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Nabla
FÍSICA 3 · 60h

Fundamentos do Eletromagnetismo

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Questão 012º EE2025.2Lei de Biot-Savart · Fio reto2,5 ptsVer material

Utilizando a Lei de Biot-Savart, deduza a expressão do campo magnético gerado por um fio reto infinito, percorrido por corrente ii, em um ponto situado a uma distância aa do fio.

ids (em x)ParθdB (sai da tela)

Cada elemento dsd\vec s contribui com dBds×r^r2d\vec B \propto \dfrac{d\vec s\times\hat r}{r^2}; em PP, todos os dBd\vec B saem da tela e se somam.

Gabarito

B=μ0i2πaB = \dfrac{\mu_0\, i}{2\pi a}, com direção dada pela regra da mão direita (circunda o fio).

Passo a passo

Passo 1 — Coloque o fio ao longo do eixo xx e o ponto PP a uma distância aa sobre a perpendicular. A Lei de Biot-Savart para um elemento ds=dxx^d\vec s = dx\,\hat x:

dB=μ0i4πds×r^r2d\vec B = \frac{\mu_0 i}{4\pi}\,\frac{d\vec s \times \hat r}{r^2}

Passo 2 — O módulo do produto vetorial é ds×r^=dxsinθ|d\vec s \times \hat r| = dx\,\sin\theta, onde θ\theta é o ângulo entre dsd\vec s e a linha até PP. Todos os dBd\vec B apontam na mesma direção (saindo/entrando no plano), então basta integrar módulos:

B=μ0i4π+sinθ  dxr2B = \frac{\mu_0 i}{4\pi}\int_{-\infty}^{+\infty} \frac{\sin\theta\; dx}{r^2}

Passo 3 — Da geometria: r=x2+a2r = \sqrt{x^2 + a^2} e sinθ=ax2+a2\sin\theta = \dfrac{a}{\sqrt{x^2+a^2}}. Logo:

B=μ0i4π+a  dx(x2+a2)3/2B = \frac{\mu_0 i}{4\pi}\int_{-\infty}^{+\infty} \frac{a\; dx}{(x^2+a^2)^{3/2}}

Passo 4 — Integral tabelada (ou substituição x=atanφx = a\tan\varphi):

+dx(x2+a2)3/2=[xa2x2+a2]+=1a2(1a2)=2a2\int_{-\infty}^{+\infty} \frac{dx}{(x^2+a^2)^{3/2}} = \left[\frac{x}{a^2\sqrt{x^2+a^2}}\right]_{-\infty}^{+\infty} = \frac{1}{a^2} - \left(-\frac{1}{a^2}\right) = \frac{2}{a^2}

Passo 5 — Substitua:

B=μ0i4πa2a2=μ0i2πaB = \frac{\mu_0 i}{4\pi}\cdot a \cdot \frac{2}{a^2} = \boxed{\frac{\mu_0 i}{2\pi a}}

A direção é tangente a círculos centrados no fio, no sentido dado pela regra da mão direita (polegar na corrente, dedos indicam B\vec B).

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Questão 022º EE2025.2Lei de Ampère · Fio grosso2,5 ptsVer material

Um fio cilíndrico maciço (“fio grosso”) de raio aa transporta uma corrente total I0I_0 uniformemente distribuída pela sua seção transversal. Usando a Lei de Ampère, determine o campo magnético:

(a) em um ponto interno, r<ar \lt a;

(b) em um ponto externo, r>ar \gt a.

(c) Esboce o gráfico de B(r)B(r).

I₀ (sai da tela)ar < ar > aB

Amperianas circulares: a interna envolve só parte da corrente; a externa envolve I0I_0 inteira.

rBa∝ r∝ 1/rB máx

B(r)B(r): cresce linearmente até r=ar = a e decai com 1/r1/r fora do fio.

Gabarito

(a) Bint=μ0I0r2πa2B_{\text{int}} = \dfrac{\mu_0 I_0\, r}{2\pi a^2} (cresce linearmente) · (b) Bext=μ0I02πrB_{\text{ext}} = \dfrac{\mu_0 I_0}{2\pi r} (decai com 1/r1/r) · (c) máximo em r=ar = a: Bmax=μ0I02πaB_{\max} = \dfrac{\mu_0 I_0}{2\pi a}.

Passo a passo

Passo 1 — Por simetria cilíndrica, B\vec B é tangente a círculos concêntricos ao fio e tem módulo constante em cada círculo. A Lei de Ampère em uma amperiana circular de raio rr:

Bds=B(2πr)=μ0Ienv\oint \vec B \cdot d\vec s = B\,(2\pi r) = \mu_0\, I_{\text{env}}

Passo 2 — Região interna (r<ar \lt a): a corrente é uniforme, então a corrente envolvida é proporcional à área:

Ienv=I0πr2πa2=I0r2a2I_{\text{env}} = I_0\,\frac{\pi r^2}{\pi a^2} = I_0\,\frac{r^2}{a^2}

Passo 3 — Substituindo:

B(2πr)=μ0I0r2a2    Bint=μ0I0r2πa2B\,(2\pi r) = \mu_0 I_0 \frac{r^2}{a^2} \;\Rightarrow\; \boxed{B_{\text{int}} = \frac{\mu_0 I_0\, r}{2\pi a^2}}

Passo 4 — Região externa (r>ar \gt a): a amperiana envolve toda a corrente, Ienv=I0I_{\text{env}} = I_0:

B(2πr)=μ0I0    Bext=μ0I02πrB\,(2\pi r) = \mu_0 I_0 \;\Rightarrow\; \boxed{B_{\text{ext}} = \frac{\mu_0 I_0}{2\pi r}}

Passo 5 — Gráfico: BB cresce linearmente de 0 até Bmax=μ0I02πaB_{\max} = \frac{\mu_0 I_0}{2\pi a} em r=ar = a, e depois decai como 1/r1/r. As duas expressões coincidem em r=ar = a (continuidade). ✓

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Questão 032º EE2025.2Lei de Faraday · Fem induzida2,5 ptsVer material

Uma espira retangular de largura aa (ao longo de xx) e altura bb (ao longo de yy) está no plano xyxy, com um vértice na origem. A região é atravessada por um campo magnético não uniforme e dependente do tempo, B=At3x  z^\vec B = A\,t^3\,x\;\hat z, onde AA é uma constante positiva.

(a) Calcule o fluxo magnético através da espira.

(b) Determine a f.e.m. induzida na espira.

(c) Indique o sentido da corrente induzida.

xyabB = A t³ x ẑ(sai da tela,cresce com x)i induzida (horária)

O fluxo em +z^+\hat z cresce com o tempo; pela Lei de Lenz, a corrente induzida circula no sentido horário para se opor.

Gabarito

(a) ΦB=Aba2t32\Phi_B = \dfrac{A\,b\,a^2\,t^3}{2} · (b) ε=3Aa2bt22|\varepsilon| = \dfrac{3A\,a^2 b\,t^2}{2} · (c) sentido horário (visto do lado de onde z^\hat z aponta), pois o fluxo em +z^+\hat z está crescendo (Lei de Lenz).

Passo a passo

Passo 1 — Como BB varia com xx, integre sobre a área da espira com dA=bdxdA = b\,dx (faixas verticais):

ΦB=BdA=0aAt3x  (bdx)=At3b0axdx\Phi_B = \int \vec B\cdot d\vec A = \int_0^{a} A\,t^3\,x\; (b\,dx) = A\,t^3\,b\int_0^a x\,dx

Passo 2 — Calcule a integral:

ΦB=At3ba22=Aa2bt32\Phi_B = A\,t^3\,b\cdot\frac{a^2}{2} = \boxed{\frac{A\,a^2 b\,t^3}{2}}

Passo 3 — Lei de Faraday:

ε=dΦBdt=Aa2b23t2    ε=3Aa2bt22\varepsilon = -\frac{d\Phi_B}{dt} = -\frac{A\,a^2 b}{2}\cdot 3t^2 \;\Rightarrow\; \boxed{|\varepsilon| = \frac{3A\,a^2 b\,t^2}{2}}

Passo 4 — Lei de Lenz: o fluxo aponta em +z^+\hat z e cresce com o tempo. A corrente induzida cria um campo que se opõe a esse crescimento, ou seja, campo em z^-\hat z dentro da espira. Pela regra da mão direita, a corrente circula no sentido horário quando vista de cima (do semieixo +z+z).

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Questão 042º EE2025.2Circuito RLC · Ressonância2,5 ptsVer material

Um circuito de corrente alternada possui fonte v(t)=20sen(ωt) Vv(t) = 20\,\text{sen}(\omega t)\ \text{V}, dois resistores em paralelo R1=4 ΩR_1 = 4\ \Omega e R2=8 ΩR_2 = 8\ \Omega, um indutor L=1,5 HL = 1{,}5\ \text{H} e um capacitor C=5 μFC = 5\ \mu\text{F}, todos em série com o paralelo de resistores. O circuito opera na frequência de ressonância.

(a) Calcule a frequência angular de ressonância ω0\omega_0.

(b) Determine a corrente i(t)i(t) fornecida pela fonte.

(c) Calcule a potência média dissipada no circuito.

v(t)LCR₁R₂

Fonte AC em série com LL, CC e o paralelo R1R2R_1 \| R_2. Na ressonância, XL=XCX_L = X_C e sobra só ReqR_{eq}.

Gabarito

(a) ω0=1LC365 rad/s (116π)\omega_0 = \dfrac{1}{\sqrt{LC}} \approx 365\ \text{rad/s}\ (\approx 116\pi) · (b) i(t)=7,5sen(ω0t) Ai(t) = 7{,}5\,\text{sen}(\omega_0 t)\ \text{A} · (c) Pmeˊd75 WP_{\text{méd}} \approx 75\ \text{W}.

Passo a passo

Passo 1 — Na ressonância, as reatâncias indutiva e capacitiva se cancelam (XL=XCX_L = X_C):

ω0=1LC=11,55×106=17,5×106365 rad/s116π rad/s\omega_0 = \frac{1}{\sqrt{LC}} = \frac{1}{\sqrt{1{,}5 \cdot 5\times10^{-6}}} = \frac{1}{\sqrt{7{,}5\times10^{-6}}} \approx \boxed{365\ \text{rad/s} \approx 116\pi\ \text{rad/s}}

Passo 2 — Na ressonância a impedância do circuito é puramente resistiva. Resistência equivalente do paralelo:

Req=R1R2R1+R2=4812=832,67 ΩR_{eq} = \frac{R_1 R_2}{R_1 + R_2} = \frac{4\cdot8}{12} = \frac{8}{3} \approx 2{,}67\ \Omega

Passo 3 — Corrente de pico e corrente instantânea (em fase com a fonte, pois Z=ReqZ = R_{eq}):

Imax=VmaxReq=208/3=7,5 A    i(t)=7,5sen(ω0t) AI_{\max} = \frac{V_{\max}}{R_{eq}} = \frac{20}{8/3} = 7{,}5\ \text{A} \;\Rightarrow\; \boxed{i(t) = 7{,}5\,\text{sen}(\omega_0 t)\ \text{A}}

Passo 4 — Potência média (fator de potência cosφ=1\cos\varphi = 1 na ressonância):

Pmeˊd=VmaxImax2cosφ=207,52=75 WP_{\text{méd}} = \frac{V_{\max} I_{\max}}{2}\cos\varphi = \frac{20\cdot 7{,}5}{2} = \boxed{75\ \text{W}}

Só os resistores dissipam energia; indutor e capacitor apenas trocam energia entre si.

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Questão 052º EE2024.1Força magnética em fio2,5 ptsVer material

Um fio horizontal de comprimento L=50 cmL = 50\ \text{cm} e massa m=25 gm = 25\ \text{g} está imerso em um campo magnético horizontal, perpendicular ao fio.

(a) Quando o fio conduz i=0,98 Ai = 0{,}98\ \text{A}, a força magnética equilibra exatamente o peso. Calcule o módulo de BB.

(b) Agora o fio está suspenso por dois fios verticais ideais e conduz i=0,49 Ai = 0{,}49\ \text{A} em um campo B=0,6 TB = 0{,}6\ \text{T}, com a força magnética apontando para baixo. Calcule a tração em cada fio de suspensão. (Use g=9,8 m/s2g = 9{,}8\ \text{m/s}^2.)

TTiB (sai da tela)P = mgF = BiL

Item (b): as duas trações para cima equilibram o peso e a força magnética, ambos para baixo: 2T=P+F2T = P + F.

Gabarito

(a) B=0,5 TB = 0{,}5\ \text{T} · (b) Fmag=147 mNF_{\text{mag}} = 147\ \text{mN}, P=245 mNP = 245\ \text{mN} e T=196 mNT = 196\ \text{mN} em cada fio.

Passo a passo

Passo 1 — A força magnética sobre um fio reto é F=BiLF = BiL (campo perpendicular ao fio). Para equilibrar o peso:

BiL=mg    B=mgiL=(0,025)(9,8)(0,98)(0,5)=0,5 TBiL = mg \;\Rightarrow\; B = \frac{mg}{iL} = \frac{(0{,}025)(9{,}8)}{(0{,}98)(0{,}5)} = \boxed{0{,}5\ \text{T}}

Passo 2 — No item (b), calcule as forças envolvidas:

Fmag=BiL=(0,6)(0,49)(0,5)=0,147 N=147 mNF_{\text{mag}} = BiL = (0{,}6)(0{,}49)(0{,}5) = 0{,}147\ \text{N} = \boxed{147\ \text{mN}}P=mg=(0,025)(9,8)=0,245 N=245 mNP = mg = (0{,}025)(9{,}8) = 0{,}245\ \text{N} = \boxed{245\ \text{mN}}

Passo 3 — Equilíbrio na vertical: as duas trações para cima equilibram o peso e a força magnética (ambos para baixo):

2T=P+Fmag=245+147=392 mN    T=196 mN2T = P + F_{\text{mag}} = 245 + 147 = 392\ \text{mN} \;\Rightarrow\; \boxed{T = 196\ \text{mN}}
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Questão 062º EE2024.1Torque e momento de dipolo2,5 ptsVer material

Uma bobina tem momento de dipolo magnético μ=(2i^+3k^) A⋅m2\vec\mu = (2\,\hat i + 3\,\hat k)\ \text{A·m}^2 e está imersa no campo B=(i^+j^+2k^) T\vec B = (\hat i + \hat j + 2\,\hat k)\ \text{T}.

(a) Calcule o torque τ\vec\tau sobre a bobina e seu módulo.

(b) Calcule a energia potencial de orientação U=μBU = -\vec\mu\cdot\vec B.

Gabarito

(a) τ=(3i^j^+2k^) N⋅m\vec\tau = (-3\,\hat i - \hat j + 2\,\hat k)\ \text{N·m}, τ=143,74 N⋅m|\vec\tau| = \sqrt{14} \approx 3{,}74\ \text{N·m} · (b) U=8 JU = -8\ \text{J}

Passo a passo

Passo 1 — O torque sobre um dipolo magnético é τ=μ×B\vec\tau = \vec\mu \times \vec B. Montando o determinante:

τ=i^j^k^203112\vec\tau = \begin{vmatrix} \hat i & \hat j & \hat k \\ 2 & 0 & 3 \\ 1 & 1 & 2 \end{vmatrix}

Passo 2 — Expandindo:

τ=i^(0231)j^(2231)+k^(2101)\vec\tau = \hat i\,(0\cdot 2 - 3\cdot 1) - \hat j\,(2\cdot 2 - 3\cdot 1) + \hat k\,(2\cdot 1 - 0\cdot 1)τ=(3i^j^+2k^) N⋅m\boxed{\vec\tau = (-3\,\hat i - \hat j + 2\,\hat k)\ \text{N·m}}

Passo 3 — Módulo:

τ=(3)2+(1)2+22=143,74 N⋅m|\vec\tau| = \sqrt{(-3)^2 + (-1)^2 + 2^2} = \boxed{\sqrt{14} \approx 3{,}74\ \text{N·m}}

Passo 4 — Energia de orientação (produto escalar):

U=μB=(21+01+32)=8 JU = -\vec\mu\cdot\vec B = -(2\cdot 1 + 0\cdot 1 + 3\cdot 2) = \boxed{-8\ \text{J}}

Negativa: o dipolo está em uma orientação de baixa energia (parcialmente alinhado com B\vec B). O torque tende a alinhá-lo completamente.

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Questão 072º EE2024.1Circuito RL2,5 ptsVer material

Uma bobina de indutância L=4 mHL = 4\ \text{mH} e resistência R=150 ΩR = 150\ \Omega é ligada a uma fonte de ε=12 V\varepsilon = 12\ \text{V} no instante t=0t = 0.

(a) Qual é a taxa de crescimento da corrente dI/dtdI/dt no instante em que a corrente vale metade do seu valor final?

(b) Quanto tempo leva para a corrente atingir 99%99\% do valor final?

tII_f = ε/RI_f/2aqui dI/dt = ε/2Lt = τ ln 100 (99%)

I(t)=If(1et/τ)I(t) = I_f(1 - e^{-t/\tau}): a inclinação diminui à medida que a corrente se aproxima de IfI_f.

Gabarito

(a) dI/dt=ε/2L=1,5×103 A/sdI/dt = \varepsilon/2L = 1{,}5\times10^{3}\ \text{A/s} · (b) t=τln100122,8 μst = \tau\ln 100 \approx 122{,}8\ \mu\text{s}

Passo a passo

Passo 1 — Lei das malhas no circuito RL em qualquer instante:

ε=RI+LdIdt\varepsilon = RI + L\frac{dI}{dt}

Passo 2 — O valor final da corrente é If=ε/RI_f = \varepsilon/R. Quando I=If/2=ε/2RI = I_f/2 = \varepsilon/2R:

dIdt=εRε2RL=ε2L=122(4×103)=1,5×103 A/s\frac{dI}{dt} = \frac{\varepsilon - R\cdot\frac{\varepsilon}{2R}}{L} = \frac{\varepsilon}{2L} = \frac{12}{2(4\times10^{-3})} = \boxed{1{,}5\times10^{3}\ \text{A/s}}

Passo 3 — A corrente cresce como I(t)=If(1et/τ)I(t) = I_f\,(1 - e^{-t/\tau}) com constante de tempo:

τ=LR=4×1031502,67×105 s\tau = \frac{L}{R} = \frac{4\times10^{-3}}{150} \approx 2{,}67\times10^{-5}\ \text{s}

Passo 4 — Impondo I=0,99IfI = 0{,}99\,I_f:

1et/τ=0,99    et/τ=0,01    t=τln1001 - e^{-t/\tau} = 0{,}99 \;\Rightarrow\; e^{-t/\tau} = 0{,}01 \;\Rightarrow\; t = \tau\ln 100t=(2,67×105)(4,605)122,8 μst = (2{,}67\times10^{-5})(4{,}605) \approx \boxed{122{,}8\ \mu\text{s}}
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Questão 082º EE2024.1Circuito RLC · Corrente alternada2,5 ptsVer material

Um circuito RLC em série tem R=3 ΩR = 3\ \Omega, L=2 HL = 2\ \text{H} e C=15 μFC = 15\ \mu\text{F}, alimentado por ε(t)=15sen(100t) V\varepsilon(t) = 15\,\text{sen}(100t)\ \text{V}.

(a) Calcule as reatâncias, a impedância, a amplitude da corrente e a constante de fase. Escreva i(t)i(t). O circuito é indutivo ou capacitivo?

(b) Determine a frequência angular de ressonância ω0\omega_0 e a amplitude da corrente caso a fonte operasse em ω0\omega_0.

RX_LX_CZφ < 0X_C ≫ X_L → capacitivo:corrente adiantada da fem

Como XCXLX_C \gg X_L, a reatância líquida aponta “para baixo”: φ90°\varphi \approx -90° e o circuito é capacitivo.

Gabarito

(a) XL=200 ΩX_L = 200\ \Omega, XC666,7 ΩX_C \approx 666{,}7\ \Omega, Z466,7 ΩZ \approx 466{,}7\ \Omega, I0,032 AI \approx 0{,}032\ \text{A}, φ89,6°1,56 rad\varphi \approx -89{,}6° \approx -1{,}56\ \text{rad}; i(t)=0,032sen(100t+1,56) Ai(t) = 0{,}032\,\text{sen}(100t + 1{,}56)\ \text{A} — capacitivo · (b) ω0182,6 rad/s\omega_0 \approx 182{,}6\ \text{rad/s} e I=εm/R=5,0 AI = \varepsilon_m/R = 5{,}0\ \text{A}

Passo a passo

Passo 1 — Reatâncias em ωd=100 rad/s\omega_d = 100\ \text{rad/s}:

XL=ωdL=1002=200 ΩXC=1ωdC=110015×106666,7 ΩX_L = \omega_d L = 100\cdot 2 = 200\ \Omega \qquad X_C = \frac{1}{\omega_d C} = \frac{1}{100\cdot 15\times10^{-6}} \approx 666{,}7\ \Omega

Passo 2 — Impedância e amplitude da corrente:

Z=R2+(XLXC)2=32+(466,7)2466,7 ΩZ = \sqrt{R^2 + (X_L - X_C)^2} = \sqrt{3^2 + (-466{,}7)^2} \approx 466{,}7\ \OmegaI=εmZ=15466,70,032 AI = \frac{\varepsilon_m}{Z} = \frac{15}{466{,}7} \approx \boxed{0{,}032\ \text{A}}

Passo 3 — Constante de fase:

tanφ=XLXCR=466,73    φ89,6°1,56 rad\tan\varphi = \frac{X_L - X_C}{R} = \frac{-466{,}7}{3} \;\Rightarrow\; \varphi \approx -89{,}6° \approx -1{,}56\ \text{rad}

Como XC>XLX_C \gt X_L, o circuito é capacitivo e a corrente está adiantada em relação à fem:

i(t)=0,032sen(100t+1,56) A\boxed{i(t) = 0{,}032\,\text{sen}(100t + 1{,}56)\ \text{A}}

Passo 4 — Ressonância (XL=XCX_L = X_C):

ω0=1LC=1215×106182,6 rad/s\omega_0 = \frac{1}{\sqrt{LC}} = \frac{1}{\sqrt{2\cdot 15\times10^{-6}}} \approx \boxed{182{,}6\ \text{rad/s}}

Passo 5 — Na ressonância Z=R=3 ΩZ = R = 3\ \Omega, então:

I=153=5,0 AI = \frac{15}{3} = \boxed{5{,}0\ \text{A}}

Repare no salto: de 32 mA para 5 A — a ressonância maximiza a corrente.

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Questão 092º EE2024.2Momento de dipolo · Torque · Energia2,5 ptsVer material

Uma bobina quadrada de N=10N = 10 espiras e lado 50 cm50\ \text{cm} está no plano xyxy e conduz corrente i=2 Ai = 2\ \text{A}, de modo que seu momento de dipolo aponta em +k^+\hat k. O campo magnético na região é B=(0,2i^+0,3k^) T\vec B = (0{,}2\,\hat i + 0{,}3\,\hat k)\ \text{T}.

(a) Calcule o momento de dipolo magnético μ\vec\mu.

(b) Calcule o torque τ\vec\tau sobre a bobina.

(c) Calcule a energia potencial de orientação UU.

bobina (plano xy), N espiras, corrente ixyμBB_x (⊥ a μ → torque)B_z (∥ a μ → energia)τ = μ×B

BxB_x (perpendicular a μ\vec\mu) gera torque; só BzB_z (paralela) entra na energia U=μBU = -\vec\mu\cdot\vec B.

Gabarito

(a) μ=5,0k^ A⋅m2\vec\mu = 5{,}0\,\hat k\ \text{A·m}^2 · (b) τ=1,0j^ N⋅m\vec\tau = 1{,}0\,\hat j\ \text{N·m} · (c) U=1,5 JU = -1{,}5\ \text{J}

Passo a passo

Passo 1 — Momento de dipolo de uma bobina: μ=NiA\mu = N\,i\,A, com A=(0,5)2=0,25 m2A = (0{,}5)^2 = 0{,}25\ \text{m}^2:

μ=NiAk^=1020,25k^=5,0k^ A⋅m2\vec\mu = N i A\,\hat k = 10\cdot 2\cdot 0{,}25\,\hat k = \boxed{5{,}0\,\hat k\ \text{A·m}^2}

Passo 2 — Torque τ=μ×B\vec\tau = \vec\mu\times\vec B. Usando k^×i^=j^\hat k\times\hat i = \hat j e k^×k^=0\hat k\times\hat k = 0:

τ=5k^×(0,2i^+0,3k^)=50,2(k^×i^)=1,0j^ N⋅m\vec\tau = 5\,\hat k \times (0{,}2\,\hat i + 0{,}3\,\hat k) = 5\cdot 0{,}2\,(\hat k\times\hat i) = \boxed{1{,}0\,\hat j\ \text{N·m}}

Só a componente de B\vec B perpendicular a μ\vec\mu produz torque.

Passo 3 — Energia de orientação (só a componente paralela contribui):

U=μB=(5,0)(0,3)=1,5 JU = -\vec\mu\cdot\vec B = -(5{,}0)(0{,}3) = \boxed{-1{,}5\ \text{J}}
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Questão 102º EE2024.2Lei de Ampère · Força entre fios2,5 ptsVer material

Um fio cilíndrico longo (“fio grosso”) de raio aa conduz corrente I0I_0 uniformemente distribuída em sua seção transversal.

(a) Usando a Lei de Ampère, obtenha B(r)B(r) dentro (r<ar \lt a) e fora (r>ar \gt a) do fio, e esboce o gráfico B×rB \times r.

(b) Um segundo fio, fino e paralelo ao primeiro, está a uma distância r=4ar = 4a e conduz I2=2I0I_2 = 2I_0 no mesmo sentido. Determine a força por unidade de comprimento entre os fios e diga se é atrativa ou repulsiva.

I₀ (raio a)I₂ = 2I₀r = 4aFF

Correntes paralelas no mesmo sentido se atraem: cada fio sente o campo do outro.

Gabarito

(a) Bint=μ0I0r2πa2B_{\text{int}} = \dfrac{\mu_0 I_0 r}{2\pi a^2} (linear) e Bext=μ0I02πrB_{\text{ext}} = \dfrac{\mu_0 I_0}{2\pi r} (decai como 1/r1/r) · (b) F=μ0I024πa=107I02a N/m\dfrac{F}{\ell} = \dfrac{\mu_0 I_0^2}{4\pi a} = 10^{-7}\,\dfrac{I_0^2}{a}\ \text{N/m}, atrativa.

Passo a passo

Passo 1 — Amperiana circular de raio r<ar \lt a. A corrente envolvida é proporcional à área:

Ienv=I0πr2πa2=I0r2a2I_{\text{env}} = I_0\,\frac{\pi r^2}{\pi a^2} = I_0\,\frac{r^2}{a^2}

Passo 2 — Lei de Ampère Bdl=μ0Ienv\oint \vec B\cdot d\vec l = \mu_0 I_{\text{env}}, com BB constante sobre o círculo:

B2πr=μ0I0r2a2    Bint=μ0I0r2πa2B\cdot 2\pi r = \mu_0 I_0 \frac{r^2}{a^2} \;\Rightarrow\; \boxed{B_{\text{int}} = \frac{\mu_0 I_0\,r}{2\pi a^2}}

Passo 3 — Para r>ar \gt a, toda a corrente é envolvida:

B2πr=μ0I0    Bext=μ0I02πrB\cdot 2\pi r = \mu_0 I_0 \;\Rightarrow\; \boxed{B_{\text{ext}} = \frac{\mu_0 I_0}{2\pi r}}

Gráfico: cresce linearmente de 00 até μ0I0/2πa\mu_0 I_0/2\pi a em r=ar = a, depois decai como 1/r1/r.

Passo 4 — O campo do fio grosso na posição do segundo fio (r=4ar = 4a) é B=μ0I02π(4a)B = \frac{\mu_0 I_0}{2\pi(4a)}. Força por comprimento sobre o fio 2:

F=BI2=μ0I08πa2I0=μ0I024πa=107I02a N/m\frac{F}{\ell} = B\,I_2 = \frac{\mu_0 I_0}{8\pi a}\cdot 2I_0 = \boxed{\frac{\mu_0 I_0^2}{4\pi a} = 10^{-7}\,\frac{I_0^2}{a}\ \text{N/m}}

Passo 5 — Correntes paralelas no mesmo sentido se atraem — a força é atrativa.

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Questão 112º EE2024.2Circuito RL · Energia2,5 ptsVer material

Em um circuito RL com ε=20 V\varepsilon = 20\ \text{V} e R=5 ΩR = 5\ \Omega, observa-se que a corrente atinge 1/41/4 do seu valor final em t=4 st = 4\ \text{s} após o fechamento da chave.

(a) Determine a constante de tempo τ\tau e a indutância LL.

(b) No instante t=0,2 st = 0{,}2\ \text{s}, calcule: a corrente II, a potência fornecida pela fonte, as tensões VRV_R e VLV_L, e a energia armazenada no indutor.

Gabarito

(a) τ13,9 s\tau \approx 13{,}9\ \text{s} e L69,0 HL \approx 69{,}0\ \text{H} · (b) I56 mAI \approx 56\ \text{mA}, P1120 mWP \approx 1120\ \text{mW}, VR280 mVV_R \approx 280\ \text{mV}, VL19,7 VV_L \approx 19{,}7\ \text{V}, UL108 mJU_L \approx 108\ \text{mJ}

Passo a passo

Passo 1 — Corrente no RL: I(t)=If(1et/τ)I(t) = I_f(1 - e^{-t/\tau}), com If=ε/R=4 AI_f = \varepsilon/R = 4\ \text{A}. Impondo I(4)=If/4I(4) = I_f/4:

1e4/τ=0,25    e4/τ=0,75    τ=4ln0,7513,9 s1 - e^{-4/\tau} = 0{,}25 \;\Rightarrow\; e^{-4/\tau} = 0{,}75 \;\Rightarrow\; \tau = \frac{-4}{\ln 0{,}75} \approx \boxed{13{,}9\ \text{s}}L=τR=13,79569,0 HL = \tau R = 13{,}79\cdot 5 \approx \boxed{69{,}0\ \text{H}}

Passo 2 — Corrente em t=0,2 st = 0{,}2\ \text{s}:

I=4(1e0,2/13,79)=4(10,9856)56 mAI = 4\left(1 - e^{-0{,}2/13{,}79}\right) = 4(1 - 0{,}9856) \approx \boxed{56\ \text{mA}}

Passo 3 — Potência fornecida pela fonte e tensão no resistor:

P=εI=200,0561120 mWVR=RI=50,056280 mVP = \varepsilon I = 20\cdot 0{,}056 \approx \boxed{1120\ \text{mW}} \qquad V_R = RI = 5\cdot 0{,}056 \approx \boxed{280\ \text{mV}}

Passo 4 — Tensão no indutor, VL=LdI/dtV_L = L\,dI/dt, com dIdt=εLet/τ=2068,96(0,9856)0,286 A/s\dfrac{dI}{dt} = \dfrac{\varepsilon}{L}e^{-t/\tau} = \dfrac{20}{68{,}96}(0{,}9856) \approx 0{,}286\ \text{A/s}:

VL=68,960,28619,7 VV_L = 68{,}96\cdot 0{,}286 \approx \boxed{19{,}7\ \text{V}}

Conferindo a malha: VR+VL=0,28+19,72=20 V=εV_R + V_L = 0{,}28 + 19{,}72 = 20\ \text{V} = \varepsilon

Passo 5 — Energia armazenada no indutor:

UL=12LI2=12(68,96)(0,056)2108 mJU_L = \frac{1}{2}LI^2 = \frac{1}{2}(68{,}96)(0{,}056)^2 \approx \boxed{108\ \text{mJ}}
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Questão 122º EE2024.2Circuito RLC · Ressonância e fasores2,5 ptsVer material

Um circuito RLC em série com R=100 ΩR = 100\ \Omega, L=120 mHL = 120\ \text{mH} e C=5 μFC = 5\ \mu\text{F} opera na ressonância, com corrente de amplitude Imaˊx=250 mAI_{\text{máx}} = 250\ \text{mA}.

(a) Calcule ω0\omega_0 e escreva ε(t)\varepsilon(t) e i(t)i(t).

(b) Em um diagrama de fasores, o que significa φ<0\varphi \lt 0, φ=0\varphi = 0 e φ>0\varphi \gt 0?

(c) Calcule a potência média dissipada na ressonância e explique por que ela diminui se a fonte operar em 2ω02\omega_0.

εiφ < 0 · capacitivocorrente adiantadaεiφ = 0 · ressonânciaem fase (P máxima)εiφ > 0 · indutivocorrente atrasada

Os três regimes do fasor da corrente em relação ao da fem: capacitivo, ressonância e indutivo.

Gabarito

(a) ω01,3×103 rad/s\omega_0 \approx 1{,}3\times10^{3}\ \text{rad/s}; ε(t)=25sen(ω0t) V\varepsilon(t) = 25\,\text{sen}(\omega_0 t)\ \text{V} e i(t)=0,25sen(ω0t) Ai(t) = 0{,}25\,\text{sen}(\omega_0 t)\ \text{A} · (b) φ<0\varphi\lt 0: corrente adiantada (capacitivo); φ=0\varphi=0: em fase (ressonância); φ>0\varphi\gt 0: corrente atrasada (indutivo) · (c) Pmeˊd=εm2/2R3,13 WP_{\text{méd}} = \varepsilon_m^2/2R \approx 3{,}13\ \text{W}; fora da ressonância Z>RZ \gt R e a potência cai (em 2ω02\omega_0, P0,48 WP \approx 0{,}48\ \text{W}).

Passo a passo

Passo 1 — Frequência de ressonância:

ω0=1LC=1(0,12)(5×106)1,3×103 rad/s\omega_0 = \frac{1}{\sqrt{LC}} = \frac{1}{\sqrt{(0{,}12)(5\times10^{-6})}} \approx \boxed{1{,}3\times10^{3}\ \text{rad/s}}

Passo 2 — Na ressonância Z=RZ = R, então a amplitude da fem é:

εm=ImaˊxR=(0,25)(100)=25 V\varepsilon_m = I_{\text{máx}}\,R = (0{,}25)(100) = 25\ \text{V}ε(t)=25sen(ω0t) Vi(t)=0,25sen(ω0t) A\boxed{\varepsilon(t) = 25\,\text{sen}(\omega_0 t)\ \text{V} \qquad i(t) = 0{,}25\,\text{sen}(\omega_0 t)\ \text{A}}

Sem defasagem, pois φ=0\varphi = 0 na ressonância.

Passo 3 — Interpretação dos fasores:

φ<0\varphi \lt 0: XC>XLX_C \gt X_L, circuito capacitivo, a corrente está adiantada em relação à fem. φ=0\varphi = 0: XC=XLX_C = X_L, ressonância, corrente e fem em fase. φ>0\varphi \gt 0: XL>XCX_L \gt X_C, circuito indutivo, corrente atrasada.

Passo 4 — Potência média na ressonância (cosφ=1\cos\varphi = 1):

Pmeˊd=εmImaˊx2=εm22R=2522003,13 WP_{\text{méd}} = \frac{\varepsilon_m I_{\text{máx}}}{2} = \frac{\varepsilon_m^2}{2R} = \frac{25^2}{200} \approx \boxed{3{,}13\ \text{W}}

Passo 5 — Em ωd=2ω0\omega_d = 2\omega_0, XLXCX_L \neq X_C e a impedância cresce (Z>RZ \gt R), reduzindo II e cosφ\cos\varphi. O cálculo dá P0,48 WP \approx 0{,}48\ \text{W}, bem menor: a potência média é máxima na ressonância.

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