Ω também em 10V:
i(0−)=210=5A
Regime permanente com a chave fechada. O nó da esquerda está aterrado e a fonte de 10V fixa o da direita: v(0−)=0−10=−10V. O indutor em curto leva os 10V ao 2Ω: i(0−)=5A. A fonte de 5A escoa toda pela chave.
Passo 2 — continuidade:
v(0+)=−10Vi(0+)=5A
Passo 3 — circuito em 0+. A chave abre. O capacitor vira fonte de −10V (com o + à esquerda), o que mantém o nó da esquerda em 10+(−10)=0V; o indutor vira fonte de 5A.
O circuito em 0+. Capacitor como fonte de −10V (o + à esquerda), indutor como fonte de 5A. O nó da esquerda fica em 10+(−10)=0: recebe 5A da fonte e 10/8=1,25A pelo 8Ω, e tudo atravessa o capacitor.
Passo 4 — a derivada da tensão. LKC no nó da esquerda, que agora só tem três ramos — a fonte de 5A, o 8Ω e o capacitor:
5+vem pelo 8Ω810−0=iC⟹iC(0+)=5+1,25=6,25Adtdv(0+)=CiC=1/106,25=62,5V/s
Passo 5 — a derivada da corrente. O indutor tem 10V à esquerda (a fonte) e, à direita, os 5A sobre o 2Ω dão também 10V:
vL(0+)=10−10=0⟹dtdi(0+)=0
Conferência — as duas grandezas de estado não saltam ✔ e as derivadas contam a história: a tensão do capacitor arranca (a chave que abriu jogou toda a corrente da fonte para dentro dele), enquanto a corrente do indutor fica parada — o ramo dele não sentiu nada, porque a fonte de 10V e o 2Ω continuam iguais. Confere com a resolução da prova.
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Questão 122º EE2022.1Primeira ordem · Quando a condição inicial já é o valor final3 ptsVer material
Determine a tensão v para t>0, dado que v(0)=5V.
A fonte de 1A está em série com o 10Ω: juntas, elas só retiram 1A do nó, e o 10Ω não influencia mais nada. A chave liga o capacitor em t=0.
Gabarito
v(t)=5V — constante, para todo t>0.
Passo a passo
Passo 1 — a equação. Chame i a corrente que vem pelo 5Ω e v o potencial do nó (que é a tensão do capacitor). A LKC dá
i=1+iC
e a LKT no laço da fonte de 10V:
−10+5i+v=0
Substituindo:
5(1+iC)+v=10⟹5iC+v=5
Com iC=201dv/dt:
205dtdv+v=5⟹dtdv+4v=20
O circuito depois de t=0. A LKC no nó de cima reparte i entre a fonte de 1A e o capacitor; a LKT no laço da fonte de 10V amarra i a v. O 10Ω, em série com a fonte de corrente, não entra em nenhuma das duas.
Passo 2 — natural e forçada. A característica é s+4=0, logo s=−4 e vn=Ae−4t. A forçada é constante:
4vf=20⟹vf=5V
A constante de tempo. Com a fonte de tensão em curto e a de corrente aberta (o 10Ω fica pendurado e sai), o capacitor vê só o 5Ω: τ=ReqC=41s, que é o s=−4.
Passo 3 — a constante:
v(t)=Ae−4t+5,v(0)=5=A+5⟹A=0v(t)=5V
O que a questão está ensinando — a condição inicial já era o valor de regime permanente, então a parcela natural nasce com amplitude zero e não há transitório. O capacitor entra no circuito e nada acontece: nem sobe, nem desce.
Vale conferir que é mesmo isso, e não erro de conta. Em regime permanente o capacitor é circuito aberto, então toda a corrente do 5Ω tem de ir para a fonte de 1A:
i=1A⟹v=10−5(1)=5V
Igual ao valor inicial ✔ E a resolução da prova chega no mesmo A=0.
O valor final já é o inicial. Com o capacitor aberto, a corrente do 5Ω só pode ir para a fonte de 1A, e v=10−5=5V — exatamente o v(0) dado.
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Questão 132º EE2021.2Condições iniciais · Comutação de fonte e chave que abre3 ptsVer material
Sabendo que o circuito a seguir encontra-se em regime permanente em t=0−, determine os valores de i, v, dv/dt e di/dt em t=0− e em t=0+.
Duas chaves agem juntas: a da esquerda comuta a alimentação de 20V para 100V, e a do meio abre, separando o nó do 10Ω do resto. A fonte controlada vale 2v1, e v1 é a tensão do próprio 10Ω.
Gabarito
Em 0−: v=20V, i=0, dv/dt=0, di/dt=0
·
Em 0+: v=20V, i=0, dv/dt=160V/s, di/dt=80A/s
Passo a passo
Passo 1 — circuito em 0− (fonte de 20V, chave do meio fechada; capacitor aberto, indutor em fio).
Com a chave do meio fechada, existe um laço fechado que contém só o 10Ω e a fonte controlada:
−v1+2v1=0⟹v1(0−)=0
Ou seja, a fonte controlada vale zero e curto-circuita o seu nó. Então o ramo dos dois 5Ω com o indutor não é alimentado:
i(0−)=0
E o capacitor, aberto, fica com toda a tensão da fonte:
v(0−)=20−0=20V
Em regime permanente, iC=0 e vL=0, logo
dtdv(0−)=0dtdi(0−)=0
Regime permanente com 20V. A chave do meio fechada põe o 10Ω em paralelo com a controlada: v1=2v1 só admite v1=0. A controlada vale zero, o ramo do indutor fica sem alimentação (i=0) e o capacitor aberto segura os 20V.
Passo 2 — continuidade:v(0+)=20V e i(0+)=0.
Passo 3 — circuito em 0+. Agora a fonte é de 100V e a chave do meio abriu. O nó do 10Ω passa a ter só dois ramos: o capacitor e o próprio resistor. Com o capacitor valendo 20V:
v1(0+)=100−20=80V⟹2v1=160V
O circuito em 0+. Fonte de 100V, capacitor como fonte de 20V e chave do meio aberta: o 10Ω fica com v1=80V, e os 8A dele passam todos pelo capacitor. Do outro lado, o indutor é fonte de 0A: o 5Ω horizontal não cai nada e ele recebe os 160V da controlada.
Passo 4 — a derivada da tensão. Toda a corrente do 10Ω vem pelo capacitor:
iC(0+)=10v1=8A⟹dtdv(0+)=1/208=160V/s
Passo 5 — a derivada da corrente. Como i(0+)=0, o 5Ω horizontal não cai tensão, e o indutor recebe inteira a tensão da fonte controlada:
vL(0+)=160V⟹dtdi(0+)=2160=80A/s
Conferência — as duas grandezas de estado ficam paradas em t=0 (20V e 0A) e as duas derivadas saltam de zero para valores grandes: é a assinatura de um circuito que estava morto e acordou. Confere com a resolução da prova.
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Questão 142º EE2021.2Primeira ordem · Pulso de corrente e resposta em dois trechos3 ptsVer material
Determinar a tensão v(t), para t>0, dado que ig(t)=20[u(t)−u(t−5)]A.
ig=20[u(t)−u(t−5)] é um pulso: vale 20A entre t=0 e t=5s, e zero fora disso. Logo há dois intervalos, e o valor da corrente do indutor no fim do primeiro é a condição inicial do segundo.
Para onde o primeiro trecho caminha. Com o indutor em curto, os 20A se dividem entre 10Ω e 5Ω: if=20⋅1510=340A — a forçada do Passo 3.
Passo 4 — a costura em t=5s. A constante de tempo é τ=152≈0,133s, então 5s são cerca de 37 τ: o primeiro trecho chegou ao regime permanente com folga.
i(5)=340(1−e−37,5)≈340A
O que o indutor enxerga. A fonte de corrente desligada é um aberto, e o indutor fica num laço com 10+5=15Ω: τ=152≈0,133s — vale para os dois trechos, porque a fonte de corrente nunca entra nesse cálculo.
Passo 5 — o segundo trecho (t>5), com a fonte desligada. Sem fonte, sobra a resposta natural. A LKT no laço fechado que resta (5Ω, indutor, 10Ω):
5i+10i+2dtdi=0⟹2dtdi+15i=0
— a mesma constante de tempo, porque o indutor continua vendo 10+5=15Ω. Com o relógio zerado em t=5:
i(t)=340e−215(t−5)A⟹v(t)=3200e−215(t−5)V
Conferência — em t=5 os dois trechos dão o mesmo valor, 3200≈66,7V ✔ E note o detalhe que a questão cobra: o expoente do segundo trecho é −(t−5)/τ, não−t/τ — cada trecho tem o seu próprio relógio. Confere com a resolução da prova.
A costura em t=5+. A corrente do indutor não salta: ele vira fonte de 340A e o 5Ω continua com 3200V, o mesmo valor do fim do primeiro trecho.
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Questão 152º EE2021.2Segunda ordem · Subamortecido com comutação de fonte4 ptsVer material
Determinar a tensão v(t) e a corrente i(t) para t>0, dado que o circuito está em regime permanente em t<0.
A chave comuta a alimentação de 20V para 100V em t=0. O ramo 10Ω+2H e o capacitor ficam no mesmo par de nós e não se associam: circuito de 2ª ordem.
Passo 1 — condições iniciais (fonte de 20V, regime permanente: capacitor aberto, indutor em fio). Com o capacitor aberto, os 5Ω e 10Ω ficam em série:
20=15i⟹i(0)=34A⟹v(0)=10i=340V
Regime permanente com 20V. Capacitor aberto e indutor em curto deixam um só caminho, 5+10=15Ω: i(0)=34A, e o capacitor fica com a tensão do 10Ω, v(0)=340V.
Passo 2 — a equação para t>0, agora com 100V. Com v=10i+2dtdi e iC=101dtdv, a LKT e a LKC dão
As frequências naturais. Com a fonte em curto, o capacitor vê o 5Ω em paralelo com o ramo 10Ω+2H — não é um RLC série nem paralelo puro, por isso α e ω0 saem da equação (2α=7, ω02=15), e não de fórmula pronta.
O circuito em 0+. O capacitor segura 340V e o indutor 34A; no ramo do indutor, o 10Ω já consome os 340V inteiros e não sobra nada para ele: di(0+)/dt=0.
Passo 6 — a tensão. Derivando e montando v=10i+2di/dt:
Conferência — em t=0: i=6,67−5,33=1,33=34A ✔ e v=66,67−53,33=13,33=340V ✔ Para t grande, i→100/15=6,67A e v→10(6,67)=66,7V ✔ E repare que di/dt começa em zero: é o que o valor de v(0) força, e é de lá que sai A2. Confere com a resolução da prova.
t→∞. O mesmo caminho de 15Ω do Passo 1, agora com 100V: i→320A e v→3200≈66,7V.
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Questão 162º EE2021.1Condições iniciais · Fonte controlada por tensão e duas chaves3 ptsVer material
Sabendo que o circuito a seguir encontra-se em regime permanente em t=0−, determine os valores de i, v, dv/dt e di/dt em t=0− e em t=0+.
Mesmo arranjo do 1º quesito de 2021.2, com outros valores e a fonte controlada agora de corrente. A chave da esquerda comuta 30V→50V; a do meio abre.
Gabarito
Em 0−: v=30V, i=0, dv/dt=0, di/dt=0
·
Em 0+: v=30V, i=0, dv/dt=100V/s, di/dt=60A/s
Passo a passo
Passo 1 — circuito em 0− (fonte de 30V, chave do meio fechada; capacitor aberto, indutor em fio).
Com a chave fechada, o 2Ω e a fonte controlada ficam no mesmo par de nós. Como a fonte vale v1/2 e a tensão sobre o 2Ω é v1, a única solução consistente em regime é
v1(0−)=0
Sem tensão ali, a fonte controlada entrega zero e o ramo dos 3Ω com o indutor não é alimentado:
i(0−)=0v(0−)=30−0=30V
E, em regime permanente,
dtdv(0−)=0dtdi(0−)=0
Regime permanente com 30V. Com a chave do meio fechada, o 2Ω, a controlada e os dois ramos de 3Ω dividem o mesmo nó; a LKC nele, 2v1=2v1+3v1+3v1, só fecha com v1=0. Nada circula à direita e o capacitor aberto segura os 30V.
Passo 2 — continuidade:v(0+)=30V e i(0+)=0.
Passo 3 — circuito em 0+. Fonte de 50V, chave do meio aberta. O capacitor, valendo 30V, deixa o nó do 2Ω em
v1(0+)=50−30=20V⟹2v1=10A
O circuito em 0+. Fonte de 50V, capacitor como fonte de 30V e chave do meio aberta: v1=20V, e os 10A do 2Ω vêm todos pelo capacitor. À direita, a controlada injeta v1/2=10A; com o indutor como fonte de 0A, tudo desce pelo 3Ω vertical, que fica com 30V — a tensão do indutor.
Passo 4 — a derivada da tensão. Com a chave aberta, o nó do 2Ω só tem o capacitor e o resistor, então toda a corrente do 2Ω vem pelo capacitor:
iC(0+)=220=10A⟹dtdv(0+)=1/1010=100V/s
Passo 5 — a derivada da corrente. A fonte controlada injeta 10A; como i(0+)=0, tudo isso vai para o 3Ω vertical, e o 3Ω horizontal não cai tensão:
vL(0+)=3⋅10=30V⟹dtdi(0+)=1/230=60A/s
Conferência — a LKC no nó da direita fecha: entram 10A da controlada, saem 10A pelo 3Ω vertical e 0 pelo horizontal ✔ Confere com a resolução da prova.
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Questão 172º EE2021.1Primeira ordem · Divisor de corrente na condição inicial3 ptsVer material
Determinar a tensão v para t>0, sabendo que o circuito está em regime permanente em t=0−.
A chave é comutadora (no original, um só polo com dois contatos; aqui, as duas metades dela). Antes de t=0 ela liga o 3Ω à fonte de 9A com o 6Ω; em t=0 a seta a leva para baixo, e quem passa a alimentar o 3Ω é a fonte de 5V. A condição inicial sai de um divisor de corrente, porque em regime o indutor é um fio.
Gabarito
v(t)=5+865e−15t/4=5+8,125e−3,75tV, para t>0
Passo a passo
Passo 1 — condição inicial. Com o indutor em fio, o ramo dele vale 3Ω e concorre com o 6Ω. Divisor de corrente:
iL(0)=6+36⋅9=32⋅9=6A
Em t=0−. A chave está na fonte de 9A e a de 5V está desligada. O indutor é um fio e curto-circuita o 5Ω; a fonte de 9A se divide entre o 6Ω e o ramo de 3Ω: iL(0)=96⋅9=6A.
Passo 2 — a equação para t>0. Com a chave na fonte de 5V, chame i a corrente do 3Ω, iL a do indutor e iR a do 5Ω. Então
5=3i+vL,i=iL+iR,vL=5iR=21dtdiL
Substituindo iR=vL/5:
3(iL+5vL)+vL=5×515iL+8vL=25
E com vL=21diL/dt:
4dtdiL+15iL=25
Para t>0. A chave passou para a fonte de 5V, e a de 9A com o 6Ω ficou isolada do resto. LKT e LKC dão 5=3i+vL e i=iL+iR, com vL=5iR, até 4diL/dt+15iL=25.
Passo 3 — resolvendo. Característica 4s+15=0⇒s=−3,75, e forçada if=1525=35A:
iL(t)=35+(6−35)e−3,75t=35+313e−3,75tA
Para t→∞. O indutor volta a ser fio e o 5Ω fica em curto: toda a fonte cai sobre o 3Ω, iL(∞)=5/3A — a forçada da equação.
Conferência — em t=0: v=13,125V, logo i=v/3=4,375A. E de fato i=iL+vL/5=6−1,625=4,375A ✔ Para t grande, v→5V: o indutor vira fio, o 5Ω fica em curto e os 5V da fonte caem inteiros sobre o 3Ω, com i→5/3A: 3×35=5V ✔
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Questão 182º EE2021.1Segunda ordem · Superamortecido sem energia inicial4 ptsVer material
Determinar a corrente i para t>0, dado que não há energia inicial armazenada no circuito.
“Sem energia inicial armazenada” é o enunciado dizendo vC(0)=0ei(0)=0 — as duas condições de uma vez. A fonte controlada fica em paralelo com o ramo 4Ω + capacitor.
Gabarito
i(t)=2+1,185e−1,44t−3,185e−5,56tA, para t>0
Passo a passo
Passo 1 — as condições iniciais, dadas pelo enunciado:
vC(0)=0i(0)=0
Passo 2 — a equação. Escrevendo a LKC e a LKT do circuito e eliminando as variáveis até sobrar vC, com iC=81dtdvC, chega-se a
dt2d2vC+7dtdvC+8vC=32
As variáveis da equação. LKC no nó da esquerda: 4=4v1+4v1+iC, logo v1=8−2iC; LKC no nó da direita: i=4v1+iC=2+2iC. A LKT pela malha do 4Ω, do capacitor e do ramo L–2Ω fecha a conta, com vC positivo do lado do nó da esquerda.
Para t→∞. Com iC=0, v1=8V e i=2A, que cai sobre o 2Ω (4V); o capacitor fica com o resto, vC=8−4=4V — a forçada 32/8.
Passo 5 — as duas constantes. De vC(0)=0:
A1+A2=−4
E de i(0)=0, usando a relação do circuito i=2+2iC=2+161dtdvC:
0=2+161(−1,44A1−5,56A2)⟹1,44A1+5,56A2=32
Resolvendo o sistema:
−4,12A1=54,24⟹A1=−13,165,A2=9,165
Em t=0+. Sem energia inicial, o capacitor é uma fonte de 0V e o indutor, uma de 0A. Com i=2+iC/2=0, sai iC(0+)=−4A, e dvC/dt=8iC=−32V/s — a segunda condição do Passo 5.
Conferência — em t=0: 2+1,185−3,185=0 ✔ Para t grande, i→2A ✔ E note a assinatura do superamortecido: duas exponenciais reais, sem oscilação, e a mais lenta (s1=−1,44) é quem domina o fim do transitório — em t≈2s a segunda já morreu e sobra só a primeira. Confere com a resolução da prova.
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Questão 192º EE2020.2Condições iniciais · Chave que curto-circuita a fonte3 ptsVer material
Sabendo que o circuito a seguir encontra-se em regime permanente em t=0−, determine os valores de i, v, i1, dv/dt e di/dt em t=0− e em t=0+.
A chave é um ramo vertical logo depois da fonte: ao fechar, ela curto-circuita a fonte de 10A e aterra aquele nó. O capacitor liga, por cima, esse mesmo nó ao nó do indutor.
Gabarito
Em 0−: i=750≈7,14A, v=−7620≈−88,57V, i1=720≈2,86A, dv/dt=0, di/dt=0
·
Em 0+: i=750A, v=−7620V, i1=−730≈−4,29A, dv/dt=7300≈42,86V/s, di/dt=−7310≈−44,29A/s
Passo a passo
Passo 1 — circuito em 0− (chave aberta; capacitor aberto, indutor em fio). O indutor põe o nó da direita em 0V, então do nó do meio saem o 10Ω e o 4Ω em paralelo:
A tensão do capacitor, com o + à direita (no nó do indutor, que está em 0):
v(0−)=−6(10)−4(750)=−60−7200=−7620V
E em regime permanente as duas derivadas são nulas:
dtdv(0−)=0dtdi(0−)=0
Em t=0−. Chave aberta, capacitor aberto, indutor em curto: os 10A passam pelo 6Ω e se dividem entre o 10Ω e o 4Ω (10∥4=20/7Ω). A tensão v, com o + à direita, soma as quedas no 6Ω e no 4Ω com sinal trocado.
Passo 2 — continuidade:i(0+)=750A e v(0+)=−7620V.
Passo 3 — circuito em 0+. A chave fecha e aterra o nó da esquerda, tirando a fonte do jogo. O capacitor vira fonte de −7620V e o indutor, fonte de 750A. Chamando iR1 a corrente do 6Ω e iR2 a do 4Ω, as leis dão
Em t=0+. A chave aterra o nó da esquerda e a fonte de 10A sai do jogo. O capacitor é uma fonte de −620/7V (+ à direita) e o indutor, uma de 50/7A; LKC no nó do meio dá vmeio=−300/7V, logo i1=−30/7A.
Conferência —i1inverte de sinal em t=0: antes a corrente descia pelo 10Ω alimentada pela fonte; depois, com a fonte curto-circuitada, quem manda é o capacitor carregado, e ela sobe. As grandezas de estado (i e v) não saltam ✔ Confere com a resolução da prova.
Determinar a corrente i para t>0, sabendo que o circuito está em regime permanente em t=0−.
Há dois indutores, mas eles não interagem: ao fechar, a chave aterra o nó comum, e cada ramo passa a se descarregar por conta própria. Dois problemas de 1ª ordem independentes, e i é a soma que sobra na chave.
Gabarito
i(t)=10−25e−8t−25e−4tA, para t>0
Passo a passo
Passo 1 — condições iniciais. Com a chave aberta e os indutores em fio, os dois 8Ω ficam em paralelo:
8∥8=4Ω⟹itotal=4+440=5A
e essa corrente se divide igualmente entre os dois ramos iguais:
i1(0)=i2(0)=25A
Em t=0−. Chave aberta e indutores em curto: 40V sobre 4+(8∥8)=8Ω dá 5A, metade em cada ramo — i1(0)=i2(0)=5/2A.
Passo 2 — o circuito para t>0. A chave fecha e aterra o nó comum. Consequências:
a fonte com o 4Ω passa a entregar 440=10A direto para a chave;
cada ramo de indutor fica com tensão nula nos terminais, e se descarrega sozinho.
Para t>0. A chave põe o nó comum no potencial do fio de baixo: a fonte com o 4Ω entrega 10A, e cada ramo RL fica com tensão nula nos terminais e se descarrega sozinho, com τ=L/R. Com i1 e i2 descendo pelos ramos, a LKC no nó comum dá 10=i+i1+i2.
Passo 4 — a corrente da chave, pela LKC no nó comum:
10=i+i1+i2⟹i(t)=10−25e−8t−25e−4tA
Conferência — em t=0+: i=10−2,5−2,5=5A. Antes de t=0 a chave estava aberta e i valia zero, então isalta — e pode, porque não é corrente de indutor ✔ Para t grande, os dois indutores se esvaziam e toda a corrente da fonte, 10A, passa pela chave ✔
O que a questão ensina — dois armazenadores não significam necessariamente 2ª ordem: se o chaveamento os desacopla, são duas equações de 1ª ordem, cada uma com o seu τ. Aqui τ2 é o dobro de τ1, e é por isso que a segunda exponencial ainda está viva quando a primeira já morreu.
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Questão 212º EE2020.2Segunda ordem · Criticamente amortecido com corrente inicial alta4 ptsVer material
Determinar a corrente i para t>0, dado que ig=10A e o circuito está em regime permanente em t=0−.
A chave está em paralelo com o 3Ω: fechada, ela o curto-circuita. Ao abrir em t=0, insere o resistor — e o indutor com o capacitor, que ficam no mesmo par de nós, formam um circuito de 2ª ordem.
Gabarito
i(t)=4+(6+12t)e−2tA, para t>0
Passo a passo
Passo 1 — condições iniciais (chave fechada, regime permanente: indutor em fio, capacitor aberto). Com o 3Ω curto-circuitado e o indutor sendo fio, o nó fica em 0V: o 2Ω não conduz e toda a fonte vai para o indutor.
i(0)=10AvC(0)=0
Em t=0−. A chave curto-circuita o 3Ω e o indutor é um fio: o nó de cima fica em 0V, o 2Ω não conduz e os 10A vão todos para o indutor.
Passo 2 — o circuito para t>0. A chave abre e o 3Ω entra. A fonte de 10A em paralelo com o 2Ω equivale a 20V em série com 2Ω; somando o 3Ω, o par L–C é alimentado por 20V através de 5Ω.
Para t>0. A chave abre e o 3Ω entra em série. A fonte de 10A com o 2Ω vira 20V em série com 2Ω (Norton para Thévenin), e o par L–C vê 20V através de 5Ω.
Passo 3 — a equação. Com vC=5dtdi e iC=201dtdvC, a LKC dá
520−vC=i+201dtdvC×4dt2d2i+4dtdi+4i=16
Passo 4 — o caso.2α=4 e ω02=4:
α=ω0=2⟹criticamente amortecido,s1=s2=−2
Passo 5 — resposta completa. Forçada if=16/4=4A:
i(t)=4+(A1+A2t)e−2t
De i(0)=10:
4+A1=10⟹A1=6
E de vC(0)=0=5dtdi(0), ou seja di(0)/dt=0:
A2−2A1=0⟹A2=12i(t)=4+(6+12t)e−2tA
Para t→∞. Indutor em curto, capacitor aberto: i(∞)=20/5=4A, a forçada da equação.
Conferência —i(0)=4+6=10A ✔ e i(∞)=4A, que é 20/5 ✔ A tensão do capacitor sai da relação do indutor:
vC=5dtdi=5[12−2(6+12t)]e−2t=−120te−2tV
com vC(0)=0 ✔ e negativa para t>0, porque a corrente do indutor está caindo de 10 para 4A.
Comparação útil — é o mesmo circuito do 3º quesito de 2022.2 (mesma EDO, mesmas raízes), com outras condições iniciais: lá i(0)=2A e a corrente subia; aqui i(0)=10A e ela desce. A equação não muda; quem muda a história são as duas constantes.
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Questão 222º EE2020.1Condições iniciais · Uma chave abre e a outra fecha3 ptsVer material
Sabendo que o circuito encontra-se em regime permanente em t=0−, determine os valores de i, v, vR, di/dt e dv/dt em t=0− e em t=0+.
As duas chaves agem em sentidos opostos: a da esquerda abre, tirando a fonte de 20V, e a da direita fecha, trazendo a de 1A. Depois disso o circuito não tem mais fonte de tensão nenhuma.
Gabarito
Em 0−: i=1A, v=10V, vR=10V, di/dt=0, dv/dt=0
·
Em 0+: i=1A, v=10V, vR=20V, di/dt=−5A/s, dv/dt=−5V/s
Passo a passo
Passo 1 — circuito em 0− (chave da esquerda fechada, da direita aberta; capacitor aberto, indutor em fio). Sobram a fonte de 20V, o 10Ω da entrada e o 10Ω da direita, em série:
i(0−)=2020=1A⟹vR(0−)=10⋅1=10V
O capacitor está entre o nó do indutor e o fio de baixo; com o indutor sendo fio, esse nó é o mesmo do 10Ω:
v(0−)=10V
E em regime permanente,
dtdi(0−)=0dtdv(0−)=0
Em t=0−. Capacitor aberto e indutor em curto: a fonte de 20V vê os dois 10Ω em série, i=1A, e o capacitor, ligado ao mesmo nó do 10Ω da direita, fica com v=vR=10V.
Passo 2 — continuidade:i(0+)=1A e v(0+)=10V.
Passo 3 — circuito em 0+. A chave da esquerda abriu (a fonte de 20V saiu) e a da direita fechou (entrou a de 1A). No nó do 10Ω chegam duas correntes: 1A do indutor e 1A da fonte.
vR(0+)=10⋅2=20V
Em t=0+. O capacitor vira uma fonte de 10V e o indutor, uma de 1A. O 10Ω recebe 1+1=2A (vR=20V); o capacitor, sozinho com o indutor no seu nó, fornece iC=−1A, e o indutor fica com vL=10−20=−10V.
Passo 4 — a derivada da tensão. Com a chave da esquerda aberta, o nó do capacitor só tem dois ramos: o capacitor e o indutor. O indutor retira1A dali, então o capacitor o fornece:
iC(0+)=−1A⟹dtdv(0+)=1/5−1=−5V/s
Passo 5 — a derivada da corrente. O indutor tem v=10V à esquerda e vR=20V à direita. Com o + no terminal por onde ientra:
vL(0+)=10−20=−10V⟹dtdi(0+)=2−10=−5A/s
Conferência do sinal — a derivada tem de ser negativa, e há como checar sem conta: para t grande o capacitor abre, e sem ele não há caminho de retorno para a corrente do indutor, logo i(∞)=0. Uma corrente que sai de 1A e vai a zero começa caindo.
Uma divergência com a resolução da prova — ela apresenta di(0+)/dt=+5A/s. O valor correto é −5A/s: o gabarito marcou o + de vL do lado do capacitor mas fez a conta como se estivesse do lado do 10Ω, invertendo o sinal. Os outros quatro valores dele conferem.
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Questão 232º EE2020.1Primeira ordem · Chave que insere um resistor em série3 ptsVer material
Determinar a corrente i e a tensão v para t>0, sabendo que o circuito está em regime permanente em t<0.
A chave está em paralelo com o 2Ω. Fechada, ela o curto-circuita e junta os dois nós; ao abrir, insere o resistor em série e separa o nó do capacitor do nó da fonte.
Passo 1 — condição inicial (chave fechada, capacitor aberto). Com o 2Ω em curto, o 4Ω e o 3Ω ficam em paralelo:
4∥3=712Ω⟹v(0)=21⋅712=36V
Em t=0−. A chave curto-circuita o 2Ω e o capacitor é aberto: os 21A entram em 4∥3=12/7Ω, e v(0)=36V.
Passo 2 — valor final (chave aberta, capacitor aberto). Agora o caminho da direita é 2+3=5Ω, em paralelo com o 4Ω:
4∥5=920Ω⟹vA(∞)=21⋅920=3140V
e a corrente do ramo de 5Ω vale 5140/3=328A, logo
v(∞)=3⋅328=28V
Para t→∞. Chave aberta e capacitor aberto: o ramo da direita tem 2+3=5Ω, em paralelo com o 4Ω. Dos 140/3V do nó da fonte, o 3Ω fica com 28V.
Passo 3 — constante de tempo. Desativando a fonte de corrente (circuito aberto), o capacitor vê, do seu nó: o 3Ω, e o 2+4=6Ω do outro caminho —
Req=3∥6=2Ω⟹τ=2⋅41=0,5s
A constante de tempo. Com a fonte de corrente desligada (aberta), o 2Ω e o 4Ω ficam em série, e o capacitor vê esse 6Ω em paralelo com o 3Ω: Req=2Ω, τ=0,5s.
Passo 4 — a fórmula dos três valores:
v(t)=28+(36−28)e−t/0,5=28+8e−2tV
Passo 5 — de v para i. A LKC no nó da fonte relaciona as duas:
Conferência — em t=0: v=36V ✔ e i=13A. Dá para checar direto: com v=36, a LKC no nó da fonte dá vA=52V e i=13A ✔ Note que isalta de 9A (em 0−, quando o 2Ω estava em curto) para 13A — e pode, porque i não é corrente de indutor. Só v é contínua. O resultado de v confere com a resolução da prova.
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Questão 242º EE2020.1Segunda ordem · Quando as condições iniciais matam o transitório4 ptsVer material
Determinar a tensão v e a corrente i para t>0, sabendo que i(0)=2A e v(0)=0.
O indutor e o capacitor ficam no mesmo par de nós e não se associam: 2ª ordem. O enunciado entrega as duas condições iniciais — e elas guardam uma surpresa.
Gabarito
i(t)=2A e v(t)=0 — constantes, para todo t>0. Não há transitório.
Passo a passo
Passo 1 — a equação. Com v=5dtdi e iC=801dtdv, a LKC no nó do capacitor dá
816−v=i+801dtdv
Multiplicando por 80 e substituindo v e dv/dt=5dt2d2i:
dt2d2i+10dtdi+16i=32
Passo 2 — as frequências naturais.2α=10 e ω02=16:
Em t=0+. Com v(0)=0, o 8Ω leva 16/8=2A, que é exatamente a corrente do indutor: o capacitor recebe zero e dv/dt=0; com v=0, também di/dt=0. Nada começa a mudar.
O que a questão está ensinando — as duas constantes saem nulas, e portanto não existe transitório: o circuito já nasceu no regime permanente. Faz sentido conferir por outro caminho: em regime, o indutor é fio e o capacitor abre, então
i(∞)=816=2Av(∞)=0
— exatamente os valores iniciais dados ✔ Quando isso acontece, montar a equação diferencial ainda vale a nota, mas a resposta é a linha reta. Confere com a resolução da prova.
Para t→∞. Indutor em curto e capacitor aberto: i(∞)=16/8=2A e v(∞)=0 — os mesmos valores do instante inicial.
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Questão 252º EE2019.2Condições iniciais · Fonte controlada que nasce do nada3 ptsVer material
Sabendo que o circuito encontra-se em regime permanente em t=0−, determine os valores de i, v, di/dt e dv/dt em t=0+.
Em 0− o circuito está inteiro mas parado: o capacitor bloqueia, logo o 4Ω não conduz, v1=0 e a fonte controlada entrega zero. Nada circula. A comutação para 20V é o que acorda tudo.
Passo 1 — circuito em 0− (fonte de 12V, segunda chave fechada; capacitor aberto, indutor em fio).
O capacitor, aberto, impede qualquer corrente no 4Ω:
v1(0−)=0⟹a fonte controlada vale v1=0
Sem fonte controlada, o ramo dos 6Ω com o indutor não é alimentado:
i(0−)=0v(0−)=12−0=12V
Regime em 0−. Capacitor aberto e indutor em curto: sem corrente no 4Ω, v1=0 e a fonte controlada entrega 0A. Nada circula, i(0−)=0, e o capacitor fica com toda a fonte, v(0−)=12V.
Passo 2 — continuidade:
i(0+)=0v(0+)=12V
Passo 3 — circuito em 0+. Fonte de 20V, segunda chave aberta. O capacitor, valendo 12V, deixa o nó do 4Ω em
v1(0+)=20−12=8V⟹fonte controlada=8A
Circuito em 0+. A chave comutou para 20V e a do meio abriu. O capacitor vira fonte de 12V, logo v1=20−12=8V e passam 2A pelo 4Ω; o indutor vira fonte de 0A, e os 8A da controlada descem todos pelo 6Ω vertical, deixando vL=48V.
Passo 4 — a derivada da tensão. Com a chave aberta, o nó do 4Ω só tem o capacitor e o resistor, então toda a corrente do 4Ω vem do capacitor:
iC(0+)=48=2A⟹dtdv(0+)=1/52=10V/s
Passo 5 — a derivada da corrente. A fonte controlada injeta 8A; como i(0+)=0, o 6Ω horizontal não cai tensão e todos os 8A vão para o 6Ω vertical:
vL(0+)=6⋅8=48V⟹dtdi(0+)=148=48A/s
Conferência — a fonte controlada é o mecanismo da questão: ela vale zero em 0− (porque v1=0) e 8 A em 0+, e é essa mudança abrupta que faz as duas derivadas saltarem de zero para valores grandes ✔ Confere com a resolução da prova.
Determinar a corrente i e a tensão v para t>0, sabendo que o circuito está em regime permanente em t=0−.
As duas chaves trocam a alimentação: sai a fonte de 16V com o seu 2Ω, entra a de 16A com outro 2Ω. Os dois 2Ω ficam em paralelo depois da troca.
Gabarito
i(t)=8A e v(t)=8V — constantes, para todo t>0. Não há transitório.
Passo a passo
Passo 1 — condição inicial (primeira chave fechada, segunda aberta; indutor em fio). O indutor aterra o seu nó, então o ramo 1Ω+2Ω não conduz e toda a fonte atravessa o 2Ω de entrada:
i(0)=216=8A
Regime em 0−. O indutor é fio e aterra o seu nó: o ramo de 1Ω e 2Ω fica sem tensão e a fonte inteira cai no 2Ω de entrada, i(0−)=16/2=8A. A fonte de 16A, ainda isolada pela chave aberta, circula só no seu 2Ω.
Passo 2 — o circuito para t>0. A primeira chave abre e a segunda fecha. Os dois 2Ω passam a ligar o mesmo par de nós:
2∥2=1Ω
Sobra: fonte de 16A, o 1Ω horizontal, o indutor de 2H e o 1Ω equivalente.
Depois da troca. A primeira chave abre e a segunda fecha: os dois 2Ω ligam o mesmo par de nós e valem 1Ω. Sobra a fonte de 16A alimentando o 1Ω equivalente em paralelo com o ramo 1Ω + 2H.
Passo 3 — a equação. Chamando i′ a corrente do 1Ω equivalente:
Regime novo, igual ao antigo. Com o indutor de novo em fio, os 16A se dividem meio a meio entre os dois ramos de 1Ω: i=8A e v=8V — exatamente o valor de 0−, por isso A=0.
O que a questão ensina — a troca de fonte foi calibrada para que o valor de regime novo seja igual ao antigo: 16V/2Ω e 16A com 1Ω equivalente dão a mesma corrente de 8A no indutor. Com A=0, o transitório não existe — o circuito troca de alimentação sem sentir.
Conferência — em regime, o indutor é fio e a corrente se divide entre ele e o 1Ω equivalente… na verdade a LKC dá 16=8+8 ✔ e a LKT, 1(8)=1(8)+0 ✔ Confere com a resolução da prova.
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Questão 272º EE2019.2Segunda ordem · RLC em série e paralelo ao mesmo tempo4 ptsVer material
Determinar a tensão v e a corrente i para t>0, dado que v(0)=8V e i(0)=6A.
Não é RLC série nem paralelo puro: o 6Ω e o indutor estão em série com a fonte, e o capacitor e o 2Ωem paralelo na saída. Não há fórmula pronta de α — tem de montar a equação.
Passo 1 — as duas relações. A LKT da malha da fonte e a LKC no nó do capacitor:
32=6i+21dtdi+vi=21dtdv+2v
As duas relações no desenho. A malha da esquerda carrega i pelo 6Ω e pelo indutor; no nó de saída ela se divide entre o capacitor, iC=21dv/dt, e o 2Ω, v/2.
Passo 2 — elimine i. Da LKC, dtdv=2i−v, e derivando,
dt2d2v=2dtdi−dtdv
Da LKT, dtdi=64−12i−2v. Substituindo e trocando i por 21(dtdv+v):
dt2d2v+13dtdv+16v=128
Passo 3 — as frequências naturais.2α=13 e ω02=16:
Em t=0. O indutor vira fonte de 6A e o capacitor, fonte de 8V. O 2Ω leva 8/2=4A, sobram 2A para o capacitor, e dv(0)/dt=2/(1/2)=4V/s — a segunda condição do Passo 5.
Passo 6 — a corrente, de volta pela LKC:
i=21(dtdv+v)⟹i(t)=4−0,07e−1,38t+2,07e−11,62tA
Conferência — em t=0: v=8+0,39−0,39=8V ✔ e i=4−0,07+2,07=6A ✔ Para t grande, o indutor vira fio e o capacitor abre: i→32/(6+2)=4A e v→2⋅4=8V ✔
Note que v(0)já é o valor final, mas ainda existe transitório — porque a segunda condição, i(0)=6=4A, não está no regime. Basta uma das duas estar fora para o transitório aparecer. Confere com a resolução da prova.
Regime final. Indutor em fio e capacitor aberto: sobra o divisor 6Ω + 2Ω, com i→4A e v→8V — as partes constantes de i(t) e de v(t).
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Questão 282º EE2019.1Condições iniciais · Duas chaves que fecham juntas3 ptsVer material
Sabendo que o circuito encontra-se em regime permanente em t=0−, determine os valores de i, v, di/dt e dv/dt em t=0− e em t=0+.
As duas chaves estão abertas em t<0 e fecham em t=0. A da esquerda põe o 2Ω em curto; a da direita liga o 10Ω ao capacitor. Repare que em 0− o indutor é um fio, e é ele que puxa o nó do capacitor para o terra.
Gabarito
Em 0−: i=310≈3,33A · v=0 · dtdi=0 · dtdv=0
Em 0+: i=310A · v=0 · dtdi=40A/s · dtdv=10V/s
Passo a passo
Passo 1 — o circuito em 0−. Chaves abertas, regime permanente: o capacitor é um aberto e o indutor é um fio.
Com a chave da direita aberta, nada atravessa o 2Ω da direita nem o 10Ω. E como o indutor curto-circuita o nó central, esse nó está no potencial do terra — logo o capacitor, que enxerga esse mesmo nó pelo 2Ω sem corrente, também está descarregado:
v(0−)=0
Passo 2 — a corrente em 0−. Sobra a fonte com o 2Ω em série e, depois, o 6Ω em paralelo com o 3Ω (este último aterrado pelo indutor):
Em regime permanente nada varia, então as duas derivadas em 0− são zero.
Regime em 0−. Indutor em fio e capacitor aberto. O nó C fica no terra, o 2Ω da direita não conduz e o capacitor está descarregado; à esquerda, 6∥3=2Ω divide a fonte ao meio, vB=10V e i=10/3A.
Passo 3 — continuidade. Corrente de indutor e tensão de capacitor não saltam:
i(0+)=310Av(0+)=0
Passo 4 — o circuito em 0+. A chave da esquerda fechou e o 2Ω ficou em curto: o nó B passa a valer os 20 V da fonte. O indutor vira uma fonte de corrente de 10/3 A e o capacitor, uma fonte de tensão de 0 V.
LKC no nó central C, com vC desconhecido:
320−vC=310+2vC−0⟹40−2vC=20+3vC⟹vC(0+)=4V
Circuito em 0+. A chave da esquerda fecha e põe o 2Ω em curto: vB=20V. O indutor vira fonte de 10/3A e o capacitor, fonte de 0V; a LKC no nó C dá vC=4V, que cai inteiro no indutor, e os 2A do 2Ω da direita vão todos para o capacitor, porque o 10Ω está sob 0V.
Passo 5 — a derivada da corrente. O indutor está entre o nó C e o terra, então cai nele os 4 V inteiros:
dtdi(0+)=LvL=0,14=40A/s
Passo 6 — a derivada da tensão. A corrente que desce o 2Ω da direita é 4/2=2 A. Ela chega ao nó do capacitor, e como v(0+)=0 o 10Ω não conduz nada — os 2 A vão todos para o capacitor:
dtdv(0+)=CiC=1/52=10V/s
Conferência — pela fonte saem 620+320−4=310+316=326 A, e o ramo do 3Ω leva 16/3 A, que se divide em 10/3 A pelo indutor e 2 A pelo 2Ω ✔ Confere com a resolução da prova.
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Questão 292º EE2019.1Resposta ao degrau · O resistor que só existe depois da chave3 ptsVer material
Determinar a corrente i e a tensão v para t>0, sabendo que o circuito está em regime permanente em t<0.
Em t<0 quem alimenta é a fonte de 10V; em t=0 a chave comuta para a de 8V. O truque está em 0−: o indutor, em regime permanente, é um fio que curto-circuita o 2Ω vertical — por isso a corrente inicial é alta.
Gabarito
i(t)=e−t+4A
·
v(t)=−e−tV
Passo a passo
Passo 1 — condição inicial. Em 0− o indutor é um fio, e ele põe o 2Ω vertical em curto. Sobra a fonte de 10V sobre o 2Ω horizontal:
i(0−)=210=5A⟹i(0+)=5A
Regime em 0−. O indutor em fio curto-circuita o 2Ω vertical, que fica sem tensão: a fonte de 10V cai toda no 2Ω horizontal, e i(0−)=5A.
Passo 2 — a equação para t>0. Agora a fonte é de 8V. Chamando iT a corrente que vem da fonte e iR a do 2Ω vertical, a LKT da malha da esquerda e a LKC no nó dão
8=2iT+viT=iR+iv=2iR=Ldtdi=dtdi
Substituindo iR=21dtdi e v=dtdi:
8=2(21dtdi+i)+dtdi⟹2dtdi+2i=8
Passo 3 — resposta natural. Com 2s+2=0 vem s=−1:
in(t)=Ae−t
A constante de tempo. Com a fonte desligada, o indutor enxerga os dois 2Ω em paralelo, Req=1Ω: τ=1/1=1s, a mesma raiz s=−1/τ=−1 da equação característica.
Passo 4 — resposta forçada. Constante if=K, logo 2K=8:
if(t)=4A
Regime final. Com a fonte de 8V, o indutor volta a ser fio e o 2Ω vertical de novo fica em curto: i→8/2=4A, a resposta forçada.
Passo 5 — junte e use a condição inicial.
i(t)=Ae−t+4i(0)=5=A+4⟹A=1i(t)=e−t+4A
Passo 6 — a tensão. Ela é a do indutor:
v(t)=Ldtdi=dtd(e−t+4)⟹v(t)=−e−tV
Conferência — em t=0, i=5 A (bate com a continuidade) e v=−1 V, o que exige iR=−0,5 A e iT=4,5 A: de fato 8−2(4,5)=−1 V ✔ Em t→∞ o indutor volta a ser fio, v→0 e i→8/2=4 A ✔ Confere com a resolução da prova.
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Questão 302º EE2019.1Superamortecido · Capacitor e indutor separados por um resistor4 ptsVer material
Determinar a tensão v e a corrente i para t>0, sabendo que o circuito encontra-se em regime permanente em t<0.
O capacitor só entra em cena depois da chave: em t<0 o ramo do meio está aberto e o circuito é dois resistores em série. Como o capacitor e o indutor estão separados por um resistor, não há fórmula pronta de α — é preciso montar a equação de segunda ordem na mão.
Passo 1 — condições iniciais. Em 0− manda a fonte de 50V, o indutor é fio e o capacitor está fora do circuito. Sobram os dois 5Ω em série:
i(0−)=5+550=5Av(0−)=50−5⋅5=25V
Por continuidade, i(0+)=5A e v(0+)=25V.
Regime em 0−. Capacitor aberto e indutor em fio: a fonte de 50V enxerga os dois 5Ω em série, i=5A, e o capacitor fica com a tensão do 5Ω de baixo, v=25V.
Passo 2 — as relações para t>0. Com a fonte de 20V, chamando ig a corrente da fonte:
20=5ig+vig=iC+iv=5i+10dtdiiC=251dtdv
Passo 3 — elimine tudo menos i. Substituindo ig e iC:
Passo 4 — resposta natural. A equação característica 2s2+11s+10=0 dá
s=4−11±121−80=4−11±41⟹s1=−1,15s2=−4,35
Duas raízes reais e distintas: caso superamortecido.
in(t)=A1e−1,15t+A2e−4,35t
Passo 5 — resposta forçada. Constante if=K, logo 10K=20:
if(t)=2A
Regime final. Com a fonte de 20V, o capacitor volta a abrir e o indutor a ser fio: i→2A, a resposta forçada, e v→10V.
Passo 6 — as duas constantes. A primeira equação sai de i(0)=5:
A1+A2+2=5⟹A1+A2=3
A segunda sai de v(0)=25. Como v=5i+10di/dt e 5i(0)=25, sobra
10dtdi(0)=0⟹−1,15A1−4,35A2=0
Resolvendo o par:
A1=4,08A2=−1,08i(t)=4,08e−1,15t−1,08e−4,35t+2A
Em 0+. O capacitor vira fonte de 25V e o indutor, fonte de 5A. O 5Ω do ramo cai 5⋅5=25V — tudo o que o capacitor oferece —, sobra vL(0+)=0 e por isso di(0)/dt=0, a segunda condição do Passo 6.
Passo 7 — a tensão. Basta v=5i+10di/dt, agrupando cada exponencial:
Conferência — em t=0: i=4,08−1,08+2=5 A ✔ e v=10−26,47+41,47=25 V ✔ Em t→∞ o capacitor abre e o indutor vira fio, então i=20/10=2 A e v=5⋅2=10 V ✔
Sobre o gabarito — a resolução da prova traz v(t)=10−26,52e−1,15t+41,58e−4,35t. É a mesma resposta: a diferença vem de arredondar s1 e s2 para duas casas antes de calcular os coeficientes. Com as raízes exatas, v(0) fecha em 25 V redondos; com as arredondadas, dá 25,06 V.
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Questão 312º EE2018.2Condições iniciais · A chave que desliga a fonte e inverte uma corrente3 ptsVer material
Sabendo que o circuito encontra-se em regime permanente em t=0−, determine os valores de vC, iL, i e iR em t=0− e em t=0+.
A chave está fechada em t<0 e abre em t=0, matando a fonte. Em 0− o indutor é um fio e o capacitor um aberto, então os três nós de cima viram um só. Em 0+ o único caminho que sobra para a corrente do indutor é o 8Ω — e ela passa a subir por ele.
Gabarito
Em 0−: vC=980≈8,89V · iL=i=940≈4,44A · iR=910≈1,11A
Em 0+: vC=980V · iL=i=940A · iR=−940≈−4,44A
Passo a passo
Passo 1 — o circuito em 0−. Chave fechada, regime permanente: capacitor aberto, indutor em fio. O fio do indutor junta o nó do meio ao da direita, e o fio de cima já juntava o da esquerda — os três são o mesmo nó.
Visto pela fonte, o 2Ω do ramo dela está em série com 8∥2:
Req=2+8+28⋅2=2+1016=518Ω⟹iT=18/520=950A
Passo 2 — reparta a corrente. A tensão do nó de cima é
Como o capacitor não conduz, tudo o que atravessa o indutor vai para o 2Ω da direita:
iL(0−)=i(0−)=940A
Regime em 0−. Indutor em fio e capacitor aberto: o 8Ω e o 2Ω da direita ficam em paralelo (1,6Ω), em série com o 2Ω da fonte. O nó de cima vale 80/9V, e dele saem 10/9A pelo 8Ω e 40/9A pelo indutor até o 2Ω.
Passo 3 — continuidade.
iL(0+)=940AvC(0+)=980V
Passo 4 — o circuito em 0+. A chave abriu: o ramo do 2Ω com a fonte está cortado. Sobra, à esquerda, apenas o 8Ω — e é por ele que a corrente do indutor tem de voltar.
Como iR foi marcada descendo e a corrente agora sobe pelo 8Ω:
iR(0+)=−iL(0+)=−940≈−4,44A
Circuito em 0+. A chave abriu e o ramo da fonte ficou pendurado. O indutor vira fonte de 40/9A, e o único caminho de volta dessa corrente é o 8Ω, agora subindo: iR=−40/9A. O capacitor vira fonte de 80/9V e fixa i=40/9A no 2Ω da direita.
Passo 5 — a corrente do 2Ω da direita. O capacitor, valendo 80/9 V, fixa a tensão do nó da direita, e o 2Ω está em paralelo com ele:
i(0+)=280/9=940A
Conferência — em 0+ sobra iC=iL−i=940−940=0: o capacitor começa sem corrente, então dvC/dt(0+)=0 ✔ Já o 8Ω passou a cair 8⋅940=9320 V em cima do indutor, e é isso que faz iL despencar ✔ Confere com a resolução da prova.
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Questão 322º EE2018.2Resposta ao degrau · Achar a corrente passando pela tensão do capacitor3 ptsVer material
Determinar a corrente i para t>0, sabendo que v(0)=10V.
A questão pede i, mas a variável de estado é v — é ela que tem condição inicial. O caminho curto é resolver a equação de primeira ordem em v e só no fim voltar para i pela LKT da malha da fonte.
Gabarito
i(t)=25+25e−1532t≈2,5+2,5e−2,13tA
Passo a passo
Passo 1 — as três relações. LKT na malha da fonte, LKC no nó de cima e a lei do capacitor:
40=6i+10iRi=iC+iRv=10iRiC=81dtdv
Passo 2 — junte tudo em v. Trocando i por iC+iR:
Passo 3 — resposta natural. De 15s+32=0 vem s=−32/15:
vn(t)=Ae−1532t
A constante de tempo. Com a fonte desligada, o capacitor enxerga o 6Ω em paralelo com o 10Ω, Req=15/4Ω, e τ=415⋅81=3215s — o inverso de ∣s∣=32/15.
Passo 4 — resposta forçada. Constante vf=K, logo 32K=800:
vf(t)=25V
Regime final. Capacitor aberto: a fonte enxerga 6+10=16Ω, i→2,5A e o capacitor fica com a tensão do 10Ω, vf=25V.
Passo 5 — a constante. Com v(0)=10:
10=A+25⟹A=−15⟹v(t)=25−15e−1532tV
Em t=0. O capacitor vira fonte de 10V, e a LKT da malha da fonte dá direto i=(40−v)/6=5A — a mesma relação que o Passo 6 usa para todo t. Desses 5A, 1A vai para o 10Ω e 4A carregam o capacitor.
Passo 6 — volte para i. Pela LKT da malha da fonte, i=640−v:
Conferência —τ=ReqC=(6∥10)⋅81=1660⋅81=3215 s, que é exatamente 1/∣s∣ ✔ Em t=0: i=5 A, e de fato 640−10=5 A ✔ Em t→∞ o capacitor abre e i→1640=2,5 A ✔ Confere com a resolução da prova.
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Questão 332º EE2018.2Subamortecido · Fonte de corrente com RL em paralelo com C4 ptsVer material
Determinar a tensão v para t>0, sabendo que a tensão no capacitor e a corrente no indutor em t=0 valem, respectivamente, 4V e 2A.
Não é RLC paralelo puro: o indutor vem em série com o 4Ω, e esse par é que fica em paralelo com o capacitor. Então nada de α=1/(2RC) — monte a equação a partir da LKC e da LKT.
Gabarito
v(t)=8−8e−2tsent−4e−2tcostV
Passo a passo
Passo 1 — as duas leis. A LKC no nó de cima e a LKT no ramo do indutor:
2=i+iCv=4i+dtdiiC=51dtdv
Passo 2 — elimine v e iC. Substituindo iC e depois dv/dt=4dtdi+dt2d2i:
2=i+51(4dtdi+dt2d2i)×5dt2d2i+4dtdi+5i=10
Fonte desligada: sobra um RLC série. Com a fonte de corrente aberta, o 4Ω, o 1H e o 1/5F formam um único laço: α=R/2L=2 e ω0=1/LC=5, que é a equação s2+4s+5=0.
Passo 3 — resposta natural. De s2+4s+5=0:
s=2−4±16−20=−2±j
Raízes complexas: caso subamortecido, com α=2 e ωd=1.
in(t)=e−2t(A1cost+A2sent)
Passo 4 — resposta forçada. Constante if=K, logo 5K=10:
if(t)=2A
t→∞: capacitor aberto, indutor em curto. Os 2A inteiros descem pelo 4Ω: if=2A e v(∞)=4⋅2=8V.
Passo 5 — a primeira constante. Com i(0)=2:
2=A1+2⟹A1=0
Passo 6 — a segunda. A tensão dá a derivada: de v=4i+dtdi com v(0)=4 e i(0)=2,
4=4⋅2+dtdi(0)⟹dtdi(0)=−4
E, com A1=0, dtdi=e−2t(A2cost−2A2sent), que em t=0 vale A2:
A2=−4⟹i(t)=2−4e−2tsentA
t=0: as condições dadas viram fontes. O capacitor é uma fonte de 4V e o indutor uma de 2A. O 4Ω cai 8V, então sobra vL=4−8=−4V no indutor, e di(0)/dt=−4A/s.
Conferência — em t=0: v=8−0−4=4 V ✔ Em t→∞ o capacitor abre, os 2 A inteiros passam pelo ramo do indutor (que vira fio) e v=4⋅2=8 V ✔ Confere com a resolução da prova.
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Questão 342º EE2017.2Superamortecido · L e C em paralelo, mas com R em série na fonte4 ptsVer material
Dado que o circuito abaixo está em regime permanente em t=0−, determine v(t) para t>0.
Em t<0 quem alimenta é a fonte de 10V; em t=0 a chave comuta para a de 20V. Repare que v é a tensão no 5Ω, não no capacitor — a resposta sai mais fácil resolvendo em iL e voltando pela LKT no fim.
Gabarito
v(t)=20−10e−t+10e−5tV
Passo a passo
Passo 1 — condições iniciais. Com a fonte de 10V, capacitor aberto e indutor em fio: o indutor põe o nó da direita no terra, então
vC(0−)=0iL(0−)=510=2A
O 10Ω não conduz nada, porque não cai tensão nele.
t=0−: capacitor aberto, indutor em curto. O indutor aterra o nó do meio, então o 10Ω e o capacitor ficam sem tensão, vC(0−)=0, e os 10V caem inteiros no 5Ω: iL(0−)=2A.
Passo 2 — as relações para t>0. Agora a fonte é de 20V:
Fonte em curto: RLC paralelo. Com a fonte zerada, o 5Ω passa a ir do nó ao terra e fica em paralelo com o 10Ω: R=10/3Ω. Daí α=1/(2RC)=3 e ω0=1/LC=5, que é a equação s2+6s+5=0.
Passo 4 — resposta natural. De s2+6s+5=0:
s=2−6±36−20=2−6±4⟹s1=−1s2=−5
Duas raízes reais distintas: superamortecido.
iL,n(t)=A1e−t+A2e−5t
Passo 5 — resposta forçada.5K=20, logo iL,f=4A.
t→∞: de novo capacitor aberto e indutor em curto. Agora com 20V: o indutor aterra o nó do meio, iL,f=20/5=4A, e os 20V inteiros ficam no 5Ω.
t=0+: o capacitor é uma fonte de 0 V, o indutor uma de 2 A. O nó do meio continua no terra, então diL(0)/dt=vC(0)/4=0 — a segunda condição do Passo 6 — e o 5Ω recebe os 20V inteiros: v(0+)=20V.
Passo 7 — volte para v. Primeiro a tensão do capacitor:
vC=4dtdiL=4(25e−t−25e−5t)=10e−t−10e−5tV
E, pela LKT, v=20−vC:
v(t)=20−10e−t+10e−5tV
Conferência — em t=0: v=20 V, o que dá i=4 A — coerente, porque o capacitor descarregado põe o nó da direita no terra ✔ Em t→∞ o capacitor abre e o indutor vira fio, o nó volta ao terra, v→20 V e iL→4 A ✔ Confere com a resolução da prova.
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Questão 352º EE2017.2Resposta ao degrau · Fonte controlada que multiplica a indutância3 ptsVer material
Dado que o circuito abaixo está em regime permanente em t=0−, determine v(t) para t>0.
A fonte controlada depende de v, que é a tensão do próprio indutor — ou seja, de di/dt. Quando ela entra na LKC, aparece um segundo di/dt na equação, e o efeito prático é uma indutância equivalente onze vezes maior.
Gabarito
v(t)=1130e−225t≈2,73e−0,227tV
Passo a passo
Passo 1 — condição inicial. Com a fonte de 20V e regime permanente, o indutor é um fio, logo v(0−)=0 — e a fonte controlada, que vale 2v, entrega zero. Sobra a fonte direto no 5Ω:
i(0−)=520=4A⟹i(0+)=4A
t=0−: indutor em curto, controlada sem efeito. Com v=0, a fonte 2v entrega zero, e os 20V caem inteiros no 5Ω: i(0−)=4A.
Passo 2 — as relações para t>0. Com a fonte de 50V:
50=v+5iRi+2v=iRv=2dtdi
Passo 3 — a equação. Substituindo iR e depois v:
50=v+5(i+2v)=5i+11v=5i+22dtdi22dtdi+5i=50
Passo 4 — resposta natural. De 22s+5=0 vem s=−225≈−0,227:
in(t)=Ae−225t
A constante de tempo, vista pelo indutor. Fonte de 50V em curto; a controlada fica. Com uma tensão de teste v no lugar do indutor, iR=−v/5 e i=iR−2v=−11v/5: a rede vale RTh=5/11Ω, e τ=L/RTh=22/5s — o s=−5/22 do Passo 4.
Passo 5 — resposta forçada.5K=50, logo if=10A.
t→∞: indutor em curto de novo.v=0 e a controlada volta a não entregar nada: if=50/5=10A.
Conferência — em t→∞ o indutor vira fio, v→0, a fonte controlada morre e i→50/5=10 A ✔ Em t=0: v=30/11≈2,73 V, então iR=i+2v=4+5,45=9,45 A e a LKT fecha em 2,73+5⋅9,45≈50 V ✔ Confere com a resolução da prova.
t=0+: o indutor é uma fonte de 4 A. LKC no nó da controlada, iR=4+2v; LKT na malha, 50=v+5(4+2v), ou 11v=30 — o mesmo v(0+)=30/11V da fórmula.
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Questão 362º EE2017.2Condições iniciais · Chave que junta dois circuitos independentes3 ptsVer material
Dado que o circuito abaixo está em regime permanente em t=0−, determine os valores de i, v, i1, dv/dt, di/dt e di1/dt no instante t=0+.
Em t<0 a chave do meio está aberta, e o circuito são dois pedaços separados: à esquerda a fonte com o 6Ω e o 4Ω; à direita a fonte controlada com o 2Ω e o 4H. Em t=0 a fonte comuta para 40Ve a chave fecha, juntando os dois.
Passo 1 — o lado esquerdo em 0−. Chave do meio aberta, fonte de 20V, capacitor aberto e indutor de 2Hem fio. O 6Ω e o 4Ω ficam em série, com o 2H aterrando o fim:
i(0−)=6+420=2Av(0−)=20−6⋅2=8V
Passo 2 — o lado direito em 0−. Ele vive por conta própria: a fonte controlada vale 2v=16A e o único caminho é o 2Ω seguido do 4H, que é um fio:
i1(0−)=2v(0−)=16A
t=0−: dois circuitos separados. Capacitor aberto, indutores em curto, chave do meio aberta. À esquerda, 20/(6+4)=2A e v=8V; à direita, a controlada empurra 2v=16A pelo 2Ω e pelo 4H.
Passo 3 — continuidade. As duas correntes de indutor e a tensão de capacitor atravessam t=0:
v(0+)=8Vi(0+)=2Ai1(0+)=16A
Passo 4 — o circuito em 0+. Fonte de 40V, chave fechada. A fonte controlada continua valendo 2v=16A, porque v não saltou.
O 4H ainda leva 16A, e o único ramo que chega ao nó dele é o 2Ω — então o 2Ωtambém leva 16A, caindo 32V.
Passo 5 — a corrente do 4Ω. LKC no nó do meio, agora unido ao da fonte controlada pela chave fechada:
i4Ω+2v16=i2+2Ω16⟹i4Ω=2A
Passo 6 — as tensões dos indutores. O nó do meio fica em 8−4⋅2=0V, ou seja, o 2Hnão cai tensão:
dtdi(0+)=2vL=0
Descendo mais 32V pelo 2Ω, o nó do 4H fica em −32V:
dtdi1(0+)=4−32=−8A/s
t=0+: capacitor e indutores viram fontes. Fonte de 40V, chave do meio fechada. O 4H força 16A no 2Ω, que cai 32V; a LKC dá 2A no 4Ω, e o nó do meio fica em 8−4⋅2=0.
Passo 7 — a derivada da tensão. No nó do capacitor entram 640−8=316 A pelo 6Ω e saem 2 A pelo 4Ω:
Conferência — o 6Ω cai 40−8=32 V com 16/3 A, e 6⋅316=32 V ✔ A corrente do 4H é a única que começa a mudar rápido, e para baixo: a chave fechando “roubou” o caminho de terra que ela tinha ✔ Confere com a resolução da prova.
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Questão 372º EE2017.1Condições iniciais · Fonte controlada que muda de sinal na comutação3 ptsVer material
Dado que o circuito abaixo está em regime permanente em t=0−, determine os valores de i1, v, i, dv/dt e di/dt no instante t=0+.
O ponto da questão é que a fonte controlada segue i1 — e i1inverte de sinal quando a fonte cai de 60 para 20V, porque o capacitor continua carregado com 35V, mais do que a fonte nova.
Gabarito
i1(0+)=−3A · v(0+)=35V · i(0+)=1A
dtdv(0+)=−56V/s · dtdi(0+)=−8A/s
Passo a passo
Passo 1 — o circuito em 0−. Fonte de 60V, capacitor aberto e indutor em fio. Com o capacitor aberto, a mesma i1 atravessa os dois 5Ω; e o indutor põe o nó do 2H no terra.
A LKT da malha da esquerda passa pela fonte controlada:
60=5i1+5i1+2i1=12i1⟹i1(0−)=5A
t=0−: capacitor aberto, indutor em curto. A mesma i1 passa pelos dois 5Ω e pela controlada: 60=12i1, i1=5A. A controlada vale 2i1=10V e empurra 1A pelo 10Ω até o indutor.
Passo 2 — as condições iniciais. A fonte controlada vale 2i1=10V, e o 10Ω liga esse nó ao terra:
i(0−)=1010=1Av(0−)=60−5⋅5=35V
Por continuidade:
v(0+)=35Vi(0+)=1A
Passo 3 — a corrente do primeiro 5Ω em 0+. A fonte caiu para 20V, mas o capacitor ainda vale 35 V. A LKT da primeira malha dá
20=5i1+35⟹i1(0+)=−3A
A corrente inverteu: agora é o capacitor que empurra corrente de volta para a fonte.
Passo 4 — a corrente do segundo 5Ω. Com i1=−3, a fonte controlada vale 2i1=−6V, e o 5Ω vai do nó do capacitor (35 V) até ela:
i2(0+)=535−(−6)=541=8,2A
t=0+: o capacitor é uma fonte de 35 V, o indutor uma de 1 A. Com só 20V na entrada, i1=(20−35)/5=−3A; a controlada cai para −6V, e i2=(35+6)/5=8,2A.
Passo 5 — a derivada da tensão. LKC no nó do capacitor: entra i1, sai i2 e sai iC:
Passo 6 — a derivada da corrente. No nó da direita só há o 10Ω e o indutor, então o 10Ω leva os mesmos i=1 A. A LKT do último laço dá a tensão do indutor:
Conferência — em 0− tudo era positivo e parado; em 0+ as duas derivadas são negativas, e faz sentido: o circuito foi alimentado por 60V, guardou energia, e agora só tem 20V para sustentar — tudo tem de cair ✔ Confere com a resolução da prova.
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Questão 382º EE2017.1Resposta ao degrau · Comutação para uma fonte menor3 ptsVer material
O circuito abaixo está em regime permanente em t=0−. Determine v(t) e i(t) para t>0.
Primeira ordem simples, mas com o degrau descendo: a fonte cai de 20 para 10V, então o capacitor se descarrega de 8 para 4V em vez de carregar.
Gabarito
v(t)=4+4e−625tV
·
i(t)=1+e−625tA
Passo a passo
Passo 1 — condição inicial. Com a fonte de 20V e o capacitor aberto, o 6Ω e o 4Ω ficam em série:
ig(0−)=6+420=2A⟹v(0−)=4⋅2=8V
t=0−: capacitor aberto. O 6Ω e o 4Ω ficam em série com a fonte de 20V: ig=2A, e o capacitor guarda a tensão do 4Ω, v(0−)=8V.
Passo 2 — as relações para t>0. Com a fonte de 10V:
Passo 4 — resposta natural. De 6s+25=0 vem s=−625:
vn(t)=Ae−625t
A constante de tempo. Com a fonte em curto, o capacitor vê o 6Ω em paralelo com o 4Ω: Req=2,4Ω e τ=ReqC=6/25s — o s=−25/6 do Passo 4.
Passo 5 — resposta forçada.25K=100, logo vf=4V.
t→∞: capacitor aberto, agora com 10 V. Divisor de tensão: vf=10⋅4/(6+4)=4V, e o 4Ω leva i=1A.
Passo 6 — a constante. De v(0)=8:
8=A+4⟹A=4v(t)=4+4e−625tV
Passo 7 — a corrente. É a do 4Ω, direto pela lei de Ohm:
i(t)=4v=1+e−625tA
Conferência —τ=ReqC=(6∥4)⋅101=1024⋅101=256 s, que é 1/∣s∣ ✔ Em t=0: v=8 V e i=2 A, as condições iniciais ✔ Em t→∞: v=4 V e i=1 A, que é 10/10 ✔ Confere com a resolução da prova.
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Questão 392º EE2017.1Criticamente amortecido · RLC com o L em série na fonte4 ptsVer material
Determine v(t) e i(t) para t>0. Considere que i(0)=2A e v(0)=5V.
O indutor está em série com a fonte, e o 5Ω com o capacitor em paralelo na saída. Aqui as duas condições iniciais já vêm dadas — o serviço é montar a equação, descobrir que α=ω0 e casar as constantes.
Gabarito
v(t)=10−5e−2t+10te−2tV
·
i(t)=2+te−2tA
Passo a passo
Passo 1 — as duas leis. LKT da malha da fonte e LKC no nó de saída:
10=5dtdi+vi=5v+201dtdv
Passo 2 — elimine i. Derivando a LKC e levando na LKT:
Fonte em curto: RLC paralelo. Com a fonte zerada, o indutor vai do terra ao nó de saída e fica em paralelo com o 5Ω e o capacitor: α=1/(2RC)=2 e ω0=1/LC=2. Iguais: amortecimento crítico.
Passo 3 — resposta natural. De s2+4s+4=0:
s=2−4±16−16=−2(raiz dupla)
Discriminante nulo: caso criticamente amortecido, e a segunda solução ganha um t:
vn(t)=A1e−2t+A2te−2t
Passo 4 — resposta forçada.4K=40, logo vf=10V.
t→∞: indutor em curto, capacitor aberto. A fonte fica direto sobre o 5Ω: vf=10V e i=10/5=2A.
Passo 5 — a primeira constante. De v(0)=5:
5=A1+10⟹A1=−5
Passo 6 — a segunda. A corrente inicial dá a derivada da tensão, pela própria LKC:
2=55+201dtdv(0)⟹dtdv(0)=20V/s
Derivando v e avaliando em zero, dtdv(0)=A2−2A1=A2+10:
A2+10=20⟹A2=10v(t)=10−5e−2t+10te−2tV
t=0: as condições dadas viram fontes. O indutor é uma fonte de 2A e o capacitor uma de 5V; o 5Ω leva 1A, sobra iC=1A e dv(0)/dt=1/(1/20)=20V/s.
Passo 7 — a corrente. Volte na LKC, com dtdv=e−2t(20−20t):
Conferência — em t=0: v=5 V e i=2 A, as condições dadas ✔ Em t→∞ o capacitor abre e o indutor vira fio, então i=10/5=2 A e v=10 V ✔ Curioso: i começa e termina em 2 A, mas sobe no meio — o pico de te−2t está em t=0,5 s ✔ Confere com a resolução da prova.
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Questão 402º EE2016.2Condições iniciais · Uma chave comuta, a outra parte o circuito em dois3 ptsVer material
Sabendo que o circuito a seguir encontra-se em regime permanente em t=0−, determine os valores de ig, i1, v, di/dt e dv/dt em t=0− e em t=0+.
São duas chaves em t=0: a da esquerda comuta a fonte de 20 para 40V, e a do meio abre, partindo o circuito em dois pedaços. Depois disso o lado direito vive só da fonte controlada — que continua obedecendo ao i1 do lado esquerdo.
Passo 1 — o circuito em 0−. Fonte de 20V, chave do meio fechada, capacitor aberto e indutor em fio. Com o capacitor aberto, o 2Ω não conduz e todo o topo é um nó a 20V:
v(0−)=20Vi1(0−)=520=4A
O indutor curto-circuita a si mesmo, então o ramo do 10Ω vê os 20 V inteiros:
i(0−)=1020=2Ai4Ω(0−)=420=5A
Passo 2 — a corrente da fonte em 0−. A fonte controlada vale 2i1=8A e injeta no nó de topo, ajudando a fonte. A LKC dá
ig+8=0+4+2+5=11⟹ig(0−)=3A
Em regime permanente nada varia, então as duas derivadas em 0− valem zero.
t=0−: capacitor aberto, indutor em curto. O 2Ω não conduz, e todo o fio de cima fica a 20V. LKC no nó de cima, com a controlada injetando 8A: ig+8=4+2+5, ou ig=3A.
Passo 3 — o lado esquerdo em 0+. A chave do meio abriu e a fonte virou 40V. Sobram, à esquerda, o ramo 2Ω + capacitor e o 5Ω.
O capacitor não salta: v(0+)=20V. Então o 2Ω passa a conduzir:
Passo 4 — o lado direito em 0+. Ele ficou isolado, alimentado apenas pela fonte controlada, que agora vale
2i1(0+)=16A
O indutor mantém i(0+)=2A, então o resto vai para o 4Ω:
i4Ω(0+)=16−2=14A⟹vnoˊ=4⋅14=56V
t=0+: dois pedaços, cada um com sua fonte. À esquerda, o capacitor é uma fonte de 20V: iC=(40−20)/2=10A e i1=8A. À direita, a controlada vale 16A, o indutor segura 2A e o 4Ω fica com 14A, o que põe o nó em 56V.
Passo 5 — a derivada da corrente. Desse nó, o 10Ω cai 10⋅2=20V, e o que sobra é do indutor:
vL(0+)=56−20=36V⟹dtdi(0+)=236=18A/s
Conferência — repare no efeito em cascata: dobrar a fonte dobrou i1, o que dobrou a fonte controlada, o que jogou o nó da direita de 20 para 56V ✔ E a chave do meio, ao abrir, tirou do lado direito o caminho pela fonte — é isso que faz o 4Ω receber 14 A em vez de 5 ✔ Confere com a resolução da prova.
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Questão 412º EE2016.2Resposta ao degrau · Indutor que curto-circuita o resistor no fim3 ptsVer material
Determinar a corrente i para t>0, sabendo que a corrente que passa no indutor no instante t=0 é igual a 3A.
O indutor está em paralelo com o 4Ω, então lá no fim ele curto-circuita esse resistor e a corrente da fonte fica valendo 10/12. A condição inicial de 3A é maior que isso — o transitório vai descer.
Gabarito
i(t)=65+2413e−t/2≈0,833+0,542e−t/2A
Passo a passo
Passo 1 — as relações. LKC no nó, LKT na malha da fonte e a lei do indutor:
Passo 3 — resposta natural. De s+21=0 vem s=−21:
iL,n(t)=Ae−t/2
A constante de tempo. Com a fonte em curto, os terminais do indutor enxergam o 12Ω em paralelo com o 4Ω: Req=3Ω e τ=6/3=2s, o mesmo s=−1/2.
Passo 4 — resposta forçada.2K=2410, logo iL,f=2420=65A.
Regime final. O indutor vira fio e curto-circuita o 4Ω, que fica sem corrente; a fonte vê só o 12Ω e iL=i=10/12=5/6A — a resposta forçada.
Passo 5 — a constante. De iL(0)=3:
3=A+65⟹A=613⟹iL(t)=613e−t/2+65A
O instante inicial. O indutor vira fonte de 3A. A LKC no nó, 1210−vL=4vL+3, dá vL(0+)=−6,5V e i(0+)=1,375A — é o valor que a expressão final tem de reproduzir em t=0.
Passo 6 — volte para i. Some a corrente do resistor:
Conferência —τ=ReqL=12∥46=36=2 s, e de fato s=−1/2 ✔ Em t→∞ o indutor curto-circuita o 4Ω e i→10/12=5/6 A ✔ Em t=0: i=13/24+20/24=33/24=1,375 A, e o cheque direto dá vL(0)=6⋅(−13/12)=−6,5 V, então i=1210+6,5=1,375 A ✔ Confere com a resolução da prova.
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Questão 422º EE2016.2Superamortecido · RLC paralelo puro com fonte de corrente4 ptsVer material
Determinar a corrente i para t>0, sabendo que a tensão no capacitor e a corrente no indutor em t=0 valem, respectivamente, 4V e 2A.
Esse é RLC paralelo puro — os três elementos veem a mesma tensão. Dá para usar α=2RC1 e ω0=LC1 direto, e a equação em iL confirma.
Gabarito
i(t)=23e−2t−22e−4tA
Passo a passo
Passo 1 — as relações. Como tudo está em paralelo, a tensão v é comum:
10=i+iL+iCi=4vv=3dtdiLiC=241dtdv
Passo 2 — a equação em iL. Trocando v por 3diL/dt:
Duas raízes reais distintas: superamortecido. Pelas fórmulas do RLC paralelo dá o mesmo:
α=2RC1=2⋅4⋅2411=3ω0=LC1=3/241=22
e α2=9>ω02=8, com s=−3±9−8=−3±1.
O RLC paralelo reconhecido. Com a fonte de corrente aberta, os três elementos ficam em paralelo puro: α=3 e ω0=22, com α2=9>ω02=8 — superamortecido, s=−2 e s=−4.
Passo 4 — resposta forçada.8K=80, logo iL,f=10A.
Regime final. O indutor em fio curto-circuita o 4Ω e o capacitor: a tensão comum zera e os 10A da fonte passam inteiros por ele — a resposta forçada iL,f=10A.
Passo 5 — as constantes. De iL(0)=2:
A1+A2=−8
E de v(0)=4=3dtdiL(0), ou seja dtdiL(0)=34:
−2A1−4A2=34⟹A1+2A2=−32
Subtraindo as duas:
A2=322A1=−346iL(t)=−346e−2t+322e−4t+10A
O instante inicial. Indutor como fonte de 2A, capacitor como fonte de 4V: i(0+)=4/4=1A e sobram iC=10−1−2=7A, ou dv/dt=7⋅24=168V/s — o que v=92e−2t−88e−4t de fato dá em t=0.
Passo 6 — chegue em i. Primeiro a tensão:
v=3dtdiL=3(392e−2t−388e−4t)=92e−2t−88e−4tV
E i é simplesmente v/4:
i(t)=23e−2t−22e−4tA
Conferência — em t=0: v=92−88=4 V ✔ e i=23−22=1 A, que é 4/4 ✔ Em t→∞ o indutor vira fio e curto-circuita tudo: v→0, i→0 e iL→10 A, os 10 A inteiros da fonte ✔ Confere com a resolução da prova.
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Questão 432º EE2015.1Condições iniciais · Fonte controlada que só acorda depois da comutação3 ptsVer material
Considere que o circuito abaixo está em regime permanente em t=0−. Determine os valores de dv/dt e di/dt no instante t=0+.
Em t<0 está tudo parado: o capacitor, aberto, impede corrente no 5Ω, então v1=0 e a fonte controlada entrega zero — e, sem ela, o lado direito também fica em zero. A comutação para 15V é o que liga o circuito, e a segunda chave, ao abrir, isola os dois lados.
Gabarito
dtdv(0+)=5V/s · dtdi(0+)=30A/s
Passo a passo
Passo 1 — o circuito em 0−. Fonte de 10V, segunda chave fechada, capacitor aberto e indutor em fio.
Com o capacitor aberto, nada entra pelo topo. A LKC no nó do 5Ω — que a chave fechada une ao nó da fonte controlada — fica
2v1=5v1+6v1+6v1⟹2v1=0,533v1⟹v1(0−)=0
A única solução é o zero: a fonte controlada não consegue se sustentar sozinha.
Em t=0−. Capacitor aberto, indutor em fio, segunda chave fechada. A LKC no nó do 5Ω dá 2v1=5v1+6v1+6v1, logo v1=0: a controlada entrega zero, i(0−)=0 e o capacitor fica com a fonte inteira, v(0−)=10V.
Passo 2 — as condições iniciais. Com o nó a zero, o capacitor enxerga a fonte inteira e o indutor não conduz:
v(0−)=10−0=10Vi(0−)=0
E, por continuidade, v(0+)=10V e i(0+)=0.
Passo 3 — o lado esquerdo em 0+. A fonte virou 15V e a segunda chave abriu. A LKT da malha da esquerda dá a tensão do 5Ω:
−15+v+v1=0⟹v1(0+)=15−10=5V
Como o ramo do 5Ω é o único caminho, é ele que leva a corrente do capacitor:
iC(0+)=55=1A⟹dtdv(0+)=1/51=5V/s
Em t=0+, lado esquerdo. O capacitor vira fonte de 10V em série com a de 15V: sobram v1=15−10=5V no 5Ω, que leva iC=1A, e dv/dt=1/(1/5)=5V/s. Com a segunda chave aberta, essa corrente não tem outro caminho.
Passo 4 — o lado direito em 0+. Isolado pela chave aberta, ele é alimentado só pela fonte controlada, que agora vale
2v1(0+)=10A
O indutor mantém i=0, então o 6Ωhorizontal não conduz e os 10A vão todos para o 6Ω vertical:
vnoˊ=6⋅10=60V
O lado direito, isolado. A controlada injeta 10A; o indutor segura i=0, o 6Ω horizontal não conduz e os 10A vão todos para o vertical: 6⋅10=60V, que caem inteiros no indutor.
Passo 5 — a derivada da corrente. Sem queda no 6Ω horizontal, esses 60V caem inteiros no indutor:
dtdi(0+)=260=30A/s
Conferência — o mecanismo é em cadeia: a comutação carrega 5V no 5Ω, o que acorda a fonte controlada com 10A, o que joga 60V no indutor ✔ E é a chave abrindo que garante isso: se ela continuasse fechada, os 10A voltariam pelo 5Ω e a conta seria outra ✔ Confere com as duas resoluções do acervo.
Sobre o gabarito — uma das cópias do acervo traz, em anotação vermelha, v(0−)=6V, v1(0+)=4V, dv/dt=20V/s e di/dt=12A/s. Esses números não fecham: com v(0−)=6 a LKT daria v1=15−6=9V, não 4. A resolução limpa (e a segunda cópia inteira) chega aos valores acima.
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Questão 442º EE2015.1Resposta ao degrau · Resistor do meio em paralelo com o ramo do indutor3 ptsVer material
Determine v(t) para t>0 no circuito abaixo, dado que i(0)=2A.
A tensão pedida é a do 2Ωvertical, que é a mesma do ramo 4Ω + indutor. Como só há uma condição inicial (i), resolva em i e depois volte para v pela LKT desse ramo.
Gabarito
v(t)=4−e−25tV
Passo a passo
Passo 1 — as relações. Chamando iR a corrente do 2Ω vertical:
iT=iR+i10=2iT+vv=2iRv=4i+2dtdi
Passo 2 — junte em i. Das duas últimas, iR=2v=2i+dtdi. Levando na LKT:
A constante de tempo. Com a fonte em curto, os dois 2Ω ficam em paralelo (1Ω) e em série com o 4Ω: Req=5Ω e τ=2/5s, o mesmo s=−5/2.
Passo 4 — resposta forçada.5K=5, logo if=1A.
Regime final. O indutor vira fio, o 4Ω fica em paralelo com o 2Ω vertical (4/3Ω) e o divisor dá v=4V; pelo ramo do indutor passa i=4/4=1A — a resposta forçada.
Passo 5 — a constante. De i(0)=2:
2=A+1⟹A=1⟹i(t)=e−25t+1A
O instante inicial. O indutor vira fonte de 2A. A LKC no nó do meio, 210−v=2v+2, dá v(0+)=3V — o que v(t)=4−e−5t/2 tem de dar em t=0.
Passo 6 — volte para v. Pela LKT do ramo do indutor:
Conferência —τ=ReqL=4+(2∥2)2=52 s, e de fato s=−5/2 ✔ Em t=0: v=3 V, então iR=1,5 A, iT=3,5 A e a LKT fecha em 2⋅3,5+3=10 V ✔ Em t→∞ o indutor vira fio, 4∥2=4/3 e o divisor dá v=10⋅2+4/34/3=4 V, com i=1 A ✔ Confere com a resolução da prova.
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Questão 452º EE2015.1Superamortecido · Degrau de fonte de corrente com RL e C4 ptsVer material
Dado que o circuito encontra-se em regime permanente CC em t<0, determine v(t) e i(t) para t>0.
Repare no que é pedido: v é a tensão do indutor (não a do nó) e i é a corrente do capacitor. As duas começam do que a comutação de 2 para 5A deixa sobrando.
Passo 1 — condições iniciais. Com a fonte de 2A, o capacitor é aberto e o indutor é fio: todos os 2A atravessam o ramo do 10Ω.
iL(0)=2AvC(0)=10⋅2=20V
Em t=0−. Capacitor aberto e indutor em fio: os 2A inteiros passam pelo 10Ω, que fica com 20V — a tensão do capacitor. Por continuidade, iL(0+)=2A e vC(0+)=20V.
Passo 2 — as relações para t>0. Com a fonte de 5A, chamando vC a tensão do nó:
O RLC série reconhecido. Com as fontes de corrente abertas, o 10Ω, o indutor e o capacitor formam um laço só: α=10/4=2,5 e ω02=1/(2⋅0,1)=5. Como α2=6,25>5, é superamortecido, com s=−2,5±1,25.
Passo 5 — resposta forçada.5K=25, logo iL,f=5A — coerente, porque no fim o indutor vira fio e leva os 5A inteiros.
Em t=0+. Indutor como fonte de 2A, capacitor como fonte de 20V: o 10Ω consome os 20V inteiros, então v(0+)=0 e diL(0)/dt=0; o capacitor leva o que sobra dos 5A, i(0+)=3A.
Passo 6 — as constantes. De iL(0)=2:
A1+A2=−3
E de vC(0)=20=10⋅2+2dtdiL(0), ou seja dtdiL(0)=0:
Passo 8 — a corrente do capacitor. Direto da LKC, i=5−iL:
i(t)=4,85e−1,38t−1,85e−3,62tA
Conferência — em t=0: v=0 (o indutor tinha corrente constante, logo não caía tensão nele) ✔ e i=4,85−1,85=3 A, que é exatamente o que sobra dos 5A depois dos 2A presos no indutor ✔ Em t→∞ as duas vão a zero e iL→5 A ✔ Confere com a resolução da prova.
Sobre o gabarito — uma das duas cópias do acervo resolve este quesito com 4Ω no lugar do 10Ω (chegando a v=15e−tsen2t, subamortecido). O enunciado traz 10Ω, e é com ele que a outra cópia — e as raízes −1,382 e −3,618 — fecham.
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Questão 462º EE2014.2Condições iniciais · Sai a fonte de tensão, entra a de corrente3 ptsVer material
Sabendo que o circuito encontra-se em regime permanente em t=0−, determine i, v, dv/dt e di/dt em t=0+.
Em t=0 o circuito troca de dono: a fonte de 20Vsai, e entram o 3Ω e a fonte de 5A. Em 0− o indutor, sendo fio, junta os dois nós de cima, e é ele que faz o 2Ω ver a fonte pelo 8Ω.
Gabarito
i(0+)=2A · v(0+)=4V
dtdv(0+)=50V/s · dtdi(0+)=−20A/s
Passo a passo
Passo 1 — o circuito em 0−. Só a fonte de 20V está ligada; capacitor aberto e indutor em fio. Sobram o 8Ω e o 2Ω em série:
i(0−)=8+220=2Av(0−)=2⋅2=4V
Por continuidade:
i(0+)=2Av(0+)=4V
Em t=0−. Indutor em fio, capacitor aberto, ramos do 3Ω e da fonte de 5A abertos: sobram o 8Ω e o 2Ω em série com a fonte, i=2A e v=4V.
Passo 2 — o circuito em 0+. A fonte de tensão saiu, o 3Ω e a fonte de 5A entraram. O indutor mantém 2A e o capacitor mantém 4V.
A corrente do 2Ω sai direto da lei de Ohm:
iR(0+)=24=2A
Em t=0+. O indutor vira fonte de 2A e o capacitor fonte de 4V. No nó do capacitor sobram iC=5A; na malha da esquerda, os 2A sobem pelo 3Ω (6V), e o indutor fica com vL=−10V.
Passo 3 — a derivada da tensão. LKC no nó do capacitor: entram os 2A do indutor e os 5A da fonte; saem 2A pelo 2Ω:
iC(0+)=2+5−2=5A⟹dtdv(0+)=1/105=50V/s
Passo 4 — a derivada da corrente. Os 2A do indutor sobem pelo 3Ω, que cai 3⋅2=6V. A LKT da malha da esquerda dá
6+vL+4=0⟹vL(0+)=−10Vdtdi(0+)=1/2−10=−20A/s
Conferência — as duas derivadas apontam para lados opostos, e faz sentido: a fonte de corrente entope o nó do capacitor (que sobe rápido), enquanto o indutor, sem fonte de tensão para sustentá-lo, tem de devolver energia e sua corrente cai ✔ Confere com a resolução da prova.
Sobre o enunciado — o acervo tem apenas a resolução desta prova. O circuito acima foi reconstruído a partir dos dois estados que ela desenha (t=0− e t=0+): é o arranjo mais simples de chaves que reproduz os dois exatamente.
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Questão 472º EE2014.2Resposta ao degrau · O indutor que era o curto do resistor3 ptsVer material
O circuito está em regime permanente em t<0. Determine i(t) e v(t) para t>0.
Em t<0 o indutor é um fio em paralelo com o 2Ω — ou seja, ele curto-circuita o resistor, e a fonte de 48V vê só o 6Ω. Daí a corrente inicial alta.
Gabarito
i(t)=2+6e−6tA
·
v(t)=12+9e−6tV
Passo a passo
Passo 1 — condição inicial. Com o 2Ω em curto pelo indutor:
i(0−)=648=8A⟹i(0+)=8A
Em t=0−. O indutor em fio curto-circuita o 2Ω, e a fonte de 48V vê só o 6Ω: i(0−)=8A, que o indutor carrega para t=0+.
Passo 2 — as relações para t>0. Agora a fonte é de 12V:
A constante de tempo. Com a fonte em curto, os terminais do indutor enxergam o 6Ω em paralelo com o 2Ω: Req=3/2Ω e τ=3/21/4=61s, o s=−6 da equação.
Passo 4 — resposta natural e forçada. De s+6=0 vem s=−6; e 6K=12 dá if=2A:
i(t)=Ae−6t+2
Passo 5 — a constante. De i(0)=8:
8=A+2⟹A=6⟹i(t)=2+6e−6tA
Em t=0+. O indutor vira fonte de 8A e a fonte agora é de 12V. A LKC no nó dá vn=−9V, logo v(0+)=21V e di/dt=−9/(1/4)=−36A/s — os valores que v(t) e i(t) têm de reproduzir em t=0.
Passo 6 — a tensão do 6Ω. Ela é 6iT=6(i+iR), e iR=81dtdi, com dtdi=−36e−6t:
Conferência —τ=ReqL=6∥21/4=3/21/4=61 s, e de fato s=−6 ✔ Em t=0: v=21 V, ou seja iT=3,5 A, e a LKT fecha com vL=12−21=−9 V, isto é di/dt=−36 A/s ✔ Em t→∞ o indutor volta a curto-circuitar o 2Ω: v→12 V e i→2 A ✔ Confere com a resolução da prova.
Sobre o enunciado — o acervo tem apenas a resolução desta prova; o circuito acima é o que ela desenha nos dois estados, com a comutação de 48 para 12V.
Determine vC(t) e i(t) para t>0, sabendo que vC(0)=8V e iL(0)=4A.
Os valores de L e C são feios de propósito: foram escolhidos para a equação característica cair em raízes redondas, −1 e −6. As duas condições iniciais já vêm dadas, então o trabalho é montar a equação e casar as constantes.
Regime final. Capacitor aberto e indutor em fio: sobra o divisor do 10Ω com o 2Ω, vC=30⋅2/12=5V — a resposta forçada — e i=2,5A.
Passo 5 — a primeira equação. De vC(0)=8:
A1+A2=3
O instante inicial. Indutor como fonte de 4A, capacitor como fonte de 8V: o 2Ω leva 8/2=4A, que é toda a corrente do indutor. Sobra iC(0+)=0, ou seja, dvC(0)/dt=0 — a segunda condição para as constantes.
Passo 6 — a segunda. A corrente inicial do indutor entra pela LKC. Com dtdvC=−A1e−t−6A2e−6t,
Passo 7 — a corrente do 2Ω. É a lei de Ohm, i=vC/2:
i(t)=2,5+1,8e−t−0,3e−6tA
Conferência — em t=0: vC=8 V ✔ e i=4 A, o que com a LKC devolve iC(0)=iL(0)−i(0)=0 — coerente com dvC/dt(0)=−3,6+3,6=0 ✔ Em t→∞ o capacitor abre, o indutor vira fio e sobra o divisor 30⋅122=5 V, com i=2,5 A ✔ Confere com a resolução da prova.
Sobre o enunciado — o acervo tem apenas a resolução desta prova; o circuito e as duas condições iniciais acima são os que ela usa.
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Questão 492º EE2022.1Subamortecido · Capacitor que troca de ramo na comutação4 ptsVer material
Determinar a tensão v e a corrente i para t>0, dado que o circuito está em regime permanente para t=0−.
A chave da prova é comutadora: em t<0 o capacitor está ligado ao ramo do 3Ω com a fonte de 4V — que o deixa carregado com 4V — e em t=0 ele troca de ramo, passando a enxergar o indutor. É essa leitura que reproduz as duas condições iniciais e a equação da resolução.
Passo 1 — condições iniciais. Em 0− o capacitor está do lado do 3Ω, aberto e sem corrente, logo enxerga a fonte inteira:
vC(0)=4V
Do outro lado, o indutor é fio e aterra o nó do meio, então os 20V caem todos no 10Ω:
i(0)=1020=2A
Regime permanente antes da chave (t=0−). O indutor é fio e leva 20/10=2A; o capacitor, aberto e sem corrente, fica com a tensão inteira da fonte de 4V, porque o 3Ω não tem queda.
Passo 2 — as relações para t>0. Com o capacitor agora em paralelo com o indutor:
20=10iT+4dtdiiT=i+iCiC=201dtdvCvC=4dtdi
Passo 3 — a equação em i. Trocando iC e depois vC:
O RLC que sobra para t>0. Com a fonte de 20V zerada, o 10Ω, o indutor e o capacitor ficam em paralelo (o ramo do 3Ω saiu na comutação): α=2RC1=2⋅10⋅2011=1 e ω0=LC1=5, logo ωd=5−1=2 — as raízes −1±j2.
Passo 5 — resposta forçada.5K=10, logo if=2A.
Passo 6 — a primeira constante. De i(0)=2:
2=A1+2⟹A1=0
O instante t=0+. O indutor vira fonte de 2A e o capacitor fonte de 4V, agora em paralelo com o indutor. A tensão do indutor é a do capacitor: 4di/dt(0+)=4, ou di/dt(0+)=1A/s — é a condição que fixa A2.
Passo 7 — a segunda. A tensão do capacitor é 4di/dt, e em t=0, com A1=0:
vC(0)=4⋅2A2=4⟹A2=21i(t)=2+21e−tsen2tA
Passo 8 — as duas tensões. Derivando,
vC=4dtdi=4e−tcos2t−2e−tsen2tV
e a do 10Ω sai da LKT, v=20−vC:
v(t)=20−4e−tcos2t+2e−tsen2tV
Conferência — em t=0: i=2 A e vC=4 V, as condições iniciais ✔ e v=16 V, o que dá iT=1,6 A, coerente com iC(0)=−0,4 A (o capacitor começa descarregando para o indutor) ✔ Em t→∞ o capacitor abre, o indutor vira fio e v→20 V com i→2 A ✔ Confere com a resolução da prova.
Sobre o enunciado — no desenho original a chave comuta o nó do indutor entre o ramo do 3Ω e o capacitor, o que deixaria o capacitor flutuante em t<0 — e então vC(0) seria indefinido, embora a resolução use 4V. A leitura desenhada acima (a chave comuta o capacitor entre os dois ramos) é a que fecha tudo: dá vC(0)=4V de verdade, tira o 3Ω depois de t=0 e reproduz exatamente a equação e o gabarito da prova. Se o ramo do 3Ω continuasse no circuito depois de t=0, a equação seria dt2d2i+8,67dtdi+5i=16,7 e a resposta cairia no caso superamortecido — nada parecido com o gabarito.
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Questão 502º EE2024.1Resposta ao degrau · Indutor em paralelo com o resistor de saída3 ptsVer material
Determine a tensão v e a corrente i para t>0, dado que o circuito está em regime permanente em t=0−.
A comutação sobe a fonte: de 20 para 100V. E repare que i é a corrente do 4Ωvertical — ou seja, ela é a tensão do indutor dividida por 4, e portanto proporcional a diL/dt. Em regime permanente ela vale zero nas duas pontas.
Gabarito
v(t)=100−40e−2tV
·
i(t)=10e−2tA
Passo a passo
Passo 1 — condição inicial. Com 20V e o indutor em fio, o 4Ω vertical fica em curto:
iL(0−)=420=5A⟹iL(0+)=5A
Regime permanente com a fonte de 20 V (t=0−). O indutor é fio e põe o 4Ω vertical em curto: toda a corrente 20/4=5A passa pelo indutor, e i(0−)=0.
Passo 2 — as relações para t>0. Agora a fonte é de 100V:
Passo 4 — resposta natural e forçada. De s+2=0 vem s=−2; e 2K=50 dá iL,f=25A.
A constante de tempo. Com a fonte zerada, o indutor enxerga os dois 4Ω em paralelo: Req=2Ω e τ=L/Req=1/2s — a raiz s=−2.
Passo 5 — a constante. De iL(0)=5:
5=A+25⟹A=−20⟹iL(t)=25−20e−2tA
Passo 6 — a corrente do 4Ω vertical.
i=41dtdiL=41⋅40e−2t⟹i(t)=10e−2tA
Passo 7 — a tensão do 4Ω horizontal. É 4iT:
v=4(i+iL)=4(25−20e−2t+10e−2t)v(t)=100−40e−2tV
O instante t=0+. A fonte sobe para 100V e o indutor vira fonte de 5A. Nó do meio: 4100−vx=4vx+5, ou vx=40V; daí i(0+)=10A e v(0+)=60V, os valores das respostas em t=0.
Conferência —τ=ReqL=4∥41=21 s, e de fato s=−2 ✔ Em t=0: v=60 V, então iT=15 A e a tensão do indutor é 100−60=40 V — exatamente o que dá i(0)=40/4=10 A ✔ Em t→∞ o indutor volta a curto-circuitar o 4Ω: i→0 e v→100 V ✔ Confere com a resolução da prova.
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Questão 512º EE2024.1Subamortecido · RLC paralelo com as três correntes pedidas4 ptsVer material
Determinar a tensão v e as correntes iR, iL e iC para t>0, onde v(0)=50V e iL(0)=10A.
RLC paralelo puro com fonte de corrente: os três elementos veem a mesma v, e as três correntes pedidas saem de v e da própria LKC. Aqui α<ω0 — o circuito oscila antes de acomodar.
Gabarito
v(t)=e−2,5t(50cos2,96t+363,4sen2,96t)V
iR(t)=e−2,5t(8,33cos2,96t+60,57sen2,96t)A
iL(t)=50−e−2,5t(40cos2,96t+25,36sen2,96t)A
iC(t)=e−2,5t(31,67cos2,96t−35,21sen2,96t)A
Passo a passo
Passo 1 — as relações. Tudo em paralelo, com v comum:
O RLC paralelo. Com a fonte de corrente aberta, sobram R, L e C em paralelo: α=2RC1=2,5 e ω0=LC1=15. Como α<ω0, subamortecido, com ωd=15−6,25≈2,96.
Passo 4 — resposta forçada.15K=750, logo iL,f=50A — no fim o indutor vira fio e leva os 50A inteiros.
Regime final (t→∞). O indutor vira fio e curto-circuita o 6Ω e o capacitor: v=0, e os 50A da fonte passam inteiros pelo indutor — a resposta forçada iL,f=50A.
Passo 5 — a primeira constante. De iL(0)=10:
A1+50=10⟹A1=−40
Passo 6 — a segunda. De v(0)=50=2dtdiL(0), vem dtdiL(0)=25. Derivando a resposta e avaliando em zero:
O instante t=0+. O indutor é fonte de 10A e o capacitor fonte de 50V, que fixa v para todos. O 6Ω leva 50/6 e a LKC entrega o resto ao capacitor — os valores das respostas em t=0.
Conferência — em t=0: v=50 V ✔, iL=10 A ✔, iR=50/6=8,33 A ✔ e iC=50−8,33−10=31,67 A ✔ Em t→∞ tudo vai a zero menos iL, que fica com os 50A ✔
Sobre o gabarito — a resolução do acervo resolve este quesito com L=5H em vez dos 2H do enunciado impresso. Com 5H a equação vira dt2d2iL+5dtdiL+6iL=300, as raízes ficam reais (−2 e −3, caso superamortecido) e ela chega a
Os valores acima são os do enunciado (2H); se a sua prova trouxer 5H, use estes últimos.
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Questão 522º EE2024.2Condições iniciais · Duas chaves que ligam duas fontes de corrente3 ptsVer material
O circuito está em regime permanente em t=0−. Determine os valores de v, i, dv/dt e di/dt em t=0− e em t=0+.
As duas chaves estão abertas em t<0 e fecham em t=0. Antes disso o circuito são três pedaços: o divisor da fonte de 40V, o par de 10Ω com o indutor e a fonte de 10A, e a fonte de 20A desligada. É essa leitura que dá condições iniciais redondas.
Gabarito
Em 0−: v=20V · i=10A · dtdv=0 · dtdi=0
Em 0+: v=20V · i=10A · dtdv=18V/s · dtdi=55A/s
Passo a passo
Passo 1 — o lado esquerdo em 0−. Chave aberta e capacitor aberto: sobram os dois 4Ω em série:
ifonte(0−)=4+440=5A⟹v(0−)=4⋅5=20V
Passo 2 — o miolo em 0−. O indutor é fio, então o nó dele está no terra. O nó do 10Ω vertical só tem esse resistor e o 10Ω horizontal: sem outra fonte, a LKC obriga esse nó a ficar em zero também, e nada circula pelos dois 10Ω.
Sobra a fonte de 10A, que injeta direto no nó do indutor:
i(0−)=10A
Em regime permanente as duas derivadas em 0− valem zero.
Regime permanente com as chaves abertas (t=0−). Capacitor aberto: a fonte de 40V só alimenta o divisor dos dois 4Ω, e v=20V. Indutor em curto: o nó dele fica no terra, os 10Ω não conduzem e os 10A da fonte descem todos pelo indutor.
Passo 3 — continuidade.
v(0+)=20Vi(0+)=10A
Passo 4 — o nó do indutor em 0+. As chaves fecharam, então as duas fontes de corrente (10+20=30A) despejam nesse nó, e o indutor ainda só leva 10A. O excedente tem de voltar pelo 10Ω horizontal:
1020−vD+30=10⟹vD=220V
(usei que a chave da esquerda fechada põe o nó do 10Ω vertical no mesmo potencial do capacitor, 20V).
Passo 5 — a derivada da corrente. O indutor está entre esse nó e o terra:
dtdi(0+)=4220=55A/s
Passo 6 — a derivada da tensão. LKC no nó do capacitor, que agora recebe também os 20A que sobem pelo 10Ω horizontal:
fonte de 40V5+10Ωhorizontal20=4Ω5+10Ωvertical2+iCiC(0+)=18A⟹dtdv(0+)=118=18V/s
O instante t=0+. Capacitor como fonte de 20V, indutor como fonte de 10A. No nó do indutor entram 30A e saem 10: os 20A restantes voltam pelo 10Ω horizontal, o que exige vD=20+10⋅20=220V. No nó do capacitor, 5+20=5+2+iC, ou iC=18A.
Conferência — o sinal de vD é o que dá o tom: as fontes de corrente empurram 30A num nó que só sabe escoar 10A, e a tensão desse nó explode para 220V — daí a derivada grande da corrente do indutor ✔ E os 20A que sobem pelo 10Ω são o que alimenta a subida do capacitor ✔
Sobre o gabarito — esta prova não tem resolução no acervo. Os valores acima foram obtidos com a análise de 0− e 0+ e conferidos pela LKC nos dois nós; a leitura das chaves (“abrem em t<0, fecham em t=0”) é a única que dá v(0−) e i(0−) redondos.
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Questão 532º EE2024.2Resposta ao degrau · Tensão do indutor como resposta3 ptsVer material
Determine a tensão v e a corrente i para t>0, dado que o circuito está em regime permanente em t=0−.
O indutor está em paralelo com o 25Ω, então v é a própria tensão do indutor — e em regime permanente ela é zero nas duas pontas. A resposta é uma exponencial pura, sem termo constante.
Gabarito
i(t)=4−2e−35tA
·
v(t)=3100e−35t≈33,3e−1,67tV
Passo a passo
Passo 1 — condição inicial. Com a fonte de 100V e o indutor em fio, o 25Ω fica em curto:
i(0−)=50100=2A⟹i(0+)=2A
Regime permanente com a fonte de 100 V (t=0−). O indutor é fio e curto-circuita o 25Ω: a fonte só enxerga o 50Ω, e i(0−)=2A.
Passo 2 — as relações para t>0. Com a fonte de 200V:
Passo 4 — resposta natural e forçada. De s+35=0 vem s=−35; e 35K=320 dá if=4A.
A constante de tempo. Indutor retirado e fonte zerada: dos terminais dele se veem o 50Ω e o 25Ω em paralelo, Req=50/3Ω, e τ=L/Req=0,6s — a raiz s=−5/3.
O instante t=0+. A fonte sobe para 200V e o indutor vira fonte de 2A. Nó de cima: 50200−v=2+25v, ou v(0+)=100/3V — o coeficiente da exponencial de v.
Conferência —τ=ReqL=50∥2510=50/310=0,6 s, e de fato s=−5/3 ✔ Em t=0: v=33,3 V, então iR=1,33 A, iT=3,33 A e a LKT fecha em 50⋅3,33+33,3=200 V ✔ Em t→∞ o indutor volta a curto-circuitar o 25Ω: v→0 e i→200/50=4 A ✔
Sobre o gabarito — esta prova não tem resolução no acervo. A resposta foi verificada em t=0 (pela LKT com as três correntes) e em t→∞, e a constante de tempo confere com L/Req.
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Questão 542º EE2024.2Superamortecido · Tensão que começa positiva e cai para zero4 ptsVer material
Determinar a tensão v e as correntes iL e iC para t>0, onde v(0)=150V e iL(0)=10A.
O indutor e o capacitor estão em paralelo, logo v serve para os dois. Repare no que as condições iniciais dizem: i(0)=(500−150)/50=7A é menor que os 10A do indutor, então o capacitor começa fornecendo corrente — e iC(0) sai negativo.
Gabarito
v(t)=300e−10t−150e−5tV
iL(t)=10+2e−5t−2e−10tA
iC(t)=e−5t−4e−10tA
Passo a passo
Passo 1 — as relações. LKT na malha da fonte, LKC no nó e as leis dos dois elementos:
500=50i+vi=iL+iCv=15dtdiLiC=7501dtdv
Passo 2 — a equação em iL. Substituindo i e depois v:
O RLC paralelo escondido. Com a fonte zerada, o 50Ω fica em paralelo com o indutor e o capacitor: α=2RC1=100750=7,5 e ω0=LC1=50. Como α>ω0, superamortecido: s=−7,5±56,25−50=−7,5±2,5.
Passo 4 — resposta forçada.50K=500, logo iL,f=10A — no fim o indutor vira fio, o capacitor abre e a fonte vê só o 50Ω: 500/50=10A ✓
Regime final (t→∞). O indutor vira fio, o capacitor abre, e a fonte vê só o 50Ω: iL,f=10A e v→0.
Passo 5 — as constantes. De iL(0)=10:
A1+A2+10=10⟹A2=−A1
E de v(0)=150=15dtdiL(0), ou seja dtdiL(0)=10:
O instante t=0+. O indutor é fonte de 10A e o capacitor fonte de 150V. O 50Ω só deixa passar 7A, menos do que o indutor exige: o capacitor completa com 3A, e iC(0+)=−3A.
Conferência — em t=0: v=300−150=150 V ✔, iL=10 A ✔ e iC=1−4=−3 A, que fecha a LKC com i(0)=50500−150=7 A: 7=10−3 ✔ Em t→∞: v→0, iC→0 e iL→10 A ✔
Sobre o gabarito — esta prova não tem resolução no acervo. Os valores de L e C foram escolhidos para as raízes saírem redondas (−5 e −10), e a resposta foi conferida em t=0 pela LKC e em t→∞ pelo regime permanente.
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Questão 552º EE2025.1Condições iniciais · Sessenta ampères num nó que só escoa dez3 ptsVer material
O circuito está em regime permanente em t=0−. Determine os valores de v, i, dv/dt e di/dt em t=0− e em t=0+.
Mesmo esqueleto do 1º quesito de 2024.2, com outros valores: em t<0 o circuito são três pedaços independentes, e em t=0 as duas chaves do topo fecham e a fonte sobe de 50 para 100V. O nó do indutor passa a receber 60A e só sabe escoar 10 — a tensão dele dispara.
Gabarito
Em 0−: v=7100≈14,29V · i=10A · dtdv=0 · dtdi=0
Em 0+: v=7100V · i=10A · dtdv=71850≈264,3V/s · dtdi=7900≈128,6A/s
Passo a passo
Passo 1 — o lado esquerdo em 0−. Fonte de 50V, chave aberta e capacitor aberto: divisor entre o 5Ω e o 2Ω.
ifonte=5+250=750A⟹v(0−)=2⋅750=7100≈14,29V
Passo 2 — o miolo em 0−. O indutor, sendo fio, aterra o nó dele. O nó do segundo 2Ω só tem esse resistor e o 10Ω: sem fonte para alimentá-los, ambos ficam com corrente zero e esse nó também vai a zero.
Sobra a fonte de 10A, que entrega direto ao indutor:
i(0−)=10A
Em regime permanente, as duas derivadas em 0− valem zero.
Regime permanente antes das chaves (t=0−). Capacitor aberto: a fonte de 50V só alimenta o divisor 5Ω / 2Ω, e v=100/7V. Indutor em curto: o nó dele fica no terra, o segundo 2Ω e o 10Ω não conduzem, e os 10A da fonte descem pelo indutor.
Passo 3 — continuidade.
v(0+)=7100Vi(0+)=10A
Passo 4 — o nó do indutor em 0+. As duas chaves fecharam: as fontes de 10 e 50A despejam 60A nesse nó, e o indutor só leva 10A. Os outros 50A têm de voltar pelo 10Ω:
O instante t=0+. A fonte sobe para 100V, o capacitor é fonte de 100/7V e o indutor fonte de 10A. No nó do indutor entram 60A e saem 10: os 50A voltam pelo 10Ω e levam vD a 3600/7V. No nó do capacitor, 7120+50=750+750+iC.
Conferência — o mecanismo é o mesmo de 2024.2: fontes de corrente entopem um nó cuja única saída é um indutor que ainda não mudou, e a tensão desse nó vai às alturas ✔ E são justamente os 50A de refluxo pelo 10Ω que fazem o capacitor subir tão rápido ✔
Sobre o gabarito — esta prova não tem resolução no acervo. As frações de sete vêm do divisor 5Ω / 2Ω e não são erro de conta: o enunciado simplesmente não foi montado para dar números redondos aqui. A leitura das chaves é a mesma do quesito gêmeo de 2024.2.
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Questão 562º EE2025.1Resposta ao degrau · A corrente que só existe no transitório3 ptsVer material
Determine a tensão v e a corrente i para t>0, dado que o circuito está em regime permanente em t=0−.
i é a corrente do 2Ω, que está em paralelo com o indutor. Em regime permanente o indutor curto-circuita esse resistor, então i vale zero antes e depois — ela só existe durante o transitório.
Gabarito
v(t)=50−6e−1,6tV
·
i(t)=3e−1,6tA
Passo a passo
Passo 1 — condição inicial. Com a fonte de 20V e o indutor em fio, o 2Ω fica em curto:
iL(0−)=820=2,5A⟹iL(0+)=2,5A
Em t=0−. A fonte de 20V está ligada e o indutor é um fio, que põe o 2Ω em curto: só o 8Ω limita a corrente, iL(0−)=20/8=2,5A.
Passo 2 — as relações para t>0. Com a fonte de 50V:
50=8iT+dtdiLiT=i+iL2i=dtdiL
Para t>0. A fonte de 50V entra e a de 20V sai. A corrente iT do 8Ω se divide entre o 2Ω e o indutor, que estão em paralelo: iT=i+iL e 2i=vL.
Passo 3 — a equação em iL. De i=21dtdiL:
50=8iL+4dtdiL+dtdiL⟹5dtdiL+8iL=50
Passo 4 — resposta natural e forçada. De 5s+8=0 vem s=−1,6; e 8K=50 dá iL,f=6,25A.
A constante de tempo. Com a fonte desligada, o indutor vê o 8Ω e o 2Ω em paralelo: Req=1,6Ω, e s=−Req/L=−1,6, a mesma raiz de 5s+8=0.
Passo 5 — a constante. De iL(0)=2,5:
2,5=A+6,25⟹A=−3,75⟹iL(t)=6,25−3,75e−1,6tA
Passo 6 — a corrente do 2Ω.
i=21dtdiL=21⋅6e−1,6t⟹i(t)=3e−1,6tA
Passo 7 — a tensão do 8Ω. Pela LKT, v=50−vL, e vL=dtdiL=6e−1,6t:
v(t)=50−6e−1,6tV
Em t=0+. O indutor vira uma fonte de corrente de 2,5A. A LKC no nó, (50−vn)/8=vn/2+2,5, dá vn=vL=6V: daí v(0+)=44V e i(0+)=3A, os valores das respostas em t=0.
Conferência —τ=ReqL=8∥21=1,61 s, e de fato s=−1,6 ✔ Em t=0: v=44 V, então iT=5,5 A, e como iL=2,5 A sobra i=3 A ✔ com vL=50−44=6 V, que dá i=6/2=3 A ✔ Em t→∞: i→0, v→50 V e iL→6,25 A ✔
Sobre o gabarito — esta prova não tem resolução no acervo. A resposta foi verificada em t=0 pelas três correntes do nó e em t→∞ pelo regime permanente, e a constante de tempo confere com L/Req.
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Questão 572º EE2025.1Criticamente amortecido · Indutor na entrada, capacitor na saída4 ptsVer material
Determinar a tensão v e a corrente i para t>0, onde v(0)=10V e i(0)=5A.
O indutor e o 12Ω estão em série com a fonte; o 4Ω e o capacitor, em paralelo na saída. Sem fórmula pronta de α: monte a equação e descubra que o discriminante zera — é o caso crítico.
Passo 1 — as duas leis. LKT na malha da fonte e LKC no nó de saída:
50=2dtdi+12i+vi=4v+81dtdv
As duas incógnitas. A corrente i do indutor percorre a malha da fonte inteira e chega ao nó de saída, onde se divide: v/4 pelo resistor e 81dv/dt pelo capacitor.
Passo 2 — elimine i. Levando a LKC (e sua derivada) na LKT:
Conferência — em t=0: v=10 V ✔ e i=3,125+1,875=5 A ✔ Em t→∞: v→12,5 V e i→3,125=50/16 A, o regime permanente com 12+4=16Ω ✔ E note que icruza o valor final e volta: o termo te−4t é negativo em i e positivo em v ✔
Sobre o gabarito — esta prova não tem resolução no acervo. A resposta foi conferida nas duas pontas (t=0 e t→∞) e pela LKC, e o caso crítico (s=−4 duplo) sai exato dos valores do enunciado.
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Questão 582º EE2025.2Condições iniciais · O indutor que aterra o nó da direita3 ptsVer material
O circuito está em regime permanente em t=0−. Determine os valores de v, i, dv/dt e di/dt em t=0− e em t=0+.
O 3Ω e o capacitor de 2F estão no mesmo nó, então v serve para os dois. E o indutor, sendo fio em regime permanente, põe o nó da direita no terra — é isso que faz o 2Ω conduzir nas duas pontas.
Gabarito
Em 0−: v=4V · i=2A · dtdv=0 · dtdi=0
Em 0+: v=4V · i=2A · dtdv=3V/s · dtdi=0
Passo a passo
Passo 1 — o circuito em 0−. Fonte de 24V, capacitor aberto e indutor em fio. O indutor aterra o nó da direita, então o 2Ω liga o nó de v direto ao terra. A LKC nesse nó dá
624−v=3v+2v×624−v=2v+3v⟹v(0−)=4Vi(0−)=2v=2A
Regime permanente: as duas derivadas em 0− são zero.
Em t=0−. Capacitor aberto, indutor em fio: o 2Ω fica em paralelo com o 3Ω, e a LKC dá v=4V, com i=4/2=2A descendo pelo indutor.
Passo 2 — continuidade.
v(0+)=4Vi(0+)=2A
Passo 3 — a derivada da corrente. No nó da direita só existem o 2Ω e o indutor, então o 2Ω leva exatamente os 2A do indutor. Isso fixa a tensão desse nó:
vnoˊ=4−2⋅2=0⟹dtdi(0+)=10=0
Passo 4 — a derivada da tensão. A fonte subiu para 60V, e agora entra muito mais corrente pelo 6Ω:
i6Ω(0+)=660−4=328A
LKC no nó de v, onde saem 4/3 A pelo 3Ω e 2 A pelo 2Ω:
iC(0+)=328−34−2=6A⟹dtdv(0+)=26=3V/s
Em t=0+. Capacitor como fonte de 4V, indutor como fonte de 2A. O nó da direita fica em 0V, então di/dt=0; dos 28/3A que entram pelo 6Ω, sobram iC=6A para o capacitor, e dv/dt=6/2=3V/s.
Conferência — a corrente do indutor não salta e sua derivada também é zero: como o 2Ω está preso entre um capacitor que não mudou e um indutor que não mudou, nada nele mudou ✔ Toda a corrente extra da fonte vai para o capacitor, que é o único elemento livre para reagir ✔
Sobre o gabarito — esta prova não tem resolução no acervo. Os valores foram obtidos pela LKC nos dois nós e conferidos pela continuidade; a leitura da chave (fonte sobe de 24 para 60V) é a que dá v(0−) e i(0−) redondos.
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Questão 592º EE2025.2Resposta natural · Chave que corta a fonte de corrente3 ptsVer material
Determine a tensão v para t>0, dado que o circuito está em regime permanente em t<0.
Repare que o 5Ωpassa por cima: ele liga o nó do meio direto à fonte de 20V, sem tocar no ramo do indutor. A chave, ao abrir, corta a fonte de 2A com o 12Ω — e o que sobra é alimentado só pela fonte de tensão.
Gabarito
v(t)=−4e−20tV
Passo a passo
Passo 1 — condição inicial. Chave fechada, indutor em fio: o nó do meio (chame-o vQ) recebe a fonte de 2A, o 12Ω, o 20Ω, o 5Ω com a fonte de 20V e o ramo do 6Ω (aterrado pelo indutor):
Em t=0−. Chave fechada e indutor em fio: o nó do meio recebe os quatro ramos, e a LKC dá vQ=12V. O ramo do 6Ω vai direto ao terra, com iL=12/6=2A.
Passo 2 — o circuito em t>0. A chave abriu: a fonte de 2A e o 12Ω saíram. No nó do meio ficam o 20Ω, o 5Ω com a fonte e o ramo do indutor:
520−vQ=20vQ+iL×2080=5vQ+20iL⟹16=vQ+4iL
Para t>0. A chave abriu e a fonte de 2A ficou presa no 12Ω, sem ligação com o resto. No nó vQ sobram o 20Ω, o 5Ω com a fonte de 20V e o ramo do indutor: 16=vQ+4iL.
Passo 3 — a equação. Pelo ramo do indutor, vQ=6iL+21dtdiL:
16=6iL+21dtdiL+4iL⟹dtdiL+20iL=32
Passo 4 — resposta natural e forçada. De s+20=0 vem s=−20; e 20K=32 dá iL,f=1,6A.
A constante de tempo. Com a fonte de tensão em curto, o 20Ω e o 5Ω ficam em paralelo (4Ω) e em série com o 6Ω: Req=10Ω, s=−Req/L=−20.
Passo 5 — a constante. De iL(0)=2:
2=A+1,6⟹A=0,4⟹iL(t)=1,6+0,4e−20tA
Passo 6 — a tensão do indutor.
v=21dtdiL=21⋅0,4⋅(−20)e−20t⟹v(t)=−4e−20tV
Conferência —τ=ReqL=6+(20∥5)0,5=100,5 s, e de fato s=−20 ✔ O sinal negativo é o esperado: sem a fonte de corrente, a corrente do indutor tem de cair de 2 para 1,6A, e a tensão de um indutor cuja corrente cai é negativa ✔ Em t=0: vQ=16−4⋅2=8 V, e o ramo do indutor fecha em 8=6⋅2+(−4) ✔
Sobre o gabarito — esta prova não tem resolução no acervo. A condição inicial saiu da LKC com quatro ramos e foi conferida pelo regime permanente; a resposta fecha em t=0 e em t→∞ (v→0, iL→1,6 A).
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Questão 602º EE2025.2Subamortecido · Degrau u(t) com R em paralelo com o capacitor4 ptsVer material
Determinar a tensão v e a corrente i para t>0.
O 4Ω está em paralelo com o capacitor, e esse par em série com o 6Ω e com o indutor. Como a fonte é um degrau 20u(t) e a chave só fecha em t=0, o circuito parte do repouso total: iL(0)=0 e a tensão do capacitor também.
Gabarito
v(t)=12−e−15,13t(12cos4,61t−64,78sen4,61t)V
i(t)=2−e−15,13t(2cos4,61t+6,56sen4,61t)A
Passo a passo
Passo 1 — condições iniciais. Antes de t=0 a fonte vale zero e a chave está aberta: nada está carregado.
iL(0)=0vp(0)=0
onde vp é a tensão do bloco 4Ω∥C (a mesma do capacitor).
Em t=0+. Capacitor descarregado vira curto e indutor sem corrente vira aberto. Nenhuma corrente circula: v=0, i=0 e iC=0, logo dvp(0)/dt=0. Os 20V caem inteiros sobre o indutor.
Passo 2 — as relações para t>0. Chamando iL a corrente da malha (a mesma no 6Ω e no indutor):
Conferência — em t=0: v=12−12=0 ✔, i=2−2=0 ✔ e iL=0 ✔ — tudo parte do repouso, como manda o degrau. Em t→∞: v→12 V, i→2 A e vp→8 V, exatamente o divisor 6/4 com 20V ✔
Sobre os números — eles são deselegantes de propósito da nossa parte, não do enunciado: se o 4Ω estivesse em série com L e C (em vez de em paralelo com o capacitor), sairia α=2LR=8, ω0=LC1=10 e ωd=6 — redondos. O desenho da prova, porém, põe o 4Ωem paralelo com o capacitor, e é essa topologia que resolvemos acima.
Sobre o gabarito — esta prova não tem resolução no acervo. A resposta foi conferida nas duas pontas e pela LKC do bloco paralelo.
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Questão 612º EE2019.2 · 2ª chamadaCondições iniciais · Fonte controlada que vale zero e vira curto3 ptsVer material
Sabendo que o circuito encontra-se em regime permanente em t=0−, determine os valores de i, v, di/dt e dv/dt em t=0+.
O truque está na fonte controlada: em t<0 o capacitor bloqueia, então v1=0 — e uma fonte de tensão de zero volts é um curto, que aterra todo o lado direito. Em t=0 a fonte sobe para 40V e a segunda chave abre, separando os dois lados.
Passo 1 — o circuito em 0−. Fonte de 10V, segunda chave fechada, capacitor aberto e indutor em fio.
O capacitor aberto impede corrente no 4Ω:
v1(0−)=0⟹a fonte controlada vale 0V=curto
Esse curto põe o nó da fonte controlada no terra, e com ele o 5Ω e o ramo do 10Ω com o indutor. Nada circula:
i(0−)=0v(0−)=10−0=10V
Em t=0−. Com o capacitor aberto, o 4Ω não conduz e v1=0: a fonte controlada vale zero e vira um fio, que aterra todo o lado direito. Nada circula, e o capacitor guarda v=10V.
Passo 2 — continuidade.
i(0+)=0v(0+)=10V
Passo 3 — o lado esquerdo em 0+. Fonte de 40V, segunda chave aberta. O capacitor mantém 10V, então o nó do 4Ω sobe:
v1(0+)=40−10=30V
Com a chave aberta, o único caminho para a corrente do capacitor é o 4Ω:
iC(0+)=430=7,5A⟹dtdv(0+)=1/107,5=75V/s
Lado esquerdo em t=0+. O capacitor vira uma fonte de 10V e a segunda chave está aberta. O nó do 4Ω fica em 40−10=30V, e a mesma corrente 30/4=7,5A passa pelo capacitor: dv/dt=75V/s.
Passo 4 — o lado direito em 0+. Isolado, ele é alimentado só pela fonte controlada, que agora vale v1=30V. O 5Ω leva 30/5=6A, e o indutor ainda leva zero — então o 10Ω não cai tensão e os 30V chegam inteiros ao indutor:
dtdi(0+)=130=30A/s
Lado direito em t=0+. A controlada acorda com v1=30V. O indutor, ainda sem corrente, é um aberto: o 10Ω não cai tensão e os 30V chegam inteiros a ele, di/dt=30/1=30A/s.
Conferência — a cadeia é bonita: a comutação carrega 30V no 4Ω, esses 30V acordam a fonte controlada (que era um curto), e ela joga os mesmos 30V no indutor ✔ Confere com a resolução da prova.
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Questão 622º EE2019.2 · 2ª chamadaResposta ao degrau · Uma chave abre e a outra fecha3 ptsVer material
Determinar a corrente i e a tensão v para t>0, sabendo que o circuito está em regime permanente em t=0−.
Duas chaves fazem coisas opostas em t=0: a da esquerda abre (e leva embora a fonte de 10V com o 5Ω) e a da direita fecha (trazendo o 5Ω e a fonte de 5A). Em 0− o indutor é um fio que aterra o nó, e por isso o 10Ω e o 1Ω nem conduzem.
Gabarito
i(t)=135+1321e−665t≈0,385+1,615e−10,83tA
v(t)=1350−2635e−665t≈3,846−1,346e−10,83tV
Passo a passo
Passo 1 — condição inicial. Chave da esquerda fechada, indutor em fio: o nó dele está no terra, então o 10Ω e o 1Ω ficam sem tensão e a fonte vê só o 5Ω:
i(0−)=510=2A⟹i(0+)=2A
Em t=0−. O indutor em fio aterra o seu nó: o 10Ω e o 1Ω ficam sem tensão, e a fonte de 10V só vê o 5Ω, i(0−)=10/5=2A. A fonte de 5A circula só pelo seu 5Ω, isolada pela chave aberta.
Passo 2 — o circuito em t>0. Sobram o ramo do indutor com o 10Ω, o 1Ω, o 5Ω e a fonte de 5A — tudo em paralelo no nó de v. A LKC dá
5=5v+1v+i×525=v+5v+5i=6v+5i
Para t>0. A fonte de 10V com o seu 5Ω fica pendurada e sai do circuito. No nó de v ficam a fonte de 5A, o 5Ω, o 1Ω e o ramo 10Ω + indutor: 5=v/5+v+i.
Passo 3 — a equação. Pelo ramo do indutor, v=10i+dtdi:
25=6(10i+dtdi)+5i=65i+6dtdi6dtdi+65i=25
Passo 4 — resposta natural. De 6s+65=0 vem s=−665≈−10,83.
Confere: com as fontes desligadas, o indutor enxerga 10+(1∥5)=10+65=665Ω, e τ=L/R=656 s ✓
A constante de tempo. Com a fonte de corrente aberta, o 1Ω e o 5Ω ficam em paralelo (5/6Ω), em série com o 10Ω: Req=65/6Ω e s=−65/6.
Passo 5 — resposta forçada.65K=25, logo
if=6525=135≈0,385A
Confere pelo regime: o indutor vira fio, Req=1∥5∥10=1310, e vf=5⋅1310=1350, com if=10vf=135 ✓
Passo 6 — a constante. De i(0)=2:
A=2−135=1321⟹i(t)=135+1321e−665tA
Passo 7 — a tensão. De v=10i+dtdi, com dtdi=−665⋅1321e−665t=−235e−665t:
Conferência — em t=0: i=2 A e v=1350−2635=2665=2,5 V. Pela LKC direta: 5=52,5+2,5+2=0,5+2,5+2 ✔ Em t→∞: v→3,846 V e i→0,385 A ✔
Sobre o gabarito — a resolução do acervo calcula corretamente K=6525=135 e depois, por lapso de conta, usa 31 no lugar — daí ela chega a i(t)=35e−665t+31 e v(t)=310−1825e−665t. Os valores acima são os corretos: 135≈0,385, e o regime permanente calculado por Req confirma.
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Questão 632º EE2019.2 · 2ª chamadaSubamortecido · Raízes com radical de sete4 ptsVer material
Determinar a tensão v e a corrente i para t>0, dado que v(0)=10V e i(0)=5A.
O 5Ω e o indutor em série com a fonte; o capacitor e o 2Ωem paralelo na saída. As raízes saem com 7 — feias, mas o caminho é o de sempre.
Gabarito
v(t)=740+e−3,5t(730cos1,323t+11,339sen1,323t)V
i(t)=720+e−3,5t(715cos1,323t−5,669sen1,323t)A
Passo a passo
Passo 1 — as duas leis. LKT na malha da fonte e LKC no nó de saída:
20=5i+dtdi+vi=41dtdv+2v
Passo 2 — elimine i. Levando a LKC (e sua derivada) na LKT:
Raízes complexas: subamortecido, com α=3,5 e ωd=27≈1,323.
Fonte desligada. A de 20 V vira fio. Sobra o 5Ω em série com o indutor, fechando no paralelo do capacitor com o 2Ω — nem RLC série nem paralelo puro, por isso as raízes saem da EDO: α=3,5 e ωd=7/2≈1,323.
Passo 4 — resposta forçada.14K=80, logo
vf=1480=740≈5,714V
Confere pelo regime: indutor em fio, capacitor aberto, e o divisor 20⋅5+22=740 ✓
Em t→∞. Indutor em fio e capacitor aberto: o 5Ω e o 2Ω formam um divisor, vf=20⋅2/7=40/7V, com if=20/7A.
Passo 5 — a primeira constante. De v(0)=10:
A1=10−740=730≈4,286
Passo 6 — a segunda. A corrente inicial dá a derivada da tensão pela LKC:
5=41dtdv(0)+210⟹dtdv(0)=0
Em t=0+. O indutor vira fonte de 5A e o capacitor fonte de 10V. O 2Ω leva 10/2=5A, exatamente o que chega: iC(0+)=0, e a tensão parte com derivada nula.
Conferência — em t=0: v=5,714+4,286=10 V ✔ e i=2,857+2,143=5 A ✔ Em t→∞: v→740≈5,71 V e i→720≈2,86 A, o divisor com 5+2=7Ω ✔ E note que dv/dt(0)=0: a tensão começa num máximo local e depois oscila para baixo ✔
Sobre o gabarito — a resolução do acervo monta a equação, acha as raízes e vf=5,7V, mas para aí — a página da “resposta completa” está em branco. As constantes acima foram fechadas com as duas condições iniciais e conferidas nas duas pontas.
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Questão 642º EE2017.2 · 2ª chamadaSubamortecido · Chave que curto-circuita o resistor de saída4 ptsVer material
Dado que o circuito abaixo está em regime permanente em t=0−, determine v(t) e i(t) para t>0.
A chave está em paralelo com o 1kΩ: ao fechar, ela põe esse resistor em curto e o ramo do indutor passa a ser um caminho sem perdas. Os valores foram escolhidos para as raízes saírem redondas — α=1000 e ωd=5000.
Gabarito
i(t)=10−2e−1000tcos5000t+4,8e−1000tsen5000tmA
v(t)=e−1000t(8cos5000t+1,6sen5000t)V
Passo a passo
Passo 1 — condições iniciais. Chave aberta, capacitor aberto e indutor em fio: a fonte de 10mA se divide entre o 4kΩ e o ramo do 1kΩ.
Em t=0−. Chave aberta, capacitor aberto, indutor em fio: a fonte se divide entre o 4kΩ (2mA) e o 1kΩ (8mA), e os dois ficam com 8V.
Passo 2 — o circuito em t>0. A chave fechou e o 1kΩ saiu de cena. Sobram a fonte, o 4kΩ, o capacitor e o indutor:
10−2=4000v+81⋅10−6dtdv+iv=134dtdi
O circuito em t>0. Com a chave fechada, o 1kΩ sai de cena e o que fica é um RLC paralelo puro alimentado pela fonte de 10mA: α=1000 e ω02=26⋅106.
Passo 3 — a equação em i. Substituindo v e multiplicando por 26⋅106:
dt2d2i+2000dtdi+26⋅106i=26⋅104
Passo 4 — resposta natural. De s2+2000s+26⋅106=0:
s=2−2000±4⋅106−104⋅106=−1000±j5000
Caso subamortecido, com α=1000 e ωd=5000:
in(t)=e−1000t(A1cos5000t+A2sen5000t)
Passo 5 — resposta forçada.26⋅106K=26⋅104, logo if=10−2=10mA — no fim o capacitor abre, o indutor vira fio sem resistência e leva toda a corrente da fonte.
Em t→∞. Capacitor aberto e indutor em fio, sem resistência no caminho: o fio põe o 4kΩ em curto e leva os 10mA inteiros, if=10mA e v→0.
Passo 6 — a primeira constante. De i(0)=8mA:
A1+10=8⟹A1=−2mA
Passo 7 — a segunda. De v(0)=8=134dtdi(0) vem dtdi(0)=26 A/s, e derivando a resposta em t=0:
e ωd=26⋅106−106=5000 ✔ É para isso que serve o 4/13H: não é valor aleatório, é o que deixa as raízes redondas. Em t=0: i=8 mA e v=8 V ✔ Em t→∞: v→0 e i→10 mA, os 10mA inteiros da fonte ✔ Confere com a resolução da prova.
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Questão 652º EE2017.2 · 2ª chamadaCondições iniciais · Chave que isola uma fonte controlada3 ptsVer material
Dado que o circuito abaixo está em regime permanente em t=0−, determine os valores de iL, vC, v e dvC/dt no instante t=0+.
Em t<0 a chave está fechada e tudo é um circuito só. Ao abrir, ela deixa o nó da fonte controlada com um único caminho de escoamento — a própria fonte —, e é essa LKC que força o valor de ix. Uma questão de leitura de sinais, não de conta.
Passo 1 — o circuito em 0−. Chave fechada, capacitor aberto e indutor em fio: o nó do 20Ω, o da fonte controlada e o do 25Ω são o mesmo nó, de tensão v1. O 75Ω não conduz (o capacitor está aberto).
Passo 2 — as condições iniciais. O capacitor enxerga esse nó pelo 75Ω sem corrente, então tem a mesma tensão:
vC(0−)=5V
E a corrente do indutor sai da LKC do nó do 20Ω:
iL(0−)=10034−5−205=0,29−0,25⟹iL(0−)=0,04A
Em t=0−. Chave fechada, indutor em fio e capacitor aberto: o 20Ω, a controlada e o 25Ω ficam no mesmo nó, v1=5V. O 75Ω não conduz, então vC=5V; e iL=0,29−0,25=0,04A.
Passo 3 — continuidade.
iL(0+)=0,04AvC(0+)=5V
Passo 4 — o que a chave aberta impõe. Agora o nó da fonte controlada tem só o indutor entrando e a fonte saindo. A LKC não deixa escolha:
0,8ix=−iL(0+)=−0,04⟹ix(0+)=−0,05A
Em t=0+. O indutor vira fonte de 0,04A e o capacitor fonte de 5V. Com a chave aberta, o nó da controlada só tem o indutor entrando e a controlada saindo, e é essa LKC que fixa ix=−0,05A.
Passo 5 — a tensão do 75Ω. Do lado direito da chave, a corrente que atravessa o 75Ω é −ix:
v(0+)=75⋅(−ix)=75⋅0,05=3,75V
Passo 6 — a derivada da tensão do capacitor. Essa mesma corrente é a que carrega o capacitor:
iC(0+)=−ix=0,05A⟹dtdvC(0+)=10⋅10−30,05=5V/s
Conferência — o mecanismo é a inversão de sinal: em 0−, ix valia +0,2 A; em 0+, a chave aberta obriga a fonte controlada a engolir os 0,04 A do indutor, e ix vira −0,05 A ✔ Confere com a resolução da prova.
Sobre o gabarito — o enunciado também pede dv/dt e diL/dt, e a resolução da prova não os calcula — com razão. Com a chave aberta, o nó da fonte controlada fica sem nenhum resistor que fixe seu potencial, então a tensão do indutor (e portanto diL/dt) não é determinada pelo circuito. Pior: as duas exigências não se conciliam — o nó da fonte pede ix=−0,05 A, enquanto o laço 25Ω–75Ω–capacitor, com vC=5V, pediria ix=+0,05 A. Os quatro valores acima são os que fecham e são o que o gabarito cobra.
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Questão 662º EE2017.2 · 2ª chamadaResposta natural · Chave que solta um divisor com duas fontes3 ptsVer material
Dado que o circuito abaixo está em regime permanente em t=0−, determine iA(t) e vC(t) para t>0.
A chave passa por cima do ramo 200Ω + fonte de 10V: fechada, ela curto-circuita esse ramo inteiro. Ao abrir, o ramo volta ao circuito e as duas fontes de 10V passam a se cancelar na malha — o que sobra é resposta natural pura, sem termo forçado.
Gabarito
vC(t)=10e−20000tV
·
iA(t)=40e−20000tmA
Passo a passo
Passo 1 — condição inicial. Chave fechada e capacitor aberto: o ramo do 200Ω está em curto e o 10Ω não conduz, então o 50Ω recebe a fonte inteira e o capacitor enxerga essa mesma tensão:
vC(0−)=10V⟹vC(0+)=10V
Em t=0−. Chave fechada e capacitor aberto: o ramo do 200Ω está em curto, o 10Ω não conduz, e o capacitor fica com a tensão da fonte, vC(0−)=10V.
Passo 2 — as leis para t>0. Chave aberta, três ramos saindo do nó de cima (iA pelo 200Ω, iB pelo 50Ω, iC pelo 10Ω):
iA+iB+iC=0
A LKT da malha da esquerda passa pelas duas fontes, que se anulam:
−10−200iA+10+50iB=0⟹200iA=50iB⟹iB=4iA
Passo 3 — junte com a LKC.
iA+4iA+iC=0⟹iC=−5iA⟹iA=−5iC
Passo 4 — a malha da direita. Do nó de cima, pelo 10Ω, até o capacitor:
Passo 5 — a equação de primeira ordem. Com iC=CdtdvC=10−6dtdvC:
50⋅10−6dtdvC+vC=0⟹dtdvC+20000vC=0
Sem termo constante: é resposta natural pura, com τ=50μs.
A constante de tempo. Com as duas fontes em curto, o capacitor enxerga o 10Ω em série com 200∥50=40Ω: Req=50Ω e τ=ReqC=50μs, o mesmo 20000s−1 da equação.
Passo 6 — a resposta. De vC(0)=10:
vC(t)=10e−20000tV
Passo 7 — a corrente pedida. De iA=−5iC com iC=10−6dtdvC=−0,2e−20000t:
iA(t)=0,04e−20000tA=40e−20000tmA
Conferência — em t=0: iA=40 mA, iB=4iA=160 mA e iC=−200 mA, e a LKC fecha ✔ Em t→∞ tudo vai a zero, como manda um circuito sem fonte efetiva — as duas fontes de 10V se cancelam na malha e o capacitor simplesmente se descarrega ✔ Confere com a resolução da prova.
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Questão 672º EE2017.1 · 2ª chamadaCondições iniciais · Só o capacitor reage à chave3 ptsVer material
Encontre v, iL, vC, diL/dt e dvC/dt em t=0− e em t=0+, considerando que o circuito estava em regime permanente em t=0−.
A fonte de 16Vprende o nó do meio, e o indutor com o 2Ω vivem só dela — a chave não os afeta. Quem sente a abertura é o capacitor: os 5A da fonte, que antes escoavam pela chave, passam a ter um único caminho.
Passo 1 — o circuito em 0−. Chave fechada (o nó da esquerda está no terra), capacitor aberto e indutor em fio.
A fonte de 16V fixa o nó do meio. O indutor, sendo fio, passa esse potencial adiante:
v(0−)=16ViL(0−)=216=8A
E o capacitor, com o ”+” do lado do meio, guarda a diferença entre os dois nós:
vC(0−)=16−0=16V
Regime permanente: as duas derivadas em 0− são zero.
Em t=0−. Chave fechada (nó da esquerda no terra), capacitor aberto, indutor em fio. A fonte de 16V fixa o nó do meio: v=16V, iL=16/2=8A e vC=16−0=16V.
Passo 2 — quem fica onde estava. A chave, ao abrir, não muda nem a fonte de 16V nem o ramo do indutor. Por continuidade e por não haver o que mudar:
iL(0+)=8Av(0+)=16VvC(0+)=16V
O indutor está entre o nó de 16V e o do 2Ω, que também está em 2⋅8=16V:
vL(0+)=0⟹dtdiL(0+)=0
Passo 3 — a derivada da tensão do capacitor. Com vC=16V e o nó do meio em 16V, o nó da esquerda fica em zero — e o 8Ω, ligando os dois, traz 2A para a esquerda:
i8Ω=816−0=2A
LKC no nó da esquerda, que agora só tem a fonte, o 8Ω e o capacitor:
5+2=7A
Esses 7A atravessam o capacitor entrando pelo ”−”, o que o descarrega:
dtdvC(0+)=1/10−7=−70V/s
Em t=0+. Chave aberta: o capacitor vira fonte de 16V e o indutor fonte de 8A. O nó da esquerda fica em zero, o 8Ω traz 2A, e os 5+2=7A atravessam o capacitor do ”−” para o ”+”: dvC/dt=−70V/s.
Conferência — a questão é uma lição sobre o que uma chave não faz: com uma fonte de tensão ideal segurando o nó do meio, o lado direito nem percebe a comutação, e das cinco grandezas pedidas só uma muda ✔ E o sinal negativo é o recado: o capacitor estava sustentando os 5A pela chave e agora tem de absorvê-los, então sua tensão cai ✔ Confere com a resolução da prova.
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Questão 682º EE2017.1 · 2ª chamadaResposta ao degrau · Sai a fonte de corrente, entra a de tensão3 ptsVer material
O circuito está em regime permanente em t=0−. Encontre v(t) e i(t) para t>0.
As duas chaves fazem uma troca de fonte: em t<0 quem alimenta é a de 1A à direita (e a de 1V está desligada); em t=0 elas invertem. Em 0− o indutor, sendo fio, engole toda a corrente da fonte — e é isso que dá a condição inicial.
Gabarito
i(t)=323+3229e−532t≈0,094+0,906e−6,4tA
v(t)=83−4087e−532t≈0,375−2,175e−6,4tV
Passo a passo
Passo 1 — condição inicial. Chave da esquerda aberta, da direita fechada, indutor em fio. O indutor aterra o seu nó, e o par 4Ω+6Ω liga esse nó ao terra pelos dois lados — ou seja, com os dois extremos no mesmo potencial, não passa nada por eles:
i(0−)=1A⟹i(0+)=1A
Em t=0−. Só a fonte de 1A ligada, e o indutor em fio leva toda ela: i(0−)=1A. O par 4Ω+6Ω tem os dois extremos no terra e não conduz.
Passo 2 — as relações para t>0. Agora só a fonte de 1V alimenta. Com iT na entrada e i1 no 6Ω:
iT=i1+i1=4iT+vv=6i1v=4i+dtdi
Passo 3 — a equação em i. De i1=v/6:
1=4(6v+i)+v=35v+4i×33=5v+12i
E trocando v por 4i+di/dt:
3=5(4i+dtdi)+12i⟹5dtdi+32i=3
Passo 4 — resposta natural e forçada. De 5s+32=0 vem s=−532=−6,4; e 32K=3 dá if=323 A.
A constante de tempo. Com a fonte de 1V em curto, o indutor vê o 4Ω da direita em série com o paralelo do 4Ω da esquerda com o 6Ω, 4∥6=2,4Ω: Req=6,4Ω e s=−Req/L=−6,4, como saiu da equação.
Passo 5 — a constante. De i(0)=1:
1=A+323⟹A=3229i(t)=323+3229e−532tA
Em t→∞. O indutor volta a ser fio: o 6Ω e o 4Ω ficam em paralelo (2,4Ω), vf=0,375V e if=0,375/4=3/32A.
Passo 6 — a tensão. De v=4i+di/dt, com dtdi=−529e−532t:
Conferência —τ=ReqL=4+(4∥6)1=6,41 s, e de fato s=−6,4 ✔ Em t=0: i=1 A e v=−1,8 V, o que fecha a relação 3=5v+12i: 5(−1,8)+12=3 ✔ Em t→∞ o indutor volta a ser fio, o 6Ω e o 4Ω ficam em paralelo (2,4Ω) e v→1⋅6,42,4=0,375 V, com i→0,375/4=0,094 A ✔
Sobre o gabarito — a resolução da prova monta a equação certa, mas erra a constante na última linha: escreve A=3232−323=−321, quando essa subtração dá 3229. Com o −1/32 a resposta daria i(0)=2/32, e não 1 A. Os valores acima usam A=29/32.
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Questão 692º EE2017.1 · 2ª chamadaSuperamortecido · Dois ramos RL e RC em paralelo4 ptsVer material
Encontre v(t) e i(t) para t>0, sabendo que v(0)=2V e i(0)=1A.
Dois ramos em série pendurados na mesma fonte de corrente: um RL e um RC. A LKC amarra as duas correntes (i+iC=2) e a LKT iguala as duas tensões de ramo — daí sai uma equação de segunda ordem com raízes −3±7.
Gabarito
v(t)=8−5,65e−0,354t−0,35e−5,646tV
i(t)=2−0,5e−0,354t−0,5e−5,646tA
Passo a passo
Passo 1 — as duas leis. A LKC no nó de cima e a igualdade das tensões dos dois ramos:
2=i+iC4i+2dtdi=8iC+viC=41dtdv
Passo 2 — elimine i. Da LKC, i=2−iC=2−41dtdv, e portanto dtdi=−41dt2d2v. Levando na LKT:
Conferência — em t=0: v=8−5,65−0,35=2 V ✔ e i=2−0,5−0,5=1 A ✔ Em t→∞: v→8 V e i→2 A, os 2A inteiros pelo ramo do indutor ✔ Confere com a equação da resolução da prova (que para na EDO, sem fechar as constantes).