Carga e campo elétrico, Lei de Gauss, potencial, capacitância, circuitos CC, campos magnéticos, Biot-Savart e Ampère, indução, circuitos RL/RLC e Equações de Maxwell.
01 Carga elétrica e Lei de Coulomb
A ideia
Tudo no eletromagnetismo começa com uma pergunta simples: por que as coisas se atraem ou se repelem eletricamente? A resposta é a carga elétrica — uma propriedade da matéria, assim como a massa. A diferença é que existe só um tipo de massa, mas existem dois tipos de carga: positiva (prótons) e negativa (elétrons). A regra do jogo:
Cargas de mesmo sinal se repelem;
Cargas de sinais opostos se atraem.
Mesmo sinal: forças de repulsão (para fora).
Sinais opostos: forças de atração (uma para a outra).
Três propriedades que caem em prova
Quantização: a carga não vem em qualquer valor — é sempre um múltiplo inteiro da carga do elétron: q=ne, com e=1,6×10−19C. Não existe “meia carga elementar”;
Conservação: carga não se cria nem se destrói — ao atritar um balão no cabelo, a carga apenas passa de um para o outro;
Condutores × isolantes: nos condutores (metais) os elétrons se movem livremente; nos isolantes/dielétricos (borracha, vidro), não. Num condutor em equilíbrio eletrostático, todo o excesso de carga vai para a superfície e o campo elétrico dentro dele é zero.
A Lei de Coulomb — o “quanto” da força
Lei de CoulombF=k0d2∣q1∣∣q2∣
Leia a fórmula assim: a força cresce com o produto das cargas e cai com o quadrado da distância — dobrou a distância, a força cai para 1/4. O sinal das cargas não entra na conta do módulo; ele só decide se é atração ou repulsão (por isso o módulo ∣q∣). A força atua na linha reta que une as duas cargas.
E com mais de duas cargas? Vale o princípio da superposição: a força total sobre uma carga é a soma vetorial das forças que cada outra carga faz sobre ela, calculadas uma a uma como se as demais não existissem.
02 Campo elétrico
A ideia
A Lei de Coulomb exige duas cargas. Mas e se eu quiser descrever a influência de uma carga sozinha no espaço ao redor dela? Essa é a ideia de campo elétrico: uma carga q modifica o espaço à sua volta, criando em cada ponto um “vetor de instrução” E que diz qual força uma carga de prova sentiria se fosse colocada ali. Pense no campo como um mapa de forças preenchendo o espaço.
Definição de campo e campo de uma carga pontualE=q0FE=k0r2∣q∣F=qE
Sentido do campo: carga positiva cria campo apontando para fora (afastando-se dela); carga negativa, para dentro. As linhas de campo desenham esse mapa: saem das positivas, chegam nas negativas, nunca se cruzam, e onde estão mais juntas o campo é mais intenso.
Carga positiva: linhas saem (campo para fora).
Carga negativa: linhas chegam (campo para dentro).
Superposição: o problema clássico das duas cargas
Campo também soma vetorialmente. O exemplo mais cobrado em prova: duas cargas positivas iguais no eixo y, e queremos o campo num ponto P do eixo perpendicular. Cada carga gera seu E1 e E2 apontando para longe de si; as componentes verticais são opostas e se cancelam, e as horizontais se somam:
As componentes em y se cancelam por simetria; sobra E=2E1cosθ ao longo do eixo.
Distribuições contínuas de carga
Quando a carga está espalhada num fio, anel ou placa, não dá para somar carga por carga — a soma vira uma integral: divida o objeto em pedacinhos dq, escreva dE=k0dq/r2 e integre (a simetria elimina componentes). Para descrever “quanta carga tem em cada pedaço”, usamos as densidades:
Densidades de cargaλ=Lq(linear),σ=Aq(superficial),ρ=Vq(volumeˊtrica)
O dipolo elétrico (par +q, −q separado por d) tem momento p=qd e, num campo externo, sofre torque τ=p×E que tende a alinhá-lo ao campo.
03 Lei de Gauss
A ideia
Calcular campo por integração direta (seção anterior) pode ser trabalhoso. A Lei de Gauss é o atalho: quando o problema tem simetria (esfera, cilindro, plano), ela entrega o campo em três linhas. A ferramenta central é o fluxo elétricoΦE — imagine as linhas de campo como “água escoando”: o fluxo mede quantas linhas atravessam uma superfície.
Lei de GaussΦE=∮SE⋅dA=ϵ0qint
Em palavras: o fluxo total que sai de uma superfície fechada só depende da carga que está dentro dela — não importa a forma da superfície nem onde a carga está lá dentro.
Como usar para calcular campo
A estratégia: escolha uma superfície gaussiana imaginária que copie a simetria do problema, de modo que E seja constante sobre ela e o produto escalar fique simples. Aí ∮E⋅dA=E⋅(aˊrea) e é só isolar E:
Simetria esférica (carga pontual, esfera): gaussiana = esfera de raio r → E⋅4πr2=qint/ϵ0;
Simetria cilíndrica (fio, cilindro longo): gaussiana = cilindro de raio r e comprimento L → E⋅2πrL=qint/ϵ0;
Por que dentro só vale r? Porque a gaussiana de raio r<R só envolve a fração da carga proporcional ao volume: qint=Qr3/R3. Fora, envolve Q inteira e a esfera se comporta como carga pontual.
Condutor em equilíbrio (campo na superfície)Edentro=0Esuperfıˊcie=ϵ0σ
04 Potencial elétrico
A ideia
Força e campo são vetores — somar vetores dá trabalho. O potencial elétricoV descreve a mesma física pelo lado da energia, e energia é um escalar (um número com sinal, sem direção). A analogia boa é altitude: assim como uma bola desce a ladeira do ponto alto para o baixo, uma carga positiva “desce” do potencial alto para o baixo. O campo E é a “inclinação da ladeira”: aponta na direção em que V cai mais rápido.
Relação entre potencial e campoΔV=VB−VA=−∫ABE⋅dℓe, no sentido inverso,E=−∇V=−(∂x∂V,∂y∂V,∂z∂V)
Potencial de carga pontual (referência no infinito)V=rk0qVtotal=i∑rik0qi(soma escalar, com sinal!)
Repare na diferença para o campo: aqui é r (não r2) e a soma de várias cargas é soma comum de números — carga negativa entra com sinal negativo, e pronto. Por isso, sempre que a questão permitir, resolva pela via do potencial.
Equipotenciais (tracejadas, V1>V2>V3): E é sempre perpendicular a elas, apontando do maior para o menor potencial.
Trabalho e energia potencial
U=dk0q1q2Wcampo=−ΔU=q(VA−VB)
Para um sistema de várias cargas, Utotal é a soma de k0qiqj/dij sobre todos os pares. Se uma carga é trazida do infinito em equilíbrio (velocidade constante), o trabalho do agente externo é Wext=qVfinal e o do campo é Wcampo=−qVfinal.
Superfícies equipotenciais são perpendiculares às linhas de campo; mover carga sobre uma equipotencial não custa trabalho. Num condutor em equilíbrio, todo o volume é um equipotencial.
05 Capacitância
A ideia
Um capacitor é um “tanque de carga”: dois condutores separados (as placas), um com +q e o outro com −q, mantendo entre si uma diferença de potencial V. A capacitânciaC mede o tamanho desse tanque — quanta carga ele guarda por volt aplicado. Ela só depende da geometria (formato, área, distância) e do material entre as placas, nunca de q ou V individualmente.
Placas paralelas: campo praticamente uniforme entre elas, V=Ed.
Capacitância e geometrias clássicasC=Vq[F]Cplacas=dϵ0ACesf=4πϵ0b−aabCcil=ln(b/a)2πϵ0L
U=2Cq2=21CV2=21qVu=2ϵ0E2(densidade de energia do campo)
Inserir um dielétrico (isolante) de constante κ multiplica a capacitância: C=κC0. O detalhe que decide a questão é o que fica constante:
Capacitor desconectado da bateria: q constante → V=q/Ccai;
Capacitor conectado à bateria: V constante → q=CVaumenta.
06 Corrente e resistência elétrica
A ideia
Até aqui as cargas estavam paradas (eletrostática). Agora elas fluem: a corrente elétrica é a vazão de carga num fio, como litros por segundo numa mangueira. E todo material real oferece uma resistência a esse fluxo — os elétrons “trombam” na rede do material e dissipam energia (por isso fio esquenta).
Corrente e densidade de correntei=dtdq[A]J=Ai=nevd
Fio mais longo resiste mais (R∝L); fio mais grosso resiste menos (R∝1/A).
Lei de Ohm, resistência e resistividadeV=RiR=ρALρ(T)=ρ0[1+α(T−T0)]
Potência elétrica
P=Vi=Ri2=RV2
07 Circuitos de corrente contínua
A ideia
Um circuito é um caminho fechado por onde a corrente circula, empurrada por uma fonte de força eletromotrizε (a “bomba d’água” do circuito — uma bateria, por exemplo). Resolver um circuito é descobrir a corrente e a tensão em cada elemento. As ferramentas: associação de resistores e as duas Leis de Kirchhoff.
Lei dos nós: a soma das correntes que entram num nó é igual à soma das que saem — a carga não some nem se acumula (conservação de carga);
Lei das malhas: dando uma volta completa em qualquer malha fechada, a soma das variações de potencial é zero — voltar ao mesmo ponto é voltar ao mesmo potencial (conservação de energia).
Convenções ao percorrer a malha: atravessar resistor no sentido da corrente⇒−Ri (potencial cai); contra a corrente ⇒+Ri; atravessar fonte do terminal − para o + ⇒+ε.
Circuito RC
Ligue um resistor e um capacitor em série com uma fonte: o capacitor não carrega instantaneamente — a carga sobe numa curva exponencial cujo “relógio” é a constante de tempo τ=RC:
Carga e descarga do capacitor (constante de tempo τ = RC)q(t)=Cε(1−e−t/RC)(carga)q(t)=q0e−t/RC(descarga)
Os dois extremos que resolvem quase toda questão conceitual: no instante inicial o capacitor descarregado age como fio (curto-circuito); após muito tempo, age como chave aberta (corrente zero no seu ramo).
08 Campos magnéticos e força magnética
A ideia
O campo magnético B é o “primo” do campo elétrico, mas com uma personalidade bem diferente: ele só faz força em carga em movimento, e essa força é sempre perpendicular à velocidade e ao próprio campo (é um produto vetorial). Aqui a visão espacial é tudo — por isso as provas usam os símbolos ⊙ (vetor saindo do papel, como a ponta de uma flecha vindo em você) e ⊗ (vetor entrando no papel, como o rabo da flecha).
Força magnética sobre carga e sobre correnteF=qv×BF=iL×B(F=qvBsinθ,F=BiLsinθ)
B entrando (⊗), v para a direita → F=qv×B para cima (carga +).
Força sempre ⊥ à velocidade → trajetória circular de raio r=mv/∣q∣B.
Como a força é sempre perpendicular ao movimento, ela não realiza trabalho: não muda o módulo da velocidade, só a direção. Resultado: a partícula descreve um círculo.
Movimento circular no campor=∣q∣Bmvω=m∣q∣B(frequeˆncia de cıˊclotron, independe de v)
Espira de corrente: torque e momento de dipolo
μ=NiAτ=μ×BU=−μ⋅B
O efeito Hall permite medir o sinal e a densidade dos portadores: o campo empurra portadores para um lado da fita, criando a tensão Hall VH=Bi/(net).
09 Fontes de campo magnético: Biot-Savart e Ampère
A ideia
Se campo magnético faz força em corrente, quem cria campo magnético? Resposta: a própria corrente. Todo fio percorrido por corrente gera ao seu redor um campo B que circula em anéis em torno do fio. O sentido vem da regra da mão direita: polegar no sentido da corrente, os dedos se curvam no sentido de B.
Corrente saindo da página (⊙): B gira anti-horário.
Corrente entrando na página (⊗): B gira horário.
Lei de Biot-Savart
É a “Lei de Coulomb do magnetismo”: diz o campo que cada pedacinho de fio gera, para depois integrar:
dB=4πμ0ir2ds×r^,μ0=4π×10−7Tm/A
Roteiro da demonstração pedida na 2ª EE 2025.2 (fio finito/infinito): escreva ∣ds×r^∣=dxsinθ, use r2=x2+a2 e sinθ=a/x2+a2, e integre com ∫(x2+a2)3/2dx=a2x2+a2x.
Resultados que valem ouroFio infinito: B=2πaμ0iCentro de espira: B=2Rμ0iArco de aˆngulo ϕ:B=4πRμ0iϕ
Força entre fios paralelos
Junte as duas ideias: o fio 1 cria campo onde está o fio 2, e esse campo faz força na corrente do fio 2:
LF=2πdμ0i1i2correntes no mesmo sentido se ATRAEM; opostas se repelem
Lei de Ampère
É a “Lei de Gauss do magnetismo”: em problemas com simetria cilíndrica, a circulação de B ao longo de uma curva fechada (a amperiana) só depende da corrente que passa por dentro dela:
∮B⋅dℓ=μ0ienv
Para fio grosso de raio a com corrente uniforme (questão clássica), a amperiana interna só envolve a fração de corrente proporcional à área:
Mesma “montanha” da esfera de Gauss, com máximo em r=a.
10 Indução: Lei de Faraday e Lei de Lenz
A ideia
Até agora: carga cria E, corrente cria B. Faraday descobriu o caminho de volta: campo magnético VARIANDO cria corrente. Se o fluxo magnético que atravessa uma espira mudar com o tempo — porque B mudou, a área mudou, ou a espira girou — aparece nela uma força eletromotriz induzidaE, como se uma bateria invisível tivesse sido ligada. É o princípio do gerador, do transformador e do carregador sem fio.
Fluxo magnético e Lei de FaradayΦB=∫B⋅dAE=−dtdΦB(com N espiras: E=−NdtdΦB)
Se B é uniforme e faz ângulo θ com a normal da espira: ΦB=BAcosθ. Três jeitos de variar o fluxo = três tipos de questão: mudar B(t), mudar a área (barra deslizando) ou girar a espira (gerador).
Lei de Lenz (o sinal de menos)
A natureza “não gosta” de variação de fluxo: a corrente induzida circula no sentido que cria um campo oposto à variação — se o fluxo está caindo, ela tenta “segurá-lo”; se está crescendo, ela tenta “frear”. Receita visual: (1) qual o sentido de B na espira? (2) o fluxo está aumentando ou diminuindo? (3) a corrente induzida cria campo para compensar — sentido pela mão direita.
B entrando e diminuindo → a corrente induzida gira no sentido horário para repor o fluxo que está sumindo.
Barra deslizando: a área do circuito cresce → fem E=Bℓv.
Uma bobina percorrida por corrente cria campo que atravessa ela mesma. Se a corrente varia, o fluxo próprio varia — e, por Faraday, a bobina induz fem em si mesma, sempre se opondo à mudança. Esse “efeito inércia” da corrente é a autoindutânciaL: o indutor é para a corrente o que a massa é para a velocidade — resiste a variações bruscas.
Indutância e fem auto-induzidaL=iNΦB[H]EL=−LdtdiLsolenoide=μ0n2Aℓ
Circuito RL
Ligue fonte + resistor + indutor em série: a corrente não salta para o valor final — ela cresce suavemente, freada pelo indutor, com constante de tempo τL=L/R:
Crescimento e decaimento da corrente (τ = L/R)i(t)=Rε(1−e−t/τL)i(t)=i0e−t/τLτL=RL
Circuito RL série.
Em t=τ a corrente já atingiu ~63% do valor final.
Os dois extremos para resolver questões conceituais: em t=0 o indutor bloqueia a variação e age como chave aberta (corrente nula, toda a fem cai nele: VL=ε). Após muito tempo, age como fio e i=ε/R. Compare com o capacitor — é o comportamento invertido.
Energia no indutor e no campo magnético
UL=21Li2uB=2μ0B2(densidade de energia)
Indutância mútua:E2=−Mdi1/dt — a variação de corrente numa bobina induz fem na vizinha (princípio do transformador).
12 Oscilações LC/RLC e corrente alternada
Oscilador LC — a ideia
Ligue um capacitor carregado num indutor: o capacitor descarrega pelo indutor, que devolve a energia carregando o capacitor ao contrário, e assim por diante. A energia fica balançando entre o campo elétrico do capacitor (q2/2C) e o campo magnético do indutor (Li2/2) — é o análogo elétrico exato do massa-mola: q faz papel de posição, i de velocidade, L de massa e 1/C de constante da mola.
q(t)=Qcos(ω0t+ϕ),ω0=LC1
Com resistência (RLC), parte da energia vira calor a cada ciclo e a oscilação é amortecida: q(t)=Qe−Rt/2Lcos(ω′t+ϕ).
Corrente alternada: reatâncias e impedância
Agora force o circuito RLC com uma fonte senoidal de frequência ωd. A fonte impõe uma tensão que varia no tempo — é justamente a expressão que aparece nos enunciados de prova:
Tensão da fonte alternadaE(t)=Emsin(ωdt)ωd=2πf
Cada elemento “atrapalha” a corrente de um jeito: o resistor dissipa, o indutor odeia frequências altas (XL cresce com ω), o capacitor odeia frequências baixas (XC cresce quando ω cai). O efeito conjunto é a impedânciaZ — a “resistência generalizada” do circuito:
XL=ωdLXC=ωdC1Z=R2+(XL−XC)2I=ZEm
Tensão em cada elemento (amplitudes)VR=IRVL=IXLVC=IXCEm=VR2+(VL−VC)2
Fase e potência médiatanϕ=RXL−XCi(t)=Isin(ωdt−ϕ)cosϕ=ZRPmed=Irms2R=2I2R=21EmIcosϕ,Irms=2I,Erms=2Em
Ressonância
Quando ωd=ω0=1/LC: XL=XC e as reatâncias se cancelam. A impedância vira Z=R (mínima), a corrente é máxima e ϕ=0 (circuito puramente resistivo). É o mesmo fenômeno de empurrar um balanço na frequência certa.
Ressonância: pico de corrente em ωd=ω0=1/LC.
13 Equações de Maxwell
A ideia
Chegou a hora de juntar tudo. As quatro Equações de Maxwell são o “resumo executivo” da cadeira inteira — cada uma é um capítulo que você já estudou:
Forma integral∮E⋅dA=ϵ0qint∮B⋅dA=0∮E⋅dℓ=−dtdΦB∮B⋅dℓ=μ0ienv+μ0ϵ0dtdΦE
Gauss (E): cargas criam campo elétrico divergente — é a seção 03;
Gauss (B): o fluxo de B por qualquer superfície fechada é zero — não existem monopolos magnéticos; as linhas de B sempre se fecham em anéis;
Faraday: fluxo magnético variável induz campo elétrico circulante — é a seção 10;
Ampère–Maxwell: correntes E fluxo elétrico variável criam campo magnético. O termo novo id=ϵ0dΦE/dt é a corrente de deslocamento — a correção de Maxwell, que explica o campo magnético entre as placas de um capacitor carregando (onde não passa corrente de verdade, mas o campo E está variando).
Ondas eletromagnéticas
Combine Faraday com Ampère–Maxwell: B variando cria E, que variando cria B… essa realimentação se propaga sozinha pelo espaço como onda eletromagnética — luz, rádio, wi-fi:
E⊥B, ambos perpendiculares à direção de propagação, com E=cB.
A velocidade sai das próprias constantes do eletromagnetismo: c=1/μ0ϵ0≈3×108 m/s — foi assim que Maxwell descobriu que luz é onda eletromagnética.