Escolha um e apenas um dos itens abaixo e forneça o que se pede:
Encontre o volume do sólido limitado abaixo pelo plano z=0 e acima pela superfície z=f(x,y)=1−x2−y2;
Calcule a integral ∫12∫y=xy=x2∫z=x−yz=x+y2xzdzdydx.
O paraboloide z=1−x2−y2 é uma cúpula que encosta no plano z=0 sobre o círculo x2+y2=1. O volume é a integral da altura sobre esse disco — daí a simetria pedir coordenadas polares.
Gabarito
a) V=2π
Passo a passo
Passo 1 — O paraboloide z=1−x2−y2 corta o plano z=0 quando x2+y2=1: a base é o disco de raio 1. O volume é
∮φ(2x−y)dx+(2x+1)dy ao longo do caminho retangular de vértices V1(0,0), V2(5,0), V3(5,3) e V4(0,3), percorrido no sentido anti-horário (sugestão: use o Teorema de Green);
∫φ2xydx+(x2+y2)dy ao longo do caminho φ:y=x2 entre os pontos A(−1,1) e B(1,1).
No item (a), a curva é fechada e anti-horária — condição ideal para o Teorema de Green, que troca a integral de linha pela integral dupla sobre o retângulo 5×3.
Gabarito
a) 45 b) 0 (o campo é conservativo, com potencial φ=x2y+3y3)
Passo a passo
Item (a)
Passo 1 — Curva fechada + sentido anti-horário: condições perfeitas para Green. Com P=2x−y e Q=2x+1:
∂x∂Q−∂y∂P=2−(−1)=3
Passo 2 — A integral vira 3 vezes a área do retângulo 5×3:
∮φPdx+Qdy=∬D3dA=3⋅(5)(3)=45
Item (b)
Passo 1 — Antes de parametrizar, teste se o campo é conservativo. Com P=2xy e Q=x2+y2:
∂y∂P=2x=∂x∂Q✓ conservativo
Passo 2 — Ache o potencial: φ=∫2xydx=x2y+g(y). Derivando em y: x2+g′(y)=x2+y2⇒g(y)=3y3. Logo
φ(x,y)=x2y+3y3
Passo 3 — Pelo Teorema Fundamental, a integral só depende dos extremos. Atenção ao sinal: como o potencial tem x2, tanto em x=1 quanto em x=−1 vale x2=1:
∫φF⋅dr=φ(1,1)−φ(−1,1)=(1+31)−(1+31)=0
Repare: a parábola y=x2 era só distração — qualquer caminho de A a B daria o mesmo valor. E como A(−1,1) e B(1,1) têm o mesmo y e o mesmo x2, estão na mesma equipotencial, então a integral dá zero.
Passo 2 — Aqui há dois caminhos. Fazendo o fluxo do rotacional direto pela superfície z=g(x,y)=10−x2−y2 (orientação para cima), o vetor de área é
dS=(−gx,−gy,1)dA=(2x,2y,1)dA
Passo 3 — Faça o produto escalar do rotacional constante com dS:
(∇×F)⋅dS=[(−2)(2x)+(−3)(2y)+4(1)]dA=(−4x−6y+4)dA
Passo 4 — A projeção no plano xy é o disco onde z≥1, isto é 10−x2−y2≥1⇒x2+y2≤9 (raio 3). Integre sobre esse disco D:
∬D(−4x−6y+4)dA
Passo 5 — Por simetria, ∬DxdA=∬DydA=0 (disco centrado na origem). Sobra só a constante:
∬D4dA=4⋅aˊrea(D)=4⋅π(3)2=36π
Observação: pelo Teorema de Stokes esse valor é igual à circulação ∮CF⋅dr na circunferência de borda x2+y2=9, z=1 — poderia ter sido feito por lá também.
Um cano é uma casca cilíndrica de comprimento L=20 cm, raio interno rint=6 cm e raio externo rext=7 cm. Usando integral tripla em coordenadas cilíndricas, calcule o volume do material do cano.
Seção transversal: anel entre r=6 e r=7.
Gabarito
V=260πcm3≈816,8cm3
Passo a passo
Passo 1 — Em coordenadas cilíndricas o elemento de volume é dV=rdrdθdz. O material do cano ocupa
6≤r≤7,0≤θ≤2π,0≤z≤20
Passo 2 — Monte a integral tripla. Como os limites são constantes, ela separa em produto: