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Nabla
FÍSICA 3 · 60h

Fundamentos do Eletromagnetismo

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Questão 01Prova Final2025.1Fluxo elétrico · Lei de Gauss2,5 ptsVer material

Durante uma tempestade, um avião voa através de uma nuvem e adquire uma carga líquida de q=88,5 μCq = -88{,}5\ \mu\text{C}, distribuída pela sua superfície.

(a) Calcule o fluxo do campo elétrico através de uma superfície fechada que envolve completamente o avião.

(b) As linhas de campo elétrico entram ou saem dessa superfície? Justifique.

Gabarito

(a) ΦE=q/ε0=107 N⋅m2/C\Phi_E = q/\varepsilon_0 = -10^{7}\ \text{N·m}^2/\text{C} · (b) O fluxo é negativo, logo há mais linhas de campo entrando na superfície do que saindo (carga líquida negativa atrai as linhas para dentro).

Passo a passo

Passo 1 — A Lei de Gauss diz que o fluxo através de qualquer superfície fechada depende só da carga líquida envolvida — a forma do avião é irrelevante:

ΦE=EdA=qintε0\Phi_E = \oint \vec E\cdot d\vec A = \frac{q_{\text{int}}}{\varepsilon_0}

Passo 2 — Substitua os valores:

ΦE=88,5×1068,85×1012=1,0×107 N⋅m2/C\Phi_E = \frac{-88{,}5\times10^{-6}}{8{,}85\times10^{-12}} = \boxed{-1{,}0\times10^{7}\ \text{N·m}^2/\text{C}}

Passo 3 — Sinal do fluxo: por convenção, dAd\vec A aponta para fora da superfície. Fluxo negativo significa E\vec E predominantemente contrário a dAd\vec A, ou seja, as linhas de campo entram na superfície — coerente com uma carga líquida negativa, que é “sumidouro” de linhas de campo.

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Questão 02Prova Final2025.1Força magnética · Fios paralelos2,5 ptsVer material

Dois fios retos e paralelos, separados por uma distância r=20 cmr = 20\ \text{cm}, transportam correntes i1=3 mAi_1 = 3\ \text{mA} e i2=5 mAi_2 = 5\ \text{mA} no mesmo sentido. Considere um trecho de comprimento L=1 mL = 1\ \text{m}.

(a) Deduza a expressão da força por unidade de comprimento entre os fios.

(b) Calcule o módulo da força no trecho considerado e diga se ela é atrativa ou repulsiva.

i₁i₂r = 20 cmFF

Correntes no mesmo sentido: cada fio sente o campo do outro e a força é atrativa.

Gabarito

(a) FL=μ0i1i22πr\dfrac{F}{L} = \dfrac{\mu_0\, i_1 i_2}{2\pi r} · (b) F=1,5×1011 NF = 1{,}5\times10^{-11}\ \text{N}atrativa (correntes no mesmo sentido se atraem).

Passo a passo

Passo 1 — O fio 1 cria, na posição do fio 2, um campo magnético (fio reto infinito):

B1=μ0i12πrB_1 = \frac{\mu_0\, i_1}{2\pi r}

Passo 2 — O fio 2, imerso nesse campo, sofre a força F=i2L×B1\vec F = i_2\,\vec L\times\vec B_1. Como B1\vec B_1 é perpendicular ao fio 2:

F=i2LB1=μ0i1i2L2πr    FL=μ0i1i22πrF = i_2\, L\, B_1 = \frac{\mu_0\, i_1 i_2\, L}{2\pi r} \;\Rightarrow\; \boxed{\frac{F}{L} = \frac{\mu_0\, i_1 i_2}{2\pi r}}

Passo 3 — Substitua os valores (μ0=4π×107 T⋅m/A\mu_0 = 4\pi\times10^{-7}\ \text{T·m/A}):

F=(4π×107)(3×103)(5×103)(1)2π(0,2)=2×10715×1060,2F = \frac{(4\pi\times10^{-7})(3\times10^{-3})(5\times10^{-3})(1)}{2\pi(0{,}2)} = \frac{2\times10^{-7}\cdot 15\times10^{-6}}{0{,}2}F=1,5×1011 N\boxed{F = 1{,}5\times10^{-11}\ \text{N}}

Passo 4 — Sentido: aplicando a regra da mão direita, o campo de i1i_1 na posição do fio 2 e a força i2L×B1i_2\vec L\times\vec B_1 apontam do fio 2 para o fio 1. Correntes paralelas de mesmo sentido se atraem; sentidos opostos se repeliriam.

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Questão 03Prova Final2025.1Indução · Energia dissipada2,5 ptsVer material

Uma espira retangular de lados aa (em xx) e bb (em yy) e resistência RR está no plano xyxy com um vértice na origem. O campo magnético na região é B=xyt2z^\vec B = x\,y\,t^2\,\hat z.

(a) Calcule o fluxo magnético através da espira.

(b) Determine a corrente induzida e seu sentido.

(c) Calcule a energia dissipada na espira entre 00 e tt.

xyabB = x y t² ẑ(sai da tela)

O campo sai da tela e é mais intenso longe da origem (cresce com xyx\,y); o fluxo exige integral dupla.

Gabarito

(a) ΦB=a2b2t24\Phi_B = \dfrac{a^2 b^2 t^2}{4} · (b) i=a2b2t2Ri = \dfrac{a^2 b^2 t}{2R}, sentido horário (visto de +z+z) · (c) Ediss=a4b4t312RE_{\text{diss}} = \dfrac{a^4 b^4 t^3}{12\,R}.

Passo a passo

Passo 1 — O campo depende de xx e yy, então integre em toda a área com dA=dxdydA = dx\,dy:

ΦB=0b ⁣ ⁣0axyt2  dxdy=t2(0axdx) ⁣(0bydy)=t2a22b22\Phi_B = \int_0^b\!\!\int_0^a x\,y\,t^2\; dx\,dy = t^2\left(\int_0^a x\,dx\right)\!\left(\int_0^b y\,dy\right) = t^2\cdot\frac{a^2}{2}\cdot\frac{b^2}{2}ΦB=a2b2t24\boxed{\Phi_B = \frac{a^2 b^2\, t^2}{4}}

Passo 2 — F.e.m. pela Lei de Faraday:

ε=dΦBdt=a2b242t=a2b2t2|\varepsilon| = \frac{d\Phi_B}{dt} = \frac{a^2 b^2}{4}\cdot 2t = \frac{a^2 b^2\, t}{2}

Passo 3 — Corrente induzida (Lei de Ohm):

i=εR=a2b2t2R\boxed{i = \frac{|\varepsilon|}{R} = \frac{a^2 b^2\, t}{2R}}

Sentido (Lei de Lenz): o fluxo em +z^+\hat z cresce, então a corrente cria campo em z^-\hat z dentro da espira \Rightarrow sentido horário visto de cima.

Passo 4 — Potência dissipada instantânea:

P(t)=Ri2=Ra4b4t24R2=a4b4t24RP(t) = R\,i^2 = R\cdot\frac{a^4 b^4\, t^2}{4R^2} = \frac{a^4 b^4\, t^2}{4R}

Passo 5 — Energia = integral da potência no tempo:

Ediss=0tPdt=a4b44Rt33=a4b4t312RE_{\text{diss}} = \int_0^{t} P\,dt' = \frac{a^4 b^4}{4R}\cdot\frac{t^3}{3} = \boxed{\frac{a^4 b^4\, t^3}{12R}}

Observação: o gabarito manuscrito da prova traz t2t^2 na última linha por erro de escrita — integrando t2t'^2 o resultado correto é t3/3t^3/3, como acima.

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Questão 04Prova Final2025.1Circuito RL · Transitório2,5 ptsVer material

Em um circuito RL série com resistor R=5 ΩR = 5\ \Omega, a corrente evolui segundo

i(t)=4(1e0,625t) Ai(t) = 4\left(1 - e^{-0{,}625\,t}\right)\ \text{A}

(a) Determine a f.e.m. ε\varepsilon da fonte e a indutância LL.

(b) Calcule a taxa de variação da corrente di/dtdi/dt.

(c) Determine a corrente em t=2 st = 2\ \text{s} e a potência dissipada no resistor nesse instante.

Gabarito

(a) ε=20 V\varepsilon = 20\ \text{V}, L=8 HL = 8\ \text{H} · (b) didt=2,5e0,625t A/s\dfrac{di}{dt} = 2{,}5\,e^{-0{,}625\,t}\ \text{A/s} · (c) i(2)2,85 Ai(2) \approx 2{,}85\ \text{A}, P40,7 WP \approx 40{,}7\ \text{W}.

Passo a passo

Passo 1 — Compare com a forma padrão do circuito RL:

i(t)=εR(1et/τ),τ=LRi(t) = \frac{\varepsilon}{R}\left(1 - e^{-t/\tau}\right), \qquad \tau = \frac{L}{R}

Passo 2 — Da corrente máxima: εR=4ε=45=20 V\dfrac{\varepsilon}{R} = 4 \Rightarrow \varepsilon = 4\cdot5 = \boxed{20\ \text{V}}.

Do expoente: 1τ=0,625τ=1,6 s\dfrac{1}{\tau} = 0{,}625 \Rightarrow \tau = 1{,}6\ \text{s}, logo

L=τR=1,65=8 HL = \tau R = 1{,}6\cdot 5 = \boxed{8\ \text{H}}

Passo 3 — Derive a corrente:

didt=40,625e0,625t=2,5e0,625t A/s\frac{di}{dt} = 4\cdot 0{,}625\, e^{-0{,}625\,t} = \boxed{2{,}5\, e^{-0{,}625\,t}\ \text{A/s}}

(Em t=0t=0: di/dt=2,5=ε/L=20/8di/dt = 2{,}5 = \varepsilon/L = 20/8 ✓)

Passo 4 — Corrente em t=2 st = 2\ \text{s}:

i(2)=4(1e1,25)=4(10,2865)2,85 Ai(2) = 4\left(1 - e^{-1{,}25}\right) = 4(1 - 0{,}2865) \approx \boxed{2{,}85\ \text{A}}

Passo 5 — Potência dissipada no resistor:

P=Ri2=5(2,85)240,7 WP = R\,i^2 = 5\,(2{,}85)^2 \approx \boxed{40{,}7\ \text{W}}
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Questão 05Prova Final2023.2Lei de Gauss · Cilindro2,5 ptsVer material

Um cilindro muito longo de raio aa possui densidade volumétrica de carga que cresce com o raio: ρ(r)=ρ0ra\rho(r) = \rho_0\,\dfrac{r}{a}.

Determine o campo elétrico para r<ar \lt a (interior) e r>ar \gt a (exterior).

ρ(r) = ρ₀ r/aagaussiana coaxial (raio r)E (radial)E

Por simetria, E\vec E é radial; só a superfície lateral 2πr2\pi r\ell da gaussiana tem fluxo.

Gabarito

Eint=ρ0r23ε0aE_{\text{int}} = \dfrac{\rho_0\,r^2}{3\varepsilon_0\,a} · Eext=ρ0a23ε0rE_{\text{ext}} = \dfrac{\rho_0\,a^2}{3\varepsilon_0\,r}

Passo a passo

Passo 1 — Como ρ\rho varia com rr, integre em cascas cilíndricas dV=2πrdrdV = 2\pi r' \ell\,dr' (comprimento \ell):

q(r)=0rρ0ra2πrdr=2πρ0a0rr2dr=2πρ0r33aq(r) = \int_0^{r} \rho_0\frac{r'}{a}\,2\pi r' \ell\,dr' = \frac{2\pi\rho_0 \ell}{a}\int_0^{r} r'^2\,dr' = \frac{2\pi\rho_0 \ell\,r^3}{3a}

Passo 2 — Gaussiana cilíndrica de raio r<ar \lt a: por simetria, o fluxo só passa pela superfície lateral, Φ=E2πr\Phi = E\cdot 2\pi r \ell:

E2πr=q(r)ε0=2πρ0r33aε0    Eint=ρ0r23ε0aE\cdot 2\pi r \ell = \frac{q(r)}{\varepsilon_0} = \frac{2\pi\rho_0 \ell\,r^3}{3a\,\varepsilon_0} \;\Rightarrow\; \boxed{E_{\text{int}} = \frac{\rho_0\,r^2}{3\varepsilon_0\,a}}

Passo 3 — Para r>ar \gt a, a carga envolvida é a total no trecho \ell, ou seja q(a)=2πρ0a23q(a) = \frac{2\pi\rho_0 \ell\,a^2}{3}:

E2πr=2πρ0a23ε0    Eext=ρ0a23ε0rE\cdot 2\pi r \ell = \frac{2\pi\rho_0 \ell\,a^2}{3\varepsilon_0} \;\Rightarrow\; \boxed{E_{\text{ext}} = \frac{\rho_0\,a^2}{3\varepsilon_0\,r}}

Passo 4 — Verificação: em r=ar = a as duas expressões dão E=ρ0a/3ε0E = \rho_0 a/3\varepsilon_0 ✓. Dentro o campo cresce como r2r^2; fora decai como 1/r1/r, típico de simetria cilíndrica.

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Questão 06Prova Final2023.2Circuitos · Energia e baterias2,5 ptsVer material

Em uma malha única estão ligados em série: uma bateria ε1=5 V\varepsilon_1 = 5\ \text{V}, um resistor R1=3 ΩR_1 = 3\ \Omega, uma associação em paralelo de dois resistores R2=6 ΩR_2 = 6\ \Omega, e uma bateria ε2=8 V\varepsilon_2 = 8\ \text{V} (com polaridade oposta à de ε1\varepsilon_1).

(a) Calcule a corrente na malha e a corrente em cada resistor R2R_2.

(b) Calcule a energia dissipada na associação em paralelo em 1 minuto.

(c) Qual bateria está fornecendo energia e qual está sendo carregada?

Gabarito

(a) i=0,50 Ai = 0{,}50\ \text{A} (no sentido imposto por ε2\varepsilon_2); 0,25 A0{,}25\ \text{A} em cada R2R_2 · (b) E=45 JE = 45\ \text{J} · (c) ε2\varepsilon_2 fornece; ε1\varepsilon_1 está sendo carregada.

Passo a passo

Passo 1 — Associação em paralelo: Req=666+6=3 ΩR_{\text{eq}} = \dfrac{6\cdot 6}{6+6} = 3\ \Omega. Resistência total da malha: 3+3=6 Ω3 + 3 = 6\ \Omega.

Passo 2 — Lei das malhas (tomando o sentido de ε1\varepsilon_1 como positivo):

i=ε1ε2R1+Req=586=0,50 Ai = \frac{\varepsilon_1 - \varepsilon_2}{R_1 + R_{\text{eq}}} = \frac{5 - 8}{6} = -0{,}50\ \text{A}

O sinal negativo indica que a corrente real tem o sentido imposto por ε2\varepsilon_2 (a bateria mais forte):

i=0,50 A\boxed{i = 0{,}50\ \text{A}}

Passo 3 — A corrente se divide igualmente entre os dois resistores iguais:

iR2=0,502=0,25 A em cadai_{R_2} = \frac{0{,}50}{2} = \boxed{0{,}25\ \text{A em cada}}

Passo 4 — Energia dissipada no paralelo em Δt=60 s\Delta t = 60\ \text{s}:

E=i2ReqΔt=(0,5)2(3)(60)=45 JE = i^2 R_{\text{eq}}\,\Delta t = (0{,}5)^2 (3)(60) = \boxed{45\ \text{J}}

Passo 5 — A corrente sai do terminal ++ de ε2\varepsilon_2 (fornece energia) e entra pelo terminal ++ de ε1\varepsilon_1: a bateria 1 está recebendo energia (sendo carregada).

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Questão 07Prova Final2023.2Indução · fem de movimento2,5 ptsVer material

Um eixo condutor de comprimento =15 cm\ell = 15\ \text{cm} desliza sobre dois trilhos paralelos, fechando um circuito de resistência R=0,4 ΩR = 0{,}4\ \Omega. A velocidade do eixo oscila: v(t)=8,0sen(120πt) m/sv(t) = 8{,}0\,\text{sen}(120\pi t)\ \text{m/s}. O campo magnético é uniforme, perpendicular ao plano dos trilhos, com B=1,2 TB = 1{,}2\ \text{T}.

(a) Determine a fem induzida ε(t)\varepsilon(t).

(b) Determine a corrente máxima no circuito.

Rbarra (ℓ)v(t)B (sai da tela)

A barra desliza e varia a área do circuito: fem de movimento ε=Bv\varepsilon = B\ell v.

Gabarito

(a) ε(t)=(1,44 V)sen(120πt)\varepsilon(t) = (1{,}44\ \text{V})\,\text{sen}(120\pi t) · (b) imaˊx=3,6 Ai_{\text{máx}} = 3{,}6\ \text{A}

Passo a passo

Passo 1 — Barra condutora que se move em campo perpendicular gera fem de movimento:

ε=Bv\varepsilon = B\,\ell\,v

(vem de ε=dΦ/dt\varepsilon = -d\Phi/dt com Φ=Bx\Phi = B\ell x e dx/dt=vdx/dt = v.)

Passo 2 — Substituindo v(t)v(t):

ε(t)=(1,2)(0,15)[8,0sen(120πt)]=(1,44 V)sen(120πt)\varepsilon(t) = (1{,}2)(0{,}15)\,\big[8{,}0\,\text{sen}(120\pi t)\big] = \boxed{(1{,}44\ \text{V})\,\text{sen}(120\pi t)}

O eixo oscilante funciona como um gerador de corrente alternada de 60 Hz (ω=120π\omega = 120\pi).

Passo 3 — Corrente máxima pela lei de Ohm:

imaˊx=εmaˊxR=1,440,4=3,6 Ai_{\text{máx}} = \frac{\varepsilon_{\text{máx}}}{R} = \frac{1{,}44}{0{,}4} = \boxed{3{,}6\ \text{A}}
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Questão 08Prova Final2023.2Circuito RL · Transitórios2,5 ptsVer material

Uma bateria de 10 V10\ \text{V} está em série com uma chave SS e um resistor Ra=4 ΩR_a = 4\ \Omega, ligados a um nó. Desse nó saem dois ramos até o terra: um resistor Rb=4 ΩR_b = 4\ \Omega e, em paralelo com ele, o ramo formado por Rc=8 ΩR_c = 8\ \Omega em série com um indutor L=1 HL = 1\ \text{H}.

Determine a corrente na bateria iBi_B e no indutor iLi_L:

(a) imediatamente após fechar SS;

(b) muito tempo depois de fechada;

(c) imediatamente após reabrir SS;

(d) muito tempo depois de reaberta.

10 VSRaRbRcL

O indutor mantém iLi_L contínua: age como circuito aberto logo após chavear e como fio em regime permanente.

Gabarito

(a) iL=0i_L = 0, iB=1,25 Ai_B = 1{,}25\ \text{A} · (b) iB=1,50 Ai_B = 1{,}50\ \text{A}, iL=0,50 Ai_L = 0{,}50\ \text{A} · (c) iB=0i_B = 0, iL=0,50 Ai_L = 0{,}50\ \text{A} · (d) iB=iL=0i_B = i_L = 0

Passo a passo

Passo 1 — Regra de ouro: a corrente no indutor não pode mudar instantaneamente. Em t=0+t = 0^+ (chave recém-fechada), iL=0i_L = 0: o ramo do indutor se comporta como circuito aberto.

iB=10Ra+Rb=104+4=1,25 AiL=0i_B = \frac{10}{R_a + R_b} = \frac{10}{4 + 4} = \boxed{1{,}25\ \text{A}} \qquad \boxed{i_L = 0}

Passo 2 — Em regime permanente (tt \to \infty), di/dt=0di/dt = 0 e o indutor vira fio ideal. O paralelo entre Rb=4R_b = 4 e Rc=8R_c = 8 vale 48122,67 Ω\frac{4\cdot 8}{12} \approx 2{,}67\ \Omega:

iB=104+2,67=1,50 Ai_B = \frac{10}{4 + 2{,}67} = \boxed{1{,}50\ \text{A}}

Tensão no nó: V=10(1,5)(4)=4 VV = 10 - (1{,}5)(4) = 4\ \text{V}. Corrente no ramo do indutor:

iL=VRc=48=0,50 Ai_L = \frac{V}{R_c} = \frac{4}{8} = \boxed{0{,}50\ \text{A}}

Passo 3 — Ao reabrir SS, a bateria é desligada: iB=0i_B = 0. Mas o indutor mantém sua corrente, que agora circula na malha RcR_cLLRbR_b:

iB=0iL=0,50 A\boxed{i_B = 0 \qquad i_L = 0{,}50\ \text{A}}

Passo 4 — Essa corrente decai exponencialmente com τ=L/(Rb+Rc)=1/12 s\tau = L/(R_b + R_c) = 1/12\ \text{s}. Muito tempo depois:

iB=iL=0\boxed{i_B = i_L = 0}
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Questão 09Prova Final2024.1Campo elétrico · Simetria2,5 ptsVer material

Duas cargas positivas iguais +Q+Q estão fixas sobre o eixo xx, nas posições x=+dx = +d e x=dx = -d.

Determine o campo elétrico resultante em um ponto P=(0, y)P = (0,\ y) sobre o eixo yy (módulo, direção e sentido).

xy++Q (−d)++Q (+d)PrrE₁E₂E resultante (ŷ)

As componentes em xx se cancelam por simetria; o campo resultante em PP aponta ao longo de +y^+\hat y.

Gabarito

E=Qy2πε0(y2+d2)3/2 j^\vec E = \dfrac{Q\,y}{2\pi\varepsilon_0\,(y^2 + d^2)^{3/2}}\ \hat j — as componentes xx se cancelam e o campo aponta ao longo de +y+y (para y>0y \gt 0).

Passo a passo

Passo 1 — As duas cargas estão à mesma distância de PP:

r=y2+d2    E1=E2=Q4πε0(y2+d2)r = \sqrt{y^2 + d^2} \;\Rightarrow\; E_1 = E_2 = \frac{Q}{4\pi\varepsilon_0\,(y^2 + d^2)}

Passo 2 — Simetria: cada campo aponta para longe da sua carga. As componentes horizontais são opostas e se cancelam; as componentes verticais são iguais e se somam.

Passo 3 — A componente vertical de cada campo envolve cosθ=yy2+d2\cos\theta = \dfrac{y}{\sqrt{y^2+d^2}} (ângulo com o eixo yy):

Ey=2E1cosθ=2Q4πε0(y2+d2)yy2+d2E_y = 2\,E_1\cos\theta = 2\cdot\frac{Q}{4\pi\varepsilon_0 (y^2+d^2)}\cdot\frac{y}{\sqrt{y^2+d^2}}

Passo 4 — Simplificando:

E=Qy2πε0(y2+d2)3/2 j^\boxed{\vec E = \frac{Q\,y}{2\pi\varepsilon_0\,(y^2 + d^2)^{3/2}}\ \hat j}

Sentido: afastando-se das cargas (+j^+\hat j para y>0y \gt 0). Casos-limite: em y=0y = 0 o campo é nulo (simetria); para ydy \gg d, E2Q4πε0y2E \to \frac{2Q}{4\pi\varepsilon_0 y^2}, como uma carga pontual 2Q2Q

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Questão 10Prova Final2024.1Condutores · Lei de Gauss2,5 ptsVer material

Um satélite esférico condutor de 1,5 m1{,}5\ \text{m} de diâmetro acumula uma carga de 2,5 μC2{,}5\ \mu\text{C} uniformemente distribuída em sua superfície.

(a) Calcule a densidade superficial de carga σ\sigma.

(b) Calcule o campo elétrico imediatamente acima da superfície.

Gabarito

(a) σ3,54×107 C/m2\sigma \approx 3{,}54\times10^{-7}\ \text{C/m}^2 · (b) E=σ/ε04,0×104 N/CE = \sigma/\varepsilon_0 \approx 4{,}0\times10^{4}\ \text{N/C}

Passo a passo

Passo 1 — Raio: R=1,5/2=0,75 mR = 1{,}5/2 = 0{,}75\ \text{m}. Densidade superficial:

σ=Q4πR2=2,5×1064π(0,75)2=2,5×1067,073,54×107 C/m2\sigma = \frac{Q}{4\pi R^2} = \frac{2{,}5\times10^{-6}}{4\pi (0{,}75)^2} = \frac{2{,}5\times10^{-6}}{7{,}07} \approx \boxed{3{,}54\times10^{-7}\ \text{C/m}^2}

Passo 2 — Campo junto à superfície de um condutor: use uma gaussiana cilíndrica pequena atravessando a superfície. Dentro do condutor E=0E = 0, então só a tampa externa tem fluxo:

EA=σAε0    E=σε0EA = \frac{\sigma A}{\varepsilon_0} \;\Rightarrow\; E = \frac{\sigma}{\varepsilon_0}

(Note: é o dobro do plano infinito de carga, justamente porque o condutor “empurra” todo o campo para fora.)

Passo 3 — Substituindo:

E=3,54×1078,85×10124,0×104 N/CE = \frac{3{,}54\times10^{-7}}{8{,}85\times10^{-12}} \approx \boxed{4{,}0\times10^{4}\ \text{N/C}}

Conferindo como carga pontual em r=Rr = R: E=kQ/R2=(8,99×109)(2,5×106)/0,56254,0×104 N/CE = kQ/R^2 = (8{,}99\times10^9)(2{,}5\times10^{-6})/0{,}5625 \approx 4{,}0\times10^4\ \text{N/C}

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Questão 11Prova Final2024.1Indução · Lei de Faraday2,5 ptsVer material

Uma espira circular de raio 5 cm5\ \text{cm} e resistência R=0,4 ΩR = 0{,}4\ \Omega está em um campo magnético perpendicular ao seu plano, que cresce à taxa constante dB/dt=40 mT/sdB/dt = 40\ \text{mT/s}.

Calcule: (a) a fem induzida; (b) a corrente induzida; (c) a potência dissipada na espira.

B crescente(sai da tela,dB/dt > 0)i induzida (horária — Lenz)r = 5 cm

Fluxo crescendo para fora da tela → a corrente induzida circula no sentido horário para se opor (Lei de Lenz).

Gabarito

(a) ε314 μV\varepsilon \approx 314\ \mu\text{V} · (b) i785 μAi \approx 785\ \mu\text{A} · (c) P0,25 μWP \approx 0{,}25\ \mu\text{W}

Passo a passo

Passo 1 — Área da espira:

A=πr2=π(0,05)27,85×103 m2A = \pi r^2 = \pi (0{,}05)^2 \approx 7{,}85\times10^{-3}\ \text{m}^2

Passo 2 — Lei de Faraday com área constante e BB variando:

ε=dΦdt=AdBdt=(7,85×103)(0,040)3,14×104 V=314 μV|\varepsilon| = \left|\frac{d\Phi}{dt}\right| = A\,\frac{dB}{dt} = (7{,}85\times10^{-3})(0{,}040) \approx \boxed{3{,}14\times10^{-4}\ \text{V} = 314\ \mu\text{V}}

Passo 3 — Corrente induzida (lei de Ohm):

i=εR=314×1060,4785 μAi = \frac{\varepsilon}{R} = \frac{314\times10^{-6}}{0{,}4} \approx \boxed{785\ \mu\text{A}}

Pela lei de Lenz, a corrente circula de modo a se opor ao crescimento do fluxo (sentido que gera campo contrário a B\vec B dentro da espira).

Passo 4 — Potência dissipada:

P=Ri2=(0,4)(7,85×104)20,25 μWP = R\,i^2 = (0{,}4)(7{,}85\times10^{-4})^2 \approx \boxed{0{,}25\ \mu\text{W}}

(Equivalente a P=εi=ε2/RP = \varepsilon\,i = \varepsilon^2/R ✓)

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Questão 12Prova Final2024.1Circuito RLC · Corrente alternada2,5 ptsVer material

Um circuito RLC em série tem R=5 ΩR = 5\ \Omega, L=100 mHL = 100\ \text{mH} e C=1 mFC = 1\ \text{mF}, alimentado por ε(t)=10sen(50t) V\varepsilon(t) = 10\,\text{sen}(50t)\ \text{V}.

(a) Calcule a impedância, a constante de fase e escreva i(t)i(t). O circuito é indutivo ou capacitivo?

(b) Calcule as amplitudes de tensão VRV_R, VLV_L e VCV_C.

(c) Em que frequência ocorre a ressonância e qual seria a amplitude da corrente nela? Para que valores de LL (mantendo o resto) o circuito seria indutivo em ωd=50 rad/s\omega_d = 50\ \text{rad/s}?

Gabarito

(a) Z15,8 ΩZ \approx 15{,}8\ \Omega, φ71,6°1,25 rad\varphi \approx -71{,}6° \approx -1{,}25\ \text{rad}, i(t)=0,63sen(50t+1,25) Ai(t) = 0{,}63\,\text{sen}(50t + 1{,}25)\ \text{A} — capacitivo · (b) VR3,15 VV_R \approx 3{,}15\ \text{V}, VL3,15 VV_L \approx 3{,}15\ \text{V}, VC12,6 VV_C \approx 12{,}6\ \text{V} · (c) ω0=100 rad/s\omega_0 = 100\ \text{rad/s}, I=2,0 AI = 2{,}0\ \text{A}; indutivo para L>400 mHL \gt 400\ \text{mH}.

Passo a passo

Passo 1 — Reatâncias em ωd=50 rad/s\omega_d = 50\ \text{rad/s}:

XL=ωdL=50(0,1)=5 ΩXC=1ωdC=150(103)=20 ΩX_L = \omega_d L = 50(0{,}1) = 5\ \Omega \qquad X_C = \frac{1}{\omega_d C} = \frac{1}{50(10^{-3})} = 20\ \Omega

Passo 2 — Impedância e fase:

Z=R2+(XLXC)2=25+22515,8 ΩZ = \sqrt{R^2 + (X_L - X_C)^2} = \sqrt{25 + 225} \approx 15{,}8\ \Omegatanφ=XLXCR=5205=3    φ71,6°1,25 rad\tan\varphi = \frac{X_L - X_C}{R} = \frac{5 - 20}{5} = -3 \;\Rightarrow\; \varphi \approx -71{,}6° \approx -1{,}25\ \text{rad}

Passo 3 — Amplitude da corrente e expressão de i(t)i(t) (corrente adiantada — circuito capacitivo, pois XC>XLX_C \gt X_L):

I=εmZ=1015,80,63 Ai(t)=0,63sen(50t+1,25) AI = \frac{\varepsilon_m}{Z} = \frac{10}{15{,}8} \approx 0{,}63\ \text{A} \qquad \boxed{i(t) = 0{,}63\,\text{sen}(50t + 1{,}25)\ \text{A}}

Passo 4 — Amplitudes de tensão em cada elemento:

VR=IR3,15 VVL=IXL3,15 VVC=IXC12,6 VV_R = IR \approx 3{,}15\ \text{V} \qquad V_L = I X_L \approx 3{,}15\ \text{V} \qquad V_C = I X_C \approx 12{,}6\ \text{V}

Note que VC>εmV_C \gt \varepsilon_m: em RLC isso é normal, pois as tensões somam fasorialmente, não algebricamente.

Passo 5 — Ressonância:

ω0=1LC=1(0,1)(103)=100 rad/sI=εmR=105=2,0 A\omega_0 = \frac{1}{\sqrt{LC}} = \frac{1}{\sqrt{(0{,}1)(10^{-3})}} = \boxed{100\ \text{rad/s}} \qquad I = \frac{\varepsilon_m}{R} = \frac{10}{5} = \boxed{2{,}0\ \text{A}}

Passo 6 — Indutivo exige XL>XCX_L \gt X_C em ωd=50\omega_d = 50:

ωdL>1ωdC    L>1ωd2C=1(50)2(103)=0,4 H=400 mH\omega_d L \gt \frac{1}{\omega_d C} \;\Rightarrow\; L \gt \frac{1}{\omega_d^2 C} = \frac{1}{(50)^2(10^{-3})} = \boxed{0{,}4\ \text{H} = 400\ \text{mH}}
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Questão 13Prova FinalBancoLei de Gauss · Esfera uniforme2,5 ptsVer material

Uma esfera dielétrica de raio a=6,0 cma = 6{,}0\ \text{cm} possui densidade volumétrica de carga uniforme ρ=450 nC/m3\rho = 450\ \text{nC/m}^3.

(a) Determine a carga total da esfera.

(b) Determine o módulo do campo elétrico em r=2,0 cmr = 2{,}0\ \text{cm} (interior).

(c) Determine o módulo do campo elétrico em r=8,0 cmr = 8{,}0\ \text{cm} (exterior).

ρ uniformear < ar > aE

Duas gaussianas esféricas: dentro (r<ar \lt a) o campo cresce com rr; fora (r>ar \gt a) decai como 1/r21/r^2.

Gabarito

(a) Q4,07×1010 CQ \approx 4{,}07\times10^{-10}\ \text{C} · (b) E(2cm)339 N/CE(2\,\text{cm}) \approx 339\ \text{N/C} · (c) E(8cm)572 N/CE(8\,\text{cm}) \approx 572\ \text{N/C}

Passo a passo

Passo 1 — Carga total = densidade × volume da esfera:

Q=ρ43πa3=450×10943π(0,06)34,07×1010 CQ = \rho\cdot\frac{4}{3}\pi a^3 = 450\times10^{-9}\cdot\frac{4}{3}\pi(0{,}06)^3 \approx \boxed{4{,}07\times10^{-10}\ \text{C}}

Passo 2 — Para r<ar \lt a, a gaussiana envolve só a fração de carga dentro dela: qint=ρ43πr3q_{\text{int}} = \rho\cdot\frac{4}{3}\pi r^3. A Lei de Gauss dá E4πr2=qint/ε0E\cdot 4\pi r^2 = q_{\text{int}}/\varepsilon_0:

Eint=ρr3ε0=450×109(0,02)3(8,85×1012)339 N/CE_{\text{int}} = \frac{\rho\, r}{3\varepsilon_0} = \frac{450\times10^{-9}(0{,}02)}{3(8{,}85\times10^{-12})} \approx \boxed{339\ \text{N/C}}

Passo 3 — Para r>ar \gt a, a gaussiana envolve toda a carga QQ; comporta-se como carga pontual:

Eext=ρa33ε0r2=450×109(0,06)33(8,85×1012)(0,08)2572 N/CE_{\text{ext}} = \frac{\rho\, a^3}{3\varepsilon_0\, r^2} = \frac{450\times10^{-9}(0{,}06)^3}{3(8{,}85\times10^{-12})(0{,}08)^2} \approx \boxed{572\ \text{N/C}}

Confira: em r=ar = a ambas as fórmulas dão o mesmo valor — o campo é contínuo na borda.

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Questão 14Prova FinalBanco · 2026.1Lei de Gauss · Potencial2,5 ptsVer material

Uma esfera dielétrica de raio R=8,0 cmR = 8{,}0\ \text{cm} possui densidade volumétrica de carga não uniforme ρ(r)=kr\rho(r) = k\,r, com k=6×106 C/m4k = 6\times10^{-6}\ \text{C/m}^4.

(a) Determine a carga contida num raio r1=3,0 cmr_1 = 3{,}0\ \text{cm}.

(b) Determine o campo elétrico em r2=12,0 cmr_2 = 12{,}0\ \text{cm} (fora da esfera).

(c) Determine a diferença de potencial V(r2)V(r1)V(r_2) - V(r_1).

ρ = k rRr₁r₂

Como ρ\rho cresce com rr, a carga se concentra na borda; para VV integra-se EE de r1r_1 até r2r_2.

Gabarito

(a) Q(r1)=πkr141,53×1011 CQ(r_1) = \pi k\,r_1^4 \approx 1{,}53\times10^{-11}\ \text{C} · (b) E(r2)482 N/CE(r_2) \approx 482\ \text{N/C} · (c) V(r2)V(r1)56,3 VV(r_2) - V(r_1) \approx -56{,}3\ \text{V}

Passo a passo

Passo 1 — Como ρ\rho varia com rr, integre em cascas esféricas dV=4πr2drdV = 4\pi r'^2\,dr':

Q(r)=0rkr4πr2dr=4πk0rr3dr=πkr4Q(r) = \int_0^{r} k\,r'\cdot 4\pi r'^2\,dr' = 4\pi k\int_0^r r'^3\,dr' = \pi k\,r^4Q(r1)=π(6×106)(0,03)41,53×1011 CQ(r_1) = \pi(6\times10^{-6})(0{,}03)^4 \approx \boxed{1{,}53\times10^{-11}\ \text{C}}

Passo 2 — Fora (r2>Rr_2 \gt R) a gaussiana envolve a carga total Qtot=πkR4Q_{\text{tot}} = \pi k R^4; campo de carga pontual:

E(r2)=Qtot4πε0r22=πkR44πε0r22482 N/CE(r_2) = \frac{Q_{\text{tot}}}{4\pi\varepsilon_0\, r_2^2} = \frac{\pi k R^4}{4\pi\varepsilon_0\, r_2^2} \approx \boxed{482\ \text{N/C}}

Passo 3 — Dentro (rRr \le R), E4πr2=πkr4/ε0E\cdot 4\pi r^2 = \pi k r^4/\varepsilon_0, logo Ein(r)=kr24ε0E_{\text{in}}(r) = \dfrac{k\,r^2}{4\varepsilon_0}. O potencial vem de V(r2)V(r1)=r1r2EdrV(r_2)-V(r_1) = -\displaystyle\int_{r_1}^{r_2} E\,dr, quebrado em dois trechos (dentro até RR, fora de RR até r2r_2):

V(r2)V(r1)=r1Rkr24ε0dr    Rr2kR44ε0r2drV(r_2)-V(r_1) = -\int_{r_1}^{R}\frac{k r^2}{4\varepsilon_0}\,dr \;-\; \int_{R}^{r_2}\frac{k R^4}{4\varepsilon_0\, r^2}\,dr

Passo 4 — Resolvendo as duas integrais:

V(r2)V(r1)=k12ε0(R3r13)    kR44ε0(1R1r2)56,3 VV(r_2)-V(r_1) = -\frac{k}{12\varepsilon_0}\big(R^3 - r_1^3\big) \;-\; \frac{k R^4}{4\varepsilon_0}\left(\frac{1}{R}-\frac{1}{r_2}\right) \approx \boxed{-56{,}3\ \text{V}}

O sinal negativo era esperado: caminhamos a favor do campo (de dentro para fora), então o potencial cai.

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Questão 15Prova FinalBancoCampo magnético · B resultante2,5 ptsVer material

Dois fios retos e paralelos, com correntes de sentidos opostos, estão separados por d=10,0 cmd = 10{,}0\ \text{cm}. Um ponto PP é equidistante dos dois fios e o ângulo em PP (visto de cada fio) é reto. Sabendo que i2=2i1i_2 = 2\,i_1, com i1=10,0 Ai_1 = 10{,}0\ \text{A}, determine o módulo do campo magnético resultante em PP.

i₁ (entra)i₂ (sai)d = 10 cmPB₁B₂

Cada campo é perpendicular à reta fio–PP; como B1B2\vec B_1\perp\vec B_2, soma-se por Pitágoras.

Gabarito

BR=B12+B2263,2 μTB_R = \sqrt{B_1^2 + B_2^2} \approx 63{,}2\ \mu\text{T}

Passo a passo

Passo 1 — Se PP é equidistante e o ângulo em PP é reto, cada perna do triângulo mede:

R=d2=0,1027,07 cmR = \frac{d}{\sqrt2} = \frac{0{,}10}{\sqrt2} \approx 7{,}07\ \text{cm}

Passo 2 — Campo de cada fio reto infinito, B=μ0i/(2πR)B = \mu_0 i/(2\pi R):

B1=μ0i12πR28,3 μTB2=μ0i22πR56,6 μTB_1 = \frac{\mu_0 i_1}{2\pi R} \approx 28{,}3\ \mu\text{T} \qquad B_2 = \frac{\mu_0 i_2}{2\pi R} \approx 56{,}6\ \mu\text{T}

Passo 3 — Cada campo é perpendicular à sua reta fio–PP. Como essas retas formam ângulo reto em PP, os campos também são perpendiculares entre si (B1B2\vec B_1 \perp \vec B_2), e somam por Pitágoras:

BR=B12+B22=28,32+56,6263,2 μTB_R = \sqrt{B_1^2 + B_2^2} = \sqrt{28{,}3^2 + 56{,}6^2} \approx \boxed{63{,}2\ \mu\text{T}}
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Questão 16Prova FinalBancoMomento dipolar · Torque2,5 ptsVer material

Uma espira tem momento de dipolo magnético μ=2ı^+3k^ (Am2)\vec\mu = 2\,\hat\imath + 3\,\hat k\ (\text{A}\cdot\text{m}^2) e está imersa num campo magnético uniforme B=ı^+ȷ^+2k^ (T)\vec B = \hat\imath + \hat\jmath + 2\,\hat k\ (\text{T}).

(a) Determine o torque vetorial τ=μ×B\vec\tau = \vec\mu\times\vec B.

(b) Determine o módulo do torque τ|\vec\tau|.

(c) Determine o módulo do momento de dipolo μ|\vec\mu|.

Gabarito

(a) τ=3ı^ȷ^+2k^ (Nm)\vec\tau = -3\,\hat\imath - \hat\jmath + 2\,\hat k\ (\text{N}\cdot\text{m}) · (b) τ=143,74 Nm|\vec\tau| = \sqrt{14} \approx 3{,}74\ \text{N}\cdot\text{m} · (c) μ=133,61 Am2|\vec\mu| = \sqrt{13} \approx 3{,}61\ \text{A}\cdot\text{m}^2

Passo a passo

Passo 1 — Torque sobre um dipolo magnético num campo: τ=μ×B\vec\tau = \vec\mu\times\vec B. Com μ=(2,0,3)\vec\mu = (2,0,3) e B=(1,1,2)\vec B = (1,1,2), monte o determinante:

τ=ı^ȷ^k^203112\vec\tau = \begin{vmatrix}\hat\imath & \hat\jmath & \hat k\\ 2 & 0 & 3\\ 1 & 1 & 2\end{vmatrix}

Passo 2 — Expandindo:

τ=ı^(0231)ȷ^(2231)+k^(2101)=3ı^ȷ^+2k^\vec\tau = \hat\imath(0\cdot2 - 3\cdot1) - \hat\jmath(2\cdot2 - 3\cdot1) + \hat k(2\cdot1 - 0\cdot1) = \boxed{-3\,\hat\imath - \hat\jmath + 2\,\hat k}

Passo 3 — Módulo do torque:

τ=(3)2+(1)2+22=143,74 Nm|\vec\tau| = \sqrt{(-3)^2 + (-1)^2 + 2^2} = \sqrt{14} \approx \boxed{3{,}74\ \text{N}\cdot\text{m}}

Passo 4 — Módulo do momento de dipolo:

μ=22+02+32=133,61 Am2|\vec\mu| = \sqrt{2^2 + 0^2 + 3^2} = \sqrt{13} \approx \boxed{3{,}61\ \text{A}\cdot\text{m}^2}
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Questão 17Prova FinalBancoLei de Ampère · Cabo coaxial2,5 ptsVer material

Um cabo coaxial tem um fio central de raio a=1,0 cma = 1{,}0\ \text{cm} conduzindo i0=2,0 Ai_0 = 2{,}0\ \text{A} (uniformemente distribuída, saindo da página) e uma casca cilíndrica condutora de raio b=3,0 cmb = 3{,}0\ \text{cm} conduzindo 3i03\,i_0 (entrando na página).

Determine o módulo do campo magnético B(r)B(r) nas três regiões: r<ar \lt a, a<r<ba \lt r \lt b e r>br \gt b.

casca: 3i₀ (⊗)i₀ (⊙)abamperiana (raio r)

A cada região a Lei de Ampère Bd=μ0ienv\oint\vec B\cdot d\vec\ell = \mu_0 i_{\text{env}} só “vê” a corrente dentro do raio rr.

Gabarito

r<ar \lt a: B=μ0i0r2πa2B = \dfrac{\mu_0 i_0\, r}{2\pi a^2} · a<r<ba \lt r \lt b: B=μ0i02πrB = \dfrac{\mu_0 i_0}{2\pi r} · r>br \gt b: B=μ0(2i0)2πrB = \dfrac{\mu_0(-2i_0)}{2\pi r} (sentido invertido). Valores: B(a/2)=20 μTB(a/2)=20\ \mu\text{T}, B(a+b2)=20 μTB\big(\tfrac{a+b}{2}\big)=20\ \mu\text{T}, B(2b)13,3 μTB(2b)\approx -13{,}3\ \mu\text{T}.

Passo a passo

Passo 1 — Dentro do fio (r<ar \lt a): a amperiana envolve só a fração de i0i_0 proporcional à área, ienv=i0r2/a2i_{\text{env}} = i_0\,r^2/a^2:

B2πr=μ0i0r2a2    B=μ0i0r2πa2,B(a/2)=20 μTB\cdot 2\pi r = \mu_0\, i_0\frac{r^2}{a^2} \;\Rightarrow\; B = \frac{\mu_0 i_0\, r}{2\pi a^2}, \quad B(a/2) = 20\ \mu\text{T}

Passo 2 — Entre o fio e a casca (a<r<ba \lt r \lt b): a amperiana envolve toda a corrente central i0i_0:

B=μ0i02πr,B(a+b2=2cm)=20 μTB = \frac{\mu_0 i_0}{2\pi r}, \quad B\Big(\tfrac{a+b}{2}=2\,\text{cm}\Big) = 20\ \mu\text{T}

Passo 3 — Fora de tudo (r>br \gt b): a amperiana envolve i0i_0 (saindo) e 3i03i_0 (entrando), corrente líquida i03i0=2i0i_0 - 3i_0 = -2i_0:

B=μ0(2i0)2πr,B(2b=6cm)13,3 μTB = \frac{\mu_0(-2i_0)}{2\pi r}, \quad B(2b = 6\,\text{cm}) \approx \boxed{-13{,}3\ \mu\text{T}}

O sinal negativo indica que, fora do cabo, o campo circula no sentido oposto (dominado pela casca, que leva mais corrente).

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Questão 18Prova FinalBancoForça magnética · Equilíbrio2,5 ptsVer material

Um fio retilíneo, com massa por unidade de comprimento m/L=0,040 kg/mm/L = 0{,}040\ \text{kg/m}, é mantido suspenso horizontalmente por cabos flexíveis, numa região com campo magnético B=4,0 TB = 4{,}0\ \text{T} perpendicular à página. Determine a corrente necessária para que a tração nos cabos seja nula (use g=10 m/s2g = 10\ \text{m/s}^2).

B (sai da tela)fio (i, m/L)F = BiLP = mg

Tração nula: a força magnética BiLBiL sustenta sozinha o peso mgmg do fio.

Gabarito

i=(m/L)gB=0,100 Ai = \dfrac{(m/L)\,g}{B} = 0{,}100\ \text{A}

Passo a passo

Passo 1 — Com tração nula, só o peso e a força magnética atuam. Para o fio ficar suspenso, a força magnética F=BiLF = BiL deve equilibrar o peso P=mgP = mg:

BiL=mgBiL = mg

Passo 2 — Isolando a corrente e usando m/Lm/L:

i=mgBL=(m/L)gB=0,040104,0=0,100 Ai = \frac{mg}{BL} = \frac{(m/L)\,g}{B} = \frac{0{,}040\cdot 10}{4{,}0} = \boxed{0{,}100\ \text{A}}

O sentido da corrente deve ser tal que F=iL×B\vec F = i\vec L\times\vec B aponte para cima (regra da mão direita).

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Questão 19Prova FinalBancoCampo magnético · Espira circular2,5 ptsVer material

Um enrolamento circular com raio R=4,0 cmR = 4{,}0\ \text{cm} possui N=20N = 20 voltas e transporta i=3,0 Ai = 3{,}0\ \text{A}.

(a) Determine o campo magnético num ponto do eixo, a z=10,0 cmz = 10{,}0\ \text{cm} do centro.

(b) Determine o momento magnético do enrolamento.

N voltas, iReixo zPzB

No eixo da espira o campo aponta ao longo de zz; a fórmula usa (z2+R2)3/2(z^2+R^2)^{3/2} no denominador.

Gabarito

(a) B(z)48,3 μTB(z) \approx 48{,}3\ \mu\text{T} · (b) μ=NiA0,302 Am2\mu = NiA \approx 0{,}302\ \text{A}\cdot\text{m}^2

Passo a passo

Passo 1 — Campo no eixo de uma espira (multiplicado por NN voltas):

B(z)=μ04πNi2πR2(z2+R2)3/2B(z) = \frac{\mu_0}{4\pi}\cdot\frac{N\, i\, 2\pi R^2}{(z^2 + R^2)^{3/2}}

Passo 2 — Substituindo R=0,04 mR = 0{,}04\ \text{m}, z=0,10 mz = 0{,}10\ \text{m}, N=20N = 20, i=3i = 3:

B(z)=1072032π(0,04)2[(0,10)2+(0,04)2]3/248,3 μTB(z) = 10^{-7}\cdot\frac{20\cdot 3\cdot 2\pi(0{,}04)^2}{\big[(0{,}10)^2 + (0{,}04)^2\big]^{3/2}} \approx \boxed{48{,}3\ \mu\text{T}}

Passo 3 — Momento magnético (área A=πR2A = \pi R^2):

μ=NiA=203π(0,04)20,302 Am2\mu = N\,i\,A = 20\cdot 3\cdot \pi(0{,}04)^2 \approx \boxed{0{,}302\ \text{A}\cdot\text{m}^2}

Confira o limite: para zRz \gg R, Bμ04π2μz3B \approx \dfrac{\mu_0}{4\pi}\dfrac{2\mu}{z^3} — o campo de um dipolo magnético no eixo.

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Questão 20Prova FinalBancoCampo magnético · Fios num quadrado2,5 ptsVer material

Quatro fios longos, mantidos retos por espaçadores isolantes, formam um quadrado de lado L=15,0 cmL = 15{,}0\ \text{cm} visto de frente. Cada fio conduz i=8,0 Ai = 8{,}0\ \text{A}; os dois fios de um lado conduzem corrente saindo da página e os dois do lado oposto conduzem entrando, conforme a figura.

(a) Determine os vetores campo de cada fio no centro do quadrado.

(b) Determine a intensidade do campo magnético resultante no centro.

Li (⊙ saindo)i (⊗ entrando)P

Cada fio está a d=L2/2d = L\sqrt2/2 do centro; as 4 contribuições reforçam-se numa mesma direção.

Gabarito

(a) Bcada=μ0i2πd15,1 μTB_{\text{cada}} = \dfrac{\mu_0 i}{2\pi d} \approx 15{,}1\ \mu\text{T} (com d=L2/210,6 cmd = L\sqrt2/2 \approx 10{,}6\ \text{cm}) · (b) BR42,7 μTB_R \approx 42{,}7\ \mu\text{T}

Passo a passo

Passo 1 — Distância de cada fio (num vértice) ao centro do quadrado é metade da diagonal:

d=L22=0,152210,6 cmd = \frac{L\sqrt2}{2} = \frac{0{,}15\sqrt2}{2} \approx 10{,}6\ \text{cm}

Passo 2 — Campo de cada fio no centro:

Bcada=μ0i2πd=2×10780,10615,1 μTB_{\text{cada}} = \frac{\mu_0 i}{2\pi d} = \frac{2\times10^{-7}\cdot 8}{0{,}106} \approx \boxed{15{,}1\ \mu\text{T}}

Cada campo é perpendicular à reta fio–centro (regra da mão direita).

Passo 3 — Somando vetorialmente: os pares de fios opostos (um saindo, outro entrando) produzem campos que se reforçam na mesma direção horizontal. As componentes verticais se cancelam. Cada fio contribui com Bcadacos45°B_{\text{cada}}\cos45° na horizontal, e são 4 fios:

BR=4Bcadacos45°=415,12242,7 μTB_R = 4\,B_{\text{cada}}\cos45° = 4\cdot 15{,}1\cdot\frac{\sqrt2}{2} \approx \boxed{42{,}7\ \mu\text{T}}
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Questão 21Prova FinalBancoCampo magnético · Fios num quadrado2,5 ptsVer material

Três fios longos estão em três cantos de um quadrado de lado L=2,0 cmL = 2{,}0\ \text{cm}, todos com i=3,0 Ai = 3{,}0\ \text{A} entrando na página. Calcule o módulo do campo magnético resultante no quarto vértice (vazio) do quadrado.

i (⊗ entrando)PLL√2

Dois fios estão a LL de PP; o da diagonal está a L2L\sqrt2, contribuindo com B0/2B_0/\sqrt2.

Gabarito

BR=322B063,6 μTB_R = \dfrac{3\sqrt2}{2}\,B_0 \approx 63{,}6\ \mu\text{T}, com B0=μ0i2πL=30,0 μTB_0 = \dfrac{\mu_0 i}{2\pi L} = 30{,}0\ \mu\text{T}.

Passo a passo

Passo 1 — Dois fios estão adjacentes a PP (distância LL); o terceiro está na diagonal (distância L2L\sqrt2). Campo dos dois adjacentes:

B0=μ0i2πL=2×10730,02=30,0 μTB_0 = \frac{\mu_0 i}{2\pi L} = \frac{2\times10^{-7}\cdot 3}{0{,}02} = 30{,}0\ \mu\text{T}

Passo 2 — Os dois campos dos fios adjacentes são perpendiculares entre si e cada um tem módulo B0B_0; somando, apontam ao longo da diagonal com módulo:

Badj=B02+B02=B02B_{\text{adj}} = \sqrt{B_0^2 + B_0^2} = B_0\sqrt2

Passo 3 — O fio da diagonal está a L2L\sqrt2, então seu campo vale Bdiag=μ0i2π(L2)=B02B_{\text{diag}} = \dfrac{\mu_0 i}{2\pi (L\sqrt2)} = \dfrac{B_0}{\sqrt2}, e aponta na mesma direção diagonal — logo soma direto:

BR=B02+B02=2B0+B02=3B02=322B0B_R = B_0\sqrt2 + \frac{B_0}{\sqrt2} = \frac{2B_0 + B_0}{\sqrt2} = \frac{3B_0}{\sqrt2} = \frac{3\sqrt2}{2}B_0BR=32230,063,6 μTB_R = \frac{3\sqrt2}{2}\cdot 30{,}0 \approx \boxed{63{,}6\ \mu\text{T}}
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Questão 22Prova FinalBancoIndução · Campo exponencial2,5 ptsVer material

Uma espira circular de raio r=0,50 mr = 0{,}50\ \text{m} está num campo magnético perpendicular ao seu plano que decai no tempo: B(t)=1,5e5t TB(t) = 1{,}5\,e^{-5t}\ \text{T}. A resistência da espira é R=10 ΩR = 10\ \Omega.

Determine ε(t)\varepsilon(t), i(t)i(t) e a potência P(t)P(t), avaliando nos instantes t=0t = 0, t=0,05 st = 0{,}05\ \text{s} e t=1 st = 1\ \text{s}.

r = 0,50 mB(t)decai

O campo sai da tela e diminui com o tempo; a espira reage induzindo corrente que tenta manter o fluxo.

Gabarito

ε(t)=5,89e5t V\varepsilon(t) = 5{,}89\,e^{-5t}\ \text{V} · i(t)=0,589e5t Ai(t) = 0{,}589\,e^{-5t}\ \text{A} · P(t)=3,47e10t WP(t) = 3{,}47\,e^{-10t}\ \text{W}. Em t=0t=0: ε=5,89 V\varepsilon=5{,}89\ \text{V}, i=0,589 Ai=0{,}589\ \text{A}; em t=1st=1\,\text{s}: ε0,040 V\varepsilon\approx0{,}040\ \text{V}.

Passo a passo

Passo 1 — Área da espira (constante):

A=πr2=π(0,50)20,785 m2A = \pi r^2 = \pi(0{,}50)^2 \approx 0{,}785\ \text{m}^2

Passo 2 —BB varia, então ε=AdB/dt\varepsilon = -A\,dB/dt. Derivando B(t)=1,5e5tB(t)=1{,}5\,e^{-5t}: dB/dt=7,5e5tdB/dt = -7{,}5\,e^{-5t}, logo:

ε(t)=A7,5e5t=0,7857,5e5t5,89e5t V\varepsilon(t) = A\cdot 7{,}5\,e^{-5t} = 0{,}785\cdot 7{,}5\,e^{-5t} \approx \boxed{5{,}89\,e^{-5t}\ \text{V}}

Passo 3 — Corrente e potência:

i(t)=εR=0,589e5t AP(t)=ε2R=3,47e10t Wi(t) = \frac{\varepsilon}{R} = 0{,}589\,e^{-5t}\ \text{A} \qquad P(t) = \frac{\varepsilon^2}{R} = 3{,}47\,e^{-10t}\ \text{W}

Passo 4 — Avaliando:

  • t=0t = 0: ε=5,89 V\varepsilon = 5{,}89\ \text{V}, i=0,589 Ai = 0{,}589\ \text{A}, P=3,47 WP = 3{,}47\ \text{W}.
  • t=0,05st = 0{,}05\,\text{s}: e0,250,779ε4,59 Ve^{-0{,}25}\approx0{,}779\Rightarrow \varepsilon\approx4{,}59\ \text{V}, i0,459 Ai\approx0{,}459\ \text{A}.
  • t=1st = 1\,\text{s}: e56,7×103ε0,040 Ve^{-5}\approx6{,}7\times10^{-3}\Rightarrow \varepsilon\approx\boxed{0{,}040\ \text{V}} (praticamente nulo).
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Questão 23Prova FinalBancoIndução · Campo invertido2,5 ptsVer material

Uma bobina de N=100N = 100 espiras e diâmetro D=2,0 cmD = 2{,}0\ \text{cm} está num campo magnético B=1,0 TB = 1{,}0\ \text{T} perpendicular ao seu plano. O campo é invertido (passa a apontar no sentido oposto, mantendo o módulo) num intervalo Δt=0,1 s\Delta t = 0{,}1\ \text{s}. Com R=50 ΩR = 50\ \Omega, determine a fem média induzida e a corrente.

antes+B (sai)depois−B (entra)

Inverter o campo faz o fluxo ir de +BA+BA a BA-BA: a variação é ΔΦ=2BA\Delta\Phi = 2BA, não BABA.

Gabarito

ε=N2BAΔt0,628 V\varepsilon = \dfrac{N\cdot 2BA}{\Delta t} \approx 0{,}628\ \text{V} · i12,6 mAi \approx 12{,}6\ \text{mA}

Passo a passo

Passo 1 — A “pegadinha”: o campo inverte, então o fluxo vai de +BA+BA para BA-BA. A variação é o dobro:

ΔΦ=BA(BA)=2BA,A=π(D2)2=π(0,01)23,14×104 m2\Delta\Phi = BA - (-BA) = 2BA, \qquad A = \pi\left(\frac{D}{2}\right)^2 = \pi(0{,}01)^2 \approx 3{,}14\times10^{-4}\ \text{m}^2

Passo 2 — Fem média pela Lei de Faraday (com NN espiras):

ε=NΔΦΔt=1002(1,0)(3,14×104)0,10,628 V\varepsilon = N\frac{\Delta\Phi}{\Delta t} = \frac{100\cdot 2(1{,}0)(3{,}14\times10^{-4})}{0{,}1} \approx \boxed{0{,}628\ \text{V}}

Passo 3 — Corrente pela lei de Ohm:

i=εR=0,6285012,6 mAi = \frac{\varepsilon}{R} = \frac{0{,}628}{50} \approx \boxed{12{,}6\ \text{mA}}
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Questão 24Prova FinalBancoIndução · fem de movimento2,5 ptsVer material

Dois trilhos retilíneos formam um ângulo reto (em “V”). Uma barra parte do vértice em t=0t = 0 com velocidade constante v=5,20 m/sv = 5{,}20\ \text{m/s}, movendo-se ao longo da bissetriz entre os trilhos. Há um campo B=0,350 TB = 0{,}350\ \text{T} para fora da página em toda a região.

(a) Determine o fluxo através do triângulo formado em t=3,00 st = 3{,}00\ \text{s}.

(b) Determine a fem nesse instante.

(c) Se ε=atn\varepsilon = a\,t^n, qual o valor de nn?

barravB (sai da tela)

A área do triângulo cresce com t2t^2; por isso a fem cresce linearmente com tt.

Gabarito

(a) Φ(3)=Bv2t285,2 Wb\Phi(3) = B\,v^2 t^2 \approx 85{,}2\ \text{Wb} · (b) ε(3)=2Bv2t56,8 V\varepsilon(3) = 2B\,v^2 t \approx 56{,}8\ \text{V} · (c) n=1n = 1

Passo a passo

Passo 1 — Geometria do “V” a 90°: cada trilho faz 45° com a bissetriz. Em tt, a barra percorreu x=vtx = vt e o triângulo tem base 2xtan45°=2x2x\tan45° = 2x e altura xx. Área:

A=12(2x)(x)=x2=v2t2A = \frac{1}{2}(2x)(x) = x^2 = v^2 t^2

Passo 2 — Fluxo:

Φ(t)=BA=Bv2t2    Φ(3)=0,350(5,20)2(3)285,2 Wb\Phi(t) = B\,A = B\,v^2 t^2 \;\Rightarrow\; \Phi(3) = 0{,}350(5{,}20)^2(3)^2 \approx \boxed{85{,}2\ \text{Wb}}

Passo 3 — Fem pela Lei de Faraday:

ε=dΦdt=2Bv2t    ε(3)=2(0,350)(5,20)2(3)56,8 V\varepsilon = \frac{d\Phi}{dt} = 2B\,v^2 t \;\Rightarrow\; \varepsilon(3) = 2(0{,}350)(5{,}20)^2(3) \approx \boxed{56{,}8\ \text{V}}

Passo 4 — Como εt1\varepsilon \propto t^1, comparando com ε=atn\varepsilon = a\,t^n:

n=1\boxed{n = 1}
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Questão 25Prova FinalBancoRLC · Ressonância2,5 ptsVer material

Um circuito RLC série tem R=150 ΩR = 150\ \Omega, L=40 mHL = 40\ \text{mH} e C=2,5 μFC = 2{,}5\ \mu\text{F}, excitado por ε(t)=10,0sen(200πt) V\varepsilon(t) = 10{,}0\,\text{sen}(200\pi t)\ \text{V}.

Esboce a curva I(ωd)I(\omega_d) da amplitude da corrente em função da frequência de excitação, indicando a frequência de ressonância ω0\omega_0 e a corrente máxima ImaxI_{\text{max}}.

ω_dIω₀I_max

A corrente é máxima na ressonância (XL=XCX_L = X_C, Z=RZ = R) e cai suavemente dos dois lados.

Gabarito

ω0=1LC3,2×103 rad/s\omega_0 = \dfrac{1}{\sqrt{LC}} \approx 3{,}2\times10^{3}\ \text{rad/s} · Imax=εmR0,0667 AI_{\text{max}} = \dfrac{\varepsilon_m}{R} \approx 0{,}0667\ \text{A}. A curva tem pico em ω0\omega_0 e decai para os dois lados.

Passo a passo

Passo 1 — A amplitude da corrente é I(ωd)=εmR2+(ωdL1ωdC)2I(\omega_d) = \dfrac{\varepsilon_m}{\sqrt{R^2 + \big(\omega_d L - \tfrac{1}{\omega_d C}\big)^2}}.

Passo 2 — II é máxima quando o termo reativo zera, isto é, XL=XCX_L = X_C (ressonância):

ω0=1LC=1(0,04)(2,5×106)3,2×103 rad/s\omega_0 = \frac{1}{\sqrt{LC}} = \frac{1}{\sqrt{(0{,}04)(2{,}5\times10^{-6})}} \approx \boxed{3{,}2\times10^{3}\ \text{rad/s}}

Passo 3 — Nesse ponto Z=RZ = R e a corrente vale:

Imax=εmR=101500,0667 AI_{\text{max}} = \frac{\varepsilon_m}{R} = \frac{10}{150} \approx \boxed{0{,}0667\ \text{A}}

Passo 4 — Longe da ressonância (ωd\omega_d muito baixo ou muito alto), um dos reativos domina, ZZ cresce e I0I\to0 — daí o formato de sino da curva.

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Questão 26Prova FinalBancoRLC · Associação + ressonância2,5 ptsVer material

Um circuito tem dois resistores iguais R=40,0 ΩR = 40{,}0\ \Omega em paralelo, em série com dois capacitores iguais C=8,0 μFC = 8{,}0\ \mu\text{F} em série, excitado por ε(t)=8,0sen(160πt) V\varepsilon(t) = 8{,}0\,\text{sen}(160\pi t)\ \text{V}.

(a) Determine a resistência e a capacitância equivalentes.

(b) Determine a impedância ZZ do circuito (só RR e CC, ainda sem indutor).

(c) Determine a amplitude da corrente II.

(d) Determine o valor do indutor que, adicionado em série, levaria a frequência de excitação usada à ressonância.

E(t)R ∥ RC — C

Cuidado: resistores em paralelo somam como capacitores em série (e vice-versa).

Gabarito

(a) Req=20,0 ΩR_{\text{eq}} = 20{,}0\ \Omega, Ceq=4,0 μFC_{\text{eq}} = 4{,}0\ \mu\text{F} · (b) Z497,8 ΩZ \approx 497{,}8\ \Omega · (c) I16,1 mAI \approx 16{,}1\ \text{mA} · (d) L989 mHL \approx 989\ \text{mH}

Passo a passo

Passo 1 — Resistores em paralelo e capacitores em série se reduzem à metade (é o oposto do que a intuição sugere):

Req=R2=20,0 ΩCeq=C2=4,0 μFR_{\text{eq}} = \frac{R}{2} = \boxed{20{,}0\ \Omega} \qquad C_{\text{eq}} = \frac{C}{2} = \boxed{4{,}0\ \mu\text{F}}

Passo 2 — Sem indutor, a reatância é só capacitiva (ωd=160π502,7 rad/s\omega_d = 160\pi \approx 502{,}7\ \text{rad/s}):

XC=1ωdCeq497,4 ΩZ=Req2+XC2497,8 ΩX_C = \frac{1}{\omega_d C_{\text{eq}}} \approx 497{,}4\ \Omega \quad\Rightarrow\quad Z = \sqrt{R_{\text{eq}}^2 + X_C^2} \approx \boxed{497{,}8\ \Omega}

Passo 3 — Amplitude da corrente:

I=εmZ=8,0497,816,1 mAI = \frac{\varepsilon_m}{Z} = \frac{8{,}0}{497{,}8} \approx \boxed{16{,}1\ \text{mA}}

Passo 4 — Para ressonância na mesma ωd\omega_d, precisamos de XL=XCX_L = X_C (não se calcula um novo ω0\omega_0 — a frequência de excitação está fixa; o que se ajusta é LL):

ωdL=1ωdCeq    L=1ωd2Ceq989 mH\omega_d L = \frac{1}{\omega_d C_{\text{eq}}} \;\Rightarrow\; L = \frac{1}{\omega_d^2\, C_{\text{eq}}} \approx \boxed{989\ \text{mH}}
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Questão 27Prova FinalBancoRL (CA) · Fasores2,5 ptsVer material

Um circuito RLC teve o capacitor removido, restando R=180 ΩR = 180\ \Omega e L=280 mHL = 280\ \text{mH}, com f=55,0 Hzf = 55{,}0\ \text{Hz} e εm=30,0 V\varepsilon_m = 30{,}0\ \text{V}.

(a) Determine ZZ e a constante de fase φ\varphi.

(b) Escreva explicitamente ε(t)\varepsilon(t) e i(t)i(t) como funções seno.

(c) Desenhe o diagrama fasorial (posição relativa de VR\vec V_R, VL\vec V_L e E\vec E).

(d) Determine a potência média dissipada no resistor.

V_R (∥ I)V_LEφ

VR\vec V_R alinhado com a corrente; VL\vec V_L adiantado 90°; E\vec E é a soma vetorial, formando o triângulo de impedância.

Gabarito

(a) Z204,4 ΩZ \approx 204{,}4\ \Omega, φ28,3°\varphi \approx 28{,}3° · (b) ε(t)=30,0sen(345,6t)\varepsilon(t) = 30{,}0\,\text{sen}(345{,}6\,t), i(t)=0,1468sen(345,6t28,3°)i(t) = 0{,}1468\,\text{sen}(345{,}6\,t - 28{,}3°) · (d) Pmed1,94 WP_{\text{med}} \approx 1{,}94\ \text{W}

Passo a passo

Passo 1 — Sem capacitor, Z=R2+XL2Z = \sqrt{R^2 + X_L^2}. Com ω=2πf345,6 rad/s\omega = 2\pi f \approx 345{,}6\ \text{rad/s}, XL=ωL96,8 ΩX_L = \omega L \approx 96{,}8\ \Omega:

Z=1802+96,82204,4 Ωφ=arctanXLR28,3°Z = \sqrt{180^2 + 96{,}8^2} \approx \boxed{204{,}4\ \Omega} \qquad \varphi = \arctan\frac{X_L}{R} \approx \boxed{28{,}3°}

Passo 2 — Amplitude da corrente: I=εm/Z146,8 mAI = \varepsilon_m/Z \approx 146{,}8\ \text{mA}. Como o circuito é indutivo, a corrente atrasa em relação à tensão:

ε(t)=30,0sen(345,6t) Vi(t)=0,1468sen(345,6t28,3°) A\varepsilon(t) = 30{,}0\,\text{sen}(345{,}6\,t)\ \text{V} \qquad \boxed{i(t) = 0{,}1468\,\text{sen}(345{,}6\,t - 28{,}3°)\ \text{A}}

Passo 3 — No diagrama fasorial: VR\vec V_R fica alinhado com I\vec I (eixo horizontal, referência); VL\vec V_L fica 90° adiantado (para cima); a soma E=VR+VL\vec E = \vec V_R + \vec V_L forma ângulo φ=28,3°\varphi = 28{,}3° acima de I\vec I — é o triângulo retângulo de catetos RR e XLX_L e hipotenusa ZZ.

Passo 4 — Potência média (só o resistor dissipa):

Pmed=12I2R=12(0,1468)2(180)1,94 WP_{\text{med}} = \frac{1}{2}I^2 R = \frac{1}{2}(0{,}1468)^2(180) \approx \boxed{1{,}94\ \text{W}}
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Questão 28Prova FinalBancoRLC · Capacitores associados2,5 ptsVer material

Um circuito RLC série tem R=25,0 ΩR = 25{,}0\ \Omega e L=50,0 mHL = 50{,}0\ \text{mH}, excitado por ε(t)=15,0sen(200πt) V\varepsilon(t) = 15{,}0\,\text{sen}(200\pi t)\ \text{V}. No lugar de um único capacitor, há C1=6,0 μFC_1 = 6{,}0\ \mu\text{F} em série com C2=3,0 μFC_2 = 3{,}0\ \mu\text{F}, e esse conjunto em paralelo com C3=4,0 μFC_3 = 4{,}0\ \mu\text{F}.

(a) Determine a capacitância equivalente.

(b) Determine XLX_L, XCX_C e ZZ.

(c) Determine a amplitude da corrente II.

(d) Determine a potência média dissipada.

E(t)RLC₁C₂C₃

Primeiro C1C_1 em série com C2C_2, depois esse resultado em paralelo com C3C_3.

Gabarito

(a) Ceq=6,0 μFC_{\text{eq}} = 6{,}0\ \mu\text{F} · (b) XL31,4 ΩX_L \approx 31{,}4\ \Omega, XC265,3 ΩX_C \approx 265{,}3\ \Omega, Z235,2 ΩZ \approx 235{,}2\ \Omega · (c) I63,8 mAI \approx 63{,}8\ \text{mA} · (d) Pmed50,9 mWP_{\text{med}} \approx 50{,}9\ \text{mW}

Passo a passo

Passo 1 — C1C_1 e C2C_2 em série: Cs=C1C2C1+C2=639=2,0 μFC_s = \dfrac{C_1 C_2}{C_1 + C_2} = \dfrac{6\cdot3}{9} = 2{,}0\ \mu\text{F}. Em paralelo com C3C_3: Ceq=Cs+C3=6,0 μFC_{\text{eq}} = C_s + C_3 = \boxed{6{,}0\ \mu\text{F}}.

Passo 2 — Com ω=200π628,3 rad/s\omega = 200\pi \approx 628{,}3\ \text{rad/s}:

XL=ωL31,4 ΩXC=1ωCeq265,3 ΩX_L = \omega L \approx 31{,}4\ \Omega \qquad X_C = \frac{1}{\omega C_{\text{eq}}} \approx 265{,}3\ \OmegaZ=R2+(XLXC)2235,2 ΩZ = \sqrt{R^2 + (X_L - X_C)^2} \approx \boxed{235{,}2\ \Omega}

Passo 3 — Amplitude da corrente:

I=εmZ=15235,263,8 mAI = \frac{\varepsilon_m}{Z} = \frac{15}{235{,}2} \approx \boxed{63{,}8\ \text{mA}}

Passo 4 — Potência média com cosφ=R/Z0,106\cos\varphi = R/Z \approx 0{,}106 (bem capacitivo, XCXLX_C \gg X_L):

Pmed=12εmIcosφ50,9 mWP_{\text{med}} = \frac{1}{2}\varepsilon_m I\cos\varphi \approx \boxed{50{,}9\ \text{mW}}
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Questão 29Prova FinalBancoRLC · Indutores associados2,5 ptsVer material

Um circuito RLC série tem C=4,0 μFC = 4{,}0\ \mu\text{F}, excitado por ε(t)=20,0sen(300πt) V\varepsilon(t) = 20{,}0\,\text{sen}(300\pi t)\ \text{V}. No lugar de componentes únicos, tem R1=15,0 ΩR_1 = 15{,}0\ \Omega em série com R2=25,0 ΩR_2 = 25{,}0\ \Omega, e dois indutores L1=60,0 mHL_1 = 60{,}0\ \text{mH} e L2=30,0 mHL_2 = 30{,}0\ \text{mH} em paralelo entre si.

(a) Determine a resistência e a indutância equivalentes.

(b) Determine XLX_L, XCX_C e ZZ.

(c) Determine a amplitude da corrente II.

(d) Determine a potência média dissipada.

E(t)R₁R₂L₁L₂C

Indutores em paralelo somam como resistores em paralelo; resistores em série somam direto.

Gabarito

(a) Req=40,0 ΩR_{\text{eq}} = 40{,}0\ \Omega, Leq=20,0 mHL_{\text{eq}} = 20{,}0\ \text{mH} · (b) XL18,8 ΩX_L \approx 18{,}8\ \Omega, XC265,3 ΩX_C \approx 265{,}3\ \Omega, Z249,6 ΩZ \approx 249{,}6\ \Omega · (c) I80,1 mAI \approx 80{,}1\ \text{mA} · (d) Pmed128,4 mWP_{\text{med}} \approx 128{,}4\ \text{mW}

Passo a passo

Passo 1 — Indutores em paralelo somam como resistores em paralelo: Leq=L1L2L1+L2=603090=20,0 mHL_{\text{eq}} = \dfrac{L_1 L_2}{L_1 + L_2} = \dfrac{60\cdot30}{90} = \boxed{20{,}0\ \text{mH}}. Resistores em série: Req=R1+R2=40,0 ΩR_{\text{eq}} = R_1 + R_2 = \boxed{40{,}0\ \Omega}.

Passo 2 — Com ω=300π942,5 rad/s\omega = 300\pi \approx 942{,}5\ \text{rad/s}:

XL=ωLeq18,8 ΩXC=1ωC265,3 ΩX_L = \omega L_{\text{eq}} \approx 18{,}8\ \Omega \qquad X_C = \frac{1}{\omega C} \approx 265{,}3\ \OmegaZ=Req2+(XLXC)2249,6 ΩZ = \sqrt{R_{\text{eq}}^2 + (X_L - X_C)^2} \approx \boxed{249{,}6\ \Omega}

Passo 3 — Amplitude da corrente:

I=εmZ=20249,680,1 mAI = \frac{\varepsilon_m}{Z} = \frac{20}{249{,}6} \approx \boxed{80{,}1\ \text{mA}}

Passo 4 — Potência média com cosφ=Req/Z0,160\cos\varphi = R_{\text{eq}}/Z \approx 0{,}160:

Pmed=12εmIcosφ128,4 mWP_{\text{med}} = \frac{1}{2}\varepsilon_m I\cos\varphi \approx \boxed{128{,}4\ \text{mW}}
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Questão 30Prova FinalBancoKirchhoff · Multi-malha2,5 ptsVer material

Entre dois nós aa e bb há três ramos em paralelo: o ramo 1 tem ε1=12 V\varepsilon_1 = 12\ \text{V} em série com R1=4,0 ΩR_1 = 4{,}0\ \Omega; o ramo 2 tem ε2=9,0 V\varepsilon_2 = 9{,}0\ \text{V} em série com R2=3,0 ΩR_2 = 3{,}0\ \Omega; o ramo 3 tem apenas R3=6,0 ΩR_3 = 6{,}0\ \Omega (sem fem). Determine as três correntes.

abε₁R₁ε₂R₂R₃

Três ramos entre aa e bb: o método do potencial de nó resolve tudo com uma equação.

Gabarito

Vab=8,0 VV_{ab} = -8{,}0\ \text{V} · i1=1,00 Ai_1 = 1{,}00\ \text{A} (aba\to b), i2=0,33 Ai_2 = 0{,}33\ \text{A} (aba\to b), i3=1,33 Ai_3 = 1{,}33\ \text{A} (bab\to a).

Passo a passo

Passo 1 — Método do potencial de nó: escreva a corrente que sai de aa por cada ramo em função de Vab=VaVbV_{ab}=V_a-V_b e imponha i=0\sum i = 0:

Vab(1R1+1R2+1R3)=(ε1R1+ε2R2)V_{ab}\left(\frac{1}{R_1}+\frac{1}{R_2}+\frac{1}{R_3}\right) = -\left(\frac{\varepsilon_1}{R_1}+\frac{\varepsilon_2}{R_2}\right)

Passo 2 — Substituindo os valores:

Vab(14+13+16)=(124+93)    Vab(0,75)=6    Vab=8,0 VV_{ab}\left(\tfrac14+\tfrac13+\tfrac16\right) = -\left(\tfrac{12}{4}+\tfrac{9}{3}\right) \;\Rightarrow\; V_{ab}\,(0{,}75) = -6 \;\Rightarrow\; \boxed{V_{ab} = -8{,}0\ \text{V}}

Passo 3 — Volte em cada ramo para achar as correntes:

i1=ε1+VabR1=1284=1,00 Ai2=ε2+VabR2=983=0,33 Ai_1 = \frac{\varepsilon_1 + V_{ab}}{R_1} = \frac{12 - 8}{4} = \boxed{1{,}00\ \text{A}} \qquad i_2 = \frac{\varepsilon_2 + V_{ab}}{R_2} = \frac{9 - 8}{3} = \boxed{0{,}33\ \text{A}}i3=VabR3=86=1,33 Ai_3 = \frac{|V_{ab}|}{R_3} = \frac{8}{6} = \boxed{1{,}33\ \text{A}}

Passo 4 — Confira a Lei dos Nós: i1+i2=1,33=i3i_1 + i_2 = 1{,}33 = i_3 ✓. As correntes 1 e 2 vão de aa para bb; a 3 retorna de bb para aa.

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Questão 31Prova FinalBanco · 2026.1Circuitos DC · Chave2,5 ptsVer material

Um circuito tem Ra=50,0 ΩR_a = 50{,}0\ \Omega em série com a fonte V0=10,0 VV_0 = 10{,}0\ \text{V}, seguido por Rb=25,0 ΩR_b = 25{,}0\ \Omega. Uma chave SS conecta Rc=100,0 ΩR_c = 100{,}0\ \Omega em paralelo com RbR_b. Determine a corrente total (a) com SS aberta; (b) com SS fechada.

V₀RaRbSRc

Fechar SS coloca RcR_c em paralelo com RbR_b, reduzindo a resistência total e aumentando a corrente.

Gabarito

(a) SS aberta: I0,133 AI \approx 0{,}133\ \text{A} · (b) SS fechada: I0,143 AI \approx 0{,}143\ \text{A}

Passo a passo

Passo 1 — Com SS aberta, RcR_c não conduz. O circuito é só RaR_a em série com RbR_b:

Req=Ra+Rb=75 Ω    I=V0Req=10750,133 AR_{\text{eq}} = R_a + R_b = 75\ \Omega \;\Rightarrow\; I = \frac{V_0}{R_{\text{eq}}} = \frac{10}{75} \approx \boxed{0{,}133\ \text{A}}

Passo 2 — Com SS fechada, RcR_c entra em paralelo com RbR_b:

Rbc=RbRcRb+Rc=25100125=20 ΩR_{bc} = \frac{R_b R_c}{R_b + R_c} = \frac{25\cdot100}{125} = 20\ \Omega

Passo 3 — Resistência total e corrente:

Req=Ra+Rbc=70 Ω    I=10700,143 AR_{\text{eq}} = R_a + R_{bc} = 70\ \Omega \;\Rightarrow\; I = \frac{10}{70} \approx \boxed{0{,}143\ \text{A}}

Fechar a chave diminuiu a resistência equivalente, então a corrente total aumentou — coerente.

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Questão 32Prova FinalBanco · 2026.1Resistividade · Integração2,5 ptsVer material

Um resistor de carbono tem formato de fio cilíndrico oco, de comprimento LL, raio interno aa e raio externo bb. A corrente flui ao longo do eixo (axial).

(a) Mostre que a resistividade é ρ=πR(b2a2)L\rho = \dfrac{\pi R(b^2 - a^2)}{L}, com RR a resistência medida.

(b) Calcule a condutividade, dado L=1,20 mmL = 1{,}20\ \text{mm}, diâmetros 0,30 mm0{,}30\ \text{mm} e 0,50 mm0{,}50\ \text{mm}, e R=0,5 ΩR = 0{,}5\ \Omega.

bai (axial)L

Corrente axial: a área atravessada é a seção anular A=π(b2a2)A = \pi(b^2 - a^2), constante ao longo de LL.

Gabarito

(a) ρ=πR(b2a2)L\rho = \dfrac{\pi R(b^2 - a^2)}{L} · (b) σ=1/ρ1,91×104 S/m\sigma = 1/\rho \approx 1{,}91\times10^{4}\ \text{S/m}

Passo a passo

Passo 1 — A corrente percorre o resistor no sentido axial (ao longo de LL), então a área atravessada é sempre a mesma seção transversal anular:

A=π(b2a2)(na˜o varia ao longo do percurso)A = \pi(b^2 - a^2)\quad(\text{não varia ao longo do percurso})

Passo 2 — Como AA é constante, vale a fórmula direta R=ρL/AR = \rho L/A, sem integrar. Isolando ρ\rho:

R=ρLπ(b2a2)    ρ=πR(b2a2)LR = \frac{\rho L}{\pi(b^2 - a^2)} \;\Rightarrow\; \boxed{\rho = \frac{\pi R(b^2 - a^2)}{L}}

Passo 3 — Com raios a=0,15 mma = 0{,}15\ \text{mm}, b=0,25 mmb = 0{,}25\ \text{mm} e L=1,20 mmL = 1{,}20\ \text{mm}:

ρ=π(0,5)[(2,5×104)2(1,5×104)2]1,2×1035,24×105 Ωm\rho = \frac{\pi(0{,}5)\big[(2{,}5\times10^{-4})^2 - (1{,}5\times10^{-4})^2\big]}{1{,}2\times10^{-3}} \approx 5{,}24\times10^{-5}\ \Omega\cdot\text{m}

Passo 4 — Condutividade:

σ=1ρ1,91×104 S/m\sigma = \frac{1}{\rho} \approx \boxed{1{,}91\times10^{4}\ \text{S/m}}
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Questão 33Prova FinalBanco · 2026.1Resistividade · Integração radial2,5 ptsVer material

Um cabo coaxial tem condutor interno de raio rir_i e externo ror_o, separados por um dielétrico de resistividade ρ\rho. A corrente vaza radialmente do condutor interno para o externo.

(a) Mostre que a resistência radial é R=ρ2πLln(ro/ri)R = \dfrac{\rho}{2\pi L}\,\ln(r_o/r_i).

(b) Calcule numericamente para ρ=8×1011 Ωcm\rho = 8\times10^{11}\ \Omega\cdot\text{cm}, L=50 mL = 50\ \text{m}, ri=0,60 mmr_i = 0{,}60\ \text{mm} e ro=1,10 mmr_o = 1{,}10\ \text{mm}.

r_ir_ocorrente radial

Corrente radial: a área A=2πrLA = 2\pi r L cresce com rr, então é preciso integrar cascas cilíndricas.

Gabarito

(a) R=ρ2πLln(ro/ri)R = \dfrac{\rho}{2\pi L}\ln(r_o/r_i) · (b) R1,54×107 Ω15,4 MΩR \approx 1{,}54\times10^{7}\ \Omega \approx 15{,}4\ \text{M}\Omega

Passo a passo

Passo 1 — Aqui a corrente é radial (atravessa o dielétrico do condutor interno para o externo), então a área atravessada A=2πrLA = 2\pi r L varia com rr. Por isso não vale R=ρL/AR = \rho L/A direto: some cascas cilíndricas de espessura drdr:

dR=ρdr2πrLdR = \frac{\rho\,dr}{2\pi r L}

Passo 2 — Integre de rir_i a ror_o:

R=ρ2πLrirodrr=ρ2πLln ⁣(rori)R = \frac{\rho}{2\pi L}\int_{r_i}^{r_o}\frac{dr}{r} = \boxed{\frac{\rho}{2\pi L}\ln\!\left(\frac{r_o}{r_i}\right)}

Passo 3 — Converta ρ=8×1011 Ωcm=8×109 Ωm\rho = 8\times10^{11}\ \Omega\cdot\text{cm} = 8\times10^{9}\ \Omega\cdot\text{m} e substitua:

R=8×1092π(50)ln ⁣(1,100,60)1,54×107 Ω15,4 MΩR = \frac{8\times10^{9}}{2\pi(50)}\ln\!\left(\frac{1{,}10}{0{,}60}\right) \approx \boxed{1{,}54\times10^{7}\ \Omega \approx 15{,}4\ \text{M}\Omega}

Compare com a Questão 32: lá a corrente era axial (área constante, sem integrar); aqui é radial (área variável, exige integral) — é a mesma diferença conceitual da Lei de Gauss cilíndrica.

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Questão 34Prova FinalBancoResistividade · Integração axial2,5 ptsVer material

Um resistor tem formato de tronco de cone: comprimento LL, raio menor aa numa extremidade, raio maior bb na outra, resistividade ρ\rho uniforme. A corrente flui ao longo do eixo.

(a) Mostre que R=ρLπabR = \dfrac{\rho L}{\pi a b}.

(b) Calcule para ρ=3,5×105 Ωm\rho = 3{,}5\times10^{-5}\ \Omega\cdot\text{m}, L=2,0 cmL = 2{,}0\ \text{cm}, a=2,0 mma = 2{,}0\ \text{mm} e b=6,0 mmb = 6{,}0\ \text{mm}.

abi (axial)L

Corrente axial mas raio r(x)r(x) cresce ao longo do eixo: a área varia, exigindo integração ao longo de LL.

Gabarito

(a) R=ρLπabR = \dfrac{\rho L}{\pi a b} · (b) R1,86×102 Ω18,6 mΩR \approx 1{,}86\times10^{-2}\ \Omega \approx 18{,}6\ \text{m}\Omega

Passo a passo

Passo 1 — A corrente é axial, mas o raio muda linearmente ao longo do eixo: r(x)=a+(ba)xLr(x) = a + (b - a)\dfrac{x}{L}, de x=0x = 0 a x=Lx = L. A área A(x)=πr(x)2A(x) = \pi r(x)^2 não é constante — some fatias de espessura dxdx:

R=0Lρdxπr(x)2=ρπ0Ldx(a+(ba)xL)2R = \int_0^L \frac{\rho\,dx}{\pi\,r(x)^2} = \frac{\rho}{\pi}\int_0^L \frac{dx}{\Big(a + \tfrac{(b-a)x}{L}\Big)^2}

Passo 2 — Substituindo u=a+(ba)x/Lu = a + (b-a)x/L, du=baLdxdu = \dfrac{b-a}{L}\,dx:

R=ρπLba[1u]ab=ρLπ(ba)(1a1b)=ρLπabR = \frac{\rho}{\pi}\cdot\frac{L}{b-a}\left[-\frac{1}{u}\right]_a^b = \frac{\rho L}{\pi(b-a)}\left(\frac{1}{a}-\frac{1}{b}\right) = \boxed{\frac{\rho L}{\pi a b}}

Passo 3 — Substituindo os valores:

R=(3,5×105)(0,02)π(0,002)(0,006)1,86×102 Ω18,6 mΩR = \frac{(3{,}5\times10^{-5})(0{,}02)}{\pi(0{,}002)(0{,}006)} \approx \boxed{1{,}86\times10^{-2}\ \Omega \approx 18{,}6\ \text{m}\Omega}

O resultado é a média geométrica das áreas: como se o cone tivesse área efetiva πab\pi a b.

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Questão 35Prova FinalBancoLei de Coulomb2,5 ptsVer material

Duas cargas q1=+4,0 μCq_1 = +4{,}0\ \mu\text{C} e q2=6,0 μCq_2 = -6{,}0\ \mu\text{C} estão separadas por r=30 cmr = 30\ \text{cm}. Calcule a força entre elas e diga se é atrativa ou repulsiva.

Gabarito

F=kq1q2r22,40 NF = k\dfrac{|q_1||q_2|}{r^2} \approx 2{,}40\ \text{N}atrativa (cargas de sinais opostos).

Passo a passo

Passo 1 — Lei de Coulomb (com k=8,99×109 Nm2/C2k = 8{,}99\times10^{9}\ \text{N}\cdot\text{m}^2/\text{C}^2):

F=kq1q2r2F = k\frac{|q_1||q_2|}{r^2}

Passo 2 — Substituindo:

F=(8,99×109)(4,0×106)(6,0×106)(0,30)22,40 NF = \frac{(8{,}99\times10^{9})(4{,}0\times10^{-6})(6{,}0\times10^{-6})}{(0{,}30)^2} \approx \boxed{2{,}40\ \text{N}}

Passo 3 — Como as cargas têm sinais opostos, a força é atrativa — cada carga é puxada em direção à outra.

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Questão 36Prova FinalBancoCapacitor · Força entre placas2,5 ptsVer material

A placa aa de um capacitor (área A=500 cm2A = 500\ \text{cm}^2) está presa a uma mola de constante k=100 N/mk = 100\ \text{N/m}; a placa bb é fixa. A placa aa tem carga +Q=2,0 μC+Q = 2{,}0\ \mu\text{C} e a bb tem Q-Q. De quanto a mola se distende?

k+Q−Q (fixa)F

As placas com cargas opostas se atraem; essa força estica a mola até o equilíbrio F=kxF = kx.

Gabarito

F=Q22ε0A4,52 NF = \dfrac{Q^2}{2\varepsilon_0 A} \approx 4{,}52\ \text{N} · x=F/k4,52×102 m=45,2 mmx = F/k \approx 4{,}52\times10^{-2}\ \text{m} = 45{,}2\ \text{mm}

Passo a passo

Passo 1 — A força de atração entre as placas de um capacitor é F=QEplacaF = QE_{\text{placa}}, onde o campo criado por uma placa é E=σ/(2ε0)=Q/(2ε0A)E = \sigma/(2\varepsilon_0) = Q/(2\varepsilon_0 A). Logo:

F=Q22ε0AF = \frac{Q^2}{2\varepsilon_0 A}

Passo 2 — Substituindo A=0,05 m2A = 0{,}05\ \text{m}^2:

F=(2,0×106)22(8,85×1012)(0,05)4,52 NF = \frac{(2{,}0\times10^{-6})^2}{2(8{,}85\times10^{-12})(0{,}05)} \approx \boxed{4{,}52\ \text{N}}

Passo 3 — No equilíbrio a mola faz força igual e oposta, F=kxF = kx:

x=Fk=4,521004,52×102 m=45,2 mmx = \frac{F}{k} = \frac{4{,}52}{100} \approx \boxed{4{,}52\times10^{-2}\ \text{m} = 45{,}2\ \text{mm}}
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Questão 37Prova FinalBancoCircuito RC · Carga2,5 ptsVer material

Um circuito RC série tem ε=12 V\varepsilon = 12\ \text{V}, R=2,0 kΩR = 2{,}0\ \text{k}\Omega e C=500 μFC = 500\ \mu\text{F}. A chave fecha em t=0t = 0 (capacitor inicialmente descarregado).

Determine a constante de tempo τ\tau, escreva q(t)q(t) e i(t)i(t), e calcule seus valores em t=1,0 st = 1{,}0\ \text{s}.

εRC

Ao fechar a chave, a carga sobe até CεC\varepsilon e a corrente decai de ε/R\varepsilon/R a zero, ambas com constante τ=RC\tau = RC.

Gabarito

τ=RC=1,0 s\tau = RC = 1{,}0\ \text{s} · q(t)=Cε(1et/τ)q(t) = C\varepsilon(1 - e^{-t/\tau}), i(t)=εRet/τi(t) = \dfrac{\varepsilon}{R}e^{-t/\tau} · q(1s)3,79 mCq(1\,\text{s}) \approx 3{,}79\ \text{mC}, i(1s)2,21 mAi(1\,\text{s}) \approx 2{,}21\ \text{mA}

Passo a passo

Passo 1 — Constante de tempo:

τ=RC=(2,0×103)(500×106)=1,0 s\tau = RC = (2{,}0\times10^{3})(500\times10^{-6}) = \boxed{1{,}0\ \text{s}}

Passo 2 — Carregamento do capacitor (carga sobe, corrente decai):

q(t)=Cε(1et/τ)i(t)=εRet/τq(t) = C\varepsilon\left(1 - e^{-t/\tau}\right) \qquad i(t) = \frac{\varepsilon}{R}\,e^{-t/\tau}

Passo 3 — A carga final é Cε=(500×106)(12)=6,0 mCC\varepsilon = (500\times10^{-6})(12) = 6{,}0\ \text{mC}. Em t=1,0 s=τt = 1{,}0\ \text{s} = \tau (e10,368e^{-1}\approx0{,}368):

q(1)=6,0(10,368)3,79 mCq(1) = 6{,}0(1 - 0{,}368) \approx \boxed{3{,}79\ \text{mC}}

Passo 4 — Corrente inicial ε/R=12/2000=6,0 mA\varepsilon/R = 12/2000 = 6{,}0\ \text{mA}; em t=1,0 st = 1{,}0\ \text{s}:

i(1)=6,0e12,21 mAi(1) = 6{,}0\,e^{-1} \approx \boxed{2{,}21\ \text{mA}}
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Questão 38Prova FinalBancoEfeito Hall2,5 ptsVer material

Uma fita condutora de largura d=2,0 cmd = 2{,}0\ \text{cm} conduz corrente com velocidade de deriva vd=8,0×105 m/sv_d = 8{,}0\times10^{-5}\ \text{m/s}, num campo B=0,60 TB = 0{,}60\ \text{T} perpendicular à fita. Calcule a tensão Hall.

v_dB (sai)d+

O campo desvia os portadores para uma borda, criando uma tensão transversal VH=vdBdV_H = v_d B d.

Gabarito

VH=vdBd0,96 μVV_H = v_d B d \approx 0{,}96\ \mu\text{V}

Passo a passo

Passo 1 — No equilíbrio Hall, a força elétrica transversal equilibra a força magnética sobre os portadores: qEH=qvdBqE_H = qv_d B, logo EH=vdBE_H = v_d B. A tensão é o campo vezes a largura:

VH=EHd=vdBdV_H = E_H\, d = v_d\, B\, d

Passo 2 — Substituindo:

VH=(8,0×105)(0,60)(0,02)0,96 μVV_H = (8{,}0\times10^{-5})(0{,}60)(0{,}02) \approx \boxed{0{,}96\ \mu\text{V}}

A tensão Hall é pequena porque a velocidade de deriva é baixa — por isso o efeito só é mensurável com instrumentos sensíveis.

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