Passo 1 — a condição de deixar a pista, em θ=135∘. Passando de 90∘, a bola está acima do nível do centro e a componente radial do peso vale mgsen(θ−90∘). Com N=0:
mgsen(θ−90∘)=mrv2v2=9,81(1,5)sen45∘=14,715(0,7071)=10,41 m2/s2Passo 2 — a altura subida. A bola sai do ponto mais baixo da pista, 1,5 m abaixo do centro, e chega a 1,5sen45∘ acima dele:
Δh=1,5+1,5sen45∘=1,5(1,7071)=2,561 mPasso 3 — o que a mola entrega. Aqui está a sutileza: a mola não relaxa até o comprimento natural. Ela vai da compressão (s+0,08) de volta a 0,08, porque o pistão para em s=0. Então a energia liberada é a diferença:
ΔVe=21k[(s+0,08)2−(0,08)2]Passo 4 — conservação da energia, do repouso até θ=135∘:
21(500)[(s+0,08)2−0,0064]=21(0,5)(10,41)+0,5(9,81)(2,561)250[(s+0,08)2−0,0064]=2,60+12,56=15,16(s+0,08)2=0,0064+0,06065=0,06705⟹s+0,08=0,2589s=0,179 m=179 mmA questão inversa também caiu. Com s=100 mm e uma bola de 0,3 kg numa pista de 1,5 m com k=1500 N/m (Hibbeler 13.84), a pergunta é o ângulo máximo que a bola atinge sem sair da pista, e a resposta é θ=118∘. É o mesmo par de equações resolvido na outra ordem: a de Newton com N=0 dá v2 em função de θ, a da energia dá v2 em função de θ também, e igualar as duas isola o sen(θ−90∘).
Cuidado com os 0,08 m. Eles entram duas vezes: na compressão inicial (s+0,08) e na compressão final (0,08). Quem usa só 21ks2 acha s=0,246 m — bem diferente. A pergunta “onde a mola para de empurrar?” é a que revela o termo esquecido.